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Q3620675 Português

Leia o texto abaixo para responder a questão.



Não sei quantas almas tenho



Não sei quantas almas tenho.

Cada momento mudei.

Continuamente me estranho.

Nunca me vi nem acabei.

De tanto ser, só tenho alma.

Quem tem alma não tem calma.

Quem vê é só o que vê,

Quem sente não é quem é,



Atento ao que sou e vejo,

Torno-me eles e não eu.

Cada meu sonho ou desejo

É do que nasce e não meu.

Sou minha própria paisagem;

Assisto à minha passagem,

Diverso, móbil e só,

Não sei sentir-me onde estou.



Por isso, alheio, vou lendo

Como páginas, meu ser.

O que segue não prevendo,

O que passou a esquecer.

Noto à margem do que li

O que julguei que senti.

Releio e digo: “Fui eu?”

Deus sabe, porque o escreveu.



Fernando Pessoa 

Analise as proposições abaixo:



1- Nos quatro primeiros versos da primeira estrofe, o sujeito classifica-se sintaticamente como desinencial ou elíptico.


2- No período “ Nunca me vi nem acabei.”, o termo sublinhado classifica-se morfologicamente como pronome oblíquo tônico e sintaticamente exerce a função de objeto direto.


3- No verso” Assisto à minha passagem,” a expressão destacada exerce a função sintática de objeto indireto.


4- No período “ Por isso, alheio, vou lendo/ Como páginas, meu ser.”, o conectivo “como” estabelece uma relação semântica de comparação e o termo “ meu ser” exerce a função sintática de objeto direto.


5- No verso “ Não sei sentir-me onde estou.”, o termo destacado exerce a função sintática de objeto direto.



São verdadeiras: 

Alternativas
Q3620672 Português

Leia o texto abaixo para responder a questão.



Não sei quantas almas tenho



Não sei quantas almas tenho.

Cada momento mudei.

Continuamente me estranho.

Nunca me vi nem acabei.

De tanto ser, só tenho alma.

Quem tem alma não tem calma.

Quem vê é só o que vê,

Quem sente não é quem é,



Atento ao que sou e vejo,

Torno-me eles e não eu.

Cada meu sonho ou desejo

É do que nasce e não meu.

Sou minha própria paisagem;

Assisto à minha passagem,

Diverso, móbil e só,

Não sei sentir-me onde estou.



Por isso, alheio, vou lendo

Como páginas, meu ser.

O que segue não prevendo,

O que passou a esquecer.

Noto à margem do que li

O que julguei que senti.

Releio e digo: “Fui eu?”

Deus sabe, porque o escreveu.



Fernando Pessoa 

Considerando o poema de Fernando Pessoa, analise as proposições abaixo:



I- No poema “Não sei quantas almas tenho” o poeta reflete acerca de si próprio.


II- Na primeira estrofe há uma alternância temporal presente/passado aliada ao advérbio de modo “continuamente”, que expressa a constante fragmentação sentida pelo sujeito poético, ontem, hoje, sempre.


III- O poeta passa da primeira para a terceira pessoa nos três últimos versos da primeira estrofe, quando usa a generalização.


IV- Nas duas primeiras estrofes, salienta-se a fragmentação do sujeito poético.



São verdadeiras as proposições:

Alternativas
Q3596358 Literatura
Segundo o jornalista, poeta e editor da Revista Bula, Carlos William Leite, este autor foi:

“Poeta, tradutor e crítico literário, considerado o mais lírico dos poetas brasileiros. A temática cotidiana e a melancolia, associada a um sentimento de angústia, permeou toda sua obra. Soube, como nenhum outro poeta, contrapor o provincianismo modernista com o universalismo da poesia. Divide com Carlos Drummond de Andrade e João Cabral de Melo Neto o título de maior poeta brasileiro pós-1940.”

Pelas características, Carlos William Leite está se referindo a que escritor brasileiro?
Alternativas
Q3596357 Literatura
Considerando-se as características predominantes das escolas literárias brasileiras, pode-se afirmar que: 
Alternativas
Q3596356 Literatura
Texto para a questão.

Minha história começa numa ilha com pouco mais de duzentos habitantes, na baía de Todos os Santos. Uma fração de Brasil praticamente secreta, ignorada pelas modernidades e pelos mapas: nem o (quase) infalível Google Maps consegue encontrá-la. É nessa terra minúscula, a Ilha do Paty, que estão minhas raízes. O lugar é um distrito de São Francisco do Conde _ município a 72 quilômetros de Salvador, próximo a Santo Amaro e conhecido por sua atual importância na indústria do petróleo. Na ilha, as principais fontes de renda ainda são a pesca, o roçado e ser funcionário da prefeitura.

No Paty, sapatos são muitas vezes acessórios dispensáveis. Para atravessar de um lado para o outro na maré de águas verdes, o transporte oficial é a canoa, apesar de já existirem um ou outro barco, cedidos pela prefeitura. Ponte? Nem pensar, dizem os moradores, em coro. Quando alguém está no “porto" e quer chegar até o Paty, só precisa gritar: “Tomaquê!".

Assim, algum voluntário pega sua canoa e cruza, a remo, um quilômetro nas águas verdes e calmas. Entre os dois pontos da travessia se gastam uns quarenta minutos. Essa carona carrega, na verdade, um misto de generosidade e curiosidade. Num lugar daquele tamanho, qualquer visita vira assunto, e é justamente o remador quem transporta a novidade.

(RAMOS, Lázaro. Na minha pele: Rio de Janeiro: Fontanar, 2018)
A partir do fragmento apresentado, pode-se afirmar que uma das características da literatura contemporânea presente na narrativa de Lázaro Ramos é: 
Alternativas
Q3596355 Português
Texto para a questão.

Minha história começa numa ilha com pouco mais de duzentos habitantes, na baía de Todos os Santos. Uma fração de Brasil praticamente secreta, ignorada pelas modernidades e pelos mapas: nem o (quase) infalível Google Maps consegue encontrá-la. É nessa terra minúscula, a Ilha do Paty, que estão minhas raízes. O lugar é um distrito de São Francisco do Conde _ município a 72 quilômetros de Salvador, próximo a Santo Amaro e conhecido por sua atual importância na indústria do petróleo. Na ilha, as principais fontes de renda ainda são a pesca, o roçado e ser funcionário da prefeitura.

No Paty, sapatos são muitas vezes acessórios dispensáveis. Para atravessar de um lado para o outro na maré de águas verdes, o transporte oficial é a canoa, apesar de já existirem um ou outro barco, cedidos pela prefeitura. Ponte? Nem pensar, dizem os moradores, em coro. Quando alguém está no “porto" e quer chegar até o Paty, só precisa gritar: “Tomaquê!".

Assim, algum voluntário pega sua canoa e cruza, a remo, um quilômetro nas águas verdes e calmas. Entre os dois pontos da travessia se gastam uns quarenta minutos. Essa carona carrega, na verdade, um misto de generosidade e curiosidade. Num lugar daquele tamanho, qualquer visita vira assunto, e é justamente o remador quem transporta a novidade.

(RAMOS, Lázaro. Na minha pele: Rio de Janeiro: Fontanar, 2018)
Que figura de linguagem se evidencia neste trecho do texto:

“Uma fração de Brasil praticamente secreta, ignorada pelas modernidades e pelos mapas: nem o (quase) infalível Google Maps consegue encontrá-la. É nessa terra minúscula, a Ilha do Paty, que estão minhas raízes.”
Alternativas
Q3596354 Português
Texto para a questão.

Minha história começa numa ilha com pouco mais de duzentos habitantes, na baía de Todos os Santos. Uma fração de Brasil praticamente secreta, ignorada pelas modernidades e pelos mapas: nem o (quase) infalível Google Maps consegue encontrá-la. É nessa terra minúscula, a Ilha do Paty, que estão minhas raízes. O lugar é um distrito de São Francisco do Conde _ município a 72 quilômetros de Salvador, próximo a Santo Amaro e conhecido por sua atual importância na indústria do petróleo. Na ilha, as principais fontes de renda ainda são a pesca, o roçado e ser funcionário da prefeitura.

No Paty, sapatos são muitas vezes acessórios dispensáveis. Para atravessar de um lado para o outro na maré de águas verdes, o transporte oficial é a canoa, apesar de já existirem um ou outro barco, cedidos pela prefeitura. Ponte? Nem pensar, dizem os moradores, em coro. Quando alguém está no “porto" e quer chegar até o Paty, só precisa gritar: “Tomaquê!".

Assim, algum voluntário pega sua canoa e cruza, a remo, um quilômetro nas águas verdes e calmas. Entre os dois pontos da travessia se gastam uns quarenta minutos. Essa carona carrega, na verdade, um misto de generosidade e curiosidade. Num lugar daquele tamanho, qualquer visita vira assunto, e é justamente o remador quem transporta a novidade.

(RAMOS, Lázaro. Na minha pele: Rio de Janeiro: Fontanar, 2018)
Qual a função da linguagem predominante no texto? 
Alternativas
Q3596353 Português
Texto para a questão.

Minha história começa numa ilha com pouco mais de duzentos habitantes, na baía de Todos os Santos. Uma fração de Brasil praticamente secreta, ignorada pelas modernidades e pelos mapas: nem o (quase) infalível Google Maps consegue encontrá-la. É nessa terra minúscula, a Ilha do Paty, que estão minhas raízes. O lugar é um distrito de São Francisco do Conde _ município a 72 quilômetros de Salvador, próximo a Santo Amaro e conhecido por sua atual importância na indústria do petróleo. Na ilha, as principais fontes de renda ainda são a pesca, o roçado e ser funcionário da prefeitura.

No Paty, sapatos são muitas vezes acessórios dispensáveis. Para atravessar de um lado para o outro na maré de águas verdes, o transporte oficial é a canoa, apesar de já existirem um ou outro barco, cedidos pela prefeitura. Ponte? Nem pensar, dizem os moradores, em coro. Quando alguém está no “porto" e quer chegar até o Paty, só precisa gritar: “Tomaquê!".

Assim, algum voluntário pega sua canoa e cruza, a remo, um quilômetro nas águas verdes e calmas. Entre os dois pontos da travessia se gastam uns quarenta minutos. Essa carona carrega, na verdade, um misto de generosidade e curiosidade. Num lugar daquele tamanho, qualquer visita vira assunto, e é justamente o remador quem transporta a novidade.

(RAMOS, Lázaro. Na minha pele: Rio de Janeiro: Fontanar, 2018)
I. O texto apresenta um narrador personagem.
II. O primeiro parágrafo apresenta uma descrição da ilha onde nasceu e viveu o narrador.
III. A referência ao Google Maps é um elemento que demonstra a atualidade do texto.
IV. Embora seja um texto literário, não há expressões que demonstrem diferentes níveis de linguagem.
Alternativas
Q3596352 Português
Os termos destacados no texto a seguir são, respectivamente: 

“Olá, como vai? Eu vou indo, e você, tudo bem? Tudo bem, eu vou indo correndo Pegar meu lugar no futuro, e você? Tudo bem, eu vou indo em busca De um sono tranquilo, quem sabe”
(Paulinho da Viola)
Alternativas
Q3596351 Português
Sobre as especificidades da linguagem verbal e da não verbal, é correto afirmar: 
Alternativas
Q3596350 Linguística
“Todos os diversos campos da atividade humana estão ligados ao uso da linguagem. Compreende-se perfeitamente que o caráter e as formas desse uso sejam tão multiformes quanto os campos da atividade humana. Esses enunciados refletem as condições específicas e as finalidades de cada referido campo não só por seu conteúdo (temático) e pelo estilo da linguagem, ou seja, pela seleção dos recursos lexicais, fraseológicos e gramaticais da língua mas, acima de tudo, por sua construção composicional. Todos esses três elementos – o conteúdo temático, o estilo, a construção composicional – estão indissoluvelmente ligados no todo do enunciado e são igualmente determinados pela especificidade de um determinado campo da comunicação. Evidentemente, cada enunciado particular é individual, mas cada campo de utilização da língua elabora seus tipos relativamente estáveis de enunciados, o que denominamos de gêneros do discurso.” (BAKHTIN, 1997, p. 162-163).

A partir da leitura desse trecho do texto de Bakhtin, que é parte de seu livro A estética da criação verbal, bem como de outras leituras acerca das ideias desse teórico, é possível afirmar que:

I. Os gêneros do discursos são inúmeros, estão presentes em todas as situações de comunicação humana, seja pela escrita ou pela oralidade.
II. Os gêneros do discurso estão intrinsecamente relacionados às ações humanas, o que lhes confere um caráter essencialmente histórico e de inserção social.
III. Os gêneros do discurso possuem três dimensões constitutivas: o conteúdo temático, o estilo e a construção composicional.
Alternativas
Q3596349 Português
Considerando que os textos são práticas de linguagem e que circulam com funções e propósitos específicos, pode-se afirmar que o artigo de opinião é: 
Alternativas
Q3596347 Pedagogia
“No Brasil, esse modelo de avaliação orientado pela formação de rankigins e baseado em provas padronizadas, aplicadas uniformemente aos alunos de todo o país – por meio da „Provinha Brasil‟, „Prova Brasil‟, „ENEM‟, „ENADE‟ – está, na prática, convertendo todo o „sistema de ensino‟ numa espécie de grande „cursinho pré-vestibular‟, pois todos os níveis e modalidades de ensino estão em função da busca de êxito nas provas. Caminham, pois, na contramão das teorizações pedagógicas formuladas nos últimos cem anos para as quais a avaliação pedagogicamente significativa não deve se basear em exames finais e muito menos em testes padronizados. Devem, sim, avaliar o processo, considerando as peculiaridades das escolas, dos alunos e dos professores. Tudo indica, então, que a adoção em todo o país, da tal BNCC – totalmente desnecessária à vista da vigência das Diretrizes Curriculares Nacionais – só se justifica enquanto mecanismo de padronização dos currículos como base para a elaboração das provas padronizadas aplicadas em âmbito nacional” 

(SAVIANI, Dermeval. Educação escolar, currículo e sociedade. In: MALANCHEN, Julia; DE MATOS, Neide da Silveira Duarte; ORSO, Paulino José (org.). A pedagogia histórico-crítica, as políticas educacionais e a Base Nacional Comum Curricular. Campinas, SP: Editora Autores Associados, 2020. p. 7-30, p. 24)

Considerando esta crítica realizada por Dermerval Saviani ao modelo que o Estado brasileiro está seguindo para produzir resultados em suas avaliações de larga escala e, também, sobre o currículo determinado pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC), avalie as sentenças a seguir classificando-as como (V) Verdadeiras ou (F) Falsas:

(__) A crítica à BNCC e ao sistema de avaliação brasileiro realizada pela teoria pedagógico e curricular histórico-crítica articula-se aos interesses das classes dominadas e defende que para livrar-se da condição de dominação é necessário que o dominado domine o que o dominador domina.

(__) Para pelo menos três Conselheiras do Conselho Nacional de Educação (CNE) que aturaram por ocasião da aprovação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), tal processo que culminou com a aprovação da Base derivou da construção linear, vertical e centralizada. Isto se confirma nas posições declaradas pelas Conselheiras Aurina Oliveira Santana, Malvina Tania Tuttman e Márcia Angela da Silva Aguiar. Segundo as evidências deixadas por diversas pesquisas educacionais, a BNCC ficou sob a responsabilidade de um Grupo Gestor do Ministério da Educação (MEC) que aprovava ou descartava as inúmeras contribuições da sociedade deixadas através de consulta pública. Depois, o processo foi convertido em análise das contribuições adicionais que foram fornecidas através de seminários organizados pela Unime e pelo Consed. Mais uma vez o Grupo Gestor do MEC aprovou ou descartou o que considerava como conveniente. Nesta itinerância a BNCC foi fragmentada, tendo o Ensino Médio sido aprovado somente em etapa posterior à aprovação da primeira parte da Base. As Conselheiras mencionadas denunciaram a manobra que envolveu a não disponibilização imediata de todos os documentos necessários para análise, definição intempestiva da Presidência do CNTE concedendo apenas uma semana para elaboração de substitutivo do Processo e da Resolução, entre outros aspectos que demonstram o explícito aligeiramento do processo para se votar e se aprovar a BNCC. As Conselheiras declaram votos posicionando-se contrárias à aprovação intempestiva do Parecer, seu Projeto de Resolução e Anexos, por considerarem que estavam tais documentos incompletos. Este posicionamento por parte das Conselheiras foi justificado por elas em face da necessidade de ampliar o diálogo democrático para assegurar a qualidade social da educação básica brasileira.

(__) A literatura científica brasileira demonstra que a aventura em torno de experiências que adotam o discurso entre o alinhamento de uma Base Nacional Comum Curricular e o Sistema de Avaliação da Educação Básica reproduz experiências que fracassaram no mundo inteiro. Os governos brasileiros que evocam ideias norte-americanas sobre o assunto podem não ter notado que a questão do alinhamento almejado não é sinônimo de qualidade. Nos Estados Unidos da América (EUA), principal referência do Brasil, o No Child Left Behind (NCLB) e o Common Core, que correspondem no Brasil ao Sistema Avalição Básica e à BNCC, são expressão de insucesso. Foram quinze anos esperando pelos resultados que não vieram. A principal mentora e dirigente de tais políticas nos EUA, a ex-secretáriaadjunta de educação daquele país, Diane Ravith, chegou a escrever um livro denunciando tal fracasso da reforma baseada na relação entre o sistema padronizado de avaliação e sua correspondente base curricular. Para os estudiosos mais críticos de tais políticas de currículo e avaliação, elas não geram mais qualidade e produzem efeitos colaterais muito nefastos: o segregacionismo e a destruição da escola pública por sugar seus recursos financeiros e impedir que educadores e sociedade organizem um plano exitoso voltado para a melhoria da qualidade na educação. 

(__) A pesquisa educacional crítica sobre currículo e avaliação defende que é preciso construir um tipo de responsabilização horizontalizada, que aposte nos docentes, educandos e gestores e que seja planejada com eles e não contra eles.

Identifique a sequência correta:
Alternativas
Q3591444 Linguística
"São fenômenos derivados das disposições hierárquicas de classificação próprias do sistema lexical. Há significados que pelo seu domínio semântico englobam outros significados menos abrangentes."(José Luiz Fiorin). O conceito relaciona-se à:         
Alternativas
Q3591443 Português

 Imagem associada para resolução da questão


O poema de Haroldo de Campos, "O poeta é um fin?", não apresenta:

Alternativas
Q3591442 Linguística
Sobre a aquisição e desenvolvimento da linguagem não há afirmação correta em:
Alternativas
Q3591441 Português
"Notem bem que eu não tenho culpa destas histórias enfadonhas de dedos e contra dedos, e palavras sem sentido, outras meio inclinadas, outras claras, obscuras, menos ainda dos planos e das promessas de outro. Eu, se pudesse, logo no segundo dia tinha pegado em ambos, ligava-lhes as mãos, e dizia-lhes, Casem-se. E passava a contar outras histórias menos monótonas. Mas as pessoas são estas: é preciso aceitá-las assim mesmo."

(Conto - Um sonho e outro sonho. In: ASSIS, Machado. Relíquias da Casa Velha. Editora Brasileira: São Paulo, 1959).
Sobre a concordância em "meio inclinadas", é correto afirmar:
Alternativas
Q3591440 Português
"Notem bem que eu não tenho culpa destas histórias enfadonhas de dedos e contra dedos, e palavras sem sentido, outras meio inclinadas, outras claras, obscuras, menos ainda dos planos e das promessas de outro. Eu, se pudesse, logo no segundo dia tinha pegado em ambos, ligava-lhes as mãos, e dizia-lhes, Casem-se. E passava a contar outras histórias menos monótonas. Mas as pessoas são estas: é preciso aceitá-las assim mesmo."

(Conto - Um sonho e outro sonho. In: ASSIS, Machado. Relíquias da Casa Velha. Editora Brasileira: São Paulo, 1959).
O fragmento textual apresenta várias características do Bruxo do Cosme Velho, exceto:
Alternativas
Q3591439 Português
"Notem bem que eu não tenho culpa destas histórias enfadonhas de dedos e contra dedos, e palavras sem sentido, outras meio inclinadas, outras claras, obscuras, menos ainda dos planos e das promessas de outro. Eu, se pudesse, logo no segundo dia tinha pegado em ambos, ligava-lhes as mãos, e dizia-lhes, Casem-se. E passava a contar outras histórias menos monótonas. Mas as pessoas são estas: é preciso aceitá-las assim mesmo."

(Conto - Um sonho e outro sonho. In: ASSIS, Machado. Relíquias da Casa Velha. Editora Brasileira: São Paulo, 1959).
Uma análise morfossintática do excerto não sustenta a afirmativa:
Alternativas
Q3591438 Literatura
Olhos d'água


Uma noite, há anos, acordei bruscamente e uma estranha pergunta explodiu de minha boca. De que cor eram os olhos de minha mãe?
..........
...........................................................................................
E foi então que, tomada pelo desespero por não me lembrar de que cor seriam os olhos de minha mãe, naquele momento resolvi deixar tudo e, no dia seguinte, voltar à cidade em que nasci. Eu precisava buscar o rosto de minha mãe, fixar o meu olhar no dela, para nunca mais esquecer a cor de seus olhos.
............
...........................................................................................
E quando, após longos dias de viagem para chegar à minha terra, pude contemplar extasiada os olhos de minha mãe, sabem o que vi? Sabem o que vi?
Vi só lágrimas e lágrimas. Entretanto, ela sorria feliz. Mas eram tantas lágrimas, que eu me perguntei se minha mãe tinha olhos ou rios caudalosos sobre a face. E só então compreendi. Minha mãe trazia, serenamente em si, águas correntezas. Por isso, prantos e prantos a enfeitar o seu rosto. A cor dos olhos da minha mãe era cor de olhos d'água. De Mamãe Oxum! Rios calmos, mas profundos e enganosos para quem contempla a vida apenas pela superfície. Sim, águas de Mamãe Oxum.
Abracei a mãe, encostei meu rosto no dela e pedi proteção. Senti as lágrimas delas se misturarem às minhas.
Hoje, quando já alcancei a cor dos olhos de minha mãe, tento descobrir a cor dos olhos de minha filha. Faço a brincadeira em que em que os olhos de uma se tornam o espelho para os olhos da outra. E um dia desses me surpreendi com um gesto de minha menina. Quando nós duas estávamos nesse doce jogo, ela tocou suavemente no meu rosto, me contemplando intensamente. E, enquanto jogava o olhar dela no meu, perguntou baixinho, mas tão baixinho, como se fosse uma pergunta para ela mesma, ou como se estivesse buscando e encontrando a revelação de um mistério ou de um grande segredo. Eu escutei quando, sussurrando, minha filha falou:

- Mãe, qual é a cor tão úmida de seus olhos?

(Conceição Evaristo)
EVARISTO, Conceição. Olhos d'água. Pallas Editora, 2016.
Sobre a obra da autora de Olhos D'água, não é adequado afirmar:
Alternativas
Respostas
11941: C
11942: E
11943: D
11944: B
11945: C
11946: C
11947: D
11948: A
11949: B
11950: C
11951: D
11952: A
11953: C
11954: D
11955: D
11956: B
11957: D
11958: D
11959: A
11960: C