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Q3424401 Português
A capacidade de sonhar

        Parte dos brasileiros parece ter perdido a capacidade de sonhar; ou decidiu reprimir sua capacidade de alegrar-se. A economia até pode ir bem, às vezes bem melhor do que o previsto, mas tudo parece ruim, e piorando. O Produto Interno Bruto (PIB) ilustra esse fenômeno perturbador e de impacto político poderoso.

        Em dezembro de 2023, a previsão dominante entre centenas de operadores do mercado financeiro semanalmente consultados pelo Banco Central para seu boletim Focus era a de que em 2024 o PIB cresceria 1,5% ou, na melhor das hipóteses, 1,51%. A realidade foi mais radiante. Na semana passada, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o PIB aumentou 3,4% em 2024, mais do que o dobro das projeções. Alguma retratação, alguma celebração? Nenhuma. Apenas a ressalva de que, daqui para a frente, tudo vai piorar. 

        As previsões dominantes para 2025 são de crescimento de 2% ou, segundo o Banco Central, de 2,3%. É menos do que o resultado dos quatro anos anteriores. Mas isso será tão ruim a ponto de nos preocupar? Se o crescimento for, digamos, de 2,3% em 2025, o PIB brasileiro terá crescido 9,2% nos três primeiros anos desse governo, o que resulta, numa conta grosseira, em cerca de 3% ao ano. Nada mal, se levarmos em conta que o crescimento anual médio do período de 40 anos até 2022 foi de menos de 2,5% ao ano.

         Um dado que indica mudança expressiva nas condições de vida da população é o PIB per capita. No ano passado, esse indicador cresceu 3% em valores reais, alcançando R$ 55.247, um recorde da série histórica do IBGE, superando o resultado de 2013. Como lembrou a ministra do Planejamento, isso “significa aumento da renda média do brasileiro”.

        Mas a persistência de problemas como a brutal desigualdade de renda, o imenso número de brasileiros que vivem em habitações inadequadas, o tamanho e a resistência do mercado de trabalho informal, a baixa produtividade geral da economia, a carência de mão de obra preparada para as grandes inovações e transformações do sistema produtivo em escala mundial nos deprime. E a comida ficou mais cara. Mesmo assim, não podemos abandonar os sonhos, deixar de almejar um futuro melhor. Crescimento da economia é base para isso.

(Jorge J. Okubaro, 11.03.2025. Disponível em: https://www.estadao.com.br. Adaptado)
De acordo com Koch e Elias (Ler e escrever: estratégias de produção textual, 2011), “quando mudamos a sequência de tempos verbais que vínhamos repetindo, avisamos o leitor de que vai ocorrer uma mudança ou de plano, ou de atitude comunicativa”.
No caso do texto, no 3º parágrafo, a partir da informação “Mas isso será...” até o final desse parágrafo, a mudança na sequência de tempos verbais sinaliza que as informações passam a ser apresentadas sob a forma de
Alternativas
Q3424400 Português
A capacidade de sonhar

        Parte dos brasileiros parece ter perdido a capacidade de sonhar; ou decidiu reprimir sua capacidade de alegrar-se. A economia até pode ir bem, às vezes bem melhor do que o previsto, mas tudo parece ruim, e piorando. O Produto Interno Bruto (PIB) ilustra esse fenômeno perturbador e de impacto político poderoso.

        Em dezembro de 2023, a previsão dominante entre centenas de operadores do mercado financeiro semanalmente consultados pelo Banco Central para seu boletim Focus era a de que em 2024 o PIB cresceria 1,5% ou, na melhor das hipóteses, 1,51%. A realidade foi mais radiante. Na semana passada, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o PIB aumentou 3,4% em 2024, mais do que o dobro das projeções. Alguma retratação, alguma celebração? Nenhuma. Apenas a ressalva de que, daqui para a frente, tudo vai piorar. 

        As previsões dominantes para 2025 são de crescimento de 2% ou, segundo o Banco Central, de 2,3%. É menos do que o resultado dos quatro anos anteriores. Mas isso será tão ruim a ponto de nos preocupar? Se o crescimento for, digamos, de 2,3% em 2025, o PIB brasileiro terá crescido 9,2% nos três primeiros anos desse governo, o que resulta, numa conta grosseira, em cerca de 3% ao ano. Nada mal, se levarmos em conta que o crescimento anual médio do período de 40 anos até 2022 foi de menos de 2,5% ao ano.

         Um dado que indica mudança expressiva nas condições de vida da população é o PIB per capita. No ano passado, esse indicador cresceu 3% em valores reais, alcançando R$ 55.247, um recorde da série histórica do IBGE, superando o resultado de 2013. Como lembrou a ministra do Planejamento, isso “significa aumento da renda média do brasileiro”.

        Mas a persistência de problemas como a brutal desigualdade de renda, o imenso número de brasileiros que vivem em habitações inadequadas, o tamanho e a resistência do mercado de trabalho informal, a baixa produtividade geral da economia, a carência de mão de obra preparada para as grandes inovações e transformações do sistema produtivo em escala mundial nos deprime. E a comida ficou mais cara. Mesmo assim, não podemos abandonar os sonhos, deixar de almejar um futuro melhor. Crescimento da economia é base para isso.

(Jorge J. Okubaro, 11.03.2025. Disponível em: https://www.estadao.com.br. Adaptado)
Com base em Ingedore Grunfeld Villaça Koch (Desvendando os segredos do texto, 2018), o termo destacado corresponde a um articulador discursivo-argumentativo introduzindo relação de disjunção argumentativa em:
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Q3424399 Português
A capacidade de sonhar

        Parte dos brasileiros parece ter perdido a capacidade de sonhar; ou decidiu reprimir sua capacidade de alegrar-se. A economia até pode ir bem, às vezes bem melhor do que o previsto, mas tudo parece ruim, e piorando. O Produto Interno Bruto (PIB) ilustra esse fenômeno perturbador e de impacto político poderoso.

        Em dezembro de 2023, a previsão dominante entre centenas de operadores do mercado financeiro semanalmente consultados pelo Banco Central para seu boletim Focus era a de que em 2024 o PIB cresceria 1,5% ou, na melhor das hipóteses, 1,51%. A realidade foi mais radiante. Na semana passada, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o PIB aumentou 3,4% em 2024, mais do que o dobro das projeções. Alguma retratação, alguma celebração? Nenhuma. Apenas a ressalva de que, daqui para a frente, tudo vai piorar. 

        As previsões dominantes para 2025 são de crescimento de 2% ou, segundo o Banco Central, de 2,3%. É menos do que o resultado dos quatro anos anteriores. Mas isso será tão ruim a ponto de nos preocupar? Se o crescimento for, digamos, de 2,3% em 2025, o PIB brasileiro terá crescido 9,2% nos três primeiros anos desse governo, o que resulta, numa conta grosseira, em cerca de 3% ao ano. Nada mal, se levarmos em conta que o crescimento anual médio do período de 40 anos até 2022 foi de menos de 2,5% ao ano.

         Um dado que indica mudança expressiva nas condições de vida da população é o PIB per capita. No ano passado, esse indicador cresceu 3% em valores reais, alcançando R$ 55.247, um recorde da série histórica do IBGE, superando o resultado de 2013. Como lembrou a ministra do Planejamento, isso “significa aumento da renda média do brasileiro”.

        Mas a persistência de problemas como a brutal desigualdade de renda, o imenso número de brasileiros que vivem em habitações inadequadas, o tamanho e a resistência do mercado de trabalho informal, a baixa produtividade geral da economia, a carência de mão de obra preparada para as grandes inovações e transformações do sistema produtivo em escala mundial nos deprime. E a comida ficou mais cara. Mesmo assim, não podemos abandonar os sonhos, deixar de almejar um futuro melhor. Crescimento da economia é base para isso.

(Jorge J. Okubaro, 11.03.2025. Disponível em: https://www.estadao.com.br. Adaptado)
Com base no conceito de conhecimento linguístico de Koch e Elias (Ler e escrever: estratégias de produção textual, 2011), as passagens “Alguma retratação, alguma celebração?” (2º parágrafo) e “Mas isso será tão ruim a ponto de nos preocupar?” (3º parágrafo) devem ser analisadas como perguntas
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Q3424398 Português
A capacidade de sonhar

        Parte dos brasileiros parece ter perdido a capacidade de sonhar; ou decidiu reprimir sua capacidade de alegrar-se. A economia até pode ir bem, às vezes bem melhor do que o previsto, mas tudo parece ruim, e piorando. O Produto Interno Bruto (PIB) ilustra esse fenômeno perturbador e de impacto político poderoso.

        Em dezembro de 2023, a previsão dominante entre centenas de operadores do mercado financeiro semanalmente consultados pelo Banco Central para seu boletim Focus era a de que em 2024 o PIB cresceria 1,5% ou, na melhor das hipóteses, 1,51%. A realidade foi mais radiante. Na semana passada, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o PIB aumentou 3,4% em 2024, mais do que o dobro das projeções. Alguma retratação, alguma celebração? Nenhuma. Apenas a ressalva de que, daqui para a frente, tudo vai piorar. 

        As previsões dominantes para 2025 são de crescimento de 2% ou, segundo o Banco Central, de 2,3%. É menos do que o resultado dos quatro anos anteriores. Mas isso será tão ruim a ponto de nos preocupar? Se o crescimento for, digamos, de 2,3% em 2025, o PIB brasileiro terá crescido 9,2% nos três primeiros anos desse governo, o que resulta, numa conta grosseira, em cerca de 3% ao ano. Nada mal, se levarmos em conta que o crescimento anual médio do período de 40 anos até 2022 foi de menos de 2,5% ao ano.

         Um dado que indica mudança expressiva nas condições de vida da população é o PIB per capita. No ano passado, esse indicador cresceu 3% em valores reais, alcançando R$ 55.247, um recorde da série histórica do IBGE, superando o resultado de 2013. Como lembrou a ministra do Planejamento, isso “significa aumento da renda média do brasileiro”.

        Mas a persistência de problemas como a brutal desigualdade de renda, o imenso número de brasileiros que vivem em habitações inadequadas, o tamanho e a resistência do mercado de trabalho informal, a baixa produtividade geral da economia, a carência de mão de obra preparada para as grandes inovações e transformações do sistema produtivo em escala mundial nos deprime. E a comida ficou mais cara. Mesmo assim, não podemos abandonar os sonhos, deixar de almejar um futuro melhor. Crescimento da economia é base para isso.

(Jorge J. Okubaro, 11.03.2025. Disponível em: https://www.estadao.com.br. Adaptado)
Baseado em Ingedore Grunfeld Villaça Koch (Desvendando os segredos do texto, 2018), identifica-se um modificador axiológico negativo em:
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Q3424397 Português
A capacidade de sonhar

        Parte dos brasileiros parece ter perdido a capacidade de sonhar; ou decidiu reprimir sua capacidade de alegrar-se. A economia até pode ir bem, às vezes bem melhor do que o previsto, mas tudo parece ruim, e piorando. O Produto Interno Bruto (PIB) ilustra esse fenômeno perturbador e de impacto político poderoso.

        Em dezembro de 2023, a previsão dominante entre centenas de operadores do mercado financeiro semanalmente consultados pelo Banco Central para seu boletim Focus era a de que em 2024 o PIB cresceria 1,5% ou, na melhor das hipóteses, 1,51%. A realidade foi mais radiante. Na semana passada, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o PIB aumentou 3,4% em 2024, mais do que o dobro das projeções. Alguma retratação, alguma celebração? Nenhuma. Apenas a ressalva de que, daqui para a frente, tudo vai piorar. 

        As previsões dominantes para 2025 são de crescimento de 2% ou, segundo o Banco Central, de 2,3%. É menos do que o resultado dos quatro anos anteriores. Mas isso será tão ruim a ponto de nos preocupar? Se o crescimento for, digamos, de 2,3% em 2025, o PIB brasileiro terá crescido 9,2% nos três primeiros anos desse governo, o que resulta, numa conta grosseira, em cerca de 3% ao ano. Nada mal, se levarmos em conta que o crescimento anual médio do período de 40 anos até 2022 foi de menos de 2,5% ao ano.

         Um dado que indica mudança expressiva nas condições de vida da população é o PIB per capita. No ano passado, esse indicador cresceu 3% em valores reais, alcançando R$ 55.247, um recorde da série histórica do IBGE, superando o resultado de 2013. Como lembrou a ministra do Planejamento, isso “significa aumento da renda média do brasileiro”.

        Mas a persistência de problemas como a brutal desigualdade de renda, o imenso número de brasileiros que vivem em habitações inadequadas, o tamanho e a resistência do mercado de trabalho informal, a baixa produtividade geral da economia, a carência de mão de obra preparada para as grandes inovações e transformações do sistema produtivo em escala mundial nos deprime. E a comida ficou mais cara. Mesmo assim, não podemos abandonar os sonhos, deixar de almejar um futuro melhor. Crescimento da economia é base para isso.

(Jorge J. Okubaro, 11.03.2025. Disponível em: https://www.estadao.com.br. Adaptado)
De acordo com Luiz Antônio Marcuschi (Produção textual, análise de gêneros e compreensão, 2008) e Dolz, Noverraz e Schneuwly (em Schneuwly e Dolz, Gêneros orais e escritos na escola, 2004), o texto “A capacidade de sonhar” é classificado como
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Q3424396 Português
A capacidade de sonhar

        Parte dos brasileiros parece ter perdido a capacidade de sonhar; ou decidiu reprimir sua capacidade de alegrar-se. A economia até pode ir bem, às vezes bem melhor do que o previsto, mas tudo parece ruim, e piorando. O Produto Interno Bruto (PIB) ilustra esse fenômeno perturbador e de impacto político poderoso.

        Em dezembro de 2023, a previsão dominante entre centenas de operadores do mercado financeiro semanalmente consultados pelo Banco Central para seu boletim Focus era a de que em 2024 o PIB cresceria 1,5% ou, na melhor das hipóteses, 1,51%. A realidade foi mais radiante. Na semana passada, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o PIB aumentou 3,4% em 2024, mais do que o dobro das projeções. Alguma retratação, alguma celebração? Nenhuma. Apenas a ressalva de que, daqui para a frente, tudo vai piorar. 

        As previsões dominantes para 2025 são de crescimento de 2% ou, segundo o Banco Central, de 2,3%. É menos do que o resultado dos quatro anos anteriores. Mas isso será tão ruim a ponto de nos preocupar? Se o crescimento for, digamos, de 2,3% em 2025, o PIB brasileiro terá crescido 9,2% nos três primeiros anos desse governo, o que resulta, numa conta grosseira, em cerca de 3% ao ano. Nada mal, se levarmos em conta que o crescimento anual médio do período de 40 anos até 2022 foi de menos de 2,5% ao ano.

         Um dado que indica mudança expressiva nas condições de vida da população é o PIB per capita. No ano passado, esse indicador cresceu 3% em valores reais, alcançando R$ 55.247, um recorde da série histórica do IBGE, superando o resultado de 2013. Como lembrou a ministra do Planejamento, isso “significa aumento da renda média do brasileiro”.

        Mas a persistência de problemas como a brutal desigualdade de renda, o imenso número de brasileiros que vivem em habitações inadequadas, o tamanho e a resistência do mercado de trabalho informal, a baixa produtividade geral da economia, a carência de mão de obra preparada para as grandes inovações e transformações do sistema produtivo em escala mundial nos deprime. E a comida ficou mais cara. Mesmo assim, não podemos abandonar os sonhos, deixar de almejar um futuro melhor. Crescimento da economia é base para isso.

(Jorge J. Okubaro, 11.03.2025. Disponível em: https://www.estadao.com.br. Adaptado)
De acordo com o Currículo Paulista: etapa Ensino Médio (2020), “Pretende-se que os jovens incorporem em suas vidas a prática de escuta, leitura e produção de textos pertencentes a gêneros da esfera jornalística em diferentes fontes, veículos e mídias...”.
No que tange à leitura, é desejável que os estudantes saibam diferenciar fato de opinião, estando esta presente na passagem:
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Q3424395 Português
A capacidade de sonhar

        Parte dos brasileiros parece ter perdido a capacidade de sonhar; ou decidiu reprimir sua capacidade de alegrar-se. A economia até pode ir bem, às vezes bem melhor do que o previsto, mas tudo parece ruim, e piorando. O Produto Interno Bruto (PIB) ilustra esse fenômeno perturbador e de impacto político poderoso.

        Em dezembro de 2023, a previsão dominante entre centenas de operadores do mercado financeiro semanalmente consultados pelo Banco Central para seu boletim Focus era a de que em 2024 o PIB cresceria 1,5% ou, na melhor das hipóteses, 1,51%. A realidade foi mais radiante. Na semana passada, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o PIB aumentou 3,4% em 2024, mais do que o dobro das projeções. Alguma retratação, alguma celebração? Nenhuma. Apenas a ressalva de que, daqui para a frente, tudo vai piorar. 

        As previsões dominantes para 2025 são de crescimento de 2% ou, segundo o Banco Central, de 2,3%. É menos do que o resultado dos quatro anos anteriores. Mas isso será tão ruim a ponto de nos preocupar? Se o crescimento for, digamos, de 2,3% em 2025, o PIB brasileiro terá crescido 9,2% nos três primeiros anos desse governo, o que resulta, numa conta grosseira, em cerca de 3% ao ano. Nada mal, se levarmos em conta que o crescimento anual médio do período de 40 anos até 2022 foi de menos de 2,5% ao ano.

         Um dado que indica mudança expressiva nas condições de vida da população é o PIB per capita. No ano passado, esse indicador cresceu 3% em valores reais, alcançando R$ 55.247, um recorde da série histórica do IBGE, superando o resultado de 2013. Como lembrou a ministra do Planejamento, isso “significa aumento da renda média do brasileiro”.

        Mas a persistência de problemas como a brutal desigualdade de renda, o imenso número de brasileiros que vivem em habitações inadequadas, o tamanho e a resistência do mercado de trabalho informal, a baixa produtividade geral da economia, a carência de mão de obra preparada para as grandes inovações e transformações do sistema produtivo em escala mundial nos deprime. E a comida ficou mais cara. Mesmo assim, não podemos abandonar os sonhos, deixar de almejar um futuro melhor. Crescimento da economia é base para isso.

(Jorge J. Okubaro, 11.03.2025. Disponível em: https://www.estadao.com.br. Adaptado)
De acordo com o Currículo Paulista: etapa Ensino Médio (2020), “Para além de consolidar habilidades envolvidas na escuta, leitura e escrita de textos que circulam no campo [da esfera jornalística/midiática], o que se pretende é propiciar experiências que mantenham os jovens interessados pelos fatos que acontecem na sua comunidade, na sua cidade e no mundo e que afetam as vidas das pessoas no cotidiano”.
No caso do texto de Jorge J. Okubaro, espera-se que os estudantes reconheçam que ele trata
Alternativas
Q3424394 Português
Marcos Bagno (Preconceito linguístico, 2015), para contestar o Mito no 1, relativo à ideia de que o português do Brasil apresenta uma unidade surpreendente, recorre à seguinte comprovação fornecida pela ciência linguística moderna:
Alternativas
Q3424393 Português

(M. Schulz, Minduim Charles, 30.10.2024. Disponível em: https://cultura.estadao.com.br/quadrinhos)

De acordo com o Currículo Paulista: etapa Ensino Médio (2020), “As práticas de análise linguística trazem algumas especificidades, como distinguir traços distintivos e significativos dos textos”.
Nesse sentido, é correto afirmar que, na tira, o termo
Alternativas
Q3424392 Português

(M. Schulz, Minduim Charles, 30.10.2024. Disponível em: https://cultura.estadao.com.br/quadrinhos)

De acordo com Koch e Elias (Ler e compreender: os sentidos do texto, 2011), o conhecimento linguístico abrange o conhecimento gramatical e lexical. Em relação a este último, as autoras observam que ele permite compreender “a seleção lexical adequada ao tema ou aos modelos cognitivos ativados”.
Nesse sentido, conclui-se corretamente que, na tira, o termo “coisinhas” assume sentido
Alternativas
Q3424391 Português
Leia a tira a seguir: Imagem associada para resolução da questão (Disponível em: https://arquivosturmadamonica.blogspot.com/)
A Competência Específica de Língua Portuguesa para o Ensino Fundamental diz: “Mobilizar práticas da cultura digital, diferentes linguagens, mídias e ferramentas digitais para expandir as formas de produzir sentidos (nos processos de compreensão e produção), aprender e refletir sobre o mundo e realizar diferentes projetos autorais.” (Currículo Paulista, 2019).
Com base nessa competência, é correto afirmar que a reflexão sobre o mundo se manifesta com a ideia de
Alternativas
Q3424390 Português
(...) permite reconhecer textos como exemplares adequados aos diversos eventos da vida social; envolve também conhecimentos sobre as macrocategorias ou unidades globais que distinguem os vários tipos de textos, sobre a sua ordenação e sequenciação, bem como sobre a conexão entre objetivos e estruturas textuais globais.
(Ingedore Grunfeld Villaça Koch, Desvendando os segredos do texto, 2018)
A teorização apresentada refere-se ao conhecimento
Alternativas
Q3424389 Português
Curiosidades à parte, mídia é, no entanto, uma espécie de palavra-ônibus em que cabem 48 significados sentados e 22 em pé. Já em sua origem, segundo Rodrigues (s.d.), o termo designava tanto aparelhos e dispositivos mecânicos e eletrônicos (telégrafo, rádio) quanto seus produtos (fotografia). Atualmente, a palavra é usada, com frequência, para designar também a imprensa, a grande imprensa, o jornalismo, o meio de comunicação, o veículo, em manchetes.
(Roxane Helena Rodrigues Rojo e Eduardo de Moura Almeida, Letramentos, mídias, linguagens, 2019. Adaptado)
De acordo com o Currículo Paulista (2019), espera-se que os alunos “usem a reflexão linguística e semiótica a favor da produção de sentido, de um uso consciente da língua e seus recursos”.
Em relação ao texto de Rojo e Almeida, o trecho destacado contém termos empregados em sentido
Alternativas
Q3424388 Português
O Currículo Paulista: etapa Ensino Médio (2020) cita o texto de Roxane Rojo, presente na Base Nacional Curricular Comum: “A adição do prefixo ‘multi’ ao termo letramento não é uma questão restrita à multiplicidade de práticas de leitura e escrita que marcam a contemporaneidade”.
A ideia trazida pelo Currículo, sustentando a posição da autora, é que as práticas de letramento contemporâneas
Alternativas
Q3424387 Português
No “Jogo Gramática das Fábulas” (em SILVA et al, Laboratório virtual de pesquisa escolar com gramática: educação científica em aulas de língua materna, 2024), os autores explicam a multimodalidade do jogo como 
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Q3424386 Português
Nessa etapa, as práticas de leitura dão continuidade ao processo de letramento. Nos Anos Finais, “amplia-se o contato dos estudantes com gêneros textuais relacionados a vários campos de atuação e a várias disciplinas” (BRASIL, 2017, p.136). E, “como consequência do trabalho realizado em etapas anteriores de escolarização, os adolescentes e jovens já conhecem e fazem uso de gêneros que circulam nos campos das práticas artístico- -literárias, de estudo e pesquisa, jornalístico-midiático, de atuação na vida pública e campo da vida pessoal, cidadãs, investigativas” (BRASIL, 2017, p.136). 
(SÃO PAULO. Secretaria da Educação. Currículo Paulista, 2019)
De acordo com Luiz Antônio Marcuschi (Produção textual, análise de gêneros e compreensão, 2008), os gêneros textuais da escrita que exemplificam os campos das práticas artístico-literárias, de estudo e pesquisa, jornalístico-midiático, de atuação na vida pública e campo da vida pessoal são, correta e respectivamente:
Alternativas
Q3424385 Português
Dolz, Noverraz e Schneuwly (em Schneuwly e Dolz, Gêneros orais e escritos na escola, 2004) explicam que os agrupamentos de gêneros se justificam em função de
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Q3424384 Português
De acordo com Koch e Elias (Ler e compreender: os sentidos do texto. 2011), “Ocorre a justaposição quando apenas se colocam enunciados uns ao lado de outros, com o objetivo de estabelecer entre eles determinadas relações semânticas ou discursivas, sem a presença explícita de uma conjunção”. Tal definição é exemplificada com a frase:
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Q3424383 Literatura
        O mulungu do bebedouro cobria-se de arribações. Mau sinal, provavelmente o sertão ia pegar fogo. Vinham em bandos, arranchavam-se nas árvores da beira do rio, descansavam, bebiam e, como em redor não havia comida, seguiam viagem para o Sul. O casal agoniado sonhava desgraças. O sol chupava os poços, e aquelas excomungadas levavam o resto da água, queriam matar o gado. (...) Alguns dias antes estava sossegado, preparando látegos, consertando cercas. De repente, um risco no céu, outros riscos, milhares de riscos juntos, nuvens, o medonho rumor de asas a anunciar destruição. Ele já andava meio desconfiado vendo as fontes minguarem. E olhava com desgosto a brancura das manhãs longas e a vermelhidão sinistra das tardes.

(Graciliano Ramos, Vidas Secas)
De acordo com o Currículo Paulista: etapa Ensino Médio (2020), “... a tradição literária tem importância não só por sua condição de patrimônio, mas também por possibilitar a apreensão do imaginário e das formas de sensibilidade de uma determinada época, de suas formas poéticas e das formas de organização social e cultural do Brasil, sendo ainda hoje capaz de tocar os leitores nas emoções e nos valores.”
Com base nessa informação, é correto afirmar que Vidas Secas, de Graciliano Ramos, estaria presente no ensino de literatura no Ensino Médio por se tratar de uma obra
Alternativas
Q3424382 Português
        O mulungu do bebedouro cobria-se de arribações. Mau sinal, provavelmente o sertão ia pegar fogo. Vinham em bandos, arranchavam-se nas árvores da beira do rio, descansavam, bebiam e, como em redor não havia comida, seguiam viagem para o Sul. O casal agoniado sonhava desgraças. O sol chupava os poços, e aquelas excomungadas levavam o resto da água, queriam matar o gado. (...) Alguns dias antes estava sossegado, preparando látegos, consertando cercas. De repente, um risco no céu, outros riscos, milhares de riscos juntos, nuvens, o medonho rumor de asas a anunciar destruição. Ele já andava meio desconfiado vendo as fontes minguarem. E olhava com desgosto a brancura das manhãs longas e a vermelhidão sinistra das tardes.

(Graciliano Ramos, Vidas Secas)
As anáforas indiretas caracterizam-se pelo fato de não existir no co-texto um antecedente explícito, mas sim um elemento de relação, que se pode denominar âncora e que é decisivo para a interpretação; ou seja, trata-se de formas nominais que se encontram em dependência interpretativa de determinadas expressões da estrutura textual em desenvolvimento, o que permite que seus referentes sejam ativados por meio de processos cognitivos inferenciais, possibilitando, assim, a mobilização de conhecimentos dos mais diversos tipos armazenados na memória dos interlocutores.
(Ingedore Grunfeld Villaça Koch, Desvendando os segredos do texto, 2018. Adaptado)
No texto, a explicação da autora ocorre entre os termos
Alternativas
Respostas
5501: C
5502: A
5503: D
5504: B
5505: C
5506: A
5507: E
5508: E
5509: A
5510: D
5511: B
5512: C
5513: D
5514: B
5515: E
5516: C
5517: D
5518: D
5519: B
5520: A