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Q3232698 Pedagogia
“Os transtornos globais do desenvolvimento se caracterizam por um comprometimento em diversas áreas do desenvolvimento: habilidades de interação social, habilidades de comunicação ou presença de estereotipias de comportamento, interesses e atividades. Os prejuízos qualitativos que definem essas condições representam um desvio acentuado em relação ao nível de desenvolvimento ou idade mental do indivíduo. Ressalta-se que os traços característicos de ____________________ são: habilidade acima da média, comprometimento com a tarefa, motivação e criatividade. Para ele, é a interligação desses três traços que a define como uma criança, pois a presença isolada de qualquer um dos traços citados não é suficiente para definir”. Assinale a alternativa que completa corretamente a afirmativa anterior.
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Q3232697 Pedagogia
ML é auxiliar de desenvolvimento infantil de uma prefeitura do interior de São Paulo. Além de suas atribuições para com as crianças, ML faz atendimento aos pais em situações de observações cotidianas (aluno doente, por exemplo) e resoluções de conflitos, entre outros. Em um dos atendimentos, os pais da criança gritaram com a servidora que finalizou o atendimento, encaminhando os responsáveis pelo aluno aos gestores da escola. Ao finalizar o expediente daquele dia, se reportou à coordenação escolar para providências. Na ocasião, ML se lembrou de seus cursos de formação, sendo um deles sobre a postura no atendimento aos pais e anotou: “uma boa postura no atendimento aos pais deve ser pautada por empatia, cordialidade e preocupação com a aprendizagem e o desenvolvimento da criança. Algumas dicas para o atendimento de qualidade são: escuta ativa, tom cordial, linguagem clara, entre outras”. Considerando o caso hipotético e a postura no atendimento aos pais, analise as afirmativas a seguir.

I. Os pais da criança atendida desrespeitaram ML.
II. ML realizou o procedimento correto ao dar ciência da situação à coordenação escolar.
III. ML não revidou às grosserias no atendimento aos pais por ser uma profissional que prima pela ética e boa postura.

Está correto o que se afirma em 
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Q3232696 Direito da Criança e do Adolescente - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - Lei nº 8.069 de 1990
O Estatuto da Criança e do Adolescente e a Declaração de Salamanca foram marcos legais para os direitos de grupos considerados vulneráveis. Nesse sentido, foram bases para o surgimento de legislações mais específicas e aporte para políticas públicas necessárias, analise as afirmativas a seguir.

I. O Art. 15 do ECA apresenta: “A criança e o adolescente têm direito à liberdade, ao respeito e à dignidade como pessoas humanas em processo de desenvolvimento e como sujeitos de direitos civis, humanos e sociais garantidos na Constituição e nas leis”.
II. A Declaração de Salamanca apresenta como proclamação: “Toda criança possui características, interesses, habilidades e necessidades de aprendizagem que são únicas”.

Comparando os trechos I e II assinale os direitos fundamentais comuns e apresentados nas duas bases legais: 
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Q3232695 Atualidades
Como a inteligência artificial acelera descobertas científicas
Tecnologias conseguem gerar e processar enormes quantidades de dados, substituindo o equivalente a anos de estudos e trabalho humano. Riscos e dilemas éticos, no entanto, também as acompanham.
    A inteligência artificial ganha cada vez mais espaço na ciência. Áreas como as de saúde, materiais e meio ambiente têm obtido avanços importantes a partir do uso da tecnologia. As ferramentas são capazes de gerar e processar enormes quantidades de dados, substituindo o equivalente a anos de estudos e trabalho humano.
(Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/expresso/ Acesso em: outubro de 2024.)

São muitos os benefícios que o uso direcionado e consciente da inteligência artificial pode proporcionar à sociedade, como os avanços científicos mencionados no texto. Todavia, se utilizada de forma irresponsável, a IA também pode gerar consequências negativas, como: 
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Q3232694 Atualidades
Para a maioria dos brasileiros, a democracia é a melhor forma de governo
    Para mais da metade dos brasileiros (58%), a democracia é sempre a melhor forma de governo. Por outro lado, 17% acreditam que, em algumas situações, um governo autoritário é melhor. E 15% dizem que tanto faz um governo democrático ou autoritário. Os dados fazem parte de amplo levantamento sobre assuntos ligados a política, economia e atitudes sociais realizado pelo DataSenado junto à população brasileira.
(Disponível em: https://www12.senado.leg.br/institucional/datasenado/materias/ Acesso em: outubro de 2024.)

A democracia é um regime político que se organiza através da participação popular na tomada de decisões de forma igualitária. Sobre a democracia brasileira, é correto afirmar que:
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Q3232693 Atualidades
ONU coloca turismo no centro de políticas para proteção do meio ambiente e erradicação da pobreza
Resolução aprovada em Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas foi encaminhada na última semana aos estados-membros.
     Tendo como tema central a “promoção do turismo sustentável e resiliente incluindo o ecoturismo com vistas à erradicação da pobreza e proteção do meio ambiente”, a resolução traz uma série de recomendações aos países integrantes a respeito do desenvolvimento do setor turístico e leva em conta outras resoluções e declarações que envolvem o assunto, contando inclusive com importantes aportes da Organização Mundial do Turismo (OMT).
(Disponível em: https://www.gov.br/turismo/pt-br/assuntos/noticias/ Acesso em: outubro de 2024.)

O turismo é uma atividade lucrativa e essencial para geração de renda em diversas regiões do Brasil. Nesse sentido, pensar a preservação do meio ambiente e a manutenção desse serviço é tarefa indispensável. O “ecoturismo” pode ser definido como: 
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Q3232692 Atualidades
Lei reconhece quadrilhas de festa junina como manifestação cultural
    A partir de agora, as quadrilhas juninas serão reconhecidas como manifestação da cultura nacional. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei 14.900, que garante esse reconhecimento. A proposta que deu origem à lei (PL 1.227/2023) foi aprovada pelo Senado, antes de seguir para a sanção presidencial.
(Disponível em: https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/ Acesso em: outubro de 2024.)

As festas juninas são expressões culturais brasileiras que têm origem nas danças de salão da Europa. São características de manifestações culturais: 
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Q3232691 Atualidades
Estado de SP registra uma denúncia de racismo por dia entre janeiro e agosto deste ano, aponta levantamento
Dados obtidos pela GloboNews correspondem a relatos computados no período pela Comissão Especial de Discriminação Racial da Secretaria Estadual da Justiça e Cidadania.
     O estado de São Paulo registrou 231 denúncias de racismo entre janeiro e agosto deste ano. É o que aponta levantamento feito pela GloboNews com base em dados computados pela Secretaria Estadual da Justiça e Cidadania. O número representa uma média de praticamente uma denúncia por dia.

(Disponível em: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/ Acesso em: outubro de 2024.)

A notícia evidencia dados alarmantes de casos de racismo em São Paulo. Para combater essa realidade, é possível citar medidas como:
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Q3232689 Matemática
Em uma fábrica de brinquedos, certa máquina fica responsável por produzir as estampas das bolinhas de gude. Sabe-se, que para essa escolha, a máquina segue um certo padrão lógico; observe: 
Captura_de tela 2025-03-10 154912.png (712×60)

Considerando que a máquina parou a produção para manutenção quando terminou de produzir o modelo de posição 1.847, qual modelo será produzido assim que ela iniciar novamente a produção?
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Q3232680 Português
A não-aceitação

    Desde que começou a envelhecer realmente começou a querer ficar em casa. Parece-me que achava feio passear quando não se era mais jovem: o ar tão limpo, o corpo sujo de gordura e rugas. Sobretudo a claridade do mar como desnuda. Não era para os outros que era feio ela passear, todos admitem que os outros sejam velhos. Mas para si mesma. Que ânsia, que cuidado com o corpo perdido, o espírito aflito nos olhos, ah, mas as pupilas essas límpidas.
    Outra coisa: antigamente no seu rosto não se via o que ela pensava, era só aquela face destacada, em oferta. Agora, quando se vê sem querer ao espelho, quase grita horrorizada: mas eu não estava pensando nisso! Embora fosse impossível e inútil dizer em que rosto parecia pensar, e também impossível e inútil dizer no que ela mesma pensava.
    Ao redor as coisas frescas, uma história para a frente, e o vento, o vento... Enquanto seu ventre crescia e as pernas engrossavam, e os cabelos se haviam acomodado num penteado natural e modesto que se formara sozinho.


(LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984. p. 291.)
“[...] e os cabelos se haviam acomodado num penteado natural e modesto que se formara sozinho.” (3º§) Sem mudar o sentido da frase, a expressão destacada pode ser substituída por
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Q3232679 Português
A não-aceitação

    Desde que começou a envelhecer realmente começou a querer ficar em casa. Parece-me que achava feio passear quando não se era mais jovem: o ar tão limpo, o corpo sujo de gordura e rugas. Sobretudo a claridade do mar como desnuda. Não era para os outros que era feio ela passear, todos admitem que os outros sejam velhos. Mas para si mesma. Que ânsia, que cuidado com o corpo perdido, o espírito aflito nos olhos, ah, mas as pupilas essas límpidas.
    Outra coisa: antigamente no seu rosto não se via o que ela pensava, era só aquela face destacada, em oferta. Agora, quando se vê sem querer ao espelho, quase grita horrorizada: mas eu não estava pensando nisso! Embora fosse impossível e inútil dizer em que rosto parecia pensar, e também impossível e inútil dizer no que ela mesma pensava.
    Ao redor as coisas frescas, uma história para a frente, e o vento, o vento... Enquanto seu ventre crescia e as pernas engrossavam, e os cabelos se haviam acomodado num penteado natural e modesto que se formara sozinho.


(LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984. p. 291.)
No trecho “Outra coisa: antigamente no seu rosto não se via o que ela pensava, era só aquela face destacada, em oferta.” (2º§), os dois-pontos foram empregados para: 
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Q3232678 Português
A não-aceitação

    Desde que começou a envelhecer realmente começou a querer ficar em casa. Parece-me que achava feio passear quando não se era mais jovem: o ar tão limpo, o corpo sujo de gordura e rugas. Sobretudo a claridade do mar como desnuda. Não era para os outros que era feio ela passear, todos admitem que os outros sejam velhos. Mas para si mesma. Que ânsia, que cuidado com o corpo perdido, o espírito aflito nos olhos, ah, mas as pupilas essas límpidas.
    Outra coisa: antigamente no seu rosto não se via o que ela pensava, era só aquela face destacada, em oferta. Agora, quando se vê sem querer ao espelho, quase grita horrorizada: mas eu não estava pensando nisso! Embora fosse impossível e inútil dizer em que rosto parecia pensar, e também impossível e inútil dizer no que ela mesma pensava.
    Ao redor as coisas frescas, uma história para a frente, e o vento, o vento... Enquanto seu ventre crescia e as pernas engrossavam, e os cabelos se haviam acomodado num penteado natural e modesto que se formara sozinho.


(LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984. p. 291.)
Assinale o fragmento textual que contém intensificação.
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Q3232677 Português
A não-aceitação

    Desde que começou a envelhecer realmente começou a querer ficar em casa. Parece-me que achava feio passear quando não se era mais jovem: o ar tão limpo, o corpo sujo de gordura e rugas. Sobretudo a claridade do mar como desnuda. Não era para os outros que era feio ela passear, todos admitem que os outros sejam velhos. Mas para si mesma. Que ânsia, que cuidado com o corpo perdido, o espírito aflito nos olhos, ah, mas as pupilas essas límpidas.
    Outra coisa: antigamente no seu rosto não se via o que ela pensava, era só aquela face destacada, em oferta. Agora, quando se vê sem querer ao espelho, quase grita horrorizada: mas eu não estava pensando nisso! Embora fosse impossível e inútil dizer em que rosto parecia pensar, e também impossível e inútil dizer no que ela mesma pensava.
    Ao redor as coisas frescas, uma história para a frente, e o vento, o vento... Enquanto seu ventre crescia e as pernas engrossavam, e os cabelos se haviam acomodado num penteado natural e modesto que se formara sozinho.


(LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984. p. 291.)
Para Bechara (2009), o adjetivo destaca-se por caracterizar as possibilidades designativas do substantivo; ele limita a sua referência a uma parte ou aspecto do substantivo. Seu gênero sempre concorda com o do substantivo e se explica como simples repercussão da concordância entre ele e o substantivo. Em todas as frases transcritas do texto, as expressões destacadas pertencem à mesma classe gramatical, EXCETO em: 
Alternativas
Q3232676 Português
A não-aceitação

    Desde que começou a envelhecer realmente começou a querer ficar em casa. Parece-me que achava feio passear quando não se era mais jovem: o ar tão limpo, o corpo sujo de gordura e rugas. Sobretudo a claridade do mar como desnuda. Não era para os outros que era feio ela passear, todos admitem que os outros sejam velhos. Mas para si mesma. Que ânsia, que cuidado com o corpo perdido, o espírito aflito nos olhos, ah, mas as pupilas essas límpidas.
    Outra coisa: antigamente no seu rosto não se via o que ela pensava, era só aquela face destacada, em oferta. Agora, quando se vê sem querer ao espelho, quase grita horrorizada: mas eu não estava pensando nisso! Embora fosse impossível e inútil dizer em que rosto parecia pensar, e também impossível e inútil dizer no que ela mesma pensava.
    Ao redor as coisas frescas, uma história para a frente, e o vento, o vento... Enquanto seu ventre crescia e as pernas engrossavam, e os cabelos se haviam acomodado num penteado natural e modesto que se formara sozinho.


(LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984. p. 291.)
Embora fosse impossível e inútil dizer em que rosto parecia pensar, e também impossível e inútil dizer no que ela mesma pensava.” (2º§) Assinale o vocábulo que pode substituir, sem alteração de sentido, o termo destacado anteriormente. 
Alternativas
Q3232675 Português
A não-aceitação

    Desde que começou a envelhecer realmente começou a querer ficar em casa. Parece-me que achava feio passear quando não se era mais jovem: o ar tão limpo, o corpo sujo de gordura e rugas. Sobretudo a claridade do mar como desnuda. Não era para os outros que era feio ela passear, todos admitem que os outros sejam velhos. Mas para si mesma. Que ânsia, que cuidado com o corpo perdido, o espírito aflito nos olhos, ah, mas as pupilas essas límpidas.
    Outra coisa: antigamente no seu rosto não se via o que ela pensava, era só aquela face destacada, em oferta. Agora, quando se vê sem querer ao espelho, quase grita horrorizada: mas eu não estava pensando nisso! Embora fosse impossível e inútil dizer em que rosto parecia pensar, e também impossível e inútil dizer no que ela mesma pensava.
    Ao redor as coisas frescas, uma história para a frente, e o vento, o vento... Enquanto seu ventre crescia e as pernas engrossavam, e os cabelos se haviam acomodado num penteado natural e modesto que se formara sozinho.


(LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984. p. 291.)
Assinale a alternativa cuja expressão destacada NÃO pode ser substituída pela palavra a seguir indicada, por comprometer o valor semântico.
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Q3232674 Português
A não-aceitação

    Desde que começou a envelhecer realmente começou a querer ficar em casa. Parece-me que achava feio passear quando não se era mais jovem: o ar tão limpo, o corpo sujo de gordura e rugas. Sobretudo a claridade do mar como desnuda. Não era para os outros que era feio ela passear, todos admitem que os outros sejam velhos. Mas para si mesma. Que ânsia, que cuidado com o corpo perdido, o espírito aflito nos olhos, ah, mas as pupilas essas límpidas.
    Outra coisa: antigamente no seu rosto não se via o que ela pensava, era só aquela face destacada, em oferta. Agora, quando se vê sem querer ao espelho, quase grita horrorizada: mas eu não estava pensando nisso! Embora fosse impossível e inútil dizer em que rosto parecia pensar, e também impossível e inútil dizer no que ela mesma pensava.
    Ao redor as coisas frescas, uma história para a frente, e o vento, o vento... Enquanto seu ventre crescia e as pernas engrossavam, e os cabelos se haviam acomodado num penteado natural e modesto que se formara sozinho.


(LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984. p. 291.)
Considerando as características textuais apresentadas, é correto afirmar que o texto evidencia basicamente:
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Q3232673 Português
Crônica de um amor anunciado

   Toda pessoa apaixonada é um publicitário em potencial. Não anuncia cigarros, hidratantes ou máquinas de lavar, mas anuncia seu amor, como se vivê-lo em segredo diminuísse sua intensidade.
    O hábito começa na escola. O caderno abarrotado de regras gramaticais, fórmulas matemáticas e lições de geografia, e lá, na última página, centenas de corações desenhados com caneta vermelha. Parece aula de ciências, mas é introdução à publicidade. Em breve se estará desenhando corações em árvores, escrevendo atrás da porta do banheiro e grafitando a parede do corredor: Suzana ama João.
    A partir de uma certa idade, a veia publicitária vai tornando-se mais discreta. Já não anunciamos nossa paixão em muros e bancos de jardim. Dispensa-se a mídia de massa e parte-se para o telemarketing. Contamos por telefone mesmo, para um público selecionado, as últimas notícias da nossa vida afetiva. Mas alguns não resistem em seguir propagando com alarde o seu amor. Colocam anúncios de verdade no jornal, geralmente nos classificados: Kika, te amo. Beto, volta pra mim?! Everaldo, não me deixe por essa loira de farmácia. Joana, foi bom pra você também?
    O grau máximo de profissionalismo é atingido quando o apaixonado manda colocar sua mensagem num outdoor em frente à casa da pessoa amada. O recado é para ela, mas a cidade inteira fica sabendo que alguém está tentando recuperar seu amor. Em grau menor de assiduidade, há casos em que apaixonados mandam despejar de um helicóptero pétalas de rosas no endereço do namorado, ou gastam uma fortuna para que a fumaça de um avião desenhe as iniciais do casal no céu. A criatividade dos amantes é infinita.
    O amor é uma coisa íntima, mas todos nós temos a necessidade de torná-lo público. É a nossa vitória contra a solidão. Assim como as torcidas de futebol comemoram seus títulos com buzinaços, foguetório e cantorias, queremos também alardear nossa conquista pessoal, dividir a alegria de ter alguém que faz nosso coração bater mais forte. É por isso que, mesmo não sendo adepta do estardalhaço, me consterno por aqueles que amam escondido, amam em silêncio, amam clandestinamente. Mesmo que funcione como fetiche, priva o prazer de ter um amor compartilhado.

(Martha Medeiros. Disponível em: http://pensador.uol.com.br/cronicas_de_marta_medeiros_sobre_amor/. Acesso em: outubro de 2024.)
A acentuação das palavras indica intensidade em que as sílabas se apresentam quando pronunciadas, podendo ser em maior ou menor grau. As palavras a seguir possuem a mesma classificação devido à sua acentuação. No entanto, há uma que se DISTINGUE das demais; assinale-a.
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Q3232672 Português
Crônica de um amor anunciado

   Toda pessoa apaixonada é um publicitário em potencial. Não anuncia cigarros, hidratantes ou máquinas de lavar, mas anuncia seu amor, como se vivê-lo em segredo diminuísse sua intensidade.
    O hábito começa na escola. O caderno abarrotado de regras gramaticais, fórmulas matemáticas e lições de geografia, e lá, na última página, centenas de corações desenhados com caneta vermelha. Parece aula de ciências, mas é introdução à publicidade. Em breve se estará desenhando corações em árvores, escrevendo atrás da porta do banheiro e grafitando a parede do corredor: Suzana ama João.
    A partir de uma certa idade, a veia publicitária vai tornando-se mais discreta. Já não anunciamos nossa paixão em muros e bancos de jardim. Dispensa-se a mídia de massa e parte-se para o telemarketing. Contamos por telefone mesmo, para um público selecionado, as últimas notícias da nossa vida afetiva. Mas alguns não resistem em seguir propagando com alarde o seu amor. Colocam anúncios de verdade no jornal, geralmente nos classificados: Kika, te amo. Beto, volta pra mim?! Everaldo, não me deixe por essa loira de farmácia. Joana, foi bom pra você também?
    O grau máximo de profissionalismo é atingido quando o apaixonado manda colocar sua mensagem num outdoor em frente à casa da pessoa amada. O recado é para ela, mas a cidade inteira fica sabendo que alguém está tentando recuperar seu amor. Em grau menor de assiduidade, há casos em que apaixonados mandam despejar de um helicóptero pétalas de rosas no endereço do namorado, ou gastam uma fortuna para que a fumaça de um avião desenhe as iniciais do casal no céu. A criatividade dos amantes é infinita.
    O amor é uma coisa íntima, mas todos nós temos a necessidade de torná-lo público. É a nossa vitória contra a solidão. Assim como as torcidas de futebol comemoram seus títulos com buzinaços, foguetório e cantorias, queremos também alardear nossa conquista pessoal, dividir a alegria de ter alguém que faz nosso coração bater mais forte. É por isso que, mesmo não sendo adepta do estardalhaço, me consterno por aqueles que amam escondido, amam em silêncio, amam clandestinamente. Mesmo que funcione como fetiche, priva o prazer de ter um amor compartilhado.

(Martha Medeiros. Disponível em: http://pensador.uol.com.br/cronicas_de_marta_medeiros_sobre_amor/. Acesso em: outubro de 2024.)
No trecho “Assim como as torcidas de futebol comemoram seus títulos com buzinaços, foguetório e cantorias, queremos também alardear nossa conquista pessoal, [...]” (5º§), a expressão “assim como” exprime ideia de:
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Q3232671 Português
Crônica de um amor anunciado

   Toda pessoa apaixonada é um publicitário em potencial. Não anuncia cigarros, hidratantes ou máquinas de lavar, mas anuncia seu amor, como se vivê-lo em segredo diminuísse sua intensidade.
    O hábito começa na escola. O caderno abarrotado de regras gramaticais, fórmulas matemáticas e lições de geografia, e lá, na última página, centenas de corações desenhados com caneta vermelha. Parece aula de ciências, mas é introdução à publicidade. Em breve se estará desenhando corações em árvores, escrevendo atrás da porta do banheiro e grafitando a parede do corredor: Suzana ama João.
    A partir de uma certa idade, a veia publicitária vai tornando-se mais discreta. Já não anunciamos nossa paixão em muros e bancos de jardim. Dispensa-se a mídia de massa e parte-se para o telemarketing. Contamos por telefone mesmo, para um público selecionado, as últimas notícias da nossa vida afetiva. Mas alguns não resistem em seguir propagando com alarde o seu amor. Colocam anúncios de verdade no jornal, geralmente nos classificados: Kika, te amo. Beto, volta pra mim?! Everaldo, não me deixe por essa loira de farmácia. Joana, foi bom pra você também?
    O grau máximo de profissionalismo é atingido quando o apaixonado manda colocar sua mensagem num outdoor em frente à casa da pessoa amada. O recado é para ela, mas a cidade inteira fica sabendo que alguém está tentando recuperar seu amor. Em grau menor de assiduidade, há casos em que apaixonados mandam despejar de um helicóptero pétalas de rosas no endereço do namorado, ou gastam uma fortuna para que a fumaça de um avião desenhe as iniciais do casal no céu. A criatividade dos amantes é infinita.
    O amor é uma coisa íntima, mas todos nós temos a necessidade de torná-lo público. É a nossa vitória contra a solidão. Assim como as torcidas de futebol comemoram seus títulos com buzinaços, foguetório e cantorias, queremos também alardear nossa conquista pessoal, dividir a alegria de ter alguém que faz nosso coração bater mais forte. É por isso que, mesmo não sendo adepta do estardalhaço, me consterno por aqueles que amam escondido, amam em silêncio, amam clandestinamente. Mesmo que funcione como fetiche, priva o prazer de ter um amor compartilhado.

(Martha Medeiros. Disponível em: http://pensador.uol.com.br/cronicas_de_marta_medeiros_sobre_amor/. Acesso em: outubro de 2024.)
Os trechos a seguir foram retirados do texto; assinale a alternativa em que a associação não traz prejuízo ao sentido da frase.
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Q3232670 Português
Crônica de um amor anunciado

   Toda pessoa apaixonada é um publicitário em potencial. Não anuncia cigarros, hidratantes ou máquinas de lavar, mas anuncia seu amor, como se vivê-lo em segredo diminuísse sua intensidade.
    O hábito começa na escola. O caderno abarrotado de regras gramaticais, fórmulas matemáticas e lições de geografia, e lá, na última página, centenas de corações desenhados com caneta vermelha. Parece aula de ciências, mas é introdução à publicidade. Em breve se estará desenhando corações em árvores, escrevendo atrás da porta do banheiro e grafitando a parede do corredor: Suzana ama João.
    A partir de uma certa idade, a veia publicitária vai tornando-se mais discreta. Já não anunciamos nossa paixão em muros e bancos de jardim. Dispensa-se a mídia de massa e parte-se para o telemarketing. Contamos por telefone mesmo, para um público selecionado, as últimas notícias da nossa vida afetiva. Mas alguns não resistem em seguir propagando com alarde o seu amor. Colocam anúncios de verdade no jornal, geralmente nos classificados: Kika, te amo. Beto, volta pra mim?! Everaldo, não me deixe por essa loira de farmácia. Joana, foi bom pra você também?
    O grau máximo de profissionalismo é atingido quando o apaixonado manda colocar sua mensagem num outdoor em frente à casa da pessoa amada. O recado é para ela, mas a cidade inteira fica sabendo que alguém está tentando recuperar seu amor. Em grau menor de assiduidade, há casos em que apaixonados mandam despejar de um helicóptero pétalas de rosas no endereço do namorado, ou gastam uma fortuna para que a fumaça de um avião desenhe as iniciais do casal no céu. A criatividade dos amantes é infinita.
    O amor é uma coisa íntima, mas todos nós temos a necessidade de torná-lo público. É a nossa vitória contra a solidão. Assim como as torcidas de futebol comemoram seus títulos com buzinaços, foguetório e cantorias, queremos também alardear nossa conquista pessoal, dividir a alegria de ter alguém que faz nosso coração bater mais forte. É por isso que, mesmo não sendo adepta do estardalhaço, me consterno por aqueles que amam escondido, amam em silêncio, amam clandestinamente. Mesmo que funcione como fetiche, priva o prazer de ter um amor compartilhado.

(Martha Medeiros. Disponível em: http://pensador.uol.com.br/cronicas_de_marta_medeiros_sobre_amor/. Acesso em: outubro de 2024.)
No 3º§ do texto, a autora emprega o sinal de interrogação em alguns momentos; esse sinal gráfico, quando utilizado:
Alternativas
Respostas
441: C
442: A
443: D
444: B
445: C
446: A
447: B
448: A
449: D
450: D
451: B
452: B
453: D
454: C
455: C
456: B
457: A
458: D
459: A
460: D