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Q2195016 Português
Quem escreve as bulas?
Mário Prata
(Disponível em: https://marioprata.net/cronicas/quem-escreve-asbulas/)
Quando me perguntam a profissão, e eu digo que sou escritor, logo vem outra em cima: de quê? De tudo, minha senhora. De tudo, menos de bula. Romance, cinema, teatro, televisão, poesia, ensaios, tudo-tudo, menos bula! Uma vez, num barzinho uma gatinha me perguntou o que eu escrevia, e disse que escrevia bula. Ela não deu a menor atenção para mim. Se dissesse que era cronista do Estadão, talvez tivesse mais sucesso. Por que o preconceito contra as geniais bulas? Quando é bula papal todo mundo leva a sério, mesmo que seja para dizer que não se pode fazer amor sem a intenção da procriação (que palavra mais animal!)
Não que eu não aprecie as bulas. Pelo contrário. Adoro lê-las. E com atenção. E, sempre, depois de ler uma, já começo a sentir todas as “reações adversas”.
Admiro, invejo esse colega que escreve bulas. Fico imaginando a cara dele, como deve ser a sua casa. Que papo tal escrivão deve levar com a mulher e com os vizinhos?
Tal remédio “é contraindicado a pacientes sensíveis às benzodiazepinas e em pacientes portadores de miastenia gravis”. Dá vontade de telefonar para o autor e perguntar como é que eu vou saber se sou sensível e portador? Quanto ele ganha por bula? Será que ele leva os obrigatórios dez por cento de direitos autorais? Merecem, são gênios.
Jamais, numa peça de teatro, num roteiro de um filme ou mesmo numa simples crônica conseguiria a concisão seguinte: “é apresentado sob forma de uma solução isotônica (que lindo!) de cloreto de sódio, que não altera a fisiologia das células da mucosa nasal, em associação com cloreto de benzalcônio”. Sabe o que é? O velho e inocente Rinosoro.
Vejam o texto seguinte e sintam na narrativa como o autor é sádico: “você poderá ter sonolência, fadiga transitória, sensação de inquietação, aumento de apetite, confusão acompanhada de desorientação e alucinações, estado de ansiedade, agitação, distúrbios do sono, mania, hipomania, agressividade, déficit de memória, bocejos, despersonalização, insônia, pesadelos, agravamento da depressão e concentração deficiente. Vertigens, delírios, tremores, distúrbios da fala, convulsões e ataxia”. Pronto, tenho que ir ao dicionário ver o que é ataxia: “incapacidade de coordenação dos movimentos musculares voluntários e que pode fazer parte do quadro clínico de numerosas doenças do sistema nervoso”. Já sentindo tudo descrito acima. Quem mandou ler?
E quem tem úlcera pélvica não pode tomar remédio nenhum. Está condenado à morte? Toda bula odeia essa tal de úlcera pélvica. As demais úlceras entram como coadjuvantes nos textos dos autores buláticos (tem a palavra no Aurélio). E as gestantes (é como os buláticos chamam a grávida)? Elas não podem tomar nenhum remédio. Os nobres coleguinhas protegem a gravidez.
E se você tem “intolerância conhecida aos derivados pirazolônicos”, te cuida, irmão. Deve dar em gente nascida em Pirassanunga e região. Para todo remédio, uma bula diferente, um estilo próprio, um jeito de colocar a vírgula diferente.
[...]
E lembre-se sempre: todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças. E não tome remédio sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde. E pra cabeça!
Agora, falando sério. Admiro os escritores de bula. Assim como invejo os poetas. Talvez por nunca ter sido convidado (nem teria experiência) para escrever uma e nunca tenha conseguido escrever um poema. Sempre gostei de escrever as linhas até o final do parágrafo.
Para mim, o poeta é um talentoso preguiçoso. Nunca chega ao final da linha.
Já repararam? Já o bulático, esse sim, é um esforçado poeta!
Passe a oração para o imperativo afirmativo utilizando a segunda pessoa do singular: “E não tome remédio sem o conhecimento do seu médico.” 
Alternativas
Q2195015 Português
Quem escreve as bulas?
Mário Prata
(Disponível em: https://marioprata.net/cronicas/quem-escreve-asbulas/)
Quando me perguntam a profissão, e eu digo que sou escritor, logo vem outra em cima: de quê? De tudo, minha senhora. De tudo, menos de bula. Romance, cinema, teatro, televisão, poesia, ensaios, tudo-tudo, menos bula! Uma vez, num barzinho uma gatinha me perguntou o que eu escrevia, e disse que escrevia bula. Ela não deu a menor atenção para mim. Se dissesse que era cronista do Estadão, talvez tivesse mais sucesso. Por que o preconceito contra as geniais bulas? Quando é bula papal todo mundo leva a sério, mesmo que seja para dizer que não se pode fazer amor sem a intenção da procriação (que palavra mais animal!)
Não que eu não aprecie as bulas. Pelo contrário. Adoro lê-las. E com atenção. E, sempre, depois de ler uma, já começo a sentir todas as “reações adversas”.
Admiro, invejo esse colega que escreve bulas. Fico imaginando a cara dele, como deve ser a sua casa. Que papo tal escrivão deve levar com a mulher e com os vizinhos?
Tal remédio “é contraindicado a pacientes sensíveis às benzodiazepinas e em pacientes portadores de miastenia gravis”. Dá vontade de telefonar para o autor e perguntar como é que eu vou saber se sou sensível e portador? Quanto ele ganha por bula? Será que ele leva os obrigatórios dez por cento de direitos autorais? Merecem, são gênios.
Jamais, numa peça de teatro, num roteiro de um filme ou mesmo numa simples crônica conseguiria a concisão seguinte: “é apresentado sob forma de uma solução isotônica (que lindo!) de cloreto de sódio, que não altera a fisiologia das células da mucosa nasal, em associação com cloreto de benzalcônio”. Sabe o que é? O velho e inocente Rinosoro.
Vejam o texto seguinte e sintam na narrativa como o autor é sádico: “você poderá ter sonolência, fadiga transitória, sensação de inquietação, aumento de apetite, confusão acompanhada de desorientação e alucinações, estado de ansiedade, agitação, distúrbios do sono, mania, hipomania, agressividade, déficit de memória, bocejos, despersonalização, insônia, pesadelos, agravamento da depressão e concentração deficiente. Vertigens, delírios, tremores, distúrbios da fala, convulsões e ataxia”. Pronto, tenho que ir ao dicionário ver o que é ataxia: “incapacidade de coordenação dos movimentos musculares voluntários e que pode fazer parte do quadro clínico de numerosas doenças do sistema nervoso”. Já sentindo tudo descrito acima. Quem mandou ler?
E quem tem úlcera pélvica não pode tomar remédio nenhum. Está condenado à morte? Toda bula odeia essa tal de úlcera pélvica. As demais úlceras entram como coadjuvantes nos textos dos autores buláticos (tem a palavra no Aurélio). E as gestantes (é como os buláticos chamam a grávida)? Elas não podem tomar nenhum remédio. Os nobres coleguinhas protegem a gravidez.
E se você tem “intolerância conhecida aos derivados pirazolônicos”, te cuida, irmão. Deve dar em gente nascida em Pirassanunga e região. Para todo remédio, uma bula diferente, um estilo próprio, um jeito de colocar a vírgula diferente.
[...]
E lembre-se sempre: todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças. E não tome remédio sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde. E pra cabeça!
Agora, falando sério. Admiro os escritores de bula. Assim como invejo os poetas. Talvez por nunca ter sido convidado (nem teria experiência) para escrever uma e nunca tenha conseguido escrever um poema. Sempre gostei de escrever as linhas até o final do parágrafo.
Para mim, o poeta é um talentoso preguiçoso. Nunca chega ao final da linha.
Já repararam? Já o bulático, esse sim, é um esforçado poeta!
Nos períodos abaixo, os termos grifados referem-se, respectivamente, a:
Quando me perguntam a profissão e eu digo que sou escritor, logo vem outra em cima.
Não que eu aprecie as bulas. Pelo contrário. Adoro lê-las.
Alternativas
Q2195014 Português
Quem escreve as bulas?
Mário Prata
(Disponível em: https://marioprata.net/cronicas/quem-escreve-asbulas/)
Quando me perguntam a profissão, e eu digo que sou escritor, logo vem outra em cima: de quê? De tudo, minha senhora. De tudo, menos de bula. Romance, cinema, teatro, televisão, poesia, ensaios, tudo-tudo, menos bula! Uma vez, num barzinho uma gatinha me perguntou o que eu escrevia, e disse que escrevia bula. Ela não deu a menor atenção para mim. Se dissesse que era cronista do Estadão, talvez tivesse mais sucesso. Por que o preconceito contra as geniais bulas? Quando é bula papal todo mundo leva a sério, mesmo que seja para dizer que não se pode fazer amor sem a intenção da procriação (que palavra mais animal!)
Não que eu não aprecie as bulas. Pelo contrário. Adoro lê-las. E com atenção. E, sempre, depois de ler uma, já começo a sentir todas as “reações adversas”.
Admiro, invejo esse colega que escreve bulas. Fico imaginando a cara dele, como deve ser a sua casa. Que papo tal escrivão deve levar com a mulher e com os vizinhos?
Tal remédio “é contraindicado a pacientes sensíveis às benzodiazepinas e em pacientes portadores de miastenia gravis”. Dá vontade de telefonar para o autor e perguntar como é que eu vou saber se sou sensível e portador? Quanto ele ganha por bula? Será que ele leva os obrigatórios dez por cento de direitos autorais? Merecem, são gênios.
Jamais, numa peça de teatro, num roteiro de um filme ou mesmo numa simples crônica conseguiria a concisão seguinte: “é apresentado sob forma de uma solução isotônica (que lindo!) de cloreto de sódio, que não altera a fisiologia das células da mucosa nasal, em associação com cloreto de benzalcônio”. Sabe o que é? O velho e inocente Rinosoro.
Vejam o texto seguinte e sintam na narrativa como o autor é sádico: “você poderá ter sonolência, fadiga transitória, sensação de inquietação, aumento de apetite, confusão acompanhada de desorientação e alucinações, estado de ansiedade, agitação, distúrbios do sono, mania, hipomania, agressividade, déficit de memória, bocejos, despersonalização, insônia, pesadelos, agravamento da depressão e concentração deficiente. Vertigens, delírios, tremores, distúrbios da fala, convulsões e ataxia”. Pronto, tenho que ir ao dicionário ver o que é ataxia: “incapacidade de coordenação dos movimentos musculares voluntários e que pode fazer parte do quadro clínico de numerosas doenças do sistema nervoso”. Já sentindo tudo descrito acima. Quem mandou ler?
E quem tem úlcera pélvica não pode tomar remédio nenhum. Está condenado à morte? Toda bula odeia essa tal de úlcera pélvica. As demais úlceras entram como coadjuvantes nos textos dos autores buláticos (tem a palavra no Aurélio). E as gestantes (é como os buláticos chamam a grávida)? Elas não podem tomar nenhum remédio. Os nobres coleguinhas protegem a gravidez.
E se você tem “intolerância conhecida aos derivados pirazolônicos”, te cuida, irmão. Deve dar em gente nascida em Pirassanunga e região. Para todo remédio, uma bula diferente, um estilo próprio, um jeito de colocar a vírgula diferente.
[...]
E lembre-se sempre: todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças. E não tome remédio sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde. E pra cabeça!
Agora, falando sério. Admiro os escritores de bula. Assim como invejo os poetas. Talvez por nunca ter sido convidado (nem teria experiência) para escrever uma e nunca tenha conseguido escrever um poema. Sempre gostei de escrever as linhas até o final do parágrafo.
Para mim, o poeta é um talentoso preguiçoso. Nunca chega ao final da linha.
Já repararam? Já o bulático, esse sim, é um esforçado poeta!

Nos períodos:

Admiro, invejo esse colega que escreve bula. [...]

Que papo tal escrivão deve levar com a mulher e com os vizinhos?”

Os termos grifados são, morfologicamente:

Alternativas
Q2195013 Português
Quem escreve as bulas?
Mário Prata
(Disponível em: https://marioprata.net/cronicas/quem-escreve-asbulas/)
Quando me perguntam a profissão, e eu digo que sou escritor, logo vem outra em cima: de quê? De tudo, minha senhora. De tudo, menos de bula. Romance, cinema, teatro, televisão, poesia, ensaios, tudo-tudo, menos bula! Uma vez, num barzinho uma gatinha me perguntou o que eu escrevia, e disse que escrevia bula. Ela não deu a menor atenção para mim. Se dissesse que era cronista do Estadão, talvez tivesse mais sucesso. Por que o preconceito contra as geniais bulas? Quando é bula papal todo mundo leva a sério, mesmo que seja para dizer que não se pode fazer amor sem a intenção da procriação (que palavra mais animal!)
Não que eu não aprecie as bulas. Pelo contrário. Adoro lê-las. E com atenção. E, sempre, depois de ler uma, já começo a sentir todas as “reações adversas”.
Admiro, invejo esse colega que escreve bulas. Fico imaginando a cara dele, como deve ser a sua casa. Que papo tal escrivão deve levar com a mulher e com os vizinhos?
Tal remédio “é contraindicado a pacientes sensíveis às benzodiazepinas e em pacientes portadores de miastenia gravis”. Dá vontade de telefonar para o autor e perguntar como é que eu vou saber se sou sensível e portador? Quanto ele ganha por bula? Será que ele leva os obrigatórios dez por cento de direitos autorais? Merecem, são gênios.
Jamais, numa peça de teatro, num roteiro de um filme ou mesmo numa simples crônica conseguiria a concisão seguinte: “é apresentado sob forma de uma solução isotônica (que lindo!) de cloreto de sódio, que não altera a fisiologia das células da mucosa nasal, em associação com cloreto de benzalcônio”. Sabe o que é? O velho e inocente Rinosoro.
Vejam o texto seguinte e sintam na narrativa como o autor é sádico: “você poderá ter sonolência, fadiga transitória, sensação de inquietação, aumento de apetite, confusão acompanhada de desorientação e alucinações, estado de ansiedade, agitação, distúrbios do sono, mania, hipomania, agressividade, déficit de memória, bocejos, despersonalização, insônia, pesadelos, agravamento da depressão e concentração deficiente. Vertigens, delírios, tremores, distúrbios da fala, convulsões e ataxia”. Pronto, tenho que ir ao dicionário ver o que é ataxia: “incapacidade de coordenação dos movimentos musculares voluntários e que pode fazer parte do quadro clínico de numerosas doenças do sistema nervoso”. Já sentindo tudo descrito acima. Quem mandou ler?
E quem tem úlcera pélvica não pode tomar remédio nenhum. Está condenado à morte? Toda bula odeia essa tal de úlcera pélvica. As demais úlceras entram como coadjuvantes nos textos dos autores buláticos (tem a palavra no Aurélio). E as gestantes (é como os buláticos chamam a grávida)? Elas não podem tomar nenhum remédio. Os nobres coleguinhas protegem a gravidez.
E se você tem “intolerância conhecida aos derivados pirazolônicos”, te cuida, irmão. Deve dar em gente nascida em Pirassanunga e região. Para todo remédio, uma bula diferente, um estilo próprio, um jeito de colocar a vírgula diferente.
[...]
E lembre-se sempre: todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças. E não tome remédio sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde. E pra cabeça!
Agora, falando sério. Admiro os escritores de bula. Assim como invejo os poetas. Talvez por nunca ter sido convidado (nem teria experiência) para escrever uma e nunca tenha conseguido escrever um poema. Sempre gostei de escrever as linhas até o final do parágrafo.
Para mim, o poeta é um talentoso preguiçoso. Nunca chega ao final da linha.
Já repararam? Já o bulático, esse sim, é um esforçado poeta!

Nos excertos: “Para mim, o poeta é um talentoso preguiçoso.

Já o bulático, esse sim, é um esforçado poeta”.

Fica subentendido que:

Alternativas
Q2195012 Português
Quem escreve as bulas?
Mário Prata
(Disponível em: https://marioprata.net/cronicas/quem-escreve-asbulas/)
Quando me perguntam a profissão, e eu digo que sou escritor, logo vem outra em cima: de quê? De tudo, minha senhora. De tudo, menos de bula. Romance, cinema, teatro, televisão, poesia, ensaios, tudo-tudo, menos bula! Uma vez, num barzinho uma gatinha me perguntou o que eu escrevia, e disse que escrevia bula. Ela não deu a menor atenção para mim. Se dissesse que era cronista do Estadão, talvez tivesse mais sucesso. Por que o preconceito contra as geniais bulas? Quando é bula papal todo mundo leva a sério, mesmo que seja para dizer que não se pode fazer amor sem a intenção da procriação (que palavra mais animal!)
Não que eu não aprecie as bulas. Pelo contrário. Adoro lê-las. E com atenção. E, sempre, depois de ler uma, já começo a sentir todas as “reações adversas”.
Admiro, invejo esse colega que escreve bulas. Fico imaginando a cara dele, como deve ser a sua casa. Que papo tal escrivão deve levar com a mulher e com os vizinhos?
Tal remédio “é contraindicado a pacientes sensíveis às benzodiazepinas e em pacientes portadores de miastenia gravis”. Dá vontade de telefonar para o autor e perguntar como é que eu vou saber se sou sensível e portador? Quanto ele ganha por bula? Será que ele leva os obrigatórios dez por cento de direitos autorais? Merecem, são gênios.
Jamais, numa peça de teatro, num roteiro de um filme ou mesmo numa simples crônica conseguiria a concisão seguinte: “é apresentado sob forma de uma solução isotônica (que lindo!) de cloreto de sódio, que não altera a fisiologia das células da mucosa nasal, em associação com cloreto de benzalcônio”. Sabe o que é? O velho e inocente Rinosoro.
Vejam o texto seguinte e sintam na narrativa como o autor é sádico: “você poderá ter sonolência, fadiga transitória, sensação de inquietação, aumento de apetite, confusão acompanhada de desorientação e alucinações, estado de ansiedade, agitação, distúrbios do sono, mania, hipomania, agressividade, déficit de memória, bocejos, despersonalização, insônia, pesadelos, agravamento da depressão e concentração deficiente. Vertigens, delírios, tremores, distúrbios da fala, convulsões e ataxia”. Pronto, tenho que ir ao dicionário ver o que é ataxia: “incapacidade de coordenação dos movimentos musculares voluntários e que pode fazer parte do quadro clínico de numerosas doenças do sistema nervoso”. Já sentindo tudo descrito acima. Quem mandou ler?
E quem tem úlcera pélvica não pode tomar remédio nenhum. Está condenado à morte? Toda bula odeia essa tal de úlcera pélvica. As demais úlceras entram como coadjuvantes nos textos dos autores buláticos (tem a palavra no Aurélio). E as gestantes (é como os buláticos chamam a grávida)? Elas não podem tomar nenhum remédio. Os nobres coleguinhas protegem a gravidez.
E se você tem “intolerância conhecida aos derivados pirazolônicos”, te cuida, irmão. Deve dar em gente nascida em Pirassanunga e região. Para todo remédio, uma bula diferente, um estilo próprio, um jeito de colocar a vírgula diferente.
[...]
E lembre-se sempre: todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças. E não tome remédio sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde. E pra cabeça!
Agora, falando sério. Admiro os escritores de bula. Assim como invejo os poetas. Talvez por nunca ter sido convidado (nem teria experiência) para escrever uma e nunca tenha conseguido escrever um poema. Sempre gostei de escrever as linhas até o final do parágrafo.
Para mim, o poeta é um talentoso preguiçoso. Nunca chega ao final da linha.
Já repararam? Já o bulático, esse sim, é um esforçado poeta!
Após leitura do texto, é correto afirmar:
Alternativas
Q2194951 Farmácia
“Houve um caso em que o médico prescreveu o medicamento Clonazepam, utilizando a notificação de receita especial em duas vias, quando deveria ter utilizado a ___________________________, acompanhada de receita médica. O uso da receita incorreta pode acarretar problemas na dispensação do medicamento, podendo levar à retenção do medicamento na farmácia ou até mesmo a processos administrativos e judiciais para o profissional prescritor.” Segundo a Portaria nº 344/1998 da Anvisa, assinale a alternativa que completa corretamente a afirmativa anterior. 
Alternativas
Q2194949 Farmácia
Segundo a Portaria nº 344/1998 da Anvisa, a Notificação de Receita “A”, acompanhada de receita médica, será válida em todo território nacional, a contar da data de sua emissão, por um período de: 
Alternativas
Q2194948 Farmácia
No que tange à Lei nº 5.991/1973, que dispõe sobre o Controle Sanitário do Comércio de Drogas, Medicamentos, Insumos Farmacêuticos e Correlatos, analise as afirmativas a seguir. 
I. Entende-se por “droga” somente as substâncias psicoativas que afetam o sistema nervoso central como maconha e cocaína podendo alterar o humor, a percepção e o comportamento de quem as utiliza. II. Medicamento pode ser definido como produto farmacêutico, tecnicamente obtido ou elaborado, com finalidade profilática, curativa, paliativa ou para fins de diagnóstico. III. A dispensação de medicamentos é privativa de farmácias e drogarias, não podendo ocorrer em unidades volantes. IV. É vedada às farmácias homeopáticas manterem seções de vendas de correlatos e de medicamentos não homeopáticos, mesmo que apresentados em suas embalagens originais.
Nos termos do texto legal, está correto o que se afirma em  
Alternativas
Q2194947 Farmácia
A Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 471/2021, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), dispõe sobre os critérios para a prescrição; dispensação; controle; embalagem; e, rotulagem de medicamentos à base de substâncias classificadas como antimicrobianos. Sobre as definições dispostas na normativa, assinale a afirmativa correta. 
Alternativas
Q2194946 Farmácia
Sobre as regulamentações dos procedimentos de fiscalização e as atividades fiscalizadas em estabelecimentos farmacêuticos, responda a questão:
O farmacêutico fiscal que fiscalizar estabelecimentos nos quais ocorra a fabricação de medicamentos, em pequena e grande escala, deve conhecer as atividades desenvolvidas e as necessidades de infraestrutura dos estabelecimentos. Sobre o tema, assinale a afirmativa INCORRETA.  
Alternativas
Q2194945 Farmácia
Sobre as regulamentações dos procedimentos de fiscalização e as atividades fiscalizadas em estabelecimentos farmacêuticos, responda a questão:
Analise as afirmativas a seguir.  
I. A Vigilância Sanitária local foi notificada de que a farmácia se encontra apta a realizar a manipulação de hormônios. II. A pesagem de hormônios, citostáticos e antibióticos é efetuada na sala utilizada como central de pesagem existente no estabelecimento. III. A manipulação de substâncias sujeitas a controle especial somente foi iniciada após a publicação da Autorização Especial emitida pela Anvisa no Diário Oficial da União. IV. Foi solicitada inspeção à Vigilância Sanitária local antes do início da manipulação de substâncias de baixo índice terapêutico, em qualquer uma das formas farmacêuticas de uso interno. V. Instalação de salas de manipulação dedicadas para a manipulação de substâncias de baixo índice terapêutico de uso interno, dotadas de antecâmara, com pressão negativa em relação às áreas adjacentes e com sistemas de ar independentes e de eficiência comprovada. 

O farmacêutico fiscal deve classificar como em desacordo e como não necessária, conforme as Boas Práticas de Manipulação em Farmácia, apenas as ações descritas, respectivamente em 

Alternativas
Q2194944 Farmácia
Sobre as regulamentações dos procedimentos de fiscalização e as atividades fiscalizadas em estabelecimentos farmacêuticos, responda a questão:
Analise as afirmativas a seguir; marque V para as verdadeiras e F para as falsas.
( ) É preciso observar que, para efeito de instauração de processo ético, o termo de infração relativo à constatação de ausência de farmacêutico responsável em um estabelecimento prescreve em doze meses. ( ) As atividades de fiscalização sanitária de empresas, estabelecimentos, setores, fórmulas, produtos, processos e métodos farmacêuticos ou de natureza farmacêutica são de grau de risco sanitário considerado baixo. ( ) É permitido que farmacêuticos fiscais sejam sócios, proprietários ou coproprietários de estabelecimentos passíveis de fiscalização pelo mesmo órgão desde que não assumam a responsabilidade técnica destes em tempo integral. ( ) Fiscais farmacêuticos são elementos multiplicadores do conhecimento, sendo acrescentado às suas funções de rotina a prestação de orientações, contribuindo para a qualificação contínua dos profissionais fiscalizados, visando aprimorar ações de cuidado e proteção da saúde pública. ( ) A perfuração de lóbulo auricular para colocação de brincos é um exemplo de serviço farmacêutico que um fiscal não deve anotar como indevido durante uma ação de fiscalização em uma drogaria, que não deverá ser autuada por prestá-lo, desde que observadas as corretas condições de higiene.
A sequência está correta em 
Alternativas
Q2194943 Farmácia
Sobre as regulamentações dos procedimentos de fiscalização e as atividades fiscalizadas em estabelecimentos farmacêuticos, responda a questão:
Considerando a regulamentação dos procedimentos de fiscalização, assinale a afirmativa correta. 
Alternativas
Q2194941 Farmácia
Visando à promoção, à proteção, à recuperação da saúde e à prevenção de doenças e de outros agravos à saúde, é permitido ao farmacêutico, em conformidade com as políticas de saúde e normas vigentes:  
I. Decidir sobre a dispensação ou não de qualquer prescrição, a fim de garantir a segurança e a eficácia da farmacoterapia. II. Realizar a intercambialidade de medicamentos sem consultar o médico prescritor e sem o conhecimento do usuário, desde que documentada. III. Utilizar as mídias sociais para divulgar os serviços farmacêuticos prestados no estabelecimento, bem como fazer propaganda das promoções vigentes. IV. Realizar a prescrição de medicamentos isentos de prescrição, incluindo aqueles industrializados, manipulados, produtos oficinais, fitoterápicos, plantas medicinais e drogas vegetais, desde que documentada. V. Prescrever medicamentos de acordo com protocolos aprovados para uso no âmbito de instituições de saúde ou quando houver formalização de acordos de colaboração com outros prescritores ou instituições de saúde.  
Está INCORRETO o que se afirma apenas em  
Alternativas
Q2194940 Farmácia
Sobre os consultórios farmacêuticos como local de atuação, assinale a afirmativa correta. 
Alternativas
Q2194939 Farmácia
O acesso aos antirretrovirais do programa IST (Infecções Sexualmente Transmissíveis) /AIDS é assegurado pelo componente:
Alternativas
Q2194938 Farmácia
Analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I. “O farmacêutico pode, no âmbito dos serviços públicos de saúde e em todo o território nacional, prescrever medicamentos antirretrovirais e monitorar a farmacoterapia na profilaxia pré-exposição (PrEP) e pós-exposição (PEP) ao HIV, conforme Protocolos Clínicos de Diretrizes Terapêuticas.” 
PORQUE
II. “É facultado ao farmacêutico executar todos os procedimentos e serviços previstos em programas, protocolos, diretrizes ou normas técnicas do Ministério da Saúde, bem como das secretarias estaduais e/ou municipais de saúde, desde que disponha de estrutura necessária e tenha recebido capacitação adequada a respeito.” 

Assinale a alternativa correta.  
Alternativas
Q2194937 Farmácia
Analise as afirmativas a seguir; marque V para as verdadeiras e F para as falsas. 
( ) Na Rename, medicamentos para o tratamento das patologias de maior prevalência no país são contemplados e um mesmo medicamento pode ser listado para atender a mais de um Componente Estratégico da Assistência Farmacêutica. ( ) A Rename, atualizada a cada dois anos, é um instrumento orientador para o acesso a medicamentos pelo SUS, conforme as responsabilidades de financiamento e custos dos insumos, sem apresentar impacto sobre o uso racional destes. ( ) O Componente Estratégico da Assistência Farmacêutica visa assegurar o acesso a medicamentos que tratam os principais problemas e condições de saúde da população brasileira na Atenção Primária à Saúde. ( ) O Componente Especializado da Assistência Farmacêutica visa assegurar o acesso a medicamentos, no âmbito do SUS, para tratar doenças crônico-degenerativas, inclusive doenças raras, com garantia da integralidade da farmacoterapia, em nível ambulatorial. ( ) O Componente Básico da Assistência Farmacêutica visa assegurar o acesso a medicamentos destinados a tratar os agravos com potencial de impacto endêmico e às condições de saúde caracterizadas como doenças negligenciadas, correlacionadas com a precariedade das condições socioeconômicas. 
A sequência está correta em  
Alternativas
Q2194801 Direito Administrativo
NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO  
Considere que o Diretor de um setor de trabalho do Conselho Regional de Farmácia CRF-MG seja a autoridade competente para julgar um pedido de um interessado no processo de fiscalização. Quanto às hipóteses de impedimento e suspeição, nos termos da Lei do Processo Administrativo Federal, assinale a afirmativa correta. 
Alternativas
Q2194800 Direito Administrativo
NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO  
Anibal, servidor do Conselho Regional de Farmácia CRF-MG, recebeu a incumbência de emitir as passagens aéreas e a reserva de hotel, para que um dirigente da entidade participe de um evento do Conselho Federal de Farmácia, que ocorrerá no mês de junho de 2023. Anibal, percebendo uma falha no sistema, emitiu, também, passagens para si mesmo, com o objetivo de usá-las para um merecido descanso nas férias de meio de ano. Considerando o caso hipotético, nos termos da Lei nº 8.429/1992, assinale a afirmativa correta. 
Alternativas
Respostas
16061: E
16062: D
16063: C
16064: A
16065: B
16066: A
16067: B
16068: B
16069: D
16070: A
16071: B
16072: D
16073: A
16074: A
16075: C
16076: B
16077: B
16078: B
16079: B
16080: D