Questões de Concurso Para fisioterapeuta

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Q3404166 Fisioterapia
Uma Fisioterapeuta está trabalhando com um paciente que recebeu uma órtese de joelho. Durante o treinamento, o paciente relata desconforto. Qual deve ser a primeira ação da Fisioterapeuta?
Alternativas
Q3404165 Fisioterapia
Roberto, de 55 anos, apresenta paralisia súbita no lado esquerdo do rosto. Qual procedimento neurofisiológico é indicado para avaliar a função do nervo facial?
Alternativas
Q3404157 Legislação dos Municípios do Estado da Bahia
Conforme disposição da Lei Orgânica do Município de Vitória da Conquista, são objetos de leis complementares as seguintes matérias, EXCETO:
Alternativas
Q3404153 Legislação dos Municípios do Estado da Bahia
A Lei Municipal nº 1.760/2011, que dispõe sobre o Plano de Carreira e Remuneração dos Servidores da Administração Direta, das Autarquias e Fundações Públicas do Município de Vitória da Conquista, em seu Capítulo V, trata das questões afetas ao vencimento e à remuneração dos cargos públicos. Nesse contexto, uma das vantagens pecuniárias que poderão ser acrescidas ao vencimento do servidor é a gratificação, dentre as quais se inclui a gratificação da área da saúde. Sobre a referida gratificação, assinale a alternativa INCORRETA:
Alternativas
Q3404150 Direito Sanitário
A Conferência de Saúde, instância colegiada do Sistema Único de Saúde (SUS), conforme previsto na Lei nº 8.142/1990, reunir-se-á a cada_____com a representação dos vários segmentos sociais, para avaliar a situação de saúde e propor as diretrizes para a formulação da política de saúde nos níveis correspondentes, convocada pelo Poder Executivo ou, extraordinariamente, por esta ou pelo Conselho de Saúde.
Assinale a alternativa que preenche CORRETAMENTE a lacuna:
Alternativas
Q3404137 Português
Leia: "É um texto persuasivo, de linguagem direta. Ele pode ser dividido em verbal, não verbal e misto. Sua estrutura consiste em: título, corpo do texto e convite à ação. Pode ter humor, ironia e criatividade." De acordo com as características apresentadas no enunciado acima, o tipo de texto apresentado é:
Alternativas
Q3404125 Português
Rodovia polêmica


A BR-319 foi construída nos anos 1970, durante a ditadura militar, mas foi abandonada por sucessivas administrações posteriormente.

Ela tem 880 quilômetros e corta a região localizada entre os rios Purus e Madeira.

Cientistas avaliam que a rodovia se localiza em uma das regiões mais ricas em biodiversidade de toda a Amazônia e alertam que a região do seu entorno já vem sendo alvo de pressão por conta do avanço do desmatamento ilegal e do agronegócio.

Atualmente, apenas os trechos próximos a Porto Velho e Manaus são trafegáveis durante a maior parte do ano.

O chamado "trecho do meio", com mais de 400 quilômetros, não é asfaltado e fica intrafegável durante a maior parte do ano devido à temporada de chuvas.

No início de 2023, a obra foi incluída pelo governo Lula na lista de projetos prioritários.

Em 2022, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) já havia concedido a licença-prévia da obra de asfaltamento do "trecho do meio".

A licença não autorizou o início das obras, mas é interpretada legalmente como uma espécie de atestado da viabilidade econômica e ambiental da obra.

Apesar disso, os trabalhos de asfaltamento não começaram porque ainda dependem de outras duas licenças: a de instalação e de operação.

O processo ainda está em curso no Ibama. O órgão pediu estudos complementares ao Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (DNIT), vinculado ao Ministério dos Transportes.

Em nota enviada à BBC News Brasil, o Ibama afirmou que aguarda o envio das documentações solicitadas e do requerimento da licença de instalação, que, na prática, autorizaria o início das obras.

Procurado, o Ministério dos Transportes mencionou que o relatório do grupo de trabalho concluiu que haveria viabilidade para as obras na rodovia, mas não respondeu sobre o andamento do processo de licenciamento.

Um dos exemplos usados por parlamentares da bancada da região Norte para defender a conclusão da rodovia é o caos no abastecimento de oxigênio no Amazonas durante a pandemia de Covid-19, em 2021.

Na época, em meio a uma onda da doença, hospitais ficaram sem oxigênio hospitalar durante praticamente um dia, o que teria levado à morte de pacientes graves. Sem ligação terrestre com o restante do país, o Estado dependeu do envio de oxigênio hospitalar por avião e barcos.

Outro argumento usado por eles é de que a rodovia poderia gerar desenvolvimento a uma região historicamente menos favorecida por políticas públicas como a região Norte.

A tese de que a rodovia poderia gerar desenvolvimento aparece no relatório do Ministério dos Transportes divulgado na terça-feira.

"Ficou claro durante as atividades do Grupo de Trabalho que a pavimentação da BR-319 é uma demanda dos cidadãos da região, que anseiam por mobilidade terrestre adequada, que conecte Manaus a Porto Velho e ao restante do Brasil. A rodovia pavimentada garantirá o provimento de serviços básicos, necessários ao desenvolvimento social e econômico da região", diz um trecho do relatório ao qual a BBC News Brasil teve acesso.


(https://www.bbc.com/portuguese/articles/clkk12xnmj2o fragmento)
Em "... o Ibama afirmou que aguarda o envio das documentações solicitadas e do requerimento da licença de instalação".
A concordância estabelecida entre "solicitadas" e "documentações" está de acordo com as regras de concordância nominal regidas pela norma-padrão.
Qual das concordâncias abaixo NÃO será possível, de acordo com essas mesmas regras? 
Alternativas
Q3403244 Jornalismo
Leia o trecho da matéria a seguir: "A Uneb (Universidade do Estado da Bahia) divulgou os 15 estudantes selecionados para o programa de bolsas de estudos da __________. No total, eles receberão mais de R$ 150 mil da fundação da cantora. Cada aluno vai receber US$ 2 mil (o equivalente a R$ 10,8 mil) do Programa de Bolsas Renaissance 2024. O objetivo é ajudar os estudantes da Uneb que estão em vulnerabilidade socioeconômica. Segundo a universidade, o dinheiro será concedido ainda neste ano.
https://www.cnnbrasil.com.br/educacao [...]

A fundação pertence a cantora:
Alternativas
Q3403242 Atualidades
Leia o trecho a seguir:

“Mais de 4 mil pessoas foram mortas pela polícia em 2023, aponta pesquisa. Do total, 87,8% das vítimas com dados disponibilizados eram negras”.
https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/mais-de-4-mil-pessoas-foram-mortas-pela-policia-em-2023-apontapesquisa/

O estado que apresentou mais mortes, com 1.702 vítimas foi:
Alternativas
Q3403240 História e Geografia de Estados e Municípios
O município de Retirolândia teve sua origem numa fazenda denominada de Retiro Velho que pertencia, jurídica, política e administrativamente ao município de ___________. Além disso, o município é membro da microrregião geopolítica administrativa de:
Alternativas
Q3403238 Matemática
João Ganhou uma esfera que é para ser preenchida com água até a sua metade. Sabendo que essa esfera possui um diâmetro de 10 cm, quantos mL de água será necessário para que ela fique preenchida até a sua metade? Use π = 3.
Alternativas
Q3403237 Estatística
Em uma prova, para que os candidatos sejam aprovados, é necessário que a sua pontuação seja igual ou superior a 6 pontos. Foram 12 candidatos inscritos para realizar essa prova e foi comprovado que a mediana das pontuações é 6. Cada candidato obteve uma nota distinta dos demais. Podemos concluir que: 
Alternativas
Q3403236 Matemática Financeira
Um capital de R$ 1200,00 foi aplicado, a juros composto, durante um período de 1 ano, com uma taxa de 2% ao mês. O montante encontrado no fim desse período de aplicação foi de, aproximadamente:
Alternativas
Q3403235 Raciocínio Lógico
Em uma noite, um grupo de amigos voltavam para as suas casas caminhando pela calçada quando foram surpreendidos por dois homens armados em uma moto. Esses homens roubaram os pertences dos amigos e fugiram. Um boletim de ocorrência foi registrado na delegacia. Ao serem indagados sobre a placa do veículo, não houve consenso entre os amigos, porém sabiam que a placa era do modelo antigo (não era padrão Mercosul), possuíam 3 vogais distintas e 4 números também distintos, onde os dois últimos eram 2 e 4. Partindo dessa informação, o número de veículos que podem ser suspeitos do crime corresponde a: 
Alternativas
Q3403234 Português
Dólar a R$ 6 é o novo normal? Os fatores que explicam a alta da moeda


        O dólar não para de bater recorde atrás de recorde e ultrapassou pela primeira vez a barreira dos R$ 6. A disparada começou na quarta-feira (27/11) em antecipação ao anúncio do pacote de corte de gastos pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O dólar só aumentou desde que o plano do governo foi anunciado, superando dia após dia o maior valor histórico. Passou de R$ 6 na sexta-feira (29/11), subiu ainda mais, para R$ 6,06, na segunda-feira (2/12) e fechou na terça-feira a R$ 6,07.


         A subida da cotação do dólar não deu até agora sinal de que vai arrefecer. Seria então o dólar a R$ 6 o novo normal? 


        Além do corte de gastos, o governo Lula incluiu no pacote a isenção de imposto de renda (IR) para pessoas que recebem até R$ 5 mil por mês. Há dúvidas sobre o custo e o impacto da medida e até a interpretação de que seu objetivo é eleitoreiro. Outro fator é a incerteza no cenário internacional, principalmente relacionado ao futuro governo do presidente eleito nos Estados Unidos, Donald Trump, que tem prometido medidas protecionistas. 


        Haddad anunciou, em entrevista coletiva na quinta-feira (28/11) uma série de medidas que buscam economia de R$ 327 bilhões em gastos públicos até 2030. Essas mudanças ainda dependem de aprovação no Congresso Nacional. Dentre as medidas, estão a limitação da valorização real do salário mínimo e no pagamento de abono salarial, extinção de certos benefícios na aposentadoria de militares, dentre outros. Mas o que tomou, de fato, as atenções do mercado, foi outro anúncio, de mudanças na tabela do imposto de renda a partir de 2026, isentando todos aqueles que recebem até R$ 5 mil por mês — atualmente, o limite é de R$ 2.824, ou dois salários mínimos.


       O governo prevê que o impacto da medida será de R$ 35 bilhões e propõe, como compensação, que aqueles que receberem acima de R$ 50 mil por mês paguem mais imposto — uma alíquota mínima de 10%. Em uma declaração pública feita após o anúncio do pacote, Haddad disse que houve uma "confusão muito grande" em relação à isenção do imposto de renda e que houve "ruído". "Sabíamos que o debate da renda ia exigir um aprofundamento da questão", disse Haddad. "Não é uma coisa que vai ser votada este ano. Nem deveria, pelo fato de ser uma matéria que tem que contar com o debate da opinião pública. Não é um assunto que vai ser resolvido em três semanas." 


       O ministro também afirmou que a medida é “neutra”, ou seja, que não tem como objetivo aumentar ou diminuir a arrecadação, mas sim buscar promover uma maior justiça tributária. Na sexta-feira (29/11), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), divulgou uma nota em que disse que não haveria reforma tributária da renda sem haver condições fiscais. "A questão de isenção de IR, embora seja um desejo de todos, não é pauta para agora e só poderá acontecer se (e somente se) tivermos condições fiscais para isso", disse Pacheco. 


        Economistas e agentes do mercado ouvidos pela BBC News Brasil afirmam que um dos motivos para a alta do dólar é a frustração com o pacote anunciado por Haddad.


       Para Josilmar Cordenonssi, professor de ciências econômicas da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), há uma desconfiança do mercado financeiro em relação ao governo Lula. "O mercado financeiro vê que o governo não tem intenção de resolver o problema fiscal", diz Cordenonssi. "O governo acha que o mercado é muito exigente, quer ganhar dinheiro com juros altos. O mercado é muito ressabiado de que a política fiscal do governo seja voltada à política eleitoral, populista, de diminuir impostos e aumentar transferências para as camadas mais pobres, que dão mais votos", prossegue. "Esse conflito de visões de mundo faz com que o mercado fique arredio em embarcar nessa política do governo."


         Na avaliação de Victor Gomes, professor no departamento de economia da Universidade de Brasília (UnB), o pacote tem pontos "bons" e "justos". "Mas quando você tem a necessidade de fazer restrição fiscal, não pode querer, ao mesmo tempo, fazer junto uma expansão fiscal. E sem colocar as coisas no papel. Você frustra demais todas as expectativas", diz Gomes.


         Cordenonssi ressalta que o câmbio reflete a falta de confiança do mercado financeiro na política fiscal do governo. Na sua avaliação, faltou também um avanço mais significativo em se buscar uma maior eficiência dos gastos públicos. "São boas intenções que se fala, mas nenhuma medida efetiva nesse sentido", diz Cordenonssi. "Se a paciência [do mercado] estava bastante curta em relação à boa vontade do governo, o resultado não está agradando mais. A ala política está pesando mais nas decisões, e a reação do mercado não está sendo nada positiva." Para ele, "o mercado está vendo é que são questões mais para empurrar com a barriga para um próximo mandato." 

        
        Desde o que ex-presidente Donald Trump foi eleito nos Estados Unidos, no início de novembro, já havia a expectativa de valorização da moeda americana. No Brasil, a combinação pode ter efeitos negativos no curto prazo para a economia, com um ciclo de dólar mais alto e possível redução das exportações.


        Para Fernando Honorato, economista-chefe do Bradesco, é difícil supor que o nível de câmbio será o novo normal no longo prazo. Mas Honorato ressalta que o dólar pode ficar como está ou até mesmo em um patamar ainda mais alto "até que haja uma percepção mais clara sobre a dinâmica futura da dívida pública". Ou seja, como o governo Lula vai lidar com o aumento do endividamento do país.


      Roncaglia, do FMI, avalia que a combinação entre Trump, a agenda fiscal do Brasil e as desconfianças globais sobre a economia da América Latina "tendem a manter nossa moeda desvalorizada, à medida que essas incertezas externas não se dissiparem".

https//:www.bbc.com/portuguese/articles/c2e783983yeo. Adaptado. Acesso em 04/12/2024
        
Leia o fragmento abaixo: “A disparada começou na quarta-feira (27/11) em antecipação ao anúncio do pacote de corte de gastos pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).” O termo em destaque no fragmento em evidência exerce uma determinada função sintática.

Assinale a alternativa cujo elemento sublinhado não cumpra o mesmo papel. 
Alternativas
Q3403233 Português
Dólar a R$ 6 é o novo normal? Os fatores que explicam a alta da moeda


        O dólar não para de bater recorde atrás de recorde e ultrapassou pela primeira vez a barreira dos R$ 6. A disparada começou na quarta-feira (27/11) em antecipação ao anúncio do pacote de corte de gastos pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O dólar só aumentou desde que o plano do governo foi anunciado, superando dia após dia o maior valor histórico. Passou de R$ 6 na sexta-feira (29/11), subiu ainda mais, para R$ 6,06, na segunda-feira (2/12) e fechou na terça-feira a R$ 6,07.


         A subida da cotação do dólar não deu até agora sinal de que vai arrefecer. Seria então o dólar a R$ 6 o novo normal? 


        Além do corte de gastos, o governo Lula incluiu no pacote a isenção de imposto de renda (IR) para pessoas que recebem até R$ 5 mil por mês. Há dúvidas sobre o custo e o impacto da medida e até a interpretação de que seu objetivo é eleitoreiro. Outro fator é a incerteza no cenário internacional, principalmente relacionado ao futuro governo do presidente eleito nos Estados Unidos, Donald Trump, que tem prometido medidas protecionistas. 


        Haddad anunciou, em entrevista coletiva na quinta-feira (28/11) uma série de medidas que buscam economia de R$ 327 bilhões em gastos públicos até 2030. Essas mudanças ainda dependem de aprovação no Congresso Nacional. Dentre as medidas, estão a limitação da valorização real do salário mínimo e no pagamento de abono salarial, extinção de certos benefícios na aposentadoria de militares, dentre outros. Mas o que tomou, de fato, as atenções do mercado, foi outro anúncio, de mudanças na tabela do imposto de renda a partir de 2026, isentando todos aqueles que recebem até R$ 5 mil por mês — atualmente, o limite é de R$ 2.824, ou dois salários mínimos.


       O governo prevê que o impacto da medida será de R$ 35 bilhões e propõe, como compensação, que aqueles que receberem acima de R$ 50 mil por mês paguem mais imposto — uma alíquota mínima de 10%. Em uma declaração pública feita após o anúncio do pacote, Haddad disse que houve uma "confusão muito grande" em relação à isenção do imposto de renda e que houve "ruído". "Sabíamos que o debate da renda ia exigir um aprofundamento da questão", disse Haddad. "Não é uma coisa que vai ser votada este ano. Nem deveria, pelo fato de ser uma matéria que tem que contar com o debate da opinião pública. Não é um assunto que vai ser resolvido em três semanas." 


       O ministro também afirmou que a medida é “neutra”, ou seja, que não tem como objetivo aumentar ou diminuir a arrecadação, mas sim buscar promover uma maior justiça tributária. Na sexta-feira (29/11), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), divulgou uma nota em que disse que não haveria reforma tributária da renda sem haver condições fiscais. "A questão de isenção de IR, embora seja um desejo de todos, não é pauta para agora e só poderá acontecer se (e somente se) tivermos condições fiscais para isso", disse Pacheco. 


        Economistas e agentes do mercado ouvidos pela BBC News Brasil afirmam que um dos motivos para a alta do dólar é a frustração com o pacote anunciado por Haddad.


       Para Josilmar Cordenonssi, professor de ciências econômicas da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), há uma desconfiança do mercado financeiro em relação ao governo Lula. "O mercado financeiro vê que o governo não tem intenção de resolver o problema fiscal", diz Cordenonssi. "O governo acha que o mercado é muito exigente, quer ganhar dinheiro com juros altos. O mercado é muito ressabiado de que a política fiscal do governo seja voltada à política eleitoral, populista, de diminuir impostos e aumentar transferências para as camadas mais pobres, que dão mais votos", prossegue. "Esse conflito de visões de mundo faz com que o mercado fique arredio em embarcar nessa política do governo."


         Na avaliação de Victor Gomes, professor no departamento de economia da Universidade de Brasília (UnB), o pacote tem pontos "bons" e "justos". "Mas quando você tem a necessidade de fazer restrição fiscal, não pode querer, ao mesmo tempo, fazer junto uma expansão fiscal. E sem colocar as coisas no papel. Você frustra demais todas as expectativas", diz Gomes.


         Cordenonssi ressalta que o câmbio reflete a falta de confiança do mercado financeiro na política fiscal do governo. Na sua avaliação, faltou também um avanço mais significativo em se buscar uma maior eficiência dos gastos públicos. "São boas intenções que se fala, mas nenhuma medida efetiva nesse sentido", diz Cordenonssi. "Se a paciência [do mercado] estava bastante curta em relação à boa vontade do governo, o resultado não está agradando mais. A ala política está pesando mais nas decisões, e a reação do mercado não está sendo nada positiva." Para ele, "o mercado está vendo é que são questões mais para empurrar com a barriga para um próximo mandato." 

        
        Desde o que ex-presidente Donald Trump foi eleito nos Estados Unidos, no início de novembro, já havia a expectativa de valorização da moeda americana. No Brasil, a combinação pode ter efeitos negativos no curto prazo para a economia, com um ciclo de dólar mais alto e possível redução das exportações.


        Para Fernando Honorato, economista-chefe do Bradesco, é difícil supor que o nível de câmbio será o novo normal no longo prazo. Mas Honorato ressalta que o dólar pode ficar como está ou até mesmo em um patamar ainda mais alto "até que haja uma percepção mais clara sobre a dinâmica futura da dívida pública". Ou seja, como o governo Lula vai lidar com o aumento do endividamento do país.


      Roncaglia, do FMI, avalia que a combinação entre Trump, a agenda fiscal do Brasil e as desconfianças globais sobre a economia da América Latina "tendem a manter nossa moeda desvalorizada, à medida que essas incertezas externas não se dissiparem".

https//:www.bbc.com/portuguese/articles/c2e783983yeo. Adaptado. Acesso em 04/12/2024
        
Leia: “Roncaglia, do FMI, avalia que a combinação entre Trump, a agenda fiscal do Brasil e as desconfianças globais sobre a economia da América Latina ‘tendem a manter nossa moeda desvalorizada, à medida que essas incertezas externas não se dissiparem’.” Sobre o fragmento em evidência na presente questão, avalie cada afirmativa abaixo. 

I. Os vocábulos “avalia” e “tendem” se encontram conjugados no mesmo tempo e modo verbal e possuem, no contexto, classificação sintática idêntica por exigirem tipo de complemento equivalente.
II. A locução conjuntiva “à medida que” poderia ser substituída por “à proporção que”, “ao passo que”, “enquanto” ou “consoante”, a fim de manter a correção gramatical e o valor semântico do contexto.
III. Os vocábulos “nossa”, “essas” e “se” possuem classificação gramatical análoga. Porém o último destoa enquanto papel sintático por possuir natureza reflexiva, enquanto os primeiros exercem função adjetiva.
IV. Na passagem “não se dissiparem” a apossínclese é justificada por haver partícula atrativa de natureza adverbial.

Pode-se dizer que está correto, segundo a Norma Culta da Língua Portuguesa, o que se afirma em:
Alternativas
Q3403232 Português
Dólar a R$ 6 é o novo normal? Os fatores que explicam a alta da moeda


        O dólar não para de bater recorde atrás de recorde e ultrapassou pela primeira vez a barreira dos R$ 6. A disparada começou na quarta-feira (27/11) em antecipação ao anúncio do pacote de corte de gastos pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O dólar só aumentou desde que o plano do governo foi anunciado, superando dia após dia o maior valor histórico. Passou de R$ 6 na sexta-feira (29/11), subiu ainda mais, para R$ 6,06, na segunda-feira (2/12) e fechou na terça-feira a R$ 6,07.


         A subida da cotação do dólar não deu até agora sinal de que vai arrefecer. Seria então o dólar a R$ 6 o novo normal? 


        Além do corte de gastos, o governo Lula incluiu no pacote a isenção de imposto de renda (IR) para pessoas que recebem até R$ 5 mil por mês. Há dúvidas sobre o custo e o impacto da medida e até a interpretação de que seu objetivo é eleitoreiro. Outro fator é a incerteza no cenário internacional, principalmente relacionado ao futuro governo do presidente eleito nos Estados Unidos, Donald Trump, que tem prometido medidas protecionistas. 


        Haddad anunciou, em entrevista coletiva na quinta-feira (28/11) uma série de medidas que buscam economia de R$ 327 bilhões em gastos públicos até 2030. Essas mudanças ainda dependem de aprovação no Congresso Nacional. Dentre as medidas, estão a limitação da valorização real do salário mínimo e no pagamento de abono salarial, extinção de certos benefícios na aposentadoria de militares, dentre outros. Mas o que tomou, de fato, as atenções do mercado, foi outro anúncio, de mudanças na tabela do imposto de renda a partir de 2026, isentando todos aqueles que recebem até R$ 5 mil por mês — atualmente, o limite é de R$ 2.824, ou dois salários mínimos.


       O governo prevê que o impacto da medida será de R$ 35 bilhões e propõe, como compensação, que aqueles que receberem acima de R$ 50 mil por mês paguem mais imposto — uma alíquota mínima de 10%. Em uma declaração pública feita após o anúncio do pacote, Haddad disse que houve uma "confusão muito grande" em relação à isenção do imposto de renda e que houve "ruído". "Sabíamos que o debate da renda ia exigir um aprofundamento da questão", disse Haddad. "Não é uma coisa que vai ser votada este ano. Nem deveria, pelo fato de ser uma matéria que tem que contar com o debate da opinião pública. Não é um assunto que vai ser resolvido em três semanas." 


       O ministro também afirmou que a medida é “neutra”, ou seja, que não tem como objetivo aumentar ou diminuir a arrecadação, mas sim buscar promover uma maior justiça tributária. Na sexta-feira (29/11), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), divulgou uma nota em que disse que não haveria reforma tributária da renda sem haver condições fiscais. "A questão de isenção de IR, embora seja um desejo de todos, não é pauta para agora e só poderá acontecer se (e somente se) tivermos condições fiscais para isso", disse Pacheco. 


        Economistas e agentes do mercado ouvidos pela BBC News Brasil afirmam que um dos motivos para a alta do dólar é a frustração com o pacote anunciado por Haddad.


       Para Josilmar Cordenonssi, professor de ciências econômicas da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), há uma desconfiança do mercado financeiro em relação ao governo Lula. "O mercado financeiro vê que o governo não tem intenção de resolver o problema fiscal", diz Cordenonssi. "O governo acha que o mercado é muito exigente, quer ganhar dinheiro com juros altos. O mercado é muito ressabiado de que a política fiscal do governo seja voltada à política eleitoral, populista, de diminuir impostos e aumentar transferências para as camadas mais pobres, que dão mais votos", prossegue. "Esse conflito de visões de mundo faz com que o mercado fique arredio em embarcar nessa política do governo."


         Na avaliação de Victor Gomes, professor no departamento de economia da Universidade de Brasília (UnB), o pacote tem pontos "bons" e "justos". "Mas quando você tem a necessidade de fazer restrição fiscal, não pode querer, ao mesmo tempo, fazer junto uma expansão fiscal. E sem colocar as coisas no papel. Você frustra demais todas as expectativas", diz Gomes.


         Cordenonssi ressalta que o câmbio reflete a falta de confiança do mercado financeiro na política fiscal do governo. Na sua avaliação, faltou também um avanço mais significativo em se buscar uma maior eficiência dos gastos públicos. "São boas intenções que se fala, mas nenhuma medida efetiva nesse sentido", diz Cordenonssi. "Se a paciência [do mercado] estava bastante curta em relação à boa vontade do governo, o resultado não está agradando mais. A ala política está pesando mais nas decisões, e a reação do mercado não está sendo nada positiva." Para ele, "o mercado está vendo é que são questões mais para empurrar com a barriga para um próximo mandato." 

        
        Desde o que ex-presidente Donald Trump foi eleito nos Estados Unidos, no início de novembro, já havia a expectativa de valorização da moeda americana. No Brasil, a combinação pode ter efeitos negativos no curto prazo para a economia, com um ciclo de dólar mais alto e possível redução das exportações.


        Para Fernando Honorato, economista-chefe do Bradesco, é difícil supor que o nível de câmbio será o novo normal no longo prazo. Mas Honorato ressalta que o dólar pode ficar como está ou até mesmo em um patamar ainda mais alto "até que haja uma percepção mais clara sobre a dinâmica futura da dívida pública". Ou seja, como o governo Lula vai lidar com o aumento do endividamento do país.


      Roncaglia, do FMI, avalia que a combinação entre Trump, a agenda fiscal do Brasil e as desconfianças globais sobre a economia da América Latina "tendem a manter nossa moeda desvalorizada, à medida que essas incertezas externas não se dissiparem".

https//:www.bbc.com/portuguese/articles/c2e783983yeo. Adaptado. Acesso em 04/12/2024
        
Assinale a alternativa que apresenta um fragmento do texto reescrito de forma incorreta, segundo a norma culta da Língua Portuguesa aplicada às regras de Pontuação ou quanto ao uso de elementos conectivos.
Alternativas
Q3403231 Português
Dólar a R$ 6 é o novo normal? Os fatores que explicam a alta da moeda


        O dólar não para de bater recorde atrás de recorde e ultrapassou pela primeira vez a barreira dos R$ 6. A disparada começou na quarta-feira (27/11) em antecipação ao anúncio do pacote de corte de gastos pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O dólar só aumentou desde que o plano do governo foi anunciado, superando dia após dia o maior valor histórico. Passou de R$ 6 na sexta-feira (29/11), subiu ainda mais, para R$ 6,06, na segunda-feira (2/12) e fechou na terça-feira a R$ 6,07.


         A subida da cotação do dólar não deu até agora sinal de que vai arrefecer. Seria então o dólar a R$ 6 o novo normal? 


        Além do corte de gastos, o governo Lula incluiu no pacote a isenção de imposto de renda (IR) para pessoas que recebem até R$ 5 mil por mês. Há dúvidas sobre o custo e o impacto da medida e até a interpretação de que seu objetivo é eleitoreiro. Outro fator é a incerteza no cenário internacional, principalmente relacionado ao futuro governo do presidente eleito nos Estados Unidos, Donald Trump, que tem prometido medidas protecionistas. 


        Haddad anunciou, em entrevista coletiva na quinta-feira (28/11) uma série de medidas que buscam economia de R$ 327 bilhões em gastos públicos até 2030. Essas mudanças ainda dependem de aprovação no Congresso Nacional. Dentre as medidas, estão a limitação da valorização real do salário mínimo e no pagamento de abono salarial, extinção de certos benefícios na aposentadoria de militares, dentre outros. Mas o que tomou, de fato, as atenções do mercado, foi outro anúncio, de mudanças na tabela do imposto de renda a partir de 2026, isentando todos aqueles que recebem até R$ 5 mil por mês — atualmente, o limite é de R$ 2.824, ou dois salários mínimos.


       O governo prevê que o impacto da medida será de R$ 35 bilhões e propõe, como compensação, que aqueles que receberem acima de R$ 50 mil por mês paguem mais imposto — uma alíquota mínima de 10%. Em uma declaração pública feita após o anúncio do pacote, Haddad disse que houve uma "confusão muito grande" em relação à isenção do imposto de renda e que houve "ruído". "Sabíamos que o debate da renda ia exigir um aprofundamento da questão", disse Haddad. "Não é uma coisa que vai ser votada este ano. Nem deveria, pelo fato de ser uma matéria que tem que contar com o debate da opinião pública. Não é um assunto que vai ser resolvido em três semanas." 


       O ministro também afirmou que a medida é “neutra”, ou seja, que não tem como objetivo aumentar ou diminuir a arrecadação, mas sim buscar promover uma maior justiça tributária. Na sexta-feira (29/11), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), divulgou uma nota em que disse que não haveria reforma tributária da renda sem haver condições fiscais. "A questão de isenção de IR, embora seja um desejo de todos, não é pauta para agora e só poderá acontecer se (e somente se) tivermos condições fiscais para isso", disse Pacheco. 


        Economistas e agentes do mercado ouvidos pela BBC News Brasil afirmam que um dos motivos para a alta do dólar é a frustração com o pacote anunciado por Haddad.


       Para Josilmar Cordenonssi, professor de ciências econômicas da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), há uma desconfiança do mercado financeiro em relação ao governo Lula. "O mercado financeiro vê que o governo não tem intenção de resolver o problema fiscal", diz Cordenonssi. "O governo acha que o mercado é muito exigente, quer ganhar dinheiro com juros altos. O mercado é muito ressabiado de que a política fiscal do governo seja voltada à política eleitoral, populista, de diminuir impostos e aumentar transferências para as camadas mais pobres, que dão mais votos", prossegue. "Esse conflito de visões de mundo faz com que o mercado fique arredio em embarcar nessa política do governo."


         Na avaliação de Victor Gomes, professor no departamento de economia da Universidade de Brasília (UnB), o pacote tem pontos "bons" e "justos". "Mas quando você tem a necessidade de fazer restrição fiscal, não pode querer, ao mesmo tempo, fazer junto uma expansão fiscal. E sem colocar as coisas no papel. Você frustra demais todas as expectativas", diz Gomes.


         Cordenonssi ressalta que o câmbio reflete a falta de confiança do mercado financeiro na política fiscal do governo. Na sua avaliação, faltou também um avanço mais significativo em se buscar uma maior eficiência dos gastos públicos. "São boas intenções que se fala, mas nenhuma medida efetiva nesse sentido", diz Cordenonssi. "Se a paciência [do mercado] estava bastante curta em relação à boa vontade do governo, o resultado não está agradando mais. A ala política está pesando mais nas decisões, e a reação do mercado não está sendo nada positiva." Para ele, "o mercado está vendo é que são questões mais para empurrar com a barriga para um próximo mandato." 

        
        Desde o que ex-presidente Donald Trump foi eleito nos Estados Unidos, no início de novembro, já havia a expectativa de valorização da moeda americana. No Brasil, a combinação pode ter efeitos negativos no curto prazo para a economia, com um ciclo de dólar mais alto e possível redução das exportações.


        Para Fernando Honorato, economista-chefe do Bradesco, é difícil supor que o nível de câmbio será o novo normal no longo prazo. Mas Honorato ressalta que o dólar pode ficar como está ou até mesmo em um patamar ainda mais alto "até que haja uma percepção mais clara sobre a dinâmica futura da dívida pública". Ou seja, como o governo Lula vai lidar com o aumento do endividamento do país.


      Roncaglia, do FMI, avalia que a combinação entre Trump, a agenda fiscal do Brasil e as desconfianças globais sobre a economia da América Latina "tendem a manter nossa moeda desvalorizada, à medida que essas incertezas externas não se dissiparem".

https//:www.bbc.com/portuguese/articles/c2e783983yeo. Adaptado. Acesso em 04/12/2024
        
Leia: “O governo prevê que o impacto da medida será de R$ 35 bilhões e propõe, como compensação, que aqueles que receberem acima de R$ 50 mil por mês paguem mais imposto — uma alíquota mínima de 10%. Em uma declaração pública feita após o anúncio do pacote, Haddad disse que houve uma ‘confusão muito grande’ em relação à isenção do imposto de renda e que houve ‘ruído’.” Observando-se o papel textual do uso dos elementos coesivos no fragmento em destaque, pode-se afirmar que:
Alternativas
Respostas
10841: C
10842: A
10843: C
10844: A
10845: D
10846: C
10847: D
10848: B
10849: D
10850: D
10851: D
10852: X
10853: B
10854: C
10855: E
10856: D
10857: B
10858: E
10859: D
10860: X