Questões de Concurso Comentadas para analista de recursos humanos

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Q3216407 Português
Alterar estruturas da língua pode alterar as relações sociais?

Conjunto de falantes é o árbitro das mudanças linguísticas.


     É sempre interessante observar como a língua se comporta diante das tensões que nela se refletem. De uns tempos para cá, muita gente passou a ser corrigida em público nas transmissões ao vivo na internet por uma audiência empenhada em rastrear as marcas de racismo, machismo, homofobia e demais preconceitos que estariam inscritos na língua. Não foram poucos os que passaram a monitorar não apenas a fala alheia como ____ própria, ciosos de que mudar as palavras é uma forma de mudar o mundo. Talvez seja, talvez não seja. O tempo dirá.

       Personagens de novela, que geralmente aparecem na trama fazendo merchandising de produtos, passaram a vender também as lições civilizatórias da cultura “woke”. “Nuvens negras” que anunciavam mau tempo foram substituídas por “nuvens cinza” e muitos outros exemplos foram incorporados aos scripts. Ao mesmo tempo, a ministra Anielle Franco ressaltou que termos como “caixa-preta” e “buraco negro”, que pareciam insuspeitos, também tinham uma carga de preconceito racial.

       O verbo “denegrir”, mesmo sendo usado desde o latim no sentido de manchar a reputação, foi um dos principais alvos das cartilhas de letramento racial que apareceram na internet, associado ____ cor de pele de pessoas, sempre com a advertência de que era muito importante mudar os hábitos linguísticos. A motivação é das melhores; só não sabemos ainda se isso vai contribuir, de fato, para o fim do racismo e dos demais preconceitos.

      Dia desses, ouvi uma pessoa ser corrigida em uma live ao usar a expressão “mãe solteira”, que deveria ser substituída por “mãe solo”. A explicação era que “mãe solteira” é uma expressão preconceituosa porque o estado civil não tem nada a ver com a maternidade. Perfeito. Nesse caso, talvez o ideal fosse a supressão do adjetivo: já que não se diz “mãe casada” ou “mãe viúva”, por que dizer “mãe solteira”? Bastaria dizer “mãe”.

       Outro caso interessante é o da expressão “pessoa com deficiência”, que viria substituir “deficiente”, pois nenhum ser humano deveria ser definido pela sua deficiência – o uso da palavra “pessoa” teria uma função importante na conscientização de que eventuais deficiências não impedem alguém de ter uma vida normal. De fato, mas o que se vê hoje é que a expressão foi reduzida ____ uma sigla (PcD) e lida “pê-cê-dê”. É provável que essa simplificação tenha ocorrido em razão do princípio da economia, muito importante na comunicação.

       ____ algum tempo, tribunais eleitorais vinham usando com insistência a construção “eleitores e eleitoras” e também “pessoa eleitora”. Parece que as coisas andaram mudando. Em trabalhos acadêmicos, sobretudo na área de humanidades, passou a ser “obrigatório” o uso da linguagem dita “inclusiva”, de modo que, onde se lia “os historiadores”, se passou a ler “os historiadores e as historiadoras” – e assim por diante, sempre com as duas palavras, no masculino e no feminino. No meio acadêmico, o uso se tornou comum.

    Uma coisa, porém, temos de reconhecer. Essa prática, além de tornar o texto enfadonho, é totalmente desnecessária. O motivo é muito simples: a forma “historiadores”, no masculino, generaliza as pessoas que exercem essa atividade. É a condição de “historiador” que interessa quando usamos o termo de modo geral (por exemplo, “os historiadores do século passado”), não a identidade do ser humano. O termo feminino existe para as situações em que tratamos de uma ou mais mulheres em particular (“uma historiadora do período”). Isso vale para qualquer termo que indique a função, a condição, a profissão etc., mas não vale, por óbvio, para homens e mulheres. Ninguém nunca disse os “homens aqui presentes” com o intuito de englobar “homens e mulheres”, certo?

        O problema é que não está a nosso alcance fazer uma mudança desse teor, de caráter estrutural. A língua é uma construção coletiva autogerida. É a coletividade representada pelos falantes que determina o que muda e o que não muda, o que tem cabimento e o que não tem. É fácil perceber isso no caso dos neologismos, que, quando úteis ou funcionais, passam a integrar a língua, mesmo que alguns os rejeitem por apego ___ tradição ou por outro motivo.

        O pronome “todos”, por exemplo, é um pronome indefinido que indica totalidade inclusiva (todas as pessoas). É uma das palavras mais inclusivas da língua (ao lado de “tudo”), mas a cartilha da inclusão recomenda cumprimentar a “todos e todas”, reduzindo o alcance de “todos”, que ficaria restrito ao gênero masculino. Pode-se dizer que essa fórmula de saudação foi bem-aceita e acabou virando regra de etiqueta em alguns lugares. Cumprimenta-se a “todos e todas” e, depois, está-se livre para continuar falando de forma econômica.

        O tempo dirá se a sociedade mudou no rastro das palavras ou se o movimento é exatamente o inverso. Aguardemos.


(NICOLETI, Thaís. Alterar estruturas da língua pode alterar as relações sociais? Jornal Folha de S. Paulo, 2024. Adaptado.)
É possível inferir do 5º§ que:
Alternativas
Q3216406 Português
Alterar estruturas da língua pode alterar as relações sociais?

Conjunto de falantes é o árbitro das mudanças linguísticas.


     É sempre interessante observar como a língua se comporta diante das tensões que nela se refletem. De uns tempos para cá, muita gente passou a ser corrigida em público nas transmissões ao vivo na internet por uma audiência empenhada em rastrear as marcas de racismo, machismo, homofobia e demais preconceitos que estariam inscritos na língua. Não foram poucos os que passaram a monitorar não apenas a fala alheia como ____ própria, ciosos de que mudar as palavras é uma forma de mudar o mundo. Talvez seja, talvez não seja. O tempo dirá.

       Personagens de novela, que geralmente aparecem na trama fazendo merchandising de produtos, passaram a vender também as lições civilizatórias da cultura “woke”. “Nuvens negras” que anunciavam mau tempo foram substituídas por “nuvens cinza” e muitos outros exemplos foram incorporados aos scripts. Ao mesmo tempo, a ministra Anielle Franco ressaltou que termos como “caixa-preta” e “buraco negro”, que pareciam insuspeitos, também tinham uma carga de preconceito racial.

       O verbo “denegrir”, mesmo sendo usado desde o latim no sentido de manchar a reputação, foi um dos principais alvos das cartilhas de letramento racial que apareceram na internet, associado ____ cor de pele de pessoas, sempre com a advertência de que era muito importante mudar os hábitos linguísticos. A motivação é das melhores; só não sabemos ainda se isso vai contribuir, de fato, para o fim do racismo e dos demais preconceitos.

      Dia desses, ouvi uma pessoa ser corrigida em uma live ao usar a expressão “mãe solteira”, que deveria ser substituída por “mãe solo”. A explicação era que “mãe solteira” é uma expressão preconceituosa porque o estado civil não tem nada a ver com a maternidade. Perfeito. Nesse caso, talvez o ideal fosse a supressão do adjetivo: já que não se diz “mãe casada” ou “mãe viúva”, por que dizer “mãe solteira”? Bastaria dizer “mãe”.

       Outro caso interessante é o da expressão “pessoa com deficiência”, que viria substituir “deficiente”, pois nenhum ser humano deveria ser definido pela sua deficiência – o uso da palavra “pessoa” teria uma função importante na conscientização de que eventuais deficiências não impedem alguém de ter uma vida normal. De fato, mas o que se vê hoje é que a expressão foi reduzida ____ uma sigla (PcD) e lida “pê-cê-dê”. É provável que essa simplificação tenha ocorrido em razão do princípio da economia, muito importante na comunicação.

       ____ algum tempo, tribunais eleitorais vinham usando com insistência a construção “eleitores e eleitoras” e também “pessoa eleitora”. Parece que as coisas andaram mudando. Em trabalhos acadêmicos, sobretudo na área de humanidades, passou a ser “obrigatório” o uso da linguagem dita “inclusiva”, de modo que, onde se lia “os historiadores”, se passou a ler “os historiadores e as historiadoras” – e assim por diante, sempre com as duas palavras, no masculino e no feminino. No meio acadêmico, o uso se tornou comum.

    Uma coisa, porém, temos de reconhecer. Essa prática, além de tornar o texto enfadonho, é totalmente desnecessária. O motivo é muito simples: a forma “historiadores”, no masculino, generaliza as pessoas que exercem essa atividade. É a condição de “historiador” que interessa quando usamos o termo de modo geral (por exemplo, “os historiadores do século passado”), não a identidade do ser humano. O termo feminino existe para as situações em que tratamos de uma ou mais mulheres em particular (“uma historiadora do período”). Isso vale para qualquer termo que indique a função, a condição, a profissão etc., mas não vale, por óbvio, para homens e mulheres. Ninguém nunca disse os “homens aqui presentes” com o intuito de englobar “homens e mulheres”, certo?

        O problema é que não está a nosso alcance fazer uma mudança desse teor, de caráter estrutural. A língua é uma construção coletiva autogerida. É a coletividade representada pelos falantes que determina o que muda e o que não muda, o que tem cabimento e o que não tem. É fácil perceber isso no caso dos neologismos, que, quando úteis ou funcionais, passam a integrar a língua, mesmo que alguns os rejeitem por apego ___ tradição ou por outro motivo.

        O pronome “todos”, por exemplo, é um pronome indefinido que indica totalidade inclusiva (todas as pessoas). É uma das palavras mais inclusivas da língua (ao lado de “tudo”), mas a cartilha da inclusão recomenda cumprimentar a “todos e todas”, reduzindo o alcance de “todos”, que ficaria restrito ao gênero masculino. Pode-se dizer que essa fórmula de saudação foi bem-aceita e acabou virando regra de etiqueta em alguns lugares. Cumprimenta-se a “todos e todas” e, depois, está-se livre para continuar falando de forma econômica.

        O tempo dirá se a sociedade mudou no rastro das palavras ou se o movimento é exatamente o inverso. Aguardemos.


(NICOLETI, Thaís. Alterar estruturas da língua pode alterar as relações sociais? Jornal Folha de S. Paulo, 2024. Adaptado.)
O único par de termos que, de acordo com o texto, NÃO apresenta viés discriminatório é:
Alternativas
Q3216405 Português
Alterar estruturas da língua pode alterar as relações sociais?

Conjunto de falantes é o árbitro das mudanças linguísticas.


     É sempre interessante observar como a língua se comporta diante das tensões que nela se refletem. De uns tempos para cá, muita gente passou a ser corrigida em público nas transmissões ao vivo na internet por uma audiência empenhada em rastrear as marcas de racismo, machismo, homofobia e demais preconceitos que estariam inscritos na língua. Não foram poucos os que passaram a monitorar não apenas a fala alheia como ____ própria, ciosos de que mudar as palavras é uma forma de mudar o mundo. Talvez seja, talvez não seja. O tempo dirá.

       Personagens de novela, que geralmente aparecem na trama fazendo merchandising de produtos, passaram a vender também as lições civilizatórias da cultura “woke”. “Nuvens negras” que anunciavam mau tempo foram substituídas por “nuvens cinza” e muitos outros exemplos foram incorporados aos scripts. Ao mesmo tempo, a ministra Anielle Franco ressaltou que termos como “caixa-preta” e “buraco negro”, que pareciam insuspeitos, também tinham uma carga de preconceito racial.

       O verbo “denegrir”, mesmo sendo usado desde o latim no sentido de manchar a reputação, foi um dos principais alvos das cartilhas de letramento racial que apareceram na internet, associado ____ cor de pele de pessoas, sempre com a advertência de que era muito importante mudar os hábitos linguísticos. A motivação é das melhores; só não sabemos ainda se isso vai contribuir, de fato, para o fim do racismo e dos demais preconceitos.

      Dia desses, ouvi uma pessoa ser corrigida em uma live ao usar a expressão “mãe solteira”, que deveria ser substituída por “mãe solo”. A explicação era que “mãe solteira” é uma expressão preconceituosa porque o estado civil não tem nada a ver com a maternidade. Perfeito. Nesse caso, talvez o ideal fosse a supressão do adjetivo: já que não se diz “mãe casada” ou “mãe viúva”, por que dizer “mãe solteira”? Bastaria dizer “mãe”.

       Outro caso interessante é o da expressão “pessoa com deficiência”, que viria substituir “deficiente”, pois nenhum ser humano deveria ser definido pela sua deficiência – o uso da palavra “pessoa” teria uma função importante na conscientização de que eventuais deficiências não impedem alguém de ter uma vida normal. De fato, mas o que se vê hoje é que a expressão foi reduzida ____ uma sigla (PcD) e lida “pê-cê-dê”. É provável que essa simplificação tenha ocorrido em razão do princípio da economia, muito importante na comunicação.

       ____ algum tempo, tribunais eleitorais vinham usando com insistência a construção “eleitores e eleitoras” e também “pessoa eleitora”. Parece que as coisas andaram mudando. Em trabalhos acadêmicos, sobretudo na área de humanidades, passou a ser “obrigatório” o uso da linguagem dita “inclusiva”, de modo que, onde se lia “os historiadores”, se passou a ler “os historiadores e as historiadoras” – e assim por diante, sempre com as duas palavras, no masculino e no feminino. No meio acadêmico, o uso se tornou comum.

    Uma coisa, porém, temos de reconhecer. Essa prática, além de tornar o texto enfadonho, é totalmente desnecessária. O motivo é muito simples: a forma “historiadores”, no masculino, generaliza as pessoas que exercem essa atividade. É a condição de “historiador” que interessa quando usamos o termo de modo geral (por exemplo, “os historiadores do século passado”), não a identidade do ser humano. O termo feminino existe para as situações em que tratamos de uma ou mais mulheres em particular (“uma historiadora do período”). Isso vale para qualquer termo que indique a função, a condição, a profissão etc., mas não vale, por óbvio, para homens e mulheres. Ninguém nunca disse os “homens aqui presentes” com o intuito de englobar “homens e mulheres”, certo?

        O problema é que não está a nosso alcance fazer uma mudança desse teor, de caráter estrutural. A língua é uma construção coletiva autogerida. É a coletividade representada pelos falantes que determina o que muda e o que não muda, o que tem cabimento e o que não tem. É fácil perceber isso no caso dos neologismos, que, quando úteis ou funcionais, passam a integrar a língua, mesmo que alguns os rejeitem por apego ___ tradição ou por outro motivo.

        O pronome “todos”, por exemplo, é um pronome indefinido que indica totalidade inclusiva (todas as pessoas). É uma das palavras mais inclusivas da língua (ao lado de “tudo”), mas a cartilha da inclusão recomenda cumprimentar a “todos e todas”, reduzindo o alcance de “todos”, que ficaria restrito ao gênero masculino. Pode-se dizer que essa fórmula de saudação foi bem-aceita e acabou virando regra de etiqueta em alguns lugares. Cumprimenta-se a “todos e todas” e, depois, está-se livre para continuar falando de forma econômica.

        O tempo dirá se a sociedade mudou no rastro das palavras ou se o movimento é exatamente o inverso. Aguardemos.


(NICOLETI, Thaís. Alterar estruturas da língua pode alterar as relações sociais? Jornal Folha de S. Paulo, 2024. Adaptado.)
No texto, o principal questionamento instaurado pela autora está relacionado ao fato de:
Alternativas
Q3216404 Português
Alterar estruturas da língua pode alterar as relações sociais?

Conjunto de falantes é o árbitro das mudanças linguísticas.


     É sempre interessante observar como a língua se comporta diante das tensões que nela se refletem. De uns tempos para cá, muita gente passou a ser corrigida em público nas transmissões ao vivo na internet por uma audiência empenhada em rastrear as marcas de racismo, machismo, homofobia e demais preconceitos que estariam inscritos na língua. Não foram poucos os que passaram a monitorar não apenas a fala alheia como ____ própria, ciosos de que mudar as palavras é uma forma de mudar o mundo. Talvez seja, talvez não seja. O tempo dirá.

       Personagens de novela, que geralmente aparecem na trama fazendo merchandising de produtos, passaram a vender também as lições civilizatórias da cultura “woke”. “Nuvens negras” que anunciavam mau tempo foram substituídas por “nuvens cinza” e muitos outros exemplos foram incorporados aos scripts. Ao mesmo tempo, a ministra Anielle Franco ressaltou que termos como “caixa-preta” e “buraco negro”, que pareciam insuspeitos, também tinham uma carga de preconceito racial.

       O verbo “denegrir”, mesmo sendo usado desde o latim no sentido de manchar a reputação, foi um dos principais alvos das cartilhas de letramento racial que apareceram na internet, associado ____ cor de pele de pessoas, sempre com a advertência de que era muito importante mudar os hábitos linguísticos. A motivação é das melhores; só não sabemos ainda se isso vai contribuir, de fato, para o fim do racismo e dos demais preconceitos.

      Dia desses, ouvi uma pessoa ser corrigida em uma live ao usar a expressão “mãe solteira”, que deveria ser substituída por “mãe solo”. A explicação era que “mãe solteira” é uma expressão preconceituosa porque o estado civil não tem nada a ver com a maternidade. Perfeito. Nesse caso, talvez o ideal fosse a supressão do adjetivo: já que não se diz “mãe casada” ou “mãe viúva”, por que dizer “mãe solteira”? Bastaria dizer “mãe”.

       Outro caso interessante é o da expressão “pessoa com deficiência”, que viria substituir “deficiente”, pois nenhum ser humano deveria ser definido pela sua deficiência – o uso da palavra “pessoa” teria uma função importante na conscientização de que eventuais deficiências não impedem alguém de ter uma vida normal. De fato, mas o que se vê hoje é que a expressão foi reduzida ____ uma sigla (PcD) e lida “pê-cê-dê”. É provável que essa simplificação tenha ocorrido em razão do princípio da economia, muito importante na comunicação.

       ____ algum tempo, tribunais eleitorais vinham usando com insistência a construção “eleitores e eleitoras” e também “pessoa eleitora”. Parece que as coisas andaram mudando. Em trabalhos acadêmicos, sobretudo na área de humanidades, passou a ser “obrigatório” o uso da linguagem dita “inclusiva”, de modo que, onde se lia “os historiadores”, se passou a ler “os historiadores e as historiadoras” – e assim por diante, sempre com as duas palavras, no masculino e no feminino. No meio acadêmico, o uso se tornou comum.

    Uma coisa, porém, temos de reconhecer. Essa prática, além de tornar o texto enfadonho, é totalmente desnecessária. O motivo é muito simples: a forma “historiadores”, no masculino, generaliza as pessoas que exercem essa atividade. É a condição de “historiador” que interessa quando usamos o termo de modo geral (por exemplo, “os historiadores do século passado”), não a identidade do ser humano. O termo feminino existe para as situações em que tratamos de uma ou mais mulheres em particular (“uma historiadora do período”). Isso vale para qualquer termo que indique a função, a condição, a profissão etc., mas não vale, por óbvio, para homens e mulheres. Ninguém nunca disse os “homens aqui presentes” com o intuito de englobar “homens e mulheres”, certo?

        O problema é que não está a nosso alcance fazer uma mudança desse teor, de caráter estrutural. A língua é uma construção coletiva autogerida. É a coletividade representada pelos falantes que determina o que muda e o que não muda, o que tem cabimento e o que não tem. É fácil perceber isso no caso dos neologismos, que, quando úteis ou funcionais, passam a integrar a língua, mesmo que alguns os rejeitem por apego ___ tradição ou por outro motivo.

        O pronome “todos”, por exemplo, é um pronome indefinido que indica totalidade inclusiva (todas as pessoas). É uma das palavras mais inclusivas da língua (ao lado de “tudo”), mas a cartilha da inclusão recomenda cumprimentar a “todos e todas”, reduzindo o alcance de “todos”, que ficaria restrito ao gênero masculino. Pode-se dizer que essa fórmula de saudação foi bem-aceita e acabou virando regra de etiqueta em alguns lugares. Cumprimenta-se a “todos e todas” e, depois, está-se livre para continuar falando de forma econômica.

        O tempo dirá se a sociedade mudou no rastro das palavras ou se o movimento é exatamente o inverso. Aguardemos.


(NICOLETI, Thaís. Alterar estruturas da língua pode alterar as relações sociais? Jornal Folha de S. Paulo, 2024. Adaptado.)
Considerando o percurso argumentativo do texto, depreende-se que a articulista defende que:
Alternativas
Q3381091 Gestão de Pessoas
    Ao se referir aos Recursos Humanos (RH), Dutra (2009, p. 40) afirma que “[…] a estratégia do RH pode ser definida como uma definição de políticas e diretrizes em relação aos recursos de gestão humana para aumentar a habilidade dos servidores – e, por consequência, do próprio órgão público – para realizar seu trabalho de modo a alcançar seus objetivos.” Na gestão de pessoas não é diferente.
(Fonte: https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/downloa d/25908/22794/303849).

Para que a gestão de pessoas assuma sua função estratégica na gestão de pessoas e no desenvolvimento das instituições, espera-se do gestor, com visão moderna, a capacidade de: 
Alternativas
Q3381090 Gestão de Pessoas
    "O conjunto de percepções, sentimentos e relações entre os membros de uma organização influencia diretamente seu funcionamento e desempenho. Um ambiente positivo promove a colaboração, a inovação e o comprometimento, enquanto um ambiente negativo pode gerar desmotivação e conflitos, afetando a produtividade e o bem-estar dos colaboradores."

O contexto acima indica uma área de atuação da gestão de pessoas, sendo denominada:
Alternativas
Q3381089 Gestão de Pessoas
    "Manter um registro organizado e abrangente das habilidades, experiências e potenciais dos colaboradores é essencial para a eficácia do recrutamento interno e o desenvolvimento de carreira. Essa prática permite à organização identificar e aproveitar as habilidades desenvolvidas pelos colaboradores, promovendo o crescimento e a retenção de seus melhores profissionais."

Esse espaço descrito acima tem assumido papel central nas organizações modernas, sendo denominado:
Alternativas
Q3381088 Administração Geral
Um sistema existe dentro de outro subsistema e ambos fazem parte de um sistema maior, e quanto à sua natureza, os sistemas organizacionais podem ser abertos ou fechados.
(Fonte: https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/382033/m od_resource/content/1/sistemas.pdf).

Sobre a teoria dos sistemas abertos ou fechados, a situação que identifica plenamente as características de uma organização em sistema aberto seria:
Alternativas
Q3381087 Atendimento ao Público
    No nosso dia-a-dia, não temos dificuldades para identificar quando recebemos um bom ou mau atendimento. Pode ser em um restaurante, na farmácia, supermercado, banco ou qualquer instituição pública. Entretanto, quando refletimos sobre as causas que nos levaram a fazer uma avaliação positiva ou negativa do atendimento recebido, costumamos enumerar fatores que nem sempre dizem respeito exatamente ao serviço desejado ou produto adquirido.
(Fonte: https://repositorio.enap.gov.br/bitstre am/1/1685/1/M%C3%B3dulo_1.pdf).

O treinamento de pessoal sobre o tratamento e o atendimento corretos em relação a uma pessoa que procura uma repartição pública, deve enfatizar que tratase de uma relação com:
Alternativas
Q3381086 Gestão de Pessoas
    A gestão de recursos humanos deve tratar as pessoas, não os recursos. As atividades de professores, merendeiras, auxiliares de serviços gerais, os trabalhadores estão sujeitos a diversos riscos e consequências em função de movimentos repetitivos, posturas com grau de dificuldade e manipulação de materiais sensíveis e degradação da saúde em função da carga horária dupla ou sobrecarregada.
Para evitar que os auxiliares adoeçam, sintam dores nos ombros ou nas costas ou nos braços e apresentem consequências que diminuem a produtividade, a referência em gestão organizacional contemporânea recomenda que deve-se dar atenção aos equipamentos de segurança e a dimensão humana que o setor de RH deve abordar, desenvolvendo ações como: 
Alternativas
Q3381085 Gestão de Pessoas
    Grandes questionamentos também podem ser feitos em relação ao processo de gestão e avaliação de desempenho (...). Se o propósito dos processos de gestão e avaliação de desempenho for apenas possibilitar a demissão de servidores públicos, com objetivos meramente fiscais no curto prazo, o movimento estará fatalmente fadado ao fracasso.
(Fonte: https://www.sinait.org.br/storage/landingpages/reforma/caderno6.pdf).

Segundo a autora, a avaliação de desempenho limitada à fiscalização e à punição não cumpre sua função principal, que seria:
Alternativas
Q3381084 Legislação Federal
A partir das considerações relacionadas à Lei Federal 11.788/2008 (Lei do Estágio), quando uma prefeitura planeja contratar estagiários, o setor de pessoal deve alertar que a carga horária máxima permitida pela Lei do Estágio é de:
Alternativas
Q3381083 Gestão de Pessoas
    “Gestão do Conhecimento holística é uma proposta que visa abordar as partes pelo todo, considerando que essas partes não devem ser analisadas de forma isolada por haver uma interligação entre essas e, portanto, resulta em recontextualizar essas partes num molde que contemple a totalidade.”
(Fonte: Corrêa, F. https://doi.org/10.1590/1981-5344/3542).
O gestor de recursos humanos pode ter uma visão organizacional sistêmica e holística da administração, dos departamentos sob sua responsabilidade, das partes internas e externas envolvidas, da força de trabalho e dos recursos, fazendo uma gestão de pessoas que pode colaborar com o esforço organizacional de fazer mais com menos recursos e fazer melhor com os mesmos insumos.

Para uma atuação integrada com a administração geral do órgão público, segundo a moderna visão organizacional, sistêmica e holística, o gestor de recursos humanos deve: 
Alternativas
Q3381082 Direito Constitucional
No caso da Administração Pública Municipal e dos servidores estáveis, os critérios para a perda do cargo devem acontecer de acordo com o Art. 41, da Constituição Federal de 1988. Sobre o Artigo acima citado, considere: O Servidor Público só poderá perder o seu cargo.

I – a pedido do servidor, chamado de demissão.
II – em virtude de Sentença Judicial transitada em julgado.
III – em virtude da vontade do servidor, chamado de exoneração.
IV – mediante Processo Administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa.
V – mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho, na forma de Lei Complementar, assegurada ampla defesa.

Está de acordo com o Art. 41 da Constituição Federal de 1988 o que consta apenas em: 
Alternativas
Q3381081 Gestão de Pessoas
Em um departamento da prefeitura, a equipe administrativa apresenta muitos colaboradores enfrentando dificuldades para acompanhar as mudanças tecnológicas rápidas com o uso de sistema informatizados como o SICONV, SINTEGRA, SIAFI, SICAFI e outros. Diante dessa situação, a equipe de recursos humanos decidiu realizar um levantamento de necessidades de treinamento para abordar o problema.

Para realizar um levantamento de necessidades de treinamento em um departamento, qual das seguintes etapas deve ser realizada em primeiro lugar?
Alternativas
Q3381080 Gestão de Pessoas
    O gestor precisa se atualizar sempre, para conhecer muito bem a sua área e o ambiente em que a sua organização atua. Nas organizações faltam políticas, diretrizes e estratégias de comunicação e sobram improvisações. É raro o engajamento da alta cúpula para a comunicação transparente, integrada e estratégica.
Jorge Duarte e Graça Monteiro (2009) apontam que, para fazer a comunicação fluir, é preciso criar uma “consciência comunicativa”.

O setor de gestão de pessoas participa do esforço de criação de uma cultura de comunicação quando assume uma atitude que:
Alternativas
Q3381079 Gestão de Pessoas
Algumas instituições não apresentam uma gestão de pessoas com qualidade profissional por falta de amadurecimento profissional de suas gerências e coordenações, levando em conta um perfil de gestão integral mas as vezes a “boa intenção”(...) ou com gestores limitados com pouca visão estratégica e despreparados para responder com agilidade diante dos novos desafios.
A gestão de pessoas profissional deve conciliar ações em ao menos 3 aspectos básicos da área, identificados pela sigla CHA, que significa:
Alternativas
Q3381078 Gestão de Pessoas
    A busca do desenvolvimento mútuo e continuado entre organizações e pessoas é, sem dúvida, um dos aspectos mais importantes da moderna gestão de pessoas (GP). A legitimidade da área está fortemente vinculada à capacidade de desenvolver pessoas – a única forma de ultrapassar os obstáculos que se colocam para o futuro das organizações e torná-las permanentemente atualizadas e viáveis. Mas os processos de capacitação e desenvolvimento das pessoas envolvem questões complexas como preparação de lideranças, introdução do coaching e mentoring, educação corporativa continuada, gestão do conhecimento, aquisição de novos talentos e aprendizado organizacional.

Ao propor uma política de inovação na avaliação de desempenho, segundo a moderna literatura na área de gestão de pessoas, deve-se atentar que seja: 
Alternativas
Q3380928 Educação Artística
Leia o trecho abaixo para responder à questão.

Descrição Heráldica do Brasão de Iturama
“Escudo português partido. O primeiro quartel de prata com uma montanha de sinopla (verde) que alcança a base do chefe, e vai encimada por um bosque ao natural, dividido por uma cachoeira de prata, aguada de blau (azul), que corre em pala e deságua num rio, também de prata e aguado de blau, que corre em faixa na ponta; o segundo quartel, recordando o brasão dos Andrade, é de sinopla com uma banda de goles (vermelho) perfilada de ouro e abocada por duas cabeças de serpe do mesmo. Como apoios, a destra e a sinistra, com quatro flores e dois botões, tudo ao natural. Sob o escudo um listel de prata com a inscrição "ITURAMA" de sable. Encimando o conjunto, como peça máxima, uma coroa mural cinco torres de prata, que é de cidade, aberta e iluminada de sable.”
(Fonte: https://www.iturama.mg.gov.br/historico/brasao-bandeira-e-hino) (Adaptado).

Assinale a alternativa que apresente corretamente o nome da flor estampada no brasão do município de Iturama/MG.
Alternativas
Q3380927 História
    O conflito deflagrado em 15 de abril de 2023 no Sudão não dá sinais de que terá um fim. Pelo contrário, desencadeou uma dinâmica que ameaça a fragmentar o Sudão, mais uma vez, depois que outros grupos armados presentes há algum tempo em diferentes áreas do país tomaram parte de um lado ou de outro, ou aproveitaram o caos para assumir o controle das áreas onde estão presentes.
    O motivo do conflito recente é a região de Darfur, onde as Forças Armadas do Sudão (SAF) estavam enfrentando uma grave escassez de abastecimentos devido aos cercos impostos pela RSF, ao mesmo tempo que não conseguiam utilizar a sua superioridade aérea para conter os avanços dos rebeldes.
     Em janeiro de 2024, havia mais de 10,7 milhões de pessoas deslocadas, a maior crise de deslocamento do mundo.

O conflito resultou, até o momento, na morte de 12.000 a 15.000 pessoas. Os conflitos no Sudão, como já dito, já culminou em uma divisão do país. Em 2011, um o desmembramento do território gerou a criação uma nova nação, o Sudão do Sul. A principal causa para essa separação foi:
Alternativas
Respostas
201: C
202: D
203: C
204: B
205: A
206: D
207: C
208: D
209: C
210: D
211: B
212: B
213: A
214: C
215: A
216: B
217: B
218: D
219: C
220: D