Questões de Concurso Para prefeitura de lavras da mangabeira - ce

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Q3762600 Português
A SOLUÇÃO


    João José, de batismo. Nome todo: João José de Sousa. Nascido no estado da Guanabara, no bairro do Encantado. Atualmente conta 22 anos; é um rapaz honesto, de bom caráter e que sempre ajudou a família. Nascido no estado de Guanabara no bairro Encantado. Atualmente conta 22 anos; é um rapaz honesto, de bom caráter e que sempre ajudou a família. O pai morreu quando ele ainda era menino, e, por isso, desde cedo aprendeu a trabalhar para ajudar a mãe e duas irmãs menores. Vendeu pastel na estação do Encantado, foi boy de escritório, contínuo de banco - tudo na época em que fazia o curso ginasial de noite.

    Sempre foi um rapazinho esperto e logo percebeu que era preciso estudar para ser alguma coisa na vida. Mas nunca teve ilusões: era preciso trabalhar e estudar ao mesmo tempo. A família era unida e todos se ajudavam mutuamente. A irmã mais velha está noiva de um colega seu, que também é bom rapaz. Em suma: para João José a vida era dura, mas não era intolerável. Era um bom aluno de farmácia, um dos mais aplicados da turma e ia se virando para pagar as anuidades, os livros, tudo o que precisava, enfim, com soldo da Polícia Militar. Bom soldado, também. Antes tinha sido um bom atleta e não foi difícil passar nos exames da PM. Lá, ao menos, comida de graça, tinha farda de graça e ainda o soldo.

    No dia em que foi mais sangrenta a luta entre estudantes e polícia, estava de folga do quartel. Nem soube de nada. Aproveitara o dia para passar a matéria de química. A faculdade estava fechada, todos em greve, uma lástima. João José se dividia em seus afazeres com um zelo raro. Estudou até tarde e acordou tarde também. Foi a mana mais moça que lhe invadiu o quarto com café cheiroso e um sorriso fraternal, chamando-o vagabundo, dizendo que aquilo não era hora para pobre estar na cama. Levantou-se fazendo cara de bandidão e avançou para a menina, como se fosse triturá-la por tê-lo despertado. A irmã colocou o café sobre a mesinha tosca e deu um gritinho. Ele alcançou e pôs-se a fazer-lhe cócegas, enquanto a chamava de bruxa. "Ela conseguiu desvencilhar-se e saiu rindo para o corredor, gritando que" João José está maluco! João José está maluco!"

    Ainda não estava.

    Depois do banho foi beijar a mãe na cozinha e viu o jornal, num canto. Apanhou e pôs-se a ler. Logo no cabeçalho dos noticiários percebeu que seu plano de ir até a faculdade saber das novidades e depois se apresentar no quartel (ia dar plantão) era inexequível. A mãe disse-lhe qualquer coisa que ele não percebeu o que era, porque mergulhou na leitura e foi quase inconscientemente que voltou ao quarto, sentou-se na beira da cama e ficou lendo. Leu tudo de um fôlego, às vezes sem acreditar no que lia, mas tendo que continuar a leitura, tal era a sua curiosidade, tal era a sua estupefação. João José - homem honesto e correto -, depois de ler tudo, olhou para as fotografias, reconheceu policiais, reconheceu vários colegas de faculdade. Começou a ler de novo, correndo a lista de presos, a lista de feridos.

    Já não sabia mais de si mesmo; não sabia se tinha sido direito dormir o sono que, na noite anterior, seu organismo pedia. Se ao menos soubesse antes! Claro que não iria dormir, mas onde teria se apresentado? Ao grupo de colegas que eu havia procurado, na certa, e que só não encontrara porque não tinha o telefone e morava num subúrbio... ou teria ido para o quartel? Lá, certamente, todos sabiam com antecedência que o pau ia comer e aguardavam sua apresentação. Ele não fora e nem dera satisfação. Muitos companheiros deviam ter saído para o centro das hostilidades pensando que talvez o encontrassem do outro lado, atirando pedras, gritando suas reivindicações. Como estudante, sabia que o protesto era justo. Tinha acompanhado assembleias, visto como seus colegas insistiram para ser ouvidos serenamente. Como policial, seu dever era cumprir ordens. Correu os olhos pela lista de presos: o Alfredo, o Carlos, a Luísa - moça tão bonita, como estariam tratando-a aos agentes do Dops? De repente viu a notícia da morte do PM Nelson. Puxa, o Nelson! Leu trêmulo: no alto dos edifícios o povo tentou ajudar os estudantes massacrados e algo caíra sobre o Nelson, seu companheiro Nelson, matando-o.

    A mãe passou pelo corredor e viu-o nu da cintura pra cima, mas com as calças que costumava usar quando ia à faculdade: - Você vai à faculdade, meu filho? - e nem estranhou de não ouvir resposta. Estava muito ocupada com o almoço para notar que о filho estava completamente transformado.

    O que devia ter feito, meu Deus? Ficado do lado dos colegas e enfrentar a fúria policial? Juntar-se aos companheiros do quartel, na repressão às manifestações? Ele teria batido? Ele teria apanhado? A ordem de um lado era de não ter medo de apanhar; a ordem do outro era não ter pena de bater.

    Por cima das calças vestiu o dólmã de PM. Quando a irmā entrou no quarto para arrumar, foi que viu. Saiu correndo, chorando, gritando: "João José está louco! Está batendo de sobre nele mesmo..."

    O sangue jorrava do nariz! Da testa!

    Não ter medo de apanhar! Não ter pena de bater!


(Stanislaw Ponte Preta. Febeapá. Companhia das Letras, 2015, p. 416)
No trecho a seguir, temos algumas palavras que passaram por flexões de grau. Dadas às opções, marque aquela em que as flexões estejam grafadas incorretamente:

Levantou-se fazendo cara de bandidão e avançou para a menina, como se fosse triturá-la por tê-lo despertado. A irmã colocou o café sobre a mesinha tosca e deu um gritinho.
Alternativas
Q3762599 Português
A SOLUÇÃO


    João José, de batismo. Nome todo: João José de Sousa. Nascido no estado da Guanabara, no bairro do Encantado. Atualmente conta 22 anos; é um rapaz honesto, de bom caráter e que sempre ajudou a família. Nascido no estado de Guanabara no bairro Encantado. Atualmente conta 22 anos; é um rapaz honesto, de bom caráter e que sempre ajudou a família. O pai morreu quando ele ainda era menino, e, por isso, desde cedo aprendeu a trabalhar para ajudar a mãe e duas irmãs menores. Vendeu pastel na estação do Encantado, foi boy de escritório, contínuo de banco - tudo na época em que fazia o curso ginasial de noite.

    Sempre foi um rapazinho esperto e logo percebeu que era preciso estudar para ser alguma coisa na vida. Mas nunca teve ilusões: era preciso trabalhar e estudar ao mesmo tempo. A família era unida e todos se ajudavam mutuamente. A irmã mais velha está noiva de um colega seu, que também é bom rapaz. Em suma: para João José a vida era dura, mas não era intolerável. Era um bom aluno de farmácia, um dos mais aplicados da turma e ia se virando para pagar as anuidades, os livros, tudo o que precisava, enfim, com soldo da Polícia Militar. Bom soldado, também. Antes tinha sido um bom atleta e não foi difícil passar nos exames da PM. Lá, ao menos, comida de graça, tinha farda de graça e ainda o soldo.

    No dia em que foi mais sangrenta a luta entre estudantes e polícia, estava de folga do quartel. Nem soube de nada. Aproveitara o dia para passar a matéria de química. A faculdade estava fechada, todos em greve, uma lástima. João José se dividia em seus afazeres com um zelo raro. Estudou até tarde e acordou tarde também. Foi a mana mais moça que lhe invadiu o quarto com café cheiroso e um sorriso fraternal, chamando-o vagabundo, dizendo que aquilo não era hora para pobre estar na cama. Levantou-se fazendo cara de bandidão e avançou para a menina, como se fosse triturá-la por tê-lo despertado. A irmã colocou o café sobre a mesinha tosca e deu um gritinho. Ele alcançou e pôs-se a fazer-lhe cócegas, enquanto a chamava de bruxa. "Ela conseguiu desvencilhar-se e saiu rindo para o corredor, gritando que" João José está maluco! João José está maluco!"

    Ainda não estava.

    Depois do banho foi beijar a mãe na cozinha e viu o jornal, num canto. Apanhou e pôs-se a ler. Logo no cabeçalho dos noticiários percebeu que seu plano de ir até a faculdade saber das novidades e depois se apresentar no quartel (ia dar plantão) era inexequível. A mãe disse-lhe qualquer coisa que ele não percebeu o que era, porque mergulhou na leitura e foi quase inconscientemente que voltou ao quarto, sentou-se na beira da cama e ficou lendo. Leu tudo de um fôlego, às vezes sem acreditar no que lia, mas tendo que continuar a leitura, tal era a sua curiosidade, tal era a sua estupefação. João José - homem honesto e correto -, depois de ler tudo, olhou para as fotografias, reconheceu policiais, reconheceu vários colegas de faculdade. Começou a ler de novo, correndo a lista de presos, a lista de feridos.

    Já não sabia mais de si mesmo; não sabia se tinha sido direito dormir o sono que, na noite anterior, seu organismo pedia. Se ao menos soubesse antes! Claro que não iria dormir, mas onde teria se apresentado? Ao grupo de colegas que eu havia procurado, na certa, e que só não encontrara porque não tinha o telefone e morava num subúrbio... ou teria ido para o quartel? Lá, certamente, todos sabiam com antecedência que o pau ia comer e aguardavam sua apresentação. Ele não fora e nem dera satisfação. Muitos companheiros deviam ter saído para o centro das hostilidades pensando que talvez o encontrassem do outro lado, atirando pedras, gritando suas reivindicações. Como estudante, sabia que o protesto era justo. Tinha acompanhado assembleias, visto como seus colegas insistiram para ser ouvidos serenamente. Como policial, seu dever era cumprir ordens. Correu os olhos pela lista de presos: o Alfredo, o Carlos, a Luísa - moça tão bonita, como estariam tratando-a aos agentes do Dops? De repente viu a notícia da morte do PM Nelson. Puxa, o Nelson! Leu trêmulo: no alto dos edifícios o povo tentou ajudar os estudantes massacrados e algo caíra sobre o Nelson, seu companheiro Nelson, matando-o.

    A mãe passou pelo corredor e viu-o nu da cintura pra cima, mas com as calças que costumava usar quando ia à faculdade: - Você vai à faculdade, meu filho? - e nem estranhou de não ouvir resposta. Estava muito ocupada com o almoço para notar que о filho estava completamente transformado.

    O que devia ter feito, meu Deus? Ficado do lado dos colegas e enfrentar a fúria policial? Juntar-se aos companheiros do quartel, na repressão às manifestações? Ele teria batido? Ele teria apanhado? A ordem de um lado era de não ter medo de apanhar; a ordem do outro era não ter pena de bater.

    Por cima das calças vestiu o dólmã de PM. Quando a irmā entrou no quarto para arrumar, foi que viu. Saiu correndo, chorando, gritando: "João José está louco! Está batendo de sobre nele mesmo..."

    O sangue jorrava do nariz! Da testa!

    Não ter medo de apanhar! Não ter pena de bater!


(Stanislaw Ponte Preta. Febeapá. Companhia das Letras, 2015, p. 416)
Marque a alternativa em que a vírgula está utilizada corretamente:
Alternativas
Q3762598 Português
A SOLUÇÃO


    João José, de batismo. Nome todo: João José de Sousa. Nascido no estado da Guanabara, no bairro do Encantado. Atualmente conta 22 anos; é um rapaz honesto, de bom caráter e que sempre ajudou a família. Nascido no estado de Guanabara no bairro Encantado. Atualmente conta 22 anos; é um rapaz honesto, de bom caráter e que sempre ajudou a família. O pai morreu quando ele ainda era menino, e, por isso, desde cedo aprendeu a trabalhar para ajudar a mãe e duas irmãs menores. Vendeu pastel na estação do Encantado, foi boy de escritório, contínuo de banco - tudo na época em que fazia o curso ginasial de noite.

    Sempre foi um rapazinho esperto e logo percebeu que era preciso estudar para ser alguma coisa na vida. Mas nunca teve ilusões: era preciso trabalhar e estudar ao mesmo tempo. A família era unida e todos se ajudavam mutuamente. A irmã mais velha está noiva de um colega seu, que também é bom rapaz. Em suma: para João José a vida era dura, mas não era intolerável. Era um bom aluno de farmácia, um dos mais aplicados da turma e ia se virando para pagar as anuidades, os livros, tudo o que precisava, enfim, com soldo da Polícia Militar. Bom soldado, também. Antes tinha sido um bom atleta e não foi difícil passar nos exames da PM. Lá, ao menos, comida de graça, tinha farda de graça e ainda o soldo.

    No dia em que foi mais sangrenta a luta entre estudantes e polícia, estava de folga do quartel. Nem soube de nada. Aproveitara o dia para passar a matéria de química. A faculdade estava fechada, todos em greve, uma lástima. João José se dividia em seus afazeres com um zelo raro. Estudou até tarde e acordou tarde também. Foi a mana mais moça que lhe invadiu o quarto com café cheiroso e um sorriso fraternal, chamando-o vagabundo, dizendo que aquilo não era hora para pobre estar na cama. Levantou-se fazendo cara de bandidão e avançou para a menina, como se fosse triturá-la por tê-lo despertado. A irmã colocou o café sobre a mesinha tosca e deu um gritinho. Ele alcançou e pôs-se a fazer-lhe cócegas, enquanto a chamava de bruxa. "Ela conseguiu desvencilhar-se e saiu rindo para o corredor, gritando que" João José está maluco! João José está maluco!"

    Ainda não estava.

    Depois do banho foi beijar a mãe na cozinha e viu o jornal, num canto. Apanhou e pôs-se a ler. Logo no cabeçalho dos noticiários percebeu que seu plano de ir até a faculdade saber das novidades e depois se apresentar no quartel (ia dar plantão) era inexequível. A mãe disse-lhe qualquer coisa que ele não percebeu o que era, porque mergulhou na leitura e foi quase inconscientemente que voltou ao quarto, sentou-se na beira da cama e ficou lendo. Leu tudo de um fôlego, às vezes sem acreditar no que lia, mas tendo que continuar a leitura, tal era a sua curiosidade, tal era a sua estupefação. João José - homem honesto e correto -, depois de ler tudo, olhou para as fotografias, reconheceu policiais, reconheceu vários colegas de faculdade. Começou a ler de novo, correndo a lista de presos, a lista de feridos.

    Já não sabia mais de si mesmo; não sabia se tinha sido direito dormir o sono que, na noite anterior, seu organismo pedia. Se ao menos soubesse antes! Claro que não iria dormir, mas onde teria se apresentado? Ao grupo de colegas que eu havia procurado, na certa, e que só não encontrara porque não tinha o telefone e morava num subúrbio... ou teria ido para o quartel? Lá, certamente, todos sabiam com antecedência que o pau ia comer e aguardavam sua apresentação. Ele não fora e nem dera satisfação. Muitos companheiros deviam ter saído para o centro das hostilidades pensando que talvez o encontrassem do outro lado, atirando pedras, gritando suas reivindicações. Como estudante, sabia que o protesto era justo. Tinha acompanhado assembleias, visto como seus colegas insistiram para ser ouvidos serenamente. Como policial, seu dever era cumprir ordens. Correu os olhos pela lista de presos: o Alfredo, o Carlos, a Luísa - moça tão bonita, como estariam tratando-a aos agentes do Dops? De repente viu a notícia da morte do PM Nelson. Puxa, o Nelson! Leu trêmulo: no alto dos edifícios o povo tentou ajudar os estudantes massacrados e algo caíra sobre o Nelson, seu companheiro Nelson, matando-o.

    A mãe passou pelo corredor e viu-o nu da cintura pra cima, mas com as calças que costumava usar quando ia à faculdade: - Você vai à faculdade, meu filho? - e nem estranhou de não ouvir resposta. Estava muito ocupada com o almoço para notar que о filho estava completamente transformado.

    O que devia ter feito, meu Deus? Ficado do lado dos colegas e enfrentar a fúria policial? Juntar-se aos companheiros do quartel, na repressão às manifestações? Ele teria batido? Ele teria apanhado? A ordem de um lado era de não ter medo de apanhar; a ordem do outro era não ter pena de bater.

    Por cima das calças vestiu o dólmã de PM. Quando a irmā entrou no quarto para arrumar, foi que viu. Saiu correndo, chorando, gritando: "João José está louco! Está batendo de sobre nele mesmo..."

    O sangue jorrava do nariz! Da testa!

    Não ter medo de apanhar! Não ter pena de bater!


(Stanislaw Ponte Preta. Febeapá. Companhia das Letras, 2015, p. 416)
Observe o fragmento, em seguida, marque a opção que melhor se adequa ao significado da palavra em destaque:

Logo no cabeçalho dos noticiários percebeu que seu plano de ir até a faculdade saber das novidades e depois se apresentar no quartel (ia dar plantão) era inexequível.
Alternativas
Q3762597 Português
A SOLUÇÃO


    João José, de batismo. Nome todo: João José de Sousa. Nascido no estado da Guanabara, no bairro do Encantado. Atualmente conta 22 anos; é um rapaz honesto, de bom caráter e que sempre ajudou a família. Nascido no estado de Guanabara no bairro Encantado. Atualmente conta 22 anos; é um rapaz honesto, de bom caráter e que sempre ajudou a família. O pai morreu quando ele ainda era menino, e, por isso, desde cedo aprendeu a trabalhar para ajudar a mãe e duas irmãs menores. Vendeu pastel na estação do Encantado, foi boy de escritório, contínuo de banco - tudo na época em que fazia o curso ginasial de noite.

    Sempre foi um rapazinho esperto e logo percebeu que era preciso estudar para ser alguma coisa na vida. Mas nunca teve ilusões: era preciso trabalhar e estudar ao mesmo tempo. A família era unida e todos se ajudavam mutuamente. A irmã mais velha está noiva de um colega seu, que também é bom rapaz. Em suma: para João José a vida era dura, mas não era intolerável. Era um bom aluno de farmácia, um dos mais aplicados da turma e ia se virando para pagar as anuidades, os livros, tudo o que precisava, enfim, com soldo da Polícia Militar. Bom soldado, também. Antes tinha sido um bom atleta e não foi difícil passar nos exames da PM. Lá, ao menos, comida de graça, tinha farda de graça e ainda o soldo.

    No dia em que foi mais sangrenta a luta entre estudantes e polícia, estava de folga do quartel. Nem soube de nada. Aproveitara o dia para passar a matéria de química. A faculdade estava fechada, todos em greve, uma lástima. João José se dividia em seus afazeres com um zelo raro. Estudou até tarde e acordou tarde também. Foi a mana mais moça que lhe invadiu o quarto com café cheiroso e um sorriso fraternal, chamando-o vagabundo, dizendo que aquilo não era hora para pobre estar na cama. Levantou-se fazendo cara de bandidão e avançou para a menina, como se fosse triturá-la por tê-lo despertado. A irmã colocou o café sobre a mesinha tosca e deu um gritinho. Ele alcançou e pôs-se a fazer-lhe cócegas, enquanto a chamava de bruxa. "Ela conseguiu desvencilhar-se e saiu rindo para o corredor, gritando que" João José está maluco! João José está maluco!"

    Ainda não estava.

    Depois do banho foi beijar a mãe na cozinha e viu o jornal, num canto. Apanhou e pôs-se a ler. Logo no cabeçalho dos noticiários percebeu que seu plano de ir até a faculdade saber das novidades e depois se apresentar no quartel (ia dar plantão) era inexequível. A mãe disse-lhe qualquer coisa que ele não percebeu o que era, porque mergulhou na leitura e foi quase inconscientemente que voltou ao quarto, sentou-se na beira da cama e ficou lendo. Leu tudo de um fôlego, às vezes sem acreditar no que lia, mas tendo que continuar a leitura, tal era a sua curiosidade, tal era a sua estupefação. João José - homem honesto e correto -, depois de ler tudo, olhou para as fotografias, reconheceu policiais, reconheceu vários colegas de faculdade. Começou a ler de novo, correndo a lista de presos, a lista de feridos.

    Já não sabia mais de si mesmo; não sabia se tinha sido direito dormir o sono que, na noite anterior, seu organismo pedia. Se ao menos soubesse antes! Claro que não iria dormir, mas onde teria se apresentado? Ao grupo de colegas que eu havia procurado, na certa, e que só não encontrara porque não tinha o telefone e morava num subúrbio... ou teria ido para o quartel? Lá, certamente, todos sabiam com antecedência que o pau ia comer e aguardavam sua apresentação. Ele não fora e nem dera satisfação. Muitos companheiros deviam ter saído para o centro das hostilidades pensando que talvez o encontrassem do outro lado, atirando pedras, gritando suas reivindicações. Como estudante, sabia que o protesto era justo. Tinha acompanhado assembleias, visto como seus colegas insistiram para ser ouvidos serenamente. Como policial, seu dever era cumprir ordens. Correu os olhos pela lista de presos: o Alfredo, o Carlos, a Luísa - moça tão bonita, como estariam tratando-a aos agentes do Dops? De repente viu a notícia da morte do PM Nelson. Puxa, o Nelson! Leu trêmulo: no alto dos edifícios o povo tentou ajudar os estudantes massacrados e algo caíra sobre o Nelson, seu companheiro Nelson, matando-o.

    A mãe passou pelo corredor e viu-o nu da cintura pra cima, mas com as calças que costumava usar quando ia à faculdade: - Você vai à faculdade, meu filho? - e nem estranhou de não ouvir resposta. Estava muito ocupada com o almoço para notar que о filho estava completamente transformado.

    O que devia ter feito, meu Deus? Ficado do lado dos colegas e enfrentar a fúria policial? Juntar-se aos companheiros do quartel, na repressão às manifestações? Ele teria batido? Ele teria apanhado? A ordem de um lado era de não ter medo de apanhar; a ordem do outro era não ter pena de bater.

    Por cima das calças vestiu o dólmã de PM. Quando a irmā entrou no quarto para arrumar, foi que viu. Saiu correndo, chorando, gritando: "João José está louco! Está batendo de sobre nele mesmo..."

    O sangue jorrava do nariz! Da testa!

    Não ter medo de apanhar! Não ter pena de bater!


(Stanislaw Ponte Preta. Febeapá. Companhia das Letras, 2015, p. 416)
A expressão: "Ainda não estava", no texto significa:
Alternativas
Q3762596 Português
A SOLUÇÃO


    João José, de batismo. Nome todo: João José de Sousa. Nascido no estado da Guanabara, no bairro do Encantado. Atualmente conta 22 anos; é um rapaz honesto, de bom caráter e que sempre ajudou a família. Nascido no estado de Guanabara no bairro Encantado. Atualmente conta 22 anos; é um rapaz honesto, de bom caráter e que sempre ajudou a família. O pai morreu quando ele ainda era menino, e, por isso, desde cedo aprendeu a trabalhar para ajudar a mãe e duas irmãs menores. Vendeu pastel na estação do Encantado, foi boy de escritório, contínuo de banco - tudo na época em que fazia o curso ginasial de noite.

    Sempre foi um rapazinho esperto e logo percebeu que era preciso estudar para ser alguma coisa na vida. Mas nunca teve ilusões: era preciso trabalhar e estudar ao mesmo tempo. A família era unida e todos se ajudavam mutuamente. A irmã mais velha está noiva de um colega seu, que também é bom rapaz. Em suma: para João José a vida era dura, mas não era intolerável. Era um bom aluno de farmácia, um dos mais aplicados da turma e ia se virando para pagar as anuidades, os livros, tudo o que precisava, enfim, com soldo da Polícia Militar. Bom soldado, também. Antes tinha sido um bom atleta e não foi difícil passar nos exames da PM. Lá, ao menos, comida de graça, tinha farda de graça e ainda o soldo.

    No dia em que foi mais sangrenta a luta entre estudantes e polícia, estava de folga do quartel. Nem soube de nada. Aproveitara o dia para passar a matéria de química. A faculdade estava fechada, todos em greve, uma lástima. João José se dividia em seus afazeres com um zelo raro. Estudou até tarde e acordou tarde também. Foi a mana mais moça que lhe invadiu o quarto com café cheiroso e um sorriso fraternal, chamando-o vagabundo, dizendo que aquilo não era hora para pobre estar na cama. Levantou-se fazendo cara de bandidão e avançou para a menina, como se fosse triturá-la por tê-lo despertado. A irmã colocou o café sobre a mesinha tosca e deu um gritinho. Ele alcançou e pôs-se a fazer-lhe cócegas, enquanto a chamava de bruxa. "Ela conseguiu desvencilhar-se e saiu rindo para o corredor, gritando que" João José está maluco! João José está maluco!"

    Ainda não estava.

    Depois do banho foi beijar a mãe na cozinha e viu o jornal, num canto. Apanhou e pôs-se a ler. Logo no cabeçalho dos noticiários percebeu que seu plano de ir até a faculdade saber das novidades e depois se apresentar no quartel (ia dar plantão) era inexequível. A mãe disse-lhe qualquer coisa que ele não percebeu o que era, porque mergulhou na leitura e foi quase inconscientemente que voltou ao quarto, sentou-se na beira da cama e ficou lendo. Leu tudo de um fôlego, às vezes sem acreditar no que lia, mas tendo que continuar a leitura, tal era a sua curiosidade, tal era a sua estupefação. João José - homem honesto e correto -, depois de ler tudo, olhou para as fotografias, reconheceu policiais, reconheceu vários colegas de faculdade. Começou a ler de novo, correndo a lista de presos, a lista de feridos.

    Já não sabia mais de si mesmo; não sabia se tinha sido direito dormir o sono que, na noite anterior, seu organismo pedia. Se ao menos soubesse antes! Claro que não iria dormir, mas onde teria se apresentado? Ao grupo de colegas que eu havia procurado, na certa, e que só não encontrara porque não tinha o telefone e morava num subúrbio... ou teria ido para o quartel? Lá, certamente, todos sabiam com antecedência que o pau ia comer e aguardavam sua apresentação. Ele não fora e nem dera satisfação. Muitos companheiros deviam ter saído para o centro das hostilidades pensando que talvez o encontrassem do outro lado, atirando pedras, gritando suas reivindicações. Como estudante, sabia que o protesto era justo. Tinha acompanhado assembleias, visto como seus colegas insistiram para ser ouvidos serenamente. Como policial, seu dever era cumprir ordens. Correu os olhos pela lista de presos: o Alfredo, o Carlos, a Luísa - moça tão bonita, como estariam tratando-a aos agentes do Dops? De repente viu a notícia da morte do PM Nelson. Puxa, o Nelson! Leu trêmulo: no alto dos edifícios o povo tentou ajudar os estudantes massacrados e algo caíra sobre o Nelson, seu companheiro Nelson, matando-o.

    A mãe passou pelo corredor e viu-o nu da cintura pra cima, mas com as calças que costumava usar quando ia à faculdade: - Você vai à faculdade, meu filho? - e nem estranhou de não ouvir resposta. Estava muito ocupada com o almoço para notar que о filho estava completamente transformado.

    O que devia ter feito, meu Deus? Ficado do lado dos colegas e enfrentar a fúria policial? Juntar-se aos companheiros do quartel, na repressão às manifestações? Ele teria batido? Ele teria apanhado? A ordem de um lado era de não ter medo de apanhar; a ordem do outro era não ter pena de bater.

    Por cima das calças vestiu o dólmã de PM. Quando a irmā entrou no quarto para arrumar, foi que viu. Saiu correndo, chorando, gritando: "João José está louco! Está batendo de sobre nele mesmo..."

    O sangue jorrava do nariz! Da testa!

    Não ter medo de apanhar! Não ter pena de bater!


(Stanislaw Ponte Preta. Febeapá. Companhia das Letras, 2015, p. 416)
Veja as proposições a seguir e marque a opção que melhor corresponde a uma leitura geral do texto:

I. Incapaz de encontrar A Solução para seus questionamentos existenciais, o protagonista imerge na loucura;
II. O texto representa um conflito existente apenas no século passado. Na atualidade, os direitos são respeitados e os embates acontecem, apenas, no plano das ideias;
III. Em momentos distintos, a irmã de João José diz que ele está louco. Embora sejam momentos diferentes, o contexto é o mesmo:
IV. Não ter medo e não ter pena são imperativos geradores de sanidade e equilíbrio.
Alternativas
Q3759905 Pedagogia

Analise o diálogo apresentado na tirinha a seguir:



Imagem associada para resolução da questão



Armandinho. Artista: Alexandre Beck. Disponível em: https://sme.goiania.go.gov.br/conexaoescola/eaja/linguaportuguesa-ciencias-da-natureza-e-geografia-habitos-de-higiene Acesso em: 15 de out. 2025



A BNCC sugere que o ensino de Ciências ajude o estudante a entender como o próprio corpo funciona, os hábitos que favorecem a saúde e as consequências das decisões pessoais para o bem-estar de toda a comunidade. A alfabetização científica deve capacitar os alunos a tomarem decisões informadas, fundamentadas em evidencias e princípios éticos. Com base nas diretrizes da BNCC para as Ciências da Natureza, a situação ilustrada na charge pode ser trabalhada em sala de aula para: 


Alternativas
Q3759904 Meio Ambiente

Observe a tirinha abaixo:



Imagem associada para resolução da questão


Armandinho. Artista: Alexandre Beck. Disponível em:guiaecologico.wordpress.com/2017/05/31/tirinhasambientais-para-reflexao Acesso em: 15 de out.5



 

A BNCC sugere que, no Ensino Fundamental, a área de Ciências da Natureza desempenhe um papel na formação de cidadãos críticos, aptos a entender as mudanças ambientais e a sugerir ações sustentáveis no dia a dia. Dessa forma, assuntos como consumo, descarte de resíduos e conservação dos ecossistemas são fundamentais para estimular a consciência socioambiental.



Portanto, conforme os objetivos estabelecidos pela BNCC para essa área, o professor deve tratar a situação apresentada na tirinha de modo a: 

Alternativas
Q3759903 Física

Ao longo do tempo, diferentes cientistas tiveram um papel importante na compreensão da composição da matéria. Desde o conceito da esfera sólida de Dalton até o modelo quântico de Schrodinger, as teorias sobre a estrutura atômica foram se aprimorando a medida que novas descobertas experimentais surgiam. Esse processo de evolução levou à criação da Tabela Periódica atual, que é organizada com base nas propriedades periódicas resultantes da configuração eletrônica dos elementos. 



Com base nesses conhecimentos, examine as afirmações a seguir e marque a alternativa correta:

Alternativas
Q3759902 Biologia

Em áreas com distintas condições ambientais, as plantas criaram adaptações que afetam a estrutura, o funcionamento e a eficácia dos tecidos vegetais. Essas adaptações estão conectadas, entre outros aspectos, a maneira como acontecem a troca de gases e a absorção do carbono do ar durante o processo de fotossíntese.


De acordo com o funcionamento fisiológico das diversas espécies de plantas, assinale a alternativa correta:

Alternativas
Q3759901 Física

Durante o descarregamento de produtos em um centro de distribuição, um funcionário usa um carrinho para transportar caixas pesadas por uma rampa inclinada. Em uma das manobras, ele percebe que, ao deixar o carrinho parado no topo da rampa, este começa a se mover sozinho em direção a parte inferior, acelerando até chegar ao fim da inclinação, sem que haja força aplicada diretamente nele.



Com base nos princípios de movimento e força mecânica, qual alternativa explica corretamente os fatores físicos responsáveis pelo movimento do carrinho nessa circunstancia? 

Alternativas
Q3759900 Biologia

O desenvolvimento das técnicas de analise genética e molecular revolucionou a maneira como os seres vivos são classificados. Essas novas evidencias levaram a taxonomia a considerar as relações evolutivas mais abrangentes entre os diversos grupos, indo além dos modelos que se baseavam somente nas características morfológicas. Com isso em mente, assinale a alternativa correta acerca dos sistemas atuais de classificação biológica:

Alternativas
Q3759899 Biologia

Durante uma atividade de estudos multidisciplinares sobre sustentabilidade na Amazônia Legal, os estudantes exploraram como a energia solar e os nutrientes do solo percorrem diversos organismos de uma floresta tropical. O grupo examinou o fluxo de energia e o ciclo da matéria no ecossistema, evidenciando a importância dos produtores, consumidores e decompositores para a preservação do equilíbrio ecológico.



Com base nas informações do texto, assinale a alternativa correta:

Alternativas
Q3759898 Biologia

Durante uma atividade de monitoramento ambiental em uma reserva da floresta amazônica, alunos e pesquisadores observaram o comportamento de várias espécies e suas interações com o ambiente. Ao acompanhar a dinâmica das populações de macacos-prego, onças, castanheiras e formigas, eles perceberam que aspectos como competição, oferta de alimentos, predação e mudanças climáticas afetam diretamente o tamanho e a distribuição dessas populações ao longo do tempo.


Com esses conceitos em mente, analise as proposições seguintes relacionadas à Ecologia e aos estudos populacionais:



( ) Na Ecologia, a população refere-se ao conjunto de indivíduos da mesma espécie que habitam uma área específica durante um determinado período de tempo.



( ) O ecossistema é composto pela comunidade biológica (seres vivos) e pelos fatores abióticos (solo, água, luz, clima), com os quais esses seres interagem.



( ) A densidade populacional é calculada pelo número total de organismos presentes em um bioma, independentemente do tamanho da área.



( ) A capacidade de suporte de um ambiente representa o numero máximo de indivíduos que ele consegue sustentar, levando em conta os recursos disponíveis.



( ) O crescimento populacional nunca é influenciado por fatores ambientais; apenas as características genéticas das espécies exercem essa influência.



Com base nas afirmações acima, assinale a alternativa que apresenta a sequencia correta:

Alternativas
Q3759897 Saúde Pública

Leia o recorte:



Precarização sanitária ameaça a Amazônia e é desafio para a COP30.


    Segundo reportagem publicada pela revista Veja, intitulada “Precarização sanitária ameaça Amazônia e é desafio para a COP30” (PERES, 2025), populações indígenas, quilombolas e ribeirinhas da Amazônia continuam gravemente afetadas pela falta de saneamento básico e de acesso a água tratada.


    O levantamento citado na matéria indica que, na região Norte, 15 milhões de pessoas ainda não possuem coleta de esgoto e mais de 6,5 milhões vivem sem abastecimento de água tratada. Esse quadro preocupa especialistas em saúde pública, que relacionam a precariedade sanitária ao aumento de doenças infecciosas e parasitarias, como malária, febre amarela e esquistossomose.


    Com a COP 30, que será sediada em Belém (PA) em 2025, o tema da saúde ambiental ganha destaque nos debates sobre sustentabilidade e justiça climática.



Por Andreia Peres / Veja, S ´ ao Paulo, 13 maio 2025. Disponível em: https://veja.abril.com.br/coluna/balancosocial/precarizacao-sanitaria-ameaca-amazonia-e-e-desafio-para-a-cop30. Acesso em: 16 out. 2025.



Com base no recorte acima, responda a questão a seguir:

Em diversas comunidades da Amazônia, a ausência de sistemas de coleta de esgoto e o descarte de resíduos nos rios e igarapés contribuem para a propagação de doenças parasitarias relacionadas à água, agravando as desigualdades sociais e ambientais existentes.



Entre as enfermidades relacionadas à vinculação hídrica, qual é aquela causada por um parasita que penetra pela pele ao entrar em contato com água contaminada por suas larvas, provocando lesões cutâneas e o aumento do fígado e do baço? 

Alternativas
Q3759896 Saúde Pública

Leia o recorte:



Precarização sanitária ameaça a Amazônia e é desafio para a COP30.


    Segundo reportagem publicada pela revista Veja, intitulada “Precarização sanitária ameaça Amazônia e é desafio para a COP30” (PERES, 2025), populações indígenas, quilombolas e ribeirinhas da Amazônia continuam gravemente afetadas pela falta de saneamento básico e de acesso a água tratada.


    O levantamento citado na matéria indica que, na região Norte, 15 milhões de pessoas ainda não possuem coleta de esgoto e mais de 6,5 milhões vivem sem abastecimento de água tratada. Esse quadro preocupa especialistas em saúde pública, que relacionam a precariedade sanitária ao aumento de doenças infecciosas e parasitarias, como malária, febre amarela e esquistossomose.


    Com a COP 30, que será sediada em Belém (PA) em 2025, o tema da saúde ambiental ganha destaque nos debates sobre sustentabilidade e justiça climática.



Por Andreia Peres / Veja, S ´ ao Paulo, 13 maio 2025. Disponível em: https://veja.abril.com.br/coluna/balancosocial/precarizacao-sanitaria-ameaca-amazonia-e-e-desafio-para-a-cop30. Acesso em: 16 out. 2025.



Com base no recorte acima, responda a questão a seguir:

Durante as conversas na COP 30, profissionais destacam que a febre amarela continua sendo uma ameaça à saúde pública em áreas rurais e regiões florestais da Amazônia, devido à baixa cobertura vacinal e às dificuldades logísticas na vigilância epidemiológica. Com base nos dados e no entendimento sobre a doença, assinale a alternativa correta acerca de sua transmissão e formas de prevenção.

Alternativas
Q3759895 Biologia

Veja a manchete de divulgação da Série “Máscaras de oxigênio não cairão automaticamente” publicada pelo site Metrópole, em 29/09/2025



Imagem associada para resolução da questão




Disponível em: https://www.metropoles.com/entretenimento/televisao/a-historia-real-de-mascaras-de-oxigenio-naocairao-aut maticamente Acesso em: 15 de out. de 2025 



Na série ”Máscaras de oxigênio não cairão automaticamente”, o tema da vulnerabilidade humana e abordado de forma simbólica — a ideia de que, diante de uma ameaça invisível, cuidar do próprio corpo e do próximo é fundamental para sobreviver. De modo semelhante, o vírus HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana) age silenciosamente  dentro do organismo, aproveitando as próprias células de defesa para se multiplicar e enfraquecer o sistema imunológico. O HIV é um retrovírus que, ao infectar uma pessoa, emprega enzimas específicas e o material genético da célula hospedeira para gerar novas cópias de si mesmo.



Ao analisar o processo de replicação intracelular do HIV, escolha a alternativa que melhor explica o papel das enzimas e as etapas envolvidas nesse mecanismo.

Alternativas
Q3759894 Biologia

Com o crescimento das ações humanas e a divisão dos ambientes naturais, diversas populações de animais e plantas têm sido isoladas por obstáculos físicos, como rodovias, barragens e zonas urbanas. Esse isolamento pode impedir a troca de genes entre os membros de uma mesma espécie, aumentando as chances de surgimento de novas espécies ao longo do tempo. 



Imagem associada para resolução da questão



Fonte: Evolution 101 – UC Berkeley. Causes of Speciation. Disponível em¿ https://evolution.berkeley.edu/evolution101/speciation/causes-of-speciation/ Acesso em: 15 de outubro de 2025



Com base na ilustração acima e nos princípios da biologia evolutiva, responda: Quando duas populações resultantes da fragmentação de uma população ancestral podem se tornar espécies diferentes? 

Alternativas
Q3759893 Biologia

O sistema respiratório humano desempenha um papel essencial na manutenção do equilíbrio gasoso e do pH sanguíneo, garantindo o suprimento adequado de oxigênio aos tecidos e a eliminação de dióxido de carbono.


Considerando os mecanismos anatômicos e fisiológicos envolvidos na respiração, analise as alternativas abaixo e assinale aquela que descreve corretamente o processo de ventilação pulmonar e a regulação da respiração.

Alternativas
Q3759892 Biologia

O sistema cardiovascular é responsável pelo transporte de substâncias essenciais ao metabolismo celular e pela manutenção da homeostase do organismo. Sobre a fisiologia e a anatomia desse sistema, analise as afirmativas abaixo:



I. As artérias sempre transportam sangue oxigenado e as veias sempre transportam sangue rico em gás carbônico.



II. As válvulas cardíacas impedem o refluxo do sangue, garantindo que ele flua em um único sentido dentro do coração.



III. O ventrículo esquerdo possui parede mais espessa que o ventrículo direito, pois bombeia sangue para todo o corpo, enquanto o direito envia sangue apenas para os pulmões.



IV. A pequena circulação (ou circulação pulmonar) é responsável por levar sangue do coração aos pulmões e trazê-lo de volta ao átrio esquerdo.



Assinale a alternativa correta:

Alternativas
Q3759891 Medicina

Durante o período da pandemia de COVID-19, um dos sintomas mais preocupantes observados em pacientes com infecção moderada a grave foi a dificuldade para respirar, acompanhada de tosse seca e diminuição na oxigenação do sangue. Nesse caso, recorre ao serviço hospitalar um homem de 58 anos, com antecedentes de hipertensão, que procurou atendimento médico devido a febre, fadiga e respiração rápida. A tomografia computadorizada mostrou inflamação nos alvéolos pulmonares e acúmulo de líquido em parte do tecido pulmonar, dificultando a troca de gases entre o ar inspirado e o sangue.



Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos sobre a anatomia do sistema respiratório humano, é correto afirmar que: 

Alternativas
Respostas
161: E
162: D
163: A
164: C
165: B
166: B
167: B
168: B
169: B
170: C
171: A
172: C
173: B
174: C
175: C
176: B
177: C
178: C
179: C
180: C