Questões de Concurso Para if-pa

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Q3998286 Português
Leia um trecho de um poema do poeta João de Jesus Paes Loureiro (2002, p. 9, 10) para marcar a opção correta em relação a ele.


(Fragmento)


Plantador de cana verde

das terras de Abaetetuba,

por que só tu quem trabalha,

por que teu filho não estuda?

Plantador de cana verde

das terras de Abaetetuba?


Teus braços plantam doçuras

colhem braçadas de dor.

O sol que te cresta a pele

doura a praia do Senhor.

Teus braços plantam doçuras

colhem braçadas de dor.


Tuas mãos acendem esperanças

de um certo verde esplendor.

E um verde mar que propagas,

um doce mar, Plantador.

Tuas mãos acendem doçuras

de um certo verde esplendor.


Não vês, porém que esta cana

é cano cruel que aponta

o lucro de teu patrão

para teu lar que não janta?

Não vês, porém que esta cana

é cano cruel que aponta?

(...)

Alternativas
Q3998285 Português
A obra de Carolina de Jesus, Quarto de Despejo: diário de uma favelada, é riquíssima em diversos aspectos, inclusive sociológicos, por registrar realisticamente as mazelas que havia em um ambiente violento e abandonado pelas políticas sociais. Esse livro, assim como outros da escritora, que poderia ser classificado como romance-diário ou autobiográfico, foi escrito na década de 1950, tendo sua primeira publicação em 1960, sem uma revisão gramatical completa, saindo ao público mais ou menos como ela apresentou nos seus originais. A autora havia estudado apenas as séries iniciais do antigo primário, portanto, a narrativa apresenta elementos marcados por forte oralidade, tanto que muitos pensaram que se tratava de golpe publicitário. Porém, o escritor Manuel Bandeira declarou que “(...) ninguém poderia inventar aquela linguagem, aquele dizer as coisas com extraordinária força criativa mas típico de quem ficou a meio do caminho da instrução primária” (JESUS, 2014, p. 9). 
Abaixo há três fragmentos retirados da obra de Carolina de Jesus nos quais ela narra sua história, apresentando alguns problemas quanto à norma culta, e que muitos deles se aproximam do linguajar oral. Identifique a opção que expressa esses trechos, mas de acordo com o que seria exigido pela norma padrão da língua portuguesa.
“Avisei as crianças que não tinha pão. Que tomassem café simples e comesse carne com farinha. (...) e os 13 cruzeiros não dava!” (JESUS, 2014, p. 10).
“Quando iniciei outro surgiu os filhos pedindo pão” (JESUS, 2014, p. 11).
“E lhe chinguei interiormente. Se estou gravida não é de sua conta. Tenho pavor destas mulheres da favela. Tudo quer saber!” (JESUS, 2014, p. 12).
Alternativas
Q3998284 Literatura
A poesia de Max Martins (2001, p. 175) surge num cenário diverso e de experimentalismo da tendência da poesia moderna, legando influências evidentes na literatura poética até o século XXI. Gilberto Mendonça Teles (1983) em seu clássico Vanguarda Europeia e Modernismo Brasileiro informa – a respeito dessa inclinação na literatura brasileira e abraçada por poetas mais arrojados, a exemplo de Martins – que a modernidade chamou tais tendências de concretismo e neoconcretismo, sendo este distante daquele e abrindo o caminho aos mais novos e ousados estilos. Leia e observe o poema de Max Martins (2001, p. 175), expresso na figura, para marcar a única alternativa que se pode aplicar a ele, o qual o liga a um dos movimentos citados por Teles em seu livro acima referido – nas palavras do próprio crítico literário ou nas de poetas que publicaram manifestos e poemas alinhados a correntes literárias vanguardistas, considerando sua classificação exata:
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Alternativas
Q3998283 Literatura
Acerca da literatura realista, afirma Alfredo Bosi (2006, p. 179): “O Realismo ficcional aprofunda a narração de costumes contemporâneos da primeira metade do século XIX (Stendhal, Balzac, Dickens, Hugo) e de todo o século XVIII (Lesage, Diderot, Defoe, Fieldding, Jane Austen...). Nas obras desses grandes criadores do romance moderno já se exibiam poderosos dons de observação e de análise, razão pela qual não se deve cavar um fosso entre elas e as de Flaubert, Maupassant, Verga, Thackeray e Machado. Entretanto, é sempre válido dizer que as vicissitudes que pontuaram a ascensão da burguesia durante o século XIX foram rasgando os véus idealizantes que ainda envolviam a ficção romântica. Desnudam-se as mazelas da vida pública e os costumes da vida íntima; e buscam-se para ambas causas naturais (raça, clima, temperamento) ou culturais (meio, educação) que lhes reduzem de muito a área de liberdade. O escritor realista tomará a sério as suas personagens e se sentirá no dever de descobrir-lhes a verdade, no sentido positivista de dissecar os móveis do seu comportamento”.
Aponte a alternativa abaixo com obras de autores do Realismo ou do Realismo-Naturalismo brasileiro, ou seja, que apresentem essas características apontadas por Bosi:
Alternativas
Q3998282 Português

Leia o poema “Pai João”, de Bruno de Menezes (1993, p. 223, 224), para fazer a questão que se segue.



Pai João sonolento e bambo na pachorra da idade

cisma no tempo de ontem.

De olhos vendo o passado recorda o veterano

a vida brasileira que êle viu e gosou e viveu!


Mãe Maria contou que o pai dele era escravo...


Moleque sagica e teso, destro e afoito num rôlo,

Pai João teve fama da capoeira e navalhista.


Êita!... Era o pé comendo,

quando a banda marcial saía à rua,

com tanto soldado de calça encarnada.


E rabo-de-arraia, cabeçada na polícia,

xadrez, desordens, furdunço no cortiço

e o ronco e o retumbo do zonzo som molengo do carimbó:


“Juvená

Juvená!


Arrebate

esta faca

Juvená!


Arrebate

esta faca

Juvená!”


De amores... uma anagua de renda engomada,

um cabeção pulando nos bicos duns peitos,

umas sandalias brancas bem na pontinha dum pé.


E o rebolo bolinante dos quartos roliços da Chica Cheirosa...

E a guerra do Paraguai! Recrutamento!

Gurjão! Osório! Duque de Caxias!

Itororó! Tuiutí! Laguna!


E não sabia nem o que era monarquia!


... Agora, sonolento e bambo,

tendo em capuchos a trunfa,

Pai João ao recordar a vida brasileira,

que êle viu e gosou e viveu,

diz do Brasil de ontem:


Ah! Meu tempo!...



O texto de Bruno de Menezes faz alguns recortes da vida de Pai João, que também é título do poema pertencente à obra Batuque, publicada a primeira vez em 1931 e cuja grafia está de acordo com a edição de 1993, conforme o original. Observe o verso 21: “E não sabia nem o que era monarquia!”, o qual marca uma mudança no tom ameno do poema. Levandose em conta a importância desse verso, o que se pode afirmar acerca do poema como um todo é que: 

Alternativas
Q3998281 Português
Jogos Infantis (1986) é uma coletânea de contos de Haroldo Maranhão que não contêm nada de infantil, ao contrário, muitas das narrativas que compõem a obra são picantes, nas quais se mostra a sexualidade humana de modo bastante peculiar.

O professor Paulo Maués Corrêa (2011, p. 1, 2) fez um estudo do conto “Cachorro Doido” (junto a outro), destacando que esses contos constituem histórias que retratam “a iniciação sexual (...). Porém ‘Cachorro Doido’ é o único texto em que há a deflagração de um relacionamento entre personagens do mesmo sexo, vivenciado por Carlão e Luizinho. Este, novo no colégio, é questionado por aquele, que, alegando a suspeita que recairia sobre o nome do outro – Luizinho –, afirma-lhe que é melhor arranjar-lhe um apelido que afaste qualquer dúvida quanto à sua ‘personalidade’, pois mesmo o seu nome sem o diminutivo não é adequado, muito menos o aumentativo: ‘Não. Luizão não combina com o teu corpo, que é magro pra caralho’ (...). A primeira possibilidade que surge é Acapu, opção logo abandonada em favor de Cachorro Doido (1986, p. 17)”.

O trecho seguinte apresenta a parte inicial da narrativa, em que Luizinho – personagem que se mostra efeminado –, após conhecer Carlão, fica perturbado e, ao mesmo tempo, atraído pela personalidade forte e decidida do novo amigo:

“(...) A campainha interrompeu aquele encontro de reconhecimento, mas Luizinho não se concentrava na aula, estava ali mas não estava, ficou o tempo todo espiando o Carlão sentado mais à frente, o cabelo arrepiado, parece que não usava pente, a camisa desmazelada por fora da calça, o sapato sujo de lama e a cara de homem acostumado, no corpo de menino. Quando se despediram, convidou: – Carlão, tu vai lá em casa, a gente estuda junto. A casa é grande, não tem barulho, ninguém incomoda. O endereço está aqui. Tu vai? Hoje? A que horas? Se tu puder tu vai logo depois do almoço. (MARANHÃO, 1986, p. 17)”.


Se formos fazer uma leitura atenta do fragmento do conto de Haroldo Maranhão acima, juntamente com as informações de Paulo Maués Corrêa (2011, p. 1, 2), poderemos considerar como correta a afirmativa: 
Alternativas
Q3998280 Literatura
Acerca da Semana de Arte Moderna, que deu início ao Modernismo brasileiro, Nelson Werneck Sodré (1995, p. 526) comenta: “Desde a crueza do julgamento de Di Cavalcanti, para quem o episódio não passava de uma “semana de escândalos literários e artísticos de meter os estribos na barriga da burguesiazinha paulistana”, até aquela constatação melancólica de Alceu Amoroso Lima: ‘O Modernismo, na sua fase inicial, iria ser, acima de tudo, um movimento contra’. Os participantes valorizavam-na sempre. O mesmo Di Cavalcanti, em outra oportunidade, diria: ‘Para a cultura literária brasileira, já se repetiu suficientemente, foi o movimento da operação cirúrgica necessária’. Oswald de Andrade frisaria o seu sentido de libertação: ‘Dentro da renovação literária trazida pela Semana, exprimiram-se todas as cores do Brasil político destes 20 anos’. Manuel Bandeira ressaltou o lado escandaloso: ‘A realização, tumultuária e escandalosa, constituiu um impacto emocional de benéficas consequências, pois despertou o interesse dos jornais para um debate até então confinado a uns círculos restritos de intelectuais jovens e ainda pouco conhecidos do grande público’. É pouco mais ou menos a opinião de Guilherme de Almeida: ‘Como e por que se fez a Semana? Como e por que costumam os moços a fazer das suas: dançar o twist ou jogar um Volkswagen na roleta russa. Éramos os playboys intelectuais de 1922: ano do centenário da Independência ou Morte (...)’ [e] para rematar: ‘Com exceção de Mário de Andrade, que lera quase tudo, ninguém sabia nada do que se escrevia na Europa e os que liam, liam mal’”.
Os trechos dos poemas abaixo pertencem a poetas que fazem parte da primeira fase do movimento modernista brasileiro, alguns deles arrolados no texto de Sodré, menos um. Identifique-o nos trechos a seguir, marcando apenas uma alternativa: 
Alternativas
Q3998279 Português

Leia o poema “Igreja”, de Carlos Drummond de Andrade, para responder à questão.



Tijolo

areia

andaime

água

tijolo.

O canto dos homens trabalhando trabalhando

mais perto do céu

cada vez mais perto

mais

— a torre.


E nos domingos a litania dos perdões, o murmúrio das invocações.

O padre que fala do inferno

sem nunca ter ido lá.

Pernas de seda ajoelham mostrando geolhos.

Um sino canta a saudade de qualquer coisa sabida e já esquecida.

A manhã pintou-se de azul.

No adro ficou o ateu,

no alto fica Deus.

Domingo...

Bem bão! Bem bão!

Os serafins, no meio, entoam quii ieleisão.



Após ler o poema modernista de Carlos Drummond de Andrade, observe que o poeta empregou um arcaísmo – “geolhos” – no quarto verso da segunda estrofe, o qual resultaria hoje na palavra joelhos. Identifique o processo de mudança ocorrida nesse vocábulo, marcando a opção que considera correta:

Alternativas
Q3998278 Literatura

Leia o texto abaixo e, depois, identifique a única opção na qual todas as informações condizem com as características nele presentes.


Cãtyga sua partindosse


Senhora, partem tã tristes

meus olhos por vos, meu bẽ,

que nũca tã tristes vistes

outros nenhũs por ninguem.

Tã tristes, tam saudosos,

tam doentes da partyda,

tam cansados, tã chorosos,

da morte mays desejosos

cem myl vezes que da vida.

Partem tam tristes os tristes,

tam fora desperar bem,

que nũca tam trystes vistes

outros nenhũs por ninguem.


(João de Ruiz de Castelo Branco) 

Alternativas
Q3998277 Português
É possível perceber nos estudos atuais de Linguística Aplicada (no campo do ensinoaprendizagem de língua materna, principalmente) a relação profícua entre os estudos dos gêneros textuais e as práticas de letramento. A alternativa correta que apresenta procedimentos metodológicos de uma aula de Língua Portuguesa em que se exploram gênero(s) textual(is) a partir de uma abordagem das práticas de letramento é:
Alternativas
Q3998276 Português
No capítulo “Os gêneros do discurso”, Bakhtin (2011) faz a seguinte afirmação:
“Ora, a língua passa a integrar a vida através de enunciados concretos (que a realizam); é igualmente através de enunciados concretos que a vida entra na língua. O enunciado é um núcleo problemático de importância excepcional”. (BAKHTIN, M. Os gêneros do discurso. In: BAKHTIN, M. Estética da criação verbal. Tradução de Paulo Bezerra. 6. ed. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2011, p. 265.)
Dentre as alternativas abaixo, uma apresenta corretamente o conceito de enunciado, de acordo com a perspectiva bakhtiniana (BAKHTIN, 2011):
Alternativas
Q3998275 Português
“A sociedade do século XXI é ditada pelo acender e o apagar das luzes, pelo virtual representado nas telas dos computadores, de conexões hipertextuais, pelas características da sociedade tecidas nos ambientes digitais on-line; trata-se de uma sociedade assinalada por transformações intensas num novo contexto em que os gêneros do discurso assumem a configuração dos gêneros midiáticos. Esses gêneros ganharam os espaços não lineares e céleres da internet”. (Fonte: NOGUEIRA, F. C. Relações entre fazeres e saberes: gêneros midiáticos presentes na internet e contexto escolar. International Congress of Critical Applied Linguistics. Brasília, 19-21 outubro de 2015. Disponível em: https://www.uel.br/projetos/iccal/pages/arquivos/ANAIS/DISCURSO/RELACOES%20ENTR E%20FAZERES%20E%20SABERES.pdf. Acesso em 29 mar. 2022).
Sobre os gêneros midiáticos, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3998274 Português
“Acreditamos que atividades (in)formativas sobre essa grande diversidade linguística [no Pará] podem contribuir para a erradicação do preconceito linguístico, enfatizando sua importância nos cursos de licenciatura que formam professores para atuar no ensino fundamental. É importante frisar também que esse conhecimento deve ser levado às comunidades populares, afinal falamos línguas diferentes no Brasil, cada uma com importante carga cultural na formação de nosso povo”. (FERREIRA-SILVA et. al. Diversidade linguística no Pará: mundos de línguas indígenas e de língua portuguesa. Margens. Vol. 8, No 10, 2014, p. 107).
A Base Nacional Comum Curricular de Língua Portuguesa para o Ensino Médio (BRASIL, 2018) define a progressão das aprendizagens e habilidades considerando alguns pontos. O ponto da BNCC que mais se aproxima à temática discutida na citação acima é:
Alternativas
Q3998273 Linguística
Leia o trecho a seguir:
“Saussure deixou claro, em sua obra, que língua e fala são universos distintos, embora interrelacionados. Levando isso em conta, os estudos variacionistas têm especial importância, pois acabam sugerindo que língua e fala estão mais que inter-relacionadas, uma vez que a relação entre elas parece ser de interdependência. Em PB [Português Brasileiro], podemos usar as variantes “beijo” e “bejo”, “cheiro” e “chero”, “queixo” e “quexo”, “treino” e “treno”, mas não podemos fazer variações entre “jeito” e “*jeto”, “peito” e “*peto”. As variações individuais no momento da fala parecem então estar limitadas por regras sistemáticas que caracterizam o português.” (BELINE, R. A variação linguística. In: FIORIN, J. L. (org.). Introdução à linguística: objetos teóricos. 6. ed. São Paulo: Contexto, 2018, p. 138).
Os exemplos apresentados por Beline (2018), na citação acima, são de:
Alternativas
Q3998272 Linguística
Leia as duas citações a seguir:
“(...) Já para a vogal átona final, seguida ou não de /s/ no mesmo vocábulo, há a __________ entre /o/ e /u/ e entre /e/ e /i/. Assim, Bilac rima Argus com largos, Venus com serenos, e um poeta paranaense [sic.], como Cruz e Souza, rima o lat. clamavi com nave, o it. Bellini com define (CAMARA, 1953:129s)”. (CAMARA JR, J. M. Estrutura da Língua Portuguesa. 44. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2011, p. 44).

“O conceito de _____________ foi introduzido e desenvolvido na década de 1930 pelos linguistas do leste europeu ligados à Escola de Praga, especialmente o linguista russo Nicolai Trubetzkoy. A existência da ______________ é uma forte indicação de que a fonologia de uma língua tem a ver com o comportamento dos sons e com seu enquadramento num padrão (patterning), e não com seu valor fonético absoluto”. (TRASK, R. L. Dicionário de linguagem e linguística. Tradução de Rodolfo Ilari. 2. ed. São Paulo: Contexto, 2006, p. 205).

O fenômeno sobre o qual os autores discorrem nas citações acima é também bastante presente nas aulas de Língua Portuguesa uma vez que influencia na ocorrência de casos de desvios ortográficos em produções escritas de alunos da Educação Básica. Dessa forma, assinale a alternativa com o nome do fenômeno que preenche corretamente as lacunas das citações: 
Alternativas
Q3998271 Português
“Proponho que se veja a LT [Linguística Textual], mesmo que provisória e genericamente, como o estudo das operações linguísticas e cognitivas reguladoras e controladoras da produção, construção, funcionamento e recepção de textos escritos ou orais. Seu tema abrange a coesão superficial ao nível dos constituintes linguísticos, a coerência conceitual ao nível semântico e cognitivo e o sistema de pressuposições ao nível pragmático da produção de sentido no plano das ações e intenções”. (Fonte: MARCUSCHI, L. A. Linguística de texto: o que é e como se faz. São Paulo: Parábola Editorial, 2012, p. 33). 
Para Marcuschi (2012), os fatores de conexão conceitual-cognitiva dos textos podem ser de relações lógicas e de modelos cognitivos globais. Para o autor, as relações lógicas são construídas por meio de: 
Alternativas
Q3998270 Português
“Proponho que se veja a LT [Linguística Textual], mesmo que provisória e genericamente, como o estudo das operações linguísticas e cognitivas reguladoras e controladoras da produção, construção, funcionamento e recepção de textos escritos ou orais. Seu tema abrange a coesão superficial ao nível dos constituintes linguísticos, a coerência conceitual ao nível semântico e cognitivo e o sistema de pressuposições ao nível pragmático da produção de sentido no plano das ações e intenções”. (Fonte: MARCUSCHI, L. A. Linguística de texto: o que é e como se faz. São Paulo: Parábola Editorial, 2012, p. 33).
Assinale a alternativa que apresenta o estabelecimento da coesão textual por meio de próformas nominais: 
Alternativas
Q3998269 Português

Leia o texto abaixo:


O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-Rio) abriu ontem a coletiva “Terra em Tempos: Fotografias do Brasil”, com 270 fotografias de 120 artistas, incluindo os paraenses Rosário Lima, Guy Veloso, Luiz Braga, Paulo Amorim, Paula Sampaio e Elza Lima, além do português Felipe Fidanza, que atuou como fotógrafo em Belém no século 19. A curadoria de Beatriz Lemos estabelece sete eixos temáticos que discutem as construções de identidade, cultura e história do Brasil, a partir do acervo da instituição. (...) Segundo Beatriz Lemos, uma mostra como “Terra em Tempos”, que se propõe a discutir identidade nacional a partir da fotografia, não poderia deixar de fora imagens de fotógrafos paraenses pertencentes ao acervo do MAM-Rio. “Reunir fotógrafos com diversas perspectivas e territorialidades nos ajudou a compor um cenário de tensões, contrariedades e aproximações inesperadas. Nesse sentido, trazer fotógrafas e fotógrafos paraenses - Estado onde a fotografia exerce uma forte influência em todo o país -, era fundamental para levantar reflexões sobre cultura, história e memória”, destaca. (...) (Fonte: AZEVEDO, Lais. Museu de Arte Moderna do Rio inclui obras de paraenses. 27/03/2022. Disponível em: https://dol.com.br/entretenimento/cultura/704738/museu-de-arte-moderna-do-rio-incluiobras-de-paraenses?d=1. Acesso em 29 mar. 2022).



Após ler o excerto, marque a alternativa em que se apresenta corretamente o recurso expressivo da língua, a descrição do recurso e o efeito de sentido construído com o uso desse recurso no texto:

Alternativas
Q3998268 Pedagogia
“O Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) é um conjunto de avaliações externas em larga escala que permite ao Inep realizar um diagnóstico da educação básica brasileira e de fatores que podem interferir no desempenho do estudante.” (Fonte:https://www.gov.br/inep/pt-br/areas-de-atuacao/avaliacao-e-exameseducacionais/saeb. Acesso em 29 mar. 2022).
Um dos tópicos da matriz de referência de Língua Portuguesa do Saeb para o 3º ano do Ensino Médio é “relações entre recursos expressivos e efeitos de sentido”. A alternativa que apresenta um descritor que está relacionado a este tópico é: 
Alternativas
Q3998267 Português
No início dos anos 90, trabalhando como alfabetizadora de crianças de seis anos de idade, a professora Tereza, enquanto falava da nasalização provocada pela presença do “n” e do “m” após as vogais, explicou aos alunos que “porque a mamãe ama o papai e o bebê, antes de ‘p’ e ‘b’ se escreve ‘m’”. A explicação funcionou naquele tempo e todos aprenderam a lição. Hoje, os tempos mudaram e Tereza não dá mais aula para crianças pequenas. Ao ensinar a mesma lição, com base em seus conhecimentos de Fonética e Fonologia do Português, ela pode dizer o seguinte:
Alternativas
Respostas
701: B
702: C
703: C
704: C
705: E
706: A
707: D
708: D
709: B
710: A
711: E
712: B
713: D
714: A
715: D
716: E
717: D
718: B
719: C
720: B