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Q4019305 Português
O que acontece no cérebro quando ouvimos opiniões diferentes — e como treinar nossa capacidade de escuta


Ouvir uma opinião contrária à nossa quase sempre provoca alguma reação. Embora muitas vezes atribuamos essa dificuldade a fatores culturais ou pessoais, a ciência mostra que ela também está relacionada ao funcionamento do cérebro.

A neurociência explica por que ouvir ideias diferentes é tão desafiador. A discordância ativa sistemas cerebrais responsáveis por detectar conflitos e preservar a coerência interna do pensamento. Por isso, quando nos deparamos com ideias que entram em choque com nossas crenças, tendemos a reagir rapidamente e, muitas vezes, de forma defensiva.

Quando somos expostos a uma opinião que contradiz a nossa forma de pensar, o cérebro não começa avaliando argumentos de maneira racional. Antes disso, ele identifica que existe um conflito. Uma das regiões envolvidas nesse processo é o córtex cingulado anterior (CCA). Essa estrutura atua como um sistema de monitoramento responsável por detectar inconsistências entre expectativas e realidade, além de conflitos entre respostas ou entre crenças.

Estudos indicam que o córtex cingulado anterior participa de circuitos ligados tanto ao controle cognitivo quanto ao processamento da dor física e social. Por essa razão, uma opinião contrária pode ser percebida pelo cérebro como algo desconfortável ou potencialmente ameaçador, mesmo quando não há confronto direto entre as pessoas.

Outras regiões cerebrais também entram em atividade nesse processo. A amígdala está relacionada às respostas a ameaças, enquanto a ínsula participa da percepção de estados corporais de mal-estar. O resultado dessas ativações é familiar para muitas pessoas: tensão no corpo, sensação de desconforto e tendência a se defender ou a encerrar rapidamente a conversa.

Posteriormente, entra em ação o córtex pré-frontal dorsolateral, região associada a funções cognitivas superiores, como planejamento, inibição de impulsos e tomada de decisões. Essa área contribui para regular as reações emocionais e possibilita uma avaliação mais refletida da situação.

Aceitar um ponto de vista diferente do nosso exige esforço mental. O cérebro precisa manter simultaneamente dois modelos mentais incompatíveis: aquilo em que acreditamos e aquilo que o outro afirma. Em seguida, é necessário comparar essas representações e avaliar se alguma delas deve ser modificada.

Esse processo envolve também a chamada dissonância cognitiva, isto é, o mal-estar psicológico que surge quando uma informação ameaça a coerência da nossa visão de mundo ou da nossa identidade. Em muitas situações, esse desconforto leva as pessoas a reforçar as crenças que já possuem, em vez de considerar seriamente o ponto de vista contrário.

Além disso, diversas crenças estão ligadas ao sentimento de pertencimento a determinados grupos sociais. Alterar uma perspectiva pode ser vivido, ainda que de forma inconsciente, como um risco social, como sentir constrangimento, perder status ou ser excluído. O cérebro social tende a evitar esse tipo de ameaça.

Outro elemento importante nesse processo é o estresse. Quando os níveis de estresse são elevados ou prolongados, o sistema nervoso entra em estado de alerta. Nessa condição, diminui a capacidade do córtex pré-frontal de regular as emoções e de lidar com divergências de forma equilibrada. Assim, ouvir com calma e refletir sobre argumentos diferentes torna-se mais difícil.

Apesar dessas dificuldades, há um aspecto positivo: os sistemas cerebrais envolvidos na regulação emocional e no controle cognitivo são maleáveis e se modificam com a experiência.

A dificuldade de ouvir opiniões divergentes aparece com frequência no debate social contemporâneo, especialmente em contextos nos quais decisões coletivas precisam ser tomadas, como equipes de trabalho, instituições ou espaços de liderança. Quando um desacordo não é bem conduzido, ele gera conflitos interpessoais, falhas de comunicação e deterioração do clima emocional.

Felizmente, é possível treinar a capacidade de escuta. Estudos desenvolvidos pelo grupo Neurociência do Bem-estar da Universidade de Sevilha mostram que o treinamento da regulação fisiológica e emocional está associado a uma maior capacidade de pensar antes de responder, ouvir com menor reatividade e conduzir conversas difíceis com mais clareza.

Assim, o objetivo não é evitar o desconforto provocado pela discordância, mas aprender a regulá-lo. Ouvir não significa concordar nem abandonar os próprios valores. Significa sustentar o desconforto pelo tempo necessário para ampliar a compreensão da situação.

Em um mundo cada vez mais polarizado, a capacidade de escutar opiniões é compreendida como uma habilidade a ser desenvolvida. Entender como o cérebro reage às divergências é um passo importante para substituir reações automáticas por respostas mais calmas, claras e conscientes.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/crm83ke7d4ro.adaptado.
A neurociência "explica" por que ouvir ideias diferentes é tão desafiador.
Em relação à regência verbal do verbo destacado no período, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4019304 Português
O que acontece no cérebro quando ouvimos opiniões diferentes — e como treinar nossa capacidade de escuta


Ouvir uma opinião contrária à nossa quase sempre provoca alguma reação. Embora muitas vezes atribuamos essa dificuldade a fatores culturais ou pessoais, a ciência mostra que ela também está relacionada ao funcionamento do cérebro.

A neurociência explica por que ouvir ideias diferentes é tão desafiador. A discordância ativa sistemas cerebrais responsáveis por detectar conflitos e preservar a coerência interna do pensamento. Por isso, quando nos deparamos com ideias que entram em choque com nossas crenças, tendemos a reagir rapidamente e, muitas vezes, de forma defensiva.

Quando somos expostos a uma opinião que contradiz a nossa forma de pensar, o cérebro não começa avaliando argumentos de maneira racional. Antes disso, ele identifica que existe um conflito. Uma das regiões envolvidas nesse processo é o córtex cingulado anterior (CCA). Essa estrutura atua como um sistema de monitoramento responsável por detectar inconsistências entre expectativas e realidade, além de conflitos entre respostas ou entre crenças.

Estudos indicam que o córtex cingulado anterior participa de circuitos ligados tanto ao controle cognitivo quanto ao processamento da dor física e social. Por essa razão, uma opinião contrária pode ser percebida pelo cérebro como algo desconfortável ou potencialmente ameaçador, mesmo quando não há confronto direto entre as pessoas.

Outras regiões cerebrais também entram em atividade nesse processo. A amígdala está relacionada às respostas a ameaças, enquanto a ínsula participa da percepção de estados corporais de mal-estar. O resultado dessas ativações é familiar para muitas pessoas: tensão no corpo, sensação de desconforto e tendência a se defender ou a encerrar rapidamente a conversa.

Posteriormente, entra em ação o córtex pré-frontal dorsolateral, região associada a funções cognitivas superiores, como planejamento, inibição de impulsos e tomada de decisões. Essa área contribui para regular as reações emocionais e possibilita uma avaliação mais refletida da situação.

Aceitar um ponto de vista diferente do nosso exige esforço mental. O cérebro precisa manter simultaneamente dois modelos mentais incompatíveis: aquilo em que acreditamos e aquilo que o outro afirma. Em seguida, é necessário comparar essas representações e avaliar se alguma delas deve ser modificada.

Esse processo envolve também a chamada dissonância cognitiva, isto é, o mal-estar psicológico que surge quando uma informação ameaça a coerência da nossa visão de mundo ou da nossa identidade. Em muitas situações, esse desconforto leva as pessoas a reforçar as crenças que já possuem, em vez de considerar seriamente o ponto de vista contrário.

Além disso, diversas crenças estão ligadas ao sentimento de pertencimento a determinados grupos sociais. Alterar uma perspectiva pode ser vivido, ainda que de forma inconsciente, como um risco social, como sentir constrangimento, perder status ou ser excluído. O cérebro social tende a evitar esse tipo de ameaça.

Outro elemento importante nesse processo é o estresse. Quando os níveis de estresse são elevados ou prolongados, o sistema nervoso entra em estado de alerta. Nessa condição, diminui a capacidade do córtex pré-frontal de regular as emoções e de lidar com divergências de forma equilibrada. Assim, ouvir com calma e refletir sobre argumentos diferentes torna-se mais difícil.

Apesar dessas dificuldades, há um aspecto positivo: os sistemas cerebrais envolvidos na regulação emocional e no controle cognitivo são maleáveis e se modificam com a experiência.

A dificuldade de ouvir opiniões divergentes aparece com frequência no debate social contemporâneo, especialmente em contextos nos quais decisões coletivas precisam ser tomadas, como equipes de trabalho, instituições ou espaços de liderança. Quando um desacordo não é bem conduzido, ele gera conflitos interpessoais, falhas de comunicação e deterioração do clima emocional.

Felizmente, é possível treinar a capacidade de escuta. Estudos desenvolvidos pelo grupo Neurociência do Bem-estar da Universidade de Sevilha mostram que o treinamento da regulação fisiológica e emocional está associado a uma maior capacidade de pensar antes de responder, ouvir com menor reatividade e conduzir conversas difíceis com mais clareza.

Assim, o objetivo não é evitar o desconforto provocado pela discordância, mas aprender a regulá-lo. Ouvir não significa concordar nem abandonar os próprios valores. Significa sustentar o desconforto pelo tempo necessário para ampliar a compreensão da situação.

Em um mundo cada vez mais polarizado, a capacidade de escutar opiniões é compreendida como uma habilidade a ser desenvolvida. Entender como o cérebro reage às divergências é um passo importante para substituir reações automáticas por respostas mais calmas, claras e conscientes.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/crm83ke7d4ro.adaptado.
Estudos indicam que "o córtex cingulado anterior participa de circuitos ligados tanto ao controle cognitivo quanto ao processamento da dor física e social".
Em relação à análise sintática da oração destacada, assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q4019303 Português
O que acontece no cérebro quando ouvimos opiniões diferentes — e como treinar nossa capacidade de escuta


Ouvir uma opinião contrária à nossa quase sempre provoca alguma reação. Embora muitas vezes atribuamos essa dificuldade a fatores culturais ou pessoais, a ciência mostra que ela também está relacionada ao funcionamento do cérebro.

A neurociência explica por que ouvir ideias diferentes é tão desafiador. A discordância ativa sistemas cerebrais responsáveis por detectar conflitos e preservar a coerência interna do pensamento. Por isso, quando nos deparamos com ideias que entram em choque com nossas crenças, tendemos a reagir rapidamente e, muitas vezes, de forma defensiva.

Quando somos expostos a uma opinião que contradiz a nossa forma de pensar, o cérebro não começa avaliando argumentos de maneira racional. Antes disso, ele identifica que existe um conflito. Uma das regiões envolvidas nesse processo é o córtex cingulado anterior (CCA). Essa estrutura atua como um sistema de monitoramento responsável por detectar inconsistências entre expectativas e realidade, além de conflitos entre respostas ou entre crenças.

Estudos indicam que o córtex cingulado anterior participa de circuitos ligados tanto ao controle cognitivo quanto ao processamento da dor física e social. Por essa razão, uma opinião contrária pode ser percebida pelo cérebro como algo desconfortável ou potencialmente ameaçador, mesmo quando não há confronto direto entre as pessoas.

Outras regiões cerebrais também entram em atividade nesse processo. A amígdala está relacionada às respostas a ameaças, enquanto a ínsula participa da percepção de estados corporais de mal-estar. O resultado dessas ativações é familiar para muitas pessoas: tensão no corpo, sensação de desconforto e tendência a se defender ou a encerrar rapidamente a conversa.

Posteriormente, entra em ação o córtex pré-frontal dorsolateral, região associada a funções cognitivas superiores, como planejamento, inibição de impulsos e tomada de decisões. Essa área contribui para regular as reações emocionais e possibilita uma avaliação mais refletida da situação.

Aceitar um ponto de vista diferente do nosso exige esforço mental. O cérebro precisa manter simultaneamente dois modelos mentais incompatíveis: aquilo em que acreditamos e aquilo que o outro afirma. Em seguida, é necessário comparar essas representações e avaliar se alguma delas deve ser modificada.

Esse processo envolve também a chamada dissonância cognitiva, isto é, o mal-estar psicológico que surge quando uma informação ameaça a coerência da nossa visão de mundo ou da nossa identidade. Em muitas situações, esse desconforto leva as pessoas a reforçar as crenças que já possuem, em vez de considerar seriamente o ponto de vista contrário.

Além disso, diversas crenças estão ligadas ao sentimento de pertencimento a determinados grupos sociais. Alterar uma perspectiva pode ser vivido, ainda que de forma inconsciente, como um risco social, como sentir constrangimento, perder status ou ser excluído. O cérebro social tende a evitar esse tipo de ameaça.

Outro elemento importante nesse processo é o estresse. Quando os níveis de estresse são elevados ou prolongados, o sistema nervoso entra em estado de alerta. Nessa condição, diminui a capacidade do córtex pré-frontal de regular as emoções e de lidar com divergências de forma equilibrada. Assim, ouvir com calma e refletir sobre argumentos diferentes torna-se mais difícil.

Apesar dessas dificuldades, há um aspecto positivo: os sistemas cerebrais envolvidos na regulação emocional e no controle cognitivo são maleáveis e se modificam com a experiência.

A dificuldade de ouvir opiniões divergentes aparece com frequência no debate social contemporâneo, especialmente em contextos nos quais decisões coletivas precisam ser tomadas, como equipes de trabalho, instituições ou espaços de liderança. Quando um desacordo não é bem conduzido, ele gera conflitos interpessoais, falhas de comunicação e deterioração do clima emocional.

Felizmente, é possível treinar a capacidade de escuta. Estudos desenvolvidos pelo grupo Neurociência do Bem-estar da Universidade de Sevilha mostram que o treinamento da regulação fisiológica e emocional está associado a uma maior capacidade de pensar antes de responder, ouvir com menor reatividade e conduzir conversas difíceis com mais clareza.

Assim, o objetivo não é evitar o desconforto provocado pela discordância, mas aprender a regulá-lo. Ouvir não significa concordar nem abandonar os próprios valores. Significa sustentar o desconforto pelo tempo necessário para ampliar a compreensão da situação.

Em um mundo cada vez mais polarizado, a capacidade de escutar opiniões é compreendida como uma habilidade a ser desenvolvida. Entender como o cérebro reage às divergências é um passo importante para substituir reações automáticas por respostas mais calmas, claras e conscientes.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/crm83ke7d4ro.adaptado.
Em um mundo cada vez mais polarizado, a capacidade de escutar opiniões é compreendida como uma habilidade a ser desenvolvida.
Considerando as regras de pontuação da norma padrão, assinale a alternativa CORRETA quanto ao emprego dos sinais de pontuação no período.
Alternativas
Q3998679 Medicina
Paciente, 2 anos de idade, sexo masculino. História da Moléstia: Acidente doméstico na cozinha. A criança puxou uma panela com água quente do fogão, resultando em derramamento sobre o membro superior direito. Exame Físico (Avaliação): Área afetada: Dorso da mão e antebraço direito. Aspecto: Presença de bolhas (flictenas) íntegras e rompidas, base eritematosa (vermelha), úmida e brilhante. Profundidade: Queimadura de 2º grau (atinge epiderme e derme superficial/profunda). Extensão: Aprox. 5% da Superfície Corporal Total (SCTQ) - calculada pela regra da palma da mão da criança (1% da SCT). Sobre este assunto analise as alternativas e assinale a INCORRETA: 
Alternativas
Q3998678 Medicina
Identificação: Lactente de 1 ano e 2 meses, sexo masculino. Queixa Principal: Diarreia e vômitos há 2 dias. História da Doença Atual (HDA): Mãe relata que a criança iniciou com febre baixa (37,8 C), seguida de episódios de vômitos (4x ao dia) e diarreia aquosa (6-8x ao dia), sem sangue ou muco. Apresenta recusa alimentar, choro sem lágrimas e diminuição do volume de urina. Exame Físico: Estado Geral: Irritável, hipoativo. Sinais Vitais: Frequência cardíaca aumentada (taquicardia), febre leve. Desidratação: Mucosas secas, olhos fundos, sinal da prega positivo (a pele demora a voltar ao normal). Abdome: Ruídos hidroaéreos aumentados, difusamente doloroso à palpação, sem sinais de irritação peritoneal. Sobre este assunto, analise os itens e assinale a alternativa CORRETA:

I - No Brasil, observou-se redução importante na mortalidade infantil que passou de 70 óbitos por mil nascidos vivos na década de 1970 para cerca de 15 óbitos por mil nascidos vivos na década atual.
II - Diarreia persistente: quando a diarreia aguda se estende por 14 dias ou mais. Pode provocar desnutrição e desidratação. Pacientes que evoluem para diarreia persistente constituem um grupo com alto risco de complicações e elevada letalidade.
III - Pacientes imunocomprometidos ou em antibioticoterapia prolongada, podem ter diarreia causada por: Klebsiella, Pseudomonas, Aereobacter, C. difficile, Cryptosporidium, Isosopora, HIV, e outros agentes.
Alternativas
Q3998677 Medicina
Identificação: Masculino, 10 meses de idade. Queixa Principal: Palidez, cansaço fácil e recusa alimentar (hiporexia) há 1 mês. História Pregressa/Alimentar: Aleitamento materno exclusivo até os 4 meses, introduzido fórmula infantil e, após os 6 meses, grande quantidade de leite de vaca integral (>700ml/dia), baixa aceitação de carnes e legumes. Sem suplementação de ferro profilática. Exame Físico: Lácteo com palidez de mucosas (++)/4+, murmúrio vesicular universalmente audível, sopro sistólico funcional (1+/6+) em foco mitral, sem hepatoesplenomegalia.

Sobre este assunto analise as alternativas e assinale a INCORRETA: 
Alternativas
Q3998676 Medicina
Paciente, masculino, apresenta-se no consultório de gastroenterologia aos 20 meses de vida, para investigação de baixo ganho ponderal. Nega intercorrência no pré-natal ou neonatais, comorbidades e internações prévias. Filho único de pais não consanguíneos, nega história familiar de doenças esqueléticas. Relato de desenvolvimento adequado até os 9 meses, quando parou de andar e engatinhar. No exame físico, observaram-se fácies de dor ao se sentar, hipotonia generalizada, ganho ponderal inadequado, alargamento de punhos e tornozelos, arqueamento de membros superiores e inferiores e sulco de Harrison.

Sobre este assunto analise as alternativas e assinale a INCORRETA: 
Alternativas
Q3998675 Direito da Criança e do Adolescente - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - Lei nº 8.069 de 1990
A mãe relata que a criança caiu do sofá na noite anterior e bateu a barriga na quina da mesa, apresentando vômitos e recusa alimentar desde então. História da Doença Atual: A criança foi trazida ao pronto-socorro cerca de 15 horas após o suposto acidente. A mãe relata que a criança está "muito chorosa e dolorida”. Incongruências (Sinais de Alerta -): A lesão é incompatível com o mecanismo de queda relatado (queda da própria altura não justifica lesões abdominais graves). Demora excessiva para procurar atendimento médico (15 horas). A história muda quando o médico indaga sobre quem estava em casa (inicialmente era ela, depois confessa que o padrasto estava cuidando). Criança assustada, retraída, não chora na presença da mãe, mas chora intensamente ao exame físico. Sobre este assunto analise as alternativas e assinale a INCORRETA:
Alternativas
Q3998674 Medicina
Paciente, 4 anos, sexo masculino, morador de área urbana. História: Picada no membro inferior direito (pé) por escorpião amarelo (Tityus), trazido ao pronto-socorro 30 minutos após o acidente, com animal identificado pela família. Exame Clínico na Admissão: Dor local intensa (parestesia), sudorese profusa, agitação psicomotora, taquicardia (> 140 bpm) e vômitos. Classificado como moderado/grave. Sobre este assunto analise os itens a seguir e assinale a alternativa CORRETA:

I - Casos graves: manifestações sistêmicas evidentes: vômitos abundantes, sudorese, sialorreia, agitação alternada com sonolência, taquidispneia, broncorreia, arritmias cardíacas, bradicardia ou taquicardia, hiper ou hipotensão arterial, priapismo. O quadro pode evoluir para insuficiência cardíaca, edema pulmonar, choque e óbito.
II - Nos casos moderados e graves podem ser detectados à chegada: hiperglicemia, hiperamila- semia, leucocitose, hipopotassemia e aumento das enzimas cardíacas (fração MB da creatino- fosfoquinase [CK-MB] e troponina I, esta principalmente nos casos mais graves) nas dosagens seriadas.
III - As alterações mais encontradas são taquicardia e bradicardia sinusal, extrassístoles ventricu- lares, inversão da onda T, supra e infradesnivelamento do segmento ST, presença de ondas Q, além de bloqueios da condução atrioventricular. Radiografia de tórax: Pode mostrar aumento da área cardíaca e edema agudo de pulmão (principalmente nas situações de infusão prévia de volume).
Alternativas
Q3998673 Medicina
Paciente criança, 6 anos, com emagrecimento, dispneia, febre, taquicardia e HAS grave. Investigação: Inicialmente investigado como linfoma, mas ecocardiograma revelou miocardiopatia dilatada e TC de abdome evidenciou massa na suprarrenal esquerda. Diagnóstico: Dosagens elevadas de metanefrinas e ácido vanilmandélico (VMA) na urina.

Sobre este caso, analise os itens e assinale a alternativa CORRETA:

I - A hipertensão arterial é o sintoma mais importante, mas frequência cardíaca elevada com pulso forte, sudorese excessiva, tontura ao ficar em pé, respiração acelerada, dores de cabeça intensas e muitos outros sintomas também podem ocorrer.
II - É possível que o médico suspeite que a pessoa tem um feocromocitoma, porque quase 70% das pessoas apresentam sintomas, exceto uma hipertensão arterial persistente. Entretanto, é possível que o médico peça determinados exames laboratoriais quando a hipertensão arterial ocorre em um adulto jovem, aparece e desaparece ou acompanha outros sintomas de um feocromocitoma.
III - Devido à hipertensão arterial e outros sintomas, é possível que o médico receite um betabloqueador antes de saber que a causa é um feocromocitoma. Betabloqueadores podem fazer a hipertensão arterial piorar em pessoas com feocromocitoma. Essa reação paradoxal frequentemente torna claro o diagnóstico de feocromocitoma.
Alternativas
Q3998672 Medicina
Mãe refere que a criança iniciou quadro diarreico aquoso há 3 dias, de forma súbita e acompanhado de febre alta (38,5°/ 40°C). Relata que as fezes eram de coloração amareloesverdeada e que, posteriormente, tornaram-se predominantemente sanguinolentas, com sangue vermelho rutilante, em pequena quantidade, porém, com alta frequência durante todo período (cerca de 10 episódios/dia). Nega associação com vômitos. Relata urina concentrada. Simultaneamente apresenta dor abdominal intermitente e de fraca intensidade. Apresenta hiporexia que evoluiu para uma anorexia há 1 dia.

Sobre este assunto, analise os itens e assinale a alternativa CORRETA:

I - A transmissão fecal-oral é a maneira pela qual a gastroenterite viral costuma se disseminar. A transmissão fecal-oral significa que os vírus nas fezes de uma pessoa infectada entram na boca de outra pessoa. É claro que as pessoas não ingerem as fezes diretamente. Ao contrário, a criança com diarreia e/ou a pessoa que cuida dela pode ter um pouco de fezes infectadas nas mãos (sobretudo quando não lavam as mãos com cuidado).
II - É provável que a presença de bactérias cause febre e diarreia sanguinolenta e alguns tipos causam cólicas abdominais. Certos tipos de bactérias, como algumas cepas de E. Coli e Shigella, produzem toxinas que podem causar uma complicação chamada síndrome hemolítica-urêmica.
III - Antibióticos não são eficazes quando a causa da gastroenterite é uma infecção viral. O médico só administra antibióticos quando a gastroenterite tiver sido causada por bactérias específicas que podem ser tratadas com antibióticos (por exemplo, Shigella ou Campylobacter). 
Alternativas
Q3998671 Medicina
A bronquiolite é uma patologia que assusta e preocupa os pais e profissionais da pediatria, devido os casos apresentados em pronto atendimento e complicações em diversos casos. Sobre este assunto analise as alternativas e assinale a INCORRETA: 
Alternativas
Q3998670 Medicina
Paciente apresentava-se hígido, há cerca de 48 horas começou a apresentar febre alta de 39,5°C junto com vômitos em jato, inapetência, astenia e irritação. Apresentou cefaleia no mesmo período sem fatores de melhora, relata piora ao movimentar-se. Genitora relata administrar Dipirona, 1 vez, sem melhoras. Procurou a emergência, onde foi percebido a presença de petéquias, inicialmente em região inguinal e posteriormente por todo o corpo do paciente. Sobre este assunto, analise as alternativas e assinale a INCORRETA: 
Alternativas
Q3998669 Medicina
Paciente, nascido a termo, peso adequado para idade gestacional, com pré-natal incompleto e tardio. Foi diagnosticado com 3 dias de vida por Ecocardiografia Transtorácica visualizando situs inversus e dupla via de saída de ventrículo direito (DVSVD), com aorta à esquerda e hipoplasia do arco aórtico, com situs inversus e dextrocardia. Sobre este assunto, analise os itens e assinale a alternativa CORRETA:

I - O canal arterial é uma conexão normal entre a artéria pulmonar e a aorta necessária para a circulação fetal apropriada. Ao nascimento, a elevação da PaO2 e o declínio na concentração da prostaglandina causam o fechamento do canal arterial quase sempre nas primeiras 10 a 15 horas de vida.
II - A cianose aparece quando a hemoglobina (Hb) desoxigenada é > 5 g/dL (> 50 g/L). As complicações da cianose persistente incluem policitemia, baqueteamento dos dedos, tromboembolismo (incluindo infarto), doenças hemorrágicas, abscesso cerebral e hiperuricemia. Na tetralogia de Fallot não corrigida, o lactente pode apresentar crises hipercianóticas ou outros defeitos congênitos complexos com estenose subpulmonar dinâmica e defeito ventricular.
III - A resistência das arteríolas pulmonares cai agudamente como resultado da vasodilatação causada por expansão pulmonar, aumento da PaO2 e redução da PaCO2. A tensão elástica dos arcos costais e da parede torácica diminui a pressão intersticial pulmonar, levando ao aumento do fluxo sanguíneo através dos capilares pulmonares. O aumento do retorno venoso dos pulmões eleva a pressão do átrio esquerdo, reduzindo assim o diferencial da pressão entre átrio esquerdo e direito; esse efeito contribui para o fechamento funcional do forame oval.
Alternativas
Q3998668 Medicina
Paciente, 12 anos, sexo masculino, natural de Taguatinga, procedente: estrutural, informante: mãe/ paciente. Queixa principal: Dor torácica há 40 dias. Sobre o assunto de dor torácica em paciente pediátrico, analise os itens e assinale a alternativa CORRETA:

I - A avaliação inicial da dor torácica em pacientes pediátricos começa com uma anamnese completa e um exame físico minucioso. Essas etapas não são essenciais para compreender as características da dor, como sua qualidade, duração, localização, fatores desencadeantes e fatores de alívio. Identificar sinais de alarme, como dor torácica associada a esforço, síncope, palpitações ou histórico familiar de doença cardíaca, é crucial para avaliar a gravidade potencial da condição.

II - É essencial avaliar a pressão arterial, a saturação de oxigênio, a frequência cardíaca e a frequência respiratória do paciente, levando em consideração as variações fisiológicas normais com base na idade.

III - A radiografia de tórax é uma ferramenta diagnóstica comum utilizada na avaliação da dor torácica aguda em crianças e adolescentes. Ela pode revelar condições como pneumonia, bronquite, pneumomediastino, pneumotórax, pneumopericárdio e cardiomegalia. No entanto, sua sensibilidade varia de 11,0% a 17,2%, tornando-a menos confiável como ferramenta diagnóstica isolada. Apesar de suas limitações, a radiografia de tórax é particularmente útil para identificar pneumotórax e pneumomediastino, que, embora representem apenas cerca de 3% dos casos de dor torácica pediátrica, são diagnósticos críticos que os médicos de emergência buscam descartar. 
Alternativas
Q3998667 Medicina
Paciente, 10 anos, sexo masculino, previamente hígido. Queixa principal: Dor abdominal de início há 24 horas. História da Doença Atual: Dor iniciou em região periumbilical, de intensidade moderada, associada a inapetência e dois episódios de vômitos. Nas últimas 6 horas, a dor migrou e localizou-se intensamente na fossa ilíaca direita, evoluindo com febre aferida de 38,2 graus. Exame físico: Geral: Regular estado geral, álgido, febril. Abdome: Plano, ruídos hidroaéreos diminuídos, dor intensa à palpação profunda em FID, sinal de Blumberg (descompressão dolorosa) positivo, sinal de Rovsing positivo. Sobre o assunto, analise os itens e assinale a alternativa CORRETA.

I - Em crianças a partir de 2 a 3 anos de idade, a ordem na qual os sintomas aparecem é mais importante do que qualquer sintoma individual. O primeiro sintoma a se desenvolver é dor. A apendicite quase sempre provoca dor. A dor pode começar no meio do abdômen, próximo ao umbigo e, depois, mover-se para a região inferior direita do abdômen. Contudo, é possível que a dor, sobretudo em bebês e crianças, seja sentida por todo o abdômen, em vez de estar localizada no quadrante inferior direito do abdômen. Crianças mais novas podem ser menos capazes de identificar a localização específica da dor e podem ficar apenas muito irritáveis ou letárgicas.

II - O diagnóstico da apendicite em crianças pode ser desafiador por diversos motivos. Muitos distúrbios podem causar sintomas similares, incluindo gastroenterite viral, divertículo de Meckel, intussuscepção e doença de Crohn. Com frequência, as crianças, em especial crianças pequenas, não apresentam sintomas e resultados de exame físico característicos, especialmente quando o apêndice não está na posição habitual no quadrante inferior direito do abdômen. Essa falta de sintomas típicos pode ser enganosa.

III - A apendicectomia é um procedimento bem simples e seguro, e exige uma hospitalização de um ou dois dias no caso de crianças sem complicações, como a ruptura do apêndice. Se o apêndice estiver rompido, o médico o remove e pode lavar o abdômen com líquido, administrar antibióticos por vários dias e observar sinais de possíveis complicações, como infecção e obstrução intestinal. Crianças com um apêndice rompido, geralmente, precisam permanecer mais tempo no hospital.
Alternativas
Q3998666 Medicina
Paciente, masculino, 3 anos. História: Queda de panela com óleo quente na cozinha, atingindo tórax e membros inferiores. Exame Físico: Presença de bolhas (flictenas), eritema, aspecto úmido e dor intensa, caracterizando queimaduras de 2º grau superficial a profundo, afetando cerca de 15% da Superfície Corporal Queimada (SCQ). Sobre o assunto, analise os itens e assinale a alternativa CORRETA:

I - De acordo com a Sociedade Brasileira de Queimaduras, 70% dos acidentes ocorrem dentro de casa. Por isso, é importante deixar este ambiente seguro. Em crianças menores — sobretudo de 0 a 3 anos — o mecanismo mais frequente é a escaldadura, causada por líquidos quentes ou vapor.
II - A fórmula de Parkland é usada para calcular a reposição volêmica nas primeiras 24 horas após uma queimadura grave. Em pediatria, o cálculo é feito com 3 mL de cristaloide por quilo de peso, multiplicado pela superfície corporal queimada (SCQ). Queimaduras de primeiro grau entram na conta. Fórmula: 3 mL × peso (kg) × % da SCQ.
III - Estudos epidemiológicos colocam que a incidência de queimaduras é maior entre crianças abaixo de 4 anos. A pele mais fina e delicada desses pequenos favorece que queimaduras ocorram com menor exposição térmica.
Alternativas
Q3998665 Medicina
Genitora relata que a criança começou a apresentar febre (temperatura máxima de 39,5°C) há três dias, associada a tosse seca e prostração. Nas últimas 24 horas, a febre tornou-se mais frequente, e a tosse passou a ser produtiva, com escarro amarelado. A criança também apresentou falta de apetite e queixou-se de dor no tórax, especialmente ao tossir. Não há relato de contato com pessoas doentes recentemente, mas a criança frequenta creche.

Sobre este caso e sua patologia, analise os itens e assinale a alternativa CORRETA.

I - Para fazer a investigação do paciente devemos solicitar de imediado: Hemograma completo, Radiografia de tórax e PCR (Proteína C-reativa).
II - O Streptococcus pneumoniae e o Haemophilus influenzae tipo B são as bactérias mais comumente isoladas em crianças mais velhas e adolescentes.
III - A abordagem terapêutica da pneumonia pediátrica deve ser guiada pela gravidade do quadro clínico e pela provável etiologia. Em casos leves a moderados, o tratamento pode ser ambulatorial. Assim, a amoxicilina, devido à sua eficácia contra o Streptococcus pneumoniae, é frequentemente a primeira escolha de antibiótico.
Alternativas
Q3998664 Medicina
Paciente, 7 anos, masculino. Queixa Principal: Vômitos recorrentes e dor abdominal de forte intensidade há três dias, associado a dificuldade para se alimentar e ausência de evacuação. Antecedentes: Histórico de constipação funcional crônica, com resolução parcial. Exame Físico: Paciente abatido, desidratado, com distensão abdominal acentuada, dor à palpação difusa e ruídos hidroaéreos diminuídos.

Sobre este assunto, analise os itens e assinale a alternativa CORRETA:

I - A má rotação intestinal com volvo é uma emergência que exige cirurgia imediata. Os bebês recebem fluidos pela veia (via intravenosa) e a cirurgia de emergência é iniciada dentro de horas. Caso não seja tratado rapidamente, o defeito pode provocar perda de tecido intestinal ou pode ser fatal.
II - O Diagnóstico de má rotação intestinal pode ser realizado com: Radiografias do abdômen, radiografias de bário e às vezes, exames de ultrassom ou uma tomografia computadorizada (TC).
III - A má rotação em si não pode causar bloqueio do intestino devido à maneira pela qual as faixas de tecido de sustentação ficam estiradas através do intestino.
Alternativas
Q3998663 Medicina
A anatomia e uma matéria obrigatória para a formação médica e fundamento para aplicação clínica na pratica da medicina. Sobre a anatomia dos ossos do carpo, analise a imagem e assinale a alternativa CORRETA, conforme números marcados: 
Captura_de tela 2026-04-16 095801.png (300×411)
Alternativas
Respostas
461: C
462: B
463: D
464: A
465: D
466: C
467: B
468: A
469: D
470: B
471: D
472: E
473: A
474: D
475: C
476: E
477: B
478: D
479: A
480: C