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O trabalho de leitura do texto, da interpretação, do entendimento requer o discernimento metodológico. E interpretar é, em grande parte, usar a capacidade intelectual de superação do esqueleto do conhecimento objetivamente estabelecido respectivamente. O momento decisivo da leitura pressupõe o exercício intelectual de perceber, compreender e julgar, contudo, o juízo, não é julgamento puro e simples, mas avaliação, reconhecimento e definição de valor.
CANDIDO, Antonio. Formação da literatura brasileira: momentos decisivos. 7.ed. Belo Horizonte: Itatiaia, 1993, v.1, p. 31. [Adaptado].
Antonio Candido evidencia, em sua prática reflexiva acerca da formação da literatura brasileira, a legitimidade de se abordar a literatura a partir de um ponto de vista histórico, sem renunciar à consideração estética. Além disso, o autor menciona que a literatura não é apenas uma coleção de textos isolados, para tanto, explicitando sua concepção de literatura, que é compreendida como sendo
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Segundo Perini (1997), é necessário destacar os principais problemas no ensino de gramática: objetivos mal colocados, metodologia inadequada e falta de organização lógica da matéria. Se, com relação a este último ponto, o professor não pode fazer muito, já que a tarefa de atualizar e organizar a gramática caberia a linguistas e gramáticos, no que se refere aos dois primeiros, será ele essencial para a adoção de uma abordagem mais adequada.

Antes de qualquer análise específica sobre a prática docente em sala de aula, é fundamental reconhecer que toda metodologia de ensino está vinculada a uma escolha política, a qual envolve uma teoria sobre a compreensão e interpretação da realidade, bem como os métodos empregados no ambiente escolar. No que toca ao ensino de gramática, pode-se conjecturar que o problema não é o seu ensino, mas sua concepção e o método de trabalho. Sendo assim, o ensino gramatical produtivo é aquele cujo objetivo em si é
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No descomeço era o verbo.
Só depois é que veio o delírio do verbo.
O delírio do verbo estava no começo, lá onde a
criança diz: Eu escuto a voz dos passarinhos.
A criança não sabe que o verbo escutar não funciona
para cor, mas para som.
Então, se a criança muda a função de um verbo, ele
delira.
E pois.
Em poesia que é a voz do poeta, que é a voz de fazer
nascimentos –
O verbo tem que pegar delírio.
BARROS, Manoel de. O livro das ignorãças. Rio de Janeiro: Record, 1993.
Um texto não é um sistema fechado, como se concebia anteriormente. Um texto é carregado de influências várias, de múltiplas citações. Ao analisar o texto à luz das concepções modernas da estruturação discursiva/textual, é possível depreender que sua constituição composicional parte de um já-dito, portanto, o sentido do texto pode ser explicado a partir dos mecanismos da
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De um modo poético, podíamos dizer que a língua, como todas as formas de comportamento do ser humano, palpita, cresce, torna-se flexível e colorida, expande-se, enfim, vive. E isso só acontece porque usamos a língua para comunicar com os outros e conosco mesmos. [...] E como todo ser humano muda durante a vida – embora nem sempre sinta essa mudança –, também a língua que nos acompanha muda e se adapta às novas necessidades, mantendo, no entanto, a sua identidade.
MATEUS, Maria Helena Mira; CARDEIRA, Esperança. Norma e Variação. Lisboa: Caminho, 2007, p. 43.
Na mudança linguística, segundo o texto, a variação linguística
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A escola parece ainda não ter conseguido se adaptar às exigências do mundo moderno, no que se refere ao tratamento dado à literatura. Esta ainda é trabalhada, de modo geral, como objeto autônomo, distante das interferências criativas dos alunos-leitores, visto que são priorizadas análises tradicionais que desmotivam a leitura por prazer e enfatizam a leitura como uma forma de obrigação, sempre atrelada aos exercícios escolares.
MARTINS, Ivanda. A literatura no ensino médio. In.: BUNZEN, Clecio; MENDONÇA, Márcia. Português no ensino médio e formação de professor. São Paulo: Parábola Editorial, 2006, p. 101.
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A escola parece ainda não ter conseguido se adaptar às exigências do mundo moderno, no que se refere ao tratamento dado à literatura. Esta ainda é trabalhada, de modo geral, como objeto autônomo, distante das interferências criativas dos alunos-leitores, visto que são priorizadas análises tradicionais que desmotivam a leitura por prazer e enfatizam a leitura como uma forma de obrigação, sempre atrelada aos exercícios escolares.
MARTINS, Ivanda. A literatura no ensino médio. In.: BUNZEN, Clecio; MENDONÇA, Márcia. Português no ensino médio e formação de professor. São Paulo: Parábola Editorial, 2006, p. 101.
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A escola parece ainda não ter conseguido se adaptar às exigências do mundo moderno, no que se refere ao tratamento dado à literatura. Esta ainda é trabalhada, de modo geral, como objeto autônomo, distante das interferências criativas dos alunos-leitores, visto que são priorizadas análises tradicionais que desmotivam a leitura por prazer e enfatizam a leitura como uma forma de obrigação, sempre atrelada aos exercícios escolares.
MARTINS, Ivanda. A literatura no ensino médio. In.: BUNZEN, Clecio; MENDONÇA, Márcia. Português no ensino médio e formação de professor. São Paulo: Parábola Editorial, 2006, p. 101.
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Estudar a língua é, então, tentar detectar os compromissos que se criam por meio da fala e as condições que devem ser preenchidas por um falante para falar de certa forma em determinada situação concreta de interação.
GERALDI, João Wanderley. Concepções de linguagem e ensino de português. In.: GERALDI, João Wanderley (org.). O texto na sala de aula. São Paulo: Ática, 2011, p. 35.
Sabendo que é por meio da linguagem que as nossas atividades são realizadas no mundo social, em situações concretas, a concepção de linguagem que subjaz ao texto e que se encontra manifestada nos documentos parametrizados, com foco para o ensino de português, tem a linguagem concebida como
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O período de fim do Império e início da República assistiu a uma relativa urbanização do nosso país, e os grupos que estiveram junto com os militares na idealização e construção do novo regime vieram de setores sociais urbanos que privilegiavam, de certo modo, as carreiras de trabalho mais dependentes da posse de certa escolarização, as carreiras menos afeitas ao trabalho braçal. Associado a isso e ao clima de inovação política, surgiu então a motivação para que nossos intelectuais – de todos os níveis e projeções – viessem a discutir a necessidade de abertura de escolas.
GUIRALDELLI JUNIOR, Paulo. História da Educação Brasileira. 3 ed. São Paulo: Cortez, 2008, p. 32. [Adaptado].
Nesse contexto, durante a Primeira República, surgiram dois grandes movimentos de ideias a respeito da necessidade de abertura e aperfeiçoamento de escolas. São eles: