Questões de Concurso Comentadas sobre pontuação em português

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Q3421882 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Tio e tia da mangueira

Durante o Carnaval em Belo Horizonte, é impossível evitar a folia. Com 581 blocos, qualquer tentativa de rotina se dissolvia no samba. O casal protagonista, com uma década de Carnavais juntos, relembra as fantasias e testes de relacionamento que enfrentaram, enquanto conviviam com a massa de foliões solteiros e apaixonados.

Uma tradição era implorar aos moradores, os "tios e tias", para jogarem água com a mangueira, aliviando o calor e dando energia para continuar na festa.

No entanto, este ano, o casal enfrentou uma transformação inesperada. Após momentos introspectivos, lidando com perdas familiares, foram surpreendidos pela multidão em sua própria rua, pedindo água.

Perceberam que agora eram eles os "tios e tias da mangueira", abraçando o papel com risos e nostalgia. Ao molhar a multidão do alto, sentiam-se em um "camarote vip da maturidade", celebrando sua união e o envelhecimento compartilhado.

Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado

https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/tio-e-tia-da-mang ueira-1.3330920
Considere o trecho: "Perceberam que agora eram eles os 'tios e tias da mangueira', abraçando o papel com risos e nostalgia." Sobre o uso das aspas e do travessão nesse contexto, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3419425 Português
Em relação ao uso de pontuação, qual alternativa está INCORRETA?
Alternativas
Q3419372 Português
A questão refere-se ao texto reproduzido abaixo.



MULHERES SOBRECARREGADAS NO CUIDADO E NA CRISE CLIMÁTICA


Cássia Caneco e Kelly Agopyan


    As mulheres brasileiras dedicam o dobro do tempo gasto pelos homens aos cuidados com a família e aos afazeres domésticos não remunerados, segundo a pesquisa “Uso do Tempo no Brasil” (SNCF, 2023). Essa carga invisibilizada é exacerbada pelo aumento das temperaturas, tornando-se um fator de risco para a saúde e o bem-estar dessas mulheres. 


    São Paulo, conhecida historicamente como a “terra da garoa”, tem sentido, de forma intensa, os impactos das mudanças climáticas. O aumento da frequência de chuvas volumosas, intercaladas por períodos prolongados de calor extremo, agrava as desigualdades socioambientais na cidade.


    Os bairros que apresentam um microclima urbano mais ameno, caracterizados por maior arborização, concentram, predominantemente, uma população branca e de alta renda. Em contraste, as regiões periféricas, onde vivem majoritariamente pessoas negras e de baixa renda, registram temperaturas até 10°C mais altas, conforme aponta o estudo "Sampa em Foco: Raio X do Direito à Cidade em São Paulo", do Instituto Pólis. Essa disparidade térmica é consequência direta de fatores, como a desigualdade na distribuição das áreas verdes. Soma-se a isso a falta de condições adequadas de moradia (ventilação, acesso à água potável e à energia elétrica etc.) que impede a adaptação ao calor, tornando as casas verdadeiros fornos, enquanto as ruas atingem temperaturas escaldantes. 


    Dentro das moradias superaquecidas, as mulheres, já sobrecarregadas com as responsabilidades do cuidado, enfrentam condições ainda mais adversas. Como principais cuidadoras de crianças, de idosos e de pessoas doentes ou com deficiência, são elas que lidam diretamente com os impactos do calor extremo sobre a saúde da família. O aumento da temperatura intensifica quadros de desidratação, problemas respiratórios e outras doenças crônicas (Ministério da Saúde, 2025), tornando a rotina dessas mulheres ainda mais exaustiva. As condições de vulnerabilidade que impedem o alívio momentâneo do calor agravam também o desgaste físico e emocional dessas mulheres. 


    A crise climática também afeta diretamente a segurança alimentar. O calor extremo prejudica a produção agrícola, elevando os preços dos alimentos e dificultando o acesso a uma alimentação saudável. Sobre isso, cabe também dizer que são as regiões periféricas da cidade de São Paulo que têm menos acesso a estabelecimentos que comercializam alimentos frescos e orgânicos, o que aumenta o potencial de insegurança alimentar (Instituto Pólis, 2024).


    Há também uma dimensão de gênero, que não deve ser invisibilizada: dos domicílios brasileiros que estão em situação de insegurança alimentar, 59,4% são chefiados por mulheres (IBGE, 2024). A má nutrição enfraquece ainda mais o organismo das pessoas expostas a essas condições extremas, tornando-as mais vulneráveis a doenças. Sem políticas públicas eficazes para garantir acesso à água, à energia acessível de qualidade e à segurança alimentar, a população mais pobre – e especialmente as mulheres, que são as principais responsáveis pelo sustento e cuidado familiar – segue pagando o preço…


    É urgente investir em infraestrutura urbana para mitigar os impactos do calor. Áreas verdes, acesso à alimentação adequada, fortalecimento da agricultura familiar e hortas urbanas são soluções necessárias. Moradia digna, saneamento público e programas de adaptação devem ser participativos, levando em conta a realidade das periferias, que são as que sofrem de forma mais intensa com os efeitos extremos das mudanças climáticas, mas que, ao mesmo tempo, são as que menos podem se preparar e se recuperar de seus impactos.


    Além disso, é fundamental a ampliação da oferta de creches e centros de acolhimento para idosos que tenham instalações com condições térmicas adequadas, para que possam redistribuir parte da carga de cuidados que recai unicamente sobre as mulheres. Sobre isso, o estudo Sampa em Foco (Instituto Pólis, 2024) também apontou a distribuição desigual dos centros para crianças e adolescentes (CCAs) na cidade de São Paulo, evidenciando o déficit de vagas em regiões que mais necessitam desse tipo de serviço, que oferece atividades socioeducativas no contraturno escolar para crianças entre seis e quatorze anos, além de uma refeição e lanche, contribuindo, portanto, para a própria segurança alimentar das famílias.


    Também é necessário cuidar de quem cuida: promover programas de apoio às necessidades específicas das cuidadoras para que possam realizar atividades de cuidado sem comprometer sua própria saúde física e mental. É essencial que o poder público invista na arborização das periferias, plantando árvores em ruas, praças e terrenos baldios e realizando a manutenção adequada das áreas verdes, para reduzir a desigualdade térmica e promover o direito ao bem-estar e à dignidade.


    A crise climática tem gênero, classe e cor. Portanto, a solução para ela também precisa ter um recorte social. O futuro das cidades depende da construção de políticas que garantam a qualidade de vida para todos, sem deixar as mulheres, principalmente as mais pobres, carregando o peso e o calor das mudanças climáticas sozinhas.


Disponível em: https://diplomatique.org.br/mulheres - sobrecarregadas - no- cuidado- e- na-  crise- climatica/. Acesso em: 20 mar. 2025.
Considere o período abaixo.

Dentro das moradias superaquecidas, as mulheres, já sobrecarregadas com as responsabilidades do cuidado, enfrentam condições ainda mais adversas.

Sobre as vírgulas utilizadas no período, analise as afirmativas abaixo.

I A primeira demarca um deslocamento sintático.
II A segunda e a terceira demarcam uma expressão explicativa.
III A primeira e a terceira separam termos com a mesma função sintática.
IV A segunda separa o vocativo.

Das afirmativas, estão corretas
Alternativas
Q3419368 Português
A questão refere-se ao texto reproduzido abaixo.



MULHERES SOBRECARREGADAS NO CUIDADO E NA CRISE CLIMÁTICA


Cássia Caneco e Kelly Agopyan


    As mulheres brasileiras dedicam o dobro do tempo gasto pelos homens aos cuidados com a família e aos afazeres domésticos não remunerados, segundo a pesquisa “Uso do Tempo no Brasil” (SNCF, 2023). Essa carga invisibilizada é exacerbada pelo aumento das temperaturas, tornando-se um fator de risco para a saúde e o bem-estar dessas mulheres. 


    São Paulo, conhecida historicamente como a “terra da garoa”, tem sentido, de forma intensa, os impactos das mudanças climáticas. O aumento da frequência de chuvas volumosas, intercaladas por períodos prolongados de calor extremo, agrava as desigualdades socioambientais na cidade.


    Os bairros que apresentam um microclima urbano mais ameno, caracterizados por maior arborização, concentram, predominantemente, uma população branca e de alta renda. Em contraste, as regiões periféricas, onde vivem majoritariamente pessoas negras e de baixa renda, registram temperaturas até 10°C mais altas, conforme aponta o estudo "Sampa em Foco: Raio X do Direito à Cidade em São Paulo", do Instituto Pólis. Essa disparidade térmica é consequência direta de fatores, como a desigualdade na distribuição das áreas verdes. Soma-se a isso a falta de condições adequadas de moradia (ventilação, acesso à água potável e à energia elétrica etc.) que impede a adaptação ao calor, tornando as casas verdadeiros fornos, enquanto as ruas atingem temperaturas escaldantes. 


    Dentro das moradias superaquecidas, as mulheres, já sobrecarregadas com as responsabilidades do cuidado, enfrentam condições ainda mais adversas. Como principais cuidadoras de crianças, de idosos e de pessoas doentes ou com deficiência, são elas que lidam diretamente com os impactos do calor extremo sobre a saúde da família. O aumento da temperatura intensifica quadros de desidratação, problemas respiratórios e outras doenças crônicas (Ministério da Saúde, 2025), tornando a rotina dessas mulheres ainda mais exaustiva. As condições de vulnerabilidade que impedem o alívio momentâneo do calor agravam também o desgaste físico e emocional dessas mulheres. 


    A crise climática também afeta diretamente a segurança alimentar. O calor extremo prejudica a produção agrícola, elevando os preços dos alimentos e dificultando o acesso a uma alimentação saudável. Sobre isso, cabe também dizer que são as regiões periféricas da cidade de São Paulo que têm menos acesso a estabelecimentos que comercializam alimentos frescos e orgânicos, o que aumenta o potencial de insegurança alimentar (Instituto Pólis, 2024).


    Há também uma dimensão de gênero, que não deve ser invisibilizada: dos domicílios brasileiros que estão em situação de insegurança alimentar, 59,4% são chefiados por mulheres (IBGE, 2024). A má nutrição enfraquece ainda mais o organismo das pessoas expostas a essas condições extremas, tornando-as mais vulneráveis a doenças. Sem políticas públicas eficazes para garantir acesso à água, à energia acessível de qualidade e à segurança alimentar, a população mais pobre – e especialmente as mulheres, que são as principais responsáveis pelo sustento e cuidado familiar – segue pagando o preço…


    É urgente investir em infraestrutura urbana para mitigar os impactos do calor. Áreas verdes, acesso à alimentação adequada, fortalecimento da agricultura familiar e hortas urbanas são soluções necessárias. Moradia digna, saneamento público e programas de adaptação devem ser participativos, levando em conta a realidade das periferias, que são as que sofrem de forma mais intensa com os efeitos extremos das mudanças climáticas, mas que, ao mesmo tempo, são as que menos podem se preparar e se recuperar de seus impactos.


    Além disso, é fundamental a ampliação da oferta de creches e centros de acolhimento para idosos que tenham instalações com condições térmicas adequadas, para que possam redistribuir parte da carga de cuidados que recai unicamente sobre as mulheres. Sobre isso, o estudo Sampa em Foco (Instituto Pólis, 2024) também apontou a distribuição desigual dos centros para crianças e adolescentes (CCAs) na cidade de São Paulo, evidenciando o déficit de vagas em regiões que mais necessitam desse tipo de serviço, que oferece atividades socioeducativas no contraturno escolar para crianças entre seis e quatorze anos, além de uma refeição e lanche, contribuindo, portanto, para a própria segurança alimentar das famílias.


    Também é necessário cuidar de quem cuida: promover programas de apoio às necessidades específicas das cuidadoras para que possam realizar atividades de cuidado sem comprometer sua própria saúde física e mental. É essencial que o poder público invista na arborização das periferias, plantando árvores em ruas, praças e terrenos baldios e realizando a manutenção adequada das áreas verdes, para reduzir a desigualdade térmica e promover o direito ao bem-estar e à dignidade.


    A crise climática tem gênero, classe e cor. Portanto, a solução para ela também precisa ter um recorte social. O futuro das cidades depende da construção de políticas que garantam a qualidade de vida para todos, sem deixar as mulheres, principalmente as mais pobres, carregando o peso e o calor das mudanças climáticas sozinhas.


Disponível em: https://diplomatique.org.br/mulheres - sobrecarregadas - no- cuidado- e- na-  crise- climatica/. Acesso em: 20 mar. 2025.
No segundo parágrafo, as aspas na expressão “terra da garoa” são utilizadas para sinalizar
Alternativas
Q3418154 Português

Analise o texto e responda à questão.


Cientistas identificam mecanismo do cérebro que pode nos ajudar a superar o medo


No futuro, descobertas como essa podem ajudar a desenvolver tratamentos para fobias, ansiedade e estresse pós-traumático. Entenda.



    O coração acelera. Os músculos contraem. Você começa a sentir arrepios e a necessidade de respirar cada vez mais rápido. Não tem jeito: o medo se instaurou. 

    Tudo isso é cortesia, sobretudo, da adrenalina e do cortisol, hormônios liberados em doses cavalares ao menor sinal de ameaça. O medo é uma reação de sobrevivência que nos acompanha desde os primórdios. Quando nossos antepassados neandertais precisavam escapar de algum animal, era necessário que tivessem energia suficiente para se salvarem. No momento em que o pavor é sentido, o sangue, cheio de glicose, flui do coração para os membros para que seja possível lutar – ou fugir.

    Apesar do benefício evolutivo, muitos medos acabam atrapalhando nosso dia a dia atualmente (a não ser que fugir de grandes felinos faça parte da sua rotina). Por exemplo, para quem vive no meio da cidade de São Paulo, medo de grandes estrondos impossibilita uma vida normal.

    “Os humanos nascem com reações instintivas de medo, como respostas a ruídos altos ou objetos que se aproximam rapidamente”, escreve Sara Mederos, pesquisadora associada do Hofer Lab. “No entanto, podemos anular essas respostas instintivas por meio da experiência – como crianças aprendendo a gostar de fogos de artifício em vez de temer seus estrondos altos.” [...]

    Desaprendendo a ter medo 

    Junto de pesquisadores da Sainsbury Wellcome Centre (SWC) da University College de Londres, Mederos analisou a resposta de camundongos quando apresentados a uma sombra em expansão em cima de suas cabeças, que simulava a aproximação de um predador aéreo.

    Inicialmente, os bichinhos corriam para se esconder em um abrigo – mas, depois de algumas rodadas de teste que não apresentavam nenhum perigo, os ratos aprenderam a manter a calma em vez de fugir. Essa reação criou o modelo que os cientistas usaram para estudar as fases de supressão de medos.

    A hipótese da equipe era que um cantinho do cérebro, chamado núcleo geniculado ventrolateral (vLGN), era responsável por essa superação. Estudos anteriores mostravam como essa área conseguia rastrear o conhecimento de experiências antigas de ameaça e suprimir reações de medo. Sabendo disso, os cientistas buscaram descobrir se essa via neural também tinha a função de desaprender o medo de uma ameaça.[...]



(Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/cientistasidentificam-mecanismo-do-cerebro-que-pode-nos-ajuda-asuperar-o-medo/. Acesso em 12/02/2025. Adaptado) 

A partir da observação da vírgula na passagem “Quando nossos antepassados neandertais precisavam escapar de algum animal,”(2º§), assinale a alternativa em que esse sinal de pontuação é empregado pela mesma razão.
Alternativas
Q3417016 Português
        Creio que, em geral, deixando de lado a opinião dos especialistas, damos demasiada importância à opinião dos outros, tanto em assuntos cruciais quanto em assuntos de pequena monta. A regra básica é que uma pessoa deve respeitar a opinião pública apenas o suficiente para não morrer de fome nem ir para a cadeia. Tudo o que passar desse ponto significa submeter-se voluntariamente a uma tirania desnecessária, e, possivelmente, isso é o que acaba interferindo na própria felicidade.

         Examinemos, por exemplo, a questão de como as pessoas gastam seu dinheiro. Elas o gastam naquilo que não satisfaz seus gostos pessoais, simplesmente porque acreditam que o respeito dos vizinhos depende de terem carro ou de abrirem suas residências para jantares. Na verdade, uma pessoa que possa claramente comprar um carro, mas que prefira gastar o dinheiro em viagens ou numa boa biblioteca, acabará sendo muito mais respeitada do que se houvesse feito exatamente como todas as outras. Não há sentido em zombar deliberadamente da opinião pública; isso é admitir seu domínio, ainda que às avessas. Mas ser autenticamente indiferente a ela é uma força e uma fonte de felicidade. E uma sociedade de homens e mulheres que não se submetem demasiadamente aos convencionalismos é mais interessante do que uma sociedade em que todos se comportam da mesma maneira.

Bertrand Russell. A conquista da felicidade. Tradução: Luiz Guerra. 5. ed.
Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2017 (com adaptações). 

A respeito das ideias e de aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item que se segue.  


A vírgula logo após “desnecessária” (último período do primeiro parágrafo) separa orações com sujeitos distintos, podendo ser eliminada sem prejuízo da correção gramatical do texto, dado o caráter facultativo desse sinal de pontuação no contexto em questão. 

Alternativas
Q3414752 Português
Indique a única oração em que a vírgula foi usada corretamente.
Alternativas
Q3412666 Português
Leia o texto para responder à questão.

MITO INDÍGENA DO SOL

    Antigamente, muito antigamente, no tempo em que vivia entre os Tucuna, o Sol era um moço forte e muito bonito. Por ocasião da festa de Moça-Nova, o rapaz ajudava sua velha tia no preparo da tinta de urucu. Ia à mata e trazia uma madeira muito vermelha, chamada muirapiranga. Cortava a lenha para o fogo onde a velha fervia o urucu para pintar os Tucuna.
     A tia do moço era muito mal humorada, estava sempre a reclamar e a pedir mais lenha. Um dia o Sol trouxe muita muirapiranga e a velha tia ainda resmungava insatisfeita. O rapaz resolveu então que acabaria com toda aquela trabalheira. Olhou para o fogo que ardia, soltando longe suas faíscas.
     Olhou para o urucu borbulhante, vermelho, quente. Desejou beber aquele líquido e pediu permissão à tia que consentiu: - Bebe, bebe tudo e logo, disse zangada.
     Ela julgava e desejava que o moço morresse. Mas, à medida que ia bebendo a tintura quente, o rapaz ia ficando cada vez mais vermelho, tal qual o urucu e a muirapiranga.
     Depois, subindo para o céu, intrometeu-se entre as nuvens. E passou desde então a esquentar e a iluminar o mundo.


Disponível em: http://www.letras.ufmg.br/site/e livros/Lendas%20e%20Mitos%20do%20Brasil.pdf. 
Em “Desejou beber aquele líquido e pediu permissão à tia que consentiu: - Bebe, bebe tudo e logo, disse zangada”, os dois-pontos foram usados para anunciar uma 
Alternativas
Q3409164 Português

Texto CG4A1  


        Os trabalhadores atuais estão trocando cargos de liderança por tempo livre. Um estudo realizado por uma plataforma de análise de pessoal e planejamento de força de trabalho mostra que 91% dos profissionais liberais não querem se tornar gestores de pessoas em razão das expectativas de aumento de estresse e pressão ou simplesmente por satisfação com suas funções atuais.


        Na pesquisa, que abrange profissionais de diferentes idades, observa-se que a tendência de equilibrar trabalho e qualidade de vida já é uma característica marcante na geração Z.


        Uma das mudanças que marcam essa nova geração é a liberdade, tanto no mercado de trabalho quanto na economia. Os jovens de hoje sentem-se mais confortáveis, por exemplo, em deixar o emprego após dois meses de trabalho caso a oportunidade não esteja alinhada com seus gostos pessoais e seus desejos. Também estão mais confortáveis com a economia compartilhada, preferindo alugar carros e imóveis, em vez de comprá-los.


        Para Marcelo Neri, professor da FGV Social, a geração Z, que abrange jovens atualmente com idade entre 14 e 29 anos, nasceu no começo da estabilidade econômica brasileira, o que pode justificar essa mentalidade mais ousada e desprendida. “A nova geração não viveu momentos de hiperinflação que eram comuns no país e que terminaram nos anos de 2010, em meio ao auge de economia”, ele afirma.


        Atualmente, o Brasil tem 50 milhões de jovens, o que, segundo Neri, corresponde à maior parcela populacional jovem que o país já teve, mas, segundo estudos da FGV, há expectativa de que, até o fim deste século, esse número caia para 25 milhões.


        Por outro lado, a geração prateada, cujos integrantes estão hoje com mais de 70 anos, está crescendo no país. Marcelo Neri afirma: “Se olharmos os padrões de vida por idade hoje, veremos que a renda dos idosos é alta em decorrência de aposentadorias, o que promete ser diferente na terceira idade da geração Z. Do jeito como está, o sistema de previdência não será tão positivo e sustentável para eles”.


        O professor reforça que a expectativa relacionada à fragilidade do sistema previdenciário estimula ainda mais os jovens profissionais a olharem mais para o empreendedorismo e menos para as organizações e a pensarem mais em investimentos privados que em aposentadoria. Segundo ele, a geração Z é “uma população que buscará fazer a sua própria poupança e que vê na vida empreendedora ou no emprego mais flexível um futuro mais promissor”.


Internet: <exame.com> (com adaptações).

Julgue o item seguinte, referente ao vocabulário e à estrutura linguística do texto CG4A1.


A supressão da vírgula empregada imediatamente antes da expressão “por exemplo” (segundo período do terceiro parágrafo) prejudicaria a correção gramatical do texto.

Alternativas
Q3409135 Português
Assinale a alternativa em que o uso da pontuação está correto:  
Alternativas
Q3409061 Português
Leia o texto para responder à questão.


Projeto de lei quer barrar uso de bebês reborn para furar fila em atendimentos na PB


Na última semana, o uso de bonecos do tipo “bebê reborn”, que são réplicas realistas de recém-nascidos, entrou no debate político na Paraíba. Projetos de lei apresentados tanto na Assembleia Legislativa (ALPB) quanto nas câmaras municipais de João Pessoa e Campina Grande propõem sanções a quem utilizar esses bonecos para obter benefícios destinados a pessoas com crianças de colo.


Os parlamentares justificam as medidas como forma de evitar fraudes e preservar a prioridade real de quem está com crianças. As propostas preveem, entre outras ações, a proibição de atendimento preferencial a quem portar esses objetos e a aplicação de penalidades administrativas.


Na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), dois projetos de lei ordinária de autoria do deputado estadual Walber Virgolino (PL) foram protocolados com o objetivo de regular o uso de bonecos reborn em ambientes públicos e privados.


O PLO 4380/2025, apresentado no dia 20 de maio, propõe a tipificação de infração administrativa para o uso de bonecas “reborn” ou qualquer outro artefato que simule crianças de colo com o intuito de obter benefícios ou prioridade em atendimentos. O texto deixa claro que a proibição se estende a serviços públicos e privados em todo o estado.


Já o PLO 4350/2025, apresentado dois dias antes, em 18 de maio, tem foco específico nas unidades públicas de saúde. A proposta proíbe o atendimento a bebês reborn nesses espaços e veda a utilização dessas bonecas como justificativa para garantir preferência em serviços destinados a crianças e seus responsáveis. Segundo a ALPB, este projeto foi aprovado. 


Na Câmara Municipal de João Pessoa, o vereador Guguinha Moov Jampa (PSD) apresentou, no dia 21 de  maio, o PLO 269/2025, com teor semelhante às propostas estaduais. A matéria também propõe sanção administrativa para quem utilizar bonecas do tipo bebê reborn ou artifícios similares com a intenção de se beneficiar da prioridade destinada a pessoas com crianças de colo.


Além disso, o projeto veta expressamente o atendimento a essas bonecas em unidades de saúde municipais, buscando garantir que a estrutura pública seja voltada exclusivamente a crianças reais.


Na Câmara Municipal de Campina Grande, o vereador Sargento Wellington Cobra (PSB) apresentou o PL 529/2025, também em 21 de maio. A proposta proíbe o uso dos bonecos sintéticos conhecidos como bebês reborn para obter prioridade em hospitais, UPAs, repartições públicas e até estabelecimentos comerciais.


O projeto pretende coibir práticas que, segundo o autor, têm se tornado frequentes e comprometem o funcionamento dos serviços públicos.


Até o momento, não há informações sobre o número de ocorrências oficiais envolvendo o uso de bebês reborn para burlar filas, mas os parlamentares apontam que o assunto vem ganhando notoriedade nas redes sociais e gerado preocupação entre profissionais de atendimento.


As leis deverão estipular mecanismos de fiscalização e penalidades para coibir a prática em todo o estado e nas cidades de João Pessoa e Campina Grande.


Disponível em: https://jornaldaparaiba.com.br/politica/projeto-lei-barraruso-bebes-reborn-furar-fila-atendimentos-pb. 
“Na última semana, o uso de bonecos do tipo “bebê reborn”, que são réplicas realistas de recém-nascidos, entrou no debate político na Paraíba.”

Sobre o emprego das vírgulas no trecho, julgue as assertivas a seguir e assinale V para sentenças VERDAEIRAS e F para FALSAS:

( )A primeira vírgula separa adjunto adverbial deslocado.
( )A primeira vírgula separa oração subordinada adverbial deslocada.
( )A segunda e terceira vírgulas separam oração subordinada adjetiva explicativa.
( )A segunda e terceira vírgulas separam elementos com a mesma função sintática.

Assinale a sequência CORRETA é:
Alternativas
Q3408755 Português

Texto CG4A1  


        Os trabalhadores atuais estão trocando cargos de liderança por tempo livre. Um estudo realizado por uma plataforma de análise de pessoal e planejamento de força de trabalho mostra que 91% dos profissionais liberais não querem se tornar gestores de pessoas em razão das expectativas de aumento de estresse e pressão ou simplesmente por satisfação com suas funções atuais.


        Na pesquisa, que abrange profissionais de diferentes idades, observa-se que a tendência de equilibrar trabalho e qualidade de vida já é uma característica marcante na geração Z.


        Uma das mudanças que marcam essa nova geração é a liberdade, tanto no mercado de trabalho quanto na economia. Os jovens de hoje sentem-se mais confortáveis, por exemplo, em deixar o emprego após dois meses de trabalho caso a oportunidade não esteja alinhada com seus gostos pessoais e seus desejos. Também estão mais confortáveis com a economia compartilhada, preferindo alugar carros e imóveis, em vez de comprá-los.


        Para Marcelo Neri, professor da FGV Social, a geração Z, que abrange jovens atualmente com idade entre 14 e 29 anos, nasceu no começo da estabilidade econômica brasileira, o que pode justificar essa mentalidade mais ousada e desprendida. “A nova geração não viveu momentos de hiperinflação que eram comuns no país e que terminaram nos anos de 2010, em meio ao auge de economia”, ele afirma.


        Atualmente, o Brasil tem 50 milhões de jovens, o que, segundo Neri, corresponde à maior parcela populacional jovem que o país já teve, mas, segundo estudos da FGV, há expectativa de que, até o fim deste século, esse número caia para 25 milhões.


        Por outro lado, a geração prateada, cujos integrantes estão hoje com mais de 70 anos, está crescendo no país. Marcelo Neri afirma: “Se olharmos os padrões de vida por idade hoje, veremos que a renda dos idosos é alta em decorrência de aposentadorias, o que promete ser diferente na terceira idade da geração Z. Do jeito como está, o sistema de previdência não será tão positivo e sustentável para eles”.


        O professor reforça que a expectativa relacionada à fragilidade do sistema previdenciário estimula ainda mais os jovens profissionais a olharem mais para o empreendedorismo e menos para as organizações e a pensarem mais em investimentos privados que em aposentadoria. Segundo ele, a geração Z é “uma população que buscará fazer a sua própria poupança e que vê na vida empreendedora ou no emprego mais flexível um futuro mais promissor”.


Internet: <exame.com> (com adaptações).

Julgue o item que se segue, referente ao vocabulário e à estrutura linguística do texto CG4A1.  

A correção do texto seria mantida caso a vírgula empregada após “brasileira” (primeiro período do quarto parágrafo) fosse substituída por ponto final, feito o devido ajuste de letra inicial maiúscula no novo período.
Alternativas
Q3408331 Português
Os livros e suas vozes


   Se há uma pessoa que possa, a qualquer momento, arrancar da sua infância uma recordação maravilhosa, essa pessoa sou eu.
    Tudo quanto, naquele tempo, vi, ouvi, toquei, senti, perdura em mim com uma intensidade poética inextinguível. Não saberia dizer quais foram as minhas impressões maiores. Seria a que recebi dos adultos tão variados em suas ocupações e em seus aspectos? Das outras crianças? Dos objetos? Do ambiente? Da natureza?
   Recordo céus estrelados, chuva nas flores, frutas maduras, casas fechadas, estátuas, negros, aleijados, bichos, suínos, realejos, cores de tapete, bacia de anil, nervuras de tábuas, vidros de remédio, o limo dos tanques, a noite em cima das árvores, o mundo visto através de um prisma de lustre, o encontro com o eco, essa música matinal dos sabiás, lagartixas pelos muros, enterros, borboletas, o carnaval, retratos de álbum, o uivo dos cães, o cheiro do doce de goiaba, todos os tipos populares, a pajem que me contava com a maior convicção histórias do Saci e da Mula-sem-cabeça (que ela conhecia pessoalmente); minha avó que me cantava rimances e me ensinava parlendas...
    Mais tarde os livros se abriram, e deixaram sair suas realidades e seus sonhos, em combinação tão harmoniosa que até hoje não compreendo como se possa estabelecer uma separação entre esses dois tempos de vida, unidos como os fios de um pano. Foi ainda nessa área que apareceram um dia os meus próprios livros, que não são mais do que o desenrolar natural de uma vida encantada com todas as coisas.
    Sempre gostei muito de livros e, além dos livros escolares, li os de histórias infantis, e os de adultos: mas estes não me pareciam tão interessantes, a não ser, talvez, “Os três mosqueteiros”, numa edição monumental, muito ilustrada, que fora de meu avô. Aquilo era uma história que não acabava nunca; e acho que esse era o seu principal encanto para mim. Descobri o dicionário, uma das invenções mais simples e mais formidáveis e também achei que era um livro maravilhoso, por muitas razões.
    Quando eu ainda não sabia ler, brincava com livros e imaginava-os cheios de vozes, contando o mundo.

(Cecília Meireles. Obra poética. Rio de Janeiro: Aguilar, 1997. Fragmento.)
A construção do texto e a pontuação estão intimamente ligadas, pois a pontuação serve para indicar pausas, ritmo e entonação na leitura, além de orientar o leitor na compreensão das ideias expressas. Em “[...] a pajem que me contava com a maior convicção histórias do Saci e da Mula-sem-cabeça (que ela conhecia pessoalmente); minha avó que me cantava rimances e me ensinava parlendas...” (3º§), os parênteses foram empregados para:
Alternativas
Q3407158 Português
Assinale a alternativa que apresenta a frase com a pontuação e acentuação gráficas CORRETAS:
Alternativas
Q3407042 Português
Bebê reborn, polêmica real: quando o afeto encena o inanimado

(Tauane Paula Gehm, doutora em psicologia)


Após um vídeo seu viralizar na internet, Yasmim Becker, de 17 anos, acabou no centro de uma onda de ataques virtuais. Nele, a jovem narra o que descreveu como “um dos dias mais corridos e assustadores” de sua vida, quando precisou levar seu filho, Bento, “às pressas” ao hospital porque ele não estava se sentindo bem. Acontece que Bento não era uma criança — nem um pet —, mas um boneco inanimado: um bebê reborn, modelo hiper-realista com aparência idêntica à de um recém-nascido. Tudo não passou de uma encenação. Yasmim é colecionadora desses bonecos e costuma gravar vídeos fictícios voltados ao público infantil.

Coleções exóticas não são novidade: há quem junte desde objetos banais até os mais extravagantes. Certa vez, soube de um rapaz que colecionava fotos 3×4 de desconhecidos. Curioso, no mínimo. O episódio de Yasmim serve como pano de fundo para casos ainda mais absurdos envolvendo os famigerados bebês reborn. A advogada Suzana Ferreira contou ter sido procurada para defender o “direito à guarda” de um desses bonecos após o fim de um relacionamento. “A mãe ficou muito nervosa e me acusou de ‘intolerância materna’ por eu ter recusado o caso”, relatou. Esse é apenas um dos muitos relatos que circulam pela internet, fundindo invenção com realidade e despertando indignação e incredulidade.

O que ninguém parece conseguir explicar é o nível de insensatez que tudo isso alcançou — tanto por parte daqueles que tratam um objeto inanimado como um ser humano, quanto daqueles que reagem a isso com ódio. A fronteira entre fantasia e realidade está cada vez mais diluída. Criamos versões editadas de nós mesmos nas redes, montamos cenários para exibir afetos, performamos relações.

O bebê reborn surge como símbolo extremo de um fenômeno bastante familiar: um afeto cuidadosamente encenado para parecer real, que só se sustenta porque pode ser controlado e exibido. Um afeto esteticamente agradável, limpo, sereno — e, ao mesmo tempo, sem risco, sem contradição, sem frustração. O quanto temos investido emocionalmente em simulacros? E o quanto, nesse desejo por relações absolutamente controláveis, revelamos uma carência profunda numa sociedade perdida em seus vínculos reais?

O bebê reborn está ali. Parado. Imóvel. E ainda assim é cuidado como se fosse real. Não responde. Não sente. Não cresce. E talvez seja justamente por isso que tanta gente o escolhe. Não por loucura, mas por uma tentativa de encenar o cuidado em um tempo em que as relações reais parecem, para muitos, assustadoras ou distantes demais. Ou talvez como forma de produzir o olhar e o interesse do outro — ainda que digital —, aquele que carrega, mesmo que ilusoriamente, a promessa de uma relação verdadeira.


(in: https://saude.abril.com.br/, com adaptações)
Assinale a informação correta.
Alternativas
Q3401489 Português
Assinale a frase que não apresenta pontuação adequada.
Alternativas
Q3396652 Português

O TEXTO I A SEGUIR SERVIRÁ DE BASE PARA A RESOLUÇÃO DA QUESTÃO.



TEXTO I

A Cigarra e a Formiga



    Havia uma cigarra que passou todo o verão a cantar, aproveitando os agradáveis fins de tarde e curtindo o tempo de forma despreocupada.

    Mas quando chegou o gelado inverno, a cigarra já não estava alegre, pois estava faminta e tremendo de frio.

    Assim, foi pedir ajuda à formiga, que havia trabalhado muito no verão. Pediu que a colega lhe desse alimento e abrigo. Ao que a formiga perguntou:

    O que você fez durante todo o verão?

    — Estive a cantar - respondeu a cigarra.

    E a formiga lhe deu uma resposta grosseira:

    — Pois então, agora dance!


Fonte: https://www.culturagenial.com

Leia:


O que você fez durante todo o verão?

— Estive a cantar - respondeu a cigarra.



Pode-se dizer que os dois primeiros sinais de pontuação presentes no fragmento acima são respectivamente:

Alternativas
Q3395649 Português
TEXTO I

Os fatores que emperram o desenvolvimento humano do Brasil em ranking da ONU

    O Brasil subiu cinco posições no ranking de desenvolvimento humano atualizado todos os anos pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). O relatório divulgado nesta terça-feira (6/5) leva em conta os indicadores relativos ao ano de 2023. Na tabela que compara os resultados de 193 países, o Brasil aparece ao lado de Palau na 84ª posição, com um IDH de 0.786.
    O IDH é a sigla para Índice de Desenvolvimento Humano e considera questões como expectativa de vida, anos de escolaridade e renda per capita. "O IDH foi criado para enfatizar que as pessoas e suas capacidades devem ser o critério final para avaliar o desenvolvimento de um país, não apenas o crescimento econômico", contextualiza o PNUD em seu site oficial.
    No relatório anterior, que considerava os dados de 2022, o Brasil aparecia na 89ª posição do ranking. Uma nota de 0.786 no IDH coloca o país numa classificação de desenvolvimento humano considerada "alta", um pouco acima da média mundial e dos resultados da América Latina e do Caribe. No entanto, outras nações da região aparecem bem à frente, como Chile (45ª posição, IDH de 0.878), Argentina (47ª posição, IDH de 0.865) e Uruguai (48ª posição, IDH de 0.862).
    O topo do ranking global é liderado por Islândia (IDH de 0.972), Noruega (0.970), Suíça (0.970), Dinamarca (0.962), Alemanha (0.959) e Suécia (0.959). Já as últimas colocações são ocupadas por Sudão do Sul (0.388), Somália (0.404), República Centro-Africana (0.414), Chade (0.416), Níger (0.419) e Mali (0.419). 
    O Brasil tem apresentado crescimentos no IDH desde o início dos anos 1990. A expectativa de vida ao nascer saltou de 74,87 anos para 75,85. Esse, aliás, é o maior número alcançado na série histórica e supera o pico conquistado em 2019, último ano antes da crise de saúde pública causada pelo coronavírus, quando a expectativa de vida estava em 75,81 anos.
    Já a renda bruta per capita nacional subiu de US$ 17,5 mil para US$ 18 mil. No entanto, os dois números relacionados à educação permaneceram inalterados de um ano para o outro: a expectativa de anos na escola ficou em 15,79, enquanto os anos de escolaridade seguiram em 8,43. Aliás, os anos de escolaridade estão congelados em 8,43 no país por três anos consecutivos, desde 2021.
    "Por décadas, estivemos num caminho para alcançar um desenvolvimento humano no mundo muito alto a partir de 2030, mas a desaceleração recente sinaliza uma grande ameaça", alertou Achim Steiner, um dos coordenadores do PNUD, em materiais divulgados junto com o relatório deste ano. "Se em 2024 essa tendência continuar e se tornar o 'novo normal', a meta estabelecida para 2030 ficará inalcançável por décadas — e fará do mundo um lugar menos seguro, mais dividido e mais vulnerável aos choques econômicos e ecológicos", complementou ele.
    Mas o estudo da PNUD aponta um caminho para retomar um crescimento sólido nos indicadores do IDH: a inteligência artificial. "No meio dessa turbulência global, precisamos urgentemente explorar novas maneiras de incentivar o desenvolvimento. Como a inteligência artificial continua a avançar rapidamente sobre muitos aspectos de nossa vida, precisamos considerar o potencial que ela representa", justifica Steiner. "Novas possibilidades surgem praticamente todos os dias e, embora a IA não seja uma panaceia, as escolhas que fazemos hoje têm o potencial de reacender o desenvolvimento humano e abrir novos caminhos e possibilidades", acredita ele. Mesmo em países com um IDH baixo ou médio, dois terços dos respondentes antecipam que essas novas tecnologias vão ter um impacto em setores como educação, saúde e trabalho já no próximo ano. O relatório recém-publicado da PNUD propõe uma abordagem da IA "centrada no humano" por meio de ações como "criar uma economia em que as pessoas colaboram com as novas tecnologias, em vez de competir com elas" e "modernizar os sistemas de educação e saúde para suprir as demandas do século 21".

https://bbc.com/portuguese/articles/cn7x008npvgo. Adaptado.
"Por décadas, estivemos num caminho para alcançar um desenvolvimento humano no mundo muito alto a partir de 2030, mas a desaceleração recente sinaliza uma grande ameaça", alertou Achim Steiner, um dos coordenadores do PNUD, em materiais divulgados junto com o relatório deste ano”. Tendo por base o fragmento acima retirado do texto, assinale a alternativa cuja alteração da estrutura interna do período tenha mantido a correção gramatical segundo as regras de Pontuação da Língua Portuguesa. 
Alternativas
Q3392903 Português

Analise a frase: 


“O diretor chegou cedo, no entanto não participou da reunião.”


Qual opção representa a forma CORRETA do uso da vírgula?

Alternativas
Q3392522 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


    Ao contrário do que os nossos avós teimam em dizer, uma tendência histórica é que cada nova geração é mais inteligente que a anterior. A ciência batizou esse fenômeno de Lei de Flynn, inspirada nas observações do pesquisador neozelandês James Flynn, que encontrou um aumento constante na pontuação média de testes de quociente intelectual (QI) ao longo do século 20.

    Entretanto, recentemente, essa tendência começou a se reverter. Estudos publicados nos últimos anos têm demonstrado que a pontuação de QI está em declínio pela primeira vez desde que começou a ser medida. O fenômeno ganhou o nome de “Efeito Flynn Reverso” e tem deixado pesquisadores confusos e em busca de explicações.

  As principais hipóteses que elucidam isso têm apontado para uma queda generalizada na capacidade humana de concentração profunda e esforço cognitivo prolongado. Isso tem sido ligado à forma como consumimos informação. Trocamos os livros, que exigiam horas e dias de imersão, por fragmentos de conteúdo mastigado que bombardeiam nosso cérebro, mas raramente exigem ou estimulam alguma participação mental ativa.

    A inteligência artificial (IA), ainda incorretamente vista como rival da cognição humana, pode tornar-se a nossa mais poderosa aliada contra essa nova tendência. Longe de só dar respostas definitivas, algoritmos de linguagem têm a capacidade de engajar as pessoas, guiando-as por caminhos de descoberta que despertam o pensamento crítico e a curiosidade.

   No ambiente de trabalho, ferramentas de IA já estão liberando a cognição humana de tarefas rotineiras, permitindo que nossos cérebros se dediquem a desafios que exigem criatividade e raciocínio complexo, justamente as habilidades que definem a inteligência humana avançada e são mais difíceis de automatizar.

   O futuro mais promissor é uma simbiose cognitiva entre humanos e máquinas, com pessoas usando ferramentas de IA para ampliar suas capacidades intelectuais, não para substituir o pensamento.


(Alexandre Chiavegatto Filho. Por que humanos estão ficando menos inteligentes – e como reverter essa tendência. www.estadao.com.br, 19.03.2025. Adaptado)




Assinale a alternativa em que o acréscimo de uma vírgula ao trecho do 2° parágrafo do texto manteve a norma-padrão do emprego dessa pontuação. 
Alternativas
Respostas
1821: B
1822: B
1823: B
1824: C
1825: D
1826: C
1827: C
1828: D
1829: C
1830: D
1831: E
1832: E
1833: A
1834: C
1835: B
1836: A
1837: B
1838: B
1839: D
1840: E