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Q4068989 Arquivologia
Sobre as recomendações do trabalho de escrituração escolar, assinale a afirmativa INCORRETA.
Alternativas
Q4068988 Arquivologia
Considerando os tipos de arquivamento, a classificação por ordem alfabética permite vários procedimentos; assinale o INCORRETO.
Alternativas
Q4068982 História
O real foi criado no governo Itamar Franco, em 1994, para resolver uma das maiores crises inflacionárias do mundo. Na época das maquininhas de remarcar, os preços chegavam a subir três mil por cento ao ano no Brasil. O Plano Real conseguiu reduzir a inflação a níveis aceitáveis.
(Disponível em: www.camara.leg.br.)
Em relação ao Plano Real, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q4068981 Astronomia
Astrônomos revelam primeira imagem de buraco negro no centro da Via Láctea
Astrônomos do consórcio internacional Event Horizon Telescope (EHT) revelaram a primeira imagem do buraco negro no centro da Via Láctea, chamado Sagitário A*, ou Sgr A*. O grupo de pesquisa reúne oito observatórios existentes em todo o Planeta para formar um único telescópio virtual do “tamanho da Terra”. O telescópio recebeu o nome de “horizonte de eventos”; o limite do buraco negro além do qual nenhuma luz pode escapar.
(Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/astronomosrevelam-primeira-imagem-de-buraco-negro-no-centro-da-via-lactea/. Acesso em: 18/07/2022.)
Em relação ao buraco negro e a Via Láctea, analise as afirmativas a seguir.
I. O buraco negro é uma região do espaço com um campo gravitacional tão intenso que nem mesmo a luz consegue escapar de dentro dele.
II. Uma das concepções artísticas mais próximas da realidade do buraco negro foi feita pela direção de arte do filme “Interestelar”, por meio de cálculos feitos pelo físico Kipp Thorn.
III. A Via Láctea é uma galáxia do tipo espiral normal, formada por um bojo, quatro enormes braços principais que compõem o seu disco e um amplo halo galáctico que a envolve.
Está correto o que se afirma em
Alternativas
Q4068980 Atualidades
A ucraniana que ganhou “Nobel da Matemática” por resolver problema sem solução desde o século 17
Maryna Viazovska é a segunda mulher na história a ganhar a Medalha Fields, considerada o Prêmio Nobel de matemática. Até então, apenas uma mulher, a iraniana Maryam Mirzakhani, havia recebido essa medalha, que começou a ser concedida em 1936 para os maiores feitos matemáticos do mundo. “Viazovskaé uma matemática brilhante”, disse Christian Blohmann à BBC News Mundo, o serviço em espanhol da BBC. “Eu a admiro porque sua solução para o problema de empacotamento de esferas é muito bonita e extremamente inesperada.” O pesquisador do Instituto Max Planck de Matemática, na Alemanha, refere-se ao fato de que em 2016 Viazovska resolveu dois casos do famoso problema geométrico que o grande cientista alemão Johannes Kepler propôs no século XVII.
(Disponível em: https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/ 2022/07/07/a-ucraniana-que-ganhou-nobel-da-matematica-porresolver-problema-sem-solucao-desde-o-seculo-17.ghtml. Acesso em: 07/07/2022.) 
Sobre o Prêmio Nobel, assinale a afirmativa INCORRETA.  
Alternativas
Q4068979 História
Brasil é o quinto país mais buscado por imigrantes venezuelanos
Entre olhares desconfiados e cansados, crianças brincando e malas que se amontoam, filas se formam nas tendas da “Operação Acolhida”, com centenas de venezuelanos que ainda buscam no Brasil um local para recomeçar a vida. Na fronteira entre Santa Elena de Uairén e Pacaraima, cerca de 750 pessoas por dia, em média, atravessam para o lado brasileiro, carregando o que coube em malas e trazendo, também, expectativas de encontrar parentes e amigos que já estão no país, de conseguir emprego e de uma nova vida.
(Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2022- 04/brasil-e-o-5o-pais-mais-buscado-por-imigrantes-venezuelanos. Acesso em: 02/07/2022.)
Em relação à imigração no Brasil, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) Teve seu início com a chegada dos portugueses no ano de 1500; seu principal objetivo era explorar as terras desconhecidas e, logo depois, iniciar o plantio de cana- -de-açúcar.
( ) No começo da década de 1820, houve um registro de imigrações de países diversos, como o caso de suíços que permaneceram na cidade de Nova Friburgo (atual estado do Rio de Janeiro).
( ) A população brasileira é considerada uma das mais miscigenadas do mundo, em detrimento de que, no decorrer da formação do país e da história dos imigrantes no Brasil, houve uma grande imigração de povos africanos, portugueses e de outros países da Europa.
( ) Houve fluxo crescente de grupos estrangeiros no Brasil originados tanto de países desenvolvidos quanto de países subdesenvolvidos. Podemos citar, por exemplo, a vinda de executivos de grandes empresas multinacionais para o Brasil como expatriados, já que o mercado está cada vez mais aberto à demanda mundial.
A sequência está correta em 
Alternativas
Q4068978 Geografia
O verão de 2022 é uma temporada de aprofundamento e descontentamento generalizado nos Estados Unidos, de acordo com uma nova pesquisa da CNN realizada pela SSRS. A pesquisa considera a perspectiva do público sobre o estado do país a pior desde 2009, enquanto sua visão sobre a economia é a pior desde 2011. E quase 7 em cada 10 dizem que o presidente Joe Biden não prestou atenção suficiente aos problemas mais urgentes do país.
(Disponível https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/pesquisacnn-maioria-dos-americanos-esta-descontente-com-biden-e-economia. Acesso em: 18/07/2022.)
Sobre os Estados Unidos, assinale a afirmativa INCORRETA. 
Alternativas
Q4068977 Matemática
Letícia e Marlon possuem, respectivamente, R$ 10.000,00 e R$ 16.000,00. Em cada um dos meses seguintes, Letícia pretende guardar R$ 500,00 e, Marlon, R$ 250,00. Dessa forma, os dois terão a mesma quantia em dinheiro após: 
Alternativas
Q4068976 Matemática
José faz o trajeto de 360 km entre duas cidades A e B em H horas. Se a velocidade média fosse aumentada em 30 km/h, o tempo de viagem seria reduzido em duas horas. Nesse contexto, qual o valor de H? 
Alternativas
Q4068975 Matemática
Marília saiu de sua residência com uma certa quantia em reais na carteira e visitou duas lojas no centro da cidade. Em cada loja, ela gastou metade da quantia que possuía na carteira e mais R$ 10,00 de estacionamento ao sair. Se ao final das compras ela ainda tinha R$ 24,00, qual o valor Marília tinha na carteira antes de entrar nas lojas?
Alternativas
Q4068974 Raciocínio Lógico
Em um determinado dia, os clientes de um supermercado foram questionados sobre o consumo de duas marcas de café: marca A e marca B. Constatou-se que 150 clientes não compravam o café da marca A, 100 não compravam o café da marca B, 50 não compravam cafés da marca A ou B e 25 clientes compravam ambas as marcas de café. Podemos afirmar que o número de clientes entrevistados neste dia é: 
Alternativas
Q4068973 Matemática
Rafael consegue finalizar uma tarefa doméstica em 2/3 e 1/3 dos tempos que seus irmãos Juliana e José, respectivamente, gastariam para realizar o mesmo serviço sozinhos. Adicionalmente, considere que se os três trabalharem conjuntamente a tarefa seria finalizada em 10 minutos. Com base nessas informações, o tempo em que Juliana e José gastariam para finalizar a tarefa doméstica juntos é: 
Alternativas
Q4068972 Matemática
Uma fábrica de chinelos com 60 funcionários que trabalham 6 horas diárias consegue entregar uma demanda em 40 dias, com a mesma produtividade. Se 10 funcionários fossem demitidos, e os funcionários restantes trabalhassem 8 horas diárias com uma produtividade 20% menor, em quantos dias a mesma demanda seria atendida? 
Alternativas
Q4068971 Matemática
Luciana vende produtos femininos de porta em porta no seu bairro. A probabilidade de que ela consiga uma venda ao visitar uma cliente é 0,3. Considerando que as escolhas de compra entre as diferentes clientes constituem eventos independentes, então a probabilidade de que Luciana faça pelo menos uma venda em três visitas distintas é dada por: 
Alternativas
Q4068970 Matemática
Patrícia tem uma rara coleção com 56 pares de brincos que são guardados em pequenos recipientes, numerados de 1 a 56. Atendendo ao pedido de sua irmã, Patrícia retirou, de maneira aleatória, três recipientes. O número de retiradas dos três recipientes de forma que o segundo seja o de número 27 é: 
Alternativas
Q4068969 Raciocínio Lógico

A sequência de figuras foi construída de acordo com uma regra lógica:


Imagem associada para resolução da questão


Mantendo-se a mesma regra, qual deverá ser a próxima figura dessa sequência?

Alternativas
Q4068968 Raciocínio Lógico
Considere as premissas a seguir:
• os estudantes de matemática gostam de esportes;
• pessoas que gostam de esportes são competitivas; e,
• quem sabe assobiar não é competitivo.
Das alternativas relacionadas a seguir, assinale aquela que é uma consequência lógica das premissas apresentadas.
Alternativas
Q4068967 Português
Culto do espelho

    Um dos produtos mais curiosos da indústria cultural digital é a chamada selfie, autorretrato feito com celular que virou mania geral. Em lugares públicos e privados, o usuário, como quem porta um espelho, vira a câmera do telefone para o próprio rosto e, “espelho, espelho meu”, descobre por meio das redes sociais que não existe no mundo ninguém mais bonito do que “eu”.
    O autorretrato foi prática comum na história da pintura e da fotografia. Hoje em dia ele é hábito de quem tem um celular à mão. Em qualquer dos casos, a ação de autorretratar‐se diz respeito a um exercício de autoimagem no tempo histórico em que técnicas tradicionais como o óleo, a gravura, o desenho foram a base das representações de si. Hoje ele depende das novas tecnologias que, no mundo dos dispositivos, estão ao nosso alcance de forma mais simples.
    Não se pode dizer que a invenção da fotografia digital tenha intensificado apenas quantitativamente a arte de autorretratar‐ -se. Selfie não é fotografia pura e simplesmente, não é autorretrato como os outros. A selfie põe em questão uma diferença qualitativa. Ela diz respeito a um fenômeno social relacionado à mediação da própria imagem pelas tecnologias, em específico, o telefone celular. De certo modo, o aparelho celular constitui hoje tanto a democratização quanto a banalização da máquina de fotografar; sobretudo, do gesto de fotografar.
    O celular tornou‐se, além de tudo o que ele já era, enquanto meio de comunicação e de subjetivação, um espelho. Nosso rosto é o que jamais veremos senão por meio do espelho. Mas é o rosto do outro que é nosso primeiro espelho. O conhecimento de nosso próprio rosto surge muito depois do encontro com o rosto do outro. Em nossa época, contudo, cada um compraz‐se mais com o próprio rosto do que com o alheio. O espelho, em seu sentido técnico, apenas nos dá a dimensão da imagem do que somos, não do que podemos ser. Ora, no tempo das novas tecnologias que tanto democratizam como banalizam a maior parte de nossas experiências, talvez a experiência atual com o rosto seja a de sua banalização.
    O autorretrato do tipo selfie não seria possível sem o dispositivo dos celulares e suas câmeras fotográficas capazes de inverter o foco na direção do próprio autor da foto. Celular como espelho, a prática da selfie precisa ser pensada em relação à atual experiência com a imagem de si. Ora, a autoimagem foi, desde sempre, fascinante. Daí o verdadeiro culto que temos com os espelhos. Assim é que Narciso é o personagem da autoadmiração, que em um grau de desmesura, destrói o todo da vida. Representante da vaidade como amor à máscara que todos necessariamente usamos para apresentarmo‐nos uns diante dos outros, Narciso foi frágil diante de si mesmo. Não escaparemos dessa máscara e de seus efeitos perigosos se não meditarmos no sentido do próprio fato de “aparecer” em nosso tempo. Por trás da máscara deveria haver um rosto. Mas não é esse que o espelho captura.
    Um julgamento de valor no caso da hiperexposição dos rostos seria mero moralismo se não colocasse em jogo um dos valores mais importantes de nossa época, o que Walter Benjamin chamou de “valor de exposição”. Somos vítimas e reprodutores de sua lógica. No tempo da exposição total criamos a dialética perversa entre amar a própria imagem, sermos vistos e acreditarmos que isso assegura, de algum modo, nosso existir. No tempo da existência submetida à aparência, em que falar de algo como “essência” tem algo de bizarro, talvez com a selfie fique claro que somos todos máscaras sem rosto e que este modo de aparecer seja o nosso novo modo de ser.

(Marcia Tiburi. Culto do espelho. Selfie e narcisismo contemporâneo. Revista Cult. Edição 194. Adaptad
Considerando o título do texto “Culto do espelho”, é possível afirmar que a relação estabelecida pela preposição assinalada expressa ideia de:
Alternativas
Q4068966 Português
Culto do espelho

    Um dos produtos mais curiosos da indústria cultural digital é a chamada selfie, autorretrato feito com celular que virou mania geral. Em lugares públicos e privados, o usuário, como quem porta um espelho, vira a câmera do telefone para o próprio rosto e, “espelho, espelho meu”, descobre por meio das redes sociais que não existe no mundo ninguém mais bonito do que “eu”.
    O autorretrato foi prática comum na história da pintura e da fotografia. Hoje em dia ele é hábito de quem tem um celular à mão. Em qualquer dos casos, a ação de autorretratar‐se diz respeito a um exercício de autoimagem no tempo histórico em que técnicas tradicionais como o óleo, a gravura, o desenho foram a base das representações de si. Hoje ele depende das novas tecnologias que, no mundo dos dispositivos, estão ao nosso alcance de forma mais simples.
    Não se pode dizer que a invenção da fotografia digital tenha intensificado apenas quantitativamente a arte de autorretratar‐ -se. Selfie não é fotografia pura e simplesmente, não é autorretrato como os outros. A selfie põe em questão uma diferença qualitativa. Ela diz respeito a um fenômeno social relacionado à mediação da própria imagem pelas tecnologias, em específico, o telefone celular. De certo modo, o aparelho celular constitui hoje tanto a democratização quanto a banalização da máquina de fotografar; sobretudo, do gesto de fotografar.
    O celular tornou‐se, além de tudo o que ele já era, enquanto meio de comunicação e de subjetivação, um espelho. Nosso rosto é o que jamais veremos senão por meio do espelho. Mas é o rosto do outro que é nosso primeiro espelho. O conhecimento de nosso próprio rosto surge muito depois do encontro com o rosto do outro. Em nossa época, contudo, cada um compraz‐se mais com o próprio rosto do que com o alheio. O espelho, em seu sentido técnico, apenas nos dá a dimensão da imagem do que somos, não do que podemos ser. Ora, no tempo das novas tecnologias que tanto democratizam como banalizam a maior parte de nossas experiências, talvez a experiência atual com o rosto seja a de sua banalização.
    O autorretrato do tipo selfie não seria possível sem o dispositivo dos celulares e suas câmeras fotográficas capazes de inverter o foco na direção do próprio autor da foto. Celular como espelho, a prática da selfie precisa ser pensada em relação à atual experiência com a imagem de si. Ora, a autoimagem foi, desde sempre, fascinante. Daí o verdadeiro culto que temos com os espelhos. Assim é que Narciso é o personagem da autoadmiração, que em um grau de desmesura, destrói o todo da vida. Representante da vaidade como amor à máscara que todos necessariamente usamos para apresentarmo‐nos uns diante dos outros, Narciso foi frágil diante de si mesmo. Não escaparemos dessa máscara e de seus efeitos perigosos se não meditarmos no sentido do próprio fato de “aparecer” em nosso tempo. Por trás da máscara deveria haver um rosto. Mas não é esse que o espelho captura.
    Um julgamento de valor no caso da hiperexposição dos rostos seria mero moralismo se não colocasse em jogo um dos valores mais importantes de nossa época, o que Walter Benjamin chamou de “valor de exposição”. Somos vítimas e reprodutores de sua lógica. No tempo da exposição total criamos a dialética perversa entre amar a própria imagem, sermos vistos e acreditarmos que isso assegura, de algum modo, nosso existir. No tempo da existência submetida à aparência, em que falar de algo como “essência” tem algo de bizarro, talvez com a selfie fique claro que somos todos máscaras sem rosto e que este modo de aparecer seja o nosso novo modo de ser.

(Marcia Tiburi. Culto do espelho. Selfie e narcisismo contemporâneo. Revista Cult. Edição 194. Adaptad
“Não escaparemos dessa máscara e de seus efeitos perigosos se não meditarmos no sentido do próprio fato de ‘aparecer’ em nosso tempo.” (5º§) No trecho anterior, podemos afirmar que as aspas evidenciadas na palavra “parecer” têm como objetivo: 
Alternativas
Q4068965 Português
Culto do espelho

    Um dos produtos mais curiosos da indústria cultural digital é a chamada selfie, autorretrato feito com celular que virou mania geral. Em lugares públicos e privados, o usuário, como quem porta um espelho, vira a câmera do telefone para o próprio rosto e, “espelho, espelho meu”, descobre por meio das redes sociais que não existe no mundo ninguém mais bonito do que “eu”.
    O autorretrato foi prática comum na história da pintura e da fotografia. Hoje em dia ele é hábito de quem tem um celular à mão. Em qualquer dos casos, a ação de autorretratar‐se diz respeito a um exercício de autoimagem no tempo histórico em que técnicas tradicionais como o óleo, a gravura, o desenho foram a base das representações de si. Hoje ele depende das novas tecnologias que, no mundo dos dispositivos, estão ao nosso alcance de forma mais simples.
    Não se pode dizer que a invenção da fotografia digital tenha intensificado apenas quantitativamente a arte de autorretratar‐ -se. Selfie não é fotografia pura e simplesmente, não é autorretrato como os outros. A selfie põe em questão uma diferença qualitativa. Ela diz respeito a um fenômeno social relacionado à mediação da própria imagem pelas tecnologias, em específico, o telefone celular. De certo modo, o aparelho celular constitui hoje tanto a democratização quanto a banalização da máquina de fotografar; sobretudo, do gesto de fotografar.
    O celular tornou‐se, além de tudo o que ele já era, enquanto meio de comunicação e de subjetivação, um espelho. Nosso rosto é o que jamais veremos senão por meio do espelho. Mas é o rosto do outro que é nosso primeiro espelho. O conhecimento de nosso próprio rosto surge muito depois do encontro com o rosto do outro. Em nossa época, contudo, cada um compraz‐se mais com o próprio rosto do que com o alheio. O espelho, em seu sentido técnico, apenas nos dá a dimensão da imagem do que somos, não do que podemos ser. Ora, no tempo das novas tecnologias que tanto democratizam como banalizam a maior parte de nossas experiências, talvez a experiência atual com o rosto seja a de sua banalização.
    O autorretrato do tipo selfie não seria possível sem o dispositivo dos celulares e suas câmeras fotográficas capazes de inverter o foco na direção do próprio autor da foto. Celular como espelho, a prática da selfie precisa ser pensada em relação à atual experiência com a imagem de si. Ora, a autoimagem foi, desde sempre, fascinante. Daí o verdadeiro culto que temos com os espelhos. Assim é que Narciso é o personagem da autoadmiração, que em um grau de desmesura, destrói o todo da vida. Representante da vaidade como amor à máscara que todos necessariamente usamos para apresentarmo‐nos uns diante dos outros, Narciso foi frágil diante de si mesmo. Não escaparemos dessa máscara e de seus efeitos perigosos se não meditarmos no sentido do próprio fato de “aparecer” em nosso tempo. Por trás da máscara deveria haver um rosto. Mas não é esse que o espelho captura.
    Um julgamento de valor no caso da hiperexposição dos rostos seria mero moralismo se não colocasse em jogo um dos valores mais importantes de nossa época, o que Walter Benjamin chamou de “valor de exposição”. Somos vítimas e reprodutores de sua lógica. No tempo da exposição total criamos a dialética perversa entre amar a própria imagem, sermos vistos e acreditarmos que isso assegura, de algum modo, nosso existir. No tempo da existência submetida à aparência, em que falar de algo como “essência” tem algo de bizarro, talvez com a selfie fique claro que somos todos máscaras sem rosto e que este modo de aparecer seja o nosso novo modo de ser.

(Marcia Tiburi. Culto do espelho. Selfie e narcisismo contemporâneo. Revista Cult. Edição 194. Adaptad
No excerto “Ora, no tempo das novas tecnologias que tanto democratizam como banalizam a maior parte de nossas experiências, talvez a experiência atual com o rosto seja a de sua banalização.” (4º§), a expressão destacada exprime circunstância de:
Alternativas
Respostas
2381: B
2382: C
2383: B
2384: A
2385: A
2386: A
2387: D
2388: D
2389: A
2390: C
2391: B
2392: B
2393: B
2394: D
2395: A
2396: A
2397: C
2398: A
2399: B
2400: C