Questões de Concurso Para médico veterinário

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Q4034639 Saúde Pública
Em um município amazônico com histórico recorrente de surtos sazonais de leptospirose após enchentes, a vigilância epidemiológica iniciou um monitoramento sistemático da morbidade e mortalidade, visando quantificar o impacto da doença e orientar medidas de prevenção. Para isso, foi necessário padronizar os indicadores utilizados, diferenciando aqueles que medem risco de adoecimento dos que mensuram gravidade clínica. Considerando os princípios epidemiológicos aplicados à saúde pública, especialmente no cálculo de coeficientes e estatísticas de morbimortalidade, qual indicador é corretamente empregado para expressar a gravidade da doença na população afetada?
Alternativas
Q4034638 Patologia
Em uma região periurbana com histórico de transmissão de leishmaniose visceral, diversas notificações de cães com emagrecimento progressivo, linfadenomegalia e hiperqueratose motivaram investigação sanitária. A equipe observou a presença intensa de flebotomíneos, além de falhas no controle ambiental e baixa adesão dos tutores às medidas preventivas. Diante da necessidade de confirmar casos caninos para orientar o bloqueio epidemiológico, o médico-veterinário deve escolher o método diagnóstico recomendado em programas oficiais. Nesse cenário, qual exame é considerado padrão para confirmação laboratorial da doença?
Alternativas
Q4034637 Saúde Pública
Em áreas periurbanas de expansão desordenada, surtos de leishmaniose visceral têm sido associados ao aumento da densidade de flebotomíneos e à presença de cães sem controle sanitário, produzindo um cenário complexo em que fatores ambientais e biológicos interagem para manter a transmissão. Durante uma investigação epidemiológica em uma comunidade afetada, observou-se grande quantidade de matéria orgânica acumulada, circulação intensa de cães e ausência de ações sistemáticas de vigilância. Diante dessa conjuntura, um profissional de saúde pública deve identificar o principal componente da cadeia epidemiológica que sustenta a transmissão da doença. Assim, pergunta-se: qual elemento representa o reservatório primário da Leishmania infantum no ciclo urbano da leishmaniose visceral? 
Alternativas
Q4034636 Medicina
Em uma região periurbana, o serviço de vigilância detectou o aumento de notificações de morcegos frugívoros encontrados mortos e, simultaneamente, dois cães não vacinados apresentaram alteração de comportamento, paralisia progressiva e evolução fatal em poucos dias. A investigação epidemiológica foi iniciada visando identificar a forma de transmissão envolvida e estabelecer medidas imediatas de controle. Considerando a cadeia epidemiológica e os mecanismos patogênicos da raiva, qual alternativa descreve corretamente o processo que ocorreu nesses casos?
Alternativas
Q4034635 Veterinária
Em uma pequena propriedade rural, três cães passaram a apresentar febre intermitente, vômitos, icterícia e prostração após um período de chuvas intensas que provocou alagamento próximo ao galpão onde os animais circulavam. O tutor relatou presença frequente de roedores e armazenamento inadequado de ração. Considerando a situação epidemiológica descrita e o risco zoonótico envolvido, avalie qual medida imediata deve ser priorizada para conter a possível disseminação da leptospirose entre animais e humanos.
Alternativas
Q4034634 Veterinária
A tuberculose bovina, causada principalmente por Mycobacterium bovis, permanece como desafio sanitário devido à sua transmissão direta e indireta, afetando rebanhos e representando risco ocupacional para humanos expostos. Em propriedades leiteiras de alta densidade animal, episódios de tosse crônica, caquexia progressiva e linfadenopatia retrofaríngea têm sido observados, levantando suspeita epidemiológica. Considerando a necessidade de confirmação diagnóstica conforme protocolos internacionais, o médico-veterinário responsável precisa escolher o método mais adequado para identificar animais infectados. Diante desse contexto, qual é o teste de eleição recomendado para o diagnóstico oficial da doença em rebanhos?
Alternativas
Q4034633 Saúde Pública
Em um bairro periurbano com registro crescente de cães soropositivos para Leishmania infantum, a vigilância constatou aumento simultâneo de casos humanos associados à presença abundante de flebotomíneos e manejo inadequado de resíduos orgânicos. Durante uma investigação integrada, discutiu-se qual seria o ponto crítico da cadeia epidemiológica responsável por permitir a manutenção do ciclo urbano da doença. Considerando a biologia do agente e dos vetores, qual elemento é indispensável para a transmissão e perpetuação da leishmaniose visceral?
Alternativas
Q4034632 Técnicas em Laboratório
Durante a investigação de um surto de leptospirose em uma comunidade ribeirinha, um laboratório público recebeu diversas amostras para confirmação diagnóstica. Como parte do protocolo de vigilância, a equipe comparou a produção de anticorpos em diferentes estágios da infecção, analisando a cinética sorológica e a sensibilidade dos métodos disponíveis. Considerando os fundamentos da resposta imune humoral e as técnicas imunológicas aplicadas ao diagnóstico de zoonoses, qual método é mais indicado para detectar anticorpos específicos em fase inicial da infecção, apresentando maior sensibilidade nas primeiras semanas?
Alternativas
Q4034628 Matemática
Uma empresa utiliza urnas com bolas coloridas para simular eventos aleatórios em um treinamento. Em uma das atividades, a urna contém 5 bolas vermelhas e 7 bolas azuis, sendo realizados diversos sorteios com e sem reposição para estudo das probabilidades envolvidas. O instrutor apresenta quatro afirmações sobre esses sorteios e solicita que os participantes avaliem sua veracidade com base nos cálculos correspondentes. Considere as informações fornecidas e analise as assertivas a seguir.
I.Uma urna contém 5 bolas vermelhas e 7 bolas azuis; a probabilidade de sair uma bola vermelha em um único sorteio é 5/12.
II.Se duas bolas forem retiradas com reposição, a probabilidade de ambas serem azuis é (7/12)(7/12).
III.A probabilidade de sair pelo menos uma bola vermelha em dois sorteios com reposição é 1 − (7/12)(7/12).
IV.Retirando três bolas sem reposição, a probabilidade de todas serem vermelhas é 5/12.
Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q4034626 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão. 


A velha


A velha um dia despirocou. Era como se uma sirene ambulatorial gritasse corredor adentro. Não se debruçava mais sobre os muros, janelas e balcões a colher as memórias sórdidas dos vizinhos e familiares.


Emudeceu oca e aquele olhar de ave de rapina que saltava curioso sobre o mundo a abandonou.


Era um corpo todo abandonado, como se o brilho da carne viva tivesse ganho a opacidade de um porco decapitado, daqueles abatidos e expostos nos açougues, e num silêncio-pânico daquela madrugada, algo lhe foi extorquido.


Desde a aparição do vírus na narrativa cotidiana, a velha ficou alerta. Observava tudo amedrontada. Era máscara na cara, os dedos ensopados de álcool e uma solidão corrosiva que havia se alojado como sua parceira de quarto.


Desassistida engolia a vida em atropelo: o café, a cápsula de antipsicótico, a bolacha Maria, tudo ingerido a contragosto. A resistência se via nos resíduos constantes entre os dentes que a velha puxava com os dedos, agoniada na tentativa de limpar.


Vivendo em cárcere privado, a velha não se lavava mais, não falava ao telefone e desistira do mundo que lhe privara de existir.


Assistia apática ao noticiário que calculava constantemente um cadáver a mais no número de mortos.


O calendário a engolia, arrancando-lhe as gramas, as dobras, as memórias de cinquenta anos atrás que ela recebia contrariada, e a casa agora era assombrada pelos defuntos do pai, do avô e da mãe que morrera quando completara a idade agora da filha. Todos a indagavam, pediam explicações, e ela, confusa, balbuciava respostas inaudíveis.


Não havendo mais o presente para lhe invadir os dias, o passado adentrava sua morada espaçoso. Os pássaros esbravejavam irritados desde que a velha desfalecera. No pote de alpiste vazio gotejava um pingo barrento que escorria da telha, e a velha não dormia, perturbada pelo berrante som da vida exterior. 


Era estranha esta sensação de estar trancada sem ao menos passar as chaves na porta. Do que adiantava a liberdade das frestas entreabertas se a morte caçava os aposentados nas calçadas, parques e botecos? 


BRISOLARA, Maria Isabel Teixeira. A velha. In: UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA. Pandemia em contos. Florianópolis: UFSC, 2023. Disponível em: https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/244169/Pandemi a_em_contos-Ebook-2fev23.pdf?sequence=1&isAllowed=y . Acesso em: 21 nov. 2025.

A construção narrativa do texto "A velha" transcende a descrição de uma experiência individual e propõe uma crítica simbólica a transformações sociais profundas. Nesse contexto, assinale a alternativa que expressa a mensagem central da narrativa.
Alternativas
Q4034625 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão. 


A velha


A velha um dia despirocou. Era como se uma sirene ambulatorial gritasse corredor adentro. Não se debruçava mais sobre os muros, janelas e balcões a colher as memórias sórdidas dos vizinhos e familiares.


Emudeceu oca e aquele olhar de ave de rapina que saltava curioso sobre o mundo a abandonou.


Era um corpo todo abandonado, como se o brilho da carne viva tivesse ganho a opacidade de um porco decapitado, daqueles abatidos e expostos nos açougues, e num silêncio-pânico daquela madrugada, algo lhe foi extorquido.


Desde a aparição do vírus na narrativa cotidiana, a velha ficou alerta. Observava tudo amedrontada. Era máscara na cara, os dedos ensopados de álcool e uma solidão corrosiva que havia se alojado como sua parceira de quarto.


Desassistida engolia a vida em atropelo: o café, a cápsula de antipsicótico, a bolacha Maria, tudo ingerido a contragosto. A resistência se via nos resíduos constantes entre os dentes que a velha puxava com os dedos, agoniada na tentativa de limpar.


Vivendo em cárcere privado, a velha não se lavava mais, não falava ao telefone e desistira do mundo que lhe privara de existir.


Assistia apática ao noticiário que calculava constantemente um cadáver a mais no número de mortos.


O calendário a engolia, arrancando-lhe as gramas, as dobras, as memórias de cinquenta anos atrás que ela recebia contrariada, e a casa agora era assombrada pelos defuntos do pai, do avô e da mãe que morrera quando completara a idade agora da filha. Todos a indagavam, pediam explicações, e ela, confusa, balbuciava respostas inaudíveis.


Não havendo mais o presente para lhe invadir os dias, o passado adentrava sua morada espaçoso. Os pássaros esbravejavam irritados desde que a velha desfalecera. No pote de alpiste vazio gotejava um pingo barrento que escorria da telha, e a velha não dormia, perturbada pelo berrante som da vida exterior. 


Era estranha esta sensação de estar trancada sem ao menos passar as chaves na porta. Do que adiantava a liberdade das frestas entreabertas se a morte caçava os aposentados nas calçadas, parques e botecos? 


BRISOLARA, Maria Isabel Teixeira. A velha. In: UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA. Pandemia em contos. Florianópolis: UFSC, 2023. Disponível em: https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/244169/Pandemi a_em_contos-Ebook-2fev23.pdf?sequence=1&isAllowed=y . Acesso em: 21 nov. 2025.

No trecho "Desde a aparição do vírus na narrativa cotidiana, a velha ficou alerta", a escolha lexical contribui para a construção da atmosfera do texto. Considerando o campo semântico, o sentido contextual e a relação entre os vocábulos, assinale a alternativa que apresenta a análise correta da significação da palavra "narrativa" nesse contexto.
Alternativas
Q4034621 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão. 


A velha


A velha um dia despirocou. Era como se uma sirene ambulatorial gritasse corredor adentro. Não se debruçava mais sobre os muros, janelas e balcões a colher as memórias sórdidas dos vizinhos e familiares.


Emudeceu oca e aquele olhar de ave de rapina que saltava curioso sobre o mundo a abandonou.


Era um corpo todo abandonado, como se o brilho da carne viva tivesse ganho a opacidade de um porco decapitado, daqueles abatidos e expostos nos açougues, e num silêncio-pânico daquela madrugada, algo lhe foi extorquido.


Desde a aparição do vírus na narrativa cotidiana, a velha ficou alerta. Observava tudo amedrontada. Era máscara na cara, os dedos ensopados de álcool e uma solidão corrosiva que havia se alojado como sua parceira de quarto.


Desassistida engolia a vida em atropelo: o café, a cápsula de antipsicótico, a bolacha Maria, tudo ingerido a contragosto. A resistência se via nos resíduos constantes entre os dentes que a velha puxava com os dedos, agoniada na tentativa de limpar.


Vivendo em cárcere privado, a velha não se lavava mais, não falava ao telefone e desistira do mundo que lhe privara de existir.


Assistia apática ao noticiário que calculava constantemente um cadáver a mais no número de mortos.


O calendário a engolia, arrancando-lhe as gramas, as dobras, as memórias de cinquenta anos atrás que ela recebia contrariada, e a casa agora era assombrada pelos defuntos do pai, do avô e da mãe que morrera quando completara a idade agora da filha. Todos a indagavam, pediam explicações, e ela, confusa, balbuciava respostas inaudíveis.


Não havendo mais o presente para lhe invadir os dias, o passado adentrava sua morada espaçoso. Os pássaros esbravejavam irritados desde que a velha desfalecera. No pote de alpiste vazio gotejava um pingo barrento que escorria da telha, e a velha não dormia, perturbada pelo berrante som da vida exterior. 


Era estranha esta sensação de estar trancada sem ao menos passar as chaves na porta. Do que adiantava a liberdade das frestas entreabertas se a morte caçava os aposentados nas calçadas, parques e botecos? 


BRISOLARA, Maria Isabel Teixeira. A velha. In: UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA. Pandemia em contos. Florianópolis: UFSC, 2023. Disponível em: https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/244169/Pandemi a_em_contos-Ebook-2fev23.pdf?sequence=1&isAllowed=y . Acesso em: 21 nov. 2025.

No trecho "Desassistida engolia a vida em atropelo: o café, a cápsula de antipsicótico, a bolacha Maria, tudo ingerido a contragosto", a pontuação desempenha papel essencial na construção do sentido e na organização sintática e estilística da frase. Assinale a alternativa que apresenta a análise correta quanto ao uso dos dois-pontos e das vírgulas.
Alternativas
Q4034619 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão. 


A velha


A velha um dia despirocou. Era como se uma sirene ambulatorial gritasse corredor adentro. Não se debruçava mais sobre os muros, janelas e balcões a colher as memórias sórdidas dos vizinhos e familiares.


Emudeceu oca e aquele olhar de ave de rapina que saltava curioso sobre o mundo a abandonou.


Era um corpo todo abandonado, como se o brilho da carne viva tivesse ganho a opacidade de um porco decapitado, daqueles abatidos e expostos nos açougues, e num silêncio-pânico daquela madrugada, algo lhe foi extorquido.


Desde a aparição do vírus na narrativa cotidiana, a velha ficou alerta. Observava tudo amedrontada. Era máscara na cara, os dedos ensopados de álcool e uma solidão corrosiva que havia se alojado como sua parceira de quarto.


Desassistida engolia a vida em atropelo: o café, a cápsula de antipsicótico, a bolacha Maria, tudo ingerido a contragosto. A resistência se via nos resíduos constantes entre os dentes que a velha puxava com os dedos, agoniada na tentativa de limpar.


Vivendo em cárcere privado, a velha não se lavava mais, não falava ao telefone e desistira do mundo que lhe privara de existir.


Assistia apática ao noticiário que calculava constantemente um cadáver a mais no número de mortos.


O calendário a engolia, arrancando-lhe as gramas, as dobras, as memórias de cinquenta anos atrás que ela recebia contrariada, e a casa agora era assombrada pelos defuntos do pai, do avô e da mãe que morrera quando completara a idade agora da filha. Todos a indagavam, pediam explicações, e ela, confusa, balbuciava respostas inaudíveis.


Não havendo mais o presente para lhe invadir os dias, o passado adentrava sua morada espaçoso. Os pássaros esbravejavam irritados desde que a velha desfalecera. No pote de alpiste vazio gotejava um pingo barrento que escorria da telha, e a velha não dormia, perturbada pelo berrante som da vida exterior. 


Era estranha esta sensação de estar trancada sem ao menos passar as chaves na porta. Do que adiantava a liberdade das frestas entreabertas se a morte caçava os aposentados nas calçadas, parques e botecos? 


BRISOLARA, Maria Isabel Teixeira. A velha. In: UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA. Pandemia em contos. Florianópolis: UFSC, 2023. Disponível em: https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/244169/Pandemi a_em_contos-Ebook-2fev23.pdf?sequence=1&isAllowed=y . Acesso em: 21 nov. 2025.

A construção simbólica da personagem no texto aponta para uma experiência de dissolução subjetiva que transcende os efeitos imediatos da pandemia. Com base nessa perspectiva, assinale a alternativa que apresenta uma interpretação coerente com os recursos metafóricos e o percurso narrativo da personagem.
Alternativas
Q4034618 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão. 


A velha


A velha um dia despirocou. Era como se uma sirene ambulatorial gritasse corredor adentro. Não se debruçava mais sobre os muros, janelas e balcões a colher as memórias sórdidas dos vizinhos e familiares.


Emudeceu oca e aquele olhar de ave de rapina que saltava curioso sobre o mundo a abandonou.


Era um corpo todo abandonado, como se o brilho da carne viva tivesse ganho a opacidade de um porco decapitado, daqueles abatidos e expostos nos açougues, e num silêncio-pânico daquela madrugada, algo lhe foi extorquido.


Desde a aparição do vírus na narrativa cotidiana, a velha ficou alerta. Observava tudo amedrontada. Era máscara na cara, os dedos ensopados de álcool e uma solidão corrosiva que havia se alojado como sua parceira de quarto.


Desassistida engolia a vida em atropelo: o café, a cápsula de antipsicótico, a bolacha Maria, tudo ingerido a contragosto. A resistência se via nos resíduos constantes entre os dentes que a velha puxava com os dedos, agoniada na tentativa de limpar.


Vivendo em cárcere privado, a velha não se lavava mais, não falava ao telefone e desistira do mundo que lhe privara de existir.


Assistia apática ao noticiário que calculava constantemente um cadáver a mais no número de mortos.


O calendário a engolia, arrancando-lhe as gramas, as dobras, as memórias de cinquenta anos atrás que ela recebia contrariada, e a casa agora era assombrada pelos defuntos do pai, do avô e da mãe que morrera quando completara a idade agora da filha. Todos a indagavam, pediam explicações, e ela, confusa, balbuciava respostas inaudíveis.


Não havendo mais o presente para lhe invadir os dias, o passado adentrava sua morada espaçoso. Os pássaros esbravejavam irritados desde que a velha desfalecera. No pote de alpiste vazio gotejava um pingo barrento que escorria da telha, e a velha não dormia, perturbada pelo berrante som da vida exterior. 


Era estranha esta sensação de estar trancada sem ao menos passar as chaves na porta. Do que adiantava a liberdade das frestas entreabertas se a morte caçava os aposentados nas calçadas, parques e botecos? 


BRISOLARA, Maria Isabel Teixeira. A velha. In: UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA. Pandemia em contos. Florianópolis: UFSC, 2023. Disponível em: https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/244169/Pandemi a_em_contos-Ebook-2fev23.pdf?sequence=1&isAllowed=y . Acesso em: 21 nov. 2025.

O texto apresenta uma progressão temática subjetiva e fragmentada, sustentada por recursos de coesão que dispensam conectores tradicionais e investem em repetições, elipses e encadeamentos semânticos não lineares. Com base nesse aspecto, assinale a alternativa que apresenta a análise correta sobre os mecanismos de coesão textual presentes na narrativa.
Alternativas
Q3997992 Medicina
O microorganismo Rickettsia rickettsii é agente etiológico da :
Alternativas
Q3997991 Veterinária
A Resolução CFMV nº 1236, de 26 de outubro de 2018, define e caracteriza crueldade, abuso e maus-tratos contra animais vertebrados, dispõe sobre a conduta de médicos veterinários e zootecnistas e dá outras providências define que: A caracterização de crueldade, abuso e maustratos depende da avaliação da duração e do grau de severidade, quando houver intenção de provocar sofrimento ou sempre que houver o comprometimento de um ou mais dos quatro conjuntos de indicadores. É uma definição:
Alternativas
Q3997990 Veterinária
A Resolução CFMV nº 1236, de 26 de outubro de 2018, define e caracteriza crueldade, abuso e maus-tratos contra animais vertebrados, dispõe sobre a conduta de médicos veterinários e zootecnistas e dá outras providências define que:
Alternativas
Q3997989 Veterinária
As formas intermediárias se desenvolvem em caramujos gastrópodes aquáticos do gênero Biomphalaria. Estamos descrevendo uma fase presente no ciclo etiológico/patogênico/transmissor da:
Alternativas
Q3997988 Biologia
A malária é causada por microorganismos do gênero:
Alternativas
Q3997987 Biologia
A febre amarela é causada por um vírus da família:
Alternativas
Respostas
3321: B
3322: B
3323: C
3324: D
3325: B
3326: C
3327: A
3328: B
3329: B
3330: D
3331: C
3332: C
3333: C
3334: A
3335: C
3336: A
3337: A
3338: C
3339: C
3340: A