Questões de Concurso Comentadas para contador

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Q4080307 Direito Financeiro
A Lei Complementar nº 101, de 4 de maio de 2000, estabelece normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal e dá outras providências.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp101.htm
Marque a alternativa que NÃO está em conformidade com os incisos do Art. 2º da referida Lei, porque está incompleto, logo está incorreta.
Art. 2º Para os efeitos desta Lei Complementar, entende-se como:
Alternativas
Q4080305 Administração Financeira e Orçamentária
Em sentido amplo, Receita Pública caracteriza-se como um ingresso de recursos ao patrimônio público, mais especificamente como uma entrada de recursos financeiros que se reflete no aumento das disponibilidades. (...) No orçamento público, os recursos, as origens correspondem à receita prevista (estimada ou orçada). A parcela efetivamente arrecadada denomina-se receita realizada.
Nesse contexto, analise as informações:
I.Provenientes da realização de recursos financeiros oriundos de constituição de dívidas.
II.De conversão, em espécie, de bens e direitos.
III.Tributária, patrimonial e agropecuária.
IV.De contribuições, industrial e serviços.
Marque a alternativa com informações referentes às "Receitas de Capital".
Alternativas
Q4080304 Direito Administrativo
Com base na Lei Federal nº 8.666/93, marque a modalidade de licitação que não exige convocação mediante edital.
Alternativas
Q4080302 Contabilidade Geral
Em conformidade com o Código de Ética Profissional de Contabilidade, tem-se como parte dos Deveres do Contador: "Exercer a profissão com zelo, diligência, honestidade e capacidade técnica, observando as Normas Brasileiras de Contabilidade e a legislação vigente, resguardando o interesse público, os interesses de seus clientes ou empregadores, sem prejuízo da dignidade e independência profissionais, e recusar sua indicação em trabalho quando reconheça não se achar capacitado para a especialização requerida". (...)
https://www.crcdf.org.br/portal/wp-content/uploads/2021/06/NBCPG01-NOVOCODIGO-DE-ETICA-2019.pdf
Nesse contexto, analise as assertivas:
I.Guardar sigilo sobre o que souber em razão do exercício profissional, inclusive no âmbito do serviço público, ressalvados os casos previstos em lei ou quando solicitado por autoridades competentes, entre estas os Conselhos Federal e Regionais de Contabilidade.
II.Aplicar as salvaguardas previstas pela profissão, pela legislação, por regulamento ou por organização empregadora toda vez que identificar ou for alertado da existência de ameaças mencionadas nas normas de exercício da profissão contábil, observando o seguinte: tomar medidas razoáveis para evitar ou minimizar conflito de interesses, e quando não puder eliminar ou minimizar a nível aceitável o conflito de interesses, adotar medidas de modo a não perder a independência profissional.
III.Abster-se de expressar argumentos ou dar conhecimento de sua convicção pessoal sobre os direitos de quaisquer das partes interessadas, ou da justiça da causa em que estiver servindo, mantendo seu trabalho no âmbito técnico e limitando-se ao seu alcance, e abster-se de interpretações tendenciosas sobre a matéria que constitui objeto do trabalho, mantendo a independência profissional.
IV.Zelar pela sua competência exclusiva na orientação técnica dos serviços a seu cargo, abstendo-se de emitir qualquer opinião em trabalho de outro contador, sem que tenha sido contratado para tal.
Marque as assertivas que estão coerentes com os " Deveres do Contador".
Alternativas
Q4080301 Direito Administrativo
A Lei nº 10.520, de 17 de julho de 2002, institui, no âmbito da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, nos termos do Art. 37, inciso XXI, da Constituição Federal, modalidade de licitação denominada pregão, para aquisição de bens e serviços comuns, e dá outras providências.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10520.htm
Analise o Art. 6º O prazo de validade das propostas será de ____________, se outro não estiver fixado no edital.
Marque a alternativa com expressão que preenche corretamente a lacuna do caput: 
Alternativas
Ano: 2022 Banca: FCM Órgão: IF-AM Prova: FCM - 2022 - IF-AM - Contador |
Q4079071 Administração Financeira e Orçamentária
Em relação ao Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público (MCASP), os princípios orçamentários visam estabelecer diretrizes norteadoras básicas, a fim de conferir racionalidade, eficiência e transparência para os processos de elaboração, execução e controle do orçamento público.
NÃO correspondem aos princípios orçamentários
Alternativas
Ano: 2022 Banca: FCM Órgão: IF-AM Prova: FCM - 2022 - IF-AM - Contador |
Q4079069 Auditoria
A empresa deve definir em seu Manual Organizacional suas rotinas internas. Constituem rotinas de controles internos, EXCETO
Alternativas
Q4078802 Direito Digital
Segundo a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais - Lei nº 13.709/2018, considera-se anonimização
Alternativas
Q4078801 Direito Administrativo
A Lei nº 9.784/1999 regulamenta o processo administrativo no âmbito da Administração Pública Federal. Sobre os direitos e deveres dos administrados avalie os itens a seguir.

I – É direito do administrado ser tratado com respeito pelas autoridades e servidores, que deverão facilitar o exercício de seus direitos e o cumprimento de suas obrigações.
II – É dever do administrado proceder com lealdade, urbanidade e boa-fé.
III – É dever do administrado fazer-se assistir por advogado ao responder qualquer procedimento administrativo.


Sobre os itens é correto afirmar que
Alternativas
Q4078800 Direito Administrativo
Segundo o Decreto nº 1.171, de 22 de junho de 1994, que aprova o Código de Ética Profissional do Servidor Público, são deveres fundamentais do servidor público, EXCETO:
Alternativas
Q4078799 Direito Constitucional
Avalie os itens a seguir referentes à Constituição da República do Brasil de 1988.

I - Segundo a Constituição da República de 1988, o pluralismo político é um dos fundamentos da República Federativa do Brasil.
II - É objetivo fundamental da República Federativa do Brasil promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.
III - A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações nacionais pelo princípio da não-intervenção.


Sobre os itens é correto afirmar que
Alternativas
Q4078792 Português
O pandemônio que vem por aí


Sérgio Rodrigues*

Pode ser um daqueles truques que a memória nos prega, mas me lembro que, na bolha da minha infância mineira, a palavra "pandemônio" tinha ampla circulação.

Não é que o mundo que eu habitava fosse especialmente confuso ou cacofônico. Comparado ao de hoje, tinha uma simplicidade de três acordes da “Jovem Guarda” ‒ que, aliás, lhe providenciava a maior parte da trilha sonora.

O que acontecia era que, nas asas eternas da hipérbole, do exagero, do drama, o pandemônio era invocado para qualificar desordens mínimas. Por exemplo, a de um quarto de criança com dois gibis do Pato Donald, três carrinhos Matchbox e um pé de Kichute largados no chão.

Só muitos anos depois aprendi que o pandemônio, termo tão corriqueiro, tinha uma origem não apenas literária, mas enraizada na alta cultura. Era um termo erudito, eruditíssimo, que havia caído na vida. Como?

Não é tão simples desvendar esse como porque rola no mundo dos vocábulos uma clara tendência ao pandemônio. O que podemos fazer no caso é reconstituir com relativa segurança a fonte primária da palavra – e isso não é pouco.

Os etimologistas, que não gostam muito de concordar uns com os outros, concordam que se trata de um neologismo culto, um termo inventado pelo poeta inglês John Milton (1608-1674) em sua obra-prima "Paraíso Perdido". Esse longo poema épico de inspiração religiosa, lançado em 1667, tem entre seus personagens Adão, Eva, Deus e Satã. Pandemonium vem a ser o local de trabalho deste último: o palácio,  o quartel-general onde labutam o “Rabudo” e seus demônios subordinados.

O nome traduzia justamente esse coletivo. Milton o criou juntando dois elementos gregos: "pan" (todos) e "daimónion" (demônios), este após tabelinha com o latim "daemonium". Ou seja, o Pandemonium era o local onde se reunia a diabada toda.

Sobre a bem-sucedida carreira do pandemônio na linguagem comum há pistas esparsas. O dicionário etimológico de Douglas Harper registra, para o inglês, o surgimento do sentido expandido ‒ e já atenuado, pois não diabólico ‒ de "lugar de balbúrdia e desordem" cerca de um século após a publicação de "Paraíso Perdido".

Daí até o pandemônio chegar ao meu quarto infantil bagunçado foi preciso fazer uma escala em 1877, ano do primeiro registro do vocábulo em português, no dicionário Morais.

Hoje o Houaiss tem como uma das acepções da palavra uma fórmula domesticada e próxima do sentido em que a conheci: "mistura caótica de pessoas ou coisas; confusão".

Desconfio que o pandemônio já não ocupe posição tão privilegiada na linguagem familiar brasileira. Desde aquele tempo a sensação de desordem cresceu, e com ela o número de palavras encarregadas de traduzi-la. Da chula zona ao científico caos, do cômico furdunço ao popular angu de caroço, não faltam rivais para dividir as preferências do público e desafiar a autoridade vocabular do pandemônio.

Um dos sentidos de pandemônio no Houaiss ‒ "associação de pessoas para praticar o mal ou promover desordens e balbúrdias" ‒ sugere que pode estar na hora de tirá-lo da gaveta.

* Escritor e jornalista.

Folha de São Paulo, 11 de maio de 2022. Adaptado.
Acerca dos recursos de construção textual, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma sobre a seguinte passagem transcrita do texto.

“Só muitos anos depois aprendi que o pandemônio, termo tão corriqueiro, tinha uma origem não apenas literária, mas enraizada na alta cultura. Era um termo erudito, eruditíssimo, que havia caído na vida. Como? Não é tão simples desvendar esse como porque rola no mundo dos vocábulos uma clara tendência ao pandemônio. O que podemos fazer no caso é reconstituir com relativa segurança a fonte primária da palavra – e isso não é pouco”.


( ) Os dois termos em destaque pertencem à mesma classe gramatical.
( ) No primeiro período, as vírgulas foram usadas para separar o aposto.
( ) “Pandemônio” e “primária” são acentuadas por terminarem em ditongo crescente.
( ) “Eruditíssimo” está flexionado em grau para intensificar a qualidade do substantivo.
( ) No último período, segundo a norma-padrão, a crase é de rigor em “à fonte primária”.


De acordo com as afirmações, a sequência correta é  
Alternativas
Q4078791 Português
O pandemônio que vem por aí


Sérgio Rodrigues*

Pode ser um daqueles truques que a memória nos prega, mas me lembro que, na bolha da minha infância mineira, a palavra "pandemônio" tinha ampla circulação.

Não é que o mundo que eu habitava fosse especialmente confuso ou cacofônico. Comparado ao de hoje, tinha uma simplicidade de três acordes da “Jovem Guarda” ‒ que, aliás, lhe providenciava a maior parte da trilha sonora.

O que acontecia era que, nas asas eternas da hipérbole, do exagero, do drama, o pandemônio era invocado para qualificar desordens mínimas. Por exemplo, a de um quarto de criança com dois gibis do Pato Donald, três carrinhos Matchbox e um pé de Kichute largados no chão.

Só muitos anos depois aprendi que o pandemônio, termo tão corriqueiro, tinha uma origem não apenas literária, mas enraizada na alta cultura. Era um termo erudito, eruditíssimo, que havia caído na vida. Como?

Não é tão simples desvendar esse como porque rola no mundo dos vocábulos uma clara tendência ao pandemônio. O que podemos fazer no caso é reconstituir com relativa segurança a fonte primária da palavra – e isso não é pouco.

Os etimologistas, que não gostam muito de concordar uns com os outros, concordam que se trata de um neologismo culto, um termo inventado pelo poeta inglês John Milton (1608-1674) em sua obra-prima "Paraíso Perdido". Esse longo poema épico de inspiração religiosa, lançado em 1667, tem entre seus personagens Adão, Eva, Deus e Satã. Pandemonium vem a ser o local de trabalho deste último: o palácio,  o quartel-general onde labutam o “Rabudo” e seus demônios subordinados.

O nome traduzia justamente esse coletivo. Milton o criou juntando dois elementos gregos: "pan" (todos) e "daimónion" (demônios), este após tabelinha com o latim "daemonium". Ou seja, o Pandemonium era o local onde se reunia a diabada toda.

Sobre a bem-sucedida carreira do pandemônio na linguagem comum há pistas esparsas. O dicionário etimológico de Douglas Harper registra, para o inglês, o surgimento do sentido expandido ‒ e já atenuado, pois não diabólico ‒ de "lugar de balbúrdia e desordem" cerca de um século após a publicação de "Paraíso Perdido".

Daí até o pandemônio chegar ao meu quarto infantil bagunçado foi preciso fazer uma escala em 1877, ano do primeiro registro do vocábulo em português, no dicionário Morais.

Hoje o Houaiss tem como uma das acepções da palavra uma fórmula domesticada e próxima do sentido em que a conheci: "mistura caótica de pessoas ou coisas; confusão".

Desconfio que o pandemônio já não ocupe posição tão privilegiada na linguagem familiar brasileira. Desde aquele tempo a sensação de desordem cresceu, e com ela o número de palavras encarregadas de traduzi-la. Da chula zona ao científico caos, do cômico furdunço ao popular angu de caroço, não faltam rivais para dividir as preferências do público e desafiar a autoridade vocabular do pandemônio.

Um dos sentidos de pandemônio no Houaiss ‒ "associação de pessoas para praticar o mal ou promover desordens e balbúrdias" ‒ sugere que pode estar na hora de tirá-lo da gaveta.

* Escritor e jornalista.

Folha de São Paulo, 11 de maio de 2022. Adaptado.
“A intertextualidade se caracteriza pelas relações estabelecidas entre textos a partir de leituras e interpretações.”
SARMENTO, Leila Lauar. Oficina de redação. São Paulo: Moderna, 2013, p. 238.

A passagem transcrita na qual NÃO está presente, explicitamente, esse dialogismo para ofertar coerência ao texto é
Alternativas
Q4078788 Português
O pandemônio que vem por aí


Sérgio Rodrigues*

Pode ser um daqueles truques que a memória nos prega, mas me lembro que, na bolha da minha infância mineira, a palavra "pandemônio" tinha ampla circulação.

Não é que o mundo que eu habitava fosse especialmente confuso ou cacofônico. Comparado ao de hoje, tinha uma simplicidade de três acordes da “Jovem Guarda” ‒ que, aliás, lhe providenciava a maior parte da trilha sonora.

O que acontecia era que, nas asas eternas da hipérbole, do exagero, do drama, o pandemônio era invocado para qualificar desordens mínimas. Por exemplo, a de um quarto de criança com dois gibis do Pato Donald, três carrinhos Matchbox e um pé de Kichute largados no chão.

Só muitos anos depois aprendi que o pandemônio, termo tão corriqueiro, tinha uma origem não apenas literária, mas enraizada na alta cultura. Era um termo erudito, eruditíssimo, que havia caído na vida. Como?

Não é tão simples desvendar esse como porque rola no mundo dos vocábulos uma clara tendência ao pandemônio. O que podemos fazer no caso é reconstituir com relativa segurança a fonte primária da palavra – e isso não é pouco.

Os etimologistas, que não gostam muito de concordar uns com os outros, concordam que se trata de um neologismo culto, um termo inventado pelo poeta inglês John Milton (1608-1674) em sua obra-prima "Paraíso Perdido". Esse longo poema épico de inspiração religiosa, lançado em 1667, tem entre seus personagens Adão, Eva, Deus e Satã. Pandemonium vem a ser o local de trabalho deste último: o palácio,  o quartel-general onde labutam o “Rabudo” e seus demônios subordinados.

O nome traduzia justamente esse coletivo. Milton o criou juntando dois elementos gregos: "pan" (todos) e "daimónion" (demônios), este após tabelinha com o latim "daemonium". Ou seja, o Pandemonium era o local onde se reunia a diabada toda.

Sobre a bem-sucedida carreira do pandemônio na linguagem comum há pistas esparsas. O dicionário etimológico de Douglas Harper registra, para o inglês, o surgimento do sentido expandido ‒ e já atenuado, pois não diabólico ‒ de "lugar de balbúrdia e desordem" cerca de um século após a publicação de "Paraíso Perdido".

Daí até o pandemônio chegar ao meu quarto infantil bagunçado foi preciso fazer uma escala em 1877, ano do primeiro registro do vocábulo em português, no dicionário Morais.

Hoje o Houaiss tem como uma das acepções da palavra uma fórmula domesticada e próxima do sentido em que a conheci: "mistura caótica de pessoas ou coisas; confusão".

Desconfio que o pandemônio já não ocupe posição tão privilegiada na linguagem familiar brasileira. Desde aquele tempo a sensação de desordem cresceu, e com ela o número de palavras encarregadas de traduzi-la. Da chula zona ao científico caos, do cômico furdunço ao popular angu de caroço, não faltam rivais para dividir as preferências do público e desafiar a autoridade vocabular do pandemônio.

Um dos sentidos de pandemônio no Houaiss ‒ "associação de pessoas para praticar o mal ou promover desordens e balbúrdias" ‒ sugere que pode estar na hora de tirá-lo da gaveta.

* Escritor e jornalista.

Folha de São Paulo, 11 de maio de 2022. Adaptado.
Segundo Cegalla (2013, p. 312), “uma palavra pode ter mais de uma significação”.

No trecho “tinha uma simplicidade de três acordes da Jovem Guarda ‒ que, aliás, lhe providenciava a maior parte da trilha sonora.”, a palavra “trilha” significa “composição, parte musical”. Todavia, em outros contextos, pode ser empregada no sentido de “pista, rastro, vereda, vestígio, exemplo, debulho”, entre outros.

A esse fenômeno linguístico dá-se o nome de
Alternativas
Q4078787 Português
O pandemônio que vem por aí


Sérgio Rodrigues*

Pode ser um daqueles truques que a memória nos prega, mas me lembro que, na bolha da minha infância mineira, a palavra "pandemônio" tinha ampla circulação.

Não é que o mundo que eu habitava fosse especialmente confuso ou cacofônico. Comparado ao de hoje, tinha uma simplicidade de três acordes da “Jovem Guarda” ‒ que, aliás, lhe providenciava a maior parte da trilha sonora.

O que acontecia era que, nas asas eternas da hipérbole, do exagero, do drama, o pandemônio era invocado para qualificar desordens mínimas. Por exemplo, a de um quarto de criança com dois gibis do Pato Donald, três carrinhos Matchbox e um pé de Kichute largados no chão.

Só muitos anos depois aprendi que o pandemônio, termo tão corriqueiro, tinha uma origem não apenas literária, mas enraizada na alta cultura. Era um termo erudito, eruditíssimo, que havia caído na vida. Como?

Não é tão simples desvendar esse como porque rola no mundo dos vocábulos uma clara tendência ao pandemônio. O que podemos fazer no caso é reconstituir com relativa segurança a fonte primária da palavra – e isso não é pouco.

Os etimologistas, que não gostam muito de concordar uns com os outros, concordam que se trata de um neologismo culto, um termo inventado pelo poeta inglês John Milton (1608-1674) em sua obra-prima "Paraíso Perdido". Esse longo poema épico de inspiração religiosa, lançado em 1667, tem entre seus personagens Adão, Eva, Deus e Satã. Pandemonium vem a ser o local de trabalho deste último: o palácio,  o quartel-general onde labutam o “Rabudo” e seus demônios subordinados.

O nome traduzia justamente esse coletivo. Milton o criou juntando dois elementos gregos: "pan" (todos) e "daimónion" (demônios), este após tabelinha com o latim "daemonium". Ou seja, o Pandemonium era o local onde se reunia a diabada toda.

Sobre a bem-sucedida carreira do pandemônio na linguagem comum há pistas esparsas. O dicionário etimológico de Douglas Harper registra, para o inglês, o surgimento do sentido expandido ‒ e já atenuado, pois não diabólico ‒ de "lugar de balbúrdia e desordem" cerca de um século após a publicação de "Paraíso Perdido".

Daí até o pandemônio chegar ao meu quarto infantil bagunçado foi preciso fazer uma escala em 1877, ano do primeiro registro do vocábulo em português, no dicionário Morais.

Hoje o Houaiss tem como uma das acepções da palavra uma fórmula domesticada e próxima do sentido em que a conheci: "mistura caótica de pessoas ou coisas; confusão".

Desconfio que o pandemônio já não ocupe posição tão privilegiada na linguagem familiar brasileira. Desde aquele tempo a sensação de desordem cresceu, e com ela o número de palavras encarregadas de traduzi-la. Da chula zona ao científico caos, do cômico furdunço ao popular angu de caroço, não faltam rivais para dividir as preferências do público e desafiar a autoridade vocabular do pandemônio.

Um dos sentidos de pandemônio no Houaiss ‒ "associação de pessoas para praticar o mal ou promover desordens e balbúrdias" ‒ sugere que pode estar na hora de tirá-lo da gaveta.

* Escritor e jornalista.

Folha de São Paulo, 11 de maio de 2022. Adaptado.
A comparação do título com o texto integral permite afirmar, fundamentalmente, que o autor, para defender seu ponto de vista,
Alternativas
Q4078507 Administração Financeira e Orçamentária
Analise as afirmativas a seguir.

I. Nos municípios, considera-se Receita Corrente Líquida, o somatório das seguintes receitas: tributárias, de contribuições, patrimoniais, industriais, agropecuárias, de serviços, transferências correntes e outras receitas também correntes, deduzidas a contribuição dos servidores para o custeio do seu sistema de previdência e assistência social e as receitas provenientes da compensação financeira.
II. O Anexo de Metas Fiscais é parte integrante do projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Em referido anexo é obrigatório que se faça constar avaliação da situação financeira e atuarial dos regimes próprios de previdência e assistência dos servidores públicos.
III. Os entes federativos, quando da apuração da despesa total com pessoal, devem incluir, também, os valores das contribuições recolhidas pelo ente às entidades de previdência.
IV. As disponibilidades de caixa do regime próprio de previdência e assistência dos servidores públicos, ainda que vinculadas a fundos específicos, devem ser depositadas em conta separada das demais disponibilidades de cada ente e aplicadas nas condições de mercado, com observância dos limites e condições de proteção e prudência financeira.

Com base nas disposições da Lei de Responsabilidade Fiscal, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4078502 Direito Administrativo
De acordo com as disposições da Lei nº 8.666/1993 (e alterações posteriores), analise as afirmativas a seguir.

I. Os bens produzidos ou serviços prestados por pessoas que comprovem o cumprimento de reservas de vagas previstas na lei para pessoas portadoras de necessidades especiais reabilitados pelos Institutos de Previdência e Assistência de Servidores Municipais terão preferência como critério de desempate em processos licitatórios.
II. Os Institutos de Previdência e Assistência de Servidores Municipais poderão inexigir o processo licitatório quando objetivar a contratação de empresa brasileira dedicada à recuperação social de servidores municipais enfermos.
III. Quando os Institutos de Previdência e Assistência de Servidores Municipais desejarem celebrar contratos de prestação de serviços com organizações sociais, eles deverão adotar os procedimentos relativos à inexigibilidade de licitação.

Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4078361 Segurança da Informação
Sobre os cuidados a serem tomados para evitar uma infecção por malware, analise as afirmações a seguir.

I - Ao usar um programa pirata, certificar-se de que sua origem é confiável.
II - Fazer backup dos dados em uma pasta na Área de Trabalho.
III - Utilizar um antivírus atualizado e com rotina periódica de escaneamento.

Está correto apenas o que se afirma em
Alternativas
Q4078351 Direito Digital
Segundo a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), Lei nº 13.709/2018, está correto o que se afirma em
Alternativas
Q4078350 Legislação Federal
Analise os conceitos a seguir, referentes à Lei nº 11.091/2005, que dispõe sobre a estruturação do Plano de Carreira dos Cargos Técnico -Administrativos em Educação, no âmbito das Instituições Federais de Ensino vinculadas ao Ministério da Educação.

I - Plano de carreira é o conjunto de princípios, diretrizes e normas que regulam o desenvolvimento profissional dos servidores titulares de cargos que integram determinada carreira, constituindo-se em instrumento de gestão do órgão ou entidade.
II - Usuários são pessoas ou coletividades internas ou externas à Instituição Federal de Ensino que usufruem direta ou indiretamente dos serviços por ela prestados.
III - Cargo é a área específica de atuação do servidor, integrada por atividades afins ou complementares, organizada a partir das necessidades institucionais e que orienta a política de desenvolvimento de pessoal.

Está correto apenas o que se afirma em
Alternativas
Respostas
17901: B
17902: D
17903: C
17904: B
17905: A
17906: E
17907: D
17908: A
17909: B
17910: D
17911: B
17912: D
17913: A
17914: D
17915: E
17916: B
17917: B
17918: C
17919: A
17920: B