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Eu não me cansava de admirar aquela variedade de cores, desde o verde negro até o verde água, palmeiras mais altas que as do Jardim Botânico enlaçam os leques formando a mais linda abóbada que se possa imaginar. Árvores derrubadas por raios. (...) A árvore da copaíba da qual decorre a resina que tem o nome de copaíba. (...). Árvores de 4 metros de circunferência, algumas servindo de toca de animais (...). Havia lugares onde os bambus se cruzavam por tal forma que era preciso passar por baixo deles todos curvados, quase a cabeça a tocar as orelhas do animal. Anda-se assim léguas e léguas e é tão espesso o teto de verdura, que não penetra um raio de sol.
CURADO, Augusta Faro Fleury. Do Rio de Janeiro a Goiás (1896). 3 ed. Goiânia: Kelps/UCG, 2005, p. 64.
Essas localidades são, atualmente, as cidades de
DOCUMENTO I:
“[...] Um milagre de salvação, alcançado pelo heroísmo, pela perseverança, pela disciplina perfeita, pelo serviço impecável, pela capacidade, pela habilidade, pela fidelidade inconquistável, é manifesto para todos nós [...]./ Nós expulsamos o exército; e eles pagaram quatro vezes por cada perda que causaram. Formações gigantescas de aeroplanos alemães – e sabemos que eles são um povo muito corajoso [...]” (4 de junho de 1940).
DOCUMENTO II:
“Camaradas, cidadãos, irmãos e irmãs, homens de nosso Exército e Marinha, minhas palavras se dirigem a vocês, caros amigos!/ O ataque insidioso da Alemanha hitlerista à nossa pátria, iniciado em 22 de junho, continua./ Apesar da resistência heroica [...], e embora as melhores divisões e as melhores unidades de força aéreo do inimigo já tenham sido esmagadas e tenham encontrado sua ruína no campo de batalha, o inimigo continua a avançar, enviando novas tropas para o front [...]” (3 de julho de 1941).
Os excertos supracitados correspondem a discursos proferidos, respectivamente, pelos seguintes sujeitos históricos e nos contextos a eles relacionados:
Portugal levou a cabo a incorporação de novas possessões entre o início do século XV e o final do período quinhentista. A primeira tomada territorial extraeuropeia concretizou-se em 1415 […].
CARDIM, Pedro; MIRANDA, Susana. A expansão da Coroa portuguesa e o estatuto político dos territórios. In: GOUVÊA, Maria de Fátima; FRAGOSO, João Luís Ribeiro (orgs.). O Brasil Colonial, vol. 2 (ca. 1580 - ca. 1720). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2014, p. 51-106.
A chegada de quase 8.000 migrantes irregulares [...] evidenciou duas questões, ambas já conhecidas dos dois lados da fronteira. Uma delas é que ficou demonstrada a capacidade de desestabilização que a situação no Marrocos pode ter em relação à Espanha.
Disponível em: . Acesso em: 8 abr. 2022.
A duas fontes se referem ao mesmo território, porém, em momentos distintos da história. Esse lugar corresponde à
Leia a imagem a seguir

A fotografia mostra o então presidente do Brasil, Emílio Garrastazu Médici, erguendo a taça do tricampeonato mundial de futebol, cujo momento histórico foi utilizado para reforçar
O calendário de festividades [...] era imenso e comportava verdadeiros ciclos festivos bastante heterogêneos nas formas de comemoração. As festas misturavam várias formas de agradar aos deuses e aos homens. Numa mesma festividade poderiam ocorrer procissões festivas, sacrifícios de animais, jogos gladiatórios, banquetes públicos, corridas de carros, entre outras atrações.
GONÇALVES, Ana Teresa Marques. As festas romanas. Revista de Estudos do Norte Goiano, Vol. 1, nº 1, ano 2008, p. 26-68.
O texto se refere ao mundo antigo, especificando o contexto
O procurador de Justiça do Ministério Público do Pará (MPPA) destilou ódio em um discurso para alunos de uma faculdade particular de Direito em Belém. ‘Problema da escravidão no Brasil foi porque o índio não gosta de trabalhar, até hoje’, disse, para justificar o holocausto negro que aconteceu no Brasil durante mais de 300 anos .
Disponível em: . Acesso em: 24 fev. 2020. (Adaptado)
A afirmação do procurador reproduz estereótipos construídos historicamente acerca das populações indígenas no Brasil, associados a uma narrativa
Certa lógica e certa linguagem da violência trazem consigo uma determinação cultural profunda. Como se fosse um verdadeiro nó nacional, a violência está encravada na mais remota história do Brasil, país cuja vida social foi marcada pela escravidão. Fruto da nossa herança escravocrata, a trama dessa violência é comum a toda a sociedade, se espalhou pelo território nacional e foi assim naturalizada. A experiência de violência e dor se repõe, resiste e se dispersa na trajetória do Brasil moderno.
SCWHARCZ, Lilia Moritz e STARLING, Heloísa. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. (Adaptado)
De acordo com as autoras do texto, a herança da escravidão na sociedade brasileira é a
De maneira geral os documentos visuais são utilizados de forma marginal e secundária pelos estudos históricos. Pierre Sorlin, historiador francês, observava em meados da década de 1970: nenhum historiador cita um texto sem situá-lo ou comentá-lo: em contrapartida, alguns esclarecimentos puramente factuais são geralmente suficientes para a ilustração. Podemos ir mais longe e perguntar: a imagem é necessariamente uma ilustração? De toda forma, o que é importante registrar é que hoje se admite que a imagem não ilustra nem reproduz a realidade, ela a reconstrói a partir de uma linguagem própria que é produzida num dado contexto histórico.
Fonte: KORNIS, Mônica Almeida. História e cinema: um debate metodológico. Estudos históricos, Rio de Janeiro, vol. 5, n. 10, 1992, p. 37-38 (Adaptado)
De acordo com o texto, a melhor metodologia para a utilização do cinema e dos documentos visuais em pesquisas históricas em sala de aula é usá-los
Por classe, entendo um fenômeno histórico, que unifica uma série de acontecimentos díspares e aparentemente desconectados, tanto da matéria-prima da experiência como na consciência. Ressalto que é um fenômeno histórico que traz consigo a noção de relação histórica. Como qualquer outra relação, é algo fluido que escapa à análise ao tentarmos imobilizá-la num dado momento e dissecar sua estrutura.
THOMPSON, Edward Palmer. A formação da classe operária inglesa. Parte I – A árvore da liberdade. 3v. Coleção Oficinas da História. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987. (Adaptado)
De acordo com o texto, a categoria teórico-metodológica classe social é definida, principalmente, por
Observe a imagem a seguir.

A imagem faz referência ao pacto germano-soviético, também conhecido como pacto Ribbentrop-Molotov, assinado em 23 de agosto de 1939. Ele significou
A construção e valorização da cidadania expressa nos objetivos da educação brasileira não pode ser contemplada como algo abstrato ou distante. O aluno deve aprender mais do que conteúdos e incorporar a reflexão crítica e a aquisição de valores, por intermédio dos temas apresentados pelos professores, para que sua compreensão da realidade seja mais abrangente e menos preconceituosa.
FREITAS NETO, José Alves. A transversalidade e a renovação no Ensino de História. In: KARNAL, Leandro (org). História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas. 6 ed. São Paulo: Contexto, 2013. (Adaptado)
Diante do exposto, qual é a função do ensino de história hoje?
No seu uso mais recente, o “gênero” parece ter aparecido primeiro entre as feministas americanas que queriam insistir no caráter fundamentalmente social das distinções baseadas no sexo. O gênero sublinhava também o aspecto relacional das definições normativas das feminilidades. Segundo esta opinião, as mulheres e os homens eram definidos em termos recíprocos e nenhuma compreensão de qualquer um poderia existir por meio de estudo inteiramente separado.
SCOTT, Joan. Gênero. Uma categoria útil para a análise histórica. Educação e realidade, v. 15, n. 2, jul/dez, 1990. (Adaptado)
De acordo com o texto como deve ocorrer o emprego da categoria teórico-metodológica de gênero nos estudos históricos?
Observe a imagem a seguir sobre a Revolução Francesa intitulada O despertar do Terceiro Estado.

A charge representa o processo histórico no qual