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Q2221768 Português
Texto 3

Recordação


      “Hoje a gente ia fazer vinte e cinco anos de casado”, ele disse, me olhando pelo retrovisor. Fiquei sem reação: tinha pegado o táxi na Nove de Julho, o trânsito estava ruim, levamos meia hora pra percorrer a Faria Lima e chegar à rua dos Pinheiros, tudo no mais asséptico silêncio. Aí, então, ele me encara pelo espelhinho e, como se fosse a continuação de uma longa conversa, solta essa: “Hoje a gente ia fazer vinte e cinco anos de casado”.

         Meu espanto não durou muito, pois ele logo emendou: “Nunca vou esquecer: 1° de junho de 1988. A gente se conheceu num barzinho lá em Santos e dali pra frente nunca ficou um dia sem se falar! Até que cinco anos atrás… Fazer o quê, né? Se Deus quis assim…”.

        Houve um breve silêncio, enquanto ultrapassávamos um caminhão de lixo, e consegui encaixar um “Sinto muito”. “Brigado. No começo foi complicado, agora tô me acostumando. Mas sabe que que é mais difícil? Não ter foto dela.” “Cê não tem nenhuma?” “Não, tenho foto, sim, eu até fiz um álbum, mas não tem foto dela fazendo as coisas dela, entendeu? Tipo: tem ela no casamento da nossa mais velha, toda arrumada. Mas ela não era daquele jeito, com penteado, com vestido. Sabe o jeito que eu mais lembro dela? De avental. Só que toda vez que tinha almoço lá em casa, festa e alguém aparecia com uma câmera na cozinha, ela tirava correndo o avental, ia arrumar o cabelo, até ficar de um jeito que não era ela. Tenho pensado muito nisso aí, das fotos, falo com os passageiros e tal e descobri que é assim, é do ser humano mesmo. A pessoa, olha só, a pessoa trabalha todo dia numa firma, vamos dizer, todo dia ela vai lá e nunca tira uma foto da portaria, do bebedor, do banheiro, desses lugares que ela fica o tempo inteiro. Aí, num fim de semana ela vai pra uma praia qualquer, leva a câmera, o celular e tchuf, tchuf, tchuf. Não faz sentido, pra que que a pessoa quer gravar as coisas que não são da vida dela e as coisas que são, não? Tá acompanhando? Não tenho uma foto da minha esposa no sofá, assistindo novela, mas tem uma dela no jet ski do meu cunhado, lá na represa de Guarapiranga. Entro aqui na Joaquim?” “Isso.” [...].


PRATA, Antônio. Recordação. In: Trinta e poucos. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 12-14.
A expressão “tchuf, tchuf, tchuf” refere-se ao emprego da
Alternativas
Q2221767 Português
Texto 3

Recordação


      “Hoje a gente ia fazer vinte e cinco anos de casado”, ele disse, me olhando pelo retrovisor. Fiquei sem reação: tinha pegado o táxi na Nove de Julho, o trânsito estava ruim, levamos meia hora pra percorrer a Faria Lima e chegar à rua dos Pinheiros, tudo no mais asséptico silêncio. Aí, então, ele me encara pelo espelhinho e, como se fosse a continuação de uma longa conversa, solta essa: “Hoje a gente ia fazer vinte e cinco anos de casado”.

         Meu espanto não durou muito, pois ele logo emendou: “Nunca vou esquecer: 1° de junho de 1988. A gente se conheceu num barzinho lá em Santos e dali pra frente nunca ficou um dia sem se falar! Até que cinco anos atrás… Fazer o quê, né? Se Deus quis assim…”.

        Houve um breve silêncio, enquanto ultrapassávamos um caminhão de lixo, e consegui encaixar um “Sinto muito”. “Brigado. No começo foi complicado, agora tô me acostumando. Mas sabe que que é mais difícil? Não ter foto dela.” “Cê não tem nenhuma?” “Não, tenho foto, sim, eu até fiz um álbum, mas não tem foto dela fazendo as coisas dela, entendeu? Tipo: tem ela no casamento da nossa mais velha, toda arrumada. Mas ela não era daquele jeito, com penteado, com vestido. Sabe o jeito que eu mais lembro dela? De avental. Só que toda vez que tinha almoço lá em casa, festa e alguém aparecia com uma câmera na cozinha, ela tirava correndo o avental, ia arrumar o cabelo, até ficar de um jeito que não era ela. Tenho pensado muito nisso aí, das fotos, falo com os passageiros e tal e descobri que é assim, é do ser humano mesmo. A pessoa, olha só, a pessoa trabalha todo dia numa firma, vamos dizer, todo dia ela vai lá e nunca tira uma foto da portaria, do bebedor, do banheiro, desses lugares que ela fica o tempo inteiro. Aí, num fim de semana ela vai pra uma praia qualquer, leva a câmera, o celular e tchuf, tchuf, tchuf. Não faz sentido, pra que que a pessoa quer gravar as coisas que não são da vida dela e as coisas que são, não? Tá acompanhando? Não tenho uma foto da minha esposa no sofá, assistindo novela, mas tem uma dela no jet ski do meu cunhado, lá na represa de Guarapiranga. Entro aqui na Joaquim?” “Isso.” [...].


PRATA, Antônio. Recordação. In: Trinta e poucos. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 12-14.
A linguagem utilizada nessa crônica é do tipo  
Alternativas
Q2221766 Português
Texto 3

Recordação


      “Hoje a gente ia fazer vinte e cinco anos de casado”, ele disse, me olhando pelo retrovisor. Fiquei sem reação: tinha pegado o táxi na Nove de Julho, o trânsito estava ruim, levamos meia hora pra percorrer a Faria Lima e chegar à rua dos Pinheiros, tudo no mais asséptico silêncio. Aí, então, ele me encara pelo espelhinho e, como se fosse a continuação de uma longa conversa, solta essa: “Hoje a gente ia fazer vinte e cinco anos de casado”.

         Meu espanto não durou muito, pois ele logo emendou: “Nunca vou esquecer: 1° de junho de 1988. A gente se conheceu num barzinho lá em Santos e dali pra frente nunca ficou um dia sem se falar! Até que cinco anos atrás… Fazer o quê, né? Se Deus quis assim…”.

        Houve um breve silêncio, enquanto ultrapassávamos um caminhão de lixo, e consegui encaixar um “Sinto muito”. “Brigado. No começo foi complicado, agora tô me acostumando. Mas sabe que que é mais difícil? Não ter foto dela.” “Cê não tem nenhuma?” “Não, tenho foto, sim, eu até fiz um álbum, mas não tem foto dela fazendo as coisas dela, entendeu? Tipo: tem ela no casamento da nossa mais velha, toda arrumada. Mas ela não era daquele jeito, com penteado, com vestido. Sabe o jeito que eu mais lembro dela? De avental. Só que toda vez que tinha almoço lá em casa, festa e alguém aparecia com uma câmera na cozinha, ela tirava correndo o avental, ia arrumar o cabelo, até ficar de um jeito que não era ela. Tenho pensado muito nisso aí, das fotos, falo com os passageiros e tal e descobri que é assim, é do ser humano mesmo. A pessoa, olha só, a pessoa trabalha todo dia numa firma, vamos dizer, todo dia ela vai lá e nunca tira uma foto da portaria, do bebedor, do banheiro, desses lugares que ela fica o tempo inteiro. Aí, num fim de semana ela vai pra uma praia qualquer, leva a câmera, o celular e tchuf, tchuf, tchuf. Não faz sentido, pra que que a pessoa quer gravar as coisas que não são da vida dela e as coisas que são, não? Tá acompanhando? Não tenho uma foto da minha esposa no sofá, assistindo novela, mas tem uma dela no jet ski do meu cunhado, lá na represa de Guarapiranga. Entro aqui na Joaquim?” “Isso.” [...].


PRATA, Antônio. Recordação. In: Trinta e poucos. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 12-14.
O Texto 3 se caracteriza como uma crônica  
Alternativas
Q2221765 Português

Texto 2


Os desafios para reinserir um milhão de crianças e adolescentes nas escolas

Ana Luiza Basilio


        As escolas brasileiras começam o ano letivo de 2023 com uma ausência injustificável: ao menos um milhão de crianças e adolescentes não estão presentes nas aulas por terem deixado de fazer parte dos sistemas de ensino. Dados do Censo Escolar da Educação Básica 2022 apontam que 1,04 milhão de estudantes dos 4 aos 17 anos estavam fora da escola.

       Os maiores níveis de exclusão escolar se concentram entre crianças de 4 anos: 399.290. Entre as faixas de 5 e 6, o total chega a 151.985. Também são expressivas as taxas de evasão entre os adolescentes de 17 anos: 241.641 deixaram a escola antes de completar o Ensino Fundamental ou o Ensino Médio. Dos 14 aos 16 anos, a soma dos que deixaram a escola nas mesmas condições é de 250.497. [...].

      Além de uma questão de oferta, no entanto, a exclusão escolar é determinada por outros marcadores sociais que atravessam as famílias brasileiras, sobretudo as mais vulneráveis, e impedem que crianças e adolescentes finalizem a jornada no sistema de ensino.

    Um dos principais obstáculos é a pobreza. Dados da pesquisa do Unicef – “As Múltiplas Dimensões da Pobreza na Infância e na Adolescência no Brasil” – divulgados em fevereiro mostram que, em 2019, ao menos 32 milhões de meninos e meninas (63% do total) viviam a pobreza em suas múltiplas dimensões, a englobar renda, educação, trabalho infantil, moradia, água, saneamento e informação. [...].

       “Não há como assegurar o direito à educação sem garantirmos o direito ao transporte, à saúde, à moradia e à renda. Uma coisa não funciona sem a outra”, observa a doutora em Ciências Sociais Julia Ventura, gestora estratégica da ONG Cidade Escola Aprendiz. “Você não consegue garantir que uma criança permaneça na escola se a mãe não tiver dinheiro para pegar um ônibus e levála ou se essa família enfrenta outras necessidades básicas, como falta de alimentos” [...].



Disponível em:<https://www.cartacapital.com.br/educacao/os-desafiospara-reinserir-um-milhao-de-criancas-e-adolescentes-nas-escolas/> . Acesso em: 18 abr. 2023. [Adaptado].
Os índices de exclusão escolar no Brasil evidenciam  
Alternativas
Q2221764 Português

Texto 2


Os desafios para reinserir um milhão de crianças e adolescentes nas escolas

Ana Luiza Basilio


        As escolas brasileiras começam o ano letivo de 2023 com uma ausência injustificável: ao menos um milhão de crianças e adolescentes não estão presentes nas aulas por terem deixado de fazer parte dos sistemas de ensino. Dados do Censo Escolar da Educação Básica 2022 apontam que 1,04 milhão de estudantes dos 4 aos 17 anos estavam fora da escola.

       Os maiores níveis de exclusão escolar se concentram entre crianças de 4 anos: 399.290. Entre as faixas de 5 e 6, o total chega a 151.985. Também são expressivas as taxas de evasão entre os adolescentes de 17 anos: 241.641 deixaram a escola antes de completar o Ensino Fundamental ou o Ensino Médio. Dos 14 aos 16 anos, a soma dos que deixaram a escola nas mesmas condições é de 250.497. [...].

      Além de uma questão de oferta, no entanto, a exclusão escolar é determinada por outros marcadores sociais que atravessam as famílias brasileiras, sobretudo as mais vulneráveis, e impedem que crianças e adolescentes finalizem a jornada no sistema de ensino.

    Um dos principais obstáculos é a pobreza. Dados da pesquisa do Unicef – “As Múltiplas Dimensões da Pobreza na Infância e na Adolescência no Brasil” – divulgados em fevereiro mostram que, em 2019, ao menos 32 milhões de meninos e meninas (63% do total) viviam a pobreza em suas múltiplas dimensões, a englobar renda, educação, trabalho infantil, moradia, água, saneamento e informação. [...].

       “Não há como assegurar o direito à educação sem garantirmos o direito ao transporte, à saúde, à moradia e à renda. Uma coisa não funciona sem a outra”, observa a doutora em Ciências Sociais Julia Ventura, gestora estratégica da ONG Cidade Escola Aprendiz. “Você não consegue garantir que uma criança permaneça na escola se a mãe não tiver dinheiro para pegar um ônibus e levála ou se essa família enfrenta outras necessidades básicas, como falta de alimentos” [...].



Disponível em:<https://www.cartacapital.com.br/educacao/os-desafiospara-reinserir-um-milhao-de-criancas-e-adolescentes-nas-escolas/> . Acesso em: 18 abr. 2023. [Adaptado].
A autora utiliza como estratégia de organização discursiva o predomínio do tipo textual
Alternativas
Q2221763 Português

Texto 2


Os desafios para reinserir um milhão de crianças e adolescentes nas escolas

Ana Luiza Basilio


        As escolas brasileiras começam o ano letivo de 2023 com uma ausência injustificável: ao menos um milhão de crianças e adolescentes não estão presentes nas aulas por terem deixado de fazer parte dos sistemas de ensino. Dados do Censo Escolar da Educação Básica 2022 apontam que 1,04 milhão de estudantes dos 4 aos 17 anos estavam fora da escola.

       Os maiores níveis de exclusão escolar se concentram entre crianças de 4 anos: 399.290. Entre as faixas de 5 e 6, o total chega a 151.985. Também são expressivas as taxas de evasão entre os adolescentes de 17 anos: 241.641 deixaram a escola antes de completar o Ensino Fundamental ou o Ensino Médio. Dos 14 aos 16 anos, a soma dos que deixaram a escola nas mesmas condições é de 250.497. [...].

      Além de uma questão de oferta, no entanto, a exclusão escolar é determinada por outros marcadores sociais que atravessam as famílias brasileiras, sobretudo as mais vulneráveis, e impedem que crianças e adolescentes finalizem a jornada no sistema de ensino.

    Um dos principais obstáculos é a pobreza. Dados da pesquisa do Unicef – “As Múltiplas Dimensões da Pobreza na Infância e na Adolescência no Brasil” – divulgados em fevereiro mostram que, em 2019, ao menos 32 milhões de meninos e meninas (63% do total) viviam a pobreza em suas múltiplas dimensões, a englobar renda, educação, trabalho infantil, moradia, água, saneamento e informação. [...].

       “Não há como assegurar o direito à educação sem garantirmos o direito ao transporte, à saúde, à moradia e à renda. Uma coisa não funciona sem a outra”, observa a doutora em Ciências Sociais Julia Ventura, gestora estratégica da ONG Cidade Escola Aprendiz. “Você não consegue garantir que uma criança permaneça na escola se a mãe não tiver dinheiro para pegar um ônibus e levála ou se essa família enfrenta outras necessidades básicas, como falta de alimentos” [...].



Disponível em:<https://www.cartacapital.com.br/educacao/os-desafiospara-reinserir-um-milhao-de-criancas-e-adolescentes-nas-escolas/> . Acesso em: 18 abr. 2023. [Adaptado].
Especialistas consultados pela reportagem afirmam que para reverter a exclusão dos estudantes é necessário
Alternativas
Q2221762 Português

Texto 1


Biodiversidade em crise


       Houve um declínio médio de 69% entre 1970 e 2018 nas populações de animais selvagens monitorados pela WWF em todo o mundo. População é um grupo de animais que pertencem à mesma espécie, vivendo no mesmo local em um determinado momento. Portanto, a alteração na taxa de abundância de 31.821 populações, representando 5.230 espécies, teve um declínio de 69% em cinco décadas. [...].

      Entre os animais analisados no relatório da WWF, 10% das populações e um quinto das espécies são brasileiras. A América Latina e o Caribe registraram a maior diminuição de tamanho das populações de animais monitorados entre 1970 e 2018, totalizando 94%. Já a América do Norte, 20%. [...].

       Os peixes e as aves representam mais da metade dos animais sob risco de extinção no Brasil, segundo levantamento do ICMBio com dados do Ministério do Meio Ambiente, dos 1.249 animais na lista, são 257 espécies de aves, 59 de anfíbios, 71 de répteis, 102 de mamíferos, 97 de peixes marinhos, 291 de peixes continentais, 97 de invertebrados aquáticos e 275 de invertebrados terrestres. [...].

        Os anfíbios foram os que mais perderam vegetação nativa na Amazônia e no Cerrado até 2019, seguido por lagartos e serpentes, mamíferos e aves. Cerca de 43% do habitat original dos anfíbios foi perdido e convertido em outros usos do solo, principalmente pela produção de soja ou criação de bois. [...]. 


GORZIZA, Amanda; BUONO, Renata. Biodiversidade em crise. Piauí: 20 fev. 2013. [Adaptado].
Considerando a estrutura argumentativa e a linguagem empregada, o texto é projetado para a 
Alternativas
Q2221761 Português

Texto 1


Biodiversidade em crise


       Houve um declínio médio de 69% entre 1970 e 2018 nas populações de animais selvagens monitorados pela WWF em todo o mundo. População é um grupo de animais que pertencem à mesma espécie, vivendo no mesmo local em um determinado momento. Portanto, a alteração na taxa de abundância de 31.821 populações, representando 5.230 espécies, teve um declínio de 69% em cinco décadas. [...].

      Entre os animais analisados no relatório da WWF, 10% das populações e um quinto das espécies são brasileiras. A América Latina e o Caribe registraram a maior diminuição de tamanho das populações de animais monitorados entre 1970 e 2018, totalizando 94%. Já a América do Norte, 20%. [...].

       Os peixes e as aves representam mais da metade dos animais sob risco de extinção no Brasil, segundo levantamento do ICMBio com dados do Ministério do Meio Ambiente, dos 1.249 animais na lista, são 257 espécies de aves, 59 de anfíbios, 71 de répteis, 102 de mamíferos, 97 de peixes marinhos, 291 de peixes continentais, 97 de invertebrados aquáticos e 275 de invertebrados terrestres. [...].

        Os anfíbios foram os que mais perderam vegetação nativa na Amazônia e no Cerrado até 2019, seguido por lagartos e serpentes, mamíferos e aves. Cerca de 43% do habitat original dos anfíbios foi perdido e convertido em outros usos do solo, principalmente pela produção de soja ou criação de bois. [...]. 


GORZIZA, Amanda; BUONO, Renata. Biodiversidade em crise. Piauí: 20 fev. 2013. [Adaptado].
A redução dos habitats naturais é causada
Alternativas
Q2221760 Português

Texto 1


Biodiversidade em crise


       Houve um declínio médio de 69% entre 1970 e 2018 nas populações de animais selvagens monitorados pela WWF em todo o mundo. População é um grupo de animais que pertencem à mesma espécie, vivendo no mesmo local em um determinado momento. Portanto, a alteração na taxa de abundância de 31.821 populações, representando 5.230 espécies, teve um declínio de 69% em cinco décadas. [...].

      Entre os animais analisados no relatório da WWF, 10% das populações e um quinto das espécies são brasileiras. A América Latina e o Caribe registraram a maior diminuição de tamanho das populações de animais monitorados entre 1970 e 2018, totalizando 94%. Já a América do Norte, 20%. [...].

       Os peixes e as aves representam mais da metade dos animais sob risco de extinção no Brasil, segundo levantamento do ICMBio com dados do Ministério do Meio Ambiente, dos 1.249 animais na lista, são 257 espécies de aves, 59 de anfíbios, 71 de répteis, 102 de mamíferos, 97 de peixes marinhos, 291 de peixes continentais, 97 de invertebrados aquáticos e 275 de invertebrados terrestres. [...].

        Os anfíbios foram os que mais perderam vegetação nativa na Amazônia e no Cerrado até 2019, seguido por lagartos e serpentes, mamíferos e aves. Cerca de 43% do habitat original dos anfíbios foi perdido e convertido em outros usos do solo, principalmente pela produção de soja ou criação de bois. [...]. 


GORZIZA, Amanda; BUONO, Renata. Biodiversidade em crise. Piauí: 20 fev. 2013. [Adaptado].
O projeto argumentativo do texto é desenvolvido a partir da
Alternativas
Ano: 2023 Banca: UFLA Órgão: UFLA Prova: UFLA - 2023 - UFLA - Arquiteto |
Q2220974 Arquitetura

Apresenta-se, a seguir, a representação das instalações hidráulicas de um banheiro, sem escala. 


Imagem associada para resolução da questão


Julgue as seguintes proposições sobre as instalações representadas:

I. O sistema foi projetado para abastecer o banheiro por uma coluna vertical de 50 mm de diâmetro e eliminar o esgoto por um tubo de queda de 100 mm.

II. O projeto não apresenta um ramal de ventilação e o abastecimento do banheiro acontece pelo lavatório.

III. O esgoto produzido pelo chuveiro é direcionado para o tubo de queda por uma tubulação de 40 mm.

IV. O projeto não apresenta coluna de abastecimento e todo o esgotamento do banheiro é feito por meio de um tubo de queda de 100 mm.

Assinale a alternativa CORRETA:

Alternativas
Ano: 2023 Banca: UFLA Órgão: UFLA Prova: UFLA - 2023 - UFLA - Arquiteto |
Q2220973 Arquitetura
São consideradas rampas as superfícies de piso com declividade igual ou superior a 5%. Para garantir que as rampas sejam acessíveis, a NBR 9050 define os limites máximos de inclinação, os desníveis a serem vencidos, o número máximo de segmentos, entre outros requisitos.
Assinale a alternativa INCORRETA:
Alternativas
Ano: 2023 Banca: UFLA Órgão: UFLA Prova: UFLA - 2023 - UFLA - Arquiteto |
Q2220972 Arquitetura
Nos últimos anos, o sistema construtivo Light Wood Frame (LWF) está sendo utilizado em diferentes tipologias construtivas no território brasileiro. Assim, novos materiais e novas possibilidades de vedações e estruturas estão sendo introduzidas no mercado nacional, o que possibilita construções racionais, com menos desperdício e com diferentes possibilidades tecno-construtivas.
Assinale a afirmativa CORRETA:
Alternativas
Ano: 2023 Banca: UFLA Órgão: UFLA Prova: UFLA - 2023 - UFLA - Arquiteto |
Q2220969 Arquitetura
A Carta de Atenas é o manifesto urbanístico resultante do IV Congresso Internacional de Arquitetura Moderna (CIAM), realizado em Atenas em 1933.
Sobre esse documento, assinale a alternativa INCORRETA:
Alternativas
Ano: 2023 Banca: UFLA Órgão: UFLA Prova: UFLA - 2023 - UFLA - Arquiteto |
Q2220968 Arquitetura
A procura por um novo vocabulário levou Oscar Niemeyer a se lançar em diferentes direções, sem tentar dar, conscientemente, uma unidade a sua obra. Após uma viagem pela Europa, em 1955, o arquiteto teve seu estilo e atitudes modificadas, levando-o a diferentes reflexões e autocríticas. Embora tenha mudado significativamente o seu estilo, seus princípios permaneceram inabaláveis, favorecendo o amadurecimento de suas reflexões e o surgimento de um equilíbrio ainda maior.
As ideias de Niemeyer podem ser resumidas em: 
Alternativas
Ano: 2023 Banca: UFLA Órgão: UFLA Prova: UFLA - 2023 - UFLA - Arquiteto |
Q2220965 Arquitetura
O desenvolvimento sustentável nas cidades enfatiza a necessidade dos espaços verdes para preservar a biodiversidade, as fontes de recursos não renováveis, a economia de energia e a utilização de tecnologias limpas. Nesse contexto, a infraestrutura verde torna-se uma estratégia urbana necessária para minimizar os efeitos negativos do crescimento urbano, industrial e tecnológico, visando à melhoria da saúde, ao bem-estar e à qualidade do ar para a população.
Com relação a esses conceitos, é correto afirmar que a infraestrutura verde deve, EXCETO
Alternativas
Ano: 2023 Banca: UFLA Órgão: UFLA Prova: UFLA - 2023 - UFLA - Arquiteto |
Q2220963 Direito Urbanístico
O Plano de Mobilidade Urbana é o instrumento de efetivação da Política Nacional de Mobilidade Urbana, que objetiva contribuir para o acesso universal à cidade e para o fomento e concretização das condições que contribuam para a efetivação dos princípios, dos objetivos e das diretrizes da política de desenvolvimento urbano. Assinale a alternativa que NÃO contempla uma diretriz desse plano.
Alternativas
Ano: 2023 Banca: UFLA Órgão: UFLA Prova: UFLA - 2023 - UFLA - Arquiteto |
Q2220962 Direito Urbanístico
A propriedade urbana cumpre sua função social quando atende às exigências fundamentais de ordenação da cidade, expressas no plano diretor e assegura o atendimento das necessidades dos cidadãos quanto à qualidade de vida, à justiça social e ao desenvolvimento das atividades econômicas.
O plano diretor é o instrumento básico da política de desenvolvimento e expansão urbana, voltado a ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e garantir o bem-estar de seus habitantes.
Assinale a alternativa INCORRETA:
Alternativas
Ano: 2023 Banca: UFLA Órgão: UFLA Prova: UFLA - 2023 - UFLA - Arquiteto |
Q2220961 Direito Urbanístico
O parcelamento urbano é regido por Lei Federal, que define, entre outros, requisitos mínimos para a criação de novos loteamentos. Considerando esses parâmetros mínimos, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Ano: 2023 Banca: UFLA Órgão: UFLA Prova: UFLA - 2023 - UFLA - Arquiteto |
Q2220960 Arquitetura
A NBR 15220 apresenta recomendações quanto ao desempenho térmico de habitações unifamiliares de interesse social, aplicáveis na fase de projeto, e estabelece um Zoneamento Bioclimático Brasileiro. Para cada um dos 8 zoneamentos, são feitas recomendações de diretrizes construtivas e detalhamentos de estratégias de condicionamento térmico passivo, com base em parâmetros e condições de contorno fixados.
A cidade de Lavras está localizada na zona bioclimática 3, em que as diretrizes construtivas recomendam, para o período de verão, uso de ventilação cruzada e, para o período do inverno, aquecimento solar da edificação.
Para essas condições, as afirmativas abaixo estão corretas, EXCETO:
Alternativas
Ano: 2023 Banca: UFLA Órgão: UFLA Prova: UFLA - 2023 - UFLA - Arquiteto |
Q2220959 Arquitetura
No que se referem aos princípios abordados na NBR 15575 - Norma de Desempenho, criada em 2013 e atualizada em 2021, é correto afirmar, EXCETO
Alternativas
Respostas
6721: B
6722: C
6723: D
6724: A
6725: B
6726: C
6727: D
6728: C
6729: B
6730: D
6731: C
6732: D
6733: D
6734: A
6735: A
6736: B
6737: B
6738: A
6739: D
6740: A