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Comissão de Educação aprova projeto que proíbe uso de celular em escolas
Uso fica proibido inclusive no recreio e crianças de até dez anos não poderão sequer portar consigo o aparelho
30/10/2024 - 15:02 Fonte: Agência Câmara de Notícias
A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que proíbe o uso de telefone celular e de outros aparelhos eletrônicos portáteis por alunos da educação básica em escolas públicas e particulares, inclusive no recreio e nos intervalos entre as aulas.
Além de proibir o uso, o texto proíbe também o porte de celular por alunos da educação infantil e dos anos iniciais do ensino fundamental, para que se protejam crianças de até 10 anos de idade de possíveis abusos.
A proposta autoriza, por outro lado, o uso de celular em sala de aula para fins estritamente pedagógicos, em todos os anos da educação básica. Permite, ainda, o uso para fins de acessibilidade, inclusão e condições médicas.
(https://www.camara.leg.br/noticias/1106874-comissao-de-educacao-aprovaprojeto-que-proibe-uso-de-celular-em-escolas - acesso em 31.10.24)
Assinale a opção que apresenta uma razão pela qual se pode afirmar que se trata de um texto pertencente ao gênero “notícia”.
Observe o texto a seguir.

(https://www.threads.com/@coisadeprof/post/C-0-rQovL5k acesso em 21.1.26)
A pragmática é a área linguística responsável pela análise dos significados que extrapolam a matéria textual concreta, mobilizando conhecimentos contextuais e sociais capazes de nos fazer alcançar e/ou interpretar os textos que nos cercam.
A interpretação correta da postagem de Instagram em análise nessa questão depende de conhecimentos pragmáticos que estão corretamente descritos em uma das opções a seguir. Assinale-a.
(https://www.gov.br/mec/pt-br/escola-em-tempointegral/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal.pdf p. 78. acesso em 21.1.26)
Dessa forma, a reescritura de textos na escola tem particular relevância na formação dos estudantes por ampliar sua capacidade de
Tomando-se a linguagem como atividade discursiva, o texto como unidade de ensino e a noção de gramática como relativa ao conhecimento que o falante tem de sua linguagem, as atividades curriculares em Língua Portuguesa correspondem, principalmente, a atividades discursivas: uma prática constante de escuta de textos orais e leitura de textos escritos e de produção de textos orais e escritos, que devem permitir, por meio da análise e reflexão sobre os múltiplos aspectos envolvidos, a expansão e construção de instrumentos que permitam ao aluno, progressivamente, ampliar sua competência discursiva.
(BRASIL, Ministério da Educação, (1998). Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental. Brasília, MEC/SEF. p. 27)
Desde a publicação dos Parâmetros Curriculares Nacionais, a escuta e a produção de gêneros textuais orais passaram a figurar oficialmente nos manuais de ensino.
Assinale a opção que apresenta uma das razões da importância do trabalho com gêneros orais na escola.
...na escola, aprende-se a ler para, efetivamente, ler fora dela, ou seja, na família, no trabalho, no grupo social. Isso nos coloca o desafio de fazer a leitura extrapolar sua finalidade estritamente pedagógica. Na escola, o professor é o parceiro, o mediador, o articulador de muitas e diferentes leituras, de muitos e diferentes textos. Agindo assim, é o responsável pela interdisciplinaridade, na medida em que faz incursões pelos diferentes campos do conhecimento.
(SARDAGNA; Célio Antônio. Estratégias de leitura. Editora UNIASSELVI: Santa Catarina, 2016. p. 45)
Ao se destacar que a leitura deve extrapolar sua finalidade estritamente pedagógica, atribui-se, ao ato de ler, uma função
Experiência e expectativa são duas categorias adequadas para nos ocuparmos com o tempo histórico, pois elas entrelaçam passado e futuro. São adequadas também para se tentar descobrir o tempo histórico, pois, enriquecidas em seu conteúdo, elas dirigem as ações concretas no movimento social e político.
Adaptado de Reinhart Koselleck. Futuro passado: contribuição à semântica dos tempos históricos. Rio de Janeiro: Contraponto: PUC-Rio, 2006, p. 308.
Com base nessa perspectiva teórica, assinale a afirmativa que interpreta corretamente a concepção de tempo histórico.
Nesse sentido, o caso particular da farinha de mandioca e de suas tecnologias de produção constituem um bom exemplo de como milênios de conhecimento e desenvolvimentos tecnológicos indígenas foram postos a serviço da constituição dos grandes impérios coloniais modernos, e, em especial, o português. Ao colocarmos o mesmo problema da perspectiva inversa, encontraremos a farinha de mandioca e, com ela, um corpo milenar de saberes ameríndios, no centro da explicação sobre a constituição histórica do capitalismo.
Adaptado de Lara de Melo dos Santos, “A farinha de mandioca e a formação do mundo atlântico na época moderna”, in: História das mercadorias: trabalho, meio ambiente e capitalismo mundial (séculos XVI-XIX) [recurso eletrônico] São Leopoldo: Casa Leiria, 2023, p 231.
Considerando a pesquisa citada na perspectiva do movimento de populações e mercadorias no tempo e no espaço e seus significados históricos, avalie as afirmativas a seguir e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa.
( ) O texto indica que saberes e tecnologias indígenas, como a produção da farinha de mandioca, participaram de processos históricos amplos ligados à formação do mundo atlântico e das economias coloniais.
( ) O trecho sugere que, no contexto da colonização europeia, os conhecimentos produtivos indígenas foram substituídos por técnicas e saberes trazidos da Europa, considerados superiores pelos colonizadores em razão de sua suposta maior racionalidade e grau de civilização.
( ) A análise apresentada permite compreender que a circulação de produtos, técnicas e conhecimentos entre diferentes sociedades contribuiu para a formação de estruturas econômicas mais amplas, relacionadas ao desenvolvimento do capitalismo.
As afirmativas são, respectivamente,
Cada notícia apresenta uma perspectiva distinta: a cobertura americana enfatiza objetivos estratégicos e segurança nacional; a iraniana destaca impactos humanitários e resistência; a mídia de países árabes ressalta soberania e implicações regionais; e jornais europeus discutem equilíbrio diplomático e econômico na região.
Os estudantes devem ler, comparar e refletir sobre os relatos, discutindo semelhanças, diferenças e possíveis interesses que podem ter influenciado a forma como cada notícia apresenta os fatos.
Considerando as competências específicas do ensino de História no Ensino Fundamental, avalie as afirmativas a seguir.
I. A atividade explora a competência de elaborar hipóteses e proposições em relação a documentos históricos, uma vez que objetiva aferir a autenticidade dos relatos jornalísticos.
II. A proposta possibilita problematizar conceitos historiográficos, ao fazer os estudantes refletirem sobre diferentes formas de análise do conflito, considerando categorias como imperialismo, geopolítica e direitos humanos, e como essas categorias influenciam a interpretação de um mesmo evento.
III. O exercício possibilita identificar visões de diferentes sujeitos, culturas e povos com relação a um mesmo contexto histórico, ao comparar múltiplas perspectivas de jornais sobre a ofensiva militar, reconhecendo como interesses, experiências e valores influenciam a interpretação dos fatos.
Está correto o que se afirma em
https://ecomuseu.org.br/wp-content/uploads/2025/05/02-LIVRO_-ECOMUSEU-CSJENTRE-MEMORIAS-E-PERSPECTIVAS.pdf 29-30
Considerando o conceito de historicidade no tempo e no espaço, é correto afirmar que o texto
Disp. em: https://revistas.ufg.br/signos/article/view/79873.
Sobre as práticas pedagógicas que contemplam essa proposta, avalie as afirmativas a seguir.
I. Permitem evidenciar e problematizar as “fronteiras invisíveis” que se estruturam no espaço social das relações raciais, que limitam a presença de indivíduos e grupos indesejados em determinados locais.
II. Possibilitam o trabalho com novas imagens, significados e símbolos referentes aos povos africanos e seus descendentes, valorizando a oralidade, a memória e as manifestações culturais.
III. Favorecem a reprodução de conhecimentos tradicionais sobre a população afro-brasileira, perpetuando visões hegemônicas, que foram historicamente produzidas.
Está correto o que se afirma em
Disponível em: https://unifesp.br/campus/sjc/
Sobre os impactos assinalados, avalie as afirmativas a seguir.
I. A distribuição desigual das ações no território municipal acentua a vulnerabilidade dos grupos sociais mais frágeis.
II. A insuficiência de uma infraestrutura verde agrava os impactos climáticos, contribuindo para a intensificação das ilhas de calor no município.
III. A ausência de programas e políticas de mitigação e adaptação às emissões de gases de efeito estufa (GEE) tem colocado a totalidade do município em risco.
Está correto o que se afirma em
(Adaptado de: https://aunantigo.webhostusp.sti.usp.br/exibir?id=2175&ed=277&f=6)
Considere a importância dos nutrientes fornecidos pelos vegetais para o organismo humano.
Nesse caso, é correto afirmar corretamente que
Considerando o contexto descrito e a interdisciplinaridade na aprendizagem em Matemática, a proposta caracteriza-se principalmente como uma prática de
“Por que não podemos fazer quatro menos cinco?”
Tendo em vista o ensino do eixo de conhecimento “Números” nos anos iniciais do Ensino Fundamental, o seguinte recurso didático se mostra mais adequado para discutir, em sala de aula, a pergunta apresentada pela estudante:
( ) A Resolução de Problemas, na perspectiva defendida por George Polya, é compreendida no ensino de Matemática como uma estratégia pedagógica na qual os estudantes aprendem por meio da exploração de situações desafiadoras, em um processo de elaboração de estratégias, teste de hipóteses e reflexão sobre os procedimentos utilizados.
( ) A Investigação Matemática caracteriza-se por atividades em que os estudantes seguem procedimentos previamente determinados pelo professor, com o objetivo de aplicar corretamente técnicas já ensinadas, priorizando a fixação de algoritmos.
( ) A Etnomatemática, proposta por Ubiratan D’Ambrosio, reconhece que diferentes grupos culturais produzem e utilizam conhecimentos matemáticos próprios, valorizando práticas e saberes construídos em contextos sociais diversos.
As afirmativas são, respectivamente,
Durante as aulas, os estudantes relataram diferentes hábitos em casa, tais como: tempo no banho, uso de mangueira para lavar quintal, reaproveitamento de água, entre outros. O professor da turma percebeu que havia uma oportunidade de integrar a Matemática ao projeto, especificamente no eixo de Estatística.
Considerando o contexto interdisciplinar narrado, uma proposta de intervenção pedagógica adequada seria
CARVALHO, Ivanildo. Matemática e seu ensino: na esteira da educação das relações étnico-raciais. Recife: Secretaria de Educação e Esportes, 2024.
Com base no texto acima e nas Tendências em Educação Matemática, assinale a interpretação que está mais coerente com a perspectiva da Educação das Relações Étnico-Raciais no ensino de Matemática.
Para tal, considerando as orientações do MEC quanto ao ensino da Língua Portuguesa na abordagem discursiva, esse professor poderia propor a seguinte atividade:
Nos anos 1980, os limites do ensino e aprendizagem da língua escrita se ampliam (...), o que exigiu, consequentemente, reformulação de objetivos e introdução de novas práticas no ensino da língua escrita na escola, de que é exemplo a grande ênfase que se passa a atribuir ao desenvolvimento de habilidades de leitura e de escrita de uma gama ampla e variada de gêneros textuais. Surge então o termo letramento, que se associa ao termo alfabetização para designar uma aprendizagem inicial escrita entendida não apenas como a aprendizagem da tecnologia da escrita – do sistema alfabético e suas convenções –, mas também como, de forma abrangente, a introdução da criança às práticas sociais da língua escrita.
(SOARES, Magda. Alfabetização: a questão dos métodos. São Paulo: Contexto, 2018. p. 26-27)
O surgimento do termo letramento nas práticas de alfabetização, de acordo com o texto, está associado
A Teoria da Psicogênese da escrita pressupõe um processo evolutivo de apropriação da língua escrita por meio do qual as crianças se esforçam para compreender o que os sinais gráficos da escrita representam e como eles são organizados para formar um sistema notacional.
(MONTEIRO, Sara Mourão e MARTINS, Margarida Alves. Relação entre níveis conceituais de escrita e estratégias de reconhecimento de palavras. In.: Educação em Revista - Dossiê Alfabetização e Letramento.v.36. Belo Horizonte, 2020.)
De acordo com a teoria da Psicogênese da linguagem escrita na alfabetização, construída em 1999 por Emília Ferreiro e Ana Teberosky, a criança aprende a escrever por meio de um processo