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Pacientes com doenças hemorrágicas hereditárias normalmente são cientes de seus problemas, permitindo que o médico tome as precauções necessárias antes de qualquer procedimento cirúrgico. Entretanto, em muitos pacientes, o sangramento prolongado após a extração de um dente pode ser a primeira evidência de que uma doença hemorrágica existe. Também há risco de hemorragia quando a anticoagulação terapêutica é realizada em pacientes com implantes trombogênicos, como próteses de válvulas cardíacas; com problemas cardiovasculares trombogênicos, como fibrilação atrial, ou após infarto do miocárdio.
Em casos de pacientes que tomam
Um histórico médico preciso é a informação mais útil que um clínico pode ter enquanto decide se um paciente pode realizar o tratamento dentário planejado de modo seguro. O cirurgião-dentista também deve estar preparado para prever de que modo um problema médico pode alterar a resposta do paciente em relação aos agentes anestésicos necessários e à cirurgia. Se o histórico for obtido com sucesso, o exame físico e a avaliação laboratorial de um paciente geralmente desempenham papéis secundários na avaliação pré-operatória.
Tendo em vista a condição sistêmica e sua influência nas decisões clínicas, para o pré-operatório de um paciente deve-se considerar que:
Atualmente, sabe-se que a dor inflamatória aguda também pode ser prevenida e não apenas amenizada. Assim, nos procedimentos cirúrgicos eletivos, prevenir a dor inflamatória aguda torna-se uma conduta muito mais inteligente e conveniente do que tratá-la, após sua instalação. A analgesia preemptiva é uma modalidade de tratamento, cujo princípio básico é a administração de analgésicos antes da ocorrência de estímulos dolorosos, reduzindo ou prevenindo a dor e diminuindo a dose analgésica requerida no pós-operatório, comparada com a dose que seria necessária quando a prescrição é realizada após a ocorrência do estímulo doloroso.
Com relação aos analgésicos e anti-inflamatórios comumente utilizados em cirurgia bucal, tem-se que:
A interação entre os contraceptivos orais e os antimicrobianos ainda é motivo de muita discussão e controvérsia na literatura científica. Um marco importante se deu em 1988, quando o British Committe on Safety of Medicines relatou 63 casos de falhas de contracepção em mulheres que foram tratadas com antimicrobianos e tomavam contraceptivo oral, sendo que as penicilinas e tetraciclinas foram os antimicrobianos mais citados nesse relato. Isso alertou não somente os médicos, mas também os cirurgiões-dentistas, pois a prescrição de antimicrobianos, como complemento do tratamento de infecções bucais às mulheres que fazem uso de contraceptivo oral, é uma situação relativamente comum na prática odontológica.
Com relação à possibilidade de interação medicamentosa entre antibióticos prescritos pelo cirurgião-dentista e contraceptivos orais utilizados por mulheres em idade fértil, sabe-se que:
As radiografias são adjuvantes diagnósticos úteis após a realização da anamnese (história clínica) e do exame clínico, especialmente para as lesões que ocorrem no interior ou adjacentes ao osso. Quando as lesões dos tecidos moles estão próximas ao osso, as radiografias podem indicar se a lesão está causando uma reação óssea, erodindo em direção ao osso, ou surgindo dentro dele, com origem intraóssea. Entretanto, quando lesões de tecidos moles não estão relacionadas ao tecido ósseo, as radiografias terão pouca importância no auxílio diagnóstico.
Nos exames de diagnóstico por imagem na região bucomaxilofacial,
A paralisia do III nervo craniano (nervo oculomotor - NOM) é um dos déficits mais comumente encontrados na prática clínica, principalmente em pacientes com traumatismo cranioencefálico (TCE). O NOM pode ser lesionado diretamente em casos de fraturas cranianas ou indiretamente por lesões expansivas intracranianas. Lesões que afetam o NOM podem ser isoladas ou complexas, quando envolvem outros nervos cranianos. É de fundamental importância a avaliação inicial do diâmetro pupilar, bem como das motricidades ocular intrínseca e extrínseca em casos de acometimento do NOM.
O cirurgião bucomaxilofacial, ao avaliar a movimentação do globo ocular, deve determinar se existe uma paralisia do nervo ou um aprisionamento muscular, e deve também considerar que:
Fraturas naso-órbito-etmoidais (NOE) podem causar avulsão do ligamento cantal medial e subsequente deslocamento do globo ocular. Mais comumente, os ossos orbitais da parede medial (processo frontal da maxila e crista lacrimal posterior), que contêm as fixações do ligamento cantal medial, são fraturados. O telecanto pós-traumático apresenta-se clinicamente como aplainamento da raiz nasal, aumento da distância intercantal e arredondamento do canto medial, com estreitamento da abertura palpebral. Para a avaliação da distância intercantal, é necessário o conhecimento das medidas de referência de normalidade.
Assim, a confirmação de telecanto traumático existirá quando a distância intercantal for a partir de:
Cistos odontogênicos são aqueles resultantes da proliferação de remanescentes epiteliais da embriogênese dos dentes. O crescimento destes ocorre por diversos mecanismos, como a hiperosmolaridade intra-luminal, a proliferação epitelial, atividade colagenótica, síntese de interleucinas como a IL-1 e IL-6, entre outros. O tratamento de escolha é principalmente o cirúrgico.
Nesse contexto, quanto às características clínicas, dos cistos odontogênicos pode-se dizer que:
O cementoblastoma é um neoplasma odontogênico de cementoblastos. Esta lesão é formada por uma massa semelhante à do cemento que se encontra junto à parte radicular dos dentes envolvidos. Originada do ectomesenquima, esta é uma lesão bastante rara.
Nesse contexto, qual deve ser o tratamento de escolha para esta patologia?
As exodontias são procedimentos de rotina para o cirurgiãodentista. No entanto, em algumas situações, este procedimento não deve ser realizando, estando contraindicado devido a alterações locais ou sistêmicas do paciente.
Nesse contexto, sobre a indicação e a contraindicação de remoção de dentes inclusos e/ou impactados, sabe-se que:
O nervo facial (VII par craniano) desempenha diversas funções, como a movimentação dos músculos da expressão facial, a sensação gustativa nos 2/3 anteriores da língua, além de participar da secreção de saliva, lágrimas, inervação do músculo estapédio, entre outras funções.
Nesse contexto, qual ramo do nervo facial é o responsável pela inervação dos 2/3 anteriores da língua e o que garante a sensação da gustação?