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Q3861709 Medicina
Um lactente de 14 meses, portador de encefalopatia epiléptica grave de etiologia genética rara, apresenta atraso global do desenvolvimento, crises convulsivas refratárias, disfagia grave com broncoaspiração recorrente e múltiplas internações por pneumonia. Evolui com necessidade crescente de oxigenoterapia e episódios frequentes de desconforto respiratório. A equipe assistente propõe inclusão formal em cuidados paliativos pediátricos. Durante reunião multiprofissional, os pais solicitam “tudo o que for possível” em caso de nova insuficiência respiratória, incluindo intubação orotraqueal e ventilação mecânica prolongada, alegando esperança em futuros avanços terapêuticos. A equipe considera que tais medidas configurariam obstinação terapêutica. À luz dos princípios éticos, legais e clínicos dos cuidados paliativos pediátricos, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3861708 Medicina
 Homem de 70 anos, com DPOC, insuficiência cardíaca avançada e doença renal crônica estágio IV, é admitido na UTI por sepse de foco pulmonar. Evolui com necessidade de ventilação mecânica invasiva e noradrenalina em dose crescente. Após 7 dias de UTI, mantém disfunções orgânicas persistentes, sem perspectiva de reversão clínica significativa. Apresenta as seguintes pontuações em avaliações da equipe: SOFA: 14, persistente por > 72 horas; APACHE II: 32; PPS: 20% pré-internação; CAM-ICU positivo para delirium; CPOT: 6 durante aspiração traqueal. A família relata que o paciente, antes da internação, expressava desejo de não permanecer “ligado a aparelhos” sem chance de recuperação funcional. Considerando o papel dos cuidados paliativos na UTI e a correta utilização das escalas de avaliação, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3861707 Medicina
Paciente de 82 anos, com insuficiência cardíaca avançada (NYHA IV), demência vascular moderada, múltiplas internações por congestão e perda funcional progressiva, vive com a filha, que é sua cuidadora principal. Nas últimas semanas, apresenta anorexia marcada, dispneia em repouso, agitação noturna e episódios de recusa alimentar. A filha está exausta, relata culpa por não “conseguir fazer o pai comer” e insiste que a equipe “faça tudo” para reverter o quadro. Durante a reunião familiar, emergem conflitos, descritos abaixo:

• O fisioterapeuta acredita que o foco deve ser em mobilidade passiva e prevenção de dor por imobilidade.
• A psicóloga identifica sofrimento intenso da filha, com risco de colapso emocional.
• A enfermeira aponta sinais de sobrecarga do cuidador e risco de erros no manejo medicamentoso.
• O cardiologista defende manter betabloqueador e IECA, apesar da hipotensão e piora funcional.
• A geriatra sugere revisão profunda de metas de cuidado e possível transição para cuidados de fim de vida.

A equipe solicita avaliação do especialista em Cuidados Paliativos para conduzir o processo. Considerando as melhores práticas em funcionamento de equipe multidisciplinar/interdisciplinar, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3861706 Medicina
Homem de 69 anos, com DPOC GOLD E, internações repetidas por exacerbações (três no último ano), perda ponderal significativa, limitação funcional importante (marcha restrita ao domicílio) e necessidade de oxigênio domiciliar contínuo. Nos últimos meses, apresenta fadiga intensa, dispneia refratária, apesar de tratamento otimizado, e aumento progressivo da dependência nas atividades cotidianas. O médico assistente questiona se é “o momento certo” para encaminhar o paciente para cuidados paliativos mais estruturados. Ele deseja utilizar ferramentas de triagem para embasar a decisão. Considerando os instrumentos mais utilizados para identificar pacientes que se beneficiam de cuidados paliativos, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3861705 Medicina
Paciente de 75 anos, portadora de câncer de ovário com carcinomatose peritoneal e ascite moderada, em cuidados paliativos, relata constipação importante há 6 dias, sensação de “fezes duras que não saem”, distensão abdominal e náuseas ocasionais. Refere pequeno escape de fezes líquidas no dia anterior. Encontra-se em uso de morfina de liberação prolongada, ondansetrona regular e suplementação oral de ferro. Ingesta hídrica reduzida e mobilidade limitada. Ao exame: abdome distendido, timpanismo difuso, ruídos hidroaéreos presentes, sem defesa; toque retal revela presença de fezes endurecidas em ampola. Considerando os mecanismos envolvidos na constipação em cuidados paliativos e o manejo apropriado, qual é a conduta mais adequada?
Alternativas
Q3861704 Medicina
Mulher de 67 anos, com câncer de colo de útero metastático, apresenta dor pélvica intensa, sangramento vaginal recorrente e episódios de urgência urinária e tenesmo retal. Já utiliza opioides em doses otimizadas, mas mantém dor refratária. A tomografia mostra massa pélvica de 9 cm com invasão de paramétrios, contato com bexiga e reto e múltiplos linfonodos aumentados. A paciente questiona se há “algo além de remédio” para melhorar os sintomas. Ela não é candidata a tratamento modificador da doença, mas mantém performance ECOG 2. Considerando o papel da radioterapia paliativa no controle sintomático de tumores avançados, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3861703 Medicina
Paciente de 72 anos, portadora de metástases cerebrais múltiplas de câncer de pulmão, em cuidados paliativos exclusivos, apresenta episódio súbito de rigidez tônica, seguida de abalos clônicos generalizados por cerca de 90 segundos, com recuperação lenta e confusão pós-ictal persistente. Nas últimas 48 horas vinha mais sonolenta, com ingesta oral mínima, hiponatremia leve (Na 130 mEq/L) e insuficiência renal aguda (creatinina 2,0 mg/dL). Não utilizava anticonvulsivantes previamente. Considerando o manejo de crises convulsivas em pacientes com doença avançada e foco paliativo, qual é a conduta mais apropriada?
Alternativas
Q3861702 Medicina
Paciente de 72 anos, portadora de carcinoma de vesícula biliar localmente avançado, com invasão do hilo hepático e acometimento do plexo periportal. Relata dor abdominal profunda no hipocôndrio direito há semanas, de forte intensidade, mal localizada, associada a náuseas, perda de apetite e episódios de sudorese. A dor irradia para dorso e epigástrio. Está em uso de metadona em doses crescentes, com apenas alívio parcial. Refere piora da dor após refeições gordurosas e sensação de pressão interna constante. Ao exame, há icterícia, hepatomegalia e dor leve à palpação profunda, sem sinais de peritonite. Não há obstrução intestinal evidente. Considerando o mecanismo predominante da dor visceral hepatobiliar e as intervenções mais adequadas em cuidados paliativos, qual é a melhor conduta?
Alternativas
Q3861701 Medicina
Paciente de 71 anos, portador de câncer de pâncreas metastático, em cuidados paliativos, apresenta náuseas persistentes há 5 dias e dois episódios de vômitos na manhã. Refere que a náusea piora após comer, tem sensação constante de estômago cheio e arroto frequente. Nega dor intensa, constipação grave ou vômitos em jato. Ao exame: abdome levemente distendido, com ruídos hidroaéreos presentes, sem defesa. História relevante: uso recente de opioides e hipercalcemia leve corrigida com hidratação. O médico suspeita de náusea relacionada à gastroparesia e lentificação do esvaziamento gástrico, secundária ao próprio tumor e ao uso de opioide. Considerando o mecanismo principal envolvido e seu tratamento apropriado, qual é a conduta mais adequada?
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Q3861700 Psiquiatria
Paciente de 63 anos, portador de câncer gástrico metastático, em cuidados paliativos, relata há três semanas humor deprimido, perda de interesse em atividades, sentimentos de culpa por “ser um peso”, além de insônia terminal. Também apresenta perda ponderal, astenia e redução da ingestão, achados compatíveis com progressão da doença. Nega ideação suicida ativa. No exame, está lúcido, orientado, sem delirium. Considerando o diagnóstico e o tratamento da depressão em pacientes com doença avançada, qual é a conduta mais apropriada?
Alternativas
Q3861699 Medicina
Paciente de 74 anos com neoplasia pulmonar metastática, ECOG 4, dispneia moderada, anorexia severa, perda ponderal importante e dois internamentos no último mês, apresenta progressiva deterioração funcional. Durante avaliação de elegibilidade para cuidados paliativos intensivos, a equipe decide aplicar ferramentas de prognóstico para estimar sobrevida inferior a 30 dias. Os achados incluem:

Palliative Performance Scale (PPS): 30%.
Palliative Prognostic Index (PPI): 6,5 pontos.
Palliative Prognostic Score (PaP): Grupo C (sobrevida <30 dias).
• Ausência de taquipneia, porém com delirium leve.
• PCR elevada e leucocitose.
• Não há indicação de novos tratamentos modificadores de doença.

Considerando a interpretação avançada das ferramentas prognósticas e suas limitações, assinale a alternativa correta sobre o caso.
Alternativas
Q3861698 Medicina
Homem, 62 anos, portador de cirrose hepática Child-Pugh C secundária a hepatite C e esteatohepatite, com múltiplas internações por ascite refratária, encefalopatia hepática recorrente e síndrome hepatorrenal tipo 2. Ausência de elegibilidade para transplante. Nas últimas 24 horas, evoluiu com sonolência progressiva, flapping discreto, náuseas, dor abdominal difusa e dispneia leve. Encontra-se hipotenso, com icterícia acentuada, edema de membros inferiores e distensão abdominal importante devido à ascite. Paracentese diagnóstica: gradiente soro-ascite > 1,1; polimorfonucleares 380/mm3 , cultura pendente. Considerando o quadro e as melhores práticas em cuidados paliativos para cirrose avançada, qual é a conduta mais apropriada?
Alternativas
Q3861697 Medicina
Homem de 78 anos, com insuficiência cardíaca avançada por cardiomiopatia isquêmica, FE 15%, múltiplas internações por congestão nos últimos 6 meses, classe funcional NYHA IV persistente apesar de terapêutica otimizada (IECA, betabloqueador, antagonista de mineralocorticoide, dapagliflozina e furosemida). Apresenta dispneia intensa em repouso, ortopneia, caquexia cardíaca, pressão 88/52 mmHg, frequência cardíaca 104 bpm, creatinina 2,1 mg/dL, náuseas e episódios de ansiedade. Tem ICD implantado há anos. Relata pânico noturno por sensação de “não conseguir respirar”. Ele e a família compreendem o prognóstico, expressam desejo de permanecer em casa e evitar novas internações. Considerando o manejo paliativo avançado e baseado em evidências para IC terminal, qual é a conduta mais apropriada?
Alternativas
Q3861696 Medicina
Para responder a questão, considere o seguinte caso clínico:


Paciente em cuidados paliativos com dor oncológica intensa inicia morfina em dose adequada. Nas primeiras 48 horas, desenvolve prurido generalizado, sem rash, com restante do exame físico inalterado. 
Qual é a melhor alternativa de tratamento?
Alternativas
Q3861695 Medicina
Para responder a questão, considere o seguinte caso clínico:


Paciente em cuidados paliativos com dor oncológica intensa inicia morfina em dose adequada. Nas primeiras 48 horas, desenvolve prurido generalizado, sem rash, com restante do exame físico inalterado. 
Considerando o mecanismo fisiopatológico do prurido induzido por opioides, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3861694 Medicina
Paciente de 84 anos, com demência avançada (FAST 7C), histórico de câncer colorretal metastático e múltiplas internações recentes, encontra-se acamada, não verbaliza palavras compreensíveis e não segue comandos simples. Apresenta episódios de gemidos, expressão facial contraída, rigidez de membros durante mobilização e agitação intermitente, sobretudo durante cuidados de higiene. Não há sinais clínicos evidentes de infecção ou delirium agudo. Considerando os princípios avançados da avaliação da dor em pacientes não comunicativos em cuidados paliativos, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3861693 Medicina
Paciente com neoplasia de cólon avançada, em terminalidade de vida, com dispneia incapacitante e saturação 92% em ar ambiente, já em uso de opioide com dose otimizada. Familiar solicita oxigenoterapia domiciliar. Qual é o raciocínio médico correto?
Alternativas
Q3861692 Medicina
Mulher de 65 anos, portadora de câncer de colo de útero localmente avançado, com grande massa pélvica infiltrando paramétrios e causando compressão extrínseca do ureter direito. Há 12 horas apresenta oligúria, dor em flanco direito e náuseas. História recente de isquemia mesentérica tratada com enterectomia segmentar há 30 dias, fibrilação atrial em anticoagulação oral e anemia leve. Laboratório na admissão: creatinina 4,5 mg/dL; ureia 182 mg/dL; Na 136 mEq/L; K 5,3 mEq/L; leucócitos 7.900/mm3 ; plaquetas 148.000/mm3 . Ultrassonografia de rins e vias urinárias evidencia hidronefrose direita importante, sem cálculos visíveis; bexiga com conteúdo anecoico e volume estimado de 80 mL. O quadro clínico é compatível com obstrução ureteral maligna aguda por progressão tumoral. Considerando as opções de manejo da obstrução urinária em contexto de neoplasia pélvica avançada, a melhor conduta inicial é:
Alternativas
Q3861691 Medicina
Paciente de 67 anos, portador de Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) em estágio avançado, encontra-se internado em UTI por insuficiência respiratória aguda, foi intubado há 10 dias e agora apresenta falência ventilatória irreversível, sem possibilidade de desmame. A família solicita extubação paliativa, em conformidade com o plano de cuidados previamente discutido com o paciente quando ainda era capaz de expressar suas preferências. O paciente está sedado com propofol em infusão contínua (40 µg/kg/min) e utiliza fentanil (50 µg/h). Após a decisão colegiada e documentação completa, planeja-se realizar extubação paliativa à beira-leito. Considerando as melhores práticas de extubação paliativa, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3861690 Medicina
A hipercalcemia maligna é uma complicação frequentemente observada em pacientes com câncer avançado e está associada a um aumento da mortalidade. Dentre as principais causas de hipercalcemia maligna, destaca-se a secreção de peptídeos relacionados ao hormônio paratireoide (PTHrP), a metástase óssea e a secreção excessiva de vitamina D. Sobre a abordagem da hipercalcemia maligna em pacientes em cuidados paliativos, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Respostas
301: D
302: A
303: C
304: E
305: A
306: B
307: A
308: D
309: B
310: E
311: C
312: A
313: C
314: B
315: A
316: E
317: B
318: B
319: D
320: D