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Entre a informação e o conhecimento
Nunca tivemos acesso a tantas informações e, paradoxalmente, talvez nunca tenha sido tão necessário aprender a selecionar aquilo que merece nossa atenção. A facilidade de encontrar respostas modificou a relação que estabelecemos com o conhecimento: diante de uma dúvida, já não somos obrigados a percorrer longos caminhos para chegar a uma informação. Bastam alguns segundos para que mecanismos de busca apresentem milhares de resultados.
O problema começa quando a disponibilidade da informação é confundida com a construção do conhecimento. Saber onde encontrar uma resposta não significa, necessariamente, compreender o problema que a originou. Do mesmo modo, acumular conteúdos não equivale a desenvolver capacidade crítica para avaliá-los.
Nesse cenário, a educação assume uma tarefa que ultrapassa a simples transmissão de informações. Mais do que ensinar a localizar respostas, torna-se necessário desenvolver a capacidade de formular perguntas, estabelecer relações, reconhecer diferentes perspectivas e avaliar a confiabilidade das fontes. Afinal, em uma sociedade saturada de informações, talvez o verdadeiro privilégio não seja ter acesso a mais dados, mas saber o que fazer com eles.
Considerando a tese defendida, a progressão argumentativa, as informações implícitas e os efeitos de sentido produzidos pelas escolhas linguísticas, assinale a alternativa CORRETA.
I – A Avaliação dos Movimentos Gerais de Prechtl e o Exame Neurológico Infantil de Hammersmith oferecem informações complementares, pois examinam aspectos distintos do repertório neuromotor.
II – A idade corrigida orienta a interpretação do desenvolvimento do lactente prematuro e evita comparações diretas com referências construídas para crianças nascidas a termo.
III – O início da intervenção deve ocorrer depois da confirmação definitiva do diagnóstico, pois o treinamento anterior pode modificar os sinais usados na classificação clínica.
IV – A prática motora orientada a objetivos, realizada em um ambiente enriquecido e com participação dos cuidadores, pode começar quando o alto risco clínico está caracterizado.
V – O atraso de um marco motor isolado permite definir a causa da alteração e estimar o prognóstico funcional durante os primeiros meses de vida.
Estão CORRETAS, apenas, as afirmativas:
I – A avaliação inclui amplitudes cervicais ativa e passiva, postura, simetria craniofacial, desenvolvimento motor e sinais que indiquem outras causas para a assimetria.
II – A intervenção inicial reúne amplitude passiva quando limitada, movimento ativo do pescoço e do tronco, movimento simétrico, adaptações ambientais e orientação aos cuidadores.
III – A normalização da amplitude passiva autoriza a alta definitiva, mesmo quando persistem inclinação da cabeça, assimetria ativa e diferença no uso dos lados.
IV – Achados atípicos ou progresso inferior ao esperado pedem uma nova análise do quadro e articulação com outros profissionais para investigar fatores associados.
V – O encaminhamento precoce tende a favorecer uma evolução mais rápida e a reduzir a complexidade do tratamento quando comparado ao início tardio.
Estão CORRETAS, apenas, as afirmativas:
I – O treinamento de passos em intensidade cardiovascular elevada pode favorecer ganhos de velocidade e distância quando a prática permanece específica para a marcha.
II – A facilitação manual em baixa intensidade constitui o principal elemento para ampliar a capacidade locomotora, ainda que reduza o número de passos praticados.
III – A variação planejada de velocidades, direções e desafios ambientais pode ampliar a adaptação da marcha às situações encontradas fora do ambiente terapêutico.
IV – O treinamento robótico com descarga de peso apresenta superioridade quando reduz a participação ativa e mantém uma cinemática próxima do padrão considerado normal.
V – A intensidade cardiovascular e a quantidade de passos são componentes da dose terapêutica e precisam ser acompanhadas durante a progressão do treinamento.
Estão CORRETAS, apenas, as afirmativas:
I – Uma reserva ventilatória reduzida no pico, associada à aproximação da ventilação máxima e à dessaturação, favorece a identificação de uma limitação ventilatória.
II – O achatamento do pulso de oxigênio, quando integrado a outros achados, pode sugerir uma limitação do aumento do volume sistólico durante o exercício.
III – Uma resposta ventilatória excessiva em relação à produção de dióxido de carbono pode ocorrer na insuficiência cardíaca e na doença vascular pulmonar.
IV – Uma reserva ventilatória preservada exclui a contribuição vascular pulmonar para a intolerância ao esforço, pois indica uma capacidade respiratória suficiente para a demanda atingida.
V – A incompetência cronotrópica pode reduzir o consumo de oxigênio no pico e modificar a leitura de outros marcadores de limitação circulatória.
Estão corretas, apenas, as afirmativas: