Questões de Concurso
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Uma paciente de 25 anos procura consultório de psiquiatria queixando-se de medo de ser abandonada e alegando não ser compreendida por seus amigos e familiares. Relata mudanças bruscas de humor que se iniciaram na adolescência, levando inclusive a brigas físicas com suas irmãs. Tem dificuldade em seus relacionamentos, pois não se julga boa o suficiente para os parceiros; posteriormente, porém, afirma que esses parceiros "não eram nada" e não mereciam sua atenção. Relata múltiplos parceiros e relações sexuais desprotegidas. Houve tentativa de suicídio há 5 anos. Refere também desconfiar que suas irmãs estão tramando para que ela não receba a herança do pai, que está doente. Faz uso ocasional de cocaína. Durante a anamnese, mostra-se bastante agitada e irritada com as perguntas do examinador.
O diagnóstico mais provável é transtorno:
Um paciente de 70 anos, ensino superior, relata estar sendo furtado por sua esposa e afirma haver um complô para matá-lo. No miniexame do estado mental, encontra-se desorientado no tempo e no espaço e não consegue evocar as três palavras, embora as tenha repetido corretamente alguns minutos antes. Sua esposa relata que sua memória para fatos recentes vem piorando de maneira progressiva há 1 ano, levando a prejuízos significativos em suas atividades instrumentais da vida diária.
O diagnóstico mais provável é:
O transtorno do estresse pós-traumático (TEPT) pode ser analisado por instrumentos como a escala de impacto de evento revisada (IES-R). Essa escala permite identificar várias dimensões do TEPT.
As dimensões avaliadas por essa escala são:
Um adolescente de 15 anos apresentou deterioração do desempenho escolar concomitante com o surgimento de sintomas como ouvir vozes identificadas como "um computador na minha cabeça". Outras vezes, relatou ter falado com um marciano e acreditava que faria uma missão espacial. Foi se distanciando dos amigos.Esses sintomas se iniciaram 8 meses antes.
O provável diagnóstico é:
Um paciente de 50 anos apresentou inicialmente os seguintes sintomas: sensação de exploração, preocupação com a lealdade ou confiança de amigos e frequentes interpretações de comentários como ameaças. O comportamento não era evidentemente bizarro ou estranho. Passou a ter problemas conjugais, pois estava convencido de que seu cônjuge o estava traindo. Essa convicção era baseada em interpretações incorretas apoiadas em evidências duvidosas. Foi descartado o transtorno por uso de substâncias, porque não havia relato do uso de drogas ou álcool.
O provável diagnóstico é:
Quando ocorrem alterações na percepção, o indivíduo interpreta algo inexistente como parte da realidade.
Quando uma pessoa afirma ouvir vozes conversando com elas, embora não haja ninguém presente, está-se diante do sintoma conhecido como:
Uma paciente de 47 anos relata preocupação constante com a sua saúde, tendo receio de que algo ruim aconteça. Quando está pior, relata dor precordial, que atribui ao coração “disparado”, e tem sensações de “morte iminente”, tonteira e parestesias. Geralmente esses sintomas duram apenas alguns minutos, mas são bastante desconfortáveis. A paciente já compareceu várias vezes à unidade de pronto atendimento durante as crises mais graves. Em geral é liberada para casa com a justificativa de que não apresentava nenhuma doença. Nega outras patologias ou o uso de drogas.
O diagnóstico mais provável é:
Um paciente de 20 anos, estudante universitário, reside com os pais. Não tem histórico de problemas clínicos ou neurológicos significativos. É tabagista e faz uso eventual de bebidas alcoólicas. Nega uso de drogas ilícitas. Seus pais começaram a ficar preocupados com ele, especialmente nos últimos 6 meses, quando começou a ter comportamentos estranhos. Dizia que estava sendo seguido por agentes secretos e começou a passar cada vez mais tempo sozinho, fechado no seu quarto. Perguntado sobre o que lhe estava ocorrendo, disse que ouvia vozes comentando seus atos ou o insultando. Disse também que seus professores da universidade estavam conspirando para prejudicar sua carreira.
O diagnóstico mais provável e o tratamento mais adequado são, respectivamente:
Por insistência da família, Célio, 25 anos, comparece ao consultório, acompanhado de sua mãe. Já foi expulso da escola 2 vezes aos 12 anos devido a comportamento agressivo e brigas recorrentes com os colegas, como em uma situação em que agrediu o professor ao ser pego "colando" em uma prova. Demonstra indiferença ao ser perguntado dessas situações. Aos 19 anos foi preso por furto. Tem dificuldade em permanecer nos empregos por muito tempo. Há 6 meses iniciou novo trabalho, mas foi demitido após várias faltas e atrasos injustificados. Teve seu direito de dirigir suspenso recentemente por exceder o limite de pontos da carteira nacional de habilitação, com várias multas por excesso de velocidade e por ultrapassar o sinal vermelho. Ao ser indagado sobre o que achava da situação, Célio mostrava-se confiante em suas habilidades, dizendo que nunca causou um acidente e que essas leis serviam apenas para quem não sabia dirigir.
O diagnóstico mais provável é:
I. Historicamente, tem-se culpabilizado o aluno e as famílias, desconsiderando todas as questões históricas e sociais que atravessam e condicionam os processos educativos e a função do sistema educacional (implícita e explícita) em nossa sociedade.
II. Questões como o desempenho escolar e a repetência tem uma grande influência dos determinantes históricos e sociais, já as questões afetas ao comportamento devem ser compreendidas unicamente em sua dinâmica pessoal e subjetiva.
III. A escola pública tem um longo histórico de descompasso com as famílias das classes populares, reproduzindo um discurso moralizante e estigmatizante, descolado da realidade e que produz sofrimento psíquico e reforça a exclusão social.
Está correto o que se afirma em
I. A relação entre professor e aluno pode ser compreendida a partir dos processos de transferência e contratransferência, nos quais ambos realizam investimentos libidinais um na figura do outro.
II. Com o período de latência, o indivíduo pode investir sua energia libidinal, através da sublimação, no processo de aprendizagem.
III. A aprendizagem é um processo cognitivo que se dá a partir da construção de representações mentais internalizadas dos objetos externos, devendo ser evitada a interveniência das questões afetivas.
Está correto o que se afirma em
I. A acomodação é um dos aspectos da aprendizagem e diz respeito ao processo de adaptação do sujeito ao novo objeto, por meio de uma transformação interna.
II. De acordo com a psicologia genética, o desenvolvimento e a aprendizagem se dão a partir de um processo de sucessivas desequilibrações e equilibrações.
III. Apriorismo e contextualização são os conceitos utilizados pelo construtivismo para explicar o processo de assimilação dos objetos pelo indivíduo.
Está correto o que se afirma em