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Q3824177 Português
Chegou a hora de pensar no pós-redes sociais

Diogo Salles


    A recente decisão do STF, que determinou que as plataformas devem ser responsáveis pelos conteúdos dos usuários, desfigurou o Marco Civil da Internet e colocou a opinião pública em alerta máximo. Muitos têm mostrado a insegurança jurídica do novo modelo, que se baseia em critérios subjetivos e abre alas para a censura.

    Produtores de conteúdo já começaram a sentir os efeitos dessa medida. Agora, as big techs serão ainda mais restritivas em relação a permissões para postagens e não terão nenhum pudor em remover preventivamente conteúdos ou até perfis de forma unilateral.

    Sei que o momento é delicado para bancar o advogado do diabo, mas é preciso lançar esta incômoda pergunta: até que ponto não estamos trocando uma arbitrariedade por outra?

    Em algum momento, todo mundo já viveu a experiência de se submeter aos interesses do Facebook/Meta, mesmo sem perceber. Cerca de dez anos atrás, comecei a colaborar com um site que prometia escalar o número de acessos e interações para poder remunerar os colaboradores através de anúncios. Levou quase dois anos para estruturar o modelo de negócio, mas funcionou. A empresa passou a remunerar de acordo com o desempenho de cada colaborador – e o Facebook era uma ferramenta essencial nessa estratégia.

    Tudo ia bem, até que o Facebook resolveu alterar seu algoritmo e, de um dia para o outro, os acessos, comentários e compartilhamentos, que giravam em torno das dezenas de milhares, caíram para cerca de uma dúzia. O modelo todo ruiu de imediato. Foi aí que entendi: eu, meus colegas e a própria empresa trabalhávamos todos para o Mark Zuckerberg.

    Dessa experiência, tirei duas lições valiosas. A primeira é a de que, para ter “relevância” e conquistar seguidores nas redes sociais, devemos nos submeter ao tacão do algoritmo, muitas vezes navegando numa direção determinada por gente que nem sabemos quem é e, não raro, abrindo mão de nossos objetivos e até valores.

    E a segunda é que os oligarcas digitais nunca se importaram com a pluralidade de ideias, com a nossa saúde mental ou até mesmo com a democracia. Eles só querem continuar lucrando em cima da guerra de todos contra todos. E quando confrontados com essa verdade inconveniente, se escondem atrás do cobertor da liberdade de expressão.

    Passamos as últimas duas décadas acreditando que as redes sociais supostamente nos dão liberdade absoluta para sermos seres digitais plenos. Mas será mesmo? Zygmunt Bauman dizia que, na era da informação, a invisibilidade é equivalente à morte.

    As métricas que regem as redes sociais levaram isso a cabo, quando estabeleceram que seu objetivo era manter os usuários pelo maior tempo possível na plataforma – e todos os estudos já comprovaram que a forma mais eficaz de atingir esse objetivo é impulsionando conteúdos escandalosos, sensacionalistas e violentos. Só que o lucro das big techs gera um custo social: ao manter os níveis de engajamento e indignação sempre altos, a sociedade padece, com pessoas viciadas, raivosas e depressivas.

    Para quem ousava postar algo que ferisse essa lógica do engajamento, a penalização não era muito sutil: esses conteúdos eram imediatamente rebaixados para, logo em seguida, caírem no esquecimento. Quase como se não tivessem existido. Ou seja, se você ousasse postar algo mais informativo, profundo e reflexivo, você simplesmente “flopava”, como se diz na gíria das redes. E de flopada em flopada, você vai desaparecendo no feed das pessoas, até que a sua morte virtual se torne um ato voluntário.

    É por esse caminho que o historiador Fara Dabhoiwala articula sua argumentação. O autor, que está lançando o livro What is Free Speech? (“O que é Liberdade de Expressão?”, em tradução livre), tem acompanhado de perto todos os acontecimentos aqui no Brasil e condenou a punição dada ao comediante Leo Lins, mas questionou o fato de as plataformas que impulsionaram suas piadas seguirem impunes.

    E por que as piadas de Leo Lins foram amplificadas? Justamente porque eram preconceituosas e escandalizaram a opinião pública, ou seja, tudo o que o algoritmo mais quer, para segurar as pessoas nas telas, se indignando, comentando, xingando e compartilhando.

    É espantoso como, após todo esse tempo de debate sobre a regulação das redes sociais, ainda não conseguimos entender que o problema nunca foi as plataformas e nem os conteúdos postados pelos usuários: é o algoritmo. Sempre foi o algoritmo. Todo o debate deveria ter sido pautado em torno dele, questionando esse poder de amplificação/moderação dos conteúdos e obrigando as big techs a serem transparentes em relação aos critérios que usam.

    Remover conteúdos com fake news e perfis apócrifos é atacar a consequência, e não a causa. Por isso que, tantos anos depois, ainda estamos aqui, paralisados, debatendo a PL das Fake News e outras excrescências.

    Independente disso, a forma como os algoritmos operam já constitui a prova de que as big techs são, sim, editores de mídia, pois escolhem quais conteúdos irão trabalhar em suas plataformas, da mesma forma que escolhem quais descartar. Assim sendo, elas devem explicações ao público sobre suas práticas tanto quanto jornais, TVs e outros veículos de mídia.

    Outro conceito que exige um debate sério: a liberdade de expressão que ― seja por ingenuidade, seja por má fé ― muitos ainda acreditam ser um fim em si mesma. A jornalista Lúcia Guimarães lembrou que, na esteira da primeira emenda da Constituição dos EUA, surgiu uma legião de “absolutistas da liberdade de expressão”, que acreditam que ofensas, difamações e ameaças não deveriam receber qualquer punição.

    Sei que tem muita gente apreensiva com esse novo cenário de incertezas, mas quero fazer um contraponto a todas essas previsões sinistras que estão ecoando: será saudável para todo mundo que o debate público saia das redes sociais. Se existe um caminho para enfraquecer a polarização e voltarmos a dialogar como seres humanos civilizados, esse caminho é longe dos algoritmos.

    E quanto aos produtos e serviços que têm seus modelos de negócio ancorados nas redes sociais, bem, estes passarão por um processo de adaptação e terão de descobrir novas formas de se conectar com seu público. Chegou a hora de pensar no pós-redes sociais. Não é o fim do mundo, mas o início de um novo. Quem se propuser a pensar em novas estratégias, já estará um passo à frente da concorrência.

    O maior desafio será desatar o nó mostrado pelo advogado e pesquisador Ronaldo Lemos: regular as redes sociais é diferente de regular toda a internet. Cada um exige um tipo de regulamentação diferente e isso precisa ser compreendido desde já. “O STF mirou nas big techs e acertou na internet inteira. Do Google ao Reclame Aqui, passando por fóruns e caixas de comentários dos jornais, todos estão abrangidos[...] O antigo regime era ‘na dúvida, pró-liberdade de expressão’. Agora é ‘na dúvida, pró-remoção’”, avisou.

    Claro, não sejamos ingênuos: agora, com a chegada da Inteligência Artificial, viveremos uma nova era de falsificações, golpes e até crimes. A quem quiser se autoalienar ainda mais no metaverso, só posso desejar sorte. Yuval Noah Harari tem emitido todos os alertas sobre estes perigos, mas parece certo que muita gente vai entregar voluntariamente sua capacidade de pensar para as máquinas e se sentirá plenamente satisfeito com conteúdos e interações fakes.

    Se esse é o futuro que nos aguarda, quem quiser manter um mínimo de sanidade mental, será forçado a selecionar melhor o que consome. Assim, abre-se a possibilidade para a construção de um caminho por fora da barbárie. Nessas últimas décadas, as redes sociais foram aperfeiçoando seus algoritmos de tal forma, que conquistaram o monopólio do mercado da atenção, criando uma cultura que não deixou qualquer espaço para a contracultura.

    Agora, com essa crise institucional e as big techs praticando censura à larga, abre-se o flanco para que pensemos numa nova contracultura, onde ainda existirão pessoas reais produzindo conteúdos reais e propagando ideias que não morrerão asfixiadas pelo algoritmo. Um lugar onde a IA terá seu papel apenas como ferramenta, não como cérebro. Aliás, cabe uma provocação: será que, no futuro, conteúdos 100% reais não serão considerados “premium”?

    Pode levar anos, até décadas, mas é preciso reconstruir o debate público dentro de um ecossistema novo, que funcione com regras claras e longe das manipulações algorítmicas. Utópico? Talvez, mas é imprescindível dizer: temos em mãos uma grande oportunidade de libertar o debate público do cativeiro das big techs e devolvê-lo à sociedade civil.


Fonte: https://www.digestivocultural.com/colunistas/coluna.asp?codigo=481 0&titulo=Chegou_a_hora_de_pensar_no_pos-redes_sociais
No período “Talvez, mas é imprescindível dizer: temos em mãos uma grande oportunidade de libertar o debate público do cativeiro das big techs e devolvê-lo à sociedade civil”, o uso da crase em destaque justifica-se
Alternativas
Q3824176 Português
Chegou a hora de pensar no pós-redes sociais

Diogo Salles


    A recente decisão do STF, que determinou que as plataformas devem ser responsáveis pelos conteúdos dos usuários, desfigurou o Marco Civil da Internet e colocou a opinião pública em alerta máximo. Muitos têm mostrado a insegurança jurídica do novo modelo, que se baseia em critérios subjetivos e abre alas para a censura.

    Produtores de conteúdo já começaram a sentir os efeitos dessa medida. Agora, as big techs serão ainda mais restritivas em relação a permissões para postagens e não terão nenhum pudor em remover preventivamente conteúdos ou até perfis de forma unilateral.

    Sei que o momento é delicado para bancar o advogado do diabo, mas é preciso lançar esta incômoda pergunta: até que ponto não estamos trocando uma arbitrariedade por outra?

    Em algum momento, todo mundo já viveu a experiência de se submeter aos interesses do Facebook/Meta, mesmo sem perceber. Cerca de dez anos atrás, comecei a colaborar com um site que prometia escalar o número de acessos e interações para poder remunerar os colaboradores através de anúncios. Levou quase dois anos para estruturar o modelo de negócio, mas funcionou. A empresa passou a remunerar de acordo com o desempenho de cada colaborador – e o Facebook era uma ferramenta essencial nessa estratégia.

    Tudo ia bem, até que o Facebook resolveu alterar seu algoritmo e, de um dia para o outro, os acessos, comentários e compartilhamentos, que giravam em torno das dezenas de milhares, caíram para cerca de uma dúzia. O modelo todo ruiu de imediato. Foi aí que entendi: eu, meus colegas e a própria empresa trabalhávamos todos para o Mark Zuckerberg.

    Dessa experiência, tirei duas lições valiosas. A primeira é a de que, para ter “relevância” e conquistar seguidores nas redes sociais, devemos nos submeter ao tacão do algoritmo, muitas vezes navegando numa direção determinada por gente que nem sabemos quem é e, não raro, abrindo mão de nossos objetivos e até valores.

    E a segunda é que os oligarcas digitais nunca se importaram com a pluralidade de ideias, com a nossa saúde mental ou até mesmo com a democracia. Eles só querem continuar lucrando em cima da guerra de todos contra todos. E quando confrontados com essa verdade inconveniente, se escondem atrás do cobertor da liberdade de expressão.

    Passamos as últimas duas décadas acreditando que as redes sociais supostamente nos dão liberdade absoluta para sermos seres digitais plenos. Mas será mesmo? Zygmunt Bauman dizia que, na era da informação, a invisibilidade é equivalente à morte.

    As métricas que regem as redes sociais levaram isso a cabo, quando estabeleceram que seu objetivo era manter os usuários pelo maior tempo possível na plataforma – e todos os estudos já comprovaram que a forma mais eficaz de atingir esse objetivo é impulsionando conteúdos escandalosos, sensacionalistas e violentos. Só que o lucro das big techs gera um custo social: ao manter os níveis de engajamento e indignação sempre altos, a sociedade padece, com pessoas viciadas, raivosas e depressivas.

    Para quem ousava postar algo que ferisse essa lógica do engajamento, a penalização não era muito sutil: esses conteúdos eram imediatamente rebaixados para, logo em seguida, caírem no esquecimento. Quase como se não tivessem existido. Ou seja, se você ousasse postar algo mais informativo, profundo e reflexivo, você simplesmente “flopava”, como se diz na gíria das redes. E de flopada em flopada, você vai desaparecendo no feed das pessoas, até que a sua morte virtual se torne um ato voluntário.

    É por esse caminho que o historiador Fara Dabhoiwala articula sua argumentação. O autor, que está lançando o livro What is Free Speech? (“O que é Liberdade de Expressão?”, em tradução livre), tem acompanhado de perto todos os acontecimentos aqui no Brasil e condenou a punição dada ao comediante Leo Lins, mas questionou o fato de as plataformas que impulsionaram suas piadas seguirem impunes.

    E por que as piadas de Leo Lins foram amplificadas? Justamente porque eram preconceituosas e escandalizaram a opinião pública, ou seja, tudo o que o algoritmo mais quer, para segurar as pessoas nas telas, se indignando, comentando, xingando e compartilhando.

    É espantoso como, após todo esse tempo de debate sobre a regulação das redes sociais, ainda não conseguimos entender que o problema nunca foi as plataformas e nem os conteúdos postados pelos usuários: é o algoritmo. Sempre foi o algoritmo. Todo o debate deveria ter sido pautado em torno dele, questionando esse poder de amplificação/moderação dos conteúdos e obrigando as big techs a serem transparentes em relação aos critérios que usam.

    Remover conteúdos com fake news e perfis apócrifos é atacar a consequência, e não a causa. Por isso que, tantos anos depois, ainda estamos aqui, paralisados, debatendo a PL das Fake News e outras excrescências.

    Independente disso, a forma como os algoritmos operam já constitui a prova de que as big techs são, sim, editores de mídia, pois escolhem quais conteúdos irão trabalhar em suas plataformas, da mesma forma que escolhem quais descartar. Assim sendo, elas devem explicações ao público sobre suas práticas tanto quanto jornais, TVs e outros veículos de mídia.

    Outro conceito que exige um debate sério: a liberdade de expressão que ― seja por ingenuidade, seja por má fé ― muitos ainda acreditam ser um fim em si mesma. A jornalista Lúcia Guimarães lembrou que, na esteira da primeira emenda da Constituição dos EUA, surgiu uma legião de “absolutistas da liberdade de expressão”, que acreditam que ofensas, difamações e ameaças não deveriam receber qualquer punição.

    Sei que tem muita gente apreensiva com esse novo cenário de incertezas, mas quero fazer um contraponto a todas essas previsões sinistras que estão ecoando: será saudável para todo mundo que o debate público saia das redes sociais. Se existe um caminho para enfraquecer a polarização e voltarmos a dialogar como seres humanos civilizados, esse caminho é longe dos algoritmos.

    E quanto aos produtos e serviços que têm seus modelos de negócio ancorados nas redes sociais, bem, estes passarão por um processo de adaptação e terão de descobrir novas formas de se conectar com seu público. Chegou a hora de pensar no pós-redes sociais. Não é o fim do mundo, mas o início de um novo. Quem se propuser a pensar em novas estratégias, já estará um passo à frente da concorrência.

    O maior desafio será desatar o nó mostrado pelo advogado e pesquisador Ronaldo Lemos: regular as redes sociais é diferente de regular toda a internet. Cada um exige um tipo de regulamentação diferente e isso precisa ser compreendido desde já. “O STF mirou nas big techs e acertou na internet inteira. Do Google ao Reclame Aqui, passando por fóruns e caixas de comentários dos jornais, todos estão abrangidos[...] O antigo regime era ‘na dúvida, pró-liberdade de expressão’. Agora é ‘na dúvida, pró-remoção’”, avisou.

    Claro, não sejamos ingênuos: agora, com a chegada da Inteligência Artificial, viveremos uma nova era de falsificações, golpes e até crimes. A quem quiser se autoalienar ainda mais no metaverso, só posso desejar sorte. Yuval Noah Harari tem emitido todos os alertas sobre estes perigos, mas parece certo que muita gente vai entregar voluntariamente sua capacidade de pensar para as máquinas e se sentirá plenamente satisfeito com conteúdos e interações fakes.

    Se esse é o futuro que nos aguarda, quem quiser manter um mínimo de sanidade mental, será forçado a selecionar melhor o que consome. Assim, abre-se a possibilidade para a construção de um caminho por fora da barbárie. Nessas últimas décadas, as redes sociais foram aperfeiçoando seus algoritmos de tal forma, que conquistaram o monopólio do mercado da atenção, criando uma cultura que não deixou qualquer espaço para a contracultura.

    Agora, com essa crise institucional e as big techs praticando censura à larga, abre-se o flanco para que pensemos numa nova contracultura, onde ainda existirão pessoas reais produzindo conteúdos reais e propagando ideias que não morrerão asfixiadas pelo algoritmo. Um lugar onde a IA terá seu papel apenas como ferramenta, não como cérebro. Aliás, cabe uma provocação: será que, no futuro, conteúdos 100% reais não serão considerados “premium”?

    Pode levar anos, até décadas, mas é preciso reconstruir o debate público dentro de um ecossistema novo, que funcione com regras claras e longe das manipulações algorítmicas. Utópico? Talvez, mas é imprescindível dizer: temos em mãos uma grande oportunidade de libertar o debate público do cativeiro das big techs e devolvê-lo à sociedade civil.


Fonte: https://www.digestivocultural.com/colunistas/coluna.asp?codigo=481 0&titulo=Chegou_a_hora_de_pensar_no_pos-redes_sociais
No excerto “[...] se você ousasse postar algo mais informativo, profundo e reflexivo, você simplesmente “flopava” [...]”, o termo em destaque, pertencente à variedade linguística das redes sociais, significa, nesse contexto: 
Alternativas
Q3824175 Português
Chegou a hora de pensar no pós-redes sociais

Diogo Salles


    A recente decisão do STF, que determinou que as plataformas devem ser responsáveis pelos conteúdos dos usuários, desfigurou o Marco Civil da Internet e colocou a opinião pública em alerta máximo. Muitos têm mostrado a insegurança jurídica do novo modelo, que se baseia em critérios subjetivos e abre alas para a censura.

    Produtores de conteúdo já começaram a sentir os efeitos dessa medida. Agora, as big techs serão ainda mais restritivas em relação a permissões para postagens e não terão nenhum pudor em remover preventivamente conteúdos ou até perfis de forma unilateral.

    Sei que o momento é delicado para bancar o advogado do diabo, mas é preciso lançar esta incômoda pergunta: até que ponto não estamos trocando uma arbitrariedade por outra?

    Em algum momento, todo mundo já viveu a experiência de se submeter aos interesses do Facebook/Meta, mesmo sem perceber. Cerca de dez anos atrás, comecei a colaborar com um site que prometia escalar o número de acessos e interações para poder remunerar os colaboradores através de anúncios. Levou quase dois anos para estruturar o modelo de negócio, mas funcionou. A empresa passou a remunerar de acordo com o desempenho de cada colaborador – e o Facebook era uma ferramenta essencial nessa estratégia.

    Tudo ia bem, até que o Facebook resolveu alterar seu algoritmo e, de um dia para o outro, os acessos, comentários e compartilhamentos, que giravam em torno das dezenas de milhares, caíram para cerca de uma dúzia. O modelo todo ruiu de imediato. Foi aí que entendi: eu, meus colegas e a própria empresa trabalhávamos todos para o Mark Zuckerberg.

    Dessa experiência, tirei duas lições valiosas. A primeira é a de que, para ter “relevância” e conquistar seguidores nas redes sociais, devemos nos submeter ao tacão do algoritmo, muitas vezes navegando numa direção determinada por gente que nem sabemos quem é e, não raro, abrindo mão de nossos objetivos e até valores.

    E a segunda é que os oligarcas digitais nunca se importaram com a pluralidade de ideias, com a nossa saúde mental ou até mesmo com a democracia. Eles só querem continuar lucrando em cima da guerra de todos contra todos. E quando confrontados com essa verdade inconveniente, se escondem atrás do cobertor da liberdade de expressão.

    Passamos as últimas duas décadas acreditando que as redes sociais supostamente nos dão liberdade absoluta para sermos seres digitais plenos. Mas será mesmo? Zygmunt Bauman dizia que, na era da informação, a invisibilidade é equivalente à morte.

    As métricas que regem as redes sociais levaram isso a cabo, quando estabeleceram que seu objetivo era manter os usuários pelo maior tempo possível na plataforma – e todos os estudos já comprovaram que a forma mais eficaz de atingir esse objetivo é impulsionando conteúdos escandalosos, sensacionalistas e violentos. Só que o lucro das big techs gera um custo social: ao manter os níveis de engajamento e indignação sempre altos, a sociedade padece, com pessoas viciadas, raivosas e depressivas.

    Para quem ousava postar algo que ferisse essa lógica do engajamento, a penalização não era muito sutil: esses conteúdos eram imediatamente rebaixados para, logo em seguida, caírem no esquecimento. Quase como se não tivessem existido. Ou seja, se você ousasse postar algo mais informativo, profundo e reflexivo, você simplesmente “flopava”, como se diz na gíria das redes. E de flopada em flopada, você vai desaparecendo no feed das pessoas, até que a sua morte virtual se torne um ato voluntário.

    É por esse caminho que o historiador Fara Dabhoiwala articula sua argumentação. O autor, que está lançando o livro What is Free Speech? (“O que é Liberdade de Expressão?”, em tradução livre), tem acompanhado de perto todos os acontecimentos aqui no Brasil e condenou a punição dada ao comediante Leo Lins, mas questionou o fato de as plataformas que impulsionaram suas piadas seguirem impunes.

    E por que as piadas de Leo Lins foram amplificadas? Justamente porque eram preconceituosas e escandalizaram a opinião pública, ou seja, tudo o que o algoritmo mais quer, para segurar as pessoas nas telas, se indignando, comentando, xingando e compartilhando.

    É espantoso como, após todo esse tempo de debate sobre a regulação das redes sociais, ainda não conseguimos entender que o problema nunca foi as plataformas e nem os conteúdos postados pelos usuários: é o algoritmo. Sempre foi o algoritmo. Todo o debate deveria ter sido pautado em torno dele, questionando esse poder de amplificação/moderação dos conteúdos e obrigando as big techs a serem transparentes em relação aos critérios que usam.

    Remover conteúdos com fake news e perfis apócrifos é atacar a consequência, e não a causa. Por isso que, tantos anos depois, ainda estamos aqui, paralisados, debatendo a PL das Fake News e outras excrescências.

    Independente disso, a forma como os algoritmos operam já constitui a prova de que as big techs são, sim, editores de mídia, pois escolhem quais conteúdos irão trabalhar em suas plataformas, da mesma forma que escolhem quais descartar. Assim sendo, elas devem explicações ao público sobre suas práticas tanto quanto jornais, TVs e outros veículos de mídia.

    Outro conceito que exige um debate sério: a liberdade de expressão que ― seja por ingenuidade, seja por má fé ― muitos ainda acreditam ser um fim em si mesma. A jornalista Lúcia Guimarães lembrou que, na esteira da primeira emenda da Constituição dos EUA, surgiu uma legião de “absolutistas da liberdade de expressão”, que acreditam que ofensas, difamações e ameaças não deveriam receber qualquer punição.

    Sei que tem muita gente apreensiva com esse novo cenário de incertezas, mas quero fazer um contraponto a todas essas previsões sinistras que estão ecoando: será saudável para todo mundo que o debate público saia das redes sociais. Se existe um caminho para enfraquecer a polarização e voltarmos a dialogar como seres humanos civilizados, esse caminho é longe dos algoritmos.

    E quanto aos produtos e serviços que têm seus modelos de negócio ancorados nas redes sociais, bem, estes passarão por um processo de adaptação e terão de descobrir novas formas de se conectar com seu público. Chegou a hora de pensar no pós-redes sociais. Não é o fim do mundo, mas o início de um novo. Quem se propuser a pensar em novas estratégias, já estará um passo à frente da concorrência.

    O maior desafio será desatar o nó mostrado pelo advogado e pesquisador Ronaldo Lemos: regular as redes sociais é diferente de regular toda a internet. Cada um exige um tipo de regulamentação diferente e isso precisa ser compreendido desde já. “O STF mirou nas big techs e acertou na internet inteira. Do Google ao Reclame Aqui, passando por fóruns e caixas de comentários dos jornais, todos estão abrangidos[...] O antigo regime era ‘na dúvida, pró-liberdade de expressão’. Agora é ‘na dúvida, pró-remoção’”, avisou.

    Claro, não sejamos ingênuos: agora, com a chegada da Inteligência Artificial, viveremos uma nova era de falsificações, golpes e até crimes. A quem quiser se autoalienar ainda mais no metaverso, só posso desejar sorte. Yuval Noah Harari tem emitido todos os alertas sobre estes perigos, mas parece certo que muita gente vai entregar voluntariamente sua capacidade de pensar para as máquinas e se sentirá plenamente satisfeito com conteúdos e interações fakes.

    Se esse é o futuro que nos aguarda, quem quiser manter um mínimo de sanidade mental, será forçado a selecionar melhor o que consome. Assim, abre-se a possibilidade para a construção de um caminho por fora da barbárie. Nessas últimas décadas, as redes sociais foram aperfeiçoando seus algoritmos de tal forma, que conquistaram o monopólio do mercado da atenção, criando uma cultura que não deixou qualquer espaço para a contracultura.

    Agora, com essa crise institucional e as big techs praticando censura à larga, abre-se o flanco para que pensemos numa nova contracultura, onde ainda existirão pessoas reais produzindo conteúdos reais e propagando ideias que não morrerão asfixiadas pelo algoritmo. Um lugar onde a IA terá seu papel apenas como ferramenta, não como cérebro. Aliás, cabe uma provocação: será que, no futuro, conteúdos 100% reais não serão considerados “premium”?

    Pode levar anos, até décadas, mas é preciso reconstruir o debate público dentro de um ecossistema novo, que funcione com regras claras e longe das manipulações algorítmicas. Utópico? Talvez, mas é imprescindível dizer: temos em mãos uma grande oportunidade de libertar o debate público do cativeiro das big techs e devolvê-lo à sociedade civil.


Fonte: https://www.digestivocultural.com/colunistas/coluna.asp?codigo=481 0&titulo=Chegou_a_hora_de_pensar_no_pos-redes_sociais
No texto intitulado “Chegou a hora de pensar no pós-redes sociais”, o autor Diogo Salles defende que:
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Chegou a hora de pensar no pós-redes sociais

Diogo Salles


    A recente decisão do STF, que determinou que as plataformas devem ser responsáveis pelos conteúdos dos usuários, desfigurou o Marco Civil da Internet e colocou a opinião pública em alerta máximo. Muitos têm mostrado a insegurança jurídica do novo modelo, que se baseia em critérios subjetivos e abre alas para a censura.

    Produtores de conteúdo já começaram a sentir os efeitos dessa medida. Agora, as big techs serão ainda mais restritivas em relação a permissões para postagens e não terão nenhum pudor em remover preventivamente conteúdos ou até perfis de forma unilateral.

    Sei que o momento é delicado para bancar o advogado do diabo, mas é preciso lançar esta incômoda pergunta: até que ponto não estamos trocando uma arbitrariedade por outra?

    Em algum momento, todo mundo já viveu a experiência de se submeter aos interesses do Facebook/Meta, mesmo sem perceber. Cerca de dez anos atrás, comecei a colaborar com um site que prometia escalar o número de acessos e interações para poder remunerar os colaboradores através de anúncios. Levou quase dois anos para estruturar o modelo de negócio, mas funcionou. A empresa passou a remunerar de acordo com o desempenho de cada colaborador – e o Facebook era uma ferramenta essencial nessa estratégia.

    Tudo ia bem, até que o Facebook resolveu alterar seu algoritmo e, de um dia para o outro, os acessos, comentários e compartilhamentos, que giravam em torno das dezenas de milhares, caíram para cerca de uma dúzia. O modelo todo ruiu de imediato. Foi aí que entendi: eu, meus colegas e a própria empresa trabalhávamos todos para o Mark Zuckerberg.

    Dessa experiência, tirei duas lições valiosas. A primeira é a de que, para ter “relevância” e conquistar seguidores nas redes sociais, devemos nos submeter ao tacão do algoritmo, muitas vezes navegando numa direção determinada por gente que nem sabemos quem é e, não raro, abrindo mão de nossos objetivos e até valores.

    E a segunda é que os oligarcas digitais nunca se importaram com a pluralidade de ideias, com a nossa saúde mental ou até mesmo com a democracia. Eles só querem continuar lucrando em cima da guerra de todos contra todos. E quando confrontados com essa verdade inconveniente, se escondem atrás do cobertor da liberdade de expressão.

    Passamos as últimas duas décadas acreditando que as redes sociais supostamente nos dão liberdade absoluta para sermos seres digitais plenos. Mas será mesmo? Zygmunt Bauman dizia que, na era da informação, a invisibilidade é equivalente à morte.

    As métricas que regem as redes sociais levaram isso a cabo, quando estabeleceram que seu objetivo era manter os usuários pelo maior tempo possível na plataforma – e todos os estudos já comprovaram que a forma mais eficaz de atingir esse objetivo é impulsionando conteúdos escandalosos, sensacionalistas e violentos. Só que o lucro das big techs gera um custo social: ao manter os níveis de engajamento e indignação sempre altos, a sociedade padece, com pessoas viciadas, raivosas e depressivas.

    Para quem ousava postar algo que ferisse essa lógica do engajamento, a penalização não era muito sutil: esses conteúdos eram imediatamente rebaixados para, logo em seguida, caírem no esquecimento. Quase como se não tivessem existido. Ou seja, se você ousasse postar algo mais informativo, profundo e reflexivo, você simplesmente “flopava”, como se diz na gíria das redes. E de flopada em flopada, você vai desaparecendo no feed das pessoas, até que a sua morte virtual se torne um ato voluntário.

    É por esse caminho que o historiador Fara Dabhoiwala articula sua argumentação. O autor, que está lançando o livro What is Free Speech? (“O que é Liberdade de Expressão?”, em tradução livre), tem acompanhado de perto todos os acontecimentos aqui no Brasil e condenou a punição dada ao comediante Leo Lins, mas questionou o fato de as plataformas que impulsionaram suas piadas seguirem impunes.

    E por que as piadas de Leo Lins foram amplificadas? Justamente porque eram preconceituosas e escandalizaram a opinião pública, ou seja, tudo o que o algoritmo mais quer, para segurar as pessoas nas telas, se indignando, comentando, xingando e compartilhando.

    É espantoso como, após todo esse tempo de debate sobre a regulação das redes sociais, ainda não conseguimos entender que o problema nunca foi as plataformas e nem os conteúdos postados pelos usuários: é o algoritmo. Sempre foi o algoritmo. Todo o debate deveria ter sido pautado em torno dele, questionando esse poder de amplificação/moderação dos conteúdos e obrigando as big techs a serem transparentes em relação aos critérios que usam.

    Remover conteúdos com fake news e perfis apócrifos é atacar a consequência, e não a causa. Por isso que, tantos anos depois, ainda estamos aqui, paralisados, debatendo a PL das Fake News e outras excrescências.

    Independente disso, a forma como os algoritmos operam já constitui a prova de que as big techs são, sim, editores de mídia, pois escolhem quais conteúdos irão trabalhar em suas plataformas, da mesma forma que escolhem quais descartar. Assim sendo, elas devem explicações ao público sobre suas práticas tanto quanto jornais, TVs e outros veículos de mídia.

    Outro conceito que exige um debate sério: a liberdade de expressão que ― seja por ingenuidade, seja por má fé ― muitos ainda acreditam ser um fim em si mesma. A jornalista Lúcia Guimarães lembrou que, na esteira da primeira emenda da Constituição dos EUA, surgiu uma legião de “absolutistas da liberdade de expressão”, que acreditam que ofensas, difamações e ameaças não deveriam receber qualquer punição.

    Sei que tem muita gente apreensiva com esse novo cenário de incertezas, mas quero fazer um contraponto a todas essas previsões sinistras que estão ecoando: será saudável para todo mundo que o debate público saia das redes sociais. Se existe um caminho para enfraquecer a polarização e voltarmos a dialogar como seres humanos civilizados, esse caminho é longe dos algoritmos.

    E quanto aos produtos e serviços que têm seus modelos de negócio ancorados nas redes sociais, bem, estes passarão por um processo de adaptação e terão de descobrir novas formas de se conectar com seu público. Chegou a hora de pensar no pós-redes sociais. Não é o fim do mundo, mas o início de um novo. Quem se propuser a pensar em novas estratégias, já estará um passo à frente da concorrência.

    O maior desafio será desatar o nó mostrado pelo advogado e pesquisador Ronaldo Lemos: regular as redes sociais é diferente de regular toda a internet. Cada um exige um tipo de regulamentação diferente e isso precisa ser compreendido desde já. “O STF mirou nas big techs e acertou na internet inteira. Do Google ao Reclame Aqui, passando por fóruns e caixas de comentários dos jornais, todos estão abrangidos[...] O antigo regime era ‘na dúvida, pró-liberdade de expressão’. Agora é ‘na dúvida, pró-remoção’”, avisou.

    Claro, não sejamos ingênuos: agora, com a chegada da Inteligência Artificial, viveremos uma nova era de falsificações, golpes e até crimes. A quem quiser se autoalienar ainda mais no metaverso, só posso desejar sorte. Yuval Noah Harari tem emitido todos os alertas sobre estes perigos, mas parece certo que muita gente vai entregar voluntariamente sua capacidade de pensar para as máquinas e se sentirá plenamente satisfeito com conteúdos e interações fakes.

    Se esse é o futuro que nos aguarda, quem quiser manter um mínimo de sanidade mental, será forçado a selecionar melhor o que consome. Assim, abre-se a possibilidade para a construção de um caminho por fora da barbárie. Nessas últimas décadas, as redes sociais foram aperfeiçoando seus algoritmos de tal forma, que conquistaram o monopólio do mercado da atenção, criando uma cultura que não deixou qualquer espaço para a contracultura.

    Agora, com essa crise institucional e as big techs praticando censura à larga, abre-se o flanco para que pensemos numa nova contracultura, onde ainda existirão pessoas reais produzindo conteúdos reais e propagando ideias que não morrerão asfixiadas pelo algoritmo. Um lugar onde a IA terá seu papel apenas como ferramenta, não como cérebro. Aliás, cabe uma provocação: será que, no futuro, conteúdos 100% reais não serão considerados “premium”?

    Pode levar anos, até décadas, mas é preciso reconstruir o debate público dentro de um ecossistema novo, que funcione com regras claras e longe das manipulações algorítmicas. Utópico? Talvez, mas é imprescindível dizer: temos em mãos uma grande oportunidade de libertar o debate público do cativeiro das big techs e devolvê-lo à sociedade civil.


Fonte: https://www.digestivocultural.com/colunistas/coluna.asp?codigo=481 0&titulo=Chegou_a_hora_de_pensar_no_pos-redes_sociais
Denomina-se gênero textual o texto que, por meio de uma linguagem e estrutura típica, possui uma intenção comunicativa em determinado contexto. Sabendo disso, após leitura e observação das características do texto, assinale a alternativa que se trata do gênero textual:
Alternativas
Q3822734 Pedagogia
O calendário escolar, conforme preceitua a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, deverá ser adequado às peculiaridades locais:
Alternativas
Q3822733 Legislação dos Municípios do Estado do Mato Grosso
De acordo com a Lei Complementar 220 de 2010, efetivada a permuta ou remoção, o profissional permanecerá na unidade para a qual foi lotado por um período mínimo de:
Alternativas
Q3822728 Português
Leia o texto a seguir:

Iate de luxo de R$ 5 milhões afunda segundos após lançamento na Turquia

Dolce Vento virou durante sua viagem inaugural em Zonguldak; ninguém se feriu

    Um iate de luxo virou e afundou poucos minutos após ser lançado ao mar durante sua viagem inaugural na costa de Zonguldak, no norte da Turquia, nesta terça-feira. O incidente, que deixou passageiros em pânico, foi registrado em vídeo e rapidamente se espalhou pelas redes sociais.

    O barco, chamado Dolce Vento, avaliado em £ 700 mil (cerca de R$ 5,1 milhões), começou a inclinar-se segundos após o lançamento. O navio, com comprimento entre 24 e 30 metros, foi construído no estaleiro Med Yilmaz e entregue ao proprietário em Istambul, de acordo com o jornal inglês The Sun.

    Apesar da gravidade da situação, todos a bordo — o proprietário, o capitão e dois tripulantes — conseguiram nadar até a costa sem ferimentos. Imagens captadas por celular mostram um dos ocupantes subindo nos destroços parcialmente submersos e pulando na água.

    Equipes da guarda costeira e do porto foram enviadas para controlar a área e iniciar os trabalhos de resgate e recuperação. Autoridades do estaleiro afirmaram que uma investigação será conduzida para determinar a causa do naufrágio.


Fonte: https://oglobo.globo.com/mundo/epoca/noticia/2025/09/03/iate-de-luxo-der-5-milhoes-afunda-segundos-apos-lancamento-na-turquia-veja-video.ghtml?li_ source=LI&li_medium=news-page-widget. Texto adaptado. Acesso em 03/09/2025
“Equipes da guarda costeira e do porto foram enviadas para controlar a área e iniciar os trabalhos de resgate e recuperação” (4º parágrafo). Nesse trecho, as palavras destacadas podem ser classificadas, respectivamente, como:
Alternativas
Q3822727 Português
Leia o texto a seguir:

Iate de luxo de R$ 5 milhões afunda segundos após lançamento na Turquia

Dolce Vento virou durante sua viagem inaugural em Zonguldak; ninguém se feriu

    Um iate de luxo virou e afundou poucos minutos após ser lançado ao mar durante sua viagem inaugural na costa de Zonguldak, no norte da Turquia, nesta terça-feira. O incidente, que deixou passageiros em pânico, foi registrado em vídeo e rapidamente se espalhou pelas redes sociais.

    O barco, chamado Dolce Vento, avaliado em £ 700 mil (cerca de R$ 5,1 milhões), começou a inclinar-se segundos após o lançamento. O navio, com comprimento entre 24 e 30 metros, foi construído no estaleiro Med Yilmaz e entregue ao proprietário em Istambul, de acordo com o jornal inglês The Sun.

    Apesar da gravidade da situação, todos a bordo — o proprietário, o capitão e dois tripulantes — conseguiram nadar até a costa sem ferimentos. Imagens captadas por celular mostram um dos ocupantes subindo nos destroços parcialmente submersos e pulando na água.

    Equipes da guarda costeira e do porto foram enviadas para controlar a área e iniciar os trabalhos de resgate e recuperação. Autoridades do estaleiro afirmaram que uma investigação será conduzida para determinar a causa do naufrágio.


Fonte: https://oglobo.globo.com/mundo/epoca/noticia/2025/09/03/iate-de-luxo-der-5-milhoes-afunda-segundos-apos-lancamento-na-turquia-veja-video.ghtml?li_ source=LI&li_medium=news-page-widget. Texto adaptado. Acesso em 03/09/2025
No texto, a função da linguagem predominante é a:
Alternativas
Q3822726 Português
Leia o texto a seguir:

Iate de luxo de R$ 5 milhões afunda segundos após lançamento na Turquia

Dolce Vento virou durante sua viagem inaugural em Zonguldak; ninguém se feriu

    Um iate de luxo virou e afundou poucos minutos após ser lançado ao mar durante sua viagem inaugural na costa de Zonguldak, no norte da Turquia, nesta terça-feira. O incidente, que deixou passageiros em pânico, foi registrado em vídeo e rapidamente se espalhou pelas redes sociais.

    O barco, chamado Dolce Vento, avaliado em £ 700 mil (cerca de R$ 5,1 milhões), começou a inclinar-se segundos após o lançamento. O navio, com comprimento entre 24 e 30 metros, foi construído no estaleiro Med Yilmaz e entregue ao proprietário em Istambul, de acordo com o jornal inglês The Sun.

    Apesar da gravidade da situação, todos a bordo — o proprietário, o capitão e dois tripulantes — conseguiram nadar até a costa sem ferimentos. Imagens captadas por celular mostram um dos ocupantes subindo nos destroços parcialmente submersos e pulando na água.

    Equipes da guarda costeira e do porto foram enviadas para controlar a área e iniciar os trabalhos de resgate e recuperação. Autoridades do estaleiro afirmaram que uma investigação será conduzida para determinar a causa do naufrágio.


Fonte: https://oglobo.globo.com/mundo/epoca/noticia/2025/09/03/iate-de-luxo-der-5-milhoes-afunda-segundos-apos-lancamento-na-turquia-veja-video.ghtml?li_ source=LI&li_medium=news-page-widget. Texto adaptado. Acesso em 03/09/2025
No título do texto, “Iate de luxo de R$ 5 milhões afunda segundos após lançamento na Turquia”, se o verbo em destaque estivesse conjugado no pretérito imperfeito do indicativo, teríamos:
Alternativas
Q3822725 Português
Leia o texto a seguir:

Iate de luxo de R$ 5 milhões afunda segundos após lançamento na Turquia

Dolce Vento virou durante sua viagem inaugural em Zonguldak; ninguém se feriu

    Um iate de luxo virou e afundou poucos minutos após ser lançado ao mar durante sua viagem inaugural na costa de Zonguldak, no norte da Turquia, nesta terça-feira. O incidente, que deixou passageiros em pânico, foi registrado em vídeo e rapidamente se espalhou pelas redes sociais.

    O barco, chamado Dolce Vento, avaliado em £ 700 mil (cerca de R$ 5,1 milhões), começou a inclinar-se segundos após o lançamento. O navio, com comprimento entre 24 e 30 metros, foi construído no estaleiro Med Yilmaz e entregue ao proprietário em Istambul, de acordo com o jornal inglês The Sun.

    Apesar da gravidade da situação, todos a bordo — o proprietário, o capitão e dois tripulantes — conseguiram nadar até a costa sem ferimentos. Imagens captadas por celular mostram um dos ocupantes subindo nos destroços parcialmente submersos e pulando na água.

    Equipes da guarda costeira e do porto foram enviadas para controlar a área e iniciar os trabalhos de resgate e recuperação. Autoridades do estaleiro afirmaram que uma investigação será conduzida para determinar a causa do naufrágio.


Fonte: https://oglobo.globo.com/mundo/epoca/noticia/2025/09/03/iate-de-luxo-der-5-milhoes-afunda-segundos-apos-lancamento-na-turquia-veja-video.ghtml?li_ source=LI&li_medium=news-page-widget. Texto adaptado. Acesso em 03/09/2025
Considerando o conteúdo e o estilo do texto sobre o naufrágio do iate Dolce Vento, conclui-se que a sua finalidade principal é:
Alternativas
Q3820456 Gestão de Pessoas
Um gestor municipal percebe oscilações intensas de humor ao lidar com prazos e pressões políticas e relata dificuldade em identificar os gatilhos de suas reações. À luz da compreensão moderna das emoções no trabalho, é correto afirmar que: 
Alternativas
Q3820455 Fonoaudiologia
A laringe possui ligamentos intrínsecos e extrínsecos, além de membranas e tecidos com a função básica de interligação. Em relação ao ligamento cricoaritenóideo posterior, leia as afirmações abaixo e assinale a alternativa correta
Alternativas
Q3820454 Fonoaudiologia
A classificação quanto ao tipo da perda auditiva relaciona-se com a localização das estruturas afetadas ao sistema auditivo, e esse dado referente ao topodiagnóstico da lesão auxilia o médico na investigação etiológica das diferentes patologias auditivas. A perda auditiva condutiva é caracterizada:
Alternativas
Q3820453 Fonoaudiologia
O paciente com disfunção temporomandibular (DTM) enfrenta limitações significativas na alimentação devido ao seu quadro clínico. O padrão mastigatório sugerido para um paciente com DTM é: 
Alternativas
Q3820452 Fonoaudiologia
A terapia de fotobiomodulação, realizada com equipamentos de laser ou LED, otimiza os resultados clínicos em terapias que têm como objetivo:
Alternativas
Q3820450 Fonoaudiologia
Trata-se de um quadro caracterizado por sintomas como agramatismo ou apraxia de fala. Indivíduos com essa condição também podem apresentar declínio da compreensão de palavras em sua fase tardia. A maioria dos casos tem atrofia progressiva na região frontal inferior esquerda, regiões operculares e insulares. O trecho refere-se ao quadro de afasia progressiva primária da variante:
Alternativas
Q3820449 Fonoaudiologia
No exame de videoendoscopia da deglutição é possível avaliar o fechamento do véu palatino e a contração das paredes laterais da faringe quando pedimos ao paciente:
Alternativas
Q3820446 Fonoaudiologia
A presença de aspiração é uma situação que pode ser observada em pacientes com disfagia. Quando a aspiração ocorre antes da deglutição sua etiologia pode ser atribuída: 
Alternativas
Q3820445 Saúde Pública
O planejamento no SUS é uma estratégia de gestão que orienta a definição de objetivos, metas e a alocação de recursos. Considerando os instrumentos de planejamento previstos na legislação do SUS, analise as afirmativas a seguir:

I. O Plano de Saúde é um instrumento central de planejamento, elaborado para período de quatro anos, que define intenções e resultados a serem buscados.
II. A Programação Anual de Saúde operacionaliza as intenções expressas no Plano de Saúde, definindo ações, metas, indicadores e recursos para cada ano.
III. O Relatório Anual de Gestão apresenta os resultados alcançados com a execução da Programação Anual de Saúde, servindo de base para avaliação da gestão.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3820444 Direito Sanitário
O Decreto nº 7.508/2011 regulamenta a Lei nº 8.080/1990 e dispõe sobre a organização do SUS, o planejamento da saúde, a assistência à saúde e a articulação interfederativa. Considerando as disposições desse decreto, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Respostas
1061: D
1062: A
1063: C
1064: A
1065: C
1066: B
1067: B
1068: A
1069: C
1070: D
1071: D
1072: A
1073: D
1074: A
1075: B
1076: B
1077: A
1078: B
1079: B
1080: E