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Q3521786 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão:

Uma viagem de saudades

        Ela saíra aos dezessete anos, trinta anos atrás. Deixou noivo e uma promessa de emigrarem juntos para a América logo que voltasse da viagem que duraria três meses. Ia conhecer o pai, que, por causa de uma hipótese de traição, tinha jurado nunca mais voltar à ilha Brava.

        Dos três meses iniciais a ausência durou trinta anos e três dias. Voltava agora. Intacta. Para casar com o primeiro namorado, moço bonito, branco e de cabelo fino; tão fino como qualquer francês. Voltava e nunca mais, em nome de coisa nenhuma, se separariam.

        Contou-me todos os sonhos da sua juventude, os segredos, os jogos partilhados com o noivo, as esperanças e as certezas.

        Era a primeira vez, naqueles anos todos, que falava do assunto e abria o coração, porque dantes não valia a pena.

        Mas agora que estava tão perto da ilha Brava, só lhe apetecia falar dele, dele e mais dele e da certeza de se casarem que sempre guardou.

        Disse-me o nome do homem e teve que o repetir umas duas vezes para eu o ligar à pessoa que conhecia, atarracado pelos anos e pelas gorduras, careca, avermelhado pelo grogue*.

        Não disse nada à rapariga de dezessete anos, que estava à minha frente trinta anos depois.

        Ela casara em França, foi feliz, foi infeliz, viveu e morreu como todos nós nesses anos todos; mas era como se o tempo lhe tivesse poupado o coração; como se a esperança não tivesse sofrido um lanho* que fosse, enquanto estivera ausente.

        Podia ter-lhe dito que voltasse para a França, para junto da filha e dos netos e que esquecesse os antigos amores que só devem existir na lembrança guardada, mas fiquei calado e nem pude sorrir para ela e desejar-lhe sorte quando se levantou do caixote para embarcar no Furna a caminho da sua ilha e do seu homem.

        Nunca mais a vi. Nem gostaria de a ter visto. Para que saber de anseios sem resposta.

(Dina Salústio. Mornas eram as noites. Adaptado)

*Grogue: aguardente.
**Lanho: ferimento.
Assinale a alternativa que atende à norma-padrão de colocação pronominal e de emprego do acento indicativo da crase.
Alternativas
Q3521785 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão:

Uma viagem de saudades

        Ela saíra aos dezessete anos, trinta anos atrás. Deixou noivo e uma promessa de emigrarem juntos para a América logo que voltasse da viagem que duraria três meses. Ia conhecer o pai, que, por causa de uma hipótese de traição, tinha jurado nunca mais voltar à ilha Brava.

        Dos três meses iniciais a ausência durou trinta anos e três dias. Voltava agora. Intacta. Para casar com o primeiro namorado, moço bonito, branco e de cabelo fino; tão fino como qualquer francês. Voltava e nunca mais, em nome de coisa nenhuma, se separariam.

        Contou-me todos os sonhos da sua juventude, os segredos, os jogos partilhados com o noivo, as esperanças e as certezas.

        Era a primeira vez, naqueles anos todos, que falava do assunto e abria o coração, porque dantes não valia a pena.

        Mas agora que estava tão perto da ilha Brava, só lhe apetecia falar dele, dele e mais dele e da certeza de se casarem que sempre guardou.

        Disse-me o nome do homem e teve que o repetir umas duas vezes para eu o ligar à pessoa que conhecia, atarracado pelos anos e pelas gorduras, careca, avermelhado pelo grogue*.

        Não disse nada à rapariga de dezessete anos, que estava à minha frente trinta anos depois.

        Ela casara em França, foi feliz, foi infeliz, viveu e morreu como todos nós nesses anos todos; mas era como se o tempo lhe tivesse poupado o coração; como se a esperança não tivesse sofrido um lanho* que fosse, enquanto estivera ausente.

        Podia ter-lhe dito que voltasse para a França, para junto da filha e dos netos e que esquecesse os antigos amores que só devem existir na lembrança guardada, mas fiquei calado e nem pude sorrir para ela e desejar-lhe sorte quando se levantou do caixote para embarcar no Furna a caminho da sua ilha e do seu homem.

        Nunca mais a vi. Nem gostaria de a ter visto. Para que saber de anseios sem resposta.

(Dina Salústio. Mornas eram as noites. Adaptado)

*Grogue: aguardente.
**Lanho: ferimento.
A reescrita de informações do texto atende à norma-padrão de regência em:
Alternativas
Q3521784 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão:

Uma viagem de saudades

        Ela saíra aos dezessete anos, trinta anos atrás. Deixou noivo e uma promessa de emigrarem juntos para a América logo que voltasse da viagem que duraria três meses. Ia conhecer o pai, que, por causa de uma hipótese de traição, tinha jurado nunca mais voltar à ilha Brava.

        Dos três meses iniciais a ausência durou trinta anos e três dias. Voltava agora. Intacta. Para casar com o primeiro namorado, moço bonito, branco e de cabelo fino; tão fino como qualquer francês. Voltava e nunca mais, em nome de coisa nenhuma, se separariam.

        Contou-me todos os sonhos da sua juventude, os segredos, os jogos partilhados com o noivo, as esperanças e as certezas.

        Era a primeira vez, naqueles anos todos, que falava do assunto e abria o coração, porque dantes não valia a pena.

        Mas agora que estava tão perto da ilha Brava, só lhe apetecia falar dele, dele e mais dele e da certeza de se casarem que sempre guardou.

        Disse-me o nome do homem e teve que o repetir umas duas vezes para eu o ligar à pessoa que conhecia, atarracado pelos anos e pelas gorduras, careca, avermelhado pelo grogue*.

        Não disse nada à rapariga de dezessete anos, que estava à minha frente trinta anos depois.

        Ela casara em França, foi feliz, foi infeliz, viveu e morreu como todos nós nesses anos todos; mas era como se o tempo lhe tivesse poupado o coração; como se a esperança não tivesse sofrido um lanho* que fosse, enquanto estivera ausente.

        Podia ter-lhe dito que voltasse para a França, para junto da filha e dos netos e que esquecesse os antigos amores que só devem existir na lembrança guardada, mas fiquei calado e nem pude sorrir para ela e desejar-lhe sorte quando se levantou do caixote para embarcar no Furna a caminho da sua ilha e do seu homem.

        Nunca mais a vi. Nem gostaria de a ter visto. Para que saber de anseios sem resposta.

(Dina Salústio. Mornas eram as noites. Adaptado)

*Grogue: aguardente.
**Lanho: ferimento.
Em relação à passagem “Voltava agora. Intacta. Para casar com o primeiro namorado, moço bonito, branco e de cabelo fino; tão fino como qualquer francês.” (2º parágrafo), é correto afirmar que
Alternativas
Q3521783 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão:

Uma viagem de saudades

        Ela saíra aos dezessete anos, trinta anos atrás. Deixou noivo e uma promessa de emigrarem juntos para a América logo que voltasse da viagem que duraria três meses. Ia conhecer o pai, que, por causa de uma hipótese de traição, tinha jurado nunca mais voltar à ilha Brava.

        Dos três meses iniciais a ausência durou trinta anos e três dias. Voltava agora. Intacta. Para casar com o primeiro namorado, moço bonito, branco e de cabelo fino; tão fino como qualquer francês. Voltava e nunca mais, em nome de coisa nenhuma, se separariam.

        Contou-me todos os sonhos da sua juventude, os segredos, os jogos partilhados com o noivo, as esperanças e as certezas.

        Era a primeira vez, naqueles anos todos, que falava do assunto e abria o coração, porque dantes não valia a pena.

        Mas agora que estava tão perto da ilha Brava, só lhe apetecia falar dele, dele e mais dele e da certeza de se casarem que sempre guardou.

        Disse-me o nome do homem e teve que o repetir umas duas vezes para eu o ligar à pessoa que conhecia, atarracado pelos anos e pelas gorduras, careca, avermelhado pelo grogue*.

        Não disse nada à rapariga de dezessete anos, que estava à minha frente trinta anos depois.

        Ela casara em França, foi feliz, foi infeliz, viveu e morreu como todos nós nesses anos todos; mas era como se o tempo lhe tivesse poupado o coração; como se a esperança não tivesse sofrido um lanho* que fosse, enquanto estivera ausente.

        Podia ter-lhe dito que voltasse para a França, para junto da filha e dos netos e que esquecesse os antigos amores que só devem existir na lembrança guardada, mas fiquei calado e nem pude sorrir para ela e desejar-lhe sorte quando se levantou do caixote para embarcar no Furna a caminho da sua ilha e do seu homem.

        Nunca mais a vi. Nem gostaria de a ter visto. Para que saber de anseios sem resposta.

(Dina Salústio. Mornas eram as noites. Adaptado)

*Grogue: aguardente.
**Lanho: ferimento.
Ao relatar a conversa com a moça, o narrador deixa claro que ela
Alternativas
Q3521782 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão:

Brasil precisa abraçar a velhice

        O Brasil não escapa à urgência de aceitar-se velho. Projeções recentes do IBGE deixam evidente que, se não começar a se ajustar agora à nova configuração etária que se molda de forma acelerada, o país corre o risco de ver estruturas sociais debilitadas colapsarem. Até 2030 — ou seja, em menos de cinco anos —, o Brasil terá mais idosos do que crianças. Pouco tempo depois, em 2046, os 60 formarão a maior fatia populacional do país, chegando a 28%, quase o dobro do percentual atual.

        Viver e fazer planos em um país majoritariamente idoso será, sem dúvidas, um desafio. E não faltam sinais de que o Brasil resiste a enfrentar a “verdade das coisas”. No campo da saúde, a falta de profissionais especializados é gritante. A estimativa do Conselho Federal de Medicina é de que seriam necessários mais 29 mil geriatras para dar suporte à atual população idosa conforme as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) — hoje são apenas 2.670 profissionais, contra 48.650 pediatras.

        Pratica-se também no Brasil violência contra os idosos, em todas as suas formas. Em 2023, foram registradas 390 queixas de denúncias de violência contra os mais velhos por dia, segundo dados da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos. Considerando o fato de que os filhos são os principais agressores, ao menos a metade deles, é razoável afirmar que o número real de vítimas é muito maior.

        Não está velado, porém, que a maioria das vítimas é mulher e que os crimes envolvem de negligência a violência psicológica, passando por abusos físicos e financeiros. Diante de um compilado tão diverso de agressões, a adequação das estruturas de segurança e de suporte às vítimas deve ser prioridade. Delegacias especializadas, agentes qualificados e refúgio aos vulneráveis — quase sempre pessoas que também sofrem com a autonomia comprometida — estão entre as demandas de agora.

        Há ainda que se adaptar o sistema previdenciário, o mercado de trabalho, as estruturas das cidades, os acessos a lazer e cultura. Tudo isso considerando as especificidades de um país diverso e continental: os idosos que vivem hoje em favelas, como as fluminenses, têm dificuldades de chegar aos serviços do Estado que não sobem o morro, por exemplo. Abraçar a velhice exige do Brasil planejamento e, sobretudo, ação. O país, infelizmente, tem perdido a oportunidade de usufruir da longevidade conquistada de uma forma mais justa e sustentável.

(Editorial, 29.04.2025. Disponível em:
https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao. Adaptado)
O termo destacado estabelece relação de sentido de oposição em:
Alternativas
Q3521781 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão:

Brasil precisa abraçar a velhice

        O Brasil não escapa à urgência de aceitar-se velho. Projeções recentes do IBGE deixam evidente que, se não começar a se ajustar agora à nova configuração etária que se molda de forma acelerada, o país corre o risco de ver estruturas sociais debilitadas colapsarem. Até 2030 — ou seja, em menos de cinco anos —, o Brasil terá mais idosos do que crianças. Pouco tempo depois, em 2046, os 60 formarão a maior fatia populacional do país, chegando a 28%, quase o dobro do percentual atual.

        Viver e fazer planos em um país majoritariamente idoso será, sem dúvidas, um desafio. E não faltam sinais de que o Brasil resiste a enfrentar a “verdade das coisas”. No campo da saúde, a falta de profissionais especializados é gritante. A estimativa do Conselho Federal de Medicina é de que seriam necessários mais 29 mil geriatras para dar suporte à atual população idosa conforme as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) — hoje são apenas 2.670 profissionais, contra 48.650 pediatras.

        Pratica-se também no Brasil violência contra os idosos, em todas as suas formas. Em 2023, foram registradas 390 queixas de denúncias de violência contra os mais velhos por dia, segundo dados da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos. Considerando o fato de que os filhos são os principais agressores, ao menos a metade deles, é razoável afirmar que o número real de vítimas é muito maior.

        Não está velado, porém, que a maioria das vítimas é mulher e que os crimes envolvem de negligência a violência psicológica, passando por abusos físicos e financeiros. Diante de um compilado tão diverso de agressões, a adequação das estruturas de segurança e de suporte às vítimas deve ser prioridade. Delegacias especializadas, agentes qualificados e refúgio aos vulneráveis — quase sempre pessoas que também sofrem com a autonomia comprometida — estão entre as demandas de agora.

        Há ainda que se adaptar o sistema previdenciário, o mercado de trabalho, as estruturas das cidades, os acessos a lazer e cultura. Tudo isso considerando as especificidades de um país diverso e continental: os idosos que vivem hoje em favelas, como as fluminenses, têm dificuldades de chegar aos serviços do Estado que não sobem o morro, por exemplo. Abraçar a velhice exige do Brasil planejamento e, sobretudo, ação. O país, infelizmente, tem perdido a oportunidade de usufruir da longevidade conquistada de uma forma mais justa e sustentável.

(Editorial, 29.04.2025. Disponível em:
https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao. Adaptado)
Sem prejuízo ao sentido original e à norma-padrão, a frase “Em 2023, foram registradas 390 queixas de denúncias de violência contra os mais velhos por dia, segundo dados da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos.” (3º parágrafo) está corretamente reescrita em:
Alternativas
Q3521780 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão:

Brasil precisa abraçar a velhice

        O Brasil não escapa à urgência de aceitar-se velho. Projeções recentes do IBGE deixam evidente que, se não começar a se ajustar agora à nova configuração etária que se molda de forma acelerada, o país corre o risco de ver estruturas sociais debilitadas colapsarem. Até 2030 — ou seja, em menos de cinco anos —, o Brasil terá mais idosos do que crianças. Pouco tempo depois, em 2046, os 60 formarão a maior fatia populacional do país, chegando a 28%, quase o dobro do percentual atual.

        Viver e fazer planos em um país majoritariamente idoso será, sem dúvidas, um desafio. E não faltam sinais de que o Brasil resiste a enfrentar a “verdade das coisas”. No campo da saúde, a falta de profissionais especializados é gritante. A estimativa do Conselho Federal de Medicina é de que seriam necessários mais 29 mil geriatras para dar suporte à atual população idosa conforme as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) — hoje são apenas 2.670 profissionais, contra 48.650 pediatras.

        Pratica-se também no Brasil violência contra os idosos, em todas as suas formas. Em 2023, foram registradas 390 queixas de denúncias de violência contra os mais velhos por dia, segundo dados da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos. Considerando o fato de que os filhos são os principais agressores, ao menos a metade deles, é razoável afirmar que o número real de vítimas é muito maior.

        Não está velado, porém, que a maioria das vítimas é mulher e que os crimes envolvem de negligência a violência psicológica, passando por abusos físicos e financeiros. Diante de um compilado tão diverso de agressões, a adequação das estruturas de segurança e de suporte às vítimas deve ser prioridade. Delegacias especializadas, agentes qualificados e refúgio aos vulneráveis — quase sempre pessoas que também sofrem com a autonomia comprometida — estão entre as demandas de agora.

        Há ainda que se adaptar o sistema previdenciário, o mercado de trabalho, as estruturas das cidades, os acessos a lazer e cultura. Tudo isso considerando as especificidades de um país diverso e continental: os idosos que vivem hoje em favelas, como as fluminenses, têm dificuldades de chegar aos serviços do Estado que não sobem o morro, por exemplo. Abraçar a velhice exige do Brasil planejamento e, sobretudo, ação. O país, infelizmente, tem perdido a oportunidade de usufruir da longevidade conquistada de uma forma mais justa e sustentável.

(Editorial, 29.04.2025. Disponível em:
https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao. Adaptado)
Considere as passagens a seguir:
•  ... o país corre o risco de ver estruturas sociais debilitadas colapsarem. (1º  parágrafo)
•  Viver e fazer planos em um país majoritariamente idoso será, sem dúvidas, um desafio. (2º parágrafo)
•  Não está velado, porém, que a maioria das vítimas é mulher e que os crimes envolvem de negligência a violência psicológica... (4º parágrafo)

Conforme o contexto em que estão empregados, os termos destacados significam, correta e respectivamente,
Alternativas
Q3521779 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão:

Brasil precisa abraçar a velhice

        O Brasil não escapa à urgência de aceitar-se velho. Projeções recentes do IBGE deixam evidente que, se não começar a se ajustar agora à nova configuração etária que se molda de forma acelerada, o país corre o risco de ver estruturas sociais debilitadas colapsarem. Até 2030 — ou seja, em menos de cinco anos —, o Brasil terá mais idosos do que crianças. Pouco tempo depois, em 2046, os 60 formarão a maior fatia populacional do país, chegando a 28%, quase o dobro do percentual atual.

        Viver e fazer planos em um país majoritariamente idoso será, sem dúvidas, um desafio. E não faltam sinais de que o Brasil resiste a enfrentar a “verdade das coisas”. No campo da saúde, a falta de profissionais especializados é gritante. A estimativa do Conselho Federal de Medicina é de que seriam necessários mais 29 mil geriatras para dar suporte à atual população idosa conforme as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) — hoje são apenas 2.670 profissionais, contra 48.650 pediatras.

        Pratica-se também no Brasil violência contra os idosos, em todas as suas formas. Em 2023, foram registradas 390 queixas de denúncias de violência contra os mais velhos por dia, segundo dados da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos. Considerando o fato de que os filhos são os principais agressores, ao menos a metade deles, é razoável afirmar que o número real de vítimas é muito maior.

        Não está velado, porém, que a maioria das vítimas é mulher e que os crimes envolvem de negligência a violência psicológica, passando por abusos físicos e financeiros. Diante de um compilado tão diverso de agressões, a adequação das estruturas de segurança e de suporte às vítimas deve ser prioridade. Delegacias especializadas, agentes qualificados e refúgio aos vulneráveis — quase sempre pessoas que também sofrem com a autonomia comprometida — estão entre as demandas de agora.

        Há ainda que se adaptar o sistema previdenciário, o mercado de trabalho, as estruturas das cidades, os acessos a lazer e cultura. Tudo isso considerando as especificidades de um país diverso e continental: os idosos que vivem hoje em favelas, como as fluminenses, têm dificuldades de chegar aos serviços do Estado que não sobem o morro, por exemplo. Abraçar a velhice exige do Brasil planejamento e, sobretudo, ação. O país, infelizmente, tem perdido a oportunidade de usufruir da longevidade conquistada de uma forma mais justa e sustentável.

(Editorial, 29.04.2025. Disponível em:
https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao. Adaptado)
Considere as passagens a seguir:
•  Até 2030 — ou seja, em menos de cinco anos —, o Brasil terá mais idosos do que crianças. (1º parágrafo)
•  Viver e fazer planos em um país majoritariamente idoso será, sem dúvidas, um desafio. (2º parágrafo)
•  Há ainda que se adaptar o sistema previdenciário, o mercado de trabalho, as estruturas das cidades, os acessos a lazer e cultura. (5º parágrafo)

Na organização das informações textuais, as passagens destacadas expressam, correta e respectivamente, ideias de
Alternativas
Q3521778 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão:

Brasil precisa abraçar a velhice

        O Brasil não escapa à urgência de aceitar-se velho. Projeções recentes do IBGE deixam evidente que, se não começar a se ajustar agora à nova configuração etária que se molda de forma acelerada, o país corre o risco de ver estruturas sociais debilitadas colapsarem. Até 2030 — ou seja, em menos de cinco anos —, o Brasil terá mais idosos do que crianças. Pouco tempo depois, em 2046, os 60 formarão a maior fatia populacional do país, chegando a 28%, quase o dobro do percentual atual.

        Viver e fazer planos em um país majoritariamente idoso será, sem dúvidas, um desafio. E não faltam sinais de que o Brasil resiste a enfrentar a “verdade das coisas”. No campo da saúde, a falta de profissionais especializados é gritante. A estimativa do Conselho Federal de Medicina é de que seriam necessários mais 29 mil geriatras para dar suporte à atual população idosa conforme as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) — hoje são apenas 2.670 profissionais, contra 48.650 pediatras.

        Pratica-se também no Brasil violência contra os idosos, em todas as suas formas. Em 2023, foram registradas 390 queixas de denúncias de violência contra os mais velhos por dia, segundo dados da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos. Considerando o fato de que os filhos são os principais agressores, ao menos a metade deles, é razoável afirmar que o número real de vítimas é muito maior.

        Não está velado, porém, que a maioria das vítimas é mulher e que os crimes envolvem de negligência a violência psicológica, passando por abusos físicos e financeiros. Diante de um compilado tão diverso de agressões, a adequação das estruturas de segurança e de suporte às vítimas deve ser prioridade. Delegacias especializadas, agentes qualificados e refúgio aos vulneráveis — quase sempre pessoas que também sofrem com a autonomia comprometida — estão entre as demandas de agora.

        Há ainda que se adaptar o sistema previdenciário, o mercado de trabalho, as estruturas das cidades, os acessos a lazer e cultura. Tudo isso considerando as especificidades de um país diverso e continental: os idosos que vivem hoje em favelas, como as fluminenses, têm dificuldades de chegar aos serviços do Estado que não sobem o morro, por exemplo. Abraçar a velhice exige do Brasil planejamento e, sobretudo, ação. O país, infelizmente, tem perdido a oportunidade de usufruir da longevidade conquistada de uma forma mais justa e sustentável.

(Editorial, 29.04.2025. Disponível em:
https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao. Adaptado)
No título do texto, “Brasil precisa abraçar a velhice”, o verbo destacado está empregado em sentido figurado, da mesma forma que o verbo destacado em:
Alternativas
Q3521777 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão:

Brasil precisa abraçar a velhice

        O Brasil não escapa à urgência de aceitar-se velho. Projeções recentes do IBGE deixam evidente que, se não começar a se ajustar agora à nova configuração etária que se molda de forma acelerada, o país corre o risco de ver estruturas sociais debilitadas colapsarem. Até 2030 — ou seja, em menos de cinco anos —, o Brasil terá mais idosos do que crianças. Pouco tempo depois, em 2046, os 60 formarão a maior fatia populacional do país, chegando a 28%, quase o dobro do percentual atual.

        Viver e fazer planos em um país majoritariamente idoso será, sem dúvidas, um desafio. E não faltam sinais de que o Brasil resiste a enfrentar a “verdade das coisas”. No campo da saúde, a falta de profissionais especializados é gritante. A estimativa do Conselho Federal de Medicina é de que seriam necessários mais 29 mil geriatras para dar suporte à atual população idosa conforme as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) — hoje são apenas 2.670 profissionais, contra 48.650 pediatras.

        Pratica-se também no Brasil violência contra os idosos, em todas as suas formas. Em 2023, foram registradas 390 queixas de denúncias de violência contra os mais velhos por dia, segundo dados da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos. Considerando o fato de que os filhos são os principais agressores, ao menos a metade deles, é razoável afirmar que o número real de vítimas é muito maior.

        Não está velado, porém, que a maioria das vítimas é mulher e que os crimes envolvem de negligência a violência psicológica, passando por abusos físicos e financeiros. Diante de um compilado tão diverso de agressões, a adequação das estruturas de segurança e de suporte às vítimas deve ser prioridade. Delegacias especializadas, agentes qualificados e refúgio aos vulneráveis — quase sempre pessoas que também sofrem com a autonomia comprometida — estão entre as demandas de agora.

        Há ainda que se adaptar o sistema previdenciário, o mercado de trabalho, as estruturas das cidades, os acessos a lazer e cultura. Tudo isso considerando as especificidades de um país diverso e continental: os idosos que vivem hoje em favelas, como as fluminenses, têm dificuldades de chegar aos serviços do Estado que não sobem o morro, por exemplo. Abraçar a velhice exige do Brasil planejamento e, sobretudo, ação. O país, infelizmente, tem perdido a oportunidade de usufruir da longevidade conquistada de uma forma mais justa e sustentável.

(Editorial, 29.04.2025. Disponível em:
https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao. Adaptado)
As informações do texto permitem concluir que
Alternativas
Q1077426 Atendimento ao Público
A Ouvidoria é um canal institucional de interlocução entre o servidor público, o cidadão e a Administração Pública. É um espaço em que você pode apresentar sugestões, elogios, solicitações, reclamações e denúncias. Em canal único, os servidores podem efetuar manifestações para o órgão indicado. Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q1077425 Direito Administrativo
Estabelecer a possibilidade de flexibilização e escalas diferenciadas de trabalho nos órgãos públicos, a depender do serviço a ser prestado por este, faz parte do chamado “modelo de administração gerencial” que vem sendo concebido na Administração Pública brasileira desde a Emenda Constitucional nº 32/1988 a fim de compatibilizar o setor público à uma fórmula de trabalho voltada para o efetivo cumprimento de suas funções. Diante dessa perspectiva, analise as afirmações a seguir e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).
( ) A hora trabalhada, seja ela qualquer, acima do limite estabelecido para cada cargo, seja o cargo regulamentado pelo regime geral do servidor público ou por meio de legislação específica da profissão, deverá ser remunerada como hora extraordinária. ( ) Os horários de início e de término da jornada de trabalho e dos intervalos de refeição e descanso, observado o interesse do serviço, deverão ser estabelecidos previamente e adequados às conveniências e às peculiaridades de cada órgão ou entidade, unidade administrativa ou atividade, respeitada a carga horária correspondente aos cargos e os limites legais. ( ) As escalas de trabalho diferenciadas no setor público são regulamentadas por meio de legislação específica de acordo com cada profissão, incluso as convenções e acordos coletivos de trabalho, e as jornadas reduzidas, respeitando a remuneração integral do servidor. ( ) As jornadas de trabalho diferenciadas devem ser observadas de acordo com as funções a serem exercidas pelo profissional de cada cargo, de modo que o serviço público seja prestado de forma efetiva e por outro lado se tenha o resguardo e observância da saúde física e mental do servidor público.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
Alternativas
Q1077424 Segurança e Saúde no Trabalho
Olhando a QVT sob um prisma mais amplo, entende-se que é uma dosagem perfeita da aglutinação entre os talentos envolvidos e os empoderados, com elementos organizacionais fundamentais, como a arquitetura organizacional integrada e conectada (organização do trabalho em equipe), cultura organizacional amigável e envolvente e um estilo de gestão __________ e participativo. Muitas vezes, esses poderosos componentes estão presentes nas organizações, mas faltando-lhes uma identidade comum e interpenetração e convergência. Outras vezes eles aparecem apenas parcialmente conectados entre si. O importante é que esses componentes formem um sistema _________ capaz de provocar sinergia de resultados e transformar a organização no melhor lugar para trabalhar. Assinale a alternativa que completa correta e respectivamente as lacunas
Alternativas
Q1077423 Direito Administrativo
O poder disciplinar é o poder que a administração tem de apurar e punir infrações. Trata-se, portanto, de poder conferido à Administração Pública, com o intuito de responsabilizar aqueles que cometem faltas em detrimento do interesse público, visando, dessa forma, à proteção da efetiva realização do interesse público. Para tanto, assinale a alternativa incorreta:
Alternativas
Q1077422 Direito Administrativo
Cada agente administrativo é investido da necessária parcela de poder público para o desempenho de suas atribuições. Esse poder é para ser usado normalmente, como atributo do cargo ou da função, e não como privilégio da pessoa que o exerce. Nesse sentido, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q1077421 Direito Administrativo
Direito Administrativo é o conjunto harmônico de princípios e normas que regem os órgãos, os agentes e as atividades públicas tendentes a realizar os fins do Estado e a atender o interesse público. O Direito Administrativo impõe as regras jurídicas de organização e funcionamento do complexo estatal. Alguns princípios regem o Direito Administrativo: os princípios explícitos e os princípios implícitos. A esse respeito, analise as afirmativas a seguir:
I. Nos princípios explícitos, a legalidade significa que o administrador público está, em toda a sua atividade funcional, sujeito aos mandamentos da lei e às exigências do bem comum, e deles não se pode afastar ou desviar, sob pena de praticar ato inválido e expor-se a responsabilidade disciplinar, civil e criminal, conforme o caso. II. Nos princípios explícitos, a moralidade administrativa constitui um pressuposto de validade de todo ato da Administração Pública e o gestor público, como ser humano dotado da capacidade de atuar, não poderá desprezar o elemento ético de sua conduta. III. Nos princípios implícitos, a razoabilidade prevê a opção de um agente público, ao praticar um ato discricionário, não pode anular os atos anteriores em casos concretos sob pretexto de que foram praticados com base em errônea interpretação. IV. Nos princípios implícitos, a autotutela é um item importante pois, defrontando-se com seus erros, a Administração Pública deve revê-los para restaurar a situação de regularidade. Trata-se, antes de tudo, de um dever, não necessitando a Administração ser provocada para rever seus atos.
Assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q1077420 Direito Administrativo
Quanto aos Direitos e Deveres dos servidores públicos, os regimes jurídicos modernos salientam uma série de deveres aos servidores públicos como requisitos para o bom desempenho de suas atividades, regulando o funcionamento dos serviços públicos. Analise as afirmações que apresentam alguns deveres dos servidores públicos e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).
( ) O dever de lealdade exige do servidor maior dedicação ao serviço e o integral respeito às leis e as instituições. ( ) O dever de obediência impõe ao servidor o acatamento às ordens legais de seus superiores e sua fiel execução. ( ) O dever da ilicitude dos atos praticados de forma imparcial que constituem o ato de improbidade administrativa. ( ) O dever de conduta ética que decorre do princípio constitucional da moralidade administrativa e impõe ao servidor sua conduta.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo. 
Alternativas
Q1077419 Direito Sanitário

Ainda que a situação do servidor já esteja previamente regulamentada pelo seu Estatuto, a Constituição Federal de 1988, em sua Seção II, a partir do artigo 39, assegura os direitos básicos do servidor público. A esse respeito, assinale a alternativa correta:

Alternativas
Q1077418 Administração Geral
A gestão da qualidade total nas organizações depende principalmente da otimização do potencial humano. E isso depende de quão bem as pessoas se sentem trabalhando na organização. A QVT é um conjunto complexo e multidisciplinar que envolve uma constelação de fatores. Nesse sentido, assinale a alternativa incorreta:
Alternativas
Q1077417 Gestão de Pessoas

Analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta. A expressão “Qualidade de Vida no Trabalho (QVT)” foi cunhada por Louis Davis na década de 1970 quando desenvolvia um projeto sobre desenho de cargos. Sobre o conceito de QVT para este autor, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta:

I. É um conjunto de ações de uma empresa envolvendo diagnóstico e implantação de melhorias e inovações gerenciais, tecnológicas e estruturais dentro e fora do ambiente de trabalho, visando a propiciar condições plenas de desenvolvimento humano para e durante a realização do trabalho.

II. Representa a percepção do indivíduo sobre sua posição na vida, no contexto cultural, sistema de valores em que vive e em relação com objetivos, expectativas, padrões e conceitos. Trata-se de um conceito amplo, que inclui saúde física, estado psicológico, crenças pessoais, relações sociais e suas relações com o ambiente.

III. É resultante direta da combinação de diversas dimensões básicas do desempenho das atividades e de outras dimensões não dependentes diretamente das tarefas, capazes de produzir motivação e satisfação em diferentes níveis, além de resultar em diversos tipos de atividades e condutas dos indivíduos pertencentes a uma organização.

IV. Busca uma visão integral e ética do ser humano em seu relacionamento com as pessoas nas organizações e tem sido utilizada como avaliação das experiências individuais no local de trabalho e o grau de satisfação das pessoas na vida social e que desempenham o seu trabalho.

Alternativas
Respostas
141: A
142: D
143: D
144: A
145: E
146: C
147: B
148: C
149: E
150: B
151: A
152: C
153: E
154: B
155: A
156: E
157: D
158: B
159: E
160: C