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A invasão da Ucrânia, integrante da União Europeia e da zona do euro, pela Rússia produziu forte impacto nos mercados financeiros da Europa, já afetados pelo processo conhecido como Brexit — a saída do Reino Unido do bloco.
A implantação de regimes satélites da União Soviética em diversos países do Leste europeu levou a significativas melhorias no padrão de vida e nos salários dos trabalhadores ocidentais, o que visava a afastar esses trabalhadores, suas lideranças e suas organizações dos partidos comunistas, que ganhavam força no continente.
Os acordos de Bretton Woods, em 1944, representaram uma tentativa de gerir a economia global do pós-guerra, criando o padrão-ouro, o Fundo Monetário Internacional e instituições de caráter político, como a Organização das Nações Unidas (ONU).
Segundo Milton Santos, os países subdesenvolvidos, entendidos como países pobres, chegaram a essa situação não por acaso, mas como parte de um planejamento estratégico, levado a efeito por agentes impositores, em diferentes períodos históricos e diferentes espaços.
Enquanto liberais, como Adam Smith, louvaram o capitalismo como uma forma de produção que geraria o desenvolvimento e tornaria o trabalhador livre, Karl Marx apontava os laços de exploração e de dominação que permaneciam, na forma da mais valia e da alienação.
Nos séculos de XVI a XIX, houve o surgimento, a consolidação e a decadência da fase mercantilista do capitalismo, que seria, a partir apenas do neocolonialismo, sucedida pela etapa industrial.
A população brasileira é majoritariamente urbana, sendo as regiões Sudeste e Centro-Oeste as mais urbanizadas, segundo o último censo realizado pelo IBGE.
No último censo demográfico realizado pelo IBGE, o de 2010, constatou-se que a densidade demográfica dos estados brasileiros se coadunava com a população absoluta: São Paulo e Rio de Janeiro lideravam em ambos os quesitos.
Pedro Pinchas Geiger, considerando a divisão oficial do IBGE inadequada para a análise geográfica do Brasil, propôs, nos anos 1960, a divisão do País em complexos regionais, tomando como base os contrastes étnicos e sociais que as diversas áreas do território apresentavam.
Segundo estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para 2022, a região Sudeste possui mais de 50% da população nacional, apesar do declínio de suas taxas de natalidade, refletido nos últimos censos demográficos.
Desde a proclamação da República, o Brasil já vivia um processo de integração territorial; gradualmente, a população deixava de ser predominantemente litorânea e iniciava um processo de fixação no interior, com a expansão para o Oeste, especialmente durante o ciclo do café.
Os contrastes regionais que se percebem no Brasil atualmente são consequência, entre outros fatores, de decisões governamentais de interesse das elites políticas e econômicas ao longo da história.
Lugar é um conceito geográfico de importância apenas relativa, que o professor de geografia pode desconsiderar em sua práxis docente, na medida em que é desconectado das experiências e aspirações dos alunos.
O ensino da geografia tem papel essencial na compreensão, pelo aluno, do lugar em que vive, que deve ser articulada com uma perspectiva global.
O professor de geografia deve contribuir para difundir a percepção de que a paisagem é a unidade visível do território, com sua identidade visual, mas não é como uma pintura: ela carrega características sociais, culturais e naturais, mostrando, simultaneamente, o passado e o presente.
É importante que o professor de geografia considere a cultura geográfica de seus alunos, pois estes, em sua prática cotidiana, produzem conhecimentos geográficos.
Como chamar as pessoas que têm deficiência?
Pessoas com capacidades especiais”, “pessoas com eficiências diferentes”, “pessoas com habilidades diferenciadas”, “pessoas portadoras de deficiência”, “pessoas com disfunção funcional”... Na primeira década do século XXI, a Declaração de Salamanca preconizou a expressão “pessoas com deficiência”, com a qual o valor agregado às pessoas com deficiência passou a ser o do empoderamento e o da responsabilidade de contribuir com seus talentos para mudar a sociedade rumo à inclusão de todas as pessoas, com ou sem deficiência. Os movimentos mundiais de pessoas com deficiência, incluindo os do Brasil, já fecharam a questão: querem ser chamados de “pessoas com deficiência”, em todos os idiomas. Esse termo faz parte do texto da convenção sobre os direitos das pessoas com deficiência, adotado pela ONU em 2006, e promulgado por decreto no Brasil em 2009.
Adaptado de SASSAKI, Romeu Kazumi.
Como chamar as pessoas que têm deficiência? (2014)
As afirmativas a seguir descrevem corretamente os princípios básicos que levaram à defesa da terminologia “pessoas com deficiência”, à exceção de uma. Assinale-a.
A gestão escolar, comprometida com uma educação de qualidade, exige o envolvimento e a participação da comunidade nos processos de planejamento e avaliação dos resultados alcançados, ao mesmo tempo que descentraliza as tomadas de decisão e divide responsabilidades, com intuito de envolver todos os segmentos interessados na construção coletiva das propostas de educação.
A partir do texto, analise as afirmativas a seguir a respeito da relação entre gestão escolar e compromisso com a qualidade de ensino.
I. A verticalização da gestão escolar é uma medida administrativa que agiliza a tomada de decisão para atender com eficiência todos os envolvidos na escola.
II. O engajamento de todos os setores na elaboração do projeto político-pedagógico, fortalece a autonomia da escola e o compromisso com a qualidade do aprendizado.
III. A gestão democrática da escola favorece a socialização de saberes e a interação comunitária fomentando a participação coletiva para a definição da identidade da escola.
Está correto o que se afirma em:
Um professor adota a metodologia da “gamificação”, usando um aplicativo que simula a vida em uma cidade. Ele separa a classe em pequenos grupos, que devem escolher o cenário – uma cidade rural, litorânea ou metrópole – e três áreas prioritárias. Os estudantes são desafiados a decidir o que é melhor para sua cidade, face aos indicadores financeiros, à média da satisfação popular e à eficácia da infraestrutura do município. Cada decisão impacta diretamente nos indicadores e abre a possibilidade de debater impostos, transportes, educação e saúde, dentre outros temas, tendo em vista os conteúdos trabalhados nas aulas de biologia, filosofia, matemática, geografia e história.
Com base no relato e considerando a “gamificação” como estratégia com objetivos pedagógicos no caso citado, assinale (V) para a afirmativa verdadeira e (F) para a falsa.
( ) A “gamificação” serviu para exercitar a imaginação e estimulou os alunos a inventar cidades ficcionais, sem desigualdades socioeconômicas.
( ) O uso de “games” de simulação estimulou o raciocínio lógico e exercitou a capacidade de se posicionar em relação a políticas públicas, considerando seus impactos na vida coletiva.
( ) A atividade desenvolveu competências socioemocionais e ligadas ao pensamento estratégico, ao engajar os alunos em uma ação de modo interativo e com responsabilidade social.
As afirmativas são, respectivamente,
Trata-se de um conceito formulado originalmente por Lev Vygotsky, na década de 1920, e serve para explicar como a aprendizagem da criança se desenvolve com a ajuda dos outros. Com esse conceito, indica-se a distância entre o nível de performance atual, determinado pela capacidade de resolver tarefas de forma independente, e o nível de performance potencial, determinado por desempenhos possíveis, com ajuda de adultos ou de colegas mais avançados ou mais experientes.
O texto refere-se ao conceito de