Questões de Concurso Comentadas para engenheiro agrônomo

Foram encontradas 10.706 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q3195063 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.


Escolhendo times na escola

         Se eu pudesse voltar atrás, não participaria dos jogos da exclusão, dos jogos da rejeição da minha infância.
          Teria boicotado, feito greve, discursado contra.
        Há dores que demoram para doer. A consciência social nem sempre é pontual, nem sempre está desperta desde cedo.
          Eu não previa os efeitos danosos para tantos outros meninos como eu.
        Uma vez que eu não arcava com o preconceito, não entendia a sua influência perniciosa, o seu papel desagregador, o seu exemplo antieducacional.
       Nas aulas de educação física, o professor indicava dois colegas para escolher os times. Cada um desfrutava do direito de chamar, alternadamente, integrantes para sua equipe.
        Eu sempre fui boleiro, e terminava sendo um dos primeiros recrutados. Não penava como alvo da perseguição. Dispunha da confiança imediata dos meus semelhantes, então me calava.
       Depois que os melhores eram convocados, numa disputa de preferência por quem havia mostrado habilidade nas peladas do recreio, acontecia um bizarro concurso para evitar os piores no próprio time.
       Os capitães se digladiavam para não contar com os “pernas de pau” em sua formação. Xingavam publicamente os que sobravam no final da seletiva.
      Disparavam desaforos para crianças indefesas que estavam ali justamente para aprender futebol. Crianças que não tinham nenhuma obrigação de conhecer os fundamentos do esporte.
        — Pode ficar, jogamos com um a menos.
        — Ele não, é muito ruim.
        — Nem colocando de goleiro.
        — Ele não presta nem como poste.
       Qual o propósito da escola senão dar chance para quem nunca entrou em campo? Mas vivemos num país segregador, pulando etapas, em que é difícil ensinar o básico. Parece que todo mundo deve nascer sabendo.
         Assim muitos jovens perderam a vontade de comparecer a interações coletivas, postos de lado já nos ensaios e treinos da vida.
       Eu queria pedir desculpa retroativa a todos que foram zombados nas peneiras estudantis, apelidados de “perebas” ou de “babas”, ofendidos pela sua aparência, num bullying perigoso sobre obesidade e demais características físicas.
      A todos que não receberam uma mísera oportunidade, um único incentivo, a proteção do acolhimento, o cuidado para se entrosar pouco a pouco, sem a hierarquia sumária de valor, sem o julgamento prévio.
     Lamento a minha passividade. Tão obcecado no meu desempenho, focado no meu individualismo, egoísta nos dribles, feliz com a fragilidade do adversário, eu não via na época o quanto eles sofriam com qualquer erro, qualquer passe torto, qualquer tiro a gol longe da meta, defenestrados por antecipação. Atuavam sob o signo do pânico e da opressão, para confirmar expectativas e agouros. Não se encontravam relaxados ou motivados. Experimentavam um terrorismo psicológico desmedido. Não usufruíam de paz para tentar, falhar, retomar, condenados a provar o engano nos primeiros minutos de bola rolando. A indisposição reforçava os estereótipos, os rótulos, os recalques.
       Já começávamos a aula derrotados moralmente.


Autor: Fabrício Carpinejar - GZH (adaptado)
No que se refere à grafia de palavras, “entrosar” é um exemplo de vocábulo em que o S tem som de Z. Em qual das alternativas abaixo também há um exemplo de vocábulo corretamente grafado com S, exercendo som de Z?
Alternativas
Q3195062 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.


Escolhendo times na escola

         Se eu pudesse voltar atrás, não participaria dos jogos da exclusão, dos jogos da rejeição da minha infância.
          Teria boicotado, feito greve, discursado contra.
        Há dores que demoram para doer. A consciência social nem sempre é pontual, nem sempre está desperta desde cedo.
          Eu não previa os efeitos danosos para tantos outros meninos como eu.
        Uma vez que eu não arcava com o preconceito, não entendia a sua influência perniciosa, o seu papel desagregador, o seu exemplo antieducacional.
       Nas aulas de educação física, o professor indicava dois colegas para escolher os times. Cada um desfrutava do direito de chamar, alternadamente, integrantes para sua equipe.
        Eu sempre fui boleiro, e terminava sendo um dos primeiros recrutados. Não penava como alvo da perseguição. Dispunha da confiança imediata dos meus semelhantes, então me calava.
       Depois que os melhores eram convocados, numa disputa de preferência por quem havia mostrado habilidade nas peladas do recreio, acontecia um bizarro concurso para evitar os piores no próprio time.
       Os capitães se digladiavam para não contar com os “pernas de pau” em sua formação. Xingavam publicamente os que sobravam no final da seletiva.
      Disparavam desaforos para crianças indefesas que estavam ali justamente para aprender futebol. Crianças que não tinham nenhuma obrigação de conhecer os fundamentos do esporte.
        — Pode ficar, jogamos com um a menos.
        — Ele não, é muito ruim.
        — Nem colocando de goleiro.
        — Ele não presta nem como poste.
       Qual o propósito da escola senão dar chance para quem nunca entrou em campo? Mas vivemos num país segregador, pulando etapas, em que é difícil ensinar o básico. Parece que todo mundo deve nascer sabendo.
         Assim muitos jovens perderam a vontade de comparecer a interações coletivas, postos de lado já nos ensaios e treinos da vida.
       Eu queria pedir desculpa retroativa a todos que foram zombados nas peneiras estudantis, apelidados de “perebas” ou de “babas”, ofendidos pela sua aparência, num bullying perigoso sobre obesidade e demais características físicas.
      A todos que não receberam uma mísera oportunidade, um único incentivo, a proteção do acolhimento, o cuidado para se entrosar pouco a pouco, sem a hierarquia sumária de valor, sem o julgamento prévio.
     Lamento a minha passividade. Tão obcecado no meu desempenho, focado no meu individualismo, egoísta nos dribles, feliz com a fragilidade do adversário, eu não via na época o quanto eles sofriam com qualquer erro, qualquer passe torto, qualquer tiro a gol longe da meta, defenestrados por antecipação. Atuavam sob o signo do pânico e da opressão, para confirmar expectativas e agouros. Não se encontravam relaxados ou motivados. Experimentavam um terrorismo psicológico desmedido. Não usufruíam de paz para tentar, falhar, retomar, condenados a provar o engano nos primeiros minutos de bola rolando. A indisposição reforçava os estereótipos, os rótulos, os recalques.
       Já começávamos a aula derrotados moralmente.


Autor: Fabrício Carpinejar - GZH (adaptado)
Na oração “Lamento a minha passividade”, o sujeito e os termos sublinhados são classificados, respectivamente, como:
Alternativas
Q3195061 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.


Escolhendo times na escola

         Se eu pudesse voltar atrás, não participaria dos jogos da exclusão, dos jogos da rejeição da minha infância.
          Teria boicotado, feito greve, discursado contra.
        Há dores que demoram para doer. A consciência social nem sempre é pontual, nem sempre está desperta desde cedo.
          Eu não previa os efeitos danosos para tantos outros meninos como eu.
        Uma vez que eu não arcava com o preconceito, não entendia a sua influência perniciosa, o seu papel desagregador, o seu exemplo antieducacional.
       Nas aulas de educação física, o professor indicava dois colegas para escolher os times. Cada um desfrutava do direito de chamar, alternadamente, integrantes para sua equipe.
        Eu sempre fui boleiro, e terminava sendo um dos primeiros recrutados. Não penava como alvo da perseguição. Dispunha da confiança imediata dos meus semelhantes, então me calava.
       Depois que os melhores eram convocados, numa disputa de preferência por quem havia mostrado habilidade nas peladas do recreio, acontecia um bizarro concurso para evitar os piores no próprio time.
       Os capitães se digladiavam para não contar com os “pernas de pau” em sua formação. Xingavam publicamente os que sobravam no final da seletiva.
      Disparavam desaforos para crianças indefesas que estavam ali justamente para aprender futebol. Crianças que não tinham nenhuma obrigação de conhecer os fundamentos do esporte.
        — Pode ficar, jogamos com um a menos.
        — Ele não, é muito ruim.
        — Nem colocando de goleiro.
        — Ele não presta nem como poste.
       Qual o propósito da escola senão dar chance para quem nunca entrou em campo? Mas vivemos num país segregador, pulando etapas, em que é difícil ensinar o básico. Parece que todo mundo deve nascer sabendo.
         Assim muitos jovens perderam a vontade de comparecer a interações coletivas, postos de lado já nos ensaios e treinos da vida.
       Eu queria pedir desculpa retroativa a todos que foram zombados nas peneiras estudantis, apelidados de “perebas” ou de “babas”, ofendidos pela sua aparência, num bullying perigoso sobre obesidade e demais características físicas.
      A todos que não receberam uma mísera oportunidade, um único incentivo, a proteção do acolhimento, o cuidado para se entrosar pouco a pouco, sem a hierarquia sumária de valor, sem o julgamento prévio.
     Lamento a minha passividade. Tão obcecado no meu desempenho, focado no meu individualismo, egoísta nos dribles, feliz com a fragilidade do adversário, eu não via na época o quanto eles sofriam com qualquer erro, qualquer passe torto, qualquer tiro a gol longe da meta, defenestrados por antecipação. Atuavam sob o signo do pânico e da opressão, para confirmar expectativas e agouros. Não se encontravam relaxados ou motivados. Experimentavam um terrorismo psicológico desmedido. Não usufruíam de paz para tentar, falhar, retomar, condenados a provar o engano nos primeiros minutos de bola rolando. A indisposição reforçava os estereótipos, os rótulos, os recalques.
       Já começávamos a aula derrotados moralmente.


Autor: Fabrício Carpinejar - GZH (adaptado)
No trecho “Eu queria pedir desculpa retroativa a todos que foram zombados nas peneiras estudantis”, a palavra “retroativa” pode ser substituída, sem alteração de sentido, por:
Alternativas
Q3195060 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.


Escolhendo times na escola

         Se eu pudesse voltar atrás, não participaria dos jogos da exclusão, dos jogos da rejeição da minha infância.
          Teria boicotado, feito greve, discursado contra.
        Há dores que demoram para doer. A consciência social nem sempre é pontual, nem sempre está desperta desde cedo.
          Eu não previa os efeitos danosos para tantos outros meninos como eu.
        Uma vez que eu não arcava com o preconceito, não entendia a sua influência perniciosa, o seu papel desagregador, o seu exemplo antieducacional.
       Nas aulas de educação física, o professor indicava dois colegas para escolher os times. Cada um desfrutava do direito de chamar, alternadamente, integrantes para sua equipe.
        Eu sempre fui boleiro, e terminava sendo um dos primeiros recrutados. Não penava como alvo da perseguição. Dispunha da confiança imediata dos meus semelhantes, então me calava.
       Depois que os melhores eram convocados, numa disputa de preferência por quem havia mostrado habilidade nas peladas do recreio, acontecia um bizarro concurso para evitar os piores no próprio time.
       Os capitães se digladiavam para não contar com os “pernas de pau” em sua formação. Xingavam publicamente os que sobravam no final da seletiva.
      Disparavam desaforos para crianças indefesas que estavam ali justamente para aprender futebol. Crianças que não tinham nenhuma obrigação de conhecer os fundamentos do esporte.
        — Pode ficar, jogamos com um a menos.
        — Ele não, é muito ruim.
        — Nem colocando de goleiro.
        — Ele não presta nem como poste.
       Qual o propósito da escola senão dar chance para quem nunca entrou em campo? Mas vivemos num país segregador, pulando etapas, em que é difícil ensinar o básico. Parece que todo mundo deve nascer sabendo.
         Assim muitos jovens perderam a vontade de comparecer a interações coletivas, postos de lado já nos ensaios e treinos da vida.
       Eu queria pedir desculpa retroativa a todos que foram zombados nas peneiras estudantis, apelidados de “perebas” ou de “babas”, ofendidos pela sua aparência, num bullying perigoso sobre obesidade e demais características físicas.
      A todos que não receberam uma mísera oportunidade, um único incentivo, a proteção do acolhimento, o cuidado para se entrosar pouco a pouco, sem a hierarquia sumária de valor, sem o julgamento prévio.
     Lamento a minha passividade. Tão obcecado no meu desempenho, focado no meu individualismo, egoísta nos dribles, feliz com a fragilidade do adversário, eu não via na época o quanto eles sofriam com qualquer erro, qualquer passe torto, qualquer tiro a gol longe da meta, defenestrados por antecipação. Atuavam sob o signo do pânico e da opressão, para confirmar expectativas e agouros. Não se encontravam relaxados ou motivados. Experimentavam um terrorismo psicológico desmedido. Não usufruíam de paz para tentar, falhar, retomar, condenados a provar o engano nos primeiros minutos de bola rolando. A indisposição reforçava os estereótipos, os rótulos, os recalques.
       Já começávamos a aula derrotados moralmente.


Autor: Fabrício Carpinejar - GZH (adaptado)
No contexto do trecho “Mas vivemos num país segregador, pulando etapas, em que é difícil ensinar o básico”, a conjunção “Mas” introduz uma ideia de:
Alternativas
Q3195058 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.


Escolhendo times na escola

         Se eu pudesse voltar atrás, não participaria dos jogos da exclusão, dos jogos da rejeição da minha infância.
          Teria boicotado, feito greve, discursado contra.
        Há dores que demoram para doer. A consciência social nem sempre é pontual, nem sempre está desperta desde cedo.
          Eu não previa os efeitos danosos para tantos outros meninos como eu.
        Uma vez que eu não arcava com o preconceito, não entendia a sua influência perniciosa, o seu papel desagregador, o seu exemplo antieducacional.
       Nas aulas de educação física, o professor indicava dois colegas para escolher os times. Cada um desfrutava do direito de chamar, alternadamente, integrantes para sua equipe.
        Eu sempre fui boleiro, e terminava sendo um dos primeiros recrutados. Não penava como alvo da perseguição. Dispunha da confiança imediata dos meus semelhantes, então me calava.
       Depois que os melhores eram convocados, numa disputa de preferência por quem havia mostrado habilidade nas peladas do recreio, acontecia um bizarro concurso para evitar os piores no próprio time.
       Os capitães se digladiavam para não contar com os “pernas de pau” em sua formação. Xingavam publicamente os que sobravam no final da seletiva.
      Disparavam desaforos para crianças indefesas que estavam ali justamente para aprender futebol. Crianças que não tinham nenhuma obrigação de conhecer os fundamentos do esporte.
        — Pode ficar, jogamos com um a menos.
        — Ele não, é muito ruim.
        — Nem colocando de goleiro.
        — Ele não presta nem como poste.
       Qual o propósito da escola senão dar chance para quem nunca entrou em campo? Mas vivemos num país segregador, pulando etapas, em que é difícil ensinar o básico. Parece que todo mundo deve nascer sabendo.
         Assim muitos jovens perderam a vontade de comparecer a interações coletivas, postos de lado já nos ensaios e treinos da vida.
       Eu queria pedir desculpa retroativa a todos que foram zombados nas peneiras estudantis, apelidados de “perebas” ou de “babas”, ofendidos pela sua aparência, num bullying perigoso sobre obesidade e demais características físicas.
      A todos que não receberam uma mísera oportunidade, um único incentivo, a proteção do acolhimento, o cuidado para se entrosar pouco a pouco, sem a hierarquia sumária de valor, sem o julgamento prévio.
     Lamento a minha passividade. Tão obcecado no meu desempenho, focado no meu individualismo, egoísta nos dribles, feliz com a fragilidade do adversário, eu não via na época o quanto eles sofriam com qualquer erro, qualquer passe torto, qualquer tiro a gol longe da meta, defenestrados por antecipação. Atuavam sob o signo do pânico e da opressão, para confirmar expectativas e agouros. Não se encontravam relaxados ou motivados. Experimentavam um terrorismo psicológico desmedido. Não usufruíam de paz para tentar, falhar, retomar, condenados a provar o engano nos primeiros minutos de bola rolando. A indisposição reforçava os estereótipos, os rótulos, os recalques.
       Já começávamos a aula derrotados moralmente.


Autor: Fabrício Carpinejar - GZH (adaptado)
Na oração “Atuavam sob o signo do pânico e da opressão”, a palavra “sob” é classificada, gramaticalmente, como:
Alternativas
Q3195057 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.


Escolhendo times na escola

         Se eu pudesse voltar atrás, não participaria dos jogos da exclusão, dos jogos da rejeição da minha infância.
          Teria boicotado, feito greve, discursado contra.
        Há dores que demoram para doer. A consciência social nem sempre é pontual, nem sempre está desperta desde cedo.
          Eu não previa os efeitos danosos para tantos outros meninos como eu.
        Uma vez que eu não arcava com o preconceito, não entendia a sua influência perniciosa, o seu papel desagregador, o seu exemplo antieducacional.
       Nas aulas de educação física, o professor indicava dois colegas para escolher os times. Cada um desfrutava do direito de chamar, alternadamente, integrantes para sua equipe.
        Eu sempre fui boleiro, e terminava sendo um dos primeiros recrutados. Não penava como alvo da perseguição. Dispunha da confiança imediata dos meus semelhantes, então me calava.
       Depois que os melhores eram convocados, numa disputa de preferência por quem havia mostrado habilidade nas peladas do recreio, acontecia um bizarro concurso para evitar os piores no próprio time.
       Os capitães se digladiavam para não contar com os “pernas de pau” em sua formação. Xingavam publicamente os que sobravam no final da seletiva.
      Disparavam desaforos para crianças indefesas que estavam ali justamente para aprender futebol. Crianças que não tinham nenhuma obrigação de conhecer os fundamentos do esporte.
        — Pode ficar, jogamos com um a menos.
        — Ele não, é muito ruim.
        — Nem colocando de goleiro.
        — Ele não presta nem como poste.
       Qual o propósito da escola senão dar chance para quem nunca entrou em campo? Mas vivemos num país segregador, pulando etapas, em que é difícil ensinar o básico. Parece que todo mundo deve nascer sabendo.
         Assim muitos jovens perderam a vontade de comparecer a interações coletivas, postos de lado já nos ensaios e treinos da vida.
       Eu queria pedir desculpa retroativa a todos que foram zombados nas peneiras estudantis, apelidados de “perebas” ou de “babas”, ofendidos pela sua aparência, num bullying perigoso sobre obesidade e demais características físicas.
      A todos que não receberam uma mísera oportunidade, um único incentivo, a proteção do acolhimento, o cuidado para se entrosar pouco a pouco, sem a hierarquia sumária de valor, sem o julgamento prévio.
     Lamento a minha passividade. Tão obcecado no meu desempenho, focado no meu individualismo, egoísta nos dribles, feliz com a fragilidade do adversário, eu não via na época o quanto eles sofriam com qualquer erro, qualquer passe torto, qualquer tiro a gol longe da meta, defenestrados por antecipação. Atuavam sob o signo do pânico e da opressão, para confirmar expectativas e agouros. Não se encontravam relaxados ou motivados. Experimentavam um terrorismo psicológico desmedido. Não usufruíam de paz para tentar, falhar, retomar, condenados a provar o engano nos primeiros minutos de bola rolando. A indisposição reforçava os estereótipos, os rótulos, os recalques.
       Já começávamos a aula derrotados moralmente.


Autor: Fabrício Carpinejar - GZH (adaptado)
Considerando o texto de Fabrício Carpinejar, analise as afirmativas a seguir, que tratam das reflexões do autor sobre o ambiente escolar e a formação de times nas aulas de educação física:

I. O autor reconhece que, por ser boleiro, não percebia o sofrimento dos colegas excluídos, pois estava focado em seu próprio desempenho.
II. O texto sugere que o ambiente escolar, ao invés de acolher e ensinar, pode reforçar preconceitos, estereótipos e práticas de exclusão entre os alunos.
III. O autor demonstra orgulho de nunca ter sido o último a ser escolhido nos times, mostrando satisfação por sua popularidade entre os colegas.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3195055 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.


Escolhendo times na escola

         Se eu pudesse voltar atrás, não participaria dos jogos da exclusão, dos jogos da rejeição da minha infância.
          Teria boicotado, feito greve, discursado contra.
        Há dores que demoram para doer. A consciência social nem sempre é pontual, nem sempre está desperta desde cedo.
          Eu não previa os efeitos danosos para tantos outros meninos como eu.
        Uma vez que eu não arcava com o preconceito, não entendia a sua influência perniciosa, o seu papel desagregador, o seu exemplo antieducacional.
       Nas aulas de educação física, o professor indicava dois colegas para escolher os times. Cada um desfrutava do direito de chamar, alternadamente, integrantes para sua equipe.
        Eu sempre fui boleiro, e terminava sendo um dos primeiros recrutados. Não penava como alvo da perseguição. Dispunha da confiança imediata dos meus semelhantes, então me calava.
       Depois que os melhores eram convocados, numa disputa de preferência por quem havia mostrado habilidade nas peladas do recreio, acontecia um bizarro concurso para evitar os piores no próprio time.
       Os capitães se digladiavam para não contar com os “pernas de pau” em sua formação. Xingavam publicamente os que sobravam no final da seletiva.
      Disparavam desaforos para crianças indefesas que estavam ali justamente para aprender futebol. Crianças que não tinham nenhuma obrigação de conhecer os fundamentos do esporte.
        — Pode ficar, jogamos com um a menos.
        — Ele não, é muito ruim.
        — Nem colocando de goleiro.
        — Ele não presta nem como poste.
       Qual o propósito da escola senão dar chance para quem nunca entrou em campo? Mas vivemos num país segregador, pulando etapas, em que é difícil ensinar o básico. Parece que todo mundo deve nascer sabendo.
         Assim muitos jovens perderam a vontade de comparecer a interações coletivas, postos de lado já nos ensaios e treinos da vida.
       Eu queria pedir desculpa retroativa a todos que foram zombados nas peneiras estudantis, apelidados de “perebas” ou de “babas”, ofendidos pela sua aparência, num bullying perigoso sobre obesidade e demais características físicas.
      A todos que não receberam uma mísera oportunidade, um único incentivo, a proteção do acolhimento, o cuidado para se entrosar pouco a pouco, sem a hierarquia sumária de valor, sem o julgamento prévio.
     Lamento a minha passividade. Tão obcecado no meu desempenho, focado no meu individualismo, egoísta nos dribles, feliz com a fragilidade do adversário, eu não via na época o quanto eles sofriam com qualquer erro, qualquer passe torto, qualquer tiro a gol longe da meta, defenestrados por antecipação. Atuavam sob o signo do pânico e da opressão, para confirmar expectativas e agouros. Não se encontravam relaxados ou motivados. Experimentavam um terrorismo psicológico desmedido. Não usufruíam de paz para tentar, falhar, retomar, condenados a provar o engano nos primeiros minutos de bola rolando. A indisposição reforçava os estereótipos, os rótulos, os recalques.
       Já começávamos a aula derrotados moralmente.


Autor: Fabrício Carpinejar - GZH (adaptado)
O autor, ao relembrar sua infância e as escolhas de times nas aulas de educação física, reflete sobre sua postura e a dos colegas em relação aos alunos que eram constantemente excluídos. Qual é o sentimento predominante que o autor expressa ao revisitar essas memórias?
Alternativas
Q3176649 Engenharia Agronômica (Agronomia)
Referente ao mecanismo e modo de ação de herbicidas, analise as assertivas a seguir:

I. O mecanismo mais comum de tolerância aos herbicidas inibidores de ALS é a metabolização da molécula.
II. A enzima EPSPS presente na rota de síntese da fenilalanina, tirosina e triptofano, e tem sua ação inibida pela presença das auxinas sintéticas.
III. As auxinas sintéticas atuam como reguladores do crescimento vegetal que interferem na elongação celular.
IV. Os inibidores de Protox atuam na rota de síntese de clorofila e citocromos, atuando indiretamente na síntese da fotossíntese.

Quais estão INCORRETAS?
Alternativas
Q3176647 Engenharia Agronômica (Agronomia)
Referente à toxicologia e classificação de defensivos agrícolas, analise as assertivas a seguir:

I. A DL50 indica a quantidade letal da substância tóxica em questão capaz de matar 50% dos espécimes expostos ao teste.
II. A toxicidade crônica é aquela oriunda de repetidas exposições de longa duração, a várias doses subletais.
III. Formulações comerciais com faixa vermelha, indicando produto extremamente tóxico, é de Classe I, ao passo que a Classe IV indica produto pouco tóxico.
IV. A avaliação da ecotoxicidade é de responsabilidade do IBAMA, enquanto a avaliação da toxicidade é de responsabilidade do MAPA.

Quais estão corretas?
Alternativas
Q3176646 Engenharia Agronômica (Agronomia)
A nutrição de plantas é um dos gargalos para a produtividade adequada, em diferentes níveis de manejo do solo e da lavoura. Referente à fertilidade do solo e dos cultivos, relacione a Coluna 1 à Coluna 2.

Coluna 1
1. Calcário dolomítico.
2. Gesso agrícola.
3. Calcário calcítico.
4. Remineralizadores.

Coluna 2
( ) Contém enxofre.
( ) Tem elevada solubilidade em água.
( ) Material que sofreu apenas redução e classificação de diâmetro das partículas por processos mecânicos e que, em relação a soma de bases (CaO, MgO e K2O), deve ser igual ou superior a 9%.
( ) Eleva o pH do solo, podendo contendo cálcio e magnésio na sua constituição.
( ) Eleva o pH do solo, apresenta menor solubilidade em água e contém apenas cálcio em sua constituição.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q3176645 Engenharia Agronômica (Agronomia)

Referente ao manejo e conservação dos solos agrícolas, analise as assertivas a seguir:


I. O sistema plantio direto tem por premissas a manutenção do solo com cobertura vegetal ao longo de todo o ano, o revolvimento do solo apenas uma vez ao ano e a realização de rotação/diversificação de culturas na escala espaço/temporal.

II. Uma das formas eficientes de se aumentar os teores de matéria orgânica dos solos é adicionando matéria orgânica em superfície, incorporando-a para reduzir as perdas.


III. Para a região de Tangará, com clima do tipo As, de acordo com Köppen, quanto menor o revolvimento do solo e maior o aporte de carbono, mais rapidamente será o aumento da CTC dos solos.


IV. Pelas condições de chuva de alta erodibilidade que ocorrem na região de Tangará da Serra, e com os solos extremamente erosivos, proteger o solo é fator chave para reduzir a erosividade deles.



Quais estão INCORRETAS?



Alternativas
Q3176644 Engenharia Agronômica (Agronomia)
Referente aos princípios que norteiam o manejo e conservação dos solos voltadas para a agricultura conservacionista, assinale V, se verdadeiros, ou F, se falsos.

( ) Diversificação e complexação de sistemas agrícolas produtivos como sistemas agropastoris, agroflorestais e agrossilvipastoris.
( ) Manejo integrado de pragas, patógenos e de plantas daninhas priorizando aplicações em conjuntos dos defensivos de forma “calendarizada”, a fim de reduzir a pressão de inóculo e o tráfego de máquinas.
( ) Redução da mobilização de solo com implementos de preparo primário.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q3176643 Engenharia Agronômica (Agronomia)
A demanda por madeira tem crescido muito nas últimas décadas. Referente à exploração silvícola, analise as assertivas abaixo:

I. A maior parte dos hortos para exploração silvícola do País com eucalipto e pinus é oriunda de propagação vegetativa por meio de sementes.
II. O uso de clones comerciais de espécies florestais tem aplicação restrita apenas à madeira destinada a celulose.
III. O uso de sementes à clones tem por vantagem o fato de menor variabilidade do produto, a qualidade da madeira.
IV. Em hortos florestais cultivados com pinus, além da exploração da madeira é possível a extração de resina.

Quais estão INCORRETAS?
Alternativas
Q3176642 Engenharia Agronômica (Agronomia)
Referente ao manejo e conservação dos solos voltados, analise as assertivas a seguir:

I. Para regiões com chuvas de alta erosividade e solos de significativa erodibilidade, a tomada de decisão relativa à necessidade de implantação de práticas conservacionistas complementares à cobertura do solo deveria levar em conta a aplicação de métricas de perda de solo ou da estimativa do comprimento crítico do declive.
II. Quanto maior a declividade do terreno e quanto maior o comprimento de rampa mais pertos devem ser instalados os terraços.
III. O uso de semeadura “morro acima, morro abaixo” é uma estratégia conservacionista de manejo do solo, uma vez que reduz o tráfego de máquinas na lavoura, reduzindo a compactação dos solos.
IV. O uso da técnica de mulching horizontal foi e ainda é uma importante ferramenta aplicada na agricultura conservacionista, reduzindo significativamente as perdas de solo e água em nível de lavoura, independentemente do seu tamanho.

Quais estão corretas?
Alternativas
Q3176641 Engenharia Agronômica (Agronomia)
 Referente aos mecanismos de ação dos herbicidas, relacione a Coluna 1 à Coluna 2.

Coluna 1
1. Inibidores de ACCase.
2. Inibidores de ALS.
3. Inibidores de EPSPS.
4. Auxinas sintéticas.

Coluna 2

( ) São produtos utilizados para o controle de gramíneas em pós-emergência seletivamente para dicotiledôneas em geral. Tem como alguns representantes o Haloxyfop e o Fluazifop.
( ) Tem como principal representante os ingredientes ativos 2,4-D amina, o Dicamba entre outros.
( ) São muito solúveis em água e possuem baixa volatilidade, sendo produtos de ação total, de amplo espectro que controla plantas mono e dicotiledôneas anuais e perenes.
( ) Tem sua ação sobre os meristemas apicais, interferindo na formação de novas células por meio da interferência sobre derivados de Malonil-CoA e lipídios nessas novas células, impedindo a formação de membrana celular.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q3176640 Engenharia Agronômica (Agronomia)
Analise as assertivas a seguir referente aos benefícios dos ecossistemas florestais:

I. Manutenção da biodiversidade e ciclagem de nutrientes.
II. Proteção de bacias hidrográficas e redução da poluição do ar.
III. Recuperação de áreas degradadas por outros usos agropecuários e fixação de carbono.
IV. Regulação climática.

Quais estão corretas?
Alternativas
Q3176639 Engenharia Agronômica (Agronomia)
A aplicação de defensivos agrícolas requer atenção a toda a cadeia produtiva. Referente à proteção ao meio ambiente, analise as assertivas a seguir:

I. Toda a propriedade deve dispor de um local próprio para abastecimento e limpeza dos equipamentos de pulverização para que os resíduos dos agrotóxicos não venham a poluir as fontes e mananciais de água.
II. Manter distância mínima de 250 metros das fontes e mananciais de captação de água para as populações, núcleos populacionais. Escolas, habitações e locais de recreação, quando utilizar equipamentos atomizadores ou canhões.
III. As águas residuárias com agrotóxicos resultantes da lavagem dos equipamentos e embalagens utilizadas deverão ter a destinação final própria para não serem levadas às fontes ou cursos de água em geral.
IV. Adotar medidas de manejo de solo e controle de erosão para evitar que as partículas de solo com agrotóxicos sejam arrastadas para as fontes e mananciais de água.

Quais estão corretas?
Alternativas
Q3176638 Engenharia Agronômica (Agronomia)
Referente aos fertilizantes e corretivos de solo, relacione a Coluna 1 à Coluna 2.

Coluna 1
1. Fosfatos solúveis e parcialmente acidulados.
2. Fosfatos naturais e termofosfatos.
3. Macronutrientes secundários.
4. Macronutrientes primários. 

Coluna 2
( ) São obtidos pela reação de rocha fosfática com ácidos sulfúricos e fosfóricos, ou pela amoniação do ácido fosfórico e fosfato diamônico.
( ) Tem como representantes o MAP, o DAP e o SFT.
( ) Obtido por meio de tratamentos físicos, como moagem, separação mecânica e flotação.
( ) Tem como representantes o cálcio, o magnésio e o enxofre.

( ) Tem como representantes o nitrogênio, o fósforo e o potássio.

A ordem correta e preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q3176637 Engenharia Agronômica (Agronomia)
Referente ao entendimento das bases para o manejo conservacionista do solo agrícola, analise as assertivas a seguir:

I. Quanto maior o conteúdo de água no solo antes de uma precipitação, menor será a taxa de infiltração de água dele.
II. Quanto maior o teor de argila de um solo, menor é velocidade de infiltração de água.
III. Para um solo com valor de condutividade hidráulica saturada de 10 mm/h, qualquer volume de chuva, maior ou menor que esse valor, haverá escoamento superficial.
IV. Quanto mais arenoso for um solo, maior é a sua porosidade total, e menor será o valor da condutividade hidráulica saturada, uma vez que tem mais poros para serem enchidos com água.

Quais estão corretas?
Alternativas
Q3176636 Engenharia Agronômica (Agronomia)
Referente à mobilidade dos herbicidas nas plantas, analise as assertivas a seguir e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.

( ) Herbicidas de contato possuem pouca mobilidade, proporcionando apenas efeito em poucas células do parênquima.
( ) O transporte pelo apoplasto e apossimplasto são caminhos utilizados especialmente pelos herbicidas de ação sistêmica.
( ) Herbicidas sistêmicos aplicados ao solo tem sua ação na planta por meio da pressão de turgor da raiz ou do fluxo de transpiração.
( ) Fatores que afetam a transpiração da planta também afetam o desempenho de herbicidas aplicados ao solo.
( ) Baixa umidade relativa do ar e da temperatura, e luminosidade elevada têm potencial de causar o fechamento estomático, diminuindo a translocação de herbicidas.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: 
Alternativas
Respostas
1641: A
1642: A
1643: C
1644: D
1645: B
1646: B
1647: D
1648: C
1649: D
1650: A
1651: D
1652: B
1653: C
1654: A
1655: A
1656: D
1657: D
1658: B
1659: A
1660: B