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Se todos os jovens brasileiros tivessem estudado em boas escolas, com as mesmas oportunidades, muitos dos que passaram no vestibular teriam sido desclassificados, perdendo a proteção de escolas especiais desde a infância. É como se houvesse dois caminhos definidos pela renda: um deles leva à universidade, outro não.
Aqueles que têm o privilégio de acessar o caminho da universidade, no final têm que saltar o muro do vestibular, e disputar com companheiros de estrada, usando o próprio talento. Mas os que são empurrados para o outro caminho ficam impedidos de desenvolver seus talentos e de disputar o vestibular, e vão cair na vala comum dos deseducados.
A democracia das oportunidades desiguais é injusta e estúpida. Injusta porque usa seus recursos para atender diferentemente aos seus membros; estúpida porque desperdiça o seu potencial, excluindo e desestimulando talentos. A riqueza intelectual da universidade fica prejudicada pela exclusão de talentos não desenvolvidos e pela acomodação diante da falta de concorrência entre todos.
Diferentemente da universidade, que faz parte da democracia das oportunidades desiguais, o futebol é uma atividade de oportunidades iguais. Desde cedo, toda e qualquer criança das cidades brasileiras, desde que alimentada, tem chances iguais de brincar com a bola em campos improvisados. (...)
O futebol é o setor das oportunidades iguais, por isso é eficiente (o Brasil tem tantos craques e nenhum Prêmio Nobel), e justo (o Brasil tem “tantos” craques de origem pobre e tão poucos pobres entre os cientistas).
Não brincando com livros, computadores, sem escolas nem professores valorizados, formados e dedicados, a imensa maioria de nossas crianças fica sem oportunidades, sem possibilidade de desenvolver seu potencial.
Nossos Prêmios Nobel morreram sem saber ler, sem aprender matemática. E sem participar do democrático campeonato de talento e das oportunidades iguais. A democracia se diferencia da loteria porque esta só pode beneficiar a poucos, nunca a todos, e depende da sorte, não do mérito. A democracia é o regime das oportunidades iguais. E a escola é o ninho onde se constrói a democracia, oferecendo oportunidades iguais a todos.
(Cristovam Buarque. http://www.brazil-brasil.com/ fragmento)
No trecho “Diferentemente da universidade, que faz parte da democracia das oportunidades desiguais, o futebol é uma atividade de oportunidades iguais”, as vírgulas foram usadas para:
Sergio Leo. América do Sul, fadiga de integração. In: Valor Econômico, 3/12/2007.
Tomando o texto como referência inicial, julgue o item, relativos à política internacional do Brasil em relação a seus vizinhos.
As dificuldades de alguns governos da América do Sul em construir regimes políticos estáveis constituem preocupação para a política externa do Brasil.
Sergio Leo. América do Sul, fadiga de integração. In: Valor Econômico, 3/12/2007.
Tomando o texto como referência inicial, julgue o item, relativos à política internacional do Brasil em relação a seus vizinhos.
O baixo intercâmbio comercial do Brasil com países vizinhos desanima o programa de integração.
Sergio Leo. América do Sul, fadiga de integração. In: Valor Econômico, 3/12/2007.
Ainda tomando o texto como referência inicial, julgue o item que se segue, referentes ao tema das migrações internacionais.
Um dos capítulos da integração na América Sul vem sendo a ampliação intra-regional das migrações, fenômeno que se amplia a cada ano.
Sergio Leo. América do Sul, fadiga de integração. In: Valor Econômico, 3/12/2007.
Tomando o texto como referência inicial, julgue o item, relativos à política internacional do Brasil em relação a seus vizinhos.
A agenda da integração sul-americana é uma necessidade ante modelos semelhantes de organização no mundo atual.
Sergio Leo. América do Sul, fadiga de integração. In: Valor Econômico, 3/12/2007.
Tomando o texto como referência inicial, julgue o item, relativos à política internacional do Brasil em relação a seus vizinhos.
O Brasil, como interlocutor confiável no mundo, não necessita se envolver com seu entorno no plano econômico e político.
Individualmente, questiona-se: o que cada nação pode fazer para acertar seus fundamentos?
Os economistas colocam cada vez mais ênfase em três aspectos: o primeiro é o capital humano; o segundo fator importante, a tecnologia; o terceiro, a política governamental.
Nenhum país passa por um crescimento significativo sem investir nas pessoas, porque elas são o centro das economias modernas; então, a menos que elas estejam motivadas e sejam produtivas, não se vai a lugar algum.
O primeiro é chamado capital humano: educação, treinamento e motivação para os empregados.