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Q2448416 Administração Financeira e Orçamentária
Sobre os princípios que regem o ciclo orçamentário brasileiro, considere os seguintes enunciados:

1. Previsto, de forma expressa, pelo caput do Art. 2º da Lei nº 4.320/1964: determina existência de orçamento único para cada um dos entes federados – União, Estados, Distrito Federal e Municípios – com a finalidade de se evitarem múltiplos orçamentos paralelos dentro da mesma pessoa política.
2. Previsto no § 8º do Art. 165 da Constituição Federal: estabelece que a LOA não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da despesa. Ressalvam-se dessa proibição a autorização para abertura de crédito suplementar e a contratação de operações de crédito, nos termos da lei.
3. Previsto pelo Art. 6º da Lei nº 4.320/1964: obriga registrarem-se receitas e despesas na LOA pelo valor total e bruto, vedadas quaisquer deduções.

Os enunciados 1, 2 e 3 descrevem, respectivamente, os conceitos dos seguintes princípios:
Alternativas
Q2448413 Contabilidade Geral
No exercício financeiro de 2022, uma determinada entidade comercial apresentou as seguintes contas de resultado em reais: 


Imagem associada para resolução da questão



De acordo com as informações apresentadas, o valor do Lucro Bruto a ser evidenciado na Demonstração do Resultado do Exercício da entidade no ano de 2022 é: 
Alternativas
Q2448329 Noções de Informática

É considerada um acesso NÃO autorizado às redes e aos computadores, chamamos de:

Alternativas
Q2448328 Noções de Informática

Considere as seguintes afirmações:

I - A criptografia envolve a conversão de texto simples legível por humanos em texto incompreensível;

II - Encriptação é um processo de transformação de dados claros em uma forma ilegível, ou seja, encriptados.

III - Decriptação é o processo reverso da criptografia; é a transformação dos dados encriptados de volta à forma de texto claro.

IV - Criptografia é usada para roubar dados de forma segura do computador.

Alternativas
Q2448327 Noções de Informática

Com as redes de computadores e, em especial, a Internet, o mundo vem se tornando cada vez mais globalizado, e a distância geográfica entre as pessoas já não configura mais um impedimento para efetivar a comunicação e a troca de dados e informações. Isso só é possível porque existe uma forma padronizada de realizar a comunicação entre os dispositivos. Esse padrão chama-se:

Alternativas
Q2448326 Noções de Informática

Considere as seguintes afirmações:

I - A internet é composta por milhões de redes públicas e privadas que utilizam diversos protocolos de comunicação para se conectar e compartilhar dados.

II - Internet é uma rede global de computadores interconectados que permite a troca de informações e comunicação entre usuários em todo o mundo.

III - Os dispositivos utilizados na internet devem ser produzidos pelo mesmo fabricante.


Está(ão) correta(s):

Alternativas
Q2448325 Noções de Informática

É uma combinação de hardware e software que isola a rede interna de uma organização da internet em geral, permitindo que alguns pacotes passem e bloqueando outros. Este termo refere-se a:

Alternativas
Q2448324 Atualidades

Desde sua posse para o terceiro mandato, o atual presidente já anunciou a indicação de dois juristas para o Supremo Tribunal Federal (STF). O primeiro teve destacada trajetória em litígios empresariais e criminais, e se notabilizou por sua atuação durante os processos relacionados à Operação Lava Jato. O segundo foi ministro da Justiça e Segurança Pública, além de destacado juiz federal e político maranhense. Qual dos nomes abaixo se referem a essas duas pessoas indicadas para o STF? Analise as assertivas e assinale a alternativa correta:


I - Cristiano Zanin.

II - Sérgio Moro.

III - Deltan Dallagnol.

IV - Flávio Dino.

Alternativas
Q2448323 Atualidades

Preencha as lacunas e assinale a alternativa que contém a sequência correta: A _________________ é uma planta industrial da Petrobras que apesar de nunca ter seu projeto completamente terminado, funciona em Ipojuca, ____________. Desde o início da sua construção, a refinaria já foi alvo de acusações como lavagem de dinheiro até protestos de moradores devido aos gases tóxicos emitidos na região, causando sintomas respiratórios e irritação da pele. O anúncio da retomada das obras em 2024 gerou críticas e debates sobre o papel da ______________ na apuração de indícios de corrupção no processo de construção da refinaria.

Alternativas
Q2448322 História e Geografia de Estados e Municípios

Preencha as lacunas e assinale a alternativa que contém a sequência correta: O ________________ Nossa Senhora da Conceição, localizado em São João do Triunfo, é um espaço de grande relevância histórica, cultural e religiosa. Criado há cem anos, foi idealizado pelo ______________. Com imagens importadas da França e dedicadas também ao _____________. A área recebeu romarias, festivais e missas, e, atualmente, passa por um projeto de revitalização que inclui a construção de uma nova capela, trilha ecológica, além de melhorias estruturais para receber devotos e visitantes.

Alternativas
Q2448321 Atualidades

Em São João do Triunfo, no Paraná, o tabaco é uma atividade econômica que desempenha um papel vital no município. Na safra 2019/2020, São João do Triunfo registrou milhares de toneladas que envolveram centenas de famílias gerando riqueza e renda, embora o setor também apresente desafios relacionados às condições de trabalho e à saúde dos produtores. Qual das alternativas abaixo se refere ao cultivo de tabaco?

Alternativas
Q2448320 História e Geografia de Estados e Municípios

A Cruz do Marco dos Imigrantes, localizada na Colônia Lagoa, em São João do Triunfo, foi erguida pelos primeiros imigrantes no final do século XIX. A cruz servia como local para rezar missas até a construção da igreja, e hoje permanece como um marco histórico e religioso, lembrando as origens e a jornada dos imigrantes. Qual das nacionalidades abaixo está ligada à história da imigração e da construção da Cruz do Marco dos Imigrantes em São João do Triunfo?

Alternativas
Q2448314 Português

Texto: Ilusão de verdade


Lucília Diniz


        Botas e mais botas. Muito provavelmente esse será o resultado de uma busca na internet ao perguntar o melhor calçado para fazer o Caminho de Santiago. De diferentes marcas, com o cano mais ou menos alto, novas e resistentes ou surradas e amaciadas, mas sempre botas.

        Foi o que os buscadores recomendaram quando, anos atrás, meu marido, Luiz, e eu nos preparamos para nossa caminhada. Pois bem: nós descobrimos pela nossa própria experiência, a melhor alternativa para os muitos quilômetros de caminhada diários eram os tênis, com dois pares de meias.

        As botas estavam lá, enchendo as telas à exaustão, a um toque dos nossos dedos. Como poderia não ser verdade? E, no entanto, como dizem, “na prática a teoria era outra”. Isso faz pensar sobre como hoje aceitamos respostas prontas, às vezes para nossa confusão.

       Nada escapa ao “oráculo eletrônico”. A data de um evento obscuro, a sinopse de uma obra clássica ou a explicação de um teorema complicadíssimo: seja qual for o interesse, as trilhas cibernéticas, bem menos acidentadas que as do norte da Espanha, nos levam a um conhecimento instantâneo.

        Anos atrás — uma fração de segundo em termos de tempo histórico — era preciso recorrer a enciclopédias, dicionários e especialistas atrás de uma informação. Hoje as respostas vêm em uma fração literal de segundo. E cada vez fica mais fácil. Quando nos limitávamos aos buscadores, tínhamos às vezes de cruzar dados incompletos. Agora, a inteligência artificial nos entrega o que procuramos com começo meio e fim. Não dá nem para desconfiar – mas deveríamos. Não à toa, até os próprios mecanismos de IA advertem que os conteúdos podem ter imprecisões.        

        Além do risco de erros, há uma questão mais sutil. Quem acredita que todo o saber vem pela tela do celular acaba deixando de dar valor a um conhecimento menos divulgado, gerado em universidades e outros estudos. Vivi um exemplo disso, quando, em seminário na França, aprendi com o químico francês Hervé This, especialista em gastronomia molecular, sobre a utilidade de resfriar o macarrão para tornar mais lenta a absorção de seus carboidratos.        

       Naquela época, como hoje, sempre procurei variar minhas fontes de conhecimento. Não fosse por isso, talvez não tivesse me inteirado da produção científica de This, ainda fora do alcance dos mecanismos de busca na internet. Só teria tido essa mesma informação poucos meses atrás. Quando li no The New York Times uma reportagem que explicava a “nova” técnica viralizada nas mídias sociais. Fazer longas investigações nos isentava de erros. Mas dava tempo à dúvida e reflexão; tempo para digerir a informação. Absorver um conhecimento rápido é parecido com matar a fome comendo fast-food. A satisfação é imediata. Mas os efeitos posteriores nem sempre são benéficos.

     O principal risco, penso eu, é acumularmos certezas inabaláveis. Um dado errôneo, mal-intencionado ou não, pode causar bem mais danos do que as dores ocasionadas por calçado errado. Por que abriremos os olhos para outras possibilidades quando “tudo indica” que já temos a resposta que procurávamos? O pior cego, hoje não é o que não quer ver, mas o que pensa que já viu. Como dizia o filósofo grego Parmênides cinco séculos antes de Cristo, “o maior inimigo do conhecimento não é a ignorância, mas a ilusão de verdade”.


Texto adaptado do site:

https://veja.abril.com.br/coluna/coluna-dalucilia/a-ilusao-da-verdade2/#google_vignettehttps://veja.abril.com.br/coluna /coluna-da-lucilia/a-ilusao-da-verdade2/#google_vignette






Destaque a única alternativa em que a palavra ou enunciado sublinhado NÃO exerce a função sintática de objeto indireto:

Alternativas
Q2448313 Português

Texto: Ilusão de verdade


Lucília Diniz


        Botas e mais botas. Muito provavelmente esse será o resultado de uma busca na internet ao perguntar o melhor calçado para fazer o Caminho de Santiago. De diferentes marcas, com o cano mais ou menos alto, novas e resistentes ou surradas e amaciadas, mas sempre botas.

        Foi o que os buscadores recomendaram quando, anos atrás, meu marido, Luiz, e eu nos preparamos para nossa caminhada. Pois bem: nós descobrimos pela nossa própria experiência, a melhor alternativa para os muitos quilômetros de caminhada diários eram os tênis, com dois pares de meias.

        As botas estavam lá, enchendo as telas à exaustão, a um toque dos nossos dedos. Como poderia não ser verdade? E, no entanto, como dizem, “na prática a teoria era outra”. Isso faz pensar sobre como hoje aceitamos respostas prontas, às vezes para nossa confusão.

       Nada escapa ao “oráculo eletrônico”. A data de um evento obscuro, a sinopse de uma obra clássica ou a explicação de um teorema complicadíssimo: seja qual for o interesse, as trilhas cibernéticas, bem menos acidentadas que as do norte da Espanha, nos levam a um conhecimento instantâneo.

        Anos atrás — uma fração de segundo em termos de tempo histórico — era preciso recorrer a enciclopédias, dicionários e especialistas atrás de uma informação. Hoje as respostas vêm em uma fração literal de segundo. E cada vez fica mais fácil. Quando nos limitávamos aos buscadores, tínhamos às vezes de cruzar dados incompletos. Agora, a inteligência artificial nos entrega o que procuramos com começo meio e fim. Não dá nem para desconfiar – mas deveríamos. Não à toa, até os próprios mecanismos de IA advertem que os conteúdos podem ter imprecisões.        

        Além do risco de erros, há uma questão mais sutil. Quem acredita que todo o saber vem pela tela do celular acaba deixando de dar valor a um conhecimento menos divulgado, gerado em universidades e outros estudos. Vivi um exemplo disso, quando, em seminário na França, aprendi com o químico francês Hervé This, especialista em gastronomia molecular, sobre a utilidade de resfriar o macarrão para tornar mais lenta a absorção de seus carboidratos.        

       Naquela época, como hoje, sempre procurei variar minhas fontes de conhecimento. Não fosse por isso, talvez não tivesse me inteirado da produção científica de This, ainda fora do alcance dos mecanismos de busca na internet. Só teria tido essa mesma informação poucos meses atrás. Quando li no The New York Times uma reportagem que explicava a “nova” técnica viralizada nas mídias sociais. Fazer longas investigações nos isentava de erros. Mas dava tempo à dúvida e reflexão; tempo para digerir a informação. Absorver um conhecimento rápido é parecido com matar a fome comendo fast-food. A satisfação é imediata. Mas os efeitos posteriores nem sempre são benéficos.

     O principal risco, penso eu, é acumularmos certezas inabaláveis. Um dado errôneo, mal-intencionado ou não, pode causar bem mais danos do que as dores ocasionadas por calçado errado. Por que abriremos os olhos para outras possibilidades quando “tudo indica” que já temos a resposta que procurávamos? O pior cego, hoje não é o que não quer ver, mas o que pensa que já viu. Como dizia o filósofo grego Parmênides cinco séculos antes de Cristo, “o maior inimigo do conhecimento não é a ignorância, mas a ilusão de verdade”.


Texto adaptado do site:

https://veja.abril.com.br/coluna/coluna-dalucilia/a-ilusao-da-verdade2/#google_vignettehttps://veja.abril.com.br/coluna /coluna-da-lucilia/a-ilusao-da-verdade2/#google_vignette






Considere o enunciado “Vivi um exemplo disso, quando, em seminário na França, aprendi com o químico francês Hervé This, especialista em gastronomia molecular, sobre a utilidade de resfriar o macarrão para tornar mais lenta a absorção de seus carboidratos” para destacar qual a informação é recuperada pela palavra DISSO:

Alternativas
Q2448312 Português

Texto: Ilusão de verdade


Lucília Diniz


        Botas e mais botas. Muito provavelmente esse será o resultado de uma busca na internet ao perguntar o melhor calçado para fazer o Caminho de Santiago. De diferentes marcas, com o cano mais ou menos alto, novas e resistentes ou surradas e amaciadas, mas sempre botas.

        Foi o que os buscadores recomendaram quando, anos atrás, meu marido, Luiz, e eu nos preparamos para nossa caminhada. Pois bem: nós descobrimos pela nossa própria experiência, a melhor alternativa para os muitos quilômetros de caminhada diários eram os tênis, com dois pares de meias.

        As botas estavam lá, enchendo as telas à exaustão, a um toque dos nossos dedos. Como poderia não ser verdade? E, no entanto, como dizem, “na prática a teoria era outra”. Isso faz pensar sobre como hoje aceitamos respostas prontas, às vezes para nossa confusão.

       Nada escapa ao “oráculo eletrônico”. A data de um evento obscuro, a sinopse de uma obra clássica ou a explicação de um teorema complicadíssimo: seja qual for o interesse, as trilhas cibernéticas, bem menos acidentadas que as do norte da Espanha, nos levam a um conhecimento instantâneo.

        Anos atrás — uma fração de segundo em termos de tempo histórico — era preciso recorrer a enciclopédias, dicionários e especialistas atrás de uma informação. Hoje as respostas vêm em uma fração literal de segundo. E cada vez fica mais fácil. Quando nos limitávamos aos buscadores, tínhamos às vezes de cruzar dados incompletos. Agora, a inteligência artificial nos entrega o que procuramos com começo meio e fim. Não dá nem para desconfiar – mas deveríamos. Não à toa, até os próprios mecanismos de IA advertem que os conteúdos podem ter imprecisões.        

        Além do risco de erros, há uma questão mais sutil. Quem acredita que todo o saber vem pela tela do celular acaba deixando de dar valor a um conhecimento menos divulgado, gerado em universidades e outros estudos. Vivi um exemplo disso, quando, em seminário na França, aprendi com o químico francês Hervé This, especialista em gastronomia molecular, sobre a utilidade de resfriar o macarrão para tornar mais lenta a absorção de seus carboidratos.        

       Naquela época, como hoje, sempre procurei variar minhas fontes de conhecimento. Não fosse por isso, talvez não tivesse me inteirado da produção científica de This, ainda fora do alcance dos mecanismos de busca na internet. Só teria tido essa mesma informação poucos meses atrás. Quando li no The New York Times uma reportagem que explicava a “nova” técnica viralizada nas mídias sociais. Fazer longas investigações nos isentava de erros. Mas dava tempo à dúvida e reflexão; tempo para digerir a informação. Absorver um conhecimento rápido é parecido com matar a fome comendo fast-food. A satisfação é imediata. Mas os efeitos posteriores nem sempre são benéficos.

     O principal risco, penso eu, é acumularmos certezas inabaláveis. Um dado errôneo, mal-intencionado ou não, pode causar bem mais danos do que as dores ocasionadas por calçado errado. Por que abriremos os olhos para outras possibilidades quando “tudo indica” que já temos a resposta que procurávamos? O pior cego, hoje não é o que não quer ver, mas o que pensa que já viu. Como dizia o filósofo grego Parmênides cinco séculos antes de Cristo, “o maior inimigo do conhecimento não é a ignorância, mas a ilusão de verdade”.


Texto adaptado do site:

https://veja.abril.com.br/coluna/coluna-dalucilia/a-ilusao-da-verdade2/#google_vignettehttps://veja.abril.com.br/coluna /coluna-da-lucilia/a-ilusao-da-verdade2/#google_vignette






Assinale a alternativa em que o verbo sublinhado não está no passado (pretérito imperfeito e pretérito perfeito do indicativo):

Alternativas
Q2448311 Português

Texto: Ilusão de verdade


Lucília Diniz


        Botas e mais botas. Muito provavelmente esse será o resultado de uma busca na internet ao perguntar o melhor calçado para fazer o Caminho de Santiago. De diferentes marcas, com o cano mais ou menos alto, novas e resistentes ou surradas e amaciadas, mas sempre botas.

        Foi o que os buscadores recomendaram quando, anos atrás, meu marido, Luiz, e eu nos preparamos para nossa caminhada. Pois bem: nós descobrimos pela nossa própria experiência, a melhor alternativa para os muitos quilômetros de caminhada diários eram os tênis, com dois pares de meias.

        As botas estavam lá, enchendo as telas à exaustão, a um toque dos nossos dedos. Como poderia não ser verdade? E, no entanto, como dizem, “na prática a teoria era outra”. Isso faz pensar sobre como hoje aceitamos respostas prontas, às vezes para nossa confusão.

       Nada escapa ao “oráculo eletrônico”. A data de um evento obscuro, a sinopse de uma obra clássica ou a explicação de um teorema complicadíssimo: seja qual for o interesse, as trilhas cibernéticas, bem menos acidentadas que as do norte da Espanha, nos levam a um conhecimento instantâneo.

        Anos atrás — uma fração de segundo em termos de tempo histórico — era preciso recorrer a enciclopédias, dicionários e especialistas atrás de uma informação. Hoje as respostas vêm em uma fração literal de segundo. E cada vez fica mais fácil. Quando nos limitávamos aos buscadores, tínhamos às vezes de cruzar dados incompletos. Agora, a inteligência artificial nos entrega o que procuramos com começo meio e fim. Não dá nem para desconfiar – mas deveríamos. Não à toa, até os próprios mecanismos de IA advertem que os conteúdos podem ter imprecisões.        

        Além do risco de erros, há uma questão mais sutil. Quem acredita que todo o saber vem pela tela do celular acaba deixando de dar valor a um conhecimento menos divulgado, gerado em universidades e outros estudos. Vivi um exemplo disso, quando, em seminário na França, aprendi com o químico francês Hervé This, especialista em gastronomia molecular, sobre a utilidade de resfriar o macarrão para tornar mais lenta a absorção de seus carboidratos.        

       Naquela época, como hoje, sempre procurei variar minhas fontes de conhecimento. Não fosse por isso, talvez não tivesse me inteirado da produção científica de This, ainda fora do alcance dos mecanismos de busca na internet. Só teria tido essa mesma informação poucos meses atrás. Quando li no The New York Times uma reportagem que explicava a “nova” técnica viralizada nas mídias sociais. Fazer longas investigações nos isentava de erros. Mas dava tempo à dúvida e reflexão; tempo para digerir a informação. Absorver um conhecimento rápido é parecido com matar a fome comendo fast-food. A satisfação é imediata. Mas os efeitos posteriores nem sempre são benéficos.

     O principal risco, penso eu, é acumularmos certezas inabaláveis. Um dado errôneo, mal-intencionado ou não, pode causar bem mais danos do que as dores ocasionadas por calçado errado. Por que abriremos os olhos para outras possibilidades quando “tudo indica” que já temos a resposta que procurávamos? O pior cego, hoje não é o que não quer ver, mas o que pensa que já viu. Como dizia o filósofo grego Parmênides cinco séculos antes de Cristo, “o maior inimigo do conhecimento não é a ignorância, mas a ilusão de verdade”.


Texto adaptado do site:

https://veja.abril.com.br/coluna/coluna-dalucilia/a-ilusao-da-verdade2/#google_vignettehttps://veja.abril.com.br/coluna /coluna-da-lucilia/a-ilusao-da-verdade2/#google_vignette






O ponto de vista defendido pela autora e, apresentado por meio de uma crônica narrativa, é que:

Alternativas
Q2448310 Português

Texto: Ilusão de verdade


Lucília Diniz


        Botas e mais botas. Muito provavelmente esse será o resultado de uma busca na internet ao perguntar o melhor calçado para fazer o Caminho de Santiago. De diferentes marcas, com o cano mais ou menos alto, novas e resistentes ou surradas e amaciadas, mas sempre botas.

        Foi o que os buscadores recomendaram quando, anos atrás, meu marido, Luiz, e eu nos preparamos para nossa caminhada. Pois bem: nós descobrimos pela nossa própria experiência, a melhor alternativa para os muitos quilômetros de caminhada diários eram os tênis, com dois pares de meias.

        As botas estavam lá, enchendo as telas à exaustão, a um toque dos nossos dedos. Como poderia não ser verdade? E, no entanto, como dizem, “na prática a teoria era outra”. Isso faz pensar sobre como hoje aceitamos respostas prontas, às vezes para nossa confusão.

       Nada escapa ao “oráculo eletrônico”. A data de um evento obscuro, a sinopse de uma obra clássica ou a explicação de um teorema complicadíssimo: seja qual for o interesse, as trilhas cibernéticas, bem menos acidentadas que as do norte da Espanha, nos levam a um conhecimento instantâneo.

        Anos atrás — uma fração de segundo em termos de tempo histórico — era preciso recorrer a enciclopédias, dicionários e especialistas atrás de uma informação. Hoje as respostas vêm em uma fração literal de segundo. E cada vez fica mais fácil. Quando nos limitávamos aos buscadores, tínhamos às vezes de cruzar dados incompletos. Agora, a inteligência artificial nos entrega o que procuramos com começo meio e fim. Não dá nem para desconfiar – mas deveríamos. Não à toa, até os próprios mecanismos de IA advertem que os conteúdos podem ter imprecisões.        

        Além do risco de erros, há uma questão mais sutil. Quem acredita que todo o saber vem pela tela do celular acaba deixando de dar valor a um conhecimento menos divulgado, gerado em universidades e outros estudos. Vivi um exemplo disso, quando, em seminário na França, aprendi com o químico francês Hervé This, especialista em gastronomia molecular, sobre a utilidade de resfriar o macarrão para tornar mais lenta a absorção de seus carboidratos.        

       Naquela época, como hoje, sempre procurei variar minhas fontes de conhecimento. Não fosse por isso, talvez não tivesse me inteirado da produção científica de This, ainda fora do alcance dos mecanismos de busca na internet. Só teria tido essa mesma informação poucos meses atrás. Quando li no The New York Times uma reportagem que explicava a “nova” técnica viralizada nas mídias sociais. Fazer longas investigações nos isentava de erros. Mas dava tempo à dúvida e reflexão; tempo para digerir a informação. Absorver um conhecimento rápido é parecido com matar a fome comendo fast-food. A satisfação é imediata. Mas os efeitos posteriores nem sempre são benéficos.

     O principal risco, penso eu, é acumularmos certezas inabaláveis. Um dado errôneo, mal-intencionado ou não, pode causar bem mais danos do que as dores ocasionadas por calçado errado. Por que abriremos os olhos para outras possibilidades quando “tudo indica” que já temos a resposta que procurávamos? O pior cego, hoje não é o que não quer ver, mas o que pensa que já viu. Como dizia o filósofo grego Parmênides cinco séculos antes de Cristo, “o maior inimigo do conhecimento não é a ignorância, mas a ilusão de verdade”.


Texto adaptado do site:

https://veja.abril.com.br/coluna/coluna-dalucilia/a-ilusao-da-verdade2/#google_vignettehttps://veja.abril.com.br/coluna /coluna-da-lucilia/a-ilusao-da-verdade2/#google_vignette






O texto “Ilusão de verdade” é uma crônica e se organiza a partir de características narrativas. Marque a única alternativa INCORRETA acerca da organização que caracteriza o texto de Lucília Diniz, como sendo narrativo:

Alternativas
Q2448114 Legislação dos Municípios do Estado do Espírito Santo
A Câmara Municipal é um órgão legislativo presente em todas as cidades brasileiras, exceto nos distritos, e desempenha um papel fundamental na governança local. Seu funcionamento envolve diversos aspectos que contribuem para a elaboração de leis, fiscalização do Executivo e representação dos interesses da comunidade, desempenhando um papel essencial na democracia local. Sobre a Câmara Municipal e seu funcionamento nos termos da Lei Orgânica Municipal de Santa Maria de Jetibá, analise as afirmativas a seguir.

I. O Secretário ou Diretor equivalente, a seu pedido, deverá comparecer perante o Plenário ou qualquer Comissão da Câmara para expor assunto e discutir projeto de lei, ou qualquer outro ato normativo relacionado com o serviço administrativo.
II. A Mesa da Câmara deverá encaminhar pedidos escritos de informação ou documentos aos Secretários Municipais ou Diretores equivalentes, importando a recusa em crime de responsabilidade, o não atendimento no prazo de trinta dias, bem como a prestação de informação falsa.
III. O Vereador que não tomar posse na sessão prevista deverá fazê-lo dentro do prazo de quinze dias do início do funcionamento normal da Câmara, sob pena de perda do mandato, salvo motivo justo, aceito pela maioria absoluta dos membros da Câmara.
IV. A eleição da Mesa Diretora da Câmara, para o segundo biênio, far-se-á na última Sessão Ordinária do primeiro biênio, considerando-se automaticamente empossados os eleitos no dia 1º de janeiro seguinte.

Está correto o que se afirma apenas em 
Alternativas
Q2448113 Legislação dos Municípios do Estado do Espírito Santo
O Conselho Deliberativo é um órgão de governança presente em diversas organizações, sejam elas públicas ou privadas. Sua principal função é deliberar sobre questões estratégicas, políticas e institucionais, influenciando diretamente nas diretrizes e decisões tomadas pela entidade. Assim, o Conselho Deliberativo desempenha um papel crucial na governança corporativa, assegurando representatividade, transparência, responsabilidade e sustentabilidade das organizações em que atua. Nos termos da Lei Complementar nº 2.643/2022, analise as afirmativas a seguir.

I. Os servidores interessados em compor o Conselho Deliberativo, que não tenham cumprido o estágio probatório deverão, no momento da candidatura, realizar a sua inscrição, mas sua posse fica condicionada à comprovação do cumprimento e aprovação no estágio probatório.
II. Na composição do Conselho Deliberativo, deverá, no mínimo, um dos membros indicados pelo Chefe do poder Executivo Municipal possuir nível superior, juntamente com seu suplente. Os demais indicados e os escolhidos pela Assembleia dos Segurados, no mínimo formação de nível médio.
III. A responsabilidade dos membros do Conselho Deliberativo por omissão no cumprimento de seus deveres é solidária, e dela não se exime o membro dissidente que fizer consignar sua divergência em ata de reunião do Conselho Deliberativo.
IV. Perderá o mandato o conselheiro que faltar três reuniões consecutivas ou cinco alternadas, assumindo, neste caso, seu suplente ou sendo nomeado novo conselheiro.

Está correto o que se afirma apenas em 
Alternativas
Q2448112 Administração Pública
Os princípios da Administração Pública são diretrizes fundamentais que norteiam a atuação dos agentes públicos, tanto no âmbito federal, estadual quanto municipal, visando garantir a eficiência, legalidade, moralidade e transparência na gestão dos recursos e na prestação dos serviços públicos. Considerando ostermos da Lei Orgânica do município, assinale a afirmativa correta
Alternativas
Respostas
10861: C
10862: C
10863: A
10864: E
10865: E
10866: C
10867: B
10868: D
10869: A
10870: C
10871: E
10872: B
10873: A
10874: C
10875: B
10876: A
10877: D
10878: D
10879: D
10880: C