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Q3392446 Português
Como se classifica sintaticamente a estrutura que se encontra entre os travessões no trecho a seguir?
“No mundo da tecnologia, 2023 talvez seja lembrado como o ano em que a inteligência artificial (IA) generativa – aquela capaz de gerar textos ou imagens em resposta a solicitações em linguagem comum – se tornou popular.”
MORRIS, Bem. Inteligência artificial, robôs, carros elétricos: as promessas da tecnologia para 2024. BBC Brasil, 27 de dezembro de 2023. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c72yn31p66go. Acesso em: 27 dez. 2023. 
Alternativas
Q3392445 Português
Leia com atenção, o excerto a seguir.
        “Desde o final de 2016, quando a Oxford Dictionaries elegeu a ‘pós-verdade’ (post-truth) como palavra do ano, o debate sobre o termo repercutiu nas variadas áreas das ciências humanas, que passaram a refletir sobre sua validade e a refinar sua definição. Definida como ‘circunstância em que fatos objetivos são menos influentes na formação da opinião pública do que apelos à emoção e à crença pessoal' [...], a pós-verdade vem sendo conceitualmente reelaborada em diferentes áreas do conhecimento, havendo mesmo quem a conceba como embuste teórico. Nesses casos, que inclui o senso comum, o termo é concebido como manobra produzida para que se negocie com a mentira [...].         Nas ciências sociais, entretanto, o conceito vem sendo desenvolvido pelo descolamento com uma enunciação específica, não podendo, portanto, ser confundido com a mentira, já que esta se institui por enunciação sem rebatimento na realidade. Para que haja mentira, é necessário que o enunciador esteja ciente de que seu dizer não guarda relação de fidelidade com o referente e [...] tais relações – de consciência enunciativa e referenciais – pouco dizem sobre a pós-verdade da maneira como a compreendemos. Não se afirma, com isso, a inexistência de relação entre pós-verdade e mentira, pois se reconhece a pós-verdade como terreno fértil para sua proliferação. O importante aqui é não tratar como equivalentes conceitos que apenas se relacionam. [...]”
DOMINGUEZ, Michelle Gomes Alonso. A pós-verdade como paradigma argumentativo. Linha D’Água, São Paulo, v. 36, n. 02, p. 124-137, mai.-ago. 2023. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/linhadagua/article/view/204983/197039. Acesso em: 26 dez. 2023.

Segundo o texto, 
Alternativas
Q3392444 Literatura
Observe com atenção as afirmações do texto a seguir.

“Há estreita relação entre os estudos pós-coloniais e o feminismo. Em primeiro lugar, há uma analogia entre patriarcalismo/feminismo e metrópole/colônia ou colonizador/colonizado, ‘Uma mulher da colônia é uma metáfora da mulher como colônia’ [...]. Em segundo lugar, se o homem foi colonizado, a mulher, nas sociedades pós-coloniais, foi duplamente colonizada. Os romances de Jean Rhys, Doris Lessing, Toni Morrison e Margaret Atwood testemunham essa dialética. Na história do Brasil, a mulher sempre foi relegada ao serviço do homem, ao silêncio, à dupla escravidão, à prostituição ou a objeto sexual. Na literatura, muitos são os romances que representam, através de suas personagens femininas, essa situação. Diversos romances de Jorge Amado, por exemplo, retratam essa subjugação da mulher.”
BONICCI, Thomas; ZOLIN, Lúcia Osana (org.). Teoria literária: abordagens históricas e tendências contemporâneas. 3ª ed. rev e amp. Maringá: Eduem, 2009.

Embora tenha representado metaforicamente questões de colonização da mulher em sua obra, Jorge Amado fez parte não da fase colonialista da literatura brasileira, mas da fase já estabelecida como nacionalista. Em qual geração literária Jorge Amado se fez conhecido no Brasil? 
Alternativas
Q3392443 Português
Leia o texto a seguir.

Como funciona o ar-condicionado moderno?
         Os aparelhos modernos usam gases refrigerantes em ciclos repetidos de compressão e expansão. O calor dentro de nossas casas é absorvido e transferido para fora por meio desses gases (no Brasil o mais usado é o R-22).          O ciclo começa quando o ar quente do ambiente passa por uma serpentina (evaporador), preenchida com o fluido refrigerante, que esfria ao fazer a conversão de fase de líquido para gás. À medida que essa conversão ocorre, essa substância refrigerante absorve calor do ar quente. O gás quente vai para o compressor do ar-condicionado, que serve para colocar o gás sob alta pressão, fazendo com que volte para o estado líquido.          Esse processo de compressão gera calor, e todo o calor extra produzido pela compressão do gás é evacuado para o exterior com a ajuda de um segundo conjunto de serpentinas (condensador) e um segundo ventilador. Por isso, a parte de fora do ar-condicionado é mais quente.          Agora que o compressor já fez o gás voltar ao estado líquido, o ciclo recomeça. O gás volta à serpentina do evaporador, evapora e se expande, se tornando mais frio e resfriando o ambiente.
LOBO, Leandro. A inusitada história da invenção do ar-condicionado. Ciência Hoje, dezembro de 2023. Disponível em: https://cienciahoje.org.br/artigo/a-inusitada-historia-da-invencao-do-ar-condicionado/. Acesso em: 26 dez. 2023.

A partir da leitura do texto, entende-se que sua finalidade é 
Alternativas
Q3392442 Português
Veja, no quadro a seguir, a transcrição fonética das palavras “táxi”, “queijo” e “bonito” em algumas variantes da Língua Portuguesa.
45.png (412×180)
Assinale a alternativa que faz uma afirmação CORRETA, sobre os dados apresentados no quadro. 
Alternativas
Q3392441 Português
Texto para a questão.


Uma lição de Drummond sobre a saudade

A saudade anda para a frente, não para trás, como cremos.

Por Fabrício Carpinejar | Publicado em 10 de novembro de 2023

        Fui um dos convidados do Festival Literário Internacional de Itabira, organizado pelo incansável amigo Afonso Borges. Conheci a casa da infância de Carlos Drummond de Andrade, onde dormia, suas janelas, os ângulos de suas miradas para o pico do Cauê, que terminou desmanchado, infelizmente, pela extração do minério de ferro.
        A cada entrada num novo aposento, a cada retrato doído de sua formação na parede, eu recitava baixinho seus versos como uma oração, tentando entender o que ele sentira a partir daquilo que podia enxergar de indícios sentimentais do lugar:
        “(…) nasci em Itabira. Por isso sou triste, orgulhoso: de ferro. Noventa por cento de ferro nas calçadas. Oitenta por cento de ferro nas almas. E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação. A vontade de amar, que me paralisa o trabalho, vem de Itabira, de suas noites brancas, sem mulheres e sem horizontes”.
        Entre os corredores do casarão, interrompendo meu cantochão, encontrei seu neto, o artista Pedro Augusto Graña Drummond, que é, assim como eu, filho de dois escritores, o argentino Manuel Graña Etcheverry e Maria Julieta Drummond de Andrade. Lançou-me um olhar açucarado e oceânico, que se afundava ainda mais em ondas pelo uso da boina.

O término do transe mostrou-se providencial.

        Talvez assistindo ao quanto caminhava melancólico pelas salas, pois os mensageiros sempre sabem a quem entregar as missivas do destino, Pedro Augusto me descreveu uma conversa emblemática com seu avô.
        Quando havia perdido um amigo na juventude, aos 21 anos, e chorava copiosamente, Drummond o consolou dizendo que, a partir daquele momento, ele descobriria o que é o amor verdadeiro.

O neto, então, se defendeu:
– Mas eu já amava o meu amigo.
O poeta de Itabira concordou:

        – Já o amava, porém agora vai amar ainda mais. Só a morte possibilita o amor puro, desinteressado, que continua existindo e crescendo sem receber nada em troca.

        Era uma verdade. O luto é a maior resistência da afeição. Porque você não tem direito a receber mais nada do outro – nenhum abraço, nenhuma visita, nenhum colo, nenhum favor, nenhum apoio, nenhuma recompensa, simplesmente nada – e segue amando-o infinitamente. É uma sobrevivência emocional feita exclusivamente do ato de dar, do gesto incondicional da oferta, descompromissada de segundas intenções, desvinculada de benefícios diretos, desligada de interesses egoístas.

        A saudade anda para a frente, não para trás, como cremos. A gratidão do passado empurra a saudade para o futuro, para acrescentar sensações e impressões à amizade antiga.
        Quando o contato é sincero, quando a intimidade é honesta, não se deixa de gostar de alguém após a despedida. A emoção da primeira vez não cessa de renascer.
        A perda, portanto, não traz um vazio. Traz tudo, menos um vazio. Você transborda de lembranças. Passa a apresentar uma hipersensibilidade, percebendo os mínimos tremores e arrepios do universo. Não é capaz de escolher o que sentir de tanto que sente, de tanto que está presente por dois.

O luto é isto: uma solidão a dois.

        Eu somente consegui me despedir de Itabira porque agora a carrego em mim.

CARPINEJAR, Fabrício. Uma lição de Drummond sobre a saudade. O Tempo, 10 de novembro de 2023. Disponível em: https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/uma-licao-de-drummond-sobre-a-saudade-1.3271388. Acesso em: 26 dez. 2023.
Em qual dos trechos a seguir, recortes do texto de Drummond, é possível identificar o emprego de uma antonomásia? 
Alternativas
Q3392440 Português
Texto para a questão.


Uma lição de Drummond sobre a saudade

A saudade anda para a frente, não para trás, como cremos.

Por Fabrício Carpinejar | Publicado em 10 de novembro de 2023

        Fui um dos convidados do Festival Literário Internacional de Itabira, organizado pelo incansável amigo Afonso Borges. Conheci a casa da infância de Carlos Drummond de Andrade, onde dormia, suas janelas, os ângulos de suas miradas para o pico do Cauê, que terminou desmanchado, infelizmente, pela extração do minério de ferro.
        A cada entrada num novo aposento, a cada retrato doído de sua formação na parede, eu recitava baixinho seus versos como uma oração, tentando entender o que ele sentira a partir daquilo que podia enxergar de indícios sentimentais do lugar:
        “(…) nasci em Itabira. Por isso sou triste, orgulhoso: de ferro. Noventa por cento de ferro nas calçadas. Oitenta por cento de ferro nas almas. E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação. A vontade de amar, que me paralisa o trabalho, vem de Itabira, de suas noites brancas, sem mulheres e sem horizontes”.
        Entre os corredores do casarão, interrompendo meu cantochão, encontrei seu neto, o artista Pedro Augusto Graña Drummond, que é, assim como eu, filho de dois escritores, o argentino Manuel Graña Etcheverry e Maria Julieta Drummond de Andrade. Lançou-me um olhar açucarado e oceânico, que se afundava ainda mais em ondas pelo uso da boina.

O término do transe mostrou-se providencial.

        Talvez assistindo ao quanto caminhava melancólico pelas salas, pois os mensageiros sempre sabem a quem entregar as missivas do destino, Pedro Augusto me descreveu uma conversa emblemática com seu avô.
        Quando havia perdido um amigo na juventude, aos 21 anos, e chorava copiosamente, Drummond o consolou dizendo que, a partir daquele momento, ele descobriria o que é o amor verdadeiro.

O neto, então, se defendeu:
– Mas eu já amava o meu amigo.
O poeta de Itabira concordou:

        – Já o amava, porém agora vai amar ainda mais. Só a morte possibilita o amor puro, desinteressado, que continua existindo e crescendo sem receber nada em troca.

        Era uma verdade. O luto é a maior resistência da afeição. Porque você não tem direito a receber mais nada do outro – nenhum abraço, nenhuma visita, nenhum colo, nenhum favor, nenhum apoio, nenhuma recompensa, simplesmente nada – e segue amando-o infinitamente. É uma sobrevivência emocional feita exclusivamente do ato de dar, do gesto incondicional da oferta, descompromissada de segundas intenções, desvinculada de benefícios diretos, desligada de interesses egoístas.

        A saudade anda para a frente, não para trás, como cremos. A gratidão do passado empurra a saudade para o futuro, para acrescentar sensações e impressões à amizade antiga.
        Quando o contato é sincero, quando a intimidade é honesta, não se deixa de gostar de alguém após a despedida. A emoção da primeira vez não cessa de renascer.
        A perda, portanto, não traz um vazio. Traz tudo, menos um vazio. Você transborda de lembranças. Passa a apresentar uma hipersensibilidade, percebendo os mínimos tremores e arrepios do universo. Não é capaz de escolher o que sentir de tanto que sente, de tanto que está presente por dois.

O luto é isto: uma solidão a dois.

        Eu somente consegui me despedir de Itabira porque agora a carrego em mim.

CARPINEJAR, Fabrício. Uma lição de Drummond sobre a saudade. O Tempo, 10 de novembro de 2023. Disponível em: https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/uma-licao-de-drummond-sobre-a-saudade-1.3271388. Acesso em: 26 dez. 2023.
No trecho: “A cada entrada num novo aposento, a cada retrato doído de sua formação na parede, eu recitava baixinho seus versos como uma oração [...]” (2º parágrafo). Qual é o sentido veiculado pela palavra “como”? 
Alternativas
Q3392439 Português
Texto para a questão.


Uma lição de Drummond sobre a saudade

A saudade anda para a frente, não para trás, como cremos.

Por Fabrício Carpinejar | Publicado em 10 de novembro de 2023

        Fui um dos convidados do Festival Literário Internacional de Itabira, organizado pelo incansável amigo Afonso Borges. Conheci a casa da infância de Carlos Drummond de Andrade, onde dormia, suas janelas, os ângulos de suas miradas para o pico do Cauê, que terminou desmanchado, infelizmente, pela extração do minério de ferro.
        A cada entrada num novo aposento, a cada retrato doído de sua formação na parede, eu recitava baixinho seus versos como uma oração, tentando entender o que ele sentira a partir daquilo que podia enxergar de indícios sentimentais do lugar:
        “(…) nasci em Itabira. Por isso sou triste, orgulhoso: de ferro. Noventa por cento de ferro nas calçadas. Oitenta por cento de ferro nas almas. E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação. A vontade de amar, que me paralisa o trabalho, vem de Itabira, de suas noites brancas, sem mulheres e sem horizontes”.
        Entre os corredores do casarão, interrompendo meu cantochão, encontrei seu neto, o artista Pedro Augusto Graña Drummond, que é, assim como eu, filho de dois escritores, o argentino Manuel Graña Etcheverry e Maria Julieta Drummond de Andrade. Lançou-me um olhar açucarado e oceânico, que se afundava ainda mais em ondas pelo uso da boina.

O término do transe mostrou-se providencial.

        Talvez assistindo ao quanto caminhava melancólico pelas salas, pois os mensageiros sempre sabem a quem entregar as missivas do destino, Pedro Augusto me descreveu uma conversa emblemática com seu avô.
        Quando havia perdido um amigo na juventude, aos 21 anos, e chorava copiosamente, Drummond o consolou dizendo que, a partir daquele momento, ele descobriria o que é o amor verdadeiro.

O neto, então, se defendeu:
– Mas eu já amava o meu amigo.
O poeta de Itabira concordou:

        – Já o amava, porém agora vai amar ainda mais. Só a morte possibilita o amor puro, desinteressado, que continua existindo e crescendo sem receber nada em troca.

        Era uma verdade. O luto é a maior resistência da afeição. Porque você não tem direito a receber mais nada do outro – nenhum abraço, nenhuma visita, nenhum colo, nenhum favor, nenhum apoio, nenhuma recompensa, simplesmente nada – e segue amando-o infinitamente. É uma sobrevivência emocional feita exclusivamente do ato de dar, do gesto incondicional da oferta, descompromissada de segundas intenções, desvinculada de benefícios diretos, desligada de interesses egoístas.

        A saudade anda para a frente, não para trás, como cremos. A gratidão do passado empurra a saudade para o futuro, para acrescentar sensações e impressões à amizade antiga.
        Quando o contato é sincero, quando a intimidade é honesta, não se deixa de gostar de alguém após a despedida. A emoção da primeira vez não cessa de renascer.
        A perda, portanto, não traz um vazio. Traz tudo, menos um vazio. Você transborda de lembranças. Passa a apresentar uma hipersensibilidade, percebendo os mínimos tremores e arrepios do universo. Não é capaz de escolher o que sentir de tanto que sente, de tanto que está presente por dois.

O luto é isto: uma solidão a dois.

        Eu somente consegui me despedir de Itabira porque agora a carrego em mim.

CARPINEJAR, Fabrício. Uma lição de Drummond sobre a saudade. O Tempo, 10 de novembro de 2023. Disponível em: https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/uma-licao-de-drummond-sobre-a-saudade-1.3271388. Acesso em: 26 dez. 2023.
Dado o contexto em que foi empregado, o que quer dizer, sob o ponto de vista do autor, o trecho “os mensageiros sempre sabem a quem entregar as missivas do destino” (6º parágrafo)? 
Alternativas
Q3392438 Português
Texto para a questão.


Uma lição de Drummond sobre a saudade

A saudade anda para a frente, não para trás, como cremos.

Por Fabrício Carpinejar | Publicado em 10 de novembro de 2023

        Fui um dos convidados do Festival Literário Internacional de Itabira, organizado pelo incansável amigo Afonso Borges. Conheci a casa da infância de Carlos Drummond de Andrade, onde dormia, suas janelas, os ângulos de suas miradas para o pico do Cauê, que terminou desmanchado, infelizmente, pela extração do minério de ferro.
        A cada entrada num novo aposento, a cada retrato doído de sua formação na parede, eu recitava baixinho seus versos como uma oração, tentando entender o que ele sentira a partir daquilo que podia enxergar de indícios sentimentais do lugar:
        “(…) nasci em Itabira. Por isso sou triste, orgulhoso: de ferro. Noventa por cento de ferro nas calçadas. Oitenta por cento de ferro nas almas. E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação. A vontade de amar, que me paralisa o trabalho, vem de Itabira, de suas noites brancas, sem mulheres e sem horizontes”.
        Entre os corredores do casarão, interrompendo meu cantochão, encontrei seu neto, o artista Pedro Augusto Graña Drummond, que é, assim como eu, filho de dois escritores, o argentino Manuel Graña Etcheverry e Maria Julieta Drummond de Andrade. Lançou-me um olhar açucarado e oceânico, que se afundava ainda mais em ondas pelo uso da boina.

O término do transe mostrou-se providencial.

        Talvez assistindo ao quanto caminhava melancólico pelas salas, pois os mensageiros sempre sabem a quem entregar as missivas do destino, Pedro Augusto me descreveu uma conversa emblemática com seu avô.
        Quando havia perdido um amigo na juventude, aos 21 anos, e chorava copiosamente, Drummond o consolou dizendo que, a partir daquele momento, ele descobriria o que é o amor verdadeiro.

O neto, então, se defendeu:
– Mas eu já amava o meu amigo.
O poeta de Itabira concordou:

        – Já o amava, porém agora vai amar ainda mais. Só a morte possibilita o amor puro, desinteressado, que continua existindo e crescendo sem receber nada em troca.

        Era uma verdade. O luto é a maior resistência da afeição. Porque você não tem direito a receber mais nada do outro – nenhum abraço, nenhuma visita, nenhum colo, nenhum favor, nenhum apoio, nenhuma recompensa, simplesmente nada – e segue amando-o infinitamente. É uma sobrevivência emocional feita exclusivamente do ato de dar, do gesto incondicional da oferta, descompromissada de segundas intenções, desvinculada de benefícios diretos, desligada de interesses egoístas.

        A saudade anda para a frente, não para trás, como cremos. A gratidão do passado empurra a saudade para o futuro, para acrescentar sensações e impressões à amizade antiga.
        Quando o contato é sincero, quando a intimidade é honesta, não se deixa de gostar de alguém após a despedida. A emoção da primeira vez não cessa de renascer.
        A perda, portanto, não traz um vazio. Traz tudo, menos um vazio. Você transborda de lembranças. Passa a apresentar uma hipersensibilidade, percebendo os mínimos tremores e arrepios do universo. Não é capaz de escolher o que sentir de tanto que sente, de tanto que está presente por dois.

O luto é isto: uma solidão a dois.

        Eu somente consegui me despedir de Itabira porque agora a carrego em mim.

CARPINEJAR, Fabrício. Uma lição de Drummond sobre a saudade. O Tempo, 10 de novembro de 2023. Disponível em: https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/uma-licao-de-drummond-sobre-a-saudade-1.3271388. Acesso em: 26 dez. 2023.
A crônica apresentada envolve diversos sentimentos em sua temática. Qual dos sentimentos a seguir NÃO faz parte do universo dessa crônica? 
Alternativas
Q3391682 Pedagogia

Em conformidade com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), analisar os itens abaixo:



I. Mais de 250 línguas são faladas no país – indígenas, de imigração, de sinais, crioulas e afro-brasileiras, além do português e de suas variedades. Esse patrimônio cultural e linguístico é desconhecido por grande parte da população brasileira.


II. No Brasil com a Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002, oficializou-se também a Língua Brasileira de Sinais (Libras), tornando possível, em âmbito nacional, realizar discussões relacionadas à necessidade do respeito às particularidades linguísticas da comunidade surda e do uso dessa língua nos ambientes escolares.

Alternativas
Q3391681 Linguística
Sobre a filosofia da linguagem, assinalar a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q3391680 Português
Na frase “Ele caminhou até a montanha para apreciar a vista panorâmica.”, o uso da preposição sublinhada justifica-se: 
Alternativas
Q3391679 Português
Na frase “Vou ao parque hoje à tarde porque o tempo está incrível e quero aproveitar o sol.”, o uso de “porque” (junto e sem acento) justifica-se:
Alternativas
Q3391678 Português

Sobre o uso da crase, analisar a sentença abaixo: 



Ele se dirigiu à praça da cidade, não apenas por ir à festa, mas pelo compromisso que tinha com o dono do local (1ª parte). Entreguei o presente à um amigo de minha irmã (2ª parte). Ela se destacou à frente do grupo durante todo o ano (3ª parte).



A sentença está:

Alternativas
Q3391677 Português

A respeito do preconceito linguístico, marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:



( ) Algumas línguas, como o francês, por exemplo, não têm a intenção de imitar fielmente a fala, optando, em vez disso, por uma forma de escrita ideográfica.


( ) A linguagem oral é inteiramente construída, necessitando de prática, memorização e exercício, seguindo regras estabelecidas que têm uma inclinação conservadora.


( ) A língua falada e a escrita é uma relação totalmente acessível.

Alternativas
Q3391621 Pedagogia
Considerando-se a Resolução nº 7/2010 — Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental de 9 (nove) anos, assinalar a alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q3391620 Pedagogia

Segundo a Resolução CNE/CEB nº 4/2010 — Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica, a avaliação no ambiente educacional compreende três dimensões básicas:  



I. Avaliação da aprendizagem.


II. Avaliação institucional interna e externa.


III. Avaliação de redes de Educação Básica.



Está(ão) CORRETO(S):

Alternativas
Q3391619 Pedagogia
Considerando-se que a relação objetivo-conteúdo-método constitui a linha fundamental de compreensão do processo didático, assinalar a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q3391618 Pedagogia
A respeito da tendência pedagógica crítico-social dos conteúdos, marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:

( ) O papel do professor é auxiliar o aluno e colocá-lo em condições para que, partindo das suas necessidades e estimulando os seus interesses, possa buscar por si mesmo conhecimentos e experiências. ( ) Paulo Freire é o principal representante dessa tendência, utilizando métodos dialógicos a partir de temas geradores extraídos da problematização da vida dos estudantes. ( ) Surgiu com o objetivo de formular propostas e desenvolver estudos no sentido de tornar possível uma escola articulada com os interesses concretos do povo. Nessa tendência didática, o professor tem a atribuição de mediador do conhecimento. 
Alternativas
Q3391617 Pedagogia
Em relação aos conceitos-chave da teoria da aprendizagem construtivista, a partir de uma abordagem piagetiana, assinalar a alternativa CORRETA:
Alternativas
Respostas
7721: D
7722: A
7723: D
7724: A
7725: A
7726: D
7727: C
7728: A
7729: C
7730: A
7731: D
7732: B
7733: C
7734: D
7735: D
7736: C
7737: D
7738: B
7739: B
7740: B