A obra de Carolina de Jesus, Quarto de Despejo: diário de um...

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Q3998285 Português
A obra de Carolina de Jesus, Quarto de Despejo: diário de uma favelada, é riquíssima em diversos aspectos, inclusive sociológicos, por registrar realisticamente as mazelas que havia em um ambiente violento e abandonado pelas políticas sociais. Esse livro, assim como outros da escritora, que poderia ser classificado como romance-diário ou autobiográfico, foi escrito na década de 1950, tendo sua primeira publicação em 1960, sem uma revisão gramatical completa, saindo ao público mais ou menos como ela apresentou nos seus originais. A autora havia estudado apenas as séries iniciais do antigo primário, portanto, a narrativa apresenta elementos marcados por forte oralidade, tanto que muitos pensaram que se tratava de golpe publicitário. Porém, o escritor Manuel Bandeira declarou que “(...) ninguém poderia inventar aquela linguagem, aquele dizer as coisas com extraordinária força criativa mas típico de quem ficou a meio do caminho da instrução primária” (JESUS, 2014, p. 9). 
Abaixo há três fragmentos retirados da obra de Carolina de Jesus nos quais ela narra sua história, apresentando alguns problemas quanto à norma culta, e que muitos deles se aproximam do linguajar oral. Identifique a opção que expressa esses trechos, mas de acordo com o que seria exigido pela norma padrão da língua portuguesa.
“Avisei as crianças que não tinha pão. Que tomassem café simples e comesse carne com farinha. (...) e os 13 cruzeiros não dava!” (JESUS, 2014, p. 10).
“Quando iniciei outro surgiu os filhos pedindo pão” (JESUS, 2014, p. 11).
“E lhe chinguei interiormente. Se estou gravida não é de sua conta. Tenho pavor destas mulheres da favela. Tudo quer saber!” (JESUS, 2014, p. 12).
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