Questões de Concurso
Para professor
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Observe o meme a seguir:

Disponível em: https://pt.memedroid.com/memes/detail/1618569?refGallery=tags&page=4&tag=portugu%C3%AAs&goComments=1. Acesso em: 20 dez. 2025.
As ideias do meme registram um perfil de professor de português pautado numa concepção de ensino baseada na
Para trabalhar com o estudo do poema no 8º Ano, a professora seleciona um texto que brinca com a disposição visual das palavras a partir de imagens, explorando a poesia concreta e a intertextualidade.
Ela escolhe, então, o poema a seguir:

Disponível em: https://piaui.folha.uol.com.br/vai-carlos-ser-lego-na-vida/. Acesso em: 04 jan. 2026.
O poema visual não se entrega numa leitura linear; ele pede que o olho passeie, que o leitor brinque com a forma. Ao adotar esse poema nas atividades de sala de aula, com foco na natureza estética do texto literário, um exercício que explore as práticas de análise linguística deve explorar
Leia o texto a seguir.
[...] a prática de [análise linguística] se efetiva quando leitura, escrita e [análise linguística] são trabalhadas de maneira complementar [...]. As atividades de [análise linguística] devem possibilitar, pois, o desenvolvimento da reflexão sobre o uso da língua, materializado no gênero. Uma atividade reflexiva sobre a língua/linguagem deve possibilitar ao sujeito o desenvolvimento da competência comunicativa e discursiva para falar, escutar, ler e escrever nas diferentes situações de comunicação. Para isso, torna-se pertinente a mobilização de saberes de diversas teorias: gêneros textuais, da gramática, linguística textual, argumentação, semântica e pragmática [...]
(Dutra; Régis, 2017, p. 550).
As reflexões das autoras sobre o eixo das práticas de análise linguística dão destaque a uma característica importante desse eixo. Que característica é essa?
A seguir, são reproduzidos os conteúdos de alguns encontros do curso Escrita Literária, ministrado pelo autor pernambucano Marcelino Freire:


Apesar de ser um curso voltado prioritariamente para escritores, ele também pode oferecer importantes indicativos para o trabalho do professor de Língua Portuguesa com a escrita literária. Assim, podemos observar, nos conteúdos do curso, orientações que revelam uma concepção de ensino de escrita literária como
O ensino de Língua Portuguesa, no eixo da produção de textos escritos, a partir de uma perspectiva enunciativodiscursiva, conforme preconizado pelos documentos oficiais como BNCC e PCN, orienta o professor para um trabalho com a escrita a partir de múltiplas especificidades.
Assinale a alternativa que registra uma síntese dessa proposta de ensino.
Leia a tirinha a seguir, que tematiza sobre um perfil de escola.

No que diz respeito à aula de português, a tirinha representa uma situação em que as práticas de leitura são orientadas exclusivamente por uma concepção com foco no/na
No trabalho com as práticas de oralidade, um dos eixos de organização das atividades didáticas refere-se às habilidades de oralização da escrita.
Assinale a alternativa que registra uma atividade que pode contribuir para o desenvolvimento desse tipo de habilidade.
A seguir, é reproduzido o trecho de um verbete de dicionário especializado na área dos Estudos da Linguagem.
[...] relações que todo enunciado mantém com os enunciados produzidos anteriormente, bem como com os enunciados futuros que poderão os destinatários produzirem. Mas o termo é carregado de uma pluralidade de sentidos muitas vezes embaraçantes. [...] Mais ainda: os enunciados longamente desenvolvidos, ainda que emanem de um interlocutor único – por exemplo, o discurso de um orador, o curso de um professor, as reflexões em voz alta de um aluno – apresentam, em sua estrutura interna, semântica e estilística, essa propriedade.
CHARAUDEAU, Patrick; MAINGUENEAU, Dominique.
Dicionário de Análise do Discurso. São Paulo: Contexto, 2004. p. 160. Adaptado.
A que conceito relativo à linguagem esse verbete faz referência?
Em uma aula sobre variação linguística, um professor solicita que os alunos relatem situações do cotidiano em que ouviram diferentes maneiras de falar português. Durante os relatos orais, surgem exemplos de variação regional e social, que são discutidos coletivamente. O professor evita classificar as falas como “certas” ou “erradas” e orienta os alunos a refletirem sobre os contextos em que cada forma é utilizada.
Nessa situação, o professor mostra que concebe a língua como prática social historicamente situada, e seu trabalho com a oralidade, a partir dessa concepção, contribui para que os alunos
Durante uma atividade de leitura de histórias em quadrinhos, uma professora do 6º Ano percebe que os alunos interpretam os sentidos dos textos não apenas a partir das palavras escritas, mas também das imagens, dos gestos dos personagens, dos balões e do contexto social representado. Em vez de corrigir imediatamente as interpretações divergentes que foram aparecendo, ela promove uma discussão coletiva, incentivando os alunos a explicitarem como compreenderam a situação narrada e quais elementos utilizaram para construir o sentido. Ao conduzir a aula dessa forma, ela privilegia a compreensão de que a relação entre língua, linguagem e sociedade se dá em um processo no qual os sentidos se constroem a partir da interação entre sujeitos situados socialmente.
Assim, a docente
A Lei n.º 13.146/2015, em seu Art. 3º, define que a pessoa com deficiência tem direito à igualdade de oportunidades e reconhece que a eliminação de barreiras, como as atitudinais e comunicacionais, é essencial para a efetivação da acessibilidade plena.
Considerando os conceitos de desenho universal, tecnologia assistiva e a tipologia de barreiras estabelecida pela teoria da educação inclusiva, assinale a afirmação CORRETA.
Leia um caso hipotético abaixo:
“Uma estudante com deficiência física está matriculada no 6º ano do Ensino Fundamental de uma escola regular. Contudo, a equipe pedagógica decidiu que ela deve passar a maior parte do tempo letivo em uma sala de recursos separada, realizando atividades individuais, sem participar das propostas coletivas em sala de aula. A escola justifica a medida argumentando que, dessa forma, oferece um "atendimento mais focado e seguro" à estudante.” (Elaborado pelo autor)
Considerando as disposições da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e da Lei Brasileira de Inclusão (LBI) sobre o Atendimento Educacional Especializado (AEE), a prática descrita é considerada
"Entendemos que o PPP é uma ação intencional definida a partir de um compromisso coletivo [...]. Por fim, concebemos que o PPP não é apenas um documento, é um processo em espiral, de ação-reflexão-ação que exige uma reflexão coletiva e uma ação consciente e organizada de todos os envolvidos [...]. Isto porque acreditamos na construção do PPP como ação emancipatória/edificante, instrumento de valorização identitária dos cursos e de seus sujeitos e meio de luta para ruptura de padrões abissais, coloniais."
(Fonte: RIBEIRO, G. K. N.; FALEIRO, W. Projeto político-pedagógico: instrumento de valorização identitária dos sujeitos. Rev. Ed. Popular, Uberlândia, v. 20, n. 1, 2021)
O texto define o Projeto Político-Pedagógico (PPP) a partir de uma racionalidade emancipatória, caracterizando-o como um "processo em espiral".
Em contraposição à racionalidade técnica e burocrática, essa concepção de "espiral" demanda que a avaliação institucional da escola seja estruturada como
A organização da educação nacional, conforme a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), estabelece um sistema de colaboração entre os entes federados e define responsabilidades específicas para as escolas e seus profissionais. Além disso, determina a estrutura dos currículos da educação básica, que deve conciliar uma formação comum nacional com as especificidades regionais e locais.
Com base nos artigos que regem a organização da educação nacional, as incumbências dos agentes educativos e a estrutura curricular na LDB, assinale a alternativa CORRETA.
A Constituição Federal de 1988 estabelece a educação como um direito de todos e dever do Estado e da família. Seus artigos 205 a 214 definem os princípios, a organização e o financiamento do ensino, buscando garantir o pleno desenvolvimento da pessoa e sua qualificação para o trabalho.
Considerando a Constituição Federal de 1988 e seus respectivos artigos que regem a educação nacional, avalie as afirmações a seguir referentes aos princípios do ensino, deveres do Estado e financiamento e coloque V nas Verdadeiras e F nas Falsas.
( ) O ensino será ministrado com base, entre outros princípios, no pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas, e na gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais.
( ) O ensino religioso, de matrícula facultativa, constituirá disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental.
( ) O dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade de cada um.
( ) A União aplicará, anualmente, nunca menos de vinte e cinco por cento, e os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, dezoito por cento, no mínimo, da receita resultante de impostos na manutenção e desenvolvimento do ensino.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.
No que se refere à educação para as relações étnico-raciais, Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva enfatiza que
“Para obter êxito, a escola e seus professores não podem improvisar. Têm que desfazer mentalidade racista e discriminadora secular, superando o etnocentrismo europeu, reestruturando relações étnico-raciais e sociais, desalienando processos pedagógicos. Isto não pode ficar reduzido a palavras e a raciocínios desvinculados da experiência de ser inferiorizados vivida pelos negros, tampouco das baixas classificações que lhe são atribuídas nas escalas de desigualdades sociais, econômicas, educativas e políticas.”
Fonte: BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Conselho Pleno. Parecer CNE/CP n. 3, de 10 de março de 2004. Institui Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. Relatora: Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva. Brasília, 2004. p. 15–16.
Considerando os fundamentos teóricos e legais em torno de uma Educação para as relações étnico raciais, sobretudo as Leis n.º 10.639/03 e n.º 11.645/08, avalie as afirmações a seguir:
I. A efetivação da lei exige uma mudança de perspectiva curricular que desloque os povos negros e indígenas do lugar de objetos de estudo, frequentemente associados apenas à escravidão e ao folclore, para a posição de sujeitos produtores de ciência, tecnologia, arte e política.
II. Por se tratar de uma política de ação afirmativa, o foco pedagógico da legislação recai primordialmente sobre o fortalecimento da autoestima dos estudantes negros e indígenas, dispensando alterações estruturais na formação dos estudantes brancos, cuja identidade cultural já se encontra representada no currículo hegemônico.
III. A transversalidade proposta pelas diretrizes implica que a temática racial deve perpassar o cotidiano escolar e os diferentes componentes curriculares, superando a prática de reservar o debate exclusivamente para datas cívicas ou para as disciplinas de Humanidades.
IV. A abordagem pedagógica das relações étnico-raciais deve privilegiar a busca pelo consenso e pela harmonia social, evitando, sempre que possível, a discussão de conflitos e tensões históricas em sala de aula, a fim de não estimular a polarização entre os grupos de estudantes.
É CORRETO o que se afirma em
Em uma atividade de Aprendizagem Baseada em Projetos (ABP) nos anos finais do Ensino Fundamental, um grupo de estudantes enfrenta um bloqueio criativo que rapidamente evolui para hostilidade mútua devido à pressão do prazo. Um dos integrantes, Marcos, percebe o aumento da tensão e, buscando interromper o conflito, respira fundo para controlar sua própria frustração. Em seguida, ele inicia um diálogo facilitador, evitando responder às provocações e conduzindo a conversa para que os próprios colegas estabeleçam um novo acordo de convivência e distribuam as tarefas de forma equitativa, garantindo a retomada da cooperação.
Embora a situação descrita envolva múltiplos processos emocionais, a ação específica de Marcos voltada para a mediação ativa do impasse e a negociação de novos combinados é considerada como
"O currículo não se encerra na dimensão planejada ou prescritiva. Não se limita à concretização do planejamento. Ele é diretamente afetado pelas reações e iniciativas dos alunos, o que exige por parte do professor um trabalho de improviso em sala de aula [...]. As atividades, o trabalho escolar dos alunos escapa parcialmente ao seu controle, porque, no seu percurso didático, nem tudo é escolhido de forma perfeitamente consciente e, sobretudo, porque as resistências dos alunos e as eventualidades da prática pedagógica [...] fazem com que as atividades nunca se desenrolem exatamente como previsto."
(PERRENOUD, P. Ofício de aluno e sentido do trabalho escolar. Porto: Porto Editora, 1995. Adaptado).
O texto de Perrenoud descreve a tensão dialética entre o ideal planejado e a prática cotidiana. Na teoria curricular, a dimensão descrita, que se concretiza na interação professor-aluno, representando a transposição didática do planejamento, as adaptações práticas e o fazer pedagógico efetivo em sala de aula, é denominada