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No que concerne os componentes de um computador, considere as afirmações abaixo.
1) Um processador CISC reconhece centenas de instruções complexas, por isso é mais rápido que um processador RISC.
2) Um processador RISC reconhece um conjunto limitado de instruções. As instruções não contempladas são executadas como combinações das existentes.
3) A memória do tipo SRAM é extremamente rápida e, embora volátil, só perde seu conteúdo se a máquina for desligada, não exigindo que a CPU renove seu conteúdo continuamente.
4) Uma célula de memória é a menor unidade endereçável no computador. O termo palavra é usado para designar a quantidade de bits que pode ser armazenada em cada célula. Então, em uma máquina de 16 bits, cada célula da memória principal armazena 2 bytes.
5) Em uma máquina pipeline, a execução de uma instrução é dividida em diferentes estágios de modo que cada um deles seja manipulado por partes de hardware específicas.
Estão corretas:
A execução de um programa retornou um erro de acesso a memória de endereço 567. Considere as afirmações sobre conversão entre bases:
1) Se 765 estiver na base hexadecimal, em binário é 11101100101.
2) Se 765 estiver na base octal, em binário é 111110101.
3) A soma do decimal correspondente ao binário da afirmação 1 com o o decima do binário da afirmação 2, é igual ao dobro do decimal 765.
Está(ão) correta(s):
Uma língua, múltiplos falares
No Brasil, convivemos não somente com várias línguas que resistem, mas também com vários jeitos de falar. Os mais desavisados podem pensar que os mineiros, por exemplo, preferem abandonar algumas palavras no meio do caminho quando perguntam “ôndôtô?” ao invés de “onde eu estou?”. Igualmente famosos são os “s” dos cariocas ou o “oxente” dos baianos. Esses sotaques ou modos de falar resultam da interação da língua com uma realidade específica, com outras línguas e seus falantes.
Todas as línguas são em si um discurso sobre o indivíduo que fala, elas o identificam. A língua que eu uso para dizer quem eu sou já fala sobre mim; é, portanto, um instrumento de afirmação da identidade.
Desde suas origens, o Brasil tem uma língua dividida em falares diversos. Mesmo antes da chegada dos portugueses, o território brasileiro já era multilíngue. Estimativas de especialistas indicam a presença de cerca de mil e duzentas línguas faladas pelos povos indígenas. O português trazido pelo colonizador tampouco era uma língua homogênea. Havia variações, dependendo da região de Portugal de onde ele vinha.
Há de se considerar também que a chegada de falantes de português acontece em diferentes etapas, em momentos históricos específicos. Na cidade de São Paulo, por exemplo, temos primeiramente o encontro linguístico de portugueses com índios e, além dos negros da África, vieram italianos, japoneses, alemães, árabes, todos com suas línguas. Daí que na mesma São Paulo podem-se encontrar modos de falar distintos, como o de Adoniram Barbosa, que eternizou em suas composições o sotaque típico de um filho de imigrantes italianos, ou o chamado erre retroflexo, aquele erre dobrado que, junto com a letra i, resulta naquele jeito de falar “cairne” e “poirta” característico do interior de São Paulo.
Independentemente dessas peculiaridades no uso da língua, o português, no imaginário, une. Na verdade, a construção das identidades nacionais modernas se baseou num imaginário de unidade linguística. É daí que surge o conceito de língua nacional, língua da nação, que pretensamente une a todos sob uma mesma cultura. Esta unidade se constitui a partir de instrumentos muito particulares, como gramáticas e dicionários, e de instituições como a escola.
No Brasil, hoje, o português é a língua oficial e também a língua materna da maioria dos brasileiros. Entretanto, nem sempre foi assim.
Patrícia Mariuzzo. Disponível em: http://www.labjor.unicamp.br/patrimonio/materia.php?id=219. Acesso em 09/05/2012. Excerto adaptado.