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Q3904269 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Não dispenso uma reserva de ilusão e ternura para atravessar os dias


    Estou na sétima e última temporada de Younger, série que se propõe a debater o etarismo: uma mulher de 40 anos não consegue emprego e resolve mentir que tem 26, a fim de integrar a equipe de uma casa editorial de Nova York. Dá certo. A partir daí começa a história, os rolos e as mentiras que se sucedem. Ter 40 me parece pouca idade para configurar um problema. A editora onde ela trabalha só publica autores bizarros. E as reviravoltas amorosas são meio pueris. No entanto, me mantenho em frente à tevê e sigo rumo ao desfecho: são meus minutos de férias da truculência lá fora.

    É o que nos faz, da mesma forma, assistir a Emily in Paris sem ligar a mínima para a ausência de verossimilhança com a vida real. Aliás, seu sucesso se deve justamente a isso. Cenários de cartão postal, elenco de beldades, doses excessivas de festas, viagens, moda e romance. Irã? Venezuela? Nem vem.

    Essa alienação autoconcedida poderia ser um gatilho para a culpa, mas o passado nos absolve. Foram anos de Fassbinder, Alain Resnais, Godard, Truffaut, Bergman, Costa Gavras, Ettore Scola, para citar apenas o cinema europeu. Uma vida inteira de Eduardo Galeano, Garcia Marquez, Vargas Llosa, Borges, Mario Benedetti, Isabel Allende, Ernesto Sábato, Octavio Paz, para citar apenas a literatura latino-americana.

    E uma abundância de Gilberto Gil, Caetano Veloso, Chico Buarque, Rita Lee, Raul Seixas, Bethânia, Gal Costa, Gonzaguinha, Edu Lobo, João Bosco, para citar apenas a música popular brasileira. Podemos relaxar, portanto. Não será uma minissérie levezinha ou um filme água com açúcar que irá comprometer todo o sólido patrimônio intelectual que construímos até aqui. Temos repertório. Substância. Discernimento. Que venham, pois, as sessões da tarde.

    Como você, também prefiro uma comédia ou drama com tutano, a fim de me sentir recompensada pelo tempo investido. Mas não dispenso uma reserva de ilusão e ternura para atravessar os dias. Nenhum problema em contrabalançar a aridez do mundo com a esperança de que o casal da trama fique junto no final. No nosso cotidiano, não entabulamos diálogos engraçadinhos, não temos um estoque de frases espirituosas, então, ao menos na ficção, que sejam fartas as tiradas ensaiadas.

    Faz parte da saúde mental abandonar o realismo, vez que outra, em troca das boas risadas que os estereótipos entregam – sem prejuízo aos nossos neurônios. Na dúvida, foi aberta a temporada de lançamentos, e O Agente Secreto, Hamnet, Valor Sentimental, Uma Batalha Após a Outra e Foi Apenas um Acidente, para citar os queridinhos do momento, estão em cartaz em alguma sala perto de você. Cérebro em primeiro lugar. Mas, se doer, que a gente recorra a alguma anestesia, sem remorso.



Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado).

Na Língua Portuguesa, os verbos flexionam-se em modos e tempos, conforme a atitude do falante e a relação temporal expressa. Considerando o trecho “Não será uma minissérie levezinha ou um filme água com açúcar”, assinale a alternativa que indica, corretamente, o tempo e o modo verbal da forma “será”.
Alternativas
Q3904268 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Não dispenso uma reserva de ilusão e ternura para atravessar os dias


    Estou na sétima e última temporada de Younger, série que se propõe a debater o etarismo: uma mulher de 40 anos não consegue emprego e resolve mentir que tem 26, a fim de integrar a equipe de uma casa editorial de Nova York. Dá certo. A partir daí começa a história, os rolos e as mentiras que se sucedem. Ter 40 me parece pouca idade para configurar um problema. A editora onde ela trabalha só publica autores bizarros. E as reviravoltas amorosas são meio pueris. No entanto, me mantenho em frente à tevê e sigo rumo ao desfecho: são meus minutos de férias da truculência lá fora.

    É o que nos faz, da mesma forma, assistir a Emily in Paris sem ligar a mínima para a ausência de verossimilhança com a vida real. Aliás, seu sucesso se deve justamente a isso. Cenários de cartão postal, elenco de beldades, doses excessivas de festas, viagens, moda e romance. Irã? Venezuela? Nem vem.

    Essa alienação autoconcedida poderia ser um gatilho para a culpa, mas o passado nos absolve. Foram anos de Fassbinder, Alain Resnais, Godard, Truffaut, Bergman, Costa Gavras, Ettore Scola, para citar apenas o cinema europeu. Uma vida inteira de Eduardo Galeano, Garcia Marquez, Vargas Llosa, Borges, Mario Benedetti, Isabel Allende, Ernesto Sábato, Octavio Paz, para citar apenas a literatura latino-americana.

    E uma abundância de Gilberto Gil, Caetano Veloso, Chico Buarque, Rita Lee, Raul Seixas, Bethânia, Gal Costa, Gonzaguinha, Edu Lobo, João Bosco, para citar apenas a música popular brasileira. Podemos relaxar, portanto. Não será uma minissérie levezinha ou um filme água com açúcar que irá comprometer todo o sólido patrimônio intelectual que construímos até aqui. Temos repertório. Substância. Discernimento. Que venham, pois, as sessões da tarde.

    Como você, também prefiro uma comédia ou drama com tutano, a fim de me sentir recompensada pelo tempo investido. Mas não dispenso uma reserva de ilusão e ternura para atravessar os dias. Nenhum problema em contrabalançar a aridez do mundo com a esperança de que o casal da trama fique junto no final. No nosso cotidiano, não entabulamos diálogos engraçadinhos, não temos um estoque de frases espirituosas, então, ao menos na ficção, que sejam fartas as tiradas ensaiadas.

    Faz parte da saúde mental abandonar o realismo, vez que outra, em troca das boas risadas que os estereótipos entregam – sem prejuízo aos nossos neurônios. Na dúvida, foi aberta a temporada de lançamentos, e O Agente Secreto, Hamnet, Valor Sentimental, Uma Batalha Após a Outra e Foi Apenas um Acidente, para citar os queridinhos do momento, estão em cartaz em alguma sala perto de você. Cérebro em primeiro lugar. Mas, se doer, que a gente recorra a alguma anestesia, sem remorso.



Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado).

Na Língua Portuguesa, os numerais podem ser classificados, entre outros tipos, como cardinais e ordinais, conforme a ideia que expressam no enunciado. Considerando o trecho “Estou na sétima e última temporada de Younger (…) uma mulher de 40 anos não consegue emprego”, assinale a alternativa correta quanto à classificação dos numerais destacados.
Alternativas
Q3904267 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Não dispenso uma reserva de ilusão e ternura para atravessar os dias


    Estou na sétima e última temporada de Younger, série que se propõe a debater o etarismo: uma mulher de 40 anos não consegue emprego e resolve mentir que tem 26, a fim de integrar a equipe de uma casa editorial de Nova York. Dá certo. A partir daí começa a história, os rolos e as mentiras que se sucedem. Ter 40 me parece pouca idade para configurar um problema. A editora onde ela trabalha só publica autores bizarros. E as reviravoltas amorosas são meio pueris. No entanto, me mantenho em frente à tevê e sigo rumo ao desfecho: são meus minutos de férias da truculência lá fora.

    É o que nos faz, da mesma forma, assistir a Emily in Paris sem ligar a mínima para a ausência de verossimilhança com a vida real. Aliás, seu sucesso se deve justamente a isso. Cenários de cartão postal, elenco de beldades, doses excessivas de festas, viagens, moda e romance. Irã? Venezuela? Nem vem.

    Essa alienação autoconcedida poderia ser um gatilho para a culpa, mas o passado nos absolve. Foram anos de Fassbinder, Alain Resnais, Godard, Truffaut, Bergman, Costa Gavras, Ettore Scola, para citar apenas o cinema europeu. Uma vida inteira de Eduardo Galeano, Garcia Marquez, Vargas Llosa, Borges, Mario Benedetti, Isabel Allende, Ernesto Sábato, Octavio Paz, para citar apenas a literatura latino-americana.

    E uma abundância de Gilberto Gil, Caetano Veloso, Chico Buarque, Rita Lee, Raul Seixas, Bethânia, Gal Costa, Gonzaguinha, Edu Lobo, João Bosco, para citar apenas a música popular brasileira. Podemos relaxar, portanto. Não será uma minissérie levezinha ou um filme água com açúcar que irá comprometer todo o sólido patrimônio intelectual que construímos até aqui. Temos repertório. Substância. Discernimento. Que venham, pois, as sessões da tarde.

    Como você, também prefiro uma comédia ou drama com tutano, a fim de me sentir recompensada pelo tempo investido. Mas não dispenso uma reserva de ilusão e ternura para atravessar os dias. Nenhum problema em contrabalançar a aridez do mundo com a esperança de que o casal da trama fique junto no final. No nosso cotidiano, não entabulamos diálogos engraçadinhos, não temos um estoque de frases espirituosas, então, ao menos na ficção, que sejam fartas as tiradas ensaiadas.

    Faz parte da saúde mental abandonar o realismo, vez que outra, em troca das boas risadas que os estereótipos entregam – sem prejuízo aos nossos neurônios. Na dúvida, foi aberta a temporada de lançamentos, e O Agente Secreto, Hamnet, Valor Sentimental, Uma Batalha Após a Outra e Foi Apenas um Acidente, para citar os queridinhos do momento, estão em cartaz em alguma sala perto de você. Cérebro em primeiro lugar. Mas, se doer, que a gente recorra a alguma anestesia, sem remorso.



Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado).

No trecho “No nosso cotidiano, não entabulamos diálogos engraçadinhos”, a palavra “entabulamos” foi empregada em sentido figurado. Assinale a alternativa que apresenta o significado mais adequado do termo no contexto do texto. 
Alternativas
Q3904266 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Não dispenso uma reserva de ilusão e ternura para atravessar os dias


    Estou na sétima e última temporada de Younger, série que se propõe a debater o etarismo: uma mulher de 40 anos não consegue emprego e resolve mentir que tem 26, a fim de integrar a equipe de uma casa editorial de Nova York. Dá certo. A partir daí começa a história, os rolos e as mentiras que se sucedem. Ter 40 me parece pouca idade para configurar um problema. A editora onde ela trabalha só publica autores bizarros. E as reviravoltas amorosas são meio pueris. No entanto, me mantenho em frente à tevê e sigo rumo ao desfecho: são meus minutos de férias da truculência lá fora.

    É o que nos faz, da mesma forma, assistir a Emily in Paris sem ligar a mínima para a ausência de verossimilhança com a vida real. Aliás, seu sucesso se deve justamente a isso. Cenários de cartão postal, elenco de beldades, doses excessivas de festas, viagens, moda e romance. Irã? Venezuela? Nem vem.

    Essa alienação autoconcedida poderia ser um gatilho para a culpa, mas o passado nos absolve. Foram anos de Fassbinder, Alain Resnais, Godard, Truffaut, Bergman, Costa Gavras, Ettore Scola, para citar apenas o cinema europeu. Uma vida inteira de Eduardo Galeano, Garcia Marquez, Vargas Llosa, Borges, Mario Benedetti, Isabel Allende, Ernesto Sábato, Octavio Paz, para citar apenas a literatura latino-americana.

    E uma abundância de Gilberto Gil, Caetano Veloso, Chico Buarque, Rita Lee, Raul Seixas, Bethânia, Gal Costa, Gonzaguinha, Edu Lobo, João Bosco, para citar apenas a música popular brasileira. Podemos relaxar, portanto. Não será uma minissérie levezinha ou um filme água com açúcar que irá comprometer todo o sólido patrimônio intelectual que construímos até aqui. Temos repertório. Substância. Discernimento. Que venham, pois, as sessões da tarde.

    Como você, também prefiro uma comédia ou drama com tutano, a fim de me sentir recompensada pelo tempo investido. Mas não dispenso uma reserva de ilusão e ternura para atravessar os dias. Nenhum problema em contrabalançar a aridez do mundo com a esperança de que o casal da trama fique junto no final. No nosso cotidiano, não entabulamos diálogos engraçadinhos, não temos um estoque de frases espirituosas, então, ao menos na ficção, que sejam fartas as tiradas ensaiadas.

    Faz parte da saúde mental abandonar o realismo, vez que outra, em troca das boas risadas que os estereótipos entregam – sem prejuízo aos nossos neurônios. Na dúvida, foi aberta a temporada de lançamentos, e O Agente Secreto, Hamnet, Valor Sentimental, Uma Batalha Após a Outra e Foi Apenas um Acidente, para citar os queridinhos do momento, estão em cartaz em alguma sala perto de você. Cérebro em primeiro lugar. Mas, se doer, que a gente recorra a alguma anestesia, sem remorso.



Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado).

Ao mencionar longas listas de cineastas, escritores e músicos consagrados, a autora busca:
Alternativas
Q3904265 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Não dispenso uma reserva de ilusão e ternura para atravessar os dias


    Estou na sétima e última temporada de Younger, série que se propõe a debater o etarismo: uma mulher de 40 anos não consegue emprego e resolve mentir que tem 26, a fim de integrar a equipe de uma casa editorial de Nova York. Dá certo. A partir daí começa a história, os rolos e as mentiras que se sucedem. Ter 40 me parece pouca idade para configurar um problema. A editora onde ela trabalha só publica autores bizarros. E as reviravoltas amorosas são meio pueris. No entanto, me mantenho em frente à tevê e sigo rumo ao desfecho: são meus minutos de férias da truculência lá fora.

    É o que nos faz, da mesma forma, assistir a Emily in Paris sem ligar a mínima para a ausência de verossimilhança com a vida real. Aliás, seu sucesso se deve justamente a isso. Cenários de cartão postal, elenco de beldades, doses excessivas de festas, viagens, moda e romance. Irã? Venezuela? Nem vem.

    Essa alienação autoconcedida poderia ser um gatilho para a culpa, mas o passado nos absolve. Foram anos de Fassbinder, Alain Resnais, Godard, Truffaut, Bergman, Costa Gavras, Ettore Scola, para citar apenas o cinema europeu. Uma vida inteira de Eduardo Galeano, Garcia Marquez, Vargas Llosa, Borges, Mario Benedetti, Isabel Allende, Ernesto Sábato, Octavio Paz, para citar apenas a literatura latino-americana.

    E uma abundância de Gilberto Gil, Caetano Veloso, Chico Buarque, Rita Lee, Raul Seixas, Bethânia, Gal Costa, Gonzaguinha, Edu Lobo, João Bosco, para citar apenas a música popular brasileira. Podemos relaxar, portanto. Não será uma minissérie levezinha ou um filme água com açúcar que irá comprometer todo o sólido patrimônio intelectual que construímos até aqui. Temos repertório. Substância. Discernimento. Que venham, pois, as sessões da tarde.

    Como você, também prefiro uma comédia ou drama com tutano, a fim de me sentir recompensada pelo tempo investido. Mas não dispenso uma reserva de ilusão e ternura para atravessar os dias. Nenhum problema em contrabalançar a aridez do mundo com a esperança de que o casal da trama fique junto no final. No nosso cotidiano, não entabulamos diálogos engraçadinhos, não temos um estoque de frases espirituosas, então, ao menos na ficção, que sejam fartas as tiradas ensaiadas.

    Faz parte da saúde mental abandonar o realismo, vez que outra, em troca das boas risadas que os estereótipos entregam – sem prejuízo aos nossos neurônios. Na dúvida, foi aberta a temporada de lançamentos, e O Agente Secreto, Hamnet, Valor Sentimental, Uma Batalha Após a Outra e Foi Apenas um Acidente, para citar os queridinhos do momento, estão em cartaz em alguma sala perto de você. Cérebro em primeiro lugar. Mas, se doer, que a gente recorra a alguma anestesia, sem remorso.



Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado).

A autora defende, ao longo do texto, a ideia de que: 
Alternativas
Q3904182 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Controle



    Há uma tendência interessante capitaneada pela geração Z (nascidos entre 1997 e 2012): muitos simplesmente não consomem nem se interessam por bebidas alcóolicas. O mais relevante: segundo pesquisas realizadas com essa faixa etária, ficar bêbado é visto como coisa de fracassado e de gente descontrolada, justamente numa época em que o autocontrole virou sinônimo de poder.

    A tendência é tão significativa que já acendeu o sinal de alerta em gigantes mundiais do setor, como a Ambev, que está adaptando seus produtos para a geração Z desenvolvendo mais opções sem álcool ou com baixo teor etílico, além de bebidas saudáveis. Aliás, outra característica dessa geração é a prática de atividade física regular e cuidados com a saúde, o que me leva a pensar bem empiricamente e instintivamente o quanto disso, na verdade, tem a ver com o pós-pandemia.

    A pandemia nos roubou totalmente o controle das nossas próprias vidas e colocou em risco a saúde de todos. Se para nós que éramos adultos na época já foi um trauma, imagina para uma criança ou pré-adolescente que se viu trancafiado dentro de casa, que não podia mais ir à escola, que observava os pais preocupados diuturnamente, que acessava a internet e assistia a vídeos assustadores como o do tal divulgador científico Atila Iamarino falando em “um milhão de mortos” logo no início da covid-19.

    Era muita informação para pouca maturidade. A geração Z se deu conta cedo demais do tanto que não podemos controlar e do tanto que podemos perder por estarmos à mercê de fatores externos. Por isso, muitos deles valorizam estoicamente o que podem controlar: seus hábitos, suas escolhas, o domínio sobre seu próprio corpo e sua própria mente. Na visão desses jovens, qualquer substância que leve à perda do controle de si mesmo acaba sendo vista como uma coisa meio idiota, de gente medíocre. Uma “champagne que pisca” na área vip de uma balada era sinônimo de status para os millennials; já para as novas gerações é algo simplesmente brega e desprovido de qualquer sentido.

    Essas questões de retomada de controle por meio da busca de uma vida mais saudável nos revelam um dos poucos impactos positivos da pandemia. Contudo, infelizmente, existem pouquíssimos estudos sobre o lado perverso de querer superar um trauma tentando impor controle não a si mesmo, mas ao outro mais fraco e mais vulnerável. Quando vamos realmente dar a devida atenção a isso?



Autora: Candice Soldatelli - GZH (adaptado). 

A acentuação gráfica decorre, entre outros fatores, da posição da sílaba tônica. Considerando a palavra “hábitos”, assinale a alternativa que indica, corretamente, o motivo de sua acentuação.
Alternativas
Q3904181 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Controle



    Há uma tendência interessante capitaneada pela geração Z (nascidos entre 1997 e 2012): muitos simplesmente não consomem nem se interessam por bebidas alcóolicas. O mais relevante: segundo pesquisas realizadas com essa faixa etária, ficar bêbado é visto como coisa de fracassado e de gente descontrolada, justamente numa época em que o autocontrole virou sinônimo de poder.

    A tendência é tão significativa que já acendeu o sinal de alerta em gigantes mundiais do setor, como a Ambev, que está adaptando seus produtos para a geração Z desenvolvendo mais opções sem álcool ou com baixo teor etílico, além de bebidas saudáveis. Aliás, outra característica dessa geração é a prática de atividade física regular e cuidados com a saúde, o que me leva a pensar bem empiricamente e instintivamente o quanto disso, na verdade, tem a ver com o pós-pandemia.

    A pandemia nos roubou totalmente o controle das nossas próprias vidas e colocou em risco a saúde de todos. Se para nós que éramos adultos na época já foi um trauma, imagina para uma criança ou pré-adolescente que se viu trancafiado dentro de casa, que não podia mais ir à escola, que observava os pais preocupados diuturnamente, que acessava a internet e assistia a vídeos assustadores como o do tal divulgador científico Atila Iamarino falando em “um milhão de mortos” logo no início da covid-19.

    Era muita informação para pouca maturidade. A geração Z se deu conta cedo demais do tanto que não podemos controlar e do tanto que podemos perder por estarmos à mercê de fatores externos. Por isso, muitos deles valorizam estoicamente o que podem controlar: seus hábitos, suas escolhas, o domínio sobre seu próprio corpo e sua própria mente. Na visão desses jovens, qualquer substância que leve à perda do controle de si mesmo acaba sendo vista como uma coisa meio idiota, de gente medíocre. Uma “champagne que pisca” na área vip de uma balada era sinônimo de status para os millennials; já para as novas gerações é algo simplesmente brega e desprovido de qualquer sentido.

    Essas questões de retomada de controle por meio da busca de uma vida mais saudável nos revelam um dos poucos impactos positivos da pandemia. Contudo, infelizmente, existem pouquíssimos estudos sobre o lado perverso de querer superar um trauma tentando impor controle não a si mesmo, mas ao outro mais fraco e mais vulnerável. Quando vamos realmente dar a devida atenção a isso?



Autora: Candice Soldatelli - GZH (adaptado). 

Na Língua Portuguesa, a separação silábica observa critérios fonéticos e ortográficos. Assinale a alternativa que apresenta a separação silábica correta da palavra “gigantes”.
Alternativas
Q3904180 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Controle



    Há uma tendência interessante capitaneada pela geração Z (nascidos entre 1997 e 2012): muitos simplesmente não consomem nem se interessam por bebidas alcóolicas. O mais relevante: segundo pesquisas realizadas com essa faixa etária, ficar bêbado é visto como coisa de fracassado e de gente descontrolada, justamente numa época em que o autocontrole virou sinônimo de poder.

    A tendência é tão significativa que já acendeu o sinal de alerta em gigantes mundiais do setor, como a Ambev, que está adaptando seus produtos para a geração Z desenvolvendo mais opções sem álcool ou com baixo teor etílico, além de bebidas saudáveis. Aliás, outra característica dessa geração é a prática de atividade física regular e cuidados com a saúde, o que me leva a pensar bem empiricamente e instintivamente o quanto disso, na verdade, tem a ver com o pós-pandemia.

    A pandemia nos roubou totalmente o controle das nossas próprias vidas e colocou em risco a saúde de todos. Se para nós que éramos adultos na época já foi um trauma, imagina para uma criança ou pré-adolescente que se viu trancafiado dentro de casa, que não podia mais ir à escola, que observava os pais preocupados diuturnamente, que acessava a internet e assistia a vídeos assustadores como o do tal divulgador científico Atila Iamarino falando em “um milhão de mortos” logo no início da covid-19.

    Era muita informação para pouca maturidade. A geração Z se deu conta cedo demais do tanto que não podemos controlar e do tanto que podemos perder por estarmos à mercê de fatores externos. Por isso, muitos deles valorizam estoicamente o que podem controlar: seus hábitos, suas escolhas, o domínio sobre seu próprio corpo e sua própria mente. Na visão desses jovens, qualquer substância que leve à perda do controle de si mesmo acaba sendo vista como uma coisa meio idiota, de gente medíocre. Uma “champagne que pisca” na área vip de uma balada era sinônimo de status para os millennials; já para as novas gerações é algo simplesmente brega e desprovido de qualquer sentido.

    Essas questões de retomada de controle por meio da busca de uma vida mais saudável nos revelam um dos poucos impactos positivos da pandemia. Contudo, infelizmente, existem pouquíssimos estudos sobre o lado perverso de querer superar um trauma tentando impor controle não a si mesmo, mas ao outro mais fraco e mais vulnerável. Quando vamos realmente dar a devida atenção a isso?



Autora: Candice Soldatelli - GZH (adaptado). 

No trecho “muitos deles valorizam estoicamente o que podem controlar”, a palavra “estoicamente” foi empregada em sentido figurado. Assinale a alternativa que expressa o sentido do termo no contexto do texto.
Alternativas
Q3904179 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Controle



    Há uma tendência interessante capitaneada pela geração Z (nascidos entre 1997 e 2012): muitos simplesmente não consomem nem se interessam por bebidas alcóolicas. O mais relevante: segundo pesquisas realizadas com essa faixa etária, ficar bêbado é visto como coisa de fracassado e de gente descontrolada, justamente numa época em que o autocontrole virou sinônimo de poder.

    A tendência é tão significativa que já acendeu o sinal de alerta em gigantes mundiais do setor, como a Ambev, que está adaptando seus produtos para a geração Z desenvolvendo mais opções sem álcool ou com baixo teor etílico, além de bebidas saudáveis. Aliás, outra característica dessa geração é a prática de atividade física regular e cuidados com a saúde, o que me leva a pensar bem empiricamente e instintivamente o quanto disso, na verdade, tem a ver com o pós-pandemia.

    A pandemia nos roubou totalmente o controle das nossas próprias vidas e colocou em risco a saúde de todos. Se para nós que éramos adultos na época já foi um trauma, imagina para uma criança ou pré-adolescente que se viu trancafiado dentro de casa, que não podia mais ir à escola, que observava os pais preocupados diuturnamente, que acessava a internet e assistia a vídeos assustadores como o do tal divulgador científico Atila Iamarino falando em “um milhão de mortos” logo no início da covid-19.

    Era muita informação para pouca maturidade. A geração Z se deu conta cedo demais do tanto que não podemos controlar e do tanto que podemos perder por estarmos à mercê de fatores externos. Por isso, muitos deles valorizam estoicamente o que podem controlar: seus hábitos, suas escolhas, o domínio sobre seu próprio corpo e sua própria mente. Na visão desses jovens, qualquer substância que leve à perda do controle de si mesmo acaba sendo vista como uma coisa meio idiota, de gente medíocre. Uma “champagne que pisca” na área vip de uma balada era sinônimo de status para os millennials; já para as novas gerações é algo simplesmente brega e desprovido de qualquer sentido.

    Essas questões de retomada de controle por meio da busca de uma vida mais saudável nos revelam um dos poucos impactos positivos da pandemia. Contudo, infelizmente, existem pouquíssimos estudos sobre o lado perverso de querer superar um trauma tentando impor controle não a si mesmo, mas ao outro mais fraco e mais vulnerável. Quando vamos realmente dar a devida atenção a isso?



Autora: Candice Soldatelli - GZH (adaptado). 

Ao questionar, no último parágrafo, a tentativa de impor controle “ao outro mais fraco e mais vulnerável”, a autora sugere que:
Alternativas
Q3904178 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Controle



    Há uma tendência interessante capitaneada pela geração Z (nascidos entre 1997 e 2012): muitos simplesmente não consomem nem se interessam por bebidas alcóolicas. O mais relevante: segundo pesquisas realizadas com essa faixa etária, ficar bêbado é visto como coisa de fracassado e de gente descontrolada, justamente numa época em que o autocontrole virou sinônimo de poder.

    A tendência é tão significativa que já acendeu o sinal de alerta em gigantes mundiais do setor, como a Ambev, que está adaptando seus produtos para a geração Z desenvolvendo mais opções sem álcool ou com baixo teor etílico, além de bebidas saudáveis. Aliás, outra característica dessa geração é a prática de atividade física regular e cuidados com a saúde, o que me leva a pensar bem empiricamente e instintivamente o quanto disso, na verdade, tem a ver com o pós-pandemia.

    A pandemia nos roubou totalmente o controle das nossas próprias vidas e colocou em risco a saúde de todos. Se para nós que éramos adultos na época já foi um trauma, imagina para uma criança ou pré-adolescente que se viu trancafiado dentro de casa, que não podia mais ir à escola, que observava os pais preocupados diuturnamente, que acessava a internet e assistia a vídeos assustadores como o do tal divulgador científico Atila Iamarino falando em “um milhão de mortos” logo no início da covid-19.

    Era muita informação para pouca maturidade. A geração Z se deu conta cedo demais do tanto que não podemos controlar e do tanto que podemos perder por estarmos à mercê de fatores externos. Por isso, muitos deles valorizam estoicamente o que podem controlar: seus hábitos, suas escolhas, o domínio sobre seu próprio corpo e sua própria mente. Na visão desses jovens, qualquer substância que leve à perda do controle de si mesmo acaba sendo vista como uma coisa meio idiota, de gente medíocre. Uma “champagne que pisca” na área vip de uma balada era sinônimo de status para os millennials; já para as novas gerações é algo simplesmente brega e desprovido de qualquer sentido.

    Essas questões de retomada de controle por meio da busca de uma vida mais saudável nos revelam um dos poucos impactos positivos da pandemia. Contudo, infelizmente, existem pouquíssimos estudos sobre o lado perverso de querer superar um trauma tentando impor controle não a si mesmo, mas ao outro mais fraco e mais vulnerável. Quando vamos realmente dar a devida atenção a isso?



Autora: Candice Soldatelli - GZH (adaptado). 

Ao longo do texto, a autora sustenta a ideia de que: 
Alternativas
Q3904077 Português
O Último Poema
Assim eu quereria o meu último poema. Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos A paixão dos suicidas que se matam sem explicação.

Manuel Bandeira

  O poeta empregou uma figura de linguagem que estabelece, explicitamente, uma relação de semelhança no verso:
Alternativas
Q3904075 Português
“A medicina, de arte ou saber prático, associa-se aos saberes científicos ligados à matéria, em contínua revolução, transformando-se progressivamente, ela também, em ciência, em conhecimento das doenças, tornando-se seu centro de pesquisa as patologias em sua origem ou causalidade, seja no meio ambiente físico ou biológico, no exterior ou interior da denominada ‘máquina’ humana.”

Disponível em: https://www.sites.epsjv.fiocruz.br (adaptado)

No texto acima, o termo “à matéria” estabelece uma relação com “ligados”. Essa relação é denominada: 
Alternativas
Q3904073 Português
“Antes de chegarmos à ideia de que o ambiente humano é algo voltado para a maneira com que levamos nossas vidas – repletas de tarefas, trabalhos, rotinas ou até mesmo os lugares que frequentamos –, é necessário lembrar que o nosso verdadeiro habitat natural é o nosso próprio corpo. Desde o momento em que nascemos até o que partimos do mundo, são nossos corpos que se relacionam com os ambientes que frequentamos. Nesse processo, a troca pode acontecer de maneira positiva e proveitosa – quando a relação entre o corpo e o ambiente gera energia para o indivíduo – ou de maneira negativa e tóxica, quando há perda de energia e desgaste.”

Disponível em: https://etalent.com.br (adaptado)

Sobre o texto, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3904072 Português
Metáfora é uma figura de linguagem que se identifica pela comparação subjetiva, pela semelhança ou analogia entre elementos. Com base nessa afirmativa, assinale a alternativa em que se identifica a metáfora.
Alternativas
Q3904071 Português
“As anomalias congênitas são um grupo de alterações estruturais ou funcionais que ocorrem durante a vida intrauterina e que podem ser detectadas antes, durante ou após o nascimento. Podem afetar diversos órgãos e sistemas do corpo humano e são causadas por um ou mais fatores genéticos, infecciosos, nutricionais e ambientais, podendo ser resultado de uma combinação desses fatores.”

Disponível em: https://www.gov.br

Através dos recursos linguísticos presentes, no texto acima, a função de linguagem que predomina é:
Alternativas
Q3904070 Português
“O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), sancionado em 13 de julho de 1990, é o principal instrumento normativo do Brasil sobre os direitos da criança e do adolescente. O ECA incorporou os avanços preconizados na Convenção sobre os Direitos da Criança das Nações Unidas e trouxe o caminho para se concretizar o Artigo 227 da Constituição Federal, que determinou direitos e garantias fundamentais a crianças e adolescentes. Considerado o maior símbolo dessa nova forma de se tratar a infância e a adolescência no país, o ECA inovou ao trazer a proteção integral, na qual crianças e adolescentes são vistos como sujeitos de direitos, em condição peculiar de desenvolvimento e com prioridade absoluta. Também reafirmou a responsabilidade da família, sociedade e Estado de garantir as condições para o pleno desenvolvimento dessa população, além de colocá-la a salvo de toda forma de discriminação, exploração e violência.”

Disponível em: https://www.gov.br 


Leia o texto abaixo e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3904069 Português
“Que minha solidão me sirva de companhia. que eu tenha a coragem de me enfrentar. que eu saiba ficar com o nada e mesmo assim me sentir como se estivesse plena de tudo.”

 Clarice Lispector

A forma verbal “estivesse”, na estrofe de Clarice Lispector, foi empregada no:
Alternativas
Q3903827 Português

No verso:


“Vivo num clip sem nexo / Um pierrô-retrocesso / Meio bossa nova e rock 'n' roll.”


A linguagem utilizada evidencia:

Alternativas
Q3903826 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão.


 MÚSICA: FAZ PARTE DO MEU SHOW


Cazuza Compositor:

Cazuza/Renato Ladeira

Te pego na escola

E encho a tua bola

Com todo o meu amor

Te levo pra festa

E testo o teu sexo

Com ar de professor

Faço promessas malucas

Tão curtas quanto um sonho bom

Se eu te escondo a verdade, baby

É pra te proteger da solidão 

Faz parte do meu show

Faz parte do meu show, meu amor

Confundo as tuas coxas

Com as de outras moças

Te mostro toda a dor

Te faço um filho T

e dou outra vida

Pra te mostrar quem sou

Vago na lua deserta

Das pedras do Arpoador

Digo "alô" ao inimigo

Encontro um abrigo

No peito do meu traidor

Faz parte do meu show

Faz parte do meu show, meu amor

Invento desculpas

Provoco uma briga

Digo que não estou

Vivo num clip sem nexo

Um pierrô-retrocesso

Meio bossa nova e rock 'n' roll

Faz parte do meu show

Faz parte do meu show, meu amor


(https://armazemdetexto.blogspot.com/search/label/M%C 3%9ASICA)

No verso:

“Se eu te escondo a verdade, baby / É pra te proteger da solidão.


A palavra “solidão” assume, nesse contexto, o sentido de: 

Alternativas
Q3903825 Português

Considere o trecho:


“Pois o amor resgata a pobreza, vence o tédio, ilumina o dia e instaura em nossa natureza a imperecível alegria.”


Com base na análise sintática, é correto afirmar que:

Alternativas
Respostas
8901: B
8902: A
8903: A
8904: C
8905: D
8906: B
8907: A
8908: C
8909: A
8910: D
8911: D
8912: A
8913: C
8914: B
8915: A
8916: D
8917: E
8918: D
8919: A
8920: B