As anáforas indiretas caracterizam-se pelo fato de não exis...
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Ano: 2025
Banca:
VUNESP
Órgão:
SEDUC-SP
Prova:
VUNESP - 2025 - SEDUC-SP - Professor de Educação Básica II - Língua Portuguesa - Promoção do QM 2022 |
Q3424382
Português
Texto associado
O mulungu do bebedouro cobria-se de arribações. Mau
sinal, provavelmente o sertão ia pegar fogo. Vinham em bandos, arranchavam-se nas árvores da beira do rio, descansavam, bebiam e, como em redor não havia comida, seguiam
viagem para o Sul. O casal agoniado sonhava desgraças. O
sol chupava os poços, e aquelas excomungadas levavam o
resto da água, queriam matar o gado. (...) Alguns dias antes
estava sossegado, preparando látegos, consertando cercas.
De repente, um risco no céu, outros riscos, milhares de riscos juntos, nuvens, o medonho rumor de asas a anunciar
destruição. Ele já andava meio desconfiado vendo as fontes
minguarem. E olhava com desgosto a brancura das manhãs
longas e a vermelhidão sinistra das tardes.
(Graciliano Ramos, Vidas Secas)
As anáforas indiretas caracterizam-se pelo fato de não
existir no co-texto um antecedente explícito, mas sim
um elemento de relação, que se pode denominar âncora
e que é decisivo para a interpretação; ou seja, trata-se
de formas nominais que se encontram em dependência
interpretativa de determinadas expressões da estrutura
textual em desenvolvimento, o que permite que seus
referentes sejam ativados por meio de processos cognitivos inferenciais, possibilitando, assim, a mobilização de
conhecimentos dos mais diversos tipos armazenados na
memória dos interlocutores.
(Ingedore Grunfeld Villaça Koch, Desvendando os segredos do texto, 2018. Adaptado)
No texto, a explicação da autora ocorre entre os termos
(Ingedore Grunfeld Villaça Koch, Desvendando os segredos do texto, 2018. Adaptado)
No texto, a explicação da autora ocorre entre os termos