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Q3809804 Geografia
A urbanização brasileira, em seu processo histórico e geográfico, gerou metrópoles com expressivas segregações socioespaciais. Considere a dinâmica das regiões metropolitanas e sua relação com a mobilidade urbana e o acesso a serviços públicos essenciais. A proposição que avalia corretamente as complexas interações que perpetuam ou mitigam essas disparidades na Geografia Urbana brasileira é:
Alternativas
Q3809803 Geografia
O conceito de Lugar, na perspectiva fenomenológica da Geografia, destaca a dimensão afetiva, identitária e existencial que os indivíduos estabelecem com porções específicas do espaço. Como essa abordagem do Lugar, que ultrapassa a objetividade cartográfica, contribui para a formulação de políticas de planejamento territorial mais eficazes e humanizadas, de acordo com a concepção da ciência geográfica? Assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q3809802 Geografia
A Epistemologia da Geografia contemporânea debate intensamente a natureza do Espaço Geográfico como objeto de estudo, frequentemente conceituando-o não apenas como palco, mas como produto e produtor das relações sociais. Considerando essa perspectiva, assinale a alternativa que melhor integra a compreensão do Espaço Geográfico como uma construção social dinâmica com o objetivo último da ciência geográfica:
Alternativas
Q3809801 Geografia
O continente africano, apesar de sua vasta riqueza natural e cultural, é frequentemente retratado sob a ótica de desafios socioeconômicos e conflitos. A regionalização da África, por sua vez, é um campo complexo que reflete tanto aspectos geográficos quanto históricos e políticos. Considerando essa complexidade, assinale a alternativa que descreve como as fronteiras coloniais, em grande parte artificiais, influenciaram a dinâmica econômica e os conflitos contemporâneos em certas regiões africanas:
Alternativas
Q3809783 Geografia
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Sob os trilhos do metrô, hortas urbanas combatem avanço de ultraprocessados na periferia de São Paulo


Moradores do Jardim Ibirapuera plantam legumes e verduras sem agrotóxico como alternativa à pobreza de nutrientes identificada em estudo inédito conduzido pela comunidade.


Adriano Wilkson


Debaixo dos trilhos do metrô de São Paulo, quatro agricultores urbanos observam o lento crescimento de mudas de milho cuidadosamente organizadas em um canteiro montado com restos de construção civil. Alguns metros adiante, pés de alface, couve, banana e erva-cidreira dividem terreno com uma vaca que pasta displicente.

Ao caminhar em meio ao verde, por um momento você até poderia supor que saiu da capital paulista, mas o frenesi do trânsito da avenida Guido Caloi, que dá acesso à Marginal Pinheiros, logo chama à realidade. Essa é uma das vias mais movimentadas e caóticas de São Paulo. Mas é ali, no meio de um conjunto de favelas chamado Jardim Ibirapuera, que os moradores decidiram construir uma alternativa à pobreza alimentar que assola a comunidade.

Dos 41 mil moradores do bairro, 13 mil, ou 31%, passam fome. Tecnicamente, essas pessoas vivem em "insegurança alimentar grave", o que significa que a falta de renda as impede de fazer todas as refeições que gostariam. Essa taxa é maior do que a registrada no município de São Paulo como um todo, onde 12% da população passa fome [...]. A conclusão consta em uma pesquisa inédita feita pelo Observatório Ibira30, um braço do Bloco do Beco, organização não governamental que atua no Jardim Ibirapuera desde 2003. Durante seis meses, entre janeiro e junho de 2025, pesquisadores do observatório bateram de porta em porta para entrevistar moradores e investigar seus hábitos alimentares.

As 382 entrevistas revelaram a presença da fome não apenas na ausência de alimentos, mas também no avanço de ultraprocessados e de opções menos nutritivas entre os moradores. Por exemplo, 86% dos entrevistados disseram já terem precisado trocar alimentos saudáveis por opções mais baratas e menos nutritivas.

A situação piorou durante a pandemia, quando muitos moradores perderam renda e precisaram contar com doações para sobreviver. Biscoitos, bebidas açucaradas e alimentos instantâneos se tornaram então ainda mais comuns nas despensas do bairro. Segundo a pesquisa, dois em cada três deles disseram que seus hábitos alimentares pioraram com a chegada da covid.

Foi após esse cenário de crise que um cozinheiro pernambucano viu em um terreno abandonado a chance de produzir comida de qualidade.[...] É nesse pequeno espaço que ele tenta construir, junto com os vizinhos, uma alternativa limpa e natural para substituir o avanço dos ultraprocessados. [...] Hoje as três hortas do bairro produzem verduras, legumes, frutas e plantas para chá, dos quais a população faz uso medicinal.

"Eu me considero hoje outra pessoa mexendo com a terra, trabalhando no ritmo da natureza e sabendo exatamente o que tem no alimento que eu como", afirma Neto, que, assim como os demais agricultores, não usa agrotóxico na produção e adota princípios da agroecologia para fazer a gestão de pragas. "Demora mais, às vezes a gente erra, mas vale a pena porque é saudável." [...]

A etnografia do observatório identificou que no Jardim Ibirapuera 29% dos moradores têm origem no Nordeste e três em cada quatro são pessoas pretas ou pardas. Para muitas delas os hábitos alimentares refletem a cultura e as tradições que a vida e a rotina em uma cidade como São Paulo ainda não foram capazes de apagar.

"Na São Paulo urbana e formalizada, as gôndolas dos mercados podem até ocultar as origens dos ingredientes", escreveu Marcelo Zarzuela Coelho, o Lelo, um dos coordenadores do estudo. "Mas nas periferias, o cuscuz de milho ainda é memória nordestina em estado sólido, o leite de coco ainda carrega o sopro da diáspora africana, o azeite de dendê resiste ao embranquecimento do paladar urbano, e a mandioca segue sendo mais que raiz: é símbolo de autonomia e continuidade." [...]

"Nosso sonho até 2030 é construir um tripé", explica Luiz Claudio de Souza, articulador institucional do Observatório. "Potencializar as hortas, criar um banco de alimentos, também com a contribuição de mercados e hortifrutis do bairro, e construir uma cozinha comunitária que possa manipular esses alimentos junto com a comunidade. Mas pra isso precisamos de parceiros."

Enquanto esse sonho não se concretiza, os agricultores urbanos colhem das hortas frutos que não se resumem aos vegetais que crescem ali. São valores intangíveis que se espalham pela comunidade como sementes levadas pelo vento. [...] 


(Disponível em: https://ojoioeotrigo.com.br/2025/11/sob-os-trilhos-do-metro-hortas-urba nas-combatem-avanco-de-ultraprocessados-na-periferia-de-sao-paulo/. Acesso em: 25 nov. 2025. Adaptado.)
A partir da leitura do texto e da mobilização de seus conhecimentos, analise as sentenças a seguir:

I.A pesquisa que identifica a realidade de pessoas em "insegurança alimentar grave" foi um estudo conduzido pela própria comunidade.
II.No contexto da comunidade, estar entre aquelas pessoas que vivem em "insegurança alimentar grave" é resultado da falta de renda, ou seja, sem renda elas não podem fazer todas as refeições diárias.
III.No Jardim Ibirapuera há, proporcionalmente, mais pessoas em situação de vulnerabilidade alimentar do que em toda a cidade de São Paulo.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3809778 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Sob os trilhos do metrô, hortas urbanas combatem avanço de ultraprocessados na periferia de São Paulo


Moradores do Jardim Ibirapuera plantam legumes e verduras sem agrotóxico como alternativa à pobreza de nutrientes identificada em estudo inédito conduzido pela comunidade.


Adriano Wilkson


Debaixo dos trilhos do metrô de São Paulo, quatro agricultores urbanos observam o lento crescimento de mudas de milho cuidadosamente organizadas em um canteiro montado com restos de construção civil. Alguns metros adiante, pés de alface, couve, banana e erva-cidreira dividem terreno com uma vaca que pasta displicente.

Ao caminhar em meio ao verde, por um momento você até poderia supor que saiu da capital paulista, mas o frenesi do trânsito da avenida Guido Caloi, que dá acesso à Marginal Pinheiros, logo chama à realidade. Essa é uma das vias mais movimentadas e caóticas de São Paulo. Mas é ali, no meio de um conjunto de favelas chamado Jardim Ibirapuera, que os moradores decidiram construir uma alternativa à pobreza alimentar que assola a comunidade.

Dos 41 mil moradores do bairro, 13 mil, ou 31%, passam fome. Tecnicamente, essas pessoas vivem em "insegurança alimentar grave", o que significa que a falta de renda as impede de fazer todas as refeições que gostariam. Essa taxa é maior do que a registrada no município de São Paulo como um todo, onde 12% da população passa fome [...]. A conclusão consta em uma pesquisa inédita feita pelo Observatório Ibira30, um braço do Bloco do Beco, organização não governamental que atua no Jardim Ibirapuera desde 2003. Durante seis meses, entre janeiro e junho de 2025, pesquisadores do observatório bateram de porta em porta para entrevistar moradores e investigar seus hábitos alimentares.

As 382 entrevistas revelaram a presença da fome não apenas na ausência de alimentos, mas também no avanço de ultraprocessados e de opções menos nutritivas entre os moradores. Por exemplo, 86% dos entrevistados disseram já terem precisado trocar alimentos saudáveis por opções mais baratas e menos nutritivas.

A situação piorou durante a pandemia, quando muitos moradores perderam renda e precisaram contar com doações para sobreviver. Biscoitos, bebidas açucaradas e alimentos instantâneos se tornaram então ainda mais comuns nas despensas do bairro. Segundo a pesquisa, dois em cada três deles disseram que seus hábitos alimentares pioraram com a chegada da covid.

Foi após esse cenário de crise que um cozinheiro pernambucano viu em um terreno abandonado a chance de produzir comida de qualidade.[...] É nesse pequeno espaço que ele tenta construir, junto com os vizinhos, uma alternativa limpa e natural para substituir o avanço dos ultraprocessados. [...] Hoje as três hortas do bairro produzem verduras, legumes, frutas e plantas para chá, dos quais a população faz uso medicinal.

"Eu me considero hoje outra pessoa mexendo com a terra, trabalhando no ritmo da natureza e sabendo exatamente o que tem no alimento que eu como", afirma Neto, que, assim como os demais agricultores, não usa agrotóxico na produção e adota princípios da agroecologia para fazer a gestão de pragas. "Demora mais, às vezes a gente erra, mas vale a pena porque é saudável." [...]

A etnografia do observatório identificou que no Jardim Ibirapuera 29% dos moradores têm origem no Nordeste e três em cada quatro são pessoas pretas ou pardas. Para muitas delas os hábitos alimentares refletem a cultura e as tradições que a vida e a rotina em uma cidade como São Paulo ainda não foram capazes de apagar.

"Na São Paulo urbana e formalizada, as gôndolas dos mercados podem até ocultar as origens dos ingredientes", escreveu Marcelo Zarzuela Coelho, o Lelo, um dos coordenadores do estudo. "Mas nas periferias, o cuscuz de milho ainda é memória nordestina em estado sólido, o leite de coco ainda carrega o sopro da diáspora africana, o azeite de dendê resiste ao embranquecimento do paladar urbano, e a mandioca segue sendo mais que raiz: é símbolo de autonomia e continuidade." [...]

"Nosso sonho até 2030 é construir um tripé", explica Luiz Claudio de Souza, articulador institucional do Observatório. "Potencializar as hortas, criar um banco de alimentos, também com a contribuição de mercados e hortifrutis do bairro, e construir uma cozinha comunitária que possa manipular esses alimentos junto com a comunidade. Mas pra isso precisamos de parceiros."

Enquanto esse sonho não se concretiza, os agricultores urbanos colhem das hortas frutos que não se resumem aos vegetais que crescem ali. São valores intangíveis que se espalham pela comunidade como sementes levadas pelo vento. [...] 


(Disponível em: https://ojoioeotrigo.com.br/2025/11/sob-os-trilhos-do-metro-hortas-urba nas-combatem-avanco-de-ultraprocessados-na-periferia-de-sao-paulo/. Acesso em: 25 nov. 2025. Adaptado.)
Leia o excerto:

"A situação piorou durante a pandemia, quando muitos moradores perderam renda e precisaram contar com doações para sobreviver. Biscoitos, bebidas açucaradas e alimentos instantâneos se tornaram então ainda mais comuns nas despensas do bairro. Segundo a pesquisa, dois em cada três deles disseram que seus hábitos alimentares pioraram com a chegada da covid.
Foi após esse cenário de crise que um cozinheiro pernambucano viu em um terreno abandonado a chance de produzir comida de qualidade.[...] É nesse pequeno espaço que ele tenta construir, junto com os vizinhos, uma alternativa limpa e natural para substituir o avanço dos ultraprocessados. [...] Hoje as três hortas do bairro produzem verduras, legumes, frutas e plantas para chá, dos quais a população faz uso medicinal. "
Analise as sentenças a seguir tendo como base o excerto e também o contexto a que ele pertence:

I.Observando a coesão textual do excerto, o pronome pessoal "eles" (parágrafo 1) se refere a "muitos moradores", evitando a repetição desnecessária do substantivo "moradores". O mesmo ocorre no parágrafo seguinte em que "ele" substitui "cozinheiro pernambucano".
II."A situação" se refere a todo o contexto de vulnerabilidade alimentar descrito no parágrafo anterior.
III.Em "esse cenário", tem-se uma coesão referencial, possibilitando ao leitor compreender que se trata do cenário da insegurança alimentar agravado pela pandemia, tratado anteriormente.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3807902 Geografia
Segundo a Organização Mundial de Meteorologia, quantos anos são necessários para estabelecer a média climática de uma região? Assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q3807901 Geografia
O homem é capaz de gerar impactos ambientais muito ruins e destrutivos, mas também é capaz de gerar impactos positivos. Assinale a alternativa a seguir que contenha apenas impactos positivos: 
Alternativas
Q3807900 Geografia
Para o geógrafo Roberto Lobato Corrêa, são cinco os agentes modeladores do Espaço Urbano:
1.Os proprietários dos meios de produção;
2.Os promotores imobiliários;
3.Os proprietários fundiários;
4.O Estado;
5.Os grupos sociais excluídos.
Dentre esses agentes, qual deles necessita, para se instalar, grandes áreas urbanas contíguas e baratas para exercer suas atividades lucrativas, que não envolvem a comercialização da terra? Assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q3807899 Geografia
O aumento da quantidade de pessoas que moram nas cidades pode se dar por diferentes razões: ___________________ é o nome do movimento de deslocamento das pessoas do campo para as cidades. Já, _____________________é o nome do movimento que indica o deslocamento das pessoas para as metrópoles.
Assinale a alternativa que corretamente preenche as lacunas no excerto: 
Alternativas
Q3807898 Geologia
Sobre a estrutura interna da Terra (Núcleo, Manto e Crosta), analise as sentenças a seguir:
I.O Núcleo possui cerca de um terço da massa terrestre. Alguns chamam de NIFE porque é principalmente  composto por níquel e ferro.
II.O Manto é a camada mais extensa da Terra, a que sustenta as placas tectônicas.
III.A Crosta é a camada mais fina, formada por rochas.
É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3807897 Geografia
Os mapas são representações gráficas e reduzidas de uma área geográfica, nos quais se utilizam símbolos e convenções. Sobre cartografia, assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q3807896 Geografia
A população de Santa Catarina no último Censo, de 2022, registrou 7.610.361pessoas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A respeito das características populacionais no território catarinense, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3807895 Geografia
Sobre as coordenadas geográficas, assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q3807894 Geografia
O território brasileiro coloca o País como um dos maiores do mundo, superado somente pela Rússia, Canadá, China e os Estados Unidos. A respeito de algumas características, dimensões e extensão do território do Brasil, responda a correta: 
Alternativas
Q3807893 Geografia
O Brasil possui 15 metrópoles, de acordo com a pesquisa Regiões de Influências das Cidades/REGIC do ano de 2020, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística/IBGE. Assinale a alternativa correta que apresenta metrópoles nacionais dentro da hierarquia urbana:
Alternativas
Q3807552 Geografia

Considerando a organização espacial dos complexos agroindustriais que estruturam a economia mato-grossense, particularmente aqueles associados à consolidação do agronegócio no Vale do Araguaia, as principais cadeias produtivas que sustentam a dinâmica agroindustrial de Barra do Garças são:


Alternativas
Q3807551 Geografia
O município de Barra do Garças tem seus dois principais rios inseridos em qual bacia hidrográfica brasileira abaixo:
Alternativas
Q3807550 Geografia
A vegetação de Barra do Garças acompanha as características climáticas da região, já que a:
Alternativas
Q3807549 Geografia
Considerando os elementos do clima que caracterizam a transição entre o domínio morfoclimático do Cerrado e a influência amazônica no leste do Mato Grosso, o clima de Barra do Garças apresenta predominantemente:
Alternativas
Respostas
3381: C
3382: C
3383: E
3384: C
3385: B
3386: D
3387: B
3388: A
3389: E
3390: A
3391: A
3392: X
3393: X
3394: D
3395: A
3396: A
3397: B
3398: D
3399: D
3400: A