Questões de Concurso
Para prefeitura de valparaíso de goiás - go
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Lazer e saúde são temas de natureza ética, política, cultural e social, e levam-nos a refletir que o lazer, como campo de conhecimentos, é interdisciplinar, assim como a saúde, e ambos podem interagir com diferentes áreas. [...]
MARCELLINO, Nelson Carvalho. Lazer, saúde e educação física: a corporeidade e a qualidade de vida In: Educação física e produção de conhecimento. Belém: Edufpa, 2009. p.87.
Em sua trajetória acadêmica, o autor sinaliza elementos que permeiam as relações constituídas da educação física, lazer e saúde, para tanto a formação dependerá, de início, do desenvolvimento
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Fica implícito, em certa medida, que a formação de um novo tipo de trabalhador reverbera na seleção e na distribuição do conhecimento a ser instrumentalizado, sobretudo no espaço escolar, indicando, inclusive, uma espécie de hierarquia entre os diferentes componentes curriculares, assim como um movimento de inserção de novos componentes na grade curricular ou, por outro lado, o abandono de determinados conhecimentos que [...] não contribuem imediatamente para a formação do novo tipo de trabalhador. É nessa fundamentação, aliás, que se busca respaldo para corroborar o primeiro suposto sobre o abandono do trabalho pedagógico em educação física do Novo Ensino Médio. […]
SCAPIN, G. J., & FERREIRA, L. S. (2022). O abandono do trabalho pedagógico na educação física do Novo Ensino Médio. Cadernos de Pesquisa, 52, Artigo e09413. p.10.
Ao verificar no texto as características curriculares do chamado Novo Ensino Médio, este por sua vez, está inserido em uma condição sine qua non aos reordenamentos do mundo do trabalho, a serem implementados pela lógica do produtivismo e do gerencialismo como modus operandi da formação humana. A partir disso, pela historicidade, e daqueles agentes mediadores, que influenciaram na composição do estatuto dos conhecimentos da educação física brasileira de maneira dicotômica, o impacto na organização pedagógica da escola e da educação física por esse viés objetiva a
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Um corpo não é apenas um corpo. É também o seu entorno. Mais do que um conjunto de músculos, ossos, vísceras, reflexos e sensações, o corpo é também a roupa e os acessórios que o adornam, as intervenções que nele se operam, a imagem que dele se produz, as máquinas que nele se acoplam, os sentidos que nele se incorporam, os silêncios que por ele falam, os vestígios que nele se exibem, a educação de seus gestos...enfim, é um sem limite de possibilidades sempre reinventadas e a serem descobertas. Não são, portanto, as semelhanças biológicas que o definem, mas, fundamentalmente, os significados culturais e sociais que a ele se atribuem.
GOELLNER, Silvana V. A produção cultural do corpo. In: LOURO, Guacira; FELIPE, Jane; GOELLNER, Silvana. Corpo, gênero e sexualidade: um debate contemporâneo na educação. 3. ed. Petrópolis: Vozes, 2008. p.28.
Ao depararmos com as concepções hegemônicas da corporeidade nas aulas de educação física na escola, o caminho percorrido pelas postulações da autora nos aspectos da inclusão, diferença e gênero inserem-se na crítica
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Uma mudança na forma de organização curricular, como ocorre com as escolas que adotam os ciclos de formação, traz consigo um conjunto de alterações no interior da instituição, que passam pelas metodologias e procedimentos de ensino, mas mexem, especialmente, com os princípios e pressupostos educacionais daqueles que integram o sistema escolar. […]
PEREIRA, Neiva; MENDES, Valdelaine. A Educação Física na escola organizada por ciclos de formação: especificidades do trabalho docente in: Movimento. Porto Alegre, v. 16, n. 03, p. 109-132, julho/setembro de 2010. p. 110.
Na perspectiva da constituição de um projeto político-pedagógico, os sistemas de educação nacionais, em experiências curriculares desenvolvidas nas unidades da federação brasileira, trouxeram arcabouços críticos que subsidiaram as áreas de conhecimento e também a educação física. Nessa direção, o vetor principal de antagonismo baseado na formulação das autoras apresenta foco na
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[…] Assim, em sua configuração de força de trabalho, portanto, mercadoria fetichizada e reificada, o corpo deve ser consumido primeiro como produtor, depois, como bem de consumo a ser aprimorado por diferentes estratégias, como as cirurgias plásticas e a ginástica. […]
BAPTISTA, Tadeu João Ribeiro. Educação do corpo: produção e reprodução. Tese (doutorado). Universidade Federal de Goiás, Faculdade de Educação, Goiânia, 2007. p.137.
No que concerne às relações entre a educação física, o corpo, a saúde e a estética, feitas pelo autor, a determinação societária prevalente sobre o padrão de beleza está relacionada ao ideário da
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Como o pintor prepara a tela e o escultor, o barro, devemos preparar o corpo antes de usá-lo, antes de esperar dele “resultados satisfatórios”. É o estado do corpo que, a priori, determina a riqueza das experiências vividas. O corpo lúcido toma iniciativas, não se contenta mais com receber, aguentar, “engolir”. Ao tomar consciência do corpo, damos-lhe a ocasião de comandar a vida.
BERTHERAT, Thérèse. BERNSTEIN, Carol. O corpo tem suas razões: antiginástica e consciência de si. 17ª ed. São Paulo, Martins Fontes, 1995. p. 107.
Sobre os elementos da defesa das autoras e do preparo antecipado das ações do movimento humano com o intuito de obter qualidade de vida e saúde, sob a mediação da escola, a afirmação está relacionada
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Observem uma partida de futebol: é um modelo da sociedade individualista. Nela se toma a iniciativa, mas essa é definida pela lei. As personalidades distinguem-se hierarquicamente, mas as distinções não ocorrem segundo o status, mas segundo as específicas capacidades de cada um. Há movimento, competição, luta, mas esses são regulados por uma lei não escrita que se chama “lealdade”, continuamente recordada pela presença do árbitro. Paisagem aberta, livre circulação de ar, pulmões sadios, músculos fortes, sempre voltados para a ação. Um jogo de baralho. Espaço fechado, fumaça, luz artificial. Gritos, punhos na mesa e, com frequência, na cara do adversário ou... do parceiro. Perverso trabalho do cérebro (!). Desconfiança recíproca. Diplomacia secreta. Cartas marcadas. Estratégia de chutes por baixo da mesa. Uma lei? Onde está a lei que se deve respeitar? Ela varia de lugar a lugar, tem diversas tradições, é ocasião permanente de contestações e litígios. [...]
GRAMSCI, Antônio. O futebol e o baralho in: Escritos políticos, vol 1. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2004. p. 210-211.
Em uma referência a um fenômeno societário crescente, a partir do início do século XX, o autor exemplifica essa nova forma de entretenimento e apontou as características do que conhecemos hoje como