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diabéticos, mas alguns desempenham um papel social
importante dadas a maior liberdade de escolha de alimentos para
fins especiais e a sensação de prazer que o sabor doce
proporciona em substituição a preparações convencionais à base
de sacarose. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(ANVISA) classifica tais produtos no grupo dos alimentos para
dietas com restrição de nutrientes.
C. E. Viggiano. O produto dietético no Brasil e sua
importância para indivíduos diabéticos. In: Revista Brasileira
de Ciências da Saúde, n.º 1, vol. 1, 2003 (com adaptações).
I Sacarose, sucralose, glicose, frutose, aspartame são exemplos de edulcorantes calóricos. Além de adoçantes eles podem ainda modificar a textura dos alimentos, estabilizá-los conservá-los, dentre outras funções.
II A adição de átomos de cloro à estrutura da sacarose fornece à molécula de sucralose uma doçura cerca de 600 vezes maior do que a da sacarose. Isto ocorre pelo fato das ligações carbono-cloro serem estáveis. Elas não são hidrolisadas no processo de digestão e assim, a sucralose é eliminada nas fezes.
III Edulcorantes intensos, ou não-nutritivos — como sacarina ciclamato, por exemplo — fornecem doçura acentuada e textura aos alimentos. Por isso, eles são indicados para substituir a sacarose em preparações convencionais destinadas aos diabéticos.
IV O produto dietético para diabéticos não deve conte monossacarídios e dissacarídios de adição. Sucos, barras de cereais e misturas para bolos são alguns exemplos desses produtos.
V Produtos sem adição de açúcares simples também devem apresentar no rótulo a informação “... diabéticos: contém sacarose, glicose ou frutose”, mesmo que sejam fontes naturais dessas moléculas.
Estão certos apenas os itens
metabólicos, se deve à composição química das paredes celulares das células vegetais que são constituídas por uma rede
tridimensional, heterogênea, com zonas cristalinas e amorfas, que apresentam áreas hidrofílicas e hidrofóbicas. A integridade dessa
rede é mantida por ligações físicas e químicas com diferentes graus de coesão e tais características explicam as propriedades físico-
químicas das fibras alimentares e determinam seus efeitos fisiológicos
R. A. C. Araújo e W. M. C. Araújo. Fibras alimentares. In: Revista brasileira de nutrição clínica, p. 201-9, 1998.
Considere dois produtos alimentícios, cujas informações nutricionais indiquem que: o produto A é constituído por aveia integral
em flocos e prensada, com teor de fibra alimentar igual a 10 g e teor de carboidratos igual a 63 g; o produto B é constituído por farelo
de trigo, com teor de fibra alimentar igual a 12 g, dos quais 11 g correspondem à fração de fibra insolúvel, e fração de carboidratos
igual a 18 g.
metabólicos, se deve à composição química das paredes celulares das células vegetais que são constituídas por uma rede
tridimensional, heterogênea, com zonas cristalinas e amorfas, que apresentam áreas hidrofílicas e hidrofóbicas. A integridade dessa
rede é mantida por ligações físicas e químicas com diferentes graus de coesão e tais características explicam as propriedades físico-
químicas das fibras alimentares e determinam seus efeitos fisiológicos
R. A. C. Araújo e W. M. C. Araújo. Fibras alimentares. In: Revista brasileira de nutrição clínica, p. 201-9, 1998.
Considere dois produtos alimentícios, cujas informações nutricionais indiquem que: o produto A é constituído por aveia integral
em flocos e prensada, com teor de fibra alimentar igual a 10 g e teor de carboidratos igual a 63 g; o produto B é constituído por farelo
de trigo, com teor de fibra alimentar igual a 12 g, dos quais 11 g correspondem à fração de fibra insolúvel, e fração de carboidratos
igual a 18 g.
I A captação de água pela fração de fibras alimentares do produto A aumenta a viscosidade do conteúdo intestinal e retarda o trânsito desse conteúdo. Apesar disto, tem sido descrito na literatura que esta viscosidade do bolo alimentar dificulta e controla a absorção de nutrientes.
II No cólon, a ação do metabolismo bacteriano sobre fibras alimentares do produto A, produz ácidos graxos de cadeia média, como o butérico, o propiônico, além de alterar o pH intestinal e reduzir a absorção de triglicerídios.
III Com relação à fração de fibras alimentares do produto B, observa-se que a capacidade de retenção de água de seus componentes e seus efeitos sobre o tempo de trânsito intestinal pode explicar, em parte, a absorção diminuída de triglicerídios e de colesterol.
IV Comparando-se a fração de fibras alimentares do produto B com a do produto A, observa-se que a do produto B é mais resistente à degradação bacteriana no intestino grosso, ocasionando maior formação de fezes, não só pela presença física das fibras, mas também pela retenção de água, acelerando o trânsito colônico.
V Comparando-se a fração de fibras alimentares do produto B com a do produto A, verifica-se que tanto uma como a outra reduzem a absorção da glicose no intestino delgado.
Estão certos apenas os itens
I Apesar de excelente qualidade nutritiva do ovo, o seu consumo na dieta tem sido desaconselhado por vários profissionais da saúde, sob a alegação do aumento dos riscos de acidente cardiovascular (ACV). Estudos populacionais mais recentes têm corroborado essa prática, uma vez que evidenciam uma estreita relação entre o consumo de ovo e o aumento do risco de ACV.
II O colesterol presente no LDL (Low-density lipoprotein) liga- se a receptores celulares e difunde-se através da membrana celular.
III O colesterol dietético, presente no ovo, reduz a síntese de colesterol celular inibindo a enzima 3-hidroxi-3-metil glutaril CoA (HMG CoA) redutase.
IV O colesterol é um importante componente estrutural e funcional das células orgânicas, sendo precursor dos ácidos biliares, da vitamina A, dos hormônios sexuais masculino e feminino e dos hormônios adrenocorticoides.
V A presença das vitaminas A, E, B, B-6, B-12 e de folato na composição do ovo, conhecidas por reduzir os níveis sanguíneos de homocisteína, poderia contrabalançar o efeito negativo do colesterol na gema do ovo, podendo tornar o consumo moderado de ovo deixasse de ser um fator de risco de doenças cardíacas.
A quantidade de itens certos é igual a
é atribuída a uma perturbação na regulação da renovação (turnover) das
proteínas no músculo esquelético. Koopman e colaboradores (2006),
visando investigar os efeitos da ingestão de carboidrato acrescido ou
não de proteína e leucina livre, na taxa de síntese de proteínas no
músculo esquelético, realizaram um experimento com dezesseis homens
magros, sendo oito idosos (entre 74 e 76 anos de idade) e oito jovens
(entre 19 e 21 anos de idade). Os indivíduos foram separados em dois
grupos. Após realizarem 30 minutos de atividades diárias simuladas, ou
eles consumiram carboidrato (CHO) ou consumiram carboidrato mais
proteína e leucina livre (CHO+Pro+Leu). Inicialmente, receberam
infusões contínuas com
fenilalanina e
tirosina.Amostras de sangue e de músculo foram colhidas para avaliar a taxa de
síntese proteica (TSP) no músculo vasto lateral durante o período de
6 h. A TSP no músculo foi estimada como sendo a porcentagem de L-
fenilalanina incorporada nas proteínas totais do músculo, em relação ao total de
fenilalanina absorvida da infusão (presente no plasma e no músculo), por hora. O resultado foi expresso
em TSP (%/h), conforme gráfico abaixo.

Média (± DP) da taxa de síntese proteica (TSP) no músculo, após a
ingestão de carboidrato (CHO) ou carboidrato mais proteína e leucina
(CHO+Pro+Leu) em homens magros, jovens (n = 8) e idosos (n = 8),
utilizando o enriquecimento do plasma com fenilalanina como um
precursor. Os dados foram analisados pelo teste estatístico ANOVA
(grupo-idade versus tratamento).
Am. J. Clin. Nutr., p.84, 623-32, 2006 (com adaptações).
Foram encontrados os seguintes valores p ao se analisar estatisticamente
as diferenças obtidas:
- Jovem tratado com CHO × idoso tratado com CHO: p < 0, 05;
- Jovem tratado com CHO+Pro+Leu × idoso tratado com
CHO+Pro+Leu: p < 0, 05;
- Jovem tratado com CHO × jovem tratado com CHO+Pro+Leu:
p < 0, 001;
- Idoso tratado com CHO × idoso tratado com CHO+Pro+Leu: p < 0,
001;
- Comparação da diferença do aumento da TSP devido aos dois
tratamentos entre as faixas etárias: p = 0, 583.
é atribuída a uma perturbação na regulação da renovação (turnover) das
proteínas no músculo esquelético. Koopman e colaboradores (2006),
visando investigar os efeitos da ingestão de carboidrato acrescido ou
não de proteína e leucina livre, na taxa de síntese de proteínas no
músculo esquelético, realizaram um experimento com dezesseis homens
magros, sendo oito idosos (entre 74 e 76 anos de idade) e oito jovens
(entre 19 e 21 anos de idade). Os indivíduos foram separados em dois
grupos. Após realizarem 30 minutos de atividades diárias simuladas, ou
eles consumiram carboidrato (CHO) ou consumiram carboidrato mais
proteína e leucina livre (CHO+Pro+Leu). Inicialmente, receberam
infusões contínuas com
fenilalanina e
tirosina.Amostras de sangue e de músculo foram colhidas para avaliar a taxa de
síntese proteica (TSP) no músculo vasto lateral durante o período de
6 h. A TSP no músculo foi estimada como sendo a porcentagem de L-
fenilalanina incorporada nas proteínas totais do músculo, em relação ao total de
fenilalanina absorvida da infusão (presente no plasma e no músculo), por hora. O resultado foi expresso
em TSP (%/h), conforme gráfico abaixo.

Média (± DP) da taxa de síntese proteica (TSP) no músculo, após a
ingestão de carboidrato (CHO) ou carboidrato mais proteína e leucina
(CHO+Pro+Leu) em homens magros, jovens (n = 8) e idosos (n = 8),
utilizando o enriquecimento do plasma com fenilalanina como um
precursor. Os dados foram analisados pelo teste estatístico ANOVA
(grupo-idade versus tratamento).
Am. J. Clin. Nutr., p.84, 623-32, 2006 (com adaptações).
Foram encontrados os seguintes valores p ao se analisar estatisticamente
as diferenças obtidas:
- Jovem tratado com CHO × idoso tratado com CHO: p < 0, 05;
- Jovem tratado com CHO+Pro+Leu × idoso tratado com
CHO+Pro+Leu: p < 0, 05;
- Jovem tratado com CHO × jovem tratado com CHO+Pro+Leu:
p < 0, 001;
- Idoso tratado com CHO × idoso tratado com CHO+Pro+Leu: p < 0,
001;
- Comparação da diferença do aumento da TSP devido aos dois
tratamentos entre as faixas etárias: p = 0, 583.
I A síntese de proteína no músculo foi maior nos homens tratados com carboidrato em relação aos tratados com carboidrato, proteína e leucina.
II A síntese de proteína muscular foi maior nos homens jovens em relação aos idosos, independentemente do tratamento.
III O aumento da síntese de proteína muscular, verificado no tratamento com carboidrato, proteína e leucina em relação ao carboidrato não foi significativamente diferente entre os indivíduos jovens e idosos.
IV O tratamento com leucina promove o aumento de síntese de proteína em relação ao tratamento com carboidrato, tanto em indivíduos jovens como em indivíduos idosos.
V O consumo de dietas ricas em carboidrato promove a sarcopenia.
Estão certos apenas os itens