Questões de Concurso Para cemig - mg

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Q2003568 Português

Texto I 


“AS PRACA”

Sírio Possenti

   O título "agressivo" é proposital. As intenções são duas: provocar os que dizem que só se pode compreender um texto - ou mesmo uma palavra - escrito "corretamente"; se algum desses sábios consegue ler "as placas" em "as praca" - os melhores sintomas são o riso de superioridade ou a correção que fará - sua tese será desmentida no ato. Também quero verificar se, de fato, alguém não consegue ler este título (eventualmente, tentará descobrir alguma ironia ou, ao menos, uma alusão ou sugestão, que o texto esclarecerá). Assim, eu poderia gritar "ignorante!", se alguém não consegue mesmo entender o sentido do título.

   Deveria ser claro que "as praca" é outra maneira de dizer (ou de transcrever) "as placas". Uma maneira marcada socialmente, claro. As diferenças são duas variantes regulares (importante!), cujos percentuais de ocorrência podem ser medidos em uma pesquisa, se o cidadão tiver interesse e fundos e tempo e competência: uma é o apagamento do "s" no final do sintagma, como em as casa, as vaca, os cara, os penetra, as carne; insisto: o "s" só cai no final do sintagma; outra é o famoso rotacismo, r no lugar do l, na posição interna da sílaba (como em framengo, frecha e frauta) - também ocorre no final, como em carça, varsa etc.

   Claro que o leitor pode achar que o texto queria se chamar as praças, e que faltaram um s e uma cedilha. Ainda assim, são duas diferenças. Quem descobre duas pode descobrir outras tantas. Mas quero mesmo falar de placas. Ultimamente, elas se tornaram objeto de coleção e de diversão. Pessoas fotografam placas Brasil afora, montam Power Points e os remetem a seus amigos, que os reenviam a seus outros amigos etc. Assim, fica-se sabendo que, em algum lugar do Brasil, alguém tem uma churrascaria e anuncia, com alguma pretensão à modernidade, barbie kill. Um pequeno comerciante de beira de estrada anuncia que vende inelgético, alguém avisa que adiante há um desvil etc. Vê-se de quase tudo em sítios como placas do meu Brasil e similares.

  Trata-se de escrita popular. São escritas de pessoas pouco letradas. No caso, pequenos anúncios ou avisos. Em muitos casos, há erros, dos quais muitos riem. Um riso de deboche, em geral, um riso meio grosso, meio besta, o mais reles que a humanidade consegue produzir. Prazer que deriva de achar que "não sou como eles". Não estou pedindo que se pare de rir (não sei se alguém precisa de proteção). Estou sugerindo que o riso pode ser mais sofisticado. Basta entender de que tipo de erro se trata. Quem quer escrever "desvio" e escreve desvil está diante de uma palavra de cinco letras, das quais erra uma, só uma. Poderia ter escrito disvil, errando duas, ou desviu ou disviu, errando de maneiras diferentes. Crianças poderiam escrever tisviu ou tisfiu e variantes (ver, de novo, o famoso texto de Mattoso Câmara sobre erros de escolares, e a sofisticada explicação para a troca entre surdas e sonoras, que ele reclassifica).

    Seria bom, se queremos conhecer o português pelos indícios que os erros de escrita oferecem, dar-nos conta de que a pronúncia de vil e de viu é exatamente a mesma para a maioria dos brasileiros, e que a mesma pronúncia se repete em vio, se esta for a sílaba final de uma palavra. O riso deixaria de ser uma gargalhada, talvez até se transformasse em sorriso de admiração. É que, se, obviamente, há um erro, já que a grafia obedece a decretos ou portarias, há uma sutil análise, revelando um talento de observador, embora equivocado no detalhe.

    Para escrever barbecue, palavra estrangeira que deveria conferir algum charme extra à lanchonete ou churrascaria, o autor da placa busca conhecimentos da cultura americana que circulam por aí: quem não conhece a Barbie? A escrita da primeira parte da palavra (que, para ele, é uma) deve ser a mesma (ele é um bom observador!). Para o restante da sequência, cue, que soa como kil ou kiu, uma boa solução de escrita lhe pareceu ser kill, palavra que talvez conheça de algum filme americano. Errado, mas engenhoso!

   Em inelgético, ocorre erro na grafia da primeira vogal, uma hipercorreção: muitos EEs são pronunciados como IIs, e, por isso, são grafados com i; o l da segunda silaba é uma óbvia hipercorreção, como em solvete. Sendo os RRs estigmatizados, tende-se a eliminá-los, substituindo-os pela letra que parece correta (como no caso Gleisi, comentado há duas semanas).

   Essas "praca" são verdadeira mina para pesquisadores. Quem só vê nelas o fim do mundo (e da língua) é muito besta.


Ditado

   O JN (27/06) informou que candidatos a emprego se ferram em provas de português. Mostrou um exemplo de prova: um ditado com 30 palavras - relativamente incomuns ou "bem" escolhidas, coisas como "obsessiva, exequível" etc., boas para errar. Não havia nenhuma do tipo "comida, nada, batata, cheiro, rancho" ou mesmo "almoxarifado, caixa, faturamento, faxina". Tarados!

   Escolhendo bem, pode-se reprovar qualquer profissional da escrita em ditados de 30 palavras. A prova confunde grafia com escrita e escrita de palavras soltas com domínio de língua escrita. Sem querer defender os candidatos reprovados, preciso dizer que a prova é estúpida.

   O mais interessante foi ouvir a declaração da responsável (chefe de pessoal?) de uma empresa: "Tem uma vaga que a gente tá com ela aberta há mais de quatro meses". Com base em qualquer critério análogo ao do ditado, ela seria demitida. Ou nunca teria sido contratada. O que, provavelmente, teria sido um erro da empresa.

(QUINTA, 30 DE JUNHO DE 2011. Disponível em: terramagazine.terra.com.br/ultimas/0,,EI8425-SUM,00.html. Acesso em: 15/11/11) 

São afirmações que encontram respaldo na argumentação de Possenti, EXCETO:
Alternativas
Q2003567 Segurança e Saúde no Trabalho
Para a exposição ocupacional às radiações ionizantes, deve-se realizar _________________ como exame complementar, com uma periodicidade _________________, conforme estabelece o Quadro II, da NR7, Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional - PCMSO.
As lacunas na frase são MELHOR preenchidas, respectivamente por:
Alternativas
Q2003566 Medicina
Nos termos da Norma Regulamentadora 15, que trata das atividades e operações insalubres, é CORRETO afirmar:
Alternativas
Q2003565 Medicina
“Os estudos de Psicologia e de Estresse Organizacional identificam fatores individuais e de personalidade com maior predisposição para o adoecimento mental e, por outro lado, também identificam características que conferem tendência à saúde mental.”
(Extraído de: COUTO, H. A. Ergonomia do corpo e do cérebro no trabalho: os princípios e a aplicação prática. Guia do profissional de ergonomia. Belo Horizonte: Ergo, 2014).
De acordo com a assertiva acima, pode-se dizer que indivíduos
Alternativas
Q2003564 Medicina
São considerados tipos de solução ergonômica, EXCETO:
Alternativas
Q2003563 Segurança e Saúde no Trabalho
Considerando as especificações sobre os mobiliários dos postos de trabalho, de acordo com a NR17 – Ergonomia, analise as sentenças a seguir, classificando-as como V (verdadeiras) ou F (falsas).
( ) Os assentos utilizados nos postos de trabalho devem possuir borda frontal arredondada.
( ) Para as atividades em que os trabalhos devam ser realizados de pé, devem ser colocados assentos para descanso em locais em possam ser usados por todos os trabalhadores durante as pausas.
( ) Para as atividades em que os trabalhos devam ser realizados sentados, a partir da análise ergonômica do trabalho, poderá ser exigido suporte para os pés que se adapte ao comprimento da perna do trabalhador
A sequência CORRETA, de cima para baixo, é: 
Alternativas
Q2003562 Medicina
Sobre a Síndrome do Esgotamento Profissional (Burnout), é INCORRETO afirmar: 
Alternativas
Q2003561 Segurança e Saúde no Trabalho
José Antônio, que trabalha permanentemente em altura, ficou afastado do trabalho por 120 dias. Ao seu retorno ao trabalho, o empregador disse-lhe ser obrigatória a realização do treinamento para o trabalho em altura.
Considerando as disposições da NR 35 – Segurança e saúde no trabalho em altura, esse treinamento
Alternativas
Q2003560 Medicina
Os índices constituintes do FAP - Fator Acidentário de Prevenção (FAP) serão calculados segundo metodologia aprovada pelo Conselho Nacional de
Alternativas
Q2003559 Medicina
De acordo com a Resolução CFM 1488/1998, para o estabelecimento do nexo causal entre os transtornos de saúde e as atividades do trabalhador, além do exame clínico (físico e mental) e dos exames complementares, quando necessários, deve o médico considerar, EXCETO:
Alternativas
Q2003558 Medicina
Professor universitário de 40 anos, da área de Ciências Biológicas, sofre um assalto marcado por intensa violência nos arredores da Universidade onde trabalha. Dois meses após o ato de agressão, o profissional passa a apresentar um estado de hipervigilância, marcado, principalmente, por irritabilidade intensa, isolamento, pesadelos e evitação do câmpus universitário.
O quadro acima descrito sugere:
Alternativas
Q2003557 Medicina
De acordo com o Anexo I da NR7, em relação ao diagnóstico da perda auditiva induzida por níveis de pressão sonora elevados e à definição de aptidão para o trabalho, devem-se levar em conta, além do traçado audiométrico ou da evolução sequencial de exames audiométricos, os seguintes fatores, EXCETO:
Alternativas
Q2003555 Medicina
São variáveis usadas no cálculo do FAP – Fator Acidentário de Prevenção:
Alternativas
Q2003554 Medicina
“A exposição crônica ao ________________ causa uma síndrome de neurotoxicidade que pode se manifestar, inicialmente, por irritabilidade, anorexia, fadiga, cefaleia, fraqueza nas pernas e espasmos musculares. Depois podem-se notar disartria, distúrbios da marcha, sialorreia e instabilidade emocional, Finalmente, pode ocorrer uma síndrome similar à da doença de Parkinson, às vezes com um componente de psicose orgânica.”
A palavra que MELHOR completa a frase é:
Alternativas
Q2003553 Medicina
Qual das doenças citadas abaixo é causada pela inalação de aerossóis derivados da manipulação de algodão, tendo como principais manifestações clínicas a dispneia e a opressão torácica?
Alternativas
Q2003552 Segurança e Saúde no Trabalho
Em relação à NR 7, Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional - PCMSO, é correto afirmar, EXCETO:
Alternativas
Q2003551 Medicina
Em relação ao PPRA, Programa de Prevenção de Riscos Ambientais, considere as afirmativas a seguir:
I. O PPRA é parte integrante do conjunto mais amplo das iniciativas da empresa no campo da preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores.
II. O documento-base do PPRA, bem como suas alterações e complementações, não necessitam ser apresentados e discutidos na CIPA, quando esta existir na empresa.
III. Deverá ser efetuada, sempre que necessário e pelo menos uma vez ao ano, uma análise global do PPRA, para avaliação do seu desenvolvimento, realização dos ajustes necessários e estabelecimento de novas metas e prioridades.
Está CORRETO o que se afirma em: 
Alternativas
Q2003550 Medicina
João Roberto é lavador de automóveis em um lava-jato no centro de Curitiba. Há quatro meses, vem reparando que seus pés estão frios, “adormecidos”, sem pulso e algo azulados.
As características apresentadas por João Roberto provavelmente estão associadas à seguinte manifestação dermatológica:
Alternativas
Q2003549 Segurança e Saúde no Trabalho
Sobre o Relatório Anual previsto na NR 7, Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional - PCMSO, é INCORRETO afirmar:
Alternativas
Q2003548 Medicina
São situações de trabalho favorecedoras do alcoolismo crônico, EXCETO:
Alternativas
Respostas
1741: A
1742: D
1743: A
1744: C
1745: B
1746: D
1747: B
1748: A
1749: B
1750: B
1751: A
1752: C
1753: A
1754: C
1755: C
1756: D
1757: C
1758: A
1759: D
1760: D