Questões de Concurso Para professor - educação física

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Q3425165 Educação Física
Assinale a alternativa incorreta sobre como a Educação Física foi tratada historicamente, de acordo com o livro Raízes Europeias e Brasil (SOARES, 1994).
Alternativas
Q3425164 Sociologia
Sobre a Luta Marajoara, analise as afirmativas seguintes, julgue como Verdadeiras (V) ou Falsas (F) e assinale a alternativa que apresenta a ordem correta.

( ) A luta marajoara é marcada pela criação e recriação de elementos socioculturais em um entrecruzamento de saberes e experiências de marajoaras, de vaqueiros indígenas e de negros, que constituíram práticas difundidas de geração em geração, ao longo da história.
( ) É uma luta materializada e expressivamente típica da região marajoara, sendo atrativo turístico-cultural, a exemplo da Festividade de São Sebastião e de eventos tradicionais de municípios da região, sendo uma opção de entretenimento aos indivíduos visitantes da Ilha do Marajó.
( ) A luta marajoara é culturalmente relacionada com um dos símbolos marcantes da Ilha do Marajó: o búfalo. Esta relação refere-se ás ações de ataque e resistência presentes nos confrontos entre búfalos na região, refletindo nos movimentos característicos no embate corpo a corpo da luta. 
( ) A luta marajoara expressa técnicas culturais específicas enraizadas na cultura marajoara, especialmente na representação de símbolos caracterizadores dos costumes e heranças históricas da região.  
Alternativas
Q3425163 Pedagogia
Assinale a alternativa correta sobre as contribuições dos jogos e brincadeiras na escola. 
Alternativas
Q3425162 Educação Física
Um corredor de 10KM, resolveu comer hambúrguer com refrigerante, alguns minutos antes da prova. Assinale a alternativa correta sobre qual hormônio estava aumentado na circulação sanguínea.  
Alternativas
Q3425161 Educação Física
Assinale a alternativa que apresenta corretamente os três principais eixos do corpo humano. 
Alternativas
Q3425160 Legislação dos Municípios do Estado do Pará
A respeito da "diária" prevista no art. 143 da Lei Municipal n. 003, de 04 de fevereiro de 1999, analise os itens a seguir e marque a alternativa correta:

I- A diária será concedida ao servidor que se deslocar temporariamente da respectiva sede, a interesse de serviço, em missão ou em estudo, relacionado com cargo exercido, além do transporte, diárias, a título de indenização das despesas de alimentação e pousada.
lI- O servidor que indevidamente receber diárias será obrigado a restitui-las de uma só vez, ficando ainda, se for o caso, sujeito a punição disciplinar.
IlI- É permitida a concessão de diárias que objetivem outros cargos ou serviços.

Somente estão corretos os itens: 
Alternativas
Q3425152 Português
"Brasil lança campanha de combate à desertificação com secretário da ONU." (Fonte: Dol.com / Data: 12.06.2024). Analise as alternativas seguintes sobre a reportagem e marque a única incorreta. 
Alternativas
Q3425135 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


As receitas


Quando eu era menino, na escola, as professoras me ensinaram que o Brasil estava destinado a um futuro grandioso porque as suas terras estavam cheias de riquezas: ferro, ouro, diamantes, florestas e coisas semelhantes. Ensinaram errado. O que me disseram equivale a predizer que um homem será um grande pintor por ser dono de uma loja de tintas. Mas o que faz um quadro não é a tinta: são as ideias que moram na cabeça do pintor. São as ideias dançantes na cabeça que fazem as tintas dançar sobre a tela.


Por isso, sendo um país tão rico, somos um povo tão pobre. Somos pobres em idéias. Não sabemos pensar. Nisto nos parecemos com os dinossauros, que tinham excesso de massa muscular e cérebros de galinha. Hoje, nas relações de troca entre os países, o bem mais caro, o bem mais cuidadosamente guardado, o bem que não se vende, são as ideias. É com as ideias que o mundo é feito. Prova disso são os tigres asiáticos, Japão, Coreia, Formosa que, pobres de recursos naturais, se enriqueceram por ter se especializado na arte de pensar.


Minha filha me fez uma pergunta: "O que é pensar?" Disse-me que 'esta era uma pergunta que o professor de filosofia havia proposto à classe. Pelo que lhe dou os parabéns. Primeiro por ter ido diretamente à questão essencial. Segundo, por ter tido a sabedoria de fazer a pergunta, sem dar a resposta. Porque, se tivesse dado a resposta, teria com ela cortado as asas do pensamento. O pensamento é como a águia que só alça vôo nos espaços vazios do desconhecido. Pensar é voar sobre o que não se sabe. Não existe nada mais fatal para o pensamento que o ensino das respostas certas. Para isso existem as escolas: não para ensinar as respostas, mas para ensinar as perguntas. As respostas nos permitem andar sobre a terra firme. Mas somente as perguntas nos permitem entrar pelo mar desconhecido.


E, no entanto, não podemos viver sem as respostas. As asas, para o impulso inicial do vôo, dependem de pés apoiados na terra firme. Os pássaros, antes de saber voar, aprendem a se apoiar sobre os seus pés. Também as crianças, antes de aprender a voar, têm que aprender a caminhar sobre a terra firme. Terra firme: as milhares de perguntas para as quais as gerações passadas já descobriram as respostas. O primeiro momento da educação é a transmissão deste saber. Nas palavras de Roland Barthes: "Há um momento em que se ensina o que se sabe ... " E o curioso é que este aprendizado é justamente para nos poupar da necessidade de pensar.


As gerações mais velhas ensinam às mais novas as receitas que funcionam. Sei amarrar os meus sapatos automaticamente, sei dar o nó na minha gravata automaticamente: as mãos fazem o seu trabalho com destreza enquanto as ideias andam por outros lugares. Aquilo que um dia eu não sabia me foi ensinado; eu aprendi com o corpo e esqueci com a cabeça. E a condição para que minhas mãos saibam bem é que a cabeça não pense sobre o que elas estão fazendo. Um pianista que, na hora da execução, pensa sobre os caminhos que seus dedos deverão seguir, tropeçará fatalmente. Há a estória de uma centopeia que andava feliz pelo jardim, quando foi interpelada por um grilo: "Dona Centopeia, sempre tive curiosidade sobre uma coisa: quando a senhora anda, qual, dentre as suas cem pernas, é aquela que a senhora movimenta primeiro?" "Curioso", ela respondeu. "Sempre andei, mas nunca me propus esta questão. Da próxima vez, prestarei atenção." Termina a estória dizendo que a centopéia nunca mais conseguiu andar. 


Todo mundo fala, e fala bem. Ninguém sabe como a linguagem foi ensinada e nem como ela foi aprendida. A despeito disto, o ensino foi tão eficiente que não preciso pensar para falar. Ao falar não sei se estou usando um substantivo, um verbo ou um adjetivo, e nem me lembro das regras da gramática. Quem, para falar, tem de se lembrar destas coisas, não sabe falar. Há um nível de aprendizado em que o pensamento é um estorvo. Só se sabe bem com o corpo aquilo que a cabeça esqueceu. E assim escrevemos, lemos, andamos de bicicleta, nadamos, pregamos pregos, guiamos carros: sem saber com a cabeça, porque o corpo sabe melhor. É um conhecimento que se tornou parte inconsciente de mim mesmo. E isso me poupa do trabalho de pensar o já sabido. Ensinar aqui, é inconscientizar.


O sabido é o não-pensado, que fica guardado, pronto para ser usado como receita, na memória desse computador que se chama cérebro. Basta aper tar a tecla adequada para que a receita apareça no vídeo da consciência. Aperto a tecla moqueca. A receita aparece no meu vídeo cerebral: panela de barro, azeite, peixe, tomate, cebola, coentro, cheiro verde, urucum, sal, pimenta, seguidos de uma se série de instruções sobre o que fazer. Não é coisa que eu tenha inventado. Me foi ensinado. Não precisei pensar. Gostei. Foi para a memória. Esta é a regra fundamental desse computador que vive no corpo humano: só vai para a memória aquilo que e objeto do desejo.


A tarefa primordial do professor: seduzir o aluno para que ele deseje e, desejando, aprenda. E o saber fica memorizado de cor - etimologicamente, no coração -, à espera de que a tecla do desejo de novo o chame do seu lugar de esquecimento. Memória: um saber que 0 passado sedimentou. Indispensável para se repetir as receitas que os mortos nos legaram. E elas são boas. Tão boas que elas nos fazem esquecer que é preciso voar. Permitem que andemos pelas trilhas batidas. Mas nada têm a dizer sobre mares desconhecidos. Muitas pessoas, de tanto repetir as receitas,  metamorfosearam-se de águias em tartarugas. E não são poucas as tartarugas que possuem diplomas universitários. Aqui se encontra o perigo das escolas: de tanto ensinar o que o passado legou - e ensinar bem - fazem os alunos se esquecer de que o seu destino não é o passado cristalizado em saber, mas um futuro que se abre como vazio, um não saber que somente pode ser explorado com as asas do pensamento. Compreende-se então que 8arthes tenha dito que, seguindo-se ao tempo em que se ensina o que se sabe, deve chegar o tempo quando se ensina o que não se sabe. 


(Rubem Alves, no livro "A alegria de ensinar". São Paulo: Ars Poetica Editora Lida, 1994.) 
A classificação do encontro vocálico ou consonantal não está correta em: 
Alternativas
Q3425134 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


As receitas


Quando eu era menino, na escola, as professoras me ensinaram que o Brasil estava destinado a um futuro grandioso porque as suas terras estavam cheias de riquezas: ferro, ouro, diamantes, florestas e coisas semelhantes. Ensinaram errado. O que me disseram equivale a predizer que um homem será um grande pintor por ser dono de uma loja de tintas. Mas o que faz um quadro não é a tinta: são as ideias que moram na cabeça do pintor. São as ideias dançantes na cabeça que fazem as tintas dançar sobre a tela.


Por isso, sendo um país tão rico, somos um povo tão pobre. Somos pobres em idéias. Não sabemos pensar. Nisto nos parecemos com os dinossauros, que tinham excesso de massa muscular e cérebros de galinha. Hoje, nas relações de troca entre os países, o bem mais caro, o bem mais cuidadosamente guardado, o bem que não se vende, são as ideias. É com as ideias que o mundo é feito. Prova disso são os tigres asiáticos, Japão, Coreia, Formosa que, pobres de recursos naturais, se enriqueceram por ter se especializado na arte de pensar.


Minha filha me fez uma pergunta: "O que é pensar?" Disse-me que 'esta era uma pergunta que o professor de filosofia havia proposto à classe. Pelo que lhe dou os parabéns. Primeiro por ter ido diretamente à questão essencial. Segundo, por ter tido a sabedoria de fazer a pergunta, sem dar a resposta. Porque, se tivesse dado a resposta, teria com ela cortado as asas do pensamento. O pensamento é como a águia que só alça vôo nos espaços vazios do desconhecido. Pensar é voar sobre o que não se sabe. Não existe nada mais fatal para o pensamento que o ensino das respostas certas. Para isso existem as escolas: não para ensinar as respostas, mas para ensinar as perguntas. As respostas nos permitem andar sobre a terra firme. Mas somente as perguntas nos permitem entrar pelo mar desconhecido.


E, no entanto, não podemos viver sem as respostas. As asas, para o impulso inicial do vôo, dependem de pés apoiados na terra firme. Os pássaros, antes de saber voar, aprendem a se apoiar sobre os seus pés. Também as crianças, antes de aprender a voar, têm que aprender a caminhar sobre a terra firme. Terra firme: as milhares de perguntas para as quais as gerações passadas já descobriram as respostas. O primeiro momento da educação é a transmissão deste saber. Nas palavras de Roland Barthes: "Há um momento em que se ensina o que se sabe ... " E o curioso é que este aprendizado é justamente para nos poupar da necessidade de pensar.


As gerações mais velhas ensinam às mais novas as receitas que funcionam. Sei amarrar os meus sapatos automaticamente, sei dar o nó na minha gravata automaticamente: as mãos fazem o seu trabalho com destreza enquanto as ideias andam por outros lugares. Aquilo que um dia eu não sabia me foi ensinado; eu aprendi com o corpo e esqueci com a cabeça. E a condição para que minhas mãos saibam bem é que a cabeça não pense sobre o que elas estão fazendo. Um pianista que, na hora da execução, pensa sobre os caminhos que seus dedos deverão seguir, tropeçará fatalmente. Há a estória de uma centopeia que andava feliz pelo jardim, quando foi interpelada por um grilo: "Dona Centopeia, sempre tive curiosidade sobre uma coisa: quando a senhora anda, qual, dentre as suas cem pernas, é aquela que a senhora movimenta primeiro?" "Curioso", ela respondeu. "Sempre andei, mas nunca me propus esta questão. Da próxima vez, prestarei atenção." Termina a estória dizendo que a centopéia nunca mais conseguiu andar. 


Todo mundo fala, e fala bem. Ninguém sabe como a linguagem foi ensinada e nem como ela foi aprendida. A despeito disto, o ensino foi tão eficiente que não preciso pensar para falar. Ao falar não sei se estou usando um substantivo, um verbo ou um adjetivo, e nem me lembro das regras da gramática. Quem, para falar, tem de se lembrar destas coisas, não sabe falar. Há um nível de aprendizado em que o pensamento é um estorvo. Só se sabe bem com o corpo aquilo que a cabeça esqueceu. E assim escrevemos, lemos, andamos de bicicleta, nadamos, pregamos pregos, guiamos carros: sem saber com a cabeça, porque o corpo sabe melhor. É um conhecimento que se tornou parte inconsciente de mim mesmo. E isso me poupa do trabalho de pensar o já sabido. Ensinar aqui, é inconscientizar.


O sabido é o não-pensado, que fica guardado, pronto para ser usado como receita, na memória desse computador que se chama cérebro. Basta aper tar a tecla adequada para que a receita apareça no vídeo da consciência. Aperto a tecla moqueca. A receita aparece no meu vídeo cerebral: panela de barro, azeite, peixe, tomate, cebola, coentro, cheiro verde, urucum, sal, pimenta, seguidos de uma se série de instruções sobre o que fazer. Não é coisa que eu tenha inventado. Me foi ensinado. Não precisei pensar. Gostei. Foi para a memória. Esta é a regra fundamental desse computador que vive no corpo humano: só vai para a memória aquilo que e objeto do desejo.


A tarefa primordial do professor: seduzir o aluno para que ele deseje e, desejando, aprenda. E o saber fica memorizado de cor - etimologicamente, no coração -, à espera de que a tecla do desejo de novo o chame do seu lugar de esquecimento. Memória: um saber que 0 passado sedimentou. Indispensável para se repetir as receitas que os mortos nos legaram. E elas são boas. Tão boas que elas nos fazem esquecer que é preciso voar. Permitem que andemos pelas trilhas batidas. Mas nada têm a dizer sobre mares desconhecidos. Muitas pessoas, de tanto repetir as receitas,  metamorfosearam-se de águias em tartarugas. E não são poucas as tartarugas que possuem diplomas universitários. Aqui se encontra o perigo das escolas: de tanto ensinar o que o passado legou - e ensinar bem - fazem os alunos se esquecer de que o seu destino não é o passado cristalizado em saber, mas um futuro que se abre como vazio, um não saber que somente pode ser explorado com as asas do pensamento. Compreende-se então que 8arthes tenha dito que, seguindo-se ao tempo em que se ensina o que se sabe, deve chegar o tempo quando se ensina o que não se sabe. 


(Rubem Alves, no livro "A alegria de ensinar". São Paulo: Ars Poetica Editora Lida, 1994.) 
"( ... ) estava destinado ( ... )", no parágrafo 1°, não apresenta análise correta em: 
Alternativas
Q3425133 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


As receitas


Quando eu era menino, na escola, as professoras me ensinaram que o Brasil estava destinado a um futuro grandioso porque as suas terras estavam cheias de riquezas: ferro, ouro, diamantes, florestas e coisas semelhantes. Ensinaram errado. O que me disseram equivale a predizer que um homem será um grande pintor por ser dono de uma loja de tintas. Mas o que faz um quadro não é a tinta: são as ideias que moram na cabeça do pintor. São as ideias dançantes na cabeça que fazem as tintas dançar sobre a tela.


Por isso, sendo um país tão rico, somos um povo tão pobre. Somos pobres em idéias. Não sabemos pensar. Nisto nos parecemos com os dinossauros, que tinham excesso de massa muscular e cérebros de galinha. Hoje, nas relações de troca entre os países, o bem mais caro, o bem mais cuidadosamente guardado, o bem que não se vende, são as ideias. É com as ideias que o mundo é feito. Prova disso são os tigres asiáticos, Japão, Coreia, Formosa que, pobres de recursos naturais, se enriqueceram por ter se especializado na arte de pensar.


Minha filha me fez uma pergunta: "O que é pensar?" Disse-me que 'esta era uma pergunta que o professor de filosofia havia proposto à classe. Pelo que lhe dou os parabéns. Primeiro por ter ido diretamente à questão essencial. Segundo, por ter tido a sabedoria de fazer a pergunta, sem dar a resposta. Porque, se tivesse dado a resposta, teria com ela cortado as asas do pensamento. O pensamento é como a águia que só alça vôo nos espaços vazios do desconhecido. Pensar é voar sobre o que não se sabe. Não existe nada mais fatal para o pensamento que o ensino das respostas certas. Para isso existem as escolas: não para ensinar as respostas, mas para ensinar as perguntas. As respostas nos permitem andar sobre a terra firme. Mas somente as perguntas nos permitem entrar pelo mar desconhecido.


E, no entanto, não podemos viver sem as respostas. As asas, para o impulso inicial do vôo, dependem de pés apoiados na terra firme. Os pássaros, antes de saber voar, aprendem a se apoiar sobre os seus pés. Também as crianças, antes de aprender a voar, têm que aprender a caminhar sobre a terra firme. Terra firme: as milhares de perguntas para as quais as gerações passadas já descobriram as respostas. O primeiro momento da educação é a transmissão deste saber. Nas palavras de Roland Barthes: "Há um momento em que se ensina o que se sabe ... " E o curioso é que este aprendizado é justamente para nos poupar da necessidade de pensar.


As gerações mais velhas ensinam às mais novas as receitas que funcionam. Sei amarrar os meus sapatos automaticamente, sei dar o nó na minha gravata automaticamente: as mãos fazem o seu trabalho com destreza enquanto as ideias andam por outros lugares. Aquilo que um dia eu não sabia me foi ensinado; eu aprendi com o corpo e esqueci com a cabeça. E a condição para que minhas mãos saibam bem é que a cabeça não pense sobre o que elas estão fazendo. Um pianista que, na hora da execução, pensa sobre os caminhos que seus dedos deverão seguir, tropeçará fatalmente. Há a estória de uma centopeia que andava feliz pelo jardim, quando foi interpelada por um grilo: "Dona Centopeia, sempre tive curiosidade sobre uma coisa: quando a senhora anda, qual, dentre as suas cem pernas, é aquela que a senhora movimenta primeiro?" "Curioso", ela respondeu. "Sempre andei, mas nunca me propus esta questão. Da próxima vez, prestarei atenção." Termina a estória dizendo que a centopéia nunca mais conseguiu andar. 


Todo mundo fala, e fala bem. Ninguém sabe como a linguagem foi ensinada e nem como ela foi aprendida. A despeito disto, o ensino foi tão eficiente que não preciso pensar para falar. Ao falar não sei se estou usando um substantivo, um verbo ou um adjetivo, e nem me lembro das regras da gramática. Quem, para falar, tem de se lembrar destas coisas, não sabe falar. Há um nível de aprendizado em que o pensamento é um estorvo. Só se sabe bem com o corpo aquilo que a cabeça esqueceu. E assim escrevemos, lemos, andamos de bicicleta, nadamos, pregamos pregos, guiamos carros: sem saber com a cabeça, porque o corpo sabe melhor. É um conhecimento que se tornou parte inconsciente de mim mesmo. E isso me poupa do trabalho de pensar o já sabido. Ensinar aqui, é inconscientizar.


O sabido é o não-pensado, que fica guardado, pronto para ser usado como receita, na memória desse computador que se chama cérebro. Basta aper tar a tecla adequada para que a receita apareça no vídeo da consciência. Aperto a tecla moqueca. A receita aparece no meu vídeo cerebral: panela de barro, azeite, peixe, tomate, cebola, coentro, cheiro verde, urucum, sal, pimenta, seguidos de uma se série de instruções sobre o que fazer. Não é coisa que eu tenha inventado. Me foi ensinado. Não precisei pensar. Gostei. Foi para a memória. Esta é a regra fundamental desse computador que vive no corpo humano: só vai para a memória aquilo que e objeto do desejo.


A tarefa primordial do professor: seduzir o aluno para que ele deseje e, desejando, aprenda. E o saber fica memorizado de cor - etimologicamente, no coração -, à espera de que a tecla do desejo de novo o chame do seu lugar de esquecimento. Memória: um saber que 0 passado sedimentou. Indispensável para se repetir as receitas que os mortos nos legaram. E elas são boas. Tão boas que elas nos fazem esquecer que é preciso voar. Permitem que andemos pelas trilhas batidas. Mas nada têm a dizer sobre mares desconhecidos. Muitas pessoas, de tanto repetir as receitas,  metamorfosearam-se de águias em tartarugas. E não são poucas as tartarugas que possuem diplomas universitários. Aqui se encontra o perigo das escolas: de tanto ensinar o que o passado legou - e ensinar bem - fazem os alunos se esquecer de que o seu destino não é o passado cristalizado em saber, mas um futuro que se abre como vazio, um não saber que somente pode ser explorado com as asas do pensamento. Compreende-se então que 8arthes tenha dito que, seguindo-se ao tempo em que se ensina o que se sabe, deve chegar o tempo quando se ensina o que não se sabe. 


(Rubem Alves, no livro "A alegria de ensinar". São Paulo: Ars Poetica Editora Lida, 1994.) 
O cronista faz alusão aos "tigres asiáticos". Analise as afirmativas e marque a alternativa correta.

I- Cingapura, Coreia do Sul, Hong Kong e Taiwan, na segunda metade do século XIX, receberam essa perífrase.
II- O nome do grupo faz alusão à força e competitividade do felino, animal asiático.
III A exemplificação deve-se ao investimento por qualificação educacional da mão de obra.
IV- A constatação é simples, enquanto não se qualificarem, apesar das riquezas, tal qual a dos tigres, não haverá crescimento econômico. 
Alternativas
Q3417286 Educação Física
Os objetivos da intervenção orientada à tarefa para o tratamento do sujeito com problemas de controle postural incluem estratégias terapêuticas para: (a) resolver, reduzir ou prevenir comprometimentos nos sistemas que são importantes para o equilíbrio; (b) desenvolver eficazes estratégias sensoriais, motoras e cognitivas específicas da tarefa; (c) retreinar tarefas funcionais com exigências variáveis de controle postural (p. ex., controle do estado estável, reativo e antecipatório) em contextos ambientais mutáveis.

Adaptado de SHUMWAY-COOK, Anne; WOOLLACOTT, Marjorie. Controle Motor: Teoria e Aplicações Práticas. Barueri: Editora Manole, 2010.

Assinale a alternativa que apresenta corretamente qual é o papel das estratégias sensoriais e cognitivas no contexto do treino de equilíbrio. 
Alternativas
Q3417285 Educação Física
Analise a seguinte situação:
Um aluno chega queixando-se de dor lombar inespecífica ao acordar. A razão mais comum para isto é o fato de que a parte intermediária do corpo afunda no colchão arqueando as costas, somada a alguns encurtamentos musculares no indivíduo.
Assinale a alternativa que corresponde a solução correta para essa casuística.
Alternativas
Q3417284 Noções de Primeiros Socorros
Durante uma competição esportiva, como um jogo de futebol, é frequente que, após um impacto na cabeça sem perda de consciência, o atleta fique desorientado por aproximadamente um a dois minutos, fazendo perguntas sobre o local e adversários de forma repetida. Devido à rápida recuperação, o jogador muitas vezes retorna à partida, e a presença de uma concussão pode escapar à detecção do médico da equipe.
No contexto esportivo, as alternativas abaixo apresentam os sintomas que indicam a necessidade de levar imediatamente o atleta ao hospital após um traumatismo na cabeça sem perda de consciência, EXCETO:
Alternativas
Q3417283 Educação Física
“A dança infantil representa muito mais do que simplesmente uma atividade voltada ao condicionamento físico ou ao aprendizado de uma série de passos; ela é uma forma de expressão de percepções e sentimentos.”
CONE, Theresa P.; CONE, Stephen L. Ensinando Dança para Crianças. Barueri: Editora Manole, 2015.

Na abordagem da dança infantil, assinale a alternativa que apresenta corretamente qual é a principal diferença entre o movimento criativo e a dança criativa:
Alternativas
Q3417282 Educação Física

Analise a curva de potência-velocidade:


Imagem associada para resolução da questão



A partir da análise da curva de potência-velocidade, assinale a alternativa que corresponde corretamente ao que se destaca sobre a potência de pico gerada por um músculo em relação à composição muscular:

Alternativas
Q3417281 Educação Física
Durante o início do exercício, ocorre um rápido aumento da frequência cardíaca, volume sistólico e débito cardíaco.
Assinale a alternativa que informa corretamente o que é esperado que ocorra quando a taxa de trabalho permanecer constante e abaixo do limiar do lactato:
Alternativas
Q3417280 Educação Física
Há várias formas de classificar os jogos esportivos. Uma delas consiste em estabelecer dois grandes grupos de atividades físicas e esportivas: psicomotores e sociomotores.
Sobre estes dois tipos de classificação de jogos esportivos, analise as sentenças a seguir:

I. Os jogos esportivos psicomotores são jogos de ação solitária.
II. Os jogos esportivos psicomotores são jogos de cooperação.
III. Os jogos esportivos sociomotores podem ser classificados em jogos de cooperação/oposição.

Assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q3417279 Educação Física
Quando um aluno chega a um estúdio de Yoga com queixa de algia na região cervical com dor irradiada, a cabeça projetada para a frente e diagnóstico que evidencia lesões no disco intervertebral, o professor de Educação Física deve tomar alguns cuidados ao prescrever o programa de exercícios.

Adaptado de KISNER, Carolyn; COLBY, Lynn A. Exercícios terapêuticos: consulta rápida 2a ed.. Barueri: Editora Manole, 2019.

Considerando essas informações, avalie as asserções a seguir e a relação entre elas.
I. O aluno não deve posicionar a cabeça ou o pescoço em hiperextensão se, na ausência de posição ou movimento, há redução da dor ou dos sintomas.
PORQUE
II. A hiperextensão torna os sintomas periféricos, indicando estenose, uma grande protusão lateral do disco ou patologia em um elemento posterior do canal vertebral.

Assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q3417278 Educação Física
“Vários tipos de treinamento de força são necessários para construir e esculpir o físico mais musculoso, definido, simétrico e ainda livre de lesão.”
BOMPA, Tudor O.; PASQUALE, Mauro D.; CORNACCHIA, Lorenzo J. Treinamento de Força Levado a Sério. Barueri: Editora Manole, 2015, p. 9.

Faça a associação correta entre os tipos de força e suas características:
1. Força geral 2. Força máxima 3. Resistência muscular
a. Expressa como 100% do máximo ou 1 repetição máxima.
b. Base de todo o programa de fisiculturismo.
c. Habilidade do músculo de sustentar um esforço por um período prolongado.
d. Usada especialmente na fase de definição muscular (ou cutting).
e. Deve ser o único foco durante a fase inicial do treinamento.
Alternativas
Q3417277 Educação Física
Os limiares metabólicos representam a transição entre os domínios do esforço físico, os quais impõem demandas fisiológicas específicas. O limiar metabólico 1 demarca a transição do domínio moderado para o pesado, e o limiar metabólico 2, do pesado para o severo.

Adaptado de LANCHA JR., Antonio Herbert L.; LANCHA, Luciana Oquendo P. Avaliação e Prescrição de Exercícios Físicos: Normas e Diretrizes. Barueri: Editora Manole, 2016.

Considerando essas informações, avalie as asserções a seguir e a relação entre elas.

I. Do ponto de vista metabólico, a realização de exercícios de carga constante no domínio moderado leva ao acúmulo de lactato no sangue, e seus valores permanecem inalterados até o final do exercício.
PORQUE
II. Quando o exercício de carga constante é realizado no domínio pesado, ocorre um acúmulo de lactato no sangue, atingindo valores acima dos níveis basais, mas mantendo-se em equilíbrio até o final do exercício.

Assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Respostas
10321: B
10322: A
10323: D
10324: A
10325: D
10326: A
10327: D
10328: B
10329: D
10330: A
10331: D
10332: C
10333: D
10334: C
10335: C
10336: C
10337: B
10338: A
10339: B
10340: D