Questões de Concurso Para prefeitura de araçariguama - sp

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Q3485916 Educação Física

Relacione as categorias de esportes às suas descrições correspondentes.


1 - Campo e taco;

2 - Técnico-combinatório;

3 - Combate;

4 - Marca;


( ) reúne modalidades nas quais o resultado da ação motora comparado é a qualidade do movimento segundo padrões relacionados a técnicas e a combinação (ginástica artística, ginástica rítmica, nado sincronizado, patinação artística, saltos ornamentais etc.).


( ) conjunto de modalidades que se caracterizam por comparar os resultados registrados em segundos, metros ou quilos (patinação de velocidade, todas as provas do atletismo, remo, ciclismo, levantamento de peso etc.).


( ) reúne modalidades caracterizadas como disputas nas quais o oponente deve ser subjugado, com técnicas, táticas e estratégias de desequilíbrio, contusão, imobilização ou exclusão de um determinado espaço, por meio de combinações de ações de ataque e defesa (judô, boxe, esgrima, taekwondo etc.)


( ) categoria que reúne as modalidades que se caracterizam por rebater a bola lançada pelo adversário o mais longe possível, para tentar percorrer o maior número de vezes as bases ou a maior distância possível entre as bases, enquanto os defensores não recuperam o controle da bola, e, assim, somar pontos (beisebol, críquete, softbol etc.).


A associação correta é, respectivamente:

Alternativas
Q3485915 Educação Física

Sobre o esporte conhecido como "futebol de salão" ou "futsal" e as regras que regem essa modalidade, analise as afirmativas a seguir:


I - O goleiro só poderá ficar com a bola sob seu domínio em sua quadra de defesa por no máximo 10 segundos. Se o goleiro receber a bola pela primeira vez em sua quadra de ataque e voltar para a quadra de defesa com a posse da bola, terá que respeitar a regra dos 10 segundos ao entrar em sua meia quadra de defesa.


II - Cada equipe tem 5 jogadores, incluindo o goleiro, com substituições ilimitadas.


III - Se um jogador for expulso, ele poderá ser substituído por um reserva depois de 2 minutos. No entanto, se sua equipe sofrer um gol nesse intervalo de 2 minutos, a substituição poderá ser feita imediatamente.


IV - Cada equipe pode cometer no máximo 8 faltas por tempo de jogo. A partir da nona falta, é cobrado tiro livre direto sem barreira.


Considerando as afirmações, assinale a alternativa correta:

Alternativas
Q3485914 Pedagogia

De acordo com a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Analise as afirmativas abaixo atribuindo (V) para Verdadeira e (F) para Falsa, em seguida assinale a alternativa com a sequência correta.


( ) - Serão fixados conteúdos máximos para o ensino fundamental, de maneira a assegurar formação básica comum e respeito aos valores culturais e artísticos, regionais, nacionais e internacionais.


( ) - O ensino religioso, de matrícula facultativa, constituirá disciplina dos horários noturno das escolas públicas de ensino fundamental.


( ) - O ensino fundamental regular será ministrado em língua portuguesa, assegurada às comunidades indígenas também a utilização de suas línguas maternas e processos próprios de aprendizagem.

Alternativas
Q3485910 Pedagogia

De acordo com a Resolução CNE/CEB 05/2009 – Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil. Brasília: CNE 2009. Analise as afirmativas abaixo atribuindo (V) para Verdadeira e (F) para Falsa, em seguida assinale a alternativa com a sequência correta.


( ) É obrigatória a matrícula na Educação Infantil de crianças que completam 5 ou 6 anos até o dia 31 de março do ano em que ocorrer a matrícula.


( ) As crianças que completam 7 anos após o dia 31 de março devem ser matriculadas na Educação Infantil.


( ) As vagas em creches e pré-escolas devem ser oferecidas próximas às residências das crianças. 

Alternativas
Q3485908 História e Geografia de Estados e Municípios
Assinale a alternativa correta, em relação ao Histórico do Município de Araçariguama, de acordo com a Lei Municipal N.º 710, de 28 de maio de 2015. 
Alternativas
Q3485898 Português

Texto para responder à questão.

Carnaval


Incipiente alegria na tarde carnavalesca. Os sambas passam nos automóveis abertos. Um vento beija a avenida larga, trêmula nas serpentinas, rodopia nos confetes, caminha na voz das cantigas. As moças lindas, em fantasias de cores vivas e leves, vão com os cabelos alvoroçados pelo vento. Meu amigo comprou 200 gramas metálicas. Andou pelas ruas que se animavam. Encheu os bolsos de confetes. Foi andando...


E na boca da noite vieram cordões, ranchos, blocos, bandos. A multidão encheu as ruas que a noite engoliu. Mas as luzes rebentaram de todos os lados e a garganta da massa se abriu em delírio. Meu amigo foi andando. Apertou-se entre homens excitados e mulheres que cantavam e riam. Entrou na confusão das raças irmanadas pelo prazer comum da carne. Alguém lhe jogou confetes na boca, lança-perfume nos olhos. Uma serpentina bateu em seu nariz. Um reco-reco gritou em seu ouvido. Foi andando. Um automóvel do corso quase o esmagou. Um bloco o arrastou pelo meio da massa, com força inelutável de uma corrente marinha. Uma mulher qualquer cantou à toa, para ele, uma frase de samba. Jogou um pouco de confetes no cabelo da mulher. Jogou-lhe éter no corpo. Ela defendeu-se e riu. Depois desapareceu, arrastada. Meu amigo foi andando. Tinha um cravo na lapela, um cravo que tirara da mesa do restaurante. Uma moça pediu a flor. Ele a encharcou de éter e fez presente. Foi andando. Automaticamente cantou sambas e marchas. Teve mil pequenas aventuras inconsequentes e rápidas. Um homem bêbado quis arrebatar o lança-perfume de sua mão. Foi andando. No meio de uma confusão, recebeu e distribuiu socos e empurrões sem saber de quem, para quem, por que, nem para quê.


Meu amigo entrou no baile. Agarrou-se ao ombro de uma mulher e foi no cordão, dançando, cantando, suando. Repetiu três vezes com o mesmo par a marchinha do momento. Apaixonou-se de repente por uma fantasia, por um corpo, por uma risada. Bebeu. Meu amigo foi a outro baile. De madrugada, meu amigo saiu pela rua vazia, sem programa. Passavam os foliões cansados, as mulheres mais belas pela fadiga e pelo suor. Um homem grisalho carregava pelo braço uma adolescente que se queixava de dor nos pés.


Meu amigo arranjou uma mulher: a mulher que sempre aparece. A mulher que não vimos na rua nem no baile e que aparece na mesa do bar ou do restaurante, no último instante. Esguichou seu último lança-perfume nos braços e nos seios da mulher. Jogou os últimos confetes em seu cabelo. Ela repetiu um samba mil vezes repetido. Foram.


No caminho, meu amigo parou. No canto da calçada, um menino sujo e esfarrapado dormia. Dormia sobre um saco de estopa cheio de serpentinas que juntara para vender. Pararam. A mulher disse: coitadinho... Meu amigo olhou em silêncio o menino que dormia. Sentiu pena. Olhou a mulher. Balançou a bisnaga. Ainda havia um resto de éter. Jogou na perna da criança, que acordou assustada. A mulher disse: você é ruim! coitadinho... A criança ficou olhando estremunhada, resmungou um xingamento e tornou a dormir. Meu amigo jogou a bisnaga no asfalto. Sentia-se bêbado. Apertou a mulher contra seu corpo e mandou parar um automóvel que passava. No apartamento, antes de deitar-se, olhou-se no espelho do guardaroupa. Fantasiado. Exausto. Beijou a mulher na boca como se beija uma noiva. E pensou desanimado: eu sou um folião. Evoé!


BRAGA, R. O Conde e o passarinho e Morro do Isolamento. 5ª Ed. Rio de Janeiro: Record, 1982.

No excerto “Alguèm lhe jogou confetes na boca, lança-perfume nos olhos.”, o pronome colocado de forma proclítica indica, sintaticamente, o elemento denominado:
Alternativas
Q3485874 Educação Artística
Com relação às manifestações populares nacionais, assinale a alternativa que NÃO apresenta um estilo/ritmo típico da região Sul do Brasil:
Alternativas
Q3485873 Educação Artística

O baião é um ritmo musical nordestino acompanhado de dança, muito popular nas regiões Nordeste e Norte do Brasil. Com relação às suas características, assinale a alternativa CORRETA:


I – Foi trazida pelos portugueses, no final do século XVI.


II – Humberto Teixeira é um dos seus maiores representantes.


III – Utiliza viola caipira, sanfona, triângulo, dentre outros instrumentos. 

Alternativas
Q3485872 Educação Artística
No que se refere à história da ópera, assinale a alternativa que apresenta o nome do compositor da obra Otelo:
Alternativas
Q3485871 Educação Artística
Pinturas como Os guarda-chvas, As duas irmãs, Dança em Bougival são obras artísticas do seguinte pintor:
Alternativas
Q3485870 Educação Artística
O cubismo é um movimento artístico que surgiu no século XX, nas artes plásticas, tendo se expandido também para a literatura e poesia. Sobre o tema, assinale a alternativa que NÃO apresenta um de seus representantes. 
Alternativas
Q3485869 Educação Artística

Como se sabe, o impressionismo foi um movimento artístico que revolucionou profundamente a pintura e deu início às grandes tendências da arte do século XX. Com relação às características de tal movimento, analise as afirmativas a seguir e, ao final, assinale a alternativa CORRETA:


I – A pintura deve registrar as tonalidades que os objetos adquirem ao refletir a luz solar num determinado momento, pois as cores da natureza se modificam constantemente, dependendo da incidência da luz do sol.


II – As figuras devem ter contornos nítidos, já que a linha não é uma abstração do ser humano para representar imagens.


III - As sombras devem ser luminosas e coloridas, tal como é a impr4essão visual que nos causam, e não escuras ou pretas, como os pintores costumavam representá-las no passado.

Alternativas
Q3485868 Educação Artística

Com relação à história da Música Popular Brasileira (MPB), analise as afirmativas a seguir e, ao final, assinale a alternativa CORRETA:


I – Surgiu na década de 70, no fim do período da ditadura militar.


II – É cronologicamente antecessora da Bossa Nova.


III – Por seu público ter sido composto em sua maioria por estudantes e intelectuais, ficou conhecida como “música da universidade”.

Alternativas
Q3485867 Artes Cênicas
Como se sabe, Augusto Boal, importante figura do teatro contemporâneo, fundador do Teatro do Oprimido, categorizou as produções teatrais em 5 (cinco) tipos. Sobre o tema, assinale a alternativa INCORRETA: 
Alternativas
Q3485866 Educação Artística
De acordo com a obra Uma breve história da música, de Roy Bennet, assinale a alternativa que apresenta o período correspondente à música barroca: 
Alternativas
Q3485865 Música

No que diz respeito aos elementos básicos da música, mais precisamente sobre a forma, analise as afirmativas a seguir e, ao final, assinale a alternativa CORRETA:


I – Usa-se a palavra forma para descrever o projeto ou configuração básica de que um compositor pode valer-se para moldar ou desenvolver uma obra musical.


II – Na música ocidental há apenas dois tipos de formas.


III – A forma pode ser obtida através de diferentes métodos, nos diferentes períodos da história da música.

Alternativas
Q3485855 Legislação dos Municípios do Estado de São Paulo

De acordo com o Plano de Carreira e Remuneração do Magistério de Araçariguama – Lei Complementar N.º 33 de 29 de janeiro de 1998. Analise as afirmativas abaixo atribuindo (V) para Verdadeira e (F) para Falsa, em seguida assinale a alternativa com a sequência correta. Para efeito desta lei complementar, consideram se:


( ) Cargo ou Função do Magistério: conjunto de cargos e/ou funções da mesma denominação.


( ) Carreira do Magistério: cargo preenchido por ocupante transitório, da confiança da autoridade nomeante.


( ) Nível: subdivisão dos cargos e funções existentes na classe, escalonados de acordo com a titulação.

Alternativas
Q3485853 Português

Considere as seguintes afirmativas a respeito da flexão de gênero:


I. É possível apenas nas classes gramaticais nominais.


II. Ocorre em advérbios.


III. Ocorre em classes responsáveis pela conexão de elementos oracionais. São verdadeiras apenas:

Alternativas
Q3485850 Português

Texto para responder à questão.


Carnaval


Incipiente alegria na tarde carnavalesca. Os sambas passam nos automóveis abertos. Um vento beija a avenida larga, trêmula nas serpentinas, rodopia nos confetes, caminha na voz das cantigas. As moças lindas, em fantasias de cores vivas e leves, vão com os cabelos alvoroçados pelo vento. Meu amigo comprou 200 gramas metálicas. Andou pelas ruas que se animavam. Encheu os bolsos de confetes. Foi andando...


E na boca da noite vieram cordões, ranchos, blocos, bandos. A multidão encheu as ruas que a noite engoliu. Mas as luzes rebentaram de todos os lados e a garganta da massa se abriu em delírio. Meu amigo foi andando. Apertou-se entre homens excitados e mulheres que cantavam e riam. Entrou na confusão das raças irmanadas pelo prazer comum da carne. Alguém lhe jogou confetes na boca, lança-perfume nos olhos. Uma serpentina bateu em seu nariz. Um reco-reco gritou em seu ouvido. Foi andando. Um automóvel do corso quase o esmagou. Um bloco o arrastou pelo meio da massa, com força inelutável de uma corrente marinha. Uma mulher qualquer cantou à toa, para ele, uma frase de samba. Jogou um pouco de confetes no cabelo da mulher. Jogou-lhe éter no corpo. Ela defendeu-se e riu. Depois desapareceu, arrastada. Meu amigo foi andando. Tinha um cravo na lapela, um cravo que tirara da mesa do restaurante. Uma moça pediu a flor. Ele a encharcou de éter e fez presente. Foi andando. Automaticamente cantou sambas e marchas. Teve mil pequenas aventuras inconsequentes e rápidas. Um homem bêbado quis arrebatar o lança-perfume de sua mão. Foi andando. No meio de uma confusão, recebeu e distribuiu socos e empurrões sem saber de quem, para quem, por que, nem para quê.


Meu amigo entrou no baile. Agarrou-se ao ombro de uma mulher e foi no cordão, dançando, cantando, suando. Repetiu três vezes com o mesmo par a marchinha do momento. Apaixonou-se de repente por  uma fantasia, por um corpo, por uma risada. Bebeu. Meu amigo foi a outro baile. De madrugada, meu amigo saiu pela rua vazia, sem programa. Passavam os foliões cansados, as mulheres mais belas pela fadiga e pelo suor. Um homem grisalho carregava pelo braço uma adolescente que se queixava de dor nos pés.


Meu amigo arranjou uma mulher: a mulher que sempre aparece. A mulher que não vimos na rua nem no baile e que aparece na mesa do bar ou do restaurante, no último instante. Esguichou seu último lança-perfume nos braços e nos seios da mulher. Jogou os últimos confetes em seu cabelo. Ela repetiu um samba mil vezes repetido. Foram.


No caminho, meu amigo parou. No canto da calçada, um menino sujo e esfarrapado dormia. Dormia sobre um saco de estopa cheio de serpentinas que juntara para vender. Pararam. A mulher disse: coitadinho... Meu amigo olhou em silêncio o menino que dormia. Sentiu pena. Olhou a mulher. Balançou a bisnaga. Ainda havia um resto de éter. Jogou na perna da criança, que acordou assustada. A mulher disse: você é ruim! coitadinho... A criança ficou olhando estremunhada, resmungou um xingamento e tornou a dormir. Meu amigo jogou a bisnaga no asfalto. Sentia-se bêbado. Apertou a mulher contra seu corpo e mandou parar um automóvel que passava. No apartamento, antes de deitar-se, olhou-se no espelho do guardaroupa. Fantasiado. Exausto. Beijou a mulher na boca como se beija uma noiva. E pensou desanimado: eu sou um folião. Evoé!


 BRAGA, R. O Conde e o passarinho e Morro do Isolamento. 5ª Ed. Rio de Janeiro: Record, 1982.

No excerto “E na boca da noite vieram cordões, ranchos, blocos, bandos. A multidão encheu as ruas que a noite engoliu.”, a flexão de número no verbo ‘vir’ estabelece relação de concordância apenas com o(s) elemento(s):
Alternativas
Q3485846 Português

Texto para responder à questão.


Carnaval


Incipiente alegria na tarde carnavalesca. Os sambas passam nos automóveis abertos. Um vento beija a avenida larga, trêmula nas serpentinas, rodopia nos confetes, caminha na voz das cantigas. As moças lindas, em fantasias de cores vivas e leves, vão com os cabelos alvoroçados pelo vento. Meu amigo comprou 200 gramas metálicas. Andou pelas ruas que se animavam. Encheu os bolsos de confetes. Foi andando...


E na boca da noite vieram cordões, ranchos, blocos, bandos. A multidão encheu as ruas que a noite engoliu. Mas as luzes rebentaram de todos os lados e a garganta da massa se abriu em delírio. Meu amigo foi andando. Apertou-se entre homens excitados e mulheres que cantavam e riam. Entrou na confusão das raças irmanadas pelo prazer comum da carne. Alguém lhe jogou confetes na boca, lança-perfume nos olhos. Uma serpentina bateu em seu nariz. Um reco-reco gritou em seu ouvido. Foi andando. Um automóvel do corso quase o esmagou. Um bloco o arrastou pelo meio da massa, com força inelutável de uma corrente marinha. Uma mulher qualquer cantou à toa, para ele, uma frase de samba. Jogou um pouco de confetes no cabelo da mulher. Jogou-lhe éter no corpo. Ela defendeu-se e riu. Depois desapareceu, arrastada. Meu amigo foi andando. Tinha um cravo na lapela, um cravo que tirara da mesa do restaurante. Uma moça pediu a flor. Ele a encharcou de éter e fez presente. Foi andando. Automaticamente cantou sambas e marchas. Teve mil pequenas aventuras inconsequentes e rápidas. Um homem bêbado quis arrebatar o lança-perfume de sua mão. Foi andando. No meio de uma confusão, recebeu e distribuiu socos e empurrões sem saber de quem, para quem, por que, nem para quê.


Meu amigo entrou no baile. Agarrou-se ao ombro de uma mulher e foi no cordão, dançando, cantando, suando. Repetiu três vezes com o mesmo par a marchinha do momento. Apaixonou-se de repente por  uma fantasia, por um corpo, por uma risada. Bebeu. Meu amigo foi a outro baile. De madrugada, meu amigo saiu pela rua vazia, sem programa. Passavam os foliões cansados, as mulheres mais belas pela fadiga e pelo suor. Um homem grisalho carregava pelo braço uma adolescente que se queixava de dor nos pés.


Meu amigo arranjou uma mulher: a mulher que sempre aparece. A mulher que não vimos na rua nem no baile e que aparece na mesa do bar ou do restaurante, no último instante. Esguichou seu último lança-perfume nos braços e nos seios da mulher. Jogou os últimos confetes em seu cabelo. Ela repetiu um samba mil vezes repetido. Foram.


No caminho, meu amigo parou. No canto da calçada, um menino sujo e esfarrapado dormia. Dormia sobre um saco de estopa cheio de serpentinas que juntara para vender. Pararam. A mulher disse: coitadinho... Meu amigo olhou em silêncio o menino que dormia. Sentiu pena. Olhou a mulher. Balançou a bisnaga. Ainda havia um resto de éter. Jogou na perna da criança, que acordou assustada. A mulher disse: você é ruim! coitadinho... A criança ficou olhando estremunhada, resmungou um xingamento e tornou a dormir. Meu amigo jogou a bisnaga no asfalto. Sentia-se bêbado. Apertou a mulher contra seu corpo e mandou parar um automóvel que passava. No apartamento, antes de deitar-se, olhou-se no espelho do guardaroupa. Fantasiado. Exausto. Beijou a mulher na boca como se beija uma noiva. E pensou desanimado: eu sou um folião. Evoé!


 BRAGA, R. O Conde e o passarinho e Morro do Isolamento. 5ª Ed. Rio de Janeiro: Record, 1982.

Considere o excerto: “E na boca da noite vieram cordões, ranchos, blocos, bandos. A multidão encheu as ruas que a noite engoliu. Mas as luzes rebentaram de todos os lados e a garganta da massa se abriu em delírio.” No contexto apresentado, a conjunção ‘mas’ exprime:
Alternativas
Respostas
381: A
382: B
383: E
384: A
385: D
386: B
387: A
388: E
389: C
390: A
391: B
392: E
393: C
394: D
395: A
396: E
397: C
398: A
399: A
400: A