Questões de Concurso Para fiscal de obras

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Q657186 Português
UM PAÍS SE FAZ COM SAPATOS E LIVROS 
Leo Cunha 
Outro dia, numa palestra, eu escutei uma frase genial do Pedro Bandeira, aquele escritor que você deve estar cansado de conhecer. [...]
Pois bem: o Pedro estava num colégio carérrimo e chiquérrimo de São Paulo quando uma madame veio reclamar do preço dos livros. Nosso caro escritor - carérrimo, segundo a madame - olhou pros filhos dela e viu que os dois estavam de tênis importado.
Então o Pedro – que, apesar do nome, não costuma dar bandeira – virou pra ela e soltou a seguinte frase: “Ô, minha senhora, não é o livro que é caro. É a senhora que prefere investir no pé do que na cabeça dos seus filhos”.
O auditório aplaudiu de pé aquela história. Palmas, gritos, gargalhadas. Eu, disfarçadamente, olhei pra baixo pra ver se não estava calçando meu bom e velho Nike branco. Não tenho a menor intenção de fazer propaganda pra ninguém, pelo contrário: não perco uma chance de comentar aquelas acusações que a Nike vive recebendo, de explorar o trabalho infantil na Ásia. Mas não posso negar que me bateu um sentimento de culpa ao escutar aquela frase. Felizmente eu estava calçando um discretíssimo mocassim preto, então pude aplaudir com mais entusiasmo a tirada do Pedro.
Tirada, aliás, que me fez lembrar um caso divertido da minha infância. Foi no início da década de 80, eu e minha irmã estávamos entrando na adolescência e estudávamos num grande colégio de BH.
Um dia, estávamos em casa quando a mãe de um colega da minha irmã bateu a campainha. Abrimos a janela e vimos a tal senhora debruçada sobre o portão, em lágrimas. Pronto, morreu alguém!, pensamos logo.
Mas não. A coitada começou a explicar, aos soluços: “Eu não estou dando conta dos meus serviçais, eles não param de brigar!”. Juro, foi assim que ela falou: “meus serviçais”. Se eu me lembro bem, a casa dessa senhora era imensa e ocupava quase um quarteirão. Para manter o castelo em ordem, ela precisava de pelo menos uns oito “serviçais”. Era aí que o negócio complicava, pois controlar tanta gente se mostrava uma tarefa árdua, que exigia muito preparo e psicologia.
Ficamos muito consternados com a pobrezinha, ela agradeceu o apoio moral, mas completou que esse não era o motivo da visita. O que era então? E foi aí que veio a bomba. O colégio tinha mandado os meninos lerem um livro assim assim (esqueci o título) e ela queria saber se minha irmã já tinha terminado, pra poder emprestar pro filho dela!
Minha mãe ficou congelada, não sabia se tinha ouvido direito. Então quer dizer que a madame podia contratar oito serviçais pra se engalfinharem e não podia comprar um livro, um mísero livro, coitadinho, que nunca brigou com ninguém?
Minha mãe era livreira, professora, escrevia resenhas para a imprensa e tinha uma biblioteca imensa, inclusive com alguns livros repetidos. Deve ser por isso que, se não me falha a memória, nós não apenas emprestamos, como demos o livro para a mulher.
A frase do Pedro Bandeira completa perfeitamente o caso, e vice-versa. Ninguém está negando que o livro, ou alguns livros, poderiam ser mais baratos, mas de que adianta baixar o preço do produto se nós não dermos valor a ele, se ele não for importante em nossas vidas? Se a gente prefere entrar numa sapataria e investir no pé de nossos filhos. Se a gente entra num McDonald’s da vida e pede pelo número, pede pelo número deixando as letras para depois, ou para nunca.
Disponível em: http://dicasdeleitores.blogspot.com.br/2012/09/um-pais-se-fazcom-sapatos-e-livros.html Acesso em 28 mar. 2016 (Adaptado)
“Em: “Então o Pedro – que, apesar do nome, não costuma dar bandeira [...]”, a melhor interpretação para dar bandeira é
Alternativas
Q657184 Português
UM PAÍS SE FAZ COM SAPATOS E LIVROS 
Leo Cunha 
Outro dia, numa palestra, eu escutei uma frase genial do Pedro Bandeira, aquele escritor que você deve estar cansado de conhecer. [...]
Pois bem: o Pedro estava num colégio carérrimo e chiquérrimo de São Paulo quando uma madame veio reclamar do preço dos livros. Nosso caro escritor - carérrimo, segundo a madame - olhou pros filhos dela e viu que os dois estavam de tênis importado.
Então o Pedro – que, apesar do nome, não costuma dar bandeira – virou pra ela e soltou a seguinte frase: “Ô, minha senhora, não é o livro que é caro. É a senhora que prefere investir no pé do que na cabeça dos seus filhos”.
O auditório aplaudiu de pé aquela história. Palmas, gritos, gargalhadas. Eu, disfarçadamente, olhei pra baixo pra ver se não estava calçando meu bom e velho Nike branco. Não tenho a menor intenção de fazer propaganda pra ninguém, pelo contrário: não perco uma chance de comentar aquelas acusações que a Nike vive recebendo, de explorar o trabalho infantil na Ásia. Mas não posso negar que me bateu um sentimento de culpa ao escutar aquela frase. Felizmente eu estava calçando um discretíssimo mocassim preto, então pude aplaudir com mais entusiasmo a tirada do Pedro.
Tirada, aliás, que me fez lembrar um caso divertido da minha infância. Foi no início da década de 80, eu e minha irmã estávamos entrando na adolescência e estudávamos num grande colégio de BH.
Um dia, estávamos em casa quando a mãe de um colega da minha irmã bateu a campainha. Abrimos a janela e vimos a tal senhora debruçada sobre o portão, em lágrimas. Pronto, morreu alguém!, pensamos logo.
Mas não. A coitada começou a explicar, aos soluços: “Eu não estou dando conta dos meus serviçais, eles não param de brigar!”. Juro, foi assim que ela falou: “meus serviçais”. Se eu me lembro bem, a casa dessa senhora era imensa e ocupava quase um quarteirão. Para manter o castelo em ordem, ela precisava de pelo menos uns oito “serviçais”. Era aí que o negócio complicava, pois controlar tanta gente se mostrava uma tarefa árdua, que exigia muito preparo e psicologia.
Ficamos muito consternados com a pobrezinha, ela agradeceu o apoio moral, mas completou que esse não era o motivo da visita. O que era então? E foi aí que veio a bomba. O colégio tinha mandado os meninos lerem um livro assim assim (esqueci o título) e ela queria saber se minha irmã já tinha terminado, pra poder emprestar pro filho dela!
Minha mãe ficou congelada, não sabia se tinha ouvido direito. Então quer dizer que a madame podia contratar oito serviçais pra se engalfinharem e não podia comprar um livro, um mísero livro, coitadinho, que nunca brigou com ninguém?
Minha mãe era livreira, professora, escrevia resenhas para a imprensa e tinha uma biblioteca imensa, inclusive com alguns livros repetidos. Deve ser por isso que, se não me falha a memória, nós não apenas emprestamos, como demos o livro para a mulher.
A frase do Pedro Bandeira completa perfeitamente o caso, e vice-versa. Ninguém está negando que o livro, ou alguns livros, poderiam ser mais baratos, mas de que adianta baixar o preço do produto se nós não dermos valor a ele, se ele não for importante em nossas vidas? Se a gente prefere entrar numa sapataria e investir no pé de nossos filhos. Se a gente entra num McDonald’s da vida e pede pelo número, pede pelo número deixando as letras para depois, ou para nunca.
Disponível em: http://dicasdeleitores.blogspot.com.br/2012/09/um-pais-se-fazcom-sapatos-e-livros.html Acesso em 28 mar. 2016 (Adaptado)
Os quatro parágrafos iniciais do texto narram um fato que tem por objetivo
Alternativas
Q2745731 Noções de Informática
Analise as afirmativas sobre a planilha produzida com a ferramenta Microsoft Office Excel 2007 (configuração padrão).

Imagem associada para resolução da questão


I. Se na célula A4 for aplicada a função =POTÊNCIAL(B1;2), o resultado será 25.
II. Se na célula B4 for aplicada a função =MÍNIMO(A1:C1), o resultado será 100.
III. Se na célula C4 for aplicada a função =SE(C2>=(A2‐C1);(A1*B1);(A1/B1)), o resultado será 500.
Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s)
Alternativas
Q2745730 Noções de Informática
“Em um escritório de contabilidade os funcionários utilizam o navegador Internet Explorer 8 (configuração padrão), para navegar na internet em busca de informações necessárias para a execução de suas atividades diárias. Vários sites são acessados diversas vezes durante o expediente, sendo necessária a digitação do endereço deles a cada acesso. Uma forma alternativa organizada de armazenar estes sites no navegador, possibilitando que os mesmos sejam acessados através de um único clique, é a utilização de um recurso.” Trata‐se de qual recurso?
Alternativas
Q2745729 Noções de Informática
Na ferramenta Microsoft Office Word 2007 (configuração padrão), a ferramenta Formatar Pincel é utilizada para:
Alternativas
Q2745728 Legislação dos Municípios do Estado do Espírito Santo
As normas do Código de Posturas de Ibiraçu (Posturas do município de Ibiraçu) são aquelas que tratam, EXCETO:
Alternativas
Q2745727 Legislação dos Municípios do Estado do Espírito Santo
Sobre o Código Tributário do município de Ibiraçu‐ES, é correto afirmar que trata‐se de uma lei que regula em caráter geral, ou especificamente os direitos e obrigações que emanam das relações jurídicas referentes a tributos e rendas diversas que constituem
Alternativas
Q2745726 Engenharia Civil
Assinale a alternativa correta em relação ao prazo mínimo para a retirada de fôrmas de madeira usando‐se cimento Portland comum para concretos.
Alternativas
Q2745725 Engenharia Civil
“Um projeto de edificação possui um cômodo com medidas internas de 3,00 m x 4,00 m. Neste caso, tem‐se que a área ________________ do cômodo é de 12,00 m2.” Assinale a alternativa que completa corretamente a afirmativa anterior.
Alternativas
Q2745723 Engenharia Civil
“Utilizada para o controle da entrada de água, é instalada próximo a borda superior do reservatório. Possui uma boia que varia de posição de acordo com o nível da água. Quando o nível da água está baixo, a boia também está e nessa posição o registro permite a entrada da água. Caso contrário, quando o reservatório está cheio, a boia fica numa posição elevada que impede a entrada da água.” Trata‐se de:
Alternativas
Q2723437 Português

Leia a charge a seguir.


Imagem associada para resolução da questão



Os verbos são utilizados conforme a intenção discursiva do enunciador, podendo indicar atitudes de certeza, de dúvida, de ordem etc. Assinale a alternativa que indica a ação enunciativa expressa pela perífrase verbal “Estou tentando”.

Alternativas
Q2723432 Português
not valid statement found
“Esses números evidenciam o alcance tecnológico na nova geração de brasileirinhos conectados, (...)” (1º§). O termo em destaque apresenta uma formação morfológica semelhante ao do vocábulo
Alternativas
Q2723431 Português
not valid statement found
“Pais e professores que tiveram toda uma educação mais analógica hoje têm o desafio de precisarem orientar os jovens digitais sobre a importância da boa conduta no uso destes recursos, ajudando‐os a despertar essa visão crítica de que a moda passa, mas o conteúdo fica nas redes e se perpetua na web...” (4º§) Pela expressão educação analógica entende‐se, no texto, que:
Alternativas
Q2723430 Português
not valid statement found

Analise o trecho a seguir.

“... o mau uso das novas ferramentas tecnológicas no ambiente escolar é frequente e as instituições pesquisadas foram unânimes ao afirmar que já registraram em média 20 ocorrências...” (2º§)

Analise as alterações realizadas nessa passagem do texto e assinale a alternativa que altera basicamente o seu sentido.

Alternativas
Q2723429 Português
not valid statement found

Analise as afirmativas a seguir.

I. Entre os incidentes mais comuns relatados no texto está a distração em sala de aula, muitas vezes com interferências no andamento das aulas.

II. Menores de idade com pouca orientação no manuseio dos equipamentos acabam tendo suas imagens íntimas compartilhadas na web.

III. É comum encontrar crianças que estão passando pelo cyberbullying, os celulares facilitam a agressão que inclui ameaças de dano ou intimidação excessiva.

Está(ão) correta(a) a(s) afirmativa(s)

Alternativas
Q2723296 Português
not valid statement found
No referido texto, a tese defendida pelo enunciador é de que
Alternativas
Ano: 2015 Banca: Itame Órgão: Prefeitura de Padre Bernardo - GO
Q1231405 Arquitetura
A política urbana tem por objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e da propriedade urbana, mediante as seguintes diretrizes gerais:
Alternativas
Ano: 2015 Banca: Itame Órgão: Prefeitura de Padre Bernardo - GO
Q1226024 Português
RECEITAS PARA FICAR DOENTE    Não é difícil sofrer do coração. Basta ter uma vida sedentária, preocupar-se com as mínimas coisas, sobrecarregar-se de responsabilidades, iludir-se com os objetivos de vida estabelecidos pela nossa sociedade e perseguir ideais como fama, fortuna e poder. No entanto, a doença só surgirá se você se alimentar com abundância, ingerindo bastante gordura animal, leite, açúcar, ovos e sal refinado.    Dicas especiais:    -Jamais faça exercícios.    -More em lugares poluídos.    -Fume bastante.    -Leve uma vida muito ativa e sob constante tensão.    -Evite o lazer.    -Assista à televisão deitado e comendo biscoitos doces, nos fins de semana, o que o ajudará também a ter barriga e varizes.    -Consuma bastante açúcar branco e doces em geral, não esqueça dos refrigerantes.    -Coma sempre muito várias vezes ao dia.    -Engorde bastante, pois assim o coração terá de esforçar-se para cumprir suas funções habituais.    Dica dietética:    Todas as manhãs, prepare quatro ovos de granja (que inclusive já vem com antibióticos para facilitar. Você não paga nem um tostão a mais por esta vantagem) com várias fatias de bacon. Coma este saboroso e nutritivo desjejum acompanhado de uma xícara de café com leite com bastante açúcar e pão repleto de margarina (que tem mais colesterol que a manteiga, pois é enriquecida com sebo, leite e gorduras, que fazem muito bem ao coração).    Geralmente, você só saberá que já adquiriu a doença repentinamente. Pode começar com uma simples dor no peito, ou então com um infarto fulminante. Aconselhamos que quando o problema fordescoberto, você não procure mudar os seus hábitos e nem pense em tornar-se naturalista. Siga estritamente as ordens do cardiologista e tome vários remédios. Melhor seria abrir uma conta numa boa farmácia mais próxima. Evite as ervas medicinais, a homeopatia e a acupuntura. Cuidado com a macrobiótica, pois é coisa de malucos alienados de nossa sociedade.    (BONTEMPO, Márcio. Receitas para ficar doente. São Paulo: Hemus, 1998.)    As palavras farmácia, açúcar e café, retiradas do texto, recebem acento agudo obedecendo às seguintes regras, respectivamente:
Alternativas
Ano: 2015 Banca: Itame Órgão: Prefeitura de Padre Bernardo - GO
Q1197988 História
LEIA O TEXTO A SEGUIR PARA RESPONDER À PRÓXIMA QUESTÃO    “Saio da vida para entrar nahistória”.    O presidente populista a que este texto se refere foi criador de várias leis trabalhistas e da maior empresa brasileira(Petrobras), está há 60 anos longe do povo. Após 15 anos no poder, entre 1930 e 1945, conseguiu assumir em 1951, mas sem a popularidade de outrora.Com oposições ferrenhas, como a dos conservadores, que eram contra o aumento do salário mínimo em 100%, e a de seu rival Carlos Lacerda, que o acusa publicamente de uma tentativa de assassinato, o presidente nacionalista não se sustenta no poder e se enclausura no Palácio do Catete, onde se suicida.    Pode-se afirmar que o texto refere-se: 
Alternativas
Respostas
7961: C
7962: A
7963: C
7964: C
7965: C
7966: D
7967: A
7968: C
7969: A
7970: D
7971: B
7972: B
7973: D
7974: D
7975: A
7976: A
7977: B
7978: C
7979: B
7980: D