Questões de Concurso Para professor - língua portuguesa

Foram encontradas 30.628 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q3998261 Literatura

No texto “Reflexões sobre o romance moderno”, Anatol Rosenfeld discute as modificações sofridas pelo romance no século XX:


"Nota-se no romance do nosso século uma modificação análoga à da pintura moderna, modificação que parece ser essencial à estrutura do modernismo. À eliminação do espaço, ou da ilusão do espaço, parece corresponder no romance a da sucessão temporal. A cronologia, a continuidade temporal foram abaladas, 'os relógios foram destruídos'. O romance moderno nasceu no momento em que Proust, Joyce, Gide, Faulkner começam a desfazer a ordem cronológica, fundindo passado, presente e futuro". Rosenfeld, 1996, p. 80.



A seguir, você acompanha os trechos referentes ao início da narrativa do romance Primeira manhã (1967), de Dalcídio Jurandir. O trecho que melhor se alinha à formulação de Rosenfeld posta em destaque pode ser visto em: 

Alternativas
Q3998260 Português
A seguir você vai ler os dois primeiros parágrafos do romance Pssica, do escritor paraense Edyr Augusto, publicado em 2015. 

"Era para ser um dia normal, de aula. Mas Janalice percebeu algo diferente ao entrar. Não

que sua passagem no pátio do colégio não provocasse, sempre, algum frisson por conta da

altura de sua saia. Mas era mais do que isso. Dentro da sala, cochichos e risos. Então, a

professora se irrita e alguém se levanta. Entrega um celular. A professora põe a mão na

boca. Sai. O que é que tem no celular? Janalice assiste a uma demorada cena de felação

que ela protagoniza, junto a seu namorado, Fenque, com direito a closes de sua genitália,

a pedido dele. Chocada, não sabe o que dizer. A professora retorna. A diretora vem junto.

Pede que ela saia. Que volte para casa. Que somente retorne com os pais. E, atravessando

o pátio, agora ouve claramente o deboche de todos.

Janalice tem catorze anos. Em casa, a mãe chora. Grita. Estapeia. Rasga suas roupas.

Entra o pai, com a farda de cobrador de ônibus. Tira o cinto. Espanca. Expulsa de casa. Ela

sai chorando pela rua. Em uma esquina, Fenque está com os amigos. Ela chega e pede

ajuda. Ele a trata mal. Ri de sua cara. Os amigos também. Ela cobra. Ele dá um tapa. Sai

fora."

Augusto, 2015, p. 7

Edyr Augusto, além de autor de romances, é jornalista, radialista e autor de textos teatrais.

Ao falar da própria escrita, ele diz “eu escrevo como quem dá socos na boca do estômago

do leitor repetidas vezes, para que ele não consiga respirar e continue lendo. É como se eu

não quisesse que ele largasse o livro. Às vezes, tá lendo, 'amanhã eu continuo', não! Siga

e vá até o final. Essa é a ideia.” (https://www.youtube.com/watch?v=_F0209fplMk. Acesso

em 22 mar. 2022, às 20h).




Relacionando a fala do escritor sobre a sua produção literária e os procedimentos narrativos

adotados no trecho em destaque, é possível dizer que: 

Alternativas
Q3998259 Português
A seguir, o trecho inicial do romance Relato de um certo Oriente, de Milton Hatoum, publicado pela primeira vez em 1989:
"Quando abri os olhos, vi o vulto de uma mulher e o de uma criança. As duas figuras estavam inertes diante de mim, e a claridade indecisa da manhã nublada devolvia os dois corpos ao sono e ao cansaço de uma noite maldormida. Sem perceber, tinha me afastado do lugar escolhido para dormir e ingressado numa espécie de gruta vegetal, entre o globo de luz e o caramanchão que dá acesso aos fundos da casa. Deitada na grama, com o corpo encolhido por causa do sereno, sentia na pele a roupa úmida e tinha as mãos repousadas nas páginas também úmidas de um caderno aberto, onde rabiscara, meio sonolenta, algumas impressões do voo noturno". HATOUM, 2008, p. 7
De acordo com a leitura do trecho em destaque e sobre a instância fictícia do narrador no romance, é possível dizer que: 
Alternativas
Q3998258 Português
A seguir, a primeira parte de um conjunto de sete textos intitulado “O poema”, do poeta português Herberto Helder (1930-2015), publicado pela primeira vez em A colher na Boca (1961).


O Poema

I.

Um poema cresce inseguramente

na confusão da carne,

sobe ainda sem palavras, só ferocidade e gosto,

talvez como sangue

ou sombra de sangue pelos canais do ser.



Fora existe o mundo. Fora, a esplêndida violência

ou os bagos de uva de onde nascem

as raízes minúsculas do sol.

Fora, os corpos genuínos e inalteráveis

do nosso amor,

os rios, a grande paz exterior das coisas,

as folhas dormindo o silêncio,

as sementes à beira do vento,

- a hora teatral da posse.

E o poema cresce tomando tudo em seu regaço.

E já nenhum poder destrói o poema.

Insustentável, único,

invade as órbitas, a face amorfa das paredes,

a miséria dos minutos,

a força sustida das coisas,

a redonda e livre harmonia do mundo.

- Embaixo o instrumento perplexo ignora

a espinha do mistério.



- E o poema faz-se contra o tempo e a carne.




Tomando por princípio a leitura do recorte de “O Poema”, é possível dizer que: 

Alternativas
Q3994480 Português
Um velho e um miúdo vão seguindo pela estrada. Andam bambolentos como se caminhar fosse seu único serviço desde que nasceram. Vão para lá de nenhuma parte, dando o vindo por não ido, a espera do adiante. Fogem da guerra que contaminara toda a sua terra. 
Vão na ilusão de, mais além, haver um refúgio tranquilo. Avançam descalços, suas vestes têm a mesma cor do caminho. O velho se chama Tuahir. É magro, parece ter perdido toda a substância. O jovem se chama Muidinga. Caminha à frente desde que saíra do campo de refugiados. Se nota nele um leve coxear, uma perna demorando mais que o passo. Vestígio da doença que, ainda há pouco, o arrastara quase até a morte. 
(Mia Couto, Terra Sonâmbula) 
O uso da crase na expressão “à frente”: 
Alternativas
Q3994479 Português
Um velho e um miúdo vão seguindo pela estrada. Andam bambolentos como se caminhar fosse seu único serviço desde que nasceram. Vão para lá de nenhuma parte, dando o vindo por não ido, a espera do adiante. Fogem da guerra que contaminara toda a sua terra. 
Vão na ilusão de, mais além, haver um refúgio tranquilo. Avançam descalços, suas vestes têm a mesma cor do caminho. O velho se chama Tuahir. É magro, parece ter perdido toda a substância. O jovem se chama Muidinga. Caminha à frente desde que saíra do campo de refugiados. Se nota nele um leve coxear, uma perna demorando mais que o passo. Vestígio da doença que, ainda há pouco, o arrastara quase até a morte. 
(Mia Couto, Terra Sonâmbula) 
No parágrafo acima observamos uma marca relevante nos textos de Mia Couto que se trata: 
Alternativas
Q3994478 Português
Um velho e um miúdo vão seguindo pela estrada. Andam bambolentos como se caminhar fosse seu único serviço desde que nasceram. Vão para lá de nenhuma parte, dando o vindo por não ido, a espera do adiante. Fogem da guerra que contaminara toda a sua terra. 
Vão na ilusão de, mais além, haver um refúgio tranquilo. Avançam descalços, suas vestes têm a mesma cor do caminho. O velho se chama Tuahir. É magro, parece ter perdido toda a substância. O jovem se chama Muidinga. Caminha à frente desde que saíra do campo de refugiados. Se nota nele um leve coxear, uma perna demorando mais que o passo. Vestígio da doença que, ainda há pouco, o arrastara quase até a morte. 
(Mia Couto, Terra Sonâmbula) 
Assinale a opção incorreta em relação aos elementos do texto. 
Alternativas
Q3994477 Português

 A tira a seguir retrata:


                                                      Imagem associada para resolução da questão


(http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/car-tum/cartunsdiarios/#5/8/2017)

Alternativas
Q3994476 Português

Leia o texto a seguir:


VIBRAÇÕES


Vibrar, viver. Vibra o abismo etéreo à musica das esferas; vibra a convulsão do verme, no segredo subterrâneo dos túmulos. Vive a luz, vive o perfume, vive o som, vive a putrefação. Vivem à semelhança os ânimos. A harpa do sentimento canta no peito, ora o entusiasmo, um hino, ora o adágio oscilante da cisma. A cada nota, uma cor, tal qual nas vibrações da luz. O conjunto é a sinfonia das paixões. Eleva-se a gradação cromática até à suprema intensidade rutilante; baixa à profunda e escura vibração das elegias. 


Sonoridade, colorido: eis o sentimento.

Dai o simbolismo popular das cores.


(POMPEIA, Raul. Canções sem metro. Campinas, SP: Editora Unicamp, 2013. 303 p.)  

A respeito da palavra destacada: “A harpa do sentimento canta no peito, ora o entusiasmo, um hino, ora o adágio oscilante da cisma. ” 
Assinala a alternativa correta. 
Alternativas
Q3994475 Português

Leia o texto a seguir:


VIBRAÇÕES


Vibrar, viver. Vibra o abismo etéreo à musica das esferas; vibra a convulsão do verme, no segredo subterrâneo dos túmulos. Vive a luz, vive o perfume, vive o som, vive a putrefação. Vivem à semelhança os ânimos. A harpa do sentimento canta no peito, ora o entusiasmo, um hino, ora o adágio oscilante da cisma. A cada nota, uma cor, tal qual nas vibrações da luz. O conjunto é a sinfonia das paixões. Eleva-se a gradação cromática até à suprema intensidade rutilante; baixa à profunda e escura vibração das elegias. 


Sonoridade, colorido: eis o sentimento.

Dai o simbolismo popular das cores.


(POMPEIA, Raul. Canções sem metro. Campinas, SP: Editora Unicamp, 2013. 303 p.)  

A partir da palavra vibrar podemos afirmar que: 
Alternativas
Q3994474 Português

Leia o texto a seguir:


VIBRAÇÕES


Vibrar, viver. Vibra o abismo etéreo à musica das esferas; vibra a convulsão do verme, no segredo subterrâneo dos túmulos. Vive a luz, vive o perfume, vive o som, vive a putrefação. Vivem à semelhança os ânimos. A harpa do sentimento canta no peito, ora o entusiasmo, um hino, ora o adágio oscilante da cisma. A cada nota, uma cor, tal qual nas vibrações da luz. O conjunto é a sinfonia das paixões. Eleva-se a gradação cromática até à suprema intensidade rutilante; baixa à profunda e escura vibração das elegias. 


Sonoridade, colorido: eis o sentimento.

Dai o simbolismo popular das cores.


(POMPEIA, Raul. Canções sem metro. Campinas, SP: Editora Unicamp, 2013. 303 p.)  

Por qual preposição podemos trocar a palavra sublinhada sem alterar o sentido da frase: “Vibra o abismo etéreo à música das esferas. ” 
Alternativas
Q3994473 Português

Leia o texto a seguir:


VIBRAÇÕES


Vibrar, viver. Vibra o abismo etéreo à musica das esferas; vibra a convulsão do verme, no segredo subterrâneo dos túmulos. Vive a luz, vive o perfume, vive o som, vive a putrefação. Vivem à semelhança os ânimos. A harpa do sentimento canta no peito, ora o entusiasmo, um hino, ora o adágio oscilante da cisma. A cada nota, uma cor, tal qual nas vibrações da luz. O conjunto é a sinfonia das paixões. Eleva-se a gradação cromática até à suprema intensidade rutilante; baixa à profunda e escura vibração das elegias. 


Sonoridade, colorido: eis o sentimento.

Dai o simbolismo popular das cores.


(POMPEIA, Raul. Canções sem metro. Campinas, SP: Editora Unicamp, 2013. 303 p.)  

Na frase “Vibrar, viver. Vibra o abismo etéreo a música das esferas. ” Há uma ocorrência de: 
Alternativas
Q3994472 Português

Leia o texto a seguir:


VIBRAÇÕES


Vibrar, viver. Vibra o abismo etéreo à musica das esferas; vibra a convulsão do verme, no segredo subterrâneo dos túmulos. Vive a luz, vive o perfume, vive o som, vive a putrefação. Vivem à semelhança os ânimos. A harpa do sentimento canta no peito, ora o entusiasmo, um hino, ora o adágio oscilante da cisma. A cada nota, uma cor, tal qual nas vibrações da luz. O conjunto é a sinfonia das paixões. Eleva-se a gradação cromática até à suprema intensidade rutilante; baixa à profunda e escura vibração das elegias. 


Sonoridade, colorido: eis o sentimento.

Dai o simbolismo popular das cores.


(POMPEIA, Raul. Canções sem metro. Campinas, SP: Editora Unicamp, 2013. 303 p.)  

Qual figura de linguagem está presente nesta passagem do poema: “Sonoridade, colorido: eis o sentimento. 
Alternativas
Q3994471 Português

Leia o texto a seguir:


VIBRAÇÕES


Vibrar, viver. Vibra o abismo etéreo à musica das esferas; vibra a convulsão do verme, no segredo subterrâneo dos túmulos. Vive a luz, vive o perfume, vive o som, vive a putrefação. Vivem à semelhança os ânimos. A harpa do sentimento canta no peito, ora o entusiasmo, um hino, ora o adágio oscilante da cisma. A cada nota, uma cor, tal qual nas vibrações da luz. O conjunto é a sinfonia das paixões. Eleva-se a gradação cromática até à suprema intensidade rutilante; baixa à profunda e escura vibração das elegias. 


Sonoridade, colorido: eis o sentimento.

Dai o simbolismo popular das cores.


(POMPEIA, Raul. Canções sem metro. Campinas, SP: Editora Unicamp, 2013. 303 p.)  

O poema em prosa de Raul Pompeia inspira-se na escola simbolista. Os textos simbolistas fazem uso de imagens que extrapolam a percepção objetiva no mundo. A partir dessa característica, pode-se afirmar que o texto acima é: 
Alternativas
Q3737952 Pedagogia
A avaliação da aprendizagem consubstancia-se no contexto próprio da diversidade. É angustiante saber que milhares de crianças e jovens têm, em pleno século XXI, sua aprendizagem matematicamente avaliada, e tal fato ser considerado (ingenuamente) uma avaliação precisa e justa. O sentido da avaliação é o de promover uma diferença “sensível”, o que não se coaduna com a objetividade, com a padronização. (HOFFMANN, Jussara Maria L. Avaliação Mediadora: uma Relação Dialógica na Construção do Conhecimento. 2011. 2018.)


A partir do enunciado, cujo foco é a avaliação da aprendizagem, analise as proposições:


I. O processo avaliativo é sempre de caráter singular no que se refere aos estudantes, uma vez que as posturas avaliativas inclusivas ou excludentes afetam seriamente os sujeitos educativos;


II. O processo avaliativo se desenvolve concomitante ao desenvolvimento das aprendizagens dos alunos;


III. A avaliação da aprendizagem é um processo objetivo, normativo e padronizado;


IV. O resultado da avaliação da aprendizagem deve ser o fim do processo, bem como o instrumento para verificar o que foi aprendido.


É correto o que se afirmar: 

Alternativas
Q3737951 Pedagogia
Segundo Libâneo (2017) na escola, a aula é a forma predominante de organização do processo de ensino. Na aula, se criam, se desenvolvem e se transformam as condições necessárias para que os alunos assimilem conhecimentos, habilidades, atitudes, convicções e, assim, desenvolvem suas capacidades cognoscitivas. Marque a alternativa que contém a resposta CORRETA sobre as funções que deve ter a aula para atingir os objetivos de ensino. 

Alternativas
Q3737950 Pedagogia
Sobre o percurso histórico da Didática segundo Libâneo (2013) enquanto campo de conhecimento, é CORRETO afirmar que:

Alternativas
Q3737949 Pedagogia
Para Libâneo (2013) o processo didático é caracterizado como mediação escolar de objetivos-conteúdos-métodos apoiada no processo de ensino e aprendizagem, tendo em vista as finalidades da instrução e da educação em nossa sociedade. Sobre Objetivos, conteúdos e métodos de ensino, assinale a alternativa CORRETA:


I. A elaboração dos objetivos pressupõe, da parte do professor, uma avaliação crítica das referências que utiliza, balizada pelas suas opções em face dos determinantes sociopolíticos da prática educativa.



II. Os conteúdos de ensino são o conjunto de conhecimentos, habilidades, hábitos, modos valorativos e atitudinais de atuação social, organizados pedagógica e didaticamente, tendo em vista a assimilação ativa e aplicação pelos alunos na sua prática de vida.


III. Os conteúdos de ensino não se correlacionam como objeto de estudo da didática pois são instrumentos de herança cultural e da prática social e devem ser assimilados pelas novas gerações como base para o desenvolvimento das capacidades especificamente humanas.


IV. O método de ensino do professor se caracteriza apenas pelos procedimentos e técnicas de ensino.
Alternativas
Q3737948 Pedagogia
Segundo Libâneo (2013) “a formação profissional é um processo pedagógico, intencional e organizado, de preparação teórico-científica e técnica do professor para dirigir o processo de ensino”. Nessa perspectiva, sobre a didática e a formação profissional do professor, assinale (C) para alternativa CORRETA e (I) para alternativa INCORRETA:


(_) A didática efetiva a mediação escolar de objetivos, conteúdos e métodos das matérias de ensino;


(_) A didática não pode constituir-se em teoria de ensino.


(_) A didática se caracteriza como mediação entre as bases teórico-científicas da educação escolar e a prática docente.


(_) A didática assegura a interpretação e interdependência entre fins e meios da educação escolar.


Assinale a alternativa que contém a sequência CORRETA:

Alternativas
Q3737947 Legislação Federal
Márcia tomou posse no cargo de Professora EBTT no IFPA e está regida pelo Plano de Carreira aprovado pela Lei nº 12.772 de 28 de dezembro de 2012. Considerando os direitos, deveres e proibições contidos na citada lei, é correto afirmar que:

Alternativas
Respostas
15641: D
15642: C
15643: E
15644: A
15645: C
15646: A
15647: B
15648: C
15649: A
15650: D
15651: B
15652: B
15653: A
15654: A
15655: A
15656: C
15657: D
15658: B
15659: A
15660: A