Questões de Concurso Para médico veterinário

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Q2313242 Raciocínio Lógico
Os amigos Ademar, Bernardo e Cristiano são fanáticos por filmes de terror e combinaram de assistir à grande estreia do gênero no cinema na última quinta-feira. Considere a ordem de chegada dos três amigos – Ademar chegou no cinema depois de Bernardo, e Cristiano chegou no cinema antes de Ademar e, ainda, que Cristiano não foi o primeiro amigo a chegar no cinema. Com base nessas informações, o primeiro, o segundo e o terceiro amigo a chegar no cinema foram, nesta ordem: 
Alternativas
Q2313238 Português
A compensação


         Não faz muito, li um artigo sobre as pretensões literárias de Napoleão Bonaparte. Aparentemente, Napoleão era um escritor frustrado. Tinha escrito contos e poemas na juventude, escreveu muito sobre política e estratégia militar e sonhava em escrever um grande romance. Acreditava-se, mesmo, que Napoleão considerava a literatura sua verdadeira vocação, e que foi sua incapacidade de escrever um grande romance e conquistar uma reputação literária que o levou a escolher uma alternativa menor, conquistar o mundo.
         Não sei se é verdade, mas fiquei pensando no que isto significa para os escritores de hoje e daqui. Em primeiro lugar, claro, leva a pensar na enorme importância que tinha a literatura nos séculos 18 e 19, e não apenas na França, onde, anos depois de Napoleão Bonaparte, um Vitor Hugo empolgaria multidões e faria História não com batalhões e canhões mas com a força da palavra escrita, e não só em conclamações e panfletos mas, muitas vezes, na forma de ficção. Não sei se devemos invejar uma época em que reputações literárias e reputações guerreiras se equivaliam desta maneira, e em que até a imaginação tinha tanto poder. Mas acho que podemos invejar, pelo menos um pouco, o que a literatura tinha então e parece ter perdido: relevância. Se Napoleão pensava que podia ser tão relevante escrevendo romances quanto comandando exércitos, e se um Vitor Hugo podia morrer como um dos homens mais relevantes do seu tempo sem nunca ter trocado a palavra e a imaginação por armas, então uma pergunta que nenhum escritor daquele tempo se fazia é essa que nos fazemos o tempo todo: para o que serve a literatura, de que adianta a palavra impressa, onde está a nossa relevância? Gostávamos de pensar que era através dos seus escritores e intelectuais que o mundo se pensava e se entendia, e a experiência humana era racionalizada. O estado irracional do mundo neste começo de século é a medida do fracasso desta missão, ou desta ilusão.
      Depois que a literatura deixou de ser uma opção tão vigorosa e vital para um homem de ação quanto a conquista militar ou política – ou seja, depois que virou uma opção para generais e políticos aposentados, mais compensação pela perda de poder do que poder, e uma ocupação para, enfim, meros escritores –, ela nunca mais recuperou a sua respeitabilidade, na medida em que qualquer poder, por armas ou por palavras, é respeitável. Hoje a literatura só participa da política, do poder e da História como instrumentoou cúmplice.
        E não pode nem escolher que tipo de cúmplice quer ser. Todos os que escrevem no Brasil, principalmente os que têm um espaço na imprensa para fazer sua pequena literatura ou simplesmente dar seus palpites, têm esta preocupação.
      Ou deveriam ter. Nunca sabemos exatamente do que estamos sendo cúmplices.
     Podemos estar servindo de instrumentos de alguma agenda de poder sem querer, podemos estar contribuindo, com nossa indignação ou nossa denúncia, ou apenas nossas opiniões, para legitimar alguma estratégia que desconhecemos.
       Ou podemos simplesmente estar colaborando com a grande desconversa nacional, a que distrai a atenção enquanto a verdadeira história do país acontece em outra parte, longe dos nossos olhos e indiferente à nossa crítica. Não somos relevantes, ou só somos relevantes quando somos cúmplices, conscientes ou inconscientes.
      Mas comecei falando da frustração literária de Napoleão Bonaparte e não toquei nas implicações mais importantes do fato, pelo menos para o nosso amor próprio. Se Napoleão só foi Napoleão porque não conseguiu ser escritor, então temos esta justificativa pronta para o nosso estranho ofício: cada escritor a mais no mundo corresponde a um Napoleão a menos. A literatura serve, ao menos, para isso: poupar o mundo de mais Napoleões. Mas existe a contrapartida: muitos Napoleões soltos pelo mundo, hoje, fariam melhor se tivessem escrito os romances que queriam. O mundo, e certamente o Brasil, seriam outros se alguns Napoleões tivessem ficado com a literatura e esquecido o poder.
     E sempre teremos a oportunidade de, ao acompanhar a carreira de Napoleões, subNapoleões, pseudo-Napoleões ou outras variedades com poder sobre a nossa vida e o nosso bolso, nos consolarmos com o seguinte pensamento: eles são lamentáveis, certo, mas imagine o que seria a sua literatura.
      Da série Poesia numa Hora Destas?!
    Deus não fez o homem, assim, de improviso em cima da divina coxa numa hora vaga.
      Planejou o que faria com esmero e juízo (e isso sem contar com assessoria paga).         Tudo foi pensado com exatidão antes mesmo do primeiro esboço, e foram anos de experimentação até Deus dizer que estava pronto o moço.
      Mas acontece sempre, é sempre assim não seria diferente do que é agora.
      A melhor ideia apareceu no fim e dizem que o polegar Ele bolou na hora.


(VERÍSSIMO, Luís Fernando. A Compensação. Em: 18/09/2023.)
Analise as afirmativas a seguir, considerando a função do “que” destacado em cada uma delas.

I. Em “Gostávamos de pensar que era através dos seus escritores e intelectuais que o mundo se pensava e se entendia, [...]”, (2º§), o “que” funciona como pronome relativo.
II. Em “Acreditava-se, mesmo, que Napoleão considerava a literatura sua verdadeira vocação, [...]” (1º§), o “que” funciona como conjunção integrante.
III. Em “Não sei se devemos invejar uma época em que reputações literárias e reputações guerreiras se equivaliam desta maneira, [...]” (2º§), o “que” funciona como pronome relativo.

Está correto o que se afirma em
Alternativas
Q2313237 Português
A compensação


         Não faz muito, li um artigo sobre as pretensões literárias de Napoleão Bonaparte. Aparentemente, Napoleão era um escritor frustrado. Tinha escrito contos e poemas na juventude, escreveu muito sobre política e estratégia militar e sonhava em escrever um grande romance. Acreditava-se, mesmo, que Napoleão considerava a literatura sua verdadeira vocação, e que foi sua incapacidade de escrever um grande romance e conquistar uma reputação literária que o levou a escolher uma alternativa menor, conquistar o mundo.
         Não sei se é verdade, mas fiquei pensando no que isto significa para os escritores de hoje e daqui. Em primeiro lugar, claro, leva a pensar na enorme importância que tinha a literatura nos séculos 18 e 19, e não apenas na França, onde, anos depois de Napoleão Bonaparte, um Vitor Hugo empolgaria multidões e faria História não com batalhões e canhões mas com a força da palavra escrita, e não só em conclamações e panfletos mas, muitas vezes, na forma de ficção. Não sei se devemos invejar uma época em que reputações literárias e reputações guerreiras se equivaliam desta maneira, e em que até a imaginação tinha tanto poder. Mas acho que podemos invejar, pelo menos um pouco, o que a literatura tinha então e parece ter perdido: relevância. Se Napoleão pensava que podia ser tão relevante escrevendo romances quanto comandando exércitos, e se um Vitor Hugo podia morrer como um dos homens mais relevantes do seu tempo sem nunca ter trocado a palavra e a imaginação por armas, então uma pergunta que nenhum escritor daquele tempo se fazia é essa que nos fazemos o tempo todo: para o que serve a literatura, de que adianta a palavra impressa, onde está a nossa relevância? Gostávamos de pensar que era através dos seus escritores e intelectuais que o mundo se pensava e se entendia, e a experiência humana era racionalizada. O estado irracional do mundo neste começo de século é a medida do fracasso desta missão, ou desta ilusão.
      Depois que a literatura deixou de ser uma opção tão vigorosa e vital para um homem de ação quanto a conquista militar ou política – ou seja, depois que virou uma opção para generais e políticos aposentados, mais compensação pela perda de poder do que poder, e uma ocupação para, enfim, meros escritores –, ela nunca mais recuperou a sua respeitabilidade, na medida em que qualquer poder, por armas ou por palavras, é respeitável. Hoje a literatura só participa da política, do poder e da História como instrumentoou cúmplice.
        E não pode nem escolher que tipo de cúmplice quer ser. Todos os que escrevem no Brasil, principalmente os que têm um espaço na imprensa para fazer sua pequena literatura ou simplesmente dar seus palpites, têm esta preocupação.
      Ou deveriam ter. Nunca sabemos exatamente do que estamos sendo cúmplices.
     Podemos estar servindo de instrumentos de alguma agenda de poder sem querer, podemos estar contribuindo, com nossa indignação ou nossa denúncia, ou apenas nossas opiniões, para legitimar alguma estratégia que desconhecemos.
       Ou podemos simplesmente estar colaborando com a grande desconversa nacional, a que distrai a atenção enquanto a verdadeira história do país acontece em outra parte, longe dos nossos olhos e indiferente à nossa crítica. Não somos relevantes, ou só somos relevantes quando somos cúmplices, conscientes ou inconscientes.
      Mas comecei falando da frustração literária de Napoleão Bonaparte e não toquei nas implicações mais importantes do fato, pelo menos para o nosso amor próprio. Se Napoleão só foi Napoleão porque não conseguiu ser escritor, então temos esta justificativa pronta para o nosso estranho ofício: cada escritor a mais no mundo corresponde a um Napoleão a menos. A literatura serve, ao menos, para isso: poupar o mundo de mais Napoleões. Mas existe a contrapartida: muitos Napoleões soltos pelo mundo, hoje, fariam melhor se tivessem escrito os romances que queriam. O mundo, e certamente o Brasil, seriam outros se alguns Napoleões tivessem ficado com a literatura e esquecido o poder.
     E sempre teremos a oportunidade de, ao acompanhar a carreira de Napoleões, subNapoleões, pseudo-Napoleões ou outras variedades com poder sobre a nossa vida e o nosso bolso, nos consolarmos com o seguinte pensamento: eles são lamentáveis, certo, mas imagine o que seria a sua literatura.
      Da série Poesia numa Hora Destas?!
    Deus não fez o homem, assim, de improviso em cima da divina coxa numa hora vaga.
      Planejou o que faria com esmero e juízo (e isso sem contar com assessoria paga).         Tudo foi pensado com exatidão antes mesmo do primeiro esboço, e foram anos de experimentação até Deus dizer que estava pronto o moço.
      Mas acontece sempre, é sempre assim não seria diferente do que é agora.
      A melhor ideia apareceu no fim e dizem que o polegar Ele bolou na hora.


(VERÍSSIMO, Luís Fernando. A Compensação. Em: 18/09/2023.)
Em relação às figuras de linguagem e de acordo com o contexto, analise as afirmativas a seguir.

I. Na expressão “[...] cada escritor a mais no mundo corresponde a um Napoleão a menos” (8º§), há uma metáfora.
II. Em “[...] literatura só participa da política, do poder e da História como instrumento ou cúmplice” (3º§), há uma antítese.
III. Na expressão “[...] meros escritores [...]” (3º§), há uma ironia.

Está correto o que se afirma em
Alternativas
Q2310821 Veterinária
A hemorragia e a perda de líquidos são causas habituais de choque em pacientes na medicina veterinária. O fator mais crítico na fisiopatologia do choque hipovolêmico em animais é
Alternativas
Q2310820 Veterinária
O manejo animal realizado de maneira inadequada pode torná-los mais suscetíveis ao desenvolvimento de doenças. Um exemplo disso é o deslocamento de abomaso.
Sobre o deslocamento de abomaso em bovinos, é correto afirmar que 
Alternativas
Q2310819 Direito Sanitário
Compete à União, por meio do Ministério da Saúde, exercer a seguinte função, de acordo com a Lei 9.782 de 26 de janeiro de 1999:
Alternativas
Q2310818 Veterinária
A neosporose, uma doença capaz de afetar diversas espécies animais, é uma das principais doenças causadoras de aborto em bovinos no Brasil e no mundo. Ela afeta tanto o gado de leite quanto o gado de corte, sendo responsável por grandes prejuízos.
Sobre a neosporose, é correto afirmar que
Alternativas
Q2310817 Veterinária
O Programa Nacional de Sanidade dos Equídeos tem como foco a vigilância epidemiológica de doenças como a Anemia Infecciosa Equina (AIE).
Sobre essa doença, assinale a afirmativa correta..
Alternativas
Q2310816 Veterinária
A estomatite vesicular é uma doença viral importante, que pode afetar ruminantes, cavalos e suínos, e é também uma zoonose. É caracterizada por vesículas, erosões e úlceras principalmente na boca e patas.
A estomatite vesicular, devido a essa sintomatologia, pode ser facilmente confundida com a seguinte doença:
Alternativas
Q2310815 Veterinária
A leptospirose é uma doença considerada endêmica no Brasil, causada por bactérias do gênero Leptospira: por afetar diversas espécies animais e o homem, ela é de extrema importância em saúde pública.
Sobre a leptospirose, é correto afirmar que
Alternativas
Q2310814 Veterinária
No Brasil, o uso da monta natural como estratégia reprodutiva ainda é bastante praticado em bovinos. Por esse motivo, é preciso ter um grande cuidado com doenças animais de transmissão venérea, como é o caso da campilobacteriose genital bovina (CGB).
Sobre a CGB, é correto afirmar que
Alternativas
Q2310813 Veterinária
No aparelho reprodutor masculino, o local dos testículos onde os espermatozoides são armazenados e maturados é
Alternativas
Q2310812 Veterinária
A criptorquidia é uma anomalia do sistema reprodutivo masculino, ocorrendo comumente em equinos, suínos, caprinos, cães e gatos. Quando identificado, o procedimento recomendado é remover o animal criptorquida da reprodução.
Sobre o criptorquidismo, é correto afirmar que
Alternativas
Q2310811 Direito Sanitário
De acordo com a Lei 8.080/90, o conceito fundamental da Vigilância Sanitária no Sistema Único de Saúde (SUS) é
Alternativas
Q2310810 Direito Sanitário
Sobre a Taxa de Fiscalização da Vigilância Sanitária, instituída pela Lei 9.782, de 26 de janeiro de 1999, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q2310809 Veterinária
Sobre as particularidades do aparelho locomotor nas diferentes espécies animais, com relação aos ossos do membro torácico é correto afirmar que
Alternativas
Q2310808 Veterinária
Bovinos, ovinos, caprinos e suínos todos possuem um total não variável de sete vértebras
Alternativas
Q2310807 Veterinária
A cetose bovina é um transtorno metabólico que pode ocorrer em vacas leiteiras, geralmente ocorrendo no período pós-parto. Ocorre quando há um excesso na produção e concentração de corpos cetônicos na corrente sanguínea devido a uma maior exigência de energia para que possa haver a produção do leite.
Sobre o metabolismo energético e cetose em bovinos, é correto afirmar que
Alternativas
Q2310806 Veterinária
A dermatofilose, cujo agente etiológico é o Dermatophilus congolensis, é uma afecção amplamente distribuída no mundo, mas apresenta maior prevalência em regiões úmidas, tropicais e subtropicais. Quando os ovinos são afetados, essa doença também é conhecida como lã de pau, devido ao aspecto que sua pelagem adquire.
Sobre a dermatofilose em ovinos, é correto afirmar que
Alternativas
Q2310805 Veterinária
Técnicas de controle do ciclo estral e ovulação em bovinos de corte são muito utilizadas atualmente, facilitando a utilização da inseminação artificial e permitindo que o criador escolha qual a época do ano mais adequada para a inseminação do rebanho.
Sobre os meios para o controle do ciclo estral, é correto afirmar que 
Alternativas
Respostas
13161: C
13162: D
13163: C
13164: D
13165: A
13166: C
13167: E
13168: D
13169: B
13170: C
13171: A
13172: B
13173: D
13174: C
13175: B
13176: C
13177: A
13178: A
13179: D
13180: C