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Texto I
Há escolas que são gaiolas
e há escolas que são asas.
-----------Escolas que são gaiolas existem para que os
-----pássaros desaprendam a arte do voo. Pássaros
-----engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o
-----seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros
5 --engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser
-----pássaros. Porque a essência dos pássaros é o voo.
-----------Escolas que são asas não amam pássaros
-----engaiolados. O que elas amam são pássaros em voo.
-----Existem para dar aos pássaros coragem para voar.
10 --Ensinar o voo, isso elas não podem fazer, porque o voo
-----já nasce dentro dos pássaros. O voo não pode ser
-----ensinado. Só pode ser encorajado.
ALVES, Rubem
Disponível em: http://www.pensador.info/p/ _cronica_escolas_gaiolas_escolas_asas_rubem_alves/1/
Considerando o 1o parágrafo do Texto I, os elementos destacados a seguir que apresentam, entre si, uma relação semântica de oposição são:
Texto I
Há escolas que são gaiolas
e há escolas que são asas.
-----------Escolas que são gaiolas existem para que os
-----pássaros desaprendam a arte do voo. Pássaros
-----engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o
-----seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros
5 --engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser
-----pássaros. Porque a essência dos pássaros é o voo.
-----------Escolas que são asas não amam pássaros
-----engaiolados. O que elas amam são pássaros em voo.
-----Existem para dar aos pássaros coragem para voar.
10 --Ensinar o voo, isso elas não podem fazer, porque o voo
-----já nasce dentro dos pássaros. O voo não pode ser
-----ensinado. Só pode ser encorajado.
ALVES, Rubem
Disponível em: http://www.pensador.info/p/ _cronica_escolas_gaiolas_escolas_asas_rubem_alves/1/
No primeiro parágrafo do Texto I, o único período cujo sentido NÃO caracteriza uma educação castradora é o
Acontece que Portugal e Inglaterra eram aliados de quinhentos anos – uma aliança tão antiga que, quando começou, a numeração de seus henriques e manueis ainda estava no zero. Ao mesmo tempo, D. João, como muitos portugueses, tinha um chiquê por tudo que fosse francês – a língua, a literatura, os perfumes, os molhos, os doces, os queijos – e se mortificava com a ideia de que a França se lhe tornasse hostil. Mas não podia se submeter a Napoleão e muito menos mandá-lo se roçar nas ostras, como gostaria, porque o corso podia se ofender e retaliar. D. João pensou até em oferecer em casamento seu herdeiro, D. Pedro, a alguma sobrinha de Napoleão – o que, além de vergonhoso, parecia prematuro porque D. Pedro tinha, então, apenas 9 anos.
CASTRO, Ruy. Era no tempo do rei. Um romance da chegada da Corte. Rio de Janeiro: Objetiva, 2007. p. 22
Indique com ( V ) a afirmativa verdadeira (correta) e com ( F ) a falsa (incorreta), de acordo com a norma culta da língua portuguesa.
( ) Os membros da associação contribuíram com doações para a reconstrução da casa paroquial.
( ) Em “Ser rei implica sacrifícios” e “D. João implicava com D. Pedro” o verbo implicar tem sentidos diferentes e, por isso, a sua regência também é diferente.
( ) A seção foi interrompida devido ao temporal.
( ) Houveram muitas disputas entre D. João e Napoleão.
( ) A delegação portuguesa chegou ontem em Curitiba.
Assinale agora a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
A reabilitação do orgulho Nem pecado nem falha de caráter. Pesquisas mostram que o sentimento de altivez só faz bem
Verônica Mambrini
Os dias de falsa modéstia estão contados. O orgulho está saindo do limbo reservado aos vícios de comportamento considerados pecado ou falha de caráter graças a uma série de estudos psicológicos que acabam de sair do forno. Eles mostram que, ao contrário do que sempre se pregou, é bom se orgulhar de si mesmo e de suas conquistas e expor aos outros com altivez. Encontraram também uma função social para ele. Tradicionalmente tido como uma emoção muito individualista, o orgulho tem sido avaliado como um sentimento de importante componente agregador e um protetor natural do amor próprio.
Nas últimas semanas, o exemplo mais evidente é o do artista plástico Max, vencedor da nona edição do Big Brother Brasil, exibido pela Rede Globo. Um dos gestos característicos do novo milionário no reality show era bater o punho fechado no peito. "Desde adolescente digo que tenho orgulho de ser quem eu sou", diz. "Minha autoestima sempre foi muito grande." Um estudo de 2008, feito pelos pesquisadores Jessica L. Tracy, da Universidade da Columbia Britânica, no Canadá, e David Matsumo, da Universidade de São Francisco, nos EUA, demonstrou que os gestos associados ao orgulho são parecidos em praticamente todas as culturas. Os especialistas compararam as expressões faciais de atletas dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2004. Competidores de 37 países, incluindo cegos, exibiram feições muito semelhantes no momento da vitória.
Outra descoberta da professora Jessica, junto com o psicólogo Richard W. Robins, da Universidade da Califórnia, é que há dois tipos de orgulho: um é a soberba, em que a pessoa se sente superior aos outros. O outro é o autêntico, que está ligado às realizações pessoais, motivado pela sensação de dever cumprido, de ser capaz de realizar bem as tarefas. A redatora Cíntia Costa usa esse sentimento a seu favor. Quando decidiu se casar, há pouco mais de um ano, começou o blog Planejando meu Casamento, com as dicas para fazer as núpcias desejadas sem se endividar. "Muitas noivas não queriam mais casar porque não tinham dinheiro para a festa", lembra. "Lendo o blog, elas recuperaram a confiança". Outra característica do orgulho bom, afirmam os estudos, é a capacidade de inspirar e motivar outras pessoas que estão à sua volta.
O único lugar em que Cíntia é mais moderada é no trabalho. "Comemoro as vitórias em equipe e escolho com cuidado o que vou falar." As precauções de Cíntia no ambiente profissional fazem sentido - a psicóloga especializada em seleção e recrutamento Ana Carolina Maffra, da consultoria Equipe Certa, reforça que é preferível falar de resultados obtidos em um trabalho específico a desfilar qualidades que você acredita ter. "Mas é bom ter orgulho de fazer algo benfeito, da profissão, da empresa", reforça Ana Carolina. "Isso indica autoestima."
Outra pesquisa da Universidade da Columbia Britânica, feita pela pesquisadora Jessica L. Tracy e pelo psicólogo Azim Shariff, mostrou que, nos testes, os participantes deram mais valor a um entregador de pizzas orgulhoso do que a um executivo abatido. As expressões de orgulho transmitem aos outros a impressão de sucesso, o que melhora o status social no grupo. O fotógrafo André de Menezes Trigueiro sabe do poder que exerce sobre as pessoas ao redor. "Ouço bastante que contagio os outros quando estou falando de um assunto que gosto", diz. "Não me inibo em ser o centro das atenções." André gosta de mostrar suas criações para os amigos e se considera feliz com seu trabalho. A professora de psicologia social da Universidade de São Paulo Sueli Damergian acredita que uma das coisas que diferenciam o orgulho positivo do negativo é a postura que se tem com o outro. "O orgulho positivo implicaria ser capaz de reconhecer o valor das coisas que se fez, sem se sentir superior ou com maiores direitos do que os outros", afirma Sueli.
Em outro estudo, Lisa Williams e David DeSteno, psicólogos da Northeastern University, nos Estados Unidos, convidaram 62 estudantes para um teste de QI. Depois, cumprimentaram alguns como se tivessem obtido os resultados mais altos. Na sequência, todos foram convidados a realizar mais uma série de tarefas intelectuais. Os que foram elogiados, se mostraram mais orgulhosos e confiantes. A surpresa é que esse grupo foi também o mais gentil. Para os psicólogos, o resultado indica que as pessoas se sentem mais fortes quando superam problemas. A professora Sueli alerta, contudo, para as implicações éticas desse sentimento. "O orgulho é o oposto da vergonha, ele tem uma implicação moral", afirma. Em outras palavras: orgulho é bom e todo mundo gosta - só não vale deixá-lo virar arrogância.
Revista IstoÉ, ano 32, n. 2058, de 22 de abril de 2009. p.60-61
“Ana Carolina Maffra, da consultoria Equipe Certa, reforça que é preferível falar de resultados obtidos em um trabalho específico a desfilar qualidades que você acredita ter.”
Os dois elementos destacados no fragmento acima se classificam, respectivamente, em
Acontece que Portugal e Inglaterra eram aliados de quinhentos anos – uma aliança tão antiga que, quando começou, a numeração de seus henriques e manueis ainda estava no zero. Ao mesmo tempo, D. João, como muitos portugueses, tinha um chiquê por tudo que fosse francês – a língua, a literatura, os perfumes, os molhos, os doces, os queijos – e se mortificava com a ideia de que a França se lhe tornasse hostil. Mas não podia se submeter a Napoleão e muito menos mandá-lo se roçar nas ostras, como gostaria, porque o corso podia se ofender e retaliar. D. João pensou até em oferecer em casamento seu herdeiro, D. Pedro, a alguma sobrinha de Napoleão – o que, além de vergonhoso, parecia prematuro porque D. Pedro tinha, então, apenas 9 anos.
CASTRO, Ruy. Era no tempo do rei. Um romance da chegada da Corte. Rio de Janeiro: Objetiva, 2007. p. 22
Observe as afirmativas abaixo:
I. Os pronomes oblíquos lhe e lo, destacados no texto, referem-se, respectivamente, a D. João e a Napoleão.
II. Os vocábulos francês e até obedecem à mesma regra de acentuação gráfica.
III. Em “não podia se submeter a Napoleão” e “porque o corso podia se ofender” se é um pronome reflexivo com a função de objeto direto.
IV. Em “D. Pedro tinha, então, apenas 9 anos.”, então pode ser substituído por pois, sem prejuízo gramatical ou de sentido.
V. “Retaliar” é um verbo intransitivo que está sendo usado no texto com o sentido de “vingar-se”.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
“Vivemos a era da exposição e do compartilhamento. Público e privado começam a se confundir. A ideia de privacidade vai mudar ou desaparecer.”
Revista Época. 14/3/2009. Disponível em: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI64069-15228,00- O+TWITTER+VE+E+MOSTRA+TUDO.html
Leia as afirmações abaixo e marque as que podem ser corretamente associadas ao comentário.
1. A difusão de informação digital iniciada pela web nos últimos anos do século XX mudou o modo de as pessoas se comunicarem e viverem.
2. Enviam-se e-mails, deixam-se recados no Orkut. Podemos nos comunicar uns com os outros de forma imediata onde quer que estejamos.
3. A Internet e as redes de celulares estão se fundindo, estamos superconectados.
4. Um dos mais recentes fenômenos do mundo das comunicações é o Twitter, um serviço de troca de mensagens pela Internet.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmações corretas.
II- O planejamento do ensino se fundamenta nas inferências que podem ser feitas das relações lineares entre ensino e aprendizagem.
III- A Didática não pode limitar-se às questões pragmáticas da educação, pois, para se orientar a ação docente, é necessário que se recorra à reflexão de caráter teórico e à pesquisa sobre o ensino.
Dessas afirmações, apenas:
Em SP, poluição mata mais que trânsito.
2 de julho de 2008, por Andréa Bordinhão
Nos dias de maior poluição na cidade de São Paulo, de cada dez pessoas infartadas, uma sofre o ataque por causa da má qualidade do ar. A cada cem casos de câncer de pulmão na capital paulista, oito são por causa da poluição. Os dados foram apresentados pelo médico patologista do Hospital das Clínicas de São Paulo, professor titular do Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina da USP e pesquisador do Laboratório de Poluição Atmosférica da Universidade, Paulo Hilário Saldiva. As estatísticas foram colhidas ao longo de anos de pesquisas desenvolvidas pelos profissionais do laboratório e publicadas em revistas especializadas
Fonte: Revista Veja. Disponível em: http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia-saude/sp-poluicao-mata-mais-transito-342796.shtml.
Analise as afirmações abaixo relacionadas ao assunto abordado pela Revista Veja:
1. Nas grandes cidades, como São Paulo, a poluição constitui um grave problema de saúde pública.
2. Como uma solução para a poluição das grandes cidades, o governo deveria estimular o transporte individual.
3. As doenças causadas pela poluição são capazes de levar à morte as pessoas mais suscetíveis.
4. Segundo muitos especialistas, uma das soluções possíveis para os problemas gerados pela poluição nas grandes cidades seria a redução do tráfego de veículos.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmações corretas.
1. Depende da disponibilização de calculadoras gráficas para o trabalho com geometria e função, vistas como computadores portáteis que dispensam softwares específicos e minimizam os custos com esse tipo de recurso. 2. O emprego de recursos da informática objetiva o uso de softwares para resolver algoritmos de determinados conteúdos matemáticos. 3. Atividades que podem ser executadas com lápis e papel ganham nova vida quando realizadas com o computador. A utilização de recursos da informática cria um ambiente favorável à investigação, à descoberta e à comunicação de ideias matemáticas. 4. A utilização da calculadora, do computador ou de outros elementos tecnológicos, presentes na sociedade moderna pelas possibilidades de suas aplicações, não contribui para que o aluno aprenda a traçar o gráfico de uma função, pois o raciocínio matemático é desenvolvido pela máquina. 5. Pela Educação Matemática, compreende-se que o acesso às tecnologias deve ser visto como um direito e, portanto, a educação deve incluir, no mínimo, uma alfabetização tecnológica.
Assinale a alternativa correta.
Sobre esse assunto, considere os seguintes tópicos:
1. Modelagem matemática. 2. Pluralidade cultural. 3. Resolução de problemas. 4. Geometria. 5. Jogos didáticos. 6. Ábaco, material dourado e calculadora. 7. Tabelas e gráficos. 8. Tratamento da informação.
São tópicos que se referem a metodologias de ensino:
A Constituição da República Federativa do Brasil determina no seu art. 214, o estabelecimento do plano nacional de educação, de duração plurianual, com vistas a articular e desenvolver o ensino brasileiro nos diversos níveis, bem como integrar as ações do Poder Público, objetivando a:
I. igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;
II. oferta de ensino noturno regular, adequado às condições do educando;
III. gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais;
IV. gestão democrática do ensino público, na forma da lei;
V. garantia de padrão de qualidade;
VI. o acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito público subjetivo;
VII. atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, principalmente na rede regular de ensino.
A respeito das afirmações constantes dos itens I a VII, marque a alternativa CORRETA.