Questões de Concurso
Comentadas para profissional da educação
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Para começar, ele nos olha na cara. Não é como a máquina de escrever, que a gente olha de cima, com superioridade. Com ele é olho no olho ou tela no olho. Ele nos desafia. Parece estar dizendo: vamos lá, seu desprezível pré-eletrônico, mostre o que você sabe fazer. A máquina de escrever faz tudo que você manda, mesmo que seja a tapa. Com o computador é diferente. Você faz tudo que ele manda. Ou precisa fazer tudo ao modo dele, senão ele não aceita. Simplesmente ignora você. Mas se apenas ignorasse ainda seria suportável. Ele responde. Repreende. Corrige. Uma tela vazia, muda, nenhuma reação aos nossos comandos digitais, tudo bem. Quer dizer, você se sente como aquele cara que cantou a secretária eletrônica. É um vexame privado. Mas quando você o manda fazer alguma coisa, mas manda errado, ele diz “Errado”. Não diz “Burro”, mas está implícito. É pior, muito pior. Às vezes, quando a gente erra, ele faz “bip”. Assim, para todo mundo ouvir. Comecei a usar o computador na redação do jornal e volta e meia errava. E lá vinha ele: “Bip!” “Olha aqui, pessoal: ele errou.” “O burro errou!”
(Luis Fernando Verissimo, com adaptações.)
No que se refere ao texto, assinale a alternativa que apresenta a alternativa correta.
I. O padeiro preferiu assar o pão _____ rosca.
II. Trouxe-lhe os doces ______ você gosta.
III. Este é um cargo _______ todos aspiram.
O Comitê de Ajudas Técnicas do Brasil define Tecnologia Assistiva como: “Tecnologia Assistiva é uma área do conhecimento, de característica interdisciplinar, que engloba produtos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que objetivam promover a funcionalidade, relacionada à atividade e participação de pessoas com deficiência, incapacidades, ou mobilidade reduzida, visando sua autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social” (ATA VII – Comitê de Ajudas Técnicas – CAT).
Simplificando, podemos definir Tecnologias Assistiva como:
A Organização Mundial da Saúde (OMS), em 30 de janeiro de 2020, reconheceu como emergência de saúde pública mundial, o surto da doença causada pelo novo coronavírus, sendo em março de 2020 classificado como pandemia. Com sua disseminação, foram necessárias medidas como o isolamento social, o aumento na higienização das mãos e superfícies, a utilização de máscaras, com o objetivo de minimizar sua dispersão, o que levou ao fechamento de escolas, espaços públicos e privados de lazer e práticas esportivas. (OPAS, 2020). Em todos os países onde a retomada das atividades nas escolas foi proposta, a taxa de transmissão do SARS-Cov19 tinha caído significativamente. Essa retomada de atividades é fundamental para a saúde física e mental das crianças e adolescentes, porém deve ser muito bem programada. A estrutura das escolas e a periodicidade das atividades devem ter planejamento. O espaçamento entre indivíduos deve ser aumentado, os hábitos de higiene pessoal, a limpeza de superfícies e objetos, feitos muito amiúde.
Com o retorno às aulas pós-pandemia, quais foram os itens básicos exigidos e mais utilizados pelas crianças e adolescentes para frequentar a escola?
A Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015), em seu Capítulo IV, sobre o direito à Educação, prevê no artigo 28, item XVII, oferta de profissionais de apoio escolar, responsabilizando o ensino público e privado para oferecer, treinar e acompanhar as funções deste profissional.
A regulamentação é fundamental até para que este profissional tenha uma formação mínima, para atuar junto aos estudantes e colaborar com a equipe escolar na acessibilidade geral dos estudantes com deficiência, ou com transtornos do espectro autista.
Sobre o papel fundamental deste profissional, qual das alternativas não está de acordo com a função?
Dados apontam que várias questões desafiam a escola de Ensino Regular na relação entre currículo e a escolarização de alunos com deficiência e com transtornos globais do desenvolvimento. Uma delas é o sentimento de não se saber o que ensinar aos alunos. Isso vem se configurando como uma preocupação recorrente nos discursos de muitos professores que, muitas vezes, não se sentem capazes de mediar a aprendizagem de estudantes que fogem ao padrão historicamente valorado pela escola.
As reflexões de Meirieu (2002, 2005), apontam várias contribuições para fundamentarmos os processos de inclusão escolar de estudantes com deficiência e com transtornos globais do desenvolvimento nas escolas regulares, pois, ao entender o currículo como uma produção cultural viva e sempre em constituição e, ainda, ao explicitar que o conhecimento tem estreita relação com a promoção do vínculo entre as pessoas e a sociedade, isso faz-nos pensar nos motivos políticos, ideológicos e teóricos, que subsidiam a luta pelo direito à educação para esses alunos nas escolas de Ensino Regular.
Para Meirieu, a escola cumpre a sua função social quando: