Questões de Concurso
Comentadas para enfermeiro - infecção hospitalar
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A infecção do trato urinário (ITU) relacionada à assistência à saúde (ITU-RAS), no adulto, é definida como: 1-qualquer infecção ITU relacionada a procedimento urológico; e 2- ITU não relacionada a procedimento urológico diagnosticada após a admissão em serviço de saúde e para a qual não são observadas quaisquer evidências clínicas e não está em seu período de incubação no momento da admissão. Analise as afirmativas abaixo, dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F) e assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
( ) A ITU relacionada a procedimento urológico, mais frequentemente é o cateterismo vesical.
( ) A urina coletada em paciente já cateterizado deve ser aspirada assepticamente do local próprio no circuito coletor e a cultura processada de forma quantitativa. Não há indicação de troca do cateter para obter urina para cultura.
( ) A cultura de ponta de cateter urinário é um teste laboratorial aceitável para o diagnóstico de ITU.
( ) ITU-RAS sintomática é definida pela presença de ao
menos um dos seguintes critérios: Paciente está ou
esteve com um cateter vesical (CV) em até 7 dias antes
da urinocultura, apresenta urinocultura positiva com
≥105 UFC/mL de até duas espécies microbianas, com
ou sem presença de sintomas como: febre (>38ºC),
urgência, frequência, disúria, dor suprapúbica ou
lombar
As infecções da corrente sanguínea (ICS) são multifatoriais e apresentam fisiopatologia, critérios diagnósticos, implicações terapêuticas, prognósticas e preventivas distintas. Leia as afirmativas abaixo e a seguir assinale a alternativa correta.
I. A infecção de corrente sanguínea secundária (ICSS) é a ocorrência de hemocultura positiva ou sinais clínicos de sepsis; e deverá ser notificada como ICS, independente da presença de sinais de infecção em outro sítio.
II. Um dos critérios para definição de Infecções primárias da corrente sanguínea (IPCS) laboratorial é pelo menos um dos seguintes sinais ou sintomas: febre (>38°C), tremores, oligúria (volume urinário <20 ml/h), hipotensão (pressão sistólica _ 90mmHg), e esses sintomas não estão relacionados com infecção em outro sítio; e duas ou mais hemoculturas (em diferentes punções com intervalo máximo de 48h) com contaminante comum de pele (ex.: difteróides, Bacillus spp, Propionibacterium spp, estafilococos coagulase negativo, micrococos).
III. As Infecções relacionadas ao acesso vascular (IAV) são infecções que ocorrem no sítio de inserção do cateter, com repercussões sistêmicas.
IV. As infecções primárias da corrente sanguínea (IPCS)
são aquelas infecções de consequências sistêmicas
graves, bacteremia ou sepse, sem foco primário
identificável.
A investigação de surtos tem o objetivo de evitar o surgimento de novos casos, conhecendo os mecanismos que levaram a eles, bloqueando-os e desta forma controlar a epidemia. Considerando os surtos e sua investigação, leia as frases abaixo e a seguir assinale a alternativa correta.
I. No caso das infecções relacionadas à assistência à Saúde (IRAS), estas já estão presentes nos hospitais e quando o número de casos excede o esperado na curva endêmica, ou ocorrem casos de um novo agente etiológico, pode-se estar diante de um surto hospitalar.
II. Os surtos de fonte comum são aqueles que surgem lentamente e a transmissão do agente deve ser interpessoal ou por meio de fômites. Geralmente o agente etiológico multiplica-se no hospedeiro antes de infectar outra pessoa. Exemplo: Dieta parenteral contaminada.
III. Espera-se 1 (um) surto para cada 1.000 (um mil) admissões, o que pode ser uma orientação quanto à subnotificação.
IV. A implantação de medidas de controle devem ser
imediatas ao reconhecimento do surto. Uma das
medidas gerais a ser adotada é a intensificação da
higienização das mãos.
Texto II
Carnaval de trazer por casa
Quinze dias antes já os olhos se colavam aos pés, com medo de uma queda que acabasse com o Carnaval. Subíamos e descíamos as escadas, como quem pisa algodão. [...] Nós éramos todas meninas. Tínhamos a idade que julgávamos ser eterna. Sonhávamos com os cinco dias mais prometidos do ano. A folia começava sexta-feira e só terminava terça quando as estrelas iam muito altas. Havia o cheiro das bombinhas que tinham um odor aproximado ao dos ovos podres e que se misturava com o pó do baile que se colava aos lábios. Que se ressentiam vermelhos de dor. Havia o cantor esganiçado em palco a tentar a afinação, que quase nunca conseguia: [...] Depois os bombos saíam à rua, noite fora, dia adentro. [...] E na noite que transformava o frio do inverno no calor do Carnaval, eu tinha a certeza de que aquele som dos bombos fazia parte do meu código genético. E que o Carnaval ia estar sempre presente nas ruas estreitas da minha aldeia, assim, igual a si próprio, com os carros de bois a chiar pelas ruas, homens vestidos de mulheres com pernas cheias de pelos, mulheres vestidas de bebês, o meu pai vestido de François Mitterrand e eu com a certeza de que o mundo estava todo certo naqueles cinco dias, na minha aldeia.
O outro, o que via nas televisões, não era meu.
(FREITAS, Eduarda. Revista Carta Capital. Disponível em: http:// www.cartacapital.com.br/sociedade/carnaval-de-trazer-porcasa/?autor=40. Acesso em set. 2016.)
Considere o fragmento abaixo para responder à questão seguinte.
“E na noite que transformava o frio do inverno no calor do
Carnaval, eu tinha a certeza de que aquele som dos bombos
fazia parte do meu código genético.” (1º§)
Texto II
Carnaval de trazer por casa
Quinze dias antes já os olhos se colavam aos pés, com medo de uma queda que acabasse com o Carnaval. Subíamos e descíamos as escadas, como quem pisa algodão. [...] Nós éramos todas meninas. Tínhamos a idade que julgávamos ser eterna. Sonhávamos com os cinco dias mais prometidos do ano. A folia começava sexta-feira e só terminava terça quando as estrelas iam muito altas. Havia o cheiro das bombinhas que tinham um odor aproximado ao dos ovos podres e que se misturava com o pó do baile que se colava aos lábios. Que se ressentiam vermelhos de dor. Havia o cantor esganiçado em palco a tentar a afinação, que quase nunca conseguia: [...] Depois os bombos saíam à rua, noite fora, dia adentro. [...] E na noite que transformava o frio do inverno no calor do Carnaval, eu tinha a certeza de que aquele som dos bombos fazia parte do meu código genético. E que o Carnaval ia estar sempre presente nas ruas estreitas da minha aldeia, assim, igual a si próprio, com os carros de bois a chiar pelas ruas, homens vestidos de mulheres com pernas cheias de pelos, mulheres vestidas de bebês, o meu pai vestido de François Mitterrand e eu com a certeza de que o mundo estava todo certo naqueles cinco dias, na minha aldeia.
O outro, o que via nas televisões, não era meu.
(FREITAS, Eduarda. Revista Carta Capital. Disponível em: http:// www.cartacapital.com.br/sociedade/carnaval-de-trazer-porcasa/?autor=40. Acesso em set. 2016.)
Considere o fragmento abaixo para responder à questão seguinte.
“E na noite que transformava o frio do inverno no calor do
Carnaval, eu tinha a certeza de que aquele som dos bombos
fazia parte do meu código genético.” (1º§)