Questões de Concurso
Comentadas para analista cultural - música
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Atente para o seguinte excerto: “A premissa da estratégia de territorialização da gestão é considerar a identidade territorial como alicerce para a elaboração e execução das estratégias de gestão do equipamento cultural. Trata-se, portanto, de um convite aos gestores para adotar, como ponto de partida, não a ação cultural, mas o diálogo que esta e os demais aspectos da gestão podem estabelecer com os potenciais identitários percebidos no território”.
SANTOS, F.; DAVEL, E. Gestão de Equipamentos Culturais e Identidade Territorial: Potencialidades e Desafios, 2017.
Considerando o texto acima, que propõe um modelo de gestão que confronta a problematização do isolamento dos equipamentos culturais em relação ao seu entorno e aos demais atores sociais que o compartilham, analise as seguintes afirmações:
I. A gestão territorializada fomenta a criação de um processo dialógico entre equipamentos (ação cultural) e território (identidade), permitindo-lhes sair da condição de cidadelas fechadas para converterem-se em verdadeiras extensões do espaço público.
II. A gestão territorializada está fortemente vinculada à ideia de proteção e/ou distribuição da produção cultural, concepção típica dos processos de democratização cultural que constitui o coração da ação de qualquer equipamento cultural.
III. Na gestão territorializada, o vetor de ação
parte de fora para dentro, e torna o
equipamento permeável a dinâmicas, pautas,
identidades e interesses que estão para além
de seus muros, propiciando novos contextos
de atuação.
O Grupo Cactus conjunto de vanguarda da bossa nova em nossa terra, gravará ainda este mês na Orgacine, um compacto. A nova componente é a estudante Olga Paiva, que toca muito bem piano, principalmente música clássica, mas agora aderiu àquele grupo musical-folclorista, de tanto talento e cultura.
CASTRO, W. No tom da canção cearense. Universidade Estadual do Ceará, 2007, modificado pelo autor
O artigo acima faz menção a um importante e arrojado grupo de artistas criado em 1966, um ano após a promoção do I Festival de Música Popular Cearense. Além de Olga Paiva, integravam o grupo
Criado em meados dos anos 80, é o grupo de câmara em atividade mais antigo do Ceará. Seu nome homenageia o grande autor seiscentista cuja obra teórica é a principal fonte de estudos da música barroca. Ao final dos anos 90, o
O termo “barroco” é aplicado à música entre 1600 e 1750. Cunhado em meados do século XVIII pelos críticos pós-barrocos, o termo, amplamente adotado pela crítica de arte como sinônimo de mau gosto e anormalidade, foi emprestado da expressão portuguesa “pérola barroca” para pérolas irregulares ou deformadas. Aparece relacionado à música pela primeira vez em 1734, em uma revisão crítica da estreia de Hyppolite et Aricie de Rameau, severamente criticado por sua falta de coerência melódica e dissonâncias ininterruptas. O termo foi reabilitado de suas conotações burlescas, no final do século XIX, pelo crítico suíço de arte Heinrich Wölfllin.
Quando aplicado à música, o termo “barroco”
identifica traços fundamentais como
Coluna I
1. Primitivismo 2. Expressionismo 3. Impressionismo 4. Romantismo
Coluna II
( ) Emancipação das dissonâncias, atonalismo livre, emprego de estruturas complexas como espelhos, palíndromos e pontilhismo.
( ) Paralelismo de acordes, emprego não funcional de acordes, sonoridades baseadas em modos.
( ) Grandes forças orquestrais, cromatismo expandido, instabilidade tonal e emprego de programas extramusicais.
( ) Nacionalismo folclorista, fragmentação melódica, técnicas heterofônicas e texturas sobrepostas em camadas.
A sequência correta, de cima para baixo, é:
A desagregação da polifonia e o surgimento de um novo gênero musical revela-nos um processo inteiramente novo de mundanização e laicização da música. O clima novo cultural elegeu uma nova prerrogativa: a esfera da psique humana, dos sentimentos e das emoções. Suscitar emoções ou estimular os “afetos” eram novas exigências. Do embate feroz entre aqueles que defendiam a primazia da poesia sobre a música, aqui chamados de modernos, em confronto com os opositores que faziam prevalecer as razões da música sobre as razões da palavra, aqui chamados de antigos, nasceu um novo gênero musical e novas formas musicais.
Assinale com V ou F conforme seja verdadeiro ou falso o que se afirma a seguir sobre o período, o gênero musical e as formas musicais às quais se faz alusão no texto acima.
( ) No decurso da baixa Renascença, o melodrama depôs a complicada textura polifônica vocal de sua posição proeminente no cenário musical – respaldada, então, pelas tradições medievais –, e reivindicou à monodia acompanhada o papel principal dentro do universo expressivo florescente.
( ) Em absoluta sintonia com as preocupações do homem do século XVIII em busca da percepção de si próprio e do mundo ao seu redor, a monodia buscou, na simplicidade, a única e verdadeira forma de expressar as paixões e os afetos da alma.
( ) No lastro de uma nova estética musical humanista, vimos surgir, no início do século XVII, a invenção de novas formas e de novas configurações musicais, dentre elas a ópera, a forma sonata e o gênero sinfônico.
( ) As mudanças de gosto e estilo faziam-se
sentir em todas as artes no período Pré-Clássico.
Esses estilos eram chamados de
estilo galante francês, estilo sensível ou
Empfindsamkeit alemão, e o estilo
protorromântico Sturm und Drang no final
da década de 1760.
Está correta, de cima para baixo, a seguinte sequência:
Escreva V ou F conforme sejam verdadeiras ou falsas as seguintes afirmações.
( ) Santo Agostinho foi o primeiro filósofo a sintetizar o pensamento clássico e revive-lo em conformidade com o novo contexto cristão. Desde os primórdios do cristianismo, a música – ao mesmo tempo em que se reconhecia profundamente em débito com as concepções pitagóricas e platônicas e sua intrínseca relação como o mundo pagão –, oscilava entre duas atitudes incompatíveis: de um lado era entendida como fonte de corrupção, de outro, de ascese espiritual.
( ) Sabemos que a doutrina pitagórica foi muito além do aspecto matemático, ensejava fortes aspectos moralista, metafísico e político-pedagógico. Segundo os pitagóricos, a música, sendo ela capaz de imitar a virtude, era capaz de erradicar o vício e purificar a alma – exercendo, assim, uma função catártica – e restabelecer a harmonia da alma. A dimensão ética e pedagógica da música foi um terreno fecundo para a filosofia antiga e manteve-se fortemente presente durante o primeiro milênio da Era Cristã.
( ) Apenas ao final do primeiro milênio surge uma nova atitude no pensamento musical. Os escritos sobre música deixavam de ser abstratos e ocupavam-se, cada vez mais, de assuntos concretos. O ensino da música concreta demandava novas exigências educacionais, na medida em que se via surgir uma nova tomada de consciência das diferenças de estilos musicais entre a tradição gregoriana e a práxis polifônica. Pouco a pouco vemos a antiga visão teológico-cosmológica da música ceder espaço para uma vertente que levará ao surgimento da estética musical.
( ) Schopenhauer partilha da visão da
inefabilidade da música, tema recorrente
que sempre retorna com mais vigor. Só
podemos falar da música por metáforas,
visto que ela se constitui como uma
linguagem absoluta e intraduzível. Daí
somente ela, enquanto linguagem inefável,
ser capaz de significar as dimensões
inefáveis do mundo. Para ele, a música é a
fonte suprema do conhecimento, revelando
o sentido a priori das coisas, antes mesmo
delas serem significadas pela linguagem
comum. O conteúdo de verdade da música
está no fato de ela não ser representação
e sim expressão.
Fonte: CALABRE, Lia. Políticas culturais no Brasil: balanço & perspectivas. In: BARBALHO, A.; RUBIM, A. (org) Políticas culturais no Brasil. Salvador: Ufba, 2007.
Diante do exposto, é correto afirmar que
A partir dessas definições, é correto afirmar que
Fonte: AVELAR, Romulo. Elementos de gestão dos empreendimentos culturais. In: Curso de formação de gestores públicos e agentes culturais. Disponível em http://www.cultura.rj.gov.br/curso-gestoresagentes/textos/elementosgestcultural.pdf. Acesso em 01.09.2018 Diante dessa realidade, é correto afirmar que
Fonte: CUNHA FILHO, Francisco Humberto. Direitos Culturais no Brasil. Revista Observatório Itaú Cultural / OIC – n. 11 (jan./abr. 2011).
Isso implica que
Pelo exposto, pode-se afirmar corretamente que a gestão cultural
I. Uma de suas finalidades é promover a diversidade cultural regional.
II. Tem como único mecanismo a lei de incentivo fiscal, mais conhecida como Lei Roaunet.
III. Criou o Fundo de Investimento Cultural e Artístico – Ficart – que se tornou importante fonte de financiamento da cultura.
IV. É constituído também pelo Fundo Nacional de Cultura, que tem como prioridade o investimento em projetos financeiramente rentáveis.
Está correto somente o que se afirma em
A faculdade que tem o Estado de limitar e/ou condicionar o exercício dos direitos individuais, a liberdade e a propriedade, tendo como objetivo o interesse público, denomina-se poder