Foram encontradas 14.888 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Ano: 2019 Banca: INAZ do Pará Órgão: Prefeitura de Magalhães Barata - PA Provas: INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Psicopedagogo | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Nutricionista | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Professor - Artes | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Professor - Ciências | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Professor - Educação Especial | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Professor - Inglês | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Professor - Licenciatura em Letras - Português | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Professor - Geografia | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Professor - História | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Professor - Pedagogia | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Professor - Educação Física | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Psicólogo | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Procurador | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Assistente Social | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Fisioterapeuta | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Engenheiro Civil | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Enfermeiro | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Odontólogo | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Fonoaudiólogo | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Professor I - Ensino Religioso | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Controlador Interno | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Farmacêutico-Bioquímico | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Professor - Matemática |
Q1607710 Português

A CIDADE COMO ESPAÇO EDUCATIVO: CRÔNICA DE UMA EXPERIÊNCIA


    Cinco horas da tarde! Entre o amontoado de pessoas aguardo o metrô com destino à Zona Norte do Rio de Janeiro, nesse momento apreendo o significado do termo “massa”, uma referência comumente feita às grandes aglomerações. Um pouco assustado, observo o comportamento das pessoas, que já haviam naturalizado, pelo cotidiano, as práticas da sobrevivência na cidade grande. Olhando em volta, penso na minha insignificância como indivíduo, no desprezo com que todos se entreolham. “Next station, Maracanã” anuncia uma voz artificial na cosmopolita cidade. Chego a meu destino. “Desembarque pelo lado esquerdo”, completa a voz. Da extremidade oposta, eu peço licença. Fui “educado”, na cidade em que vivia anteriormente, a agir dessa maneira. Entre mim e a porta, um metro quadrado e a densidade populacional que provavelmente superaria a de Pequim.

    Meu mundo, naquele momento, era aquele vagão de metrô. O código social “dá licença” era quase um signo inexistente, impossibilitado pela realidade duramente apreendida por todos. Soa o apito do fechamento das portas. Um indivíduo, apenas mais um na multidão do “vagão mundo”, me avisa: “Meu irmão, aqui não adianta pedir licença, tem que sair empurrando!”. Enfim consigo sair do “avião do trabalhador”, em que, definitivamente, como diz a música, “todo mundo se encosta”.

    Daquele momento em diante minhas viagens foram mais tranquilas; afinal, fui iniciado pela relação, que também é educativa, a como me comportar no metrô, quase um código de conduta. Com os anos, fiz mestrado em “esperar ônibus à noite na periferia carioca” e doutorado na Supervia, orientado pelo “ramal de Belford Roxo”. E olha que não teve refresco na orientação, pois a maioria dos trens não possuía ar-condicionado.

   Apesar de soar como brincadeira, esse relato serve para demonstrar como nos condicionamos, na condição de sujeitos, a partir dessas relações. Nesse aspecto, destaco a importância de pensar o contexto das pessoas, os modos de vida, as condições em que cada um sobrevive, a formação da identidade, tudo envolvido com um processo que disputa com as clássicas instituições educativas a formação do sujeito. É preciso, nem que seja nas minúcias, refletir sobre a cidade e seus espaços de convivência.

    A contribuição que esse debate pode angariar na formação dos professores refere-se à construção de uma concepção educacional que parta do sujeito. Como um estrangeiro na cidade do Rio de Janeiro, mantenho um olhar de estranhamento de certas práticas. Nesse aspecto, fui “obrigado” a refletir sobre como os alunos, em diferentes lugares dessa cidade tão complexa, se percebem nesse espaço e como o espaço interfere nas suas práticas. A cidade “obrigava” o despertar matinal de uma aluna às 4 horas da manhã para conseguir chegar às 7 horas em sala de aula. Ir de trem, de Japeri, Região Metropolitana do Rio de Janeiro, até a UERJ leva um tempo. Será que isso interferiu no seu desempenho?

    Na Baixada Fluminense, dou aula em um curso noturno e os alunos são majoritariamente trabalhadores. São sujeitos que materialmente, nesse espaço social, foram desprovidos de certas oportunidades. “Professor, só posso chegar à aula às 20 horas”, confessou-me um aluno. Trabalhava no Centro e, devido ao engarrafamento, não conseguiria chegar às 19 horas na faculdade. Entre aceitar ou sugerir que abandonasse os estudos, preferi a primeira opção.

    [...]

Marcelo Gomes da Silva

Disponível em: http://educacaopublica.cederj.edu.br/revista/tag/educacao-patrimonial

Quando se lê “São sujeitos que materialmente, nesse espaço social, foram desprovidos de certas oportunidades” é possível perceber que o vocábulo destacado poderia ser substituído, sem afetar a compreensão do sentido do texto, por:
Alternativas
Ano: 2019 Banca: INAZ do Pará Órgão: Prefeitura de Magalhães Barata - PA Provas: INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Psicopedagogo | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Nutricionista | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Professor - Artes | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Professor - Ciências | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Professor - Educação Especial | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Professor - Inglês | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Professor - Licenciatura em Letras - Português | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Professor - Geografia | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Professor - História | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Professor - Pedagogia | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Professor - Educação Física | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Psicólogo | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Procurador | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Assistente Social | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Fisioterapeuta | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Engenheiro Civil | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Enfermeiro | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Odontólogo | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Fonoaudiólogo | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Professor I - Ensino Religioso | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Controlador Interno | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Farmacêutico-Bioquímico | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Professor - Matemática |
Q1607709 Português

A CIDADE COMO ESPAÇO EDUCATIVO: CRÔNICA DE UMA EXPERIÊNCIA


    Cinco horas da tarde! Entre o amontoado de pessoas aguardo o metrô com destino à Zona Norte do Rio de Janeiro, nesse momento apreendo o significado do termo “massa”, uma referência comumente feita às grandes aglomerações. Um pouco assustado, observo o comportamento das pessoas, que já haviam naturalizado, pelo cotidiano, as práticas da sobrevivência na cidade grande. Olhando em volta, penso na minha insignificância como indivíduo, no desprezo com que todos se entreolham. “Next station, Maracanã” anuncia uma voz artificial na cosmopolita cidade. Chego a meu destino. “Desembarque pelo lado esquerdo”, completa a voz. Da extremidade oposta, eu peço licença. Fui “educado”, na cidade em que vivia anteriormente, a agir dessa maneira. Entre mim e a porta, um metro quadrado e a densidade populacional que provavelmente superaria a de Pequim.

    Meu mundo, naquele momento, era aquele vagão de metrô. O código social “dá licença” era quase um signo inexistente, impossibilitado pela realidade duramente apreendida por todos. Soa o apito do fechamento das portas. Um indivíduo, apenas mais um na multidão do “vagão mundo”, me avisa: “Meu irmão, aqui não adianta pedir licença, tem que sair empurrando!”. Enfim consigo sair do “avião do trabalhador”, em que, definitivamente, como diz a música, “todo mundo se encosta”.

    Daquele momento em diante minhas viagens foram mais tranquilas; afinal, fui iniciado pela relação, que também é educativa, a como me comportar no metrô, quase um código de conduta. Com os anos, fiz mestrado em “esperar ônibus à noite na periferia carioca” e doutorado na Supervia, orientado pelo “ramal de Belford Roxo”. E olha que não teve refresco na orientação, pois a maioria dos trens não possuía ar-condicionado.

   Apesar de soar como brincadeira, esse relato serve para demonstrar como nos condicionamos, na condição de sujeitos, a partir dessas relações. Nesse aspecto, destaco a importância de pensar o contexto das pessoas, os modos de vida, as condições em que cada um sobrevive, a formação da identidade, tudo envolvido com um processo que disputa com as clássicas instituições educativas a formação do sujeito. É preciso, nem que seja nas minúcias, refletir sobre a cidade e seus espaços de convivência.

    A contribuição que esse debate pode angariar na formação dos professores refere-se à construção de uma concepção educacional que parta do sujeito. Como um estrangeiro na cidade do Rio de Janeiro, mantenho um olhar de estranhamento de certas práticas. Nesse aspecto, fui “obrigado” a refletir sobre como os alunos, em diferentes lugares dessa cidade tão complexa, se percebem nesse espaço e como o espaço interfere nas suas práticas. A cidade “obrigava” o despertar matinal de uma aluna às 4 horas da manhã para conseguir chegar às 7 horas em sala de aula. Ir de trem, de Japeri, Região Metropolitana do Rio de Janeiro, até a UERJ leva um tempo. Será que isso interferiu no seu desempenho?

    Na Baixada Fluminense, dou aula em um curso noturno e os alunos são majoritariamente trabalhadores. São sujeitos que materialmente, nesse espaço social, foram desprovidos de certas oportunidades. “Professor, só posso chegar à aula às 20 horas”, confessou-me um aluno. Trabalhava no Centro e, devido ao engarrafamento, não conseguiria chegar às 19 horas na faculdade. Entre aceitar ou sugerir que abandonasse os estudos, preferi a primeira opção.

    [...]

Marcelo Gomes da Silva

Disponível em: http://educacaopublica.cederj.edu.br/revista/tag/educacao-patrimonial

Pode-se dizer que entre a palavra destacada em “Soa o apito do fechamento das portas” e o adjetivo apto há uma relação semântica de:
Alternativas
Ano: 2019 Banca: INAZ do Pará Órgão: Prefeitura de Magalhães Barata - PA Provas: INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Psicopedagogo | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Nutricionista | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Professor - Artes | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Professor - Ciências | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Professor - Educação Especial | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Professor - Inglês | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Professor - Licenciatura em Letras - Português | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Professor - Geografia | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Professor - História | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Professor - Pedagogia | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Professor - Educação Física | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Psicólogo | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Procurador | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Assistente Social | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Fisioterapeuta | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Engenheiro Civil | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Enfermeiro | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Odontólogo | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Fonoaudiólogo | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Professor I - Ensino Religioso | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Controlador Interno | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Farmacêutico-Bioquímico | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Professor - Matemática |
Q1607708 Português

A CIDADE COMO ESPAÇO EDUCATIVO: CRÔNICA DE UMA EXPERIÊNCIA


    Cinco horas da tarde! Entre o amontoado de pessoas aguardo o metrô com destino à Zona Norte do Rio de Janeiro, nesse momento apreendo o significado do termo “massa”, uma referência comumente feita às grandes aglomerações. Um pouco assustado, observo o comportamento das pessoas, que já haviam naturalizado, pelo cotidiano, as práticas da sobrevivência na cidade grande. Olhando em volta, penso na minha insignificância como indivíduo, no desprezo com que todos se entreolham. “Next station, Maracanã” anuncia uma voz artificial na cosmopolita cidade. Chego a meu destino. “Desembarque pelo lado esquerdo”, completa a voz. Da extremidade oposta, eu peço licença. Fui “educado”, na cidade em que vivia anteriormente, a agir dessa maneira. Entre mim e a porta, um metro quadrado e a densidade populacional que provavelmente superaria a de Pequim.

    Meu mundo, naquele momento, era aquele vagão de metrô. O código social “dá licença” era quase um signo inexistente, impossibilitado pela realidade duramente apreendida por todos. Soa o apito do fechamento das portas. Um indivíduo, apenas mais um na multidão do “vagão mundo”, me avisa: “Meu irmão, aqui não adianta pedir licença, tem que sair empurrando!”. Enfim consigo sair do “avião do trabalhador”, em que, definitivamente, como diz a música, “todo mundo se encosta”.

    Daquele momento em diante minhas viagens foram mais tranquilas; afinal, fui iniciado pela relação, que também é educativa, a como me comportar no metrô, quase um código de conduta. Com os anos, fiz mestrado em “esperar ônibus à noite na periferia carioca” e doutorado na Supervia, orientado pelo “ramal de Belford Roxo”. E olha que não teve refresco na orientação, pois a maioria dos trens não possuía ar-condicionado.

   Apesar de soar como brincadeira, esse relato serve para demonstrar como nos condicionamos, na condição de sujeitos, a partir dessas relações. Nesse aspecto, destaco a importância de pensar o contexto das pessoas, os modos de vida, as condições em que cada um sobrevive, a formação da identidade, tudo envolvido com um processo que disputa com as clássicas instituições educativas a formação do sujeito. É preciso, nem que seja nas minúcias, refletir sobre a cidade e seus espaços de convivência.

    A contribuição que esse debate pode angariar na formação dos professores refere-se à construção de uma concepção educacional que parta do sujeito. Como um estrangeiro na cidade do Rio de Janeiro, mantenho um olhar de estranhamento de certas práticas. Nesse aspecto, fui “obrigado” a refletir sobre como os alunos, em diferentes lugares dessa cidade tão complexa, se percebem nesse espaço e como o espaço interfere nas suas práticas. A cidade “obrigava” o despertar matinal de uma aluna às 4 horas da manhã para conseguir chegar às 7 horas em sala de aula. Ir de trem, de Japeri, Região Metropolitana do Rio de Janeiro, até a UERJ leva um tempo. Será que isso interferiu no seu desempenho?

    Na Baixada Fluminense, dou aula em um curso noturno e os alunos são majoritariamente trabalhadores. São sujeitos que materialmente, nesse espaço social, foram desprovidos de certas oportunidades. “Professor, só posso chegar à aula às 20 horas”, confessou-me um aluno. Trabalhava no Centro e, devido ao engarrafamento, não conseguiria chegar às 19 horas na faculdade. Entre aceitar ou sugerir que abandonasse os estudos, preferi a primeira opção.

    [...]

Marcelo Gomes da Silva

Disponível em: http://educacaopublica.cederj.edu.br/revista/tag/educacao-patrimonial

As aspas, utilizadas em obrigado e obrigava, no quinto parágrafo, foram utilizadas com a intenção de:
Alternativas
Ano: 2019 Banca: INAZ do Pará Órgão: Prefeitura de Magalhães Barata - PA Provas: INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Psicopedagogo | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Nutricionista | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Professor - Artes | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Professor - Ciências | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Professor - Educação Especial | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Professor - Inglês | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Professor - Licenciatura em Letras - Português | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Professor - Geografia | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Professor - História | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Professor - Pedagogia | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Professor - Educação Física | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Psicólogo | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Procurador | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Assistente Social | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Fisioterapeuta | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Engenheiro Civil | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Enfermeiro | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Odontólogo | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Fonoaudiólogo | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Professor I - Ensino Religioso | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Controlador Interno | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Farmacêutico-Bioquímico | INAZ do Pará - 2019 - Prefeitura de Magalhães Barata - PA - Professor - Matemática |
Q1607707 Português

A CIDADE COMO ESPAÇO EDUCATIVO: CRÔNICA DE UMA EXPERIÊNCIA


    Cinco horas da tarde! Entre o amontoado de pessoas aguardo o metrô com destino à Zona Norte do Rio de Janeiro, nesse momento apreendo o significado do termo “massa”, uma referência comumente feita às grandes aglomerações. Um pouco assustado, observo o comportamento das pessoas, que já haviam naturalizado, pelo cotidiano, as práticas da sobrevivência na cidade grande. Olhando em volta, penso na minha insignificância como indivíduo, no desprezo com que todos se entreolham. “Next station, Maracanã” anuncia uma voz artificial na cosmopolita cidade. Chego a meu destino. “Desembarque pelo lado esquerdo”, completa a voz. Da extremidade oposta, eu peço licença. Fui “educado”, na cidade em que vivia anteriormente, a agir dessa maneira. Entre mim e a porta, um metro quadrado e a densidade populacional que provavelmente superaria a de Pequim.

    Meu mundo, naquele momento, era aquele vagão de metrô. O código social “dá licença” era quase um signo inexistente, impossibilitado pela realidade duramente apreendida por todos. Soa o apito do fechamento das portas. Um indivíduo, apenas mais um na multidão do “vagão mundo”, me avisa: “Meu irmão, aqui não adianta pedir licença, tem que sair empurrando!”. Enfim consigo sair do “avião do trabalhador”, em que, definitivamente, como diz a música, “todo mundo se encosta”.

    Daquele momento em diante minhas viagens foram mais tranquilas; afinal, fui iniciado pela relação, que também é educativa, a como me comportar no metrô, quase um código de conduta. Com os anos, fiz mestrado em “esperar ônibus à noite na periferia carioca” e doutorado na Supervia, orientado pelo “ramal de Belford Roxo”. E olha que não teve refresco na orientação, pois a maioria dos trens não possuía ar-condicionado.

   Apesar de soar como brincadeira, esse relato serve para demonstrar como nos condicionamos, na condição de sujeitos, a partir dessas relações. Nesse aspecto, destaco a importância de pensar o contexto das pessoas, os modos de vida, as condições em que cada um sobrevive, a formação da identidade, tudo envolvido com um processo que disputa com as clássicas instituições educativas a formação do sujeito. É preciso, nem que seja nas minúcias, refletir sobre a cidade e seus espaços de convivência.

    A contribuição que esse debate pode angariar na formação dos professores refere-se à construção de uma concepção educacional que parta do sujeito. Como um estrangeiro na cidade do Rio de Janeiro, mantenho um olhar de estranhamento de certas práticas. Nesse aspecto, fui “obrigado” a refletir sobre como os alunos, em diferentes lugares dessa cidade tão complexa, se percebem nesse espaço e como o espaço interfere nas suas práticas. A cidade “obrigava” o despertar matinal de uma aluna às 4 horas da manhã para conseguir chegar às 7 horas em sala de aula. Ir de trem, de Japeri, Região Metropolitana do Rio de Janeiro, até a UERJ leva um tempo. Será que isso interferiu no seu desempenho?

    Na Baixada Fluminense, dou aula em um curso noturno e os alunos são majoritariamente trabalhadores. São sujeitos que materialmente, nesse espaço social, foram desprovidos de certas oportunidades. “Professor, só posso chegar à aula às 20 horas”, confessou-me um aluno. Trabalhava no Centro e, devido ao engarrafamento, não conseguiria chegar às 19 horas na faculdade. Entre aceitar ou sugerir que abandonasse os estudos, preferi a primeira opção.

    [...]

Marcelo Gomes da Silva

Disponível em: http://educacaopublica.cederj.edu.br/revista/tag/educacao-patrimonial

No trecho “Entre mim e a porta, um metro quadrado e a densidade populacional que provavelmente superaria a de Pequim”, infere-se que, antes dos termos destacados, ocorre a elipse de:
Alternativas
Q1289703 Direito Processual do Trabalho
No processo do trabalho, a decisão denegatória do recurso de revista:
Alternativas
Q1289702 Direito Financeiro
É obrigatória a inclusão, no orçamento das entidades de direito público, de verba necessária ao pagamento de seus débitos, oriundos de sentenças transitadas em julgado, constantes de precatórios apresentados até:
Alternativas
Q1289701 Direito Tributário
Na execução fiscal, o prazo para a oposição de embargos do devedor inicia a partir da:
Alternativas
Q1289700 Direito Ambiental
Nos termos indicados na Lei nº 6.938/81, NÃO é considerado como instrumento da Política Nacional do Meio Ambiente:
Alternativas
Q1289699 Direito Processual Civil - Novo Código de Processo Civil - CPC 2015
O prazo para o Advogado Público interpor recurso visando a esclarecer obscuridade ou eliminar contradição em decisão proferida pela Justiça Estadual, em procedimento comum, é de:
Alternativas
Q1289698 Direito Processual Civil - Novo Código de Processo Civil - CPC 2015
No Processo Civil a decisão do relator que monocraticamente negar provimento a recurso que for contrário a enunciado de súmula do Supremo Tribunal Federal poderá ser atacada por:
Alternativas
Q1289697 Direito Civil
Quando o devedor contrai com o credor nova dívida, com o nítido intuito de extinguir e substituir a anterior, ocorre:
Alternativas
Q1289695 Direito Administrativo
As sociedades de economia mista somente podem ser constituídas na forma de:
Alternativas
Q1289694 Direito Constitucional
O mandado de injunção:
Alternativas
Q1281327 Raciocínio Lógico
A negação da sentença: Algum paciente internado no ambulatório não foi vacinado é:
Alternativas
Q1281323 Conhecimentos Gerais

Leia a seguinte matéria: “A vacinação propõe imunizar o corpo humano contra doenças infecciosas. Mas você já recebeu alertas no seu celular sobre o perigo de tomar vacina? Nos últimos meses, dezenas de mensagens contra a imunização apareceram nas redes sociais e aplicativos como o WhatsApp. Frases apelativas como “A vacina é mortal”, “Essas doses já mataram milhares” e “Não vacine seus filhos. É um risco.” foram amplamente compartilhadas no Brasil e ajudaram a disseminar o medo. Também ficaram famosas notícias falsas como afirmar que a vacina para a febre amarela era um golpe para reduzir a população mundial ou que a vacina contra o HPV estimulava meninas a iniciar uma vida sexual. O Ministério da Saúde observou queda nas coberturas vacinais do país e também está preocupado com o risco de retorno de doenças erradicadas. Em 2017, a vacinação de bebês e crianças no Brasil atingiu o índice mais baixo em 16 anos”. (Fonte: uol.com.br). Sobre a importância da vacinação, analise as assertivas abaixo, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.


( ) Reduz os números de casos de doenças infecciosas em toda a comunidade, uma vez que a transmissão é diminuída.

( ) Aumenta o número de hospitalizações.

( ) Aumenta os gastos com medicamentos.

( ) Reduz a mortandade.

( ) Erradica doenças.


A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

Alternativas
Q1281322 Conhecimentos Gerais

Leia a seguinte matéria: “Em dois anos, o número de pessoas encarceradas aumentou de 727 mil para 812 mil pessoas em regime fechado, semiaberto e quem cumpre pena em abrigos. Segundo dados atualizados do Banco de Monitoramento de Prisões, do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), atualmente a população carcerária do Brasil tem 812.564 pessoas presas. E o número pode aumentar, já que alguns estados, como São Paulo, ainda não forneceram os números atualizados. Quase metade da população carcerária, cerca de 41,5% das pessoas presas ainda não foi julgada. Atualmente, há 337 mil pessoas presas provisoriamente. E, seguindo a lógica anterior, o número ainda pode aumentar com a atualização dos demais estados que não divulgaram os números”. (Texto adaptado. Fonte:ponte.org.br, de 19/07/19).


Nesse contexto, assinale a alternativa que corresponde aos 3 países com as maiores populações carcerárias do mundo?

Alternativas
Q1281321 Conhecimentos Gerais
Leia a seguinte matéria: “Aquecimento global transforma oceanos em ameaça para humanidade – Devastados pelo aquecimento e pela poluição provocada pelo homem, os oceanos estão prestes a desatar toda a sua força contra as populações, adverte a ONU em um rascunho que será adotado na semana que vem”. (Fonte: https://istoe.com.br, de 19/09/19). Mas o que é aquecimento global?
Alternativas
Q1281320 Atualidades

Leia a seguinte notícia: “A Advocacia-Geral da União (AGU) protocolou, em maio de 2019, uma ação na Justiça Federal do Rio Grande do Sul pedindo o ressarcimento aos cofres públicos dos gastos com tratamento de doenças causadas pelo tabaco. O pedido engloba os gastos dos últimos cinco anos na rede pública de saúde e indenização por danos morais coletivos. ” (Texto adaptado. Fonte: gauchazh.clicrbs.com.br, de 21/05/2019). Segundo a AGU, são alvo da ação as empresas que controlam a maioria do comércio de cigarros em todo o Brasil:


I. Souza Cruz.

II. Philip Morris Brasil.

III. Benson & Hedges.


Quais estão corretas?

Alternativas
Q1281319 História e Geografia de Estados e Municípios

De acordo com a História do Município de Coronel Bicaco/RS, nos primórdios do ensino local, na casa de _________________________, pai da esposa de Ramão Luciano de Souza e dono de muitas terras locais, foram ministradas as primeiras aulas aos alunos da redondeza pelo professor Germano Lütz.


Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna do trecho acima.

Alternativas
Q1281318 Legislação dos Municípios do Estado do Rio Grande do Sul
Joabe foi aprovado no último concurso público realizado pelo Município de Coronel Bicaco e, de acordo com a Lei nº 1.561/2003, a qual estabelece o plano de carreira para os servidores públicos municipais, ele poderá ingressar no serviço público centralizado no Executivo Municipal, que é integrado pelo quadro dos cargos de provimento efetivo e pelo quadro dos cargos em comissão e funções:
Alternativas
Respostas
7221: B
7222: D
7223: C
7224: B
7225: D
7226: C
7227: A
7228: E
7229: B
7230: D
7231: C
7232: A
7233: C
7234: A
7235: E
7236: A
7237: C
7238: C
7239: B
7240: D