Foram encontradas 9.551 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q4289789 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


A subjetividade do tribunal racial


    A ex-oficial de chancelaria Flávia Goes de Medeiros foi exonerada do Itamaraty há poucas semanas por não ter sido considerada apta a se beneficiar do sistema de cotas, por meio do qual ingressou na instituição por concurso em 2024. O futuro da sra. Medeiros no serviço público está em discussão na Justiça, mas seu caso lança nova luz sobre o velho problema das tais “bancas de heteroidentificação”, verdadeiros tribunais raciais que, pautados por critérios absolutamente subjetivos, determinam, com base no olhar, quem é preto ou pardo o suficiente para ser digno de reparação histórica.

    A Lei n° 15.142/2025 determina que podem concorrer a 30% das vagas reservadas no serviço público aqueles que se autodeclararem pretos ou pardos, conforme os critérios utilizados pelo IBGE. Porém, o mesmo diploma legal estabelece que essa autodeclaração deve ser submetida a um procedimento de confirmação. Em outras palavras: o Estado que afirma confiar na palavra do cidadão para fins censitários é o mesmo que, no que concerne aos concursos públicos, demonstra não ter tanta confiança assim.

    É no meio dessa confusão que as tais bancas de heteroidentificação, encarregadas de avaliar os traços fenotípicos dos candidatos, têm espaço de sobra para praticar uma espécie de “achismo” racial, chamemos assim. Não há parâmetros objetivos capazes de definir a partir de que tom de pele ou traço facial alguém deixou de ser negro. O resultado é este a que assistimos na administração e nas universidades públicas: a prevalência das percepções individuais dos membros dos tribunais raciais sobre critérios verificáveis de admissão, como, por exemplo, a condição socioeconômica dos postulantes.

    Como bem observou ao Estadão o professor Wilson Gomes, da Universidade Federal da Bahia, causa espanto a normalização, no Brasil, de uma polícia racial encarregada de examinar o tamanho do nariz ou dos lábios de uma pessoa, o tipo de cabelo, a tonalidade da pele e outros traços distintivos para decidir quem tem direito a se beneficiar de uma política pública. A descrição do professor Gomes pode soar desconfortável para muitos, mas é exatamente isso o que tem ocorrido.

    É óbvio que fraudes existem e têm de ser combatidas. Mas isso não justifica a institucionalização de um sistema que confere enormes poderes a terceiros para arbitrar identidades raciais que, repita-se, a lei autoriza que sejam autodeclaradas.

    O País precisa debater sem paixões a existência dessas bancas de heteroidentificação. Na República, a vigência de políticas públicas não pode depender da avaliação pessoal de servidores incapazes de oferecer o que a própria Constituição exige deles: objetividade.


(Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao, 02.06.2026. Adaptado)
Assinale a alternativa em que o emprego e a colocação dos pronomes estão de acordo com a norma-padrão.
Alternativas
Q4289788 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


A subjetividade do tribunal racial


    A ex-oficial de chancelaria Flávia Goes de Medeiros foi exonerada do Itamaraty há poucas semanas por não ter sido considerada apta a se beneficiar do sistema de cotas, por meio do qual ingressou na instituição por concurso em 2024. O futuro da sra. Medeiros no serviço público está em discussão na Justiça, mas seu caso lança nova luz sobre o velho problema das tais “bancas de heteroidentificação”, verdadeiros tribunais raciais que, pautados por critérios absolutamente subjetivos, determinam, com base no olhar, quem é preto ou pardo o suficiente para ser digno de reparação histórica.

    A Lei n° 15.142/2025 determina que podem concorrer a 30% das vagas reservadas no serviço público aqueles que se autodeclararem pretos ou pardos, conforme os critérios utilizados pelo IBGE. Porém, o mesmo diploma legal estabelece que essa autodeclaração deve ser submetida a um procedimento de confirmação. Em outras palavras: o Estado que afirma confiar na palavra do cidadão para fins censitários é o mesmo que, no que concerne aos concursos públicos, demonstra não ter tanta confiança assim.

    É no meio dessa confusão que as tais bancas de heteroidentificação, encarregadas de avaliar os traços fenotípicos dos candidatos, têm espaço de sobra para praticar uma espécie de “achismo” racial, chamemos assim. Não há parâmetros objetivos capazes de definir a partir de que tom de pele ou traço facial alguém deixou de ser negro. O resultado é este a que assistimos na administração e nas universidades públicas: a prevalência das percepções individuais dos membros dos tribunais raciais sobre critérios verificáveis de admissão, como, por exemplo, a condição socioeconômica dos postulantes.

    Como bem observou ao Estadão o professor Wilson Gomes, da Universidade Federal da Bahia, causa espanto a normalização, no Brasil, de uma polícia racial encarregada de examinar o tamanho do nariz ou dos lábios de uma pessoa, o tipo de cabelo, a tonalidade da pele e outros traços distintivos para decidir quem tem direito a se beneficiar de uma política pública. A descrição do professor Gomes pode soar desconfortável para muitos, mas é exatamente isso o que tem ocorrido.

    É óbvio que fraudes existem e têm de ser combatidas. Mas isso não justifica a institucionalização de um sistema que confere enormes poderes a terceiros para arbitrar identidades raciais que, repita-se, a lei autoriza que sejam autodeclaradas.

    O País precisa debater sem paixões a existência dessas bancas de heteroidentificação. Na República, a vigência de políticas públicas não pode depender da avaliação pessoal de servidores incapazes de oferecer o que a própria Constituição exige deles: objetividade.


(Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao, 02.06.2026. Adaptado)
No quarto parágrafo, a matéria do jornal cita a opinião do professor Wilson Gomes, da Universidade Federal da Bahia. Esse recurso textual tem o objetivo de
Alternativas
Q4289787 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


A subjetividade do tribunal racial


    A ex-oficial de chancelaria Flávia Goes de Medeiros foi exonerada do Itamaraty há poucas semanas por não ter sido considerada apta a se beneficiar do sistema de cotas, por meio do qual ingressou na instituição por concurso em 2024. O futuro da sra. Medeiros no serviço público está em discussão na Justiça, mas seu caso lança nova luz sobre o velho problema das tais “bancas de heteroidentificação”, verdadeiros tribunais raciais que, pautados por critérios absolutamente subjetivos, determinam, com base no olhar, quem é preto ou pardo o suficiente para ser digno de reparação histórica.

    A Lei n° 15.142/2025 determina que podem concorrer a 30% das vagas reservadas no serviço público aqueles que se autodeclararem pretos ou pardos, conforme os critérios utilizados pelo IBGE. Porém, o mesmo diploma legal estabelece que essa autodeclaração deve ser submetida a um procedimento de confirmação. Em outras palavras: o Estado que afirma confiar na palavra do cidadão para fins censitários é o mesmo que, no que concerne aos concursos públicos, demonstra não ter tanta confiança assim.

    É no meio dessa confusão que as tais bancas de heteroidentificação, encarregadas de avaliar os traços fenotípicos dos candidatos, têm espaço de sobra para praticar uma espécie de “achismo” racial, chamemos assim. Não há parâmetros objetivos capazes de definir a partir de que tom de pele ou traço facial alguém deixou de ser negro. O resultado é este a que assistimos na administração e nas universidades públicas: a prevalência das percepções individuais dos membros dos tribunais raciais sobre critérios verificáveis de admissão, como, por exemplo, a condição socioeconômica dos postulantes.

    Como bem observou ao Estadão o professor Wilson Gomes, da Universidade Federal da Bahia, causa espanto a normalização, no Brasil, de uma polícia racial encarregada de examinar o tamanho do nariz ou dos lábios de uma pessoa, o tipo de cabelo, a tonalidade da pele e outros traços distintivos para decidir quem tem direito a se beneficiar de uma política pública. A descrição do professor Gomes pode soar desconfortável para muitos, mas é exatamente isso o que tem ocorrido.

    É óbvio que fraudes existem e têm de ser combatidas. Mas isso não justifica a institucionalização de um sistema que confere enormes poderes a terceiros para arbitrar identidades raciais que, repita-se, a lei autoriza que sejam autodeclaradas.

    O País precisa debater sem paixões a existência dessas bancas de heteroidentificação. Na República, a vigência de políticas públicas não pode depender da avaliação pessoal de servidores incapazes de oferecer o que a própria Constituição exige deles: objetividade.


(Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao, 02.06.2026. Adaptado)
Publicado sob a rubrica “Opinião”, o texto expressa pontos de vista associados a argumentos. Assinale a alternativa em que se expressa um ponto de vista associado ao respectivo argumento, em conformidade com o sentido do texto.
Alternativas
Q4289786 Português
Leia a tira de Dik Browne a seguir para responder à questão:



(Disponível em: https://www.instagram.com/hagar_ohorrivel/)
Assinale alternativa em que o enunciado do texto está reescrito de acordo com a norma-padrão de regência e de crase.
Alternativas
Q4289785 Português
Leia a tira de Dik Browne a seguir para responder à questão:



(Disponível em: https://www.instagram.com/hagar_ohorrivel/)
Considerando o recurso visual e o diálogo de Hagar com o sábio, é correto afirmar que o efeito de sentido de humor decorre
Alternativas
Q4288261 Psiquiatria

Na avaliação psicopedagógica, a identificação das funções dos lobos cerebrais contribui para a compreensão dos processos cognitivos. Relacione os lobos cerebrais às suas respectivas funções. Relacione a Coluna I (lobos cerebrais) com a Coluna II (principais funções).


Coluna I


1. Lobo Frontal

2. Lobo Temporal

3. Lobo Parietal

4. Lobo Occipital


Coluna II


( ) Responsável pela integração e interpretação das informações visuais.


( ) Relacionado ao planejamento, comportamento motor voluntário, funções executivas e tomada de decisões.


( ) Atua na recepção e interpretação das informações sensitivas do corpo, como tato, pressão, temperatura e dor, além da orientação espacial.


( ) Relacionado à audição, interpretação de sons, memória e aspectos ligados ao olfato e à gustação.



Após análise, conclui-se que a sequência correta é:  

Alternativas
Q4288260 Pedagogia
De acordo com teoria psicogenética de Jean Piaget, a Hipoassimilação caracteriza-se principalmente por: 
Alternativas
Q4288259 Pedagogia
As provas operatórias propostas por Piaget são organizadas em diferentes categorias. Assinale a alternativa que apresenta corretamente essas categorias. 
Alternativas
Q4288258 Pedagogia
Os Transtornos de Aprendizagem, caracterizam-se por prejuízos na leitura, na expressão escrita ou na matemática. No âmbito das dificuldades em matemática, a classificação de Garcia (1998), que divide a discalculia em seis subtipos específicos. Assinale a alternativa que indica qual desses subtipos se caracteriza pela "dificuldade em fazer operações mentais e na compreensão de conceitos matemáticos".
Alternativas
Q4288257 Psicologia
Com base nas concepções de Enrique Pichon Rivière sobre a dialética e os grupos operativos, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4288256 Pedagogia
De acordo com o Art. 59 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), os sistemas de ensino devem assegurar aos educandos com deficiência, transtornos desenvolvimento globais do e altas habilidades ou superdotação uma série de garantias, exceto: 
Alternativas
Q4288255 Direito da Criança e do Adolescente - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - Lei nº 8.069 de 1990
Com base no Art. 54 do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/1990), que dispõe sobre os deveres do Estado para assegurar o direito à educação de crianças e adolescentes, assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q4288254 Pedagogia
No processo de diagnóstico psicopedagógico clínico, a aplicação das Provas Operatórias Piagetianas é fundamental para identificar o nível cognitivo e o funcionamento lógico do sujeito. Conforme as diretrizes de avaliação descritas por Sampaio (2019), as respostas da criança diante das situações-problema são classificadas em três níveis distintos. Assinale a alternativa que caracteriza corretamente o nível de transição, também denominado Nível 2 ou Intermediário: 
Alternativas
Q4288253 Psicologia
Segundo Jorge Visca (1991), o obstáculo epistemofílico caracteriza-se pela falta de amor pelo conhecimento e apresenta três configurações afetivas que podem dificultar a aprendizagem. Assinale a alternativa que apresenta corretamente essas configurações. 
Alternativas
Q4288252 Pedagogia
O Código de Ética da ABPp – Associação Brasileira de Psicopedagogia aponta, em seu Artigo 3º, que a atividade psicopedagógica tem como objetivos, exceto: 
Alternativas
Q4287015 Pedagogia
No planejamento escolar, o Projeto Político Pedagógico (PPP) é o documento que articula currículo e didática. Segundo a perspectiva da pedagogia crítica, o planejamento deve: 
Alternativas
Q4287014 Pedagogia
O Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA) é uma abordagem fundamental para a prática pedagógica inclusiva. Sobre seus princípios básicos, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4287013 Pedagogia
O pensamento pós-moderno, influenciado por filósofos como Jean-François Lyotard, exerce impacto na educação contemporânea ao questionar as chamadas ‘metanarrativas’. No contexto pedagógico, essa perspectiva implica: 
Alternativas
Q4287012 Pedagogia
António Nóvoa afirma que a formação de professores deve tocar a "pessoa" que o professor é, dividindo o desenvolvimento profissional em dimensões como o produzir-se na profissão e o socializar-se. No âmbito de uma formação multidimensional, a dimensão ético-política exige do educador: 
Alternativas
Q4287011 Pedagogia
Na relação entre Educação, Sociedade e Estado, as chamadas Teorias Crítico Reprodutivistas (como as de Louis Althusser, Pierre Bourdieu e Jean-Claude Passeron) exerceram forte impacto no pensamento pedagógico na segunda metade do século XX. Segundo essa perspectiva teórica, assinale a alternativa que apresenta a principal função da escola na sociedade capitalista sob a égide do Estado. 
Alternativas
Respostas
21: B
22: E
23: B
24: D
25: C
26: E
27: D
28: B
29: A
30: C
31: E
32: B
33: C
34: A
35: D
36: E
37: C
38: D
39: A
40: B