Questões de Concurso Para prefeitura de sabará - mg

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Q1699632 Conhecimentos Gerais
“No ano de 2016, morreu o cineasta Hector Babenco em São Paulo. Nascido na Argentina, mas naturalizado brasileiro, Babenco tinha 70 anos e já havia sido indicado ao Oscar de melhor diretor pelo filme ‘O beijo da mulher aranha’ (1985). Considerado um ícone da arte, faz parte da história de cinema do Brasil.”
(Disponível em: http://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2016/07/hector-babenco-morre-aos-70-anos-em-sao-paulo.html.)
“Além do filme ‘O beijo da mulher aranha’, Hector Babenco ficou famoso por dirigir clássicos como ‘Pixote: A lei do mais fraco’ e um filme que recentemente ganhou as mídias, devido a polêmicas acerca de sua temática.” Assinale-o.
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Q1699631 Geografia
Um grupo de pesquisadores da Universidade do Estado do Pará (UEPA) utiliza plantas aquáticas que crescem de forma nociva nos mananciais de Belém como fonte de energia. As chamadas macrófitas são encontradas no Parque Estadual do Utinga e ameaçam a biodiversidade dos lagos Bolonha e Água Preta, mas sua decomposição pode ser usada para a produção de gás de qualidade que pode ser usado como combustível. Acerca do gás produzido a partir das plantas, analise as afirmativas a seguir.

I. O biogás é o gás produzido a partir da decomposição da matéria orgânica (resíduos orgânicos) por bactérias.
II. Na geração de eletricidade a partir do biogás, ocorre a conversão da energia química do gás em energia mecânica.
III. Considera-se biogás, aquele extraído de plantas e biomassa, aquela extraída de elementos de origem animal.
IV. O biogás passou a ser considerado uma fonte de energia recentemente, por isso ainda está em fase de muitas experimentações.

Estão corretas apenas as afirmativas
Alternativas
Q1699630 Atualidades
“O Ministério das Relações Exteriores está tentando localizar um grupo de 19 brasileiros que desapareceu depois de deixar as Bahamas rumo aos Estados Unidos, informou o Itamaraty ontem. De acordo com o jornal Diário do Rio Doce, a maioria dos brasileiros do grupo é de Minas Gerais e do Pará. Eles estariam em um barco com dezenas de imigrantes que deixou as Bahamas rumo aos Estados Unidos que estaria desaparecido desde 6 de novembro.”
(Disponível em: http://brasil.estadao.com.br/noticias/geral,grupo-de-19-brasileiros-que-tentava-entrar-ilegalmente-nos-eua-estadesaparecido,10000096481.)
As famílias de dois dos imigrantes brasileiros que o Itamaraty tenta localizar se recusam a falar sobre o caso. Elas têm medo dos coiotes. Coiotes são:
Alternativas
Q1699629 Conhecimentos Gerais
“Os juros do cartão de crédito rotativo, que o governo promete reduzir à metade, alcançaram 482,1% ao ano em novembro. Esse é o maior patamar para essa modalidade de crédito desde que o Banco Central começou a divulgá-la, em março de 2011. Os juros do cheque especial também bateram recorde: chegaram a 330,7% ao ano em novembro, a maior taxa da série história do Banco Central, que começa em 1994.”
(Disponível em: http://www.diariodocomercio.com.br/noticia.php?tit=juros_chegam_ao_recorde_de_482,1_ao_ano&id=176583.)

O crédito rotativo do cartão de crédito é:
Alternativas
Q1699628 Atualidades
“O professor de ciências Wemerson da Silva Nogueira conhece bem os desafios enfrentados nas escolas públicas. Mesmo assim já recebeu vária premiações. As premiações mais recentes foram em reconhecimento ao projeto ‘Filtrando as lágrimas do Rio Doce’, desenvolvido em fevereiro de 2016 com 50 alunos do 8º ano do ensino fundamental da Escola Estadual Antônio dos Santos Neves, em Boa Esperança, também no norte do Espírito Santo.”
(Disponível em: http://g1.globo.com/educacao/noticia/me-sinto-desvalorizado-pelo-brasil-diz-professor-premiado.ghtml.)

“Com esse projeto, o professor Nogueira ganhou visibilidade internacional; ele está entre os 50 finalistas do prêmio atualmente considerado o “Nobel da Educação” – uma das premiações mais importantes da área. Ele e mais um brasileiro foram selecionados entre mais de 20 mil candidatos de 179 países.” Trata-se do:
Alternativas
Q1699627 Atualidades
Andar “colado” em caminhões é infração grave, dá multa e pontos na carteira
Quanto maior a velocidade do carro, maior deve ser a distância.
No período de fim de ano, a Polícia Rodoviária Federal reforçou um alerta contra uma imprudência comum e muito perigosa nas rodovias. Motorista colado na traseira é um perigo. Para quem fica muito perto da carroceria de caminhão é mais arriscado ainda.
(Disponível em: http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2016/12/nas-estradas-um-risco-dirigir-muito-perto-da-traseira-de-caminhoes.html.)

Além dessa infração considerada grave, podemos considerar como infração grave ou gravíssima pela atual lei de trânsito do Brasil:
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Q1699626 Atualidades
Marinha retira mais uma parte das grades da Orla Conde no Rio

Caminho pelo deque de madeira ficou livre. A Marinha tinha deixado grades alegando segurança. Frequentadores da Orla Conde, na Zona Portuária do Rio, aprovaram o primeiro fim de semana sem grades numa parte do passeio. A parte das grades que foi retirada neste sábado (24/12/2016) deixou livre o caminho pelo deque de madeira, onde há um jardim, às margens da Baía de Guanabara e o Museu do Amanhã.
(Disponível em: http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2016/12/marinha-retira-mais-uma-parte-das-grades-da-orla-conde-no-rio.html.)

A Marinha Brasileira, uma das três Forças Armadas, é um órgão muito importante para o país. Sobre a Marinha Brasileira e suas funções, analise as afirmativas a seguir.

I. A Marinha tem como uma das missões garantir os poderes constitucionais e proteger os interesses nacionais.
II. É responsável, entre outras funções, pelo policiamento da costa brasileira e das águas interiores.
III. Foi a segunda das três Forças Armadas a ser criada, remontando à Marinha portuguesa.
IV. Desde o governo de Getúlio Vargas é permitido o ingresso de mulheres na Marinha, mas só na área administrativa.

Estão corretas apenas as afirmativas
Alternativas
Q1699625 Atualidades
“As autoridades sul-coreanas anunciaram, neste domingo (25/12/2016), que sacrificaram 22,5 milhões de aves para impedir a propagação da gripe aviária, as quais se somarão outras 3 milhões nos próximos dias. Com esta medida, a Coreia do Sul tenta conter o surto da cepa H5N6 detectada no dia 16 de novembro nos sedimentos de aves migratórias.”
(Disponível em: https://saude.terra.com.br/coreia-do-sul-sacrifica-mais-de-25-milhoes-de-aves-por-causa-de-gripe-aviaria,fbf4f41bc1a0fcb1387 a475f5c6ab96evx6j0vf1.html.)

Essa doença que se espalhou a outras partes do país já representa o pior caso desde 2014. É uma doença altamente contagiosa provocada por:
Alternativas
Q1699624 Noções de Informática
Analise as afirmativas a seguir sobre processadores.

I. É um chip normalmente produzido com silício que tem a função de responder pela execução de tarefas de um computador.
II. Ao ocorrer o “pulso de clock”, os dispositivos executam suas tarefas, param e vão para o próximo ciclo de clock. Esse mecanismo é coordenado pelo clock interno.
III. A memória ROM consiste de uma pequena quantidade de memória SRAM embutida no processador.

Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s)
Alternativas
Q1699623 Noções de Informática
Considere a planilha produzida com a ferramenta Microsoft Office Excel 2007 (Configuração Padrão):
Imagem associada para resolução da questão

Se na célula C6 for inserida a fórmula =SE(B4=A6;SOMA(C2:C5);SOMA(C3:C4)), o resultado será:
Alternativas
Q1699622 Noções de Informática
Se na célula de uma planilha produzida com a ferramenta Microsoft Office Excel 2007 (Configuração Padrão) for adicionada a fórmula =ARRED(3,156478;2) + 0,03, o resultado será:
Alternativas
Q1699621 Noções de Informática
No laboratório de informática de uma instituição de ensino é utilizado o Sistema Operacional Microsoft Windows 7 (Configuração Padrão). Em um determinado computador, foi detectado pelo usuário que todos os ícones estavam ocultados. O procedimento para exibir estes ícones novamente é:
Alternativas
Q1699620 Noções de Informática
“Um usuário precisa criar uma pasta para armazenar arquivos pessoais na área de trabalho do seu computador que utiliza o Sistema Operacional Microsoft Windows 7 (Configuração Padrão). O procedimento para realizar esta tarefa é clicar com o botão ____________ do mouse em uma área em branco da área de trabalho, apontar para ____________ e clicar em Pasta.” Assinale a alternativa que completa correta e sequencialmente a afirmativa anterior.
Alternativas
Q1699619 Português
Feliz aniversário

    [...] E à cabeceira da mesa grande a aniversariante que fazia hoje oitenta e nove anos.
    Zilda, a dona da casa, arrumara a mesa cedo, enchera-a de guardanapos de papel colorido e copos de papelão alusivos à data, espalhara balões sungados pelo teto em alguns dos quais estava escrito “Happy Birthday!”, em outros “Feliz Aniversário!”. No centro havia disposto o enorme bolo açucarado. Para adiantar o expediente, enfeitara a mesa logo depois do almoço, encostara as cadeiras à parede, mandara os meninos brincar no vizinho para não desarrumar a mesa.
    E, para adiantar o expediente, vestira a aniversariante logo depois do almoço. Pusera-lhe desde então a presilha em torno do pescoço e o broche, borrifara-lhe um pouco de água-de-colônia para disfarçar aquele seu cheiro de guardado — sentara-a à mesa. E desde as duas horas a aniversariante estava sentada à cabeceira da longa mesa vazia, tesa na sala silenciosa.
    De vez em quando consciente dos guardanapos coloridos. Olhando curiosa um ou outro balão estremecer aos carros que passavam. E de vez em quando aquela angústia muda: quando acompanhava, fascinada e impotente, o voo da mosca em torno do bolo. [...]
    Os músculos do rosto da aniversariante não a interpretavam mais, de modo que ninguém podia saber se ela estava alegre. Estava era posta à cabeceira. Tratava-se de uma velha grande, magra, imponente e morena. Parecia oca.
    — Oitenta e nove anos, sim senhor! disse José, filho mais velho agora que Jonga tinha morrido. — Oitenta e nove anos, sim senhora! disse esfregando as mãos em admiração pública e como sinal imperceptível para todos.
    Todos se interromperam atentos e olharam a aniversariante de um modo mais oficial. Alguns abanaram a cabeça em admiração como a um recorde. Cada ano vencido pela aniversariante era uma vaga etapa da família toda. Sim senhor! disseram alguns sorrindo timidamente.
    — Oitenta e nove anos!, ecoou Manoel que era sócio de José. É um brotinho!, disse espirituoso e nervoso, e todos riram, menos sua esposa.
    A velha não se manifestava.
    Alguns não lhe haviam trazido presente nenhum. Outros trouxeram saboneteira, uma combinação de jérsei, um broche de fantasia, um vasinho de cactos — nada, nada que a dona da casa pudesse aproveitar para si mesma ou para seus filhos, nada que a própria aniversariante pudesse realmente aproveitar constituindo assim uma economia: a dona da casa guardava os presentes, amarga, irônica.
    — Oitenta e nove anos! repetiu Manoel aflito, olhando para a esposa.
    A velha não se manifestava...


(Clarice Lispector. “Laços de Família”, Editora Rocco – Rio de Janeiro, 1998. Fragmento.)
Tendo em vista que para a construção do período “E à cabeceira da mesa grande a aniversariante que fazia hoje oitenta e nove anos.” (1º§) utilizou-se a omissão de termo subentendido a partir do contexto. Assinale a reescrita cuja preservação do sentido e da correção gramatical estão presentes.
Alternativas
Q1699618 Português
Feliz aniversário

    [...] E à cabeceira da mesa grande a aniversariante que fazia hoje oitenta e nove anos.
    Zilda, a dona da casa, arrumara a mesa cedo, enchera-a de guardanapos de papel colorido e copos de papelão alusivos à data, espalhara balões sungados pelo teto em alguns dos quais estava escrito “Happy Birthday!”, em outros “Feliz Aniversário!”. No centro havia disposto o enorme bolo açucarado. Para adiantar o expediente, enfeitara a mesa logo depois do almoço, encostara as cadeiras à parede, mandara os meninos brincar no vizinho para não desarrumar a mesa.
    E, para adiantar o expediente, vestira a aniversariante logo depois do almoço. Pusera-lhe desde então a presilha em torno do pescoço e o broche, borrifara-lhe um pouco de água-de-colônia para disfarçar aquele seu cheiro de guardado — sentara-a à mesa. E desde as duas horas a aniversariante estava sentada à cabeceira da longa mesa vazia, tesa na sala silenciosa.
    De vez em quando consciente dos guardanapos coloridos. Olhando curiosa um ou outro balão estremecer aos carros que passavam. E de vez em quando aquela angústia muda: quando acompanhava, fascinada e impotente, o voo da mosca em torno do bolo. [...]
    Os músculos do rosto da aniversariante não a interpretavam mais, de modo que ninguém podia saber se ela estava alegre. Estava era posta à cabeceira. Tratava-se de uma velha grande, magra, imponente e morena. Parecia oca.
    — Oitenta e nove anos, sim senhor! disse José, filho mais velho agora que Jonga tinha morrido. — Oitenta e nove anos, sim senhora! disse esfregando as mãos em admiração pública e como sinal imperceptível para todos.
    Todos se interromperam atentos e olharam a aniversariante de um modo mais oficial. Alguns abanaram a cabeça em admiração como a um recorde. Cada ano vencido pela aniversariante era uma vaga etapa da família toda. Sim senhor! disseram alguns sorrindo timidamente.
    — Oitenta e nove anos!, ecoou Manoel que era sócio de José. É um brotinho!, disse espirituoso e nervoso, e todos riram, menos sua esposa.
    A velha não se manifestava.
    Alguns não lhe haviam trazido presente nenhum. Outros trouxeram saboneteira, uma combinação de jérsei, um broche de fantasia, um vasinho de cactos — nada, nada que a dona da casa pudesse aproveitar para si mesma ou para seus filhos, nada que a própria aniversariante pudesse realmente aproveitar constituindo assim uma economia: a dona da casa guardava os presentes, amarga, irônica.
    — Oitenta e nove anos! repetiu Manoel aflito, olhando para a esposa.
    A velha não se manifestava...


(Clarice Lispector. “Laços de Família”, Editora Rocco – Rio de Janeiro, 1998. Fragmento.)
Em “Zilda, a dona da casa, arrumara a mesa cedo, [...]” (2º§) o trecho destacado entre vírgulas “a dona da casa” ilustra um processo conhecido como
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Q1699617 Português
Feliz aniversário

    [...] E à cabeceira da mesa grande a aniversariante que fazia hoje oitenta e nove anos.
    Zilda, a dona da casa, arrumara a mesa cedo, enchera-a de guardanapos de papel colorido e copos de papelão alusivos à data, espalhara balões sungados pelo teto em alguns dos quais estava escrito “Happy Birthday!”, em outros “Feliz Aniversário!”. No centro havia disposto o enorme bolo açucarado. Para adiantar o expediente, enfeitara a mesa logo depois do almoço, encostara as cadeiras à parede, mandara os meninos brincar no vizinho para não desarrumar a mesa.
    E, para adiantar o expediente, vestira a aniversariante logo depois do almoço. Pusera-lhe desde então a presilha em torno do pescoço e o broche, borrifara-lhe um pouco de água-de-colônia para disfarçar aquele seu cheiro de guardado — sentara-a à mesa. E desde as duas horas a aniversariante estava sentada à cabeceira da longa mesa vazia, tesa na sala silenciosa.
    De vez em quando consciente dos guardanapos coloridos. Olhando curiosa um ou outro balão estremecer aos carros que passavam. E de vez em quando aquela angústia muda: quando acompanhava, fascinada e impotente, o voo da mosca em torno do bolo. [...]
    Os músculos do rosto da aniversariante não a interpretavam mais, de modo que ninguém podia saber se ela estava alegre. Estava era posta à cabeceira. Tratava-se de uma velha grande, magra, imponente e morena. Parecia oca.
    — Oitenta e nove anos, sim senhor! disse José, filho mais velho agora que Jonga tinha morrido. — Oitenta e nove anos, sim senhora! disse esfregando as mãos em admiração pública e como sinal imperceptível para todos.
    Todos se interromperam atentos e olharam a aniversariante de um modo mais oficial. Alguns abanaram a cabeça em admiração como a um recorde. Cada ano vencido pela aniversariante era uma vaga etapa da família toda. Sim senhor! disseram alguns sorrindo timidamente.
    — Oitenta e nove anos!, ecoou Manoel que era sócio de José. É um brotinho!, disse espirituoso e nervoso, e todos riram, menos sua esposa.
    A velha não se manifestava.
    Alguns não lhe haviam trazido presente nenhum. Outros trouxeram saboneteira, uma combinação de jérsei, um broche de fantasia, um vasinho de cactos — nada, nada que a dona da casa pudesse aproveitar para si mesma ou para seus filhos, nada que a própria aniversariante pudesse realmente aproveitar constituindo assim uma economia: a dona da casa guardava os presentes, amarga, irônica.
    — Oitenta e nove anos! repetiu Manoel aflito, olhando para a esposa.
    A velha não se manifestava...


(Clarice Lispector. “Laços de Família”, Editora Rocco – Rio de Janeiro, 1998. Fragmento.)
A expressão “A velha não se manifestava.” repete-se por duas vezes no texto transcrito e demonstra
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Q1699616 Português
Feliz aniversário

    [...] E à cabeceira da mesa grande a aniversariante que fazia hoje oitenta e nove anos.
    Zilda, a dona da casa, arrumara a mesa cedo, enchera-a de guardanapos de papel colorido e copos de papelão alusivos à data, espalhara balões sungados pelo teto em alguns dos quais estava escrito “Happy Birthday!”, em outros “Feliz Aniversário!”. No centro havia disposto o enorme bolo açucarado. Para adiantar o expediente, enfeitara a mesa logo depois do almoço, encostara as cadeiras à parede, mandara os meninos brincar no vizinho para não desarrumar a mesa.
    E, para adiantar o expediente, vestira a aniversariante logo depois do almoço. Pusera-lhe desde então a presilha em torno do pescoço e o broche, borrifara-lhe um pouco de água-de-colônia para disfarçar aquele seu cheiro de guardado — sentara-a à mesa. E desde as duas horas a aniversariante estava sentada à cabeceira da longa mesa vazia, tesa na sala silenciosa.
    De vez em quando consciente dos guardanapos coloridos. Olhando curiosa um ou outro balão estremecer aos carros que passavam. E de vez em quando aquela angústia muda: quando acompanhava, fascinada e impotente, o voo da mosca em torno do bolo. [...]
    Os músculos do rosto da aniversariante não a interpretavam mais, de modo que ninguém podia saber se ela estava alegre. Estava era posta à cabeceira. Tratava-se de uma velha grande, magra, imponente e morena. Parecia oca.
    — Oitenta e nove anos, sim senhor! disse José, filho mais velho agora que Jonga tinha morrido. — Oitenta e nove anos, sim senhora! disse esfregando as mãos em admiração pública e como sinal imperceptível para todos.
    Todos se interromperam atentos e olharam a aniversariante de um modo mais oficial. Alguns abanaram a cabeça em admiração como a um recorde. Cada ano vencido pela aniversariante era uma vaga etapa da família toda. Sim senhor! disseram alguns sorrindo timidamente.
    — Oitenta e nove anos!, ecoou Manoel que era sócio de José. É um brotinho!, disse espirituoso e nervoso, e todos riram, menos sua esposa.
    A velha não se manifestava.
    Alguns não lhe haviam trazido presente nenhum. Outros trouxeram saboneteira, uma combinação de jérsei, um broche de fantasia, um vasinho de cactos — nada, nada que a dona da casa pudesse aproveitar para si mesma ou para seus filhos, nada que a própria aniversariante pudesse realmente aproveitar constituindo assim uma economia: a dona da casa guardava os presentes, amarga, irônica.
    — Oitenta e nove anos! repetiu Manoel aflito, olhando para a esposa.
    A velha não se manifestava...


(Clarice Lispector. “Laços de Família”, Editora Rocco – Rio de Janeiro, 1998. Fragmento.)
O título do texto “Feliz aniversário” expressa, através da caracterização empregada,
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Q1699615 Português
Feliz aniversário

    [...] E à cabeceira da mesa grande a aniversariante que fazia hoje oitenta e nove anos.
    Zilda, a dona da casa, arrumara a mesa cedo, enchera-a de guardanapos de papel colorido e copos de papelão alusivos à data, espalhara balões sungados pelo teto em alguns dos quais estava escrito “Happy Birthday!”, em outros “Feliz Aniversário!”. No centro havia disposto o enorme bolo açucarado. Para adiantar o expediente, enfeitara a mesa logo depois do almoço, encostara as cadeiras à parede, mandara os meninos brincar no vizinho para não desarrumar a mesa.
    E, para adiantar o expediente, vestira a aniversariante logo depois do almoço. Pusera-lhe desde então a presilha em torno do pescoço e o broche, borrifara-lhe um pouco de água-de-colônia para disfarçar aquele seu cheiro de guardado — sentara-a à mesa. E desde as duas horas a aniversariante estava sentada à cabeceira da longa mesa vazia, tesa na sala silenciosa.
    De vez em quando consciente dos guardanapos coloridos. Olhando curiosa um ou outro balão estremecer aos carros que passavam. E de vez em quando aquela angústia muda: quando acompanhava, fascinada e impotente, o voo da mosca em torno do bolo. [...]
    Os músculos do rosto da aniversariante não a interpretavam mais, de modo que ninguém podia saber se ela estava alegre. Estava era posta à cabeceira. Tratava-se de uma velha grande, magra, imponente e morena. Parecia oca.
    — Oitenta e nove anos, sim senhor! disse José, filho mais velho agora que Jonga tinha morrido. — Oitenta e nove anos, sim senhora! disse esfregando as mãos em admiração pública e como sinal imperceptível para todos.
    Todos se interromperam atentos e olharam a aniversariante de um modo mais oficial. Alguns abanaram a cabeça em admiração como a um recorde. Cada ano vencido pela aniversariante era uma vaga etapa da família toda. Sim senhor! disseram alguns sorrindo timidamente.
    — Oitenta e nove anos!, ecoou Manoel que era sócio de José. É um brotinho!, disse espirituoso e nervoso, e todos riram, menos sua esposa.
    A velha não se manifestava.
    Alguns não lhe haviam trazido presente nenhum. Outros trouxeram saboneteira, uma combinação de jérsei, um broche de fantasia, um vasinho de cactos — nada, nada que a dona da casa pudesse aproveitar para si mesma ou para seus filhos, nada que a própria aniversariante pudesse realmente aproveitar constituindo assim uma economia: a dona da casa guardava os presentes, amarga, irônica.
    — Oitenta e nove anos! repetiu Manoel aflito, olhando para a esposa.
    A velha não se manifestava...


(Clarice Lispector. “Laços de Família”, Editora Rocco – Rio de Janeiro, 1998. Fragmento.)
Considerando o contexto, assinale o significado corretamente atribuído ao vocábulo destacado.
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Q1699614 Português
Feliz aniversário

    [...] E à cabeceira da mesa grande a aniversariante que fazia hoje oitenta e nove anos.
    Zilda, a dona da casa, arrumara a mesa cedo, enchera-a de guardanapos de papel colorido e copos de papelão alusivos à data, espalhara balões sungados pelo teto em alguns dos quais estava escrito “Happy Birthday!”, em outros “Feliz Aniversário!”. No centro havia disposto o enorme bolo açucarado. Para adiantar o expediente, enfeitara a mesa logo depois do almoço, encostara as cadeiras à parede, mandara os meninos brincar no vizinho para não desarrumar a mesa.
    E, para adiantar o expediente, vestira a aniversariante logo depois do almoço. Pusera-lhe desde então a presilha em torno do pescoço e o broche, borrifara-lhe um pouco de água-de-colônia para disfarçar aquele seu cheiro de guardado — sentara-a à mesa. E desde as duas horas a aniversariante estava sentada à cabeceira da longa mesa vazia, tesa na sala silenciosa.
    De vez em quando consciente dos guardanapos coloridos. Olhando curiosa um ou outro balão estremecer aos carros que passavam. E de vez em quando aquela angústia muda: quando acompanhava, fascinada e impotente, o voo da mosca em torno do bolo. [...]
    Os músculos do rosto da aniversariante não a interpretavam mais, de modo que ninguém podia saber se ela estava alegre. Estava era posta à cabeceira. Tratava-se de uma velha grande, magra, imponente e morena. Parecia oca.
    — Oitenta e nove anos, sim senhor! disse José, filho mais velho agora que Jonga tinha morrido. — Oitenta e nove anos, sim senhora! disse esfregando as mãos em admiração pública e como sinal imperceptível para todos.
    Todos se interromperam atentos e olharam a aniversariante de um modo mais oficial. Alguns abanaram a cabeça em admiração como a um recorde. Cada ano vencido pela aniversariante era uma vaga etapa da família toda. Sim senhor! disseram alguns sorrindo timidamente.
    — Oitenta e nove anos!, ecoou Manoel que era sócio de José. É um brotinho!, disse espirituoso e nervoso, e todos riram, menos sua esposa.
    A velha não se manifestava.
    Alguns não lhe haviam trazido presente nenhum. Outros trouxeram saboneteira, uma combinação de jérsei, um broche de fantasia, um vasinho de cactos — nada, nada que a dona da casa pudesse aproveitar para si mesma ou para seus filhos, nada que a própria aniversariante pudesse realmente aproveitar constituindo assim uma economia: a dona da casa guardava os presentes, amarga, irônica.
    — Oitenta e nove anos! repetiu Manoel aflito, olhando para a esposa.
    A velha não se manifestava...


(Clarice Lispector. “Laços de Família”, Editora Rocco – Rio de Janeiro, 1998. Fragmento.)
No fragmento extraído do conto “Feliz aniversário”, de Clarice Lispector, o narrador revela aspectos negativos referentes à forma de agir da família que podem ser comprovados pelos trechos em destaque a seguir, com EXCEÇÃO de:
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Q1699613 Português
A dona do ar

        Quando completou três anos de idade, em 1922, Rosa Helena Schorling, conhecida como Rosita, ganhou de presente um velocípede de madeira construído pelo pai. Aos 12, o brinquedo havia ficado para trás e seu principal meio de transporte era um Opel 1896 de fabricação alemã e direção do lado direito. Aos 19, tornou-se a oitava brasileira apta a pilotar aviões e, aos 21, se tornou a primeira mulher a saltar de paraquedas no País.
        Hoje, por força de seus 94 anos, caminha mais devagar, mas olha o céu do mesmo modo como olhava quando avistou, pela primeira vez, o imenso balão prateado Graf Zeppelin, que sobrevoou o território capixaba em 1932, inaugurando o tráfego aéreo entre a Europa e a América Latina. O acordo feito com o pai era o seguinte: primeiro Rosa Helena terminaria os estudos no tradicional colégio de freiras em que aprendia letras, ciências, piano e costura. Depois, tão logo conquistasse o canudo de professora-normalista, estaria autorizada a estudar aviação.
        O trato foi cumprido. Em 1938, começou o curso, orientada a observar o terreno e sentir a altitude e os comandos. “No ar, eu me sinto livre como em nenhum outro lugar”, define a aviadora que o presidente Getúlio Vargas chamava de “capixaba endiabrada”.
        Diante do xeque-mate de um noivo que a mandou escolher entre voar e o casamento, ficou com o avião. Aos 35 anos, por causa da morte do pai, Rosita voltou ao interior para cuidar da mãe e trabalhar como professora. As crianças, curiosas, a enchiam de perguntas sobre suas peripécias no ar. Casou-se anos depois, na década de 1960, e teve um único filho. O bebê, no entanto, viveu apenas cinco meses e 16 dias. “Perdi muita gente”, lamenta. O pai, sem dúvida, foi o maior incentivador. Um dia, o general que presidia o Aeroclube do Brasil quis conhecer a família da aluna. Diante do pai de Rosita, João Ricardo Schorling, perguntou:
    – E se alguma coisa acontecer a ela?
Decidido como a filha, Schorling respondeu prontamente:
    – Então ela terá a morte dos seus sonhos.

(Ana Laura Nahas. Vida simples, janeiro de 2014.)
Em “o brinquedo havia ficado para trás e seu principal meio de transporte era um Opel 1896” (1º§), a concordância seria mantida de acordo com a norma padrão da língua caso fossem feitas as alterações:
Alternativas
Respostas
101: A
102: A
103: A
104: A
105: A
106: D
107: A
108: A
109: D
110: B
111: D
112: A
113: A
114: C
115: D
116: B
117: A
118: D
119: A
120: B