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A beleza de Gertrudes fascinava todo mundo e a própria Gertrudes. Os espelhos pasmavam diante de seu rosto, recusando-se a refletir as pessoas da casa e muito menos as visitas. Não ousavam abranger o corpo inteiro de Gertrudes. Era impossível, de tão belo, e o espelho do banheiro, que se atreveu a isto, partiu-se em mil estilhaços. A moça já não podia sair à rua, pois os veículos paravam à revelia dos condutores, e esses, por sua vez, perdiam toda capacidade de ação. Houve um engarrafamento monstro, que durou uma semana, embora Gertrudes houvesse voltado logo para casa. O Senado aprovou lei de emergência, proibindo Gertrudes de chegar à janela. A moça vivia confinada num salão em que só penetrava sua mãe, pois o mordomo se suicidara com uma foto de Gertrudes sobre o peito. Gertrudes não podia fazer nada. Nascera assim, este era o seu destino fatal: a extrema beleza. E era feliz, sabendo-se incomparável. Por falta de ar puro, acabou sem condições de vida, e um dia cerrou os olhos para sempre. Sua beleza saiu do corpo e ficou pairando, imortal. O corpo já então enfezado de Gertrudes foi recolhido ao jazigo, e a beleza de Gertrudes continuou cintilando no salão fechado a sete chaves.
(ANDRADE, Carlos Drummond de. Disponível em: https://www.culturagenial.com/contos-curtos-para-ler-agora-mesmo. Acesso em: agosto de 2024.)
O conto de Drummond revela, em poucas linhas, uma questão social bastante difundida na atualidade. Assinale a afirmativa que aponta essa questão em consonância com o texto.

(Disponível em: https://br.pinterest.com/pin/1065171749337063856/. Acesso em: agosto de 2024.)
A palavra “óbvio”, no terceiro quadrinho, é acentuada porque é uma palavra

Cavalo Caramelo ilhado em telhado é resgatado por bombeiros e veterinários
Um cavalo ilhado por quatro dias em meio às enchentes que atingem o Rio Grande do Sul foi resgatado nessa quinta-feira (9) por homens do Corpo de Bombeiros Militar de São Paulo. O animal foi sedado pelos militares e, em seguida, colocado em um bote. A situação do cavalo, que permanecia de pé sobre o telhado de uma casa rodeada por água no município de Canoas (RS), gerou comoção nas redes sociais. De acordo com o Grupo de Resposta a Animais em Desastres (GRAD), mais de dois mil animais foram resgatados desde o início das enchentes registradas no Sul do país, no fim de abril. Além do cavalo, batizado nas redes sociais de Caramelo, foram resgatados ainda cachorros, gatos, galinhas e porcos. A logística não é simples e mobiliza diversos profissionais. “O resgate é uma etapa importante, mas não é a única. É necessário que haja uma organização após o resgate em cenários de desastres, até que os animais sejam abrigados ou entregues às suas famílias”, detalhou o grupo nas redes sociais. O post mostra os animais passando por uma triagem inicial, já que foram expostos a longos períodos de jejum e ao risco de hipotermia. Além de voluntários para dar continuidade às operações, a entidade precisa de doações para oferecer melhores condições aos animais já resgatados. Os itens de maior urgência incluem casinhas e caminhas, em razão do frio, e medicações antipulga. O grupo pede ainda vacinas para cães e leitores de microchip animal. “Os resgates não param, a previsão do tempo não é boa e estamos estendendo nossos braços para além do que podemos alcançar. Isso porque contamos com a nossa rede de apoio que sempre nos ajuda a ir adiante”, postou o grupo nas redes sociais.
(Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2024-05/cavalo-caramelo-e-resgatado-de-telhado-de-casa-no-rio-grande-do-sul. Acesso em: agosto de 2024.)
Assinale a afirmativa correta que indica a finalidade principal do texto:
Quanto ao quadro organizador curricular nos anos iniciais, é correto afirmar que:
Com relação às reflexões sobre a alfabetização das autoras Emília Ferreiro e Ana Teberosky, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) As escritas pré-silábicas indiferenciadas consideradas não-normativas fazem parte do processo de alfabetização.
( ) O estudo da psicogênese concluiu que as crianças aprendem independentemente de sua classe social.
( ) A criança alfabetizada compreende o sistema alfabético de escrita, sendo capaz de ler e escrever, com autonomia, textos de circulação social que tratam de temáticas familiares a ela.
( ) Para as autoras Ferreiro e Teberosky, o mais importante do processo de aquisição da língua escrita está em como se ensina.
A sequência está correta em
(Disponível em: http://www.referencialcurriculardoparana.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=11.)
Entre os aspectos marcantes que necessitam de especial atenção na etapa do Ensino Fundamental, está a transição da Educação Infantil para o Ensino Fundamental e dos anos iniciais para os anos finais. O processo de transição pauta-se em um acolhimento afetivo que garante segurança e pertencimento à nova organização escolar (diversidade de horários e tempo escolar, encaminhamentos metodológicos, número de professores, entre outros), tarefa a ser desenvolvida por toda a equipe, tanto da instituição de origem quanto da instituição de destino. Pode-se afirmar que o texto anterior sobre a transição da Educação Infantil para o Ensino Fundamental, que consta no Referencial Curricular do Paraná – Ensino Fundamental, é:
De acordo com a implementação dos nove anos de duração do Ensino Fundamental, assinale a afirmativa INCORRETA.
ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE
O caso hipotético contextualiza a questão. Leia-o atentamente.
A importância do ensino de Ciências é reconhecida por pesquisadores da área em todo o mundo, havendo uma concordância relativa à inclusão de temas relacionados à Ciência e à Tecnologia nas Séries Iniciais. Apesar da convergência de opiniões e de sua incorporação pelas propostas curriculares e planejamentos escolares, ainda hoje em dia a criança sai da escola com conhecimentos científicos insuficientes para compreender o mundo que a cerca.
DELIZOICOV Demétrio; ANGOTTI, José André Peres. Metodologia do Ensino de Ciência. São Paulo: Cortez, 1990.
Como realizar a leitura da palavra por meio da leitura do mundo? E como fazer a leitura do mundo por meio da leitura da palavra? Esse pode ser o desafio para pensar um aprendizado da alfabetização que seja significativo. Partindo do fato de que a gente lê o mundo ainda muito antes de ler a palavra, a principal questão é exercitar a prática de fazer a leitura do mundo. E pode-se dizer que isso nasce com a criança. Desde que a criança nasce, os seus contatos com o mundo, seja por intermédio da mãe, seja pelo esforço da própria criança, buscam a conquista de um espaço. Um espaço que não é mais o ventre materno onde ela está protegida, mas um espaço amplo, cheio de desafios e variados obstáculos, e que, para ser conquistado, precisa ser conhecido e compreendido. E isso a criança vai fazendo, superando os desafios e ampliando cada vez mais a sua visão linear do mundo. Quer dizer, em termos absolutos, ela consegue ir avançando a sua capacidade de reconhecimento e de percepção. Ao caminhar, correr, brincar, ela está interagindo com um espaço que é social, está ampliando o seu mundo e reconhecendo a complexidade dele.
CALLAI, Helena Copetti. Aprendendo a ler o mundo: a geografia nos anos iniciais do ensino fundamental. Cadernos CEDES [online]. 2005, v. 25, n. 66 [Acessado em 1 Fevereiro 2024], pp. 227-247. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0101-32622005000200006.
O ensino de história é uma ferramenta primordial para o desenvolvimento da aprendizagem nos Anos Iniciais, este desperta nos alunos o desejo de conhecer o mundo que os cerca, a abandonarem o papel de meros receptores de conhecimentos, e se reconhecerem como sujeito histórico e sujeitos de sua história com isso, passarem a interpretar e interferir na própria realidade. O referido ensino proporciona aos alunos a construção do conhecimento histórico, fazendo com que estes possam desenvolver competências, pensamentos e atitudes críticas.
BERGAMASCHI, Maria Aparecida. O tempo histórico no
ensino fundamental.
Disponível:<http://www.pead.faced.ufrgs.br/sites/publico
/eixo4/estudos_sociais/O_tempo_historico_no_ensino_d
e_historia.pdf>. Acesso em 28/01/2024, p. 1.
Benjamin Bloom (1913–1999) foi um psicólogo e pedagogo norte-americano que desenvolveu diversas pesquisas ao longo de sua vida profissional, abordando a educação com uma perspectiva psicológica. Ele entendia que a educação vai além do âmbito acadêmico, pois deve servir ao propósito de extrair todo o potencial humano, para que este alcance seus sonhos com um olhar mais otimista para os alunos, sem vê-los como meros estudantes.
FERRAZ, Ana Paula do C. M. e BELHOT, Renato V.. Taxonomia de Bloom: revisão teórica e apresentação das adequações do instrumento para definição de objetivos instrucionais. Gest. Prod., São Carlos, v. 17, n. 2, p. 421- 431, 2010.
A avaliação diagnóstica é um instrumento dialético de avanços que terá de ser um instrumento de identificação de novos rumos. Esta, portanto, serve para fazer uma sondagem, situar a etapa e o processo educacional em que se encontra, verificando em que medida houve conhecimento e o que precisa fazer para sanar as dificuldades encontradas. Alunos e professores numa reflexão constante, crítica e participativa.
LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da aprendizagem
escolar, São Paulo: Cortez, 1996.
A ação de planejar, não se reduz ao simples preenchimento de formulários para controle administrativo, é, antes, a atividade consciente da previsão das ações político – pedagógicas, e tendo como referência permanente às situações didáticas concretas (isto é, a problemática social, econômica, política e cultural) que envolve a escola, os professores, os alunos, os pais, a comunidade, que integram o processo de ensino.
LIBÂNEO, José Carlos. Didática. São Paulo: Cortez, 1994.
O professor autoritário, o professor licencioso, o professor competente, sério, o professor incompetente, irresponsável, o professor amoroso da vida e das gentes, o professor mal-amado, sempre com raiva do mundo e das pessoas, frio, burocrático, racionalista, nenhum deles passa pelos alunos sem deixar sua marca.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários a prática educativa (Coleção Leitura). São Paulo: Paz e Terra. 1996